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Instituto de Medicina Avançada
Updated: 1 day 16 min ago

O que o linfedema pode causar?

Mon, 04/12/2021 - 10:00

O linfedema se caracteriza pelo tamanho irregular de determinada região do corpo, provocado pelo acúmulo anormal de um líquido rico em proteínas, chamado linfa. O indivíduo que sofre com o linfedema apresenta inchaços, mais precisamente na região inferior do corpo. Além de todo o desconforto motivado por esse inchaço, o linfedema também pode causar complicações como a erisipela e a elefantíase. Saiba mais sobre as consequências do linfedema a seguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é uma doença que provoca o acúmulo de linfa em todo o corpo, mas com foco maior nas pernas e nos pés. Esse excesso de linfa acontece quando os vasos linfáticos possuem alguma obstrução ou lesão que impede a circulação normal dessa substância.

Assim, o corpo não consegue fazer a drenagem correta do líquido, fazendo com que ele fique armazenado dentro dos canais linfáticos, causando o inchaço, principal sintoma da doença.

O linfedema pode ser de origem primária, quando tem causa genética e também pode ser resultado de uma intervenção externa, como procedimentos cirúrgicos, caracterizando assim uma origem secundária.

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento. Os cuidados começam com a visita ao médico e cumprimento das orientações repassadas que, geralmente, são:

  • A prática regular de atividade física;
  • O uso de roupas de compressão;
  • Drenagem linfática manual;
  • Cirurgia.

Todas as medidas de tratamento têm como objetivo reduzir a quantidade de líquido acumulado e assim garantir ao paciente uma vida com mais qualidade.

 

Complicações do linfedema?

Quando não tratado corretamente, o linfedema pode causar diversas complicações ao paciente. Dentre elas, destacamos o escurecimento da pele, dor local, vermelhidão, ferimentos, coceira, indisposição e baixa mobilidade. Além disso, outras duas complicações do linfedema merecem uma atenção especial: a erisipela de repetição e a elefantíase. Saiba mais a seguir.

Erisipela de repetição

A erisipela é uma infecção comum, causada por uma bactéria que se localiza no membro inferior, no tecido subcutâneo da pele. A infecção causada pela doença provoca vermelhidão na pele, também chamada de hiperemia.

A hiperemia é a grande circulação ou a congestão sanguínea em um local específico da pele.

Para que essa bactéria cause infecção, ela precisa de uma porta de entrada, um meio para chegar até a região interna do corpo humano. Esse acesso existe quando o paciente apresenta algum ferimento ou fissura na pele que, por menor que seja, permite a entrada da bactéria.

Até mesmo a micose, muito comum nos pés, pode ser porta de entrada para a ação da bactéria causadora da erisipela, uma vez que os fungos causadores da micose geram pequenas rachaduras na pele, favorecendo a entrada desses micro-organismos.

Além da pele avermelhada, a pessoa que sofre com erisipela pode apresentar:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Bolhas;
  • Pele com ferimentos indicando a necrose dos tecidos locais.

O tratamento da erisipela deve ser rápido com o uso de antibióticos orais indicados pelo médico, além de muito repouso e elevação do membro afetado para tentar reduzir o inchaço.

O profissional indicado para tratar essa doença é o cirurgião vascular, mas o médico que atende no posto de saúde pode perfeitamente fazer um acolhimento e acompanhamento inicial.

Isso porque a recomendação é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o dano se torne maior e com consequências mais graves para o indivíduo.

Por isso, se você apresenta sinais da erisipela e a consulta com o seu médico vascular vai demorar, não espere. Procure um clínico geral o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para o paciente, pois ele sofrerá menos danos futuros.

Erisipela de repetição

Sabemos que aquele que tem erisipela, futuramente apresentará inchaço na pele, além da erisipela por repetição. A erisipela por repetição atinge o indivíduo que possui alguma doença venosa, insuficiência ou alteração vascular que serve como fator de risco para novos casos.

Além do linfedema, pessoas que têm diabetes descontrolada ou obesidade também estão mais suscetíveis à erisipela de repetição. A razão é a má circulação sanguínea, uma das consequências dessas enfermidades.

A erisipela é considerada de repetição porque se torna resistente aos medicamentos e aparece frequentemente, sempre que o linfedema ou outra doença venosa apresenta sinais mais aparentes, quando está em crise, por exemplo.

Vale lembrar que a erisipela é uma doença grave que pode levar o indivíduo a óbito, uma vez que a necrose de tecidos pode atingir regiões mais profundas da pele, elevando os níveis de amputações e de infecções.

 

Elefantíase

A elefantíase é a segunda consequência do linfedema, embora muitas vezes seja confundida com a própria doença. Ou seja, muitas pessoas acreditam que o linfedema e a elefantíase são a mesma coisa. Na verdade, a elefantíase pode ser uma complicação do linfedema.

A elefantíase é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em algumas partes do corpo, deixando a região atingida totalmente disforme e irregular, em comparação com outras áreas. Geralmente, as pernas são as mais atingidas.

A doença é provocada, normalmente, por um parasita que entra no organismo através da picada de um mosquito. Contudo, ela também é resultado do linfedema secundário, aquele que surge após alguma intervenção cirúrgica no corpo.

Também chamada de filariose, a elefantíase deixa a pele afetada com um aspecto muito enrugado e inchado, muito semelhante à pele de um elefante. Daí vem a denominação da doença.

Devido ao inchaço extremo, a elefantíase compromete gravemente a mobilidade do indivíduo, interferindo na sua autonomia, além de prejudicar bastante a estética e a autoestima do paciente. Outros sintomas da elefantíase são:

  • Coceira na pele;
  • Dor local;
  • Pele avermelhada e inchada;
  • Dores em diversos locais como cabeça, músculos e membros inferiores;
  • Febre e mal-estar.

O linfedema é uma doença que causa inchaço em regiões diferentes do corpo, mas atinge especialmente os membros inferiores. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos vasos linfáticos devido a alguma obstrução ou lesão local. As causas podem ser de origem genética ou devido a procedimentos cirúrgicos para tratamento de doenças como o câncer de mama, por exemplo. O linfedema deve ser tratado o quanto antes para evitar as complicações, das quais destacamos a erisipela por repetição e a elefantíase. Se você apresenta algum dos sintomas listados aqui, procure orientação médica o quanto antes.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Categories: Medical

Qual hormônio ajuda a engravidar?

Thu, 04/08/2021 - 10:00

Hormônios são substâncias essenciais para o organismo humano, porque desempenham diversos papeis no corpo que contribuem para que ele funcione de forma adequada. Eles auxiliam, por exemplo, a regular a pressão arterial, a controlar a glicemia no organismo, no desenvolvimento dos indivíduos e até nas possibilidades de uma mulher engravidar.

Existe mais de um hormônio que influencia no sucesso de uma gravidez e, caso haja qualquer alteração neles, a mulher pode ter dificuldades para engravidar ou manter uma gestação.

É fundamental que uma mulher que deseja engravidar conheça esses hormônios, porque uma alteração em uma ou mais dessas substâncias pode ser a causa de infertilidade da paciente.

Então, para que você os conheça, listamos abaixo quais são os hormônios que ajudam uma mulher a engravidar!

Hormônios que ajudam a engravidar Estrogênio

O estrogênio é conhecido como o principal hormônio sexual feminino, porque ele é responsável pelo desenvolvimento físico e sexual das mulheres. É esse hormônio que atua, por exemplo, na formação e no amadurecimento do endométrio, do sistema reprodutor e dos seios.

Além disso, o estrogênio é importante para que ocorra a gravidez. Isso porque ele auxilia no crescimento folicular, no amadurecimento do óvulo, na circulação na membrana uterina e na união do espermatozoide com o óvulo.

Então, se uma mulher tiver pouco ou muito estrogênio no organismo, ela pode apresentar problemas para engravidar. Por isso, é muito importante que um especialista analise a quantidade de estrogênio no corpo da mulher que está tentando engravidar.

Dessa forma, ele saberá se a infertilidade é causada pelo estrogênio e qual é o melhor tratamento para o caso.

FSH e LH

O hormônio folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH) têm como principal função no organismo estimular o crescimento do folículo, que é um revestimento que protege o óvulo antes de ocorrer a ovulação.

O FSH e o LH também influenciam na produção e na liberação dos óvulos, porque eles atuam na regulação da função hormonal e do desenvolvimento dos ovários. Esses hormônios ainda são importantes para os homens que estão tentando ter filhos, pois eles atuam nos testículos aumentando a produção de espermatozoides.

Devido à importância do crescimento folicular para uma gravidez, atualmente existem diversos medicamentos de tratamento de fertilidade que possuem o FSH em suas composições.

Esses remédios podem ser usados em determinados tratamentos, como o de indução da ovulação e de inseminação artificial. Mas, é importante ressaltar que a utilização deles sempre deve ser recomendada e orientada pelo médico responsável pelo tratamento.

HCG

Gonadotrofina coriônica humana (HCG) é um hormônio que faz parte do mesmo grupo do FSH e LH, mas que possui diferentes funções no organismo. O HCG não auxilia a mulher a engravidar, porém ele é conhecido como hormônio da gravidez, porque só começa a ser produzido no corpo quando a mulher está grávida.

A função dele é manter o corpo lúteo, uma estrutura que se desenvolve no ovário após a ovulação, no início da gestação até que a placenta se forme e possa assumir a produção de estrogênio e progesterona. O HCG ainda é responsável por inibir a menstruação durante a gestação.

A molécula desse hormônio é dividida em duas partes. Uma é bem parecida com o FSH e o LH, já a outra é única. Esta, que é chamada de beta, é o elemento que os testes de gravidez verificam justamente porque ela geralmente só é produzida em altos níveis quando uma mulher está grávida.

Progesterona

A progesterona é um hormônio importante tanto antes da gravidez quanto durante. Ele é essencial para que a gestação aconteça, porque ele é produzido pelo ovário no ciclo menstrual justamente para preparar o endométrio para a implantação do embrião no útero. Ou seja, a progesterona prepara o organismo feminino para a gravidez.

Já durante a gestação, o hormônio garante que a gravidez seja segura e ainda atua na preparação das glândulas mamárias para a produção de leite depois que o bebê nascer.

Caso uma mulher grávida tenha um nível baixo de progesterona, ela pode tomar um suplemento do hormônio para que a gravidez seja mais segura. Entretanto, novamente quem deve indicar a suplementação é o médico que acompanha a gestação. 

Isso é essencial, porque ele sabe realmente se é necessário o suplemento e como a paciente deve consumir esse medicamento.

TSH

Os hormônios estimulantes da tireoide (TSH) realizam diversas atividades no organismo para garantir que ele vai funcionar de forma adequada. Em relação à gravidez eles são importantes, porque atuam com a progesterona e o estrogênio para promover o funcionamento dos ovários e auxiliar no amadurecimento dos óvulos.

Então, se a mulher apresenta falta ou excesso de TSH em seu organismo, ela pode ter problemas de infertilidade. Afinal, os ovários e o crescimento dos óvulos são afetados por essa alteração.

Por isso, quando uma mulher busca saber sua causa de infertilidade é necessário analisar os níveis de TSH em seu organismo.

Prolactina

A prolactina é bastante conhecida como o hormônio responsável pela produção de leite materno, já que atua nas glândulas mamárias estimulando a formação da bebida. Mas, ela também é importante para a gravidez, pois é a prolactina que libera a gonadotrofina (gnRH) no organismo durante o ciclo menstrual. E é a gnRH que libera o FSH e o LH que vão estimular o crescimento do folículo na mulher.

Sendo assim, níveis alterados de prolactina no organismo também podem prejudicar a fertilidade de uma mulher. Se uma moça apresenta esse hormônio em excesso, por exemplo, o cérebro entende que ela já está amamentando e para de colaborar com o desenvolvimento folicular.

Como os hormônios listados aqui ajudam a engravidar e a manter uma gestação segura, eles precisam estar equilibrados no organismo da mulher que deseja ter um filho.

Se você estiver enfrentando dificuldades para engravidar, deve se consultar com um especialista para que ele verifique se todos os hormônios estão equilibrados em seu organismo. De acordo com o diagnóstico, ele poderá lhe indicar o melhor tratamento para seu caso.

Agora que você sabe quais hormônios ajudam a engravidar, veja também se existem pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade!

Dra. Juliana Amato

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Categories: Medical

O que é linfedema nas pernas?

Mon, 04/05/2021 - 10:00

O linfedema é um problema de saúde causado pelo acúmulo de líquido nas pernas e também nos membros superiores. Apesar de ser uma doença bastante comum, não é tão divulgada como deveria, o que interfere negativamente no diagnóstico e impede o tratamento precoce. Veja a seguir o que é o linfedema, suas causas e tipos de tratamento.

O que é linfedema?

O linfedema, conhecido popularmente como inchaço nas pernas, é o acúmulo de líquido nos membros inferiores e também nos membros superiores, mais precisamente entre os vasos linfáticos. 

O líquido acumulado é chamado de linfa, uma mistura de proteínas, gorduras e outros componentes. Esse excesso de líquido é o que causa o inchaço nos braços e nas pernas, provocando um aumento no volume das regiões afetadas.

 

Quais são as causas do linfedema?

O linfedema pode ser de origem primária ou secundária. Dizemos que o linfedema é primário quando afeta o indivíduo desde o nascimento. Ou seja, existe uma má formação congênita, comprometendo os vasos linfáticos e causando o acúmulo de líquido.

Nesse caso, os sintomas do linfedema começam a aparecer antes dos 35 anos de idade e, por serem de origem congênita, surgem sem que haja qualquer intervenção no corpo.

Já o linfedema secundário surge devido a circunstâncias variadas, dentre elas:

  • Procedimentos cirúrgicos que provocam lesões na pele.
  • Processos inflamatórios e infecciosos que estimulam a produção de linfa, originando o excesso e o acúmulo.

Quando o linfedema ocorre nos membros superiores, geralmente é resultado de algum processo cirúrgico. Mulheres que passam pela cirurgia de mastectomia, para tratar o câncer de mama, por exemplo, costumam sofrer com linfedema nos braços, já que os gânglios linfáticos são retirados das axilas durante a operação cirúrgica.

Já quando o linfedema surge nos membros inferiores, a causa tem a ver com infecções de repetição e com a erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada geralmente por bactérias. Essa infecção atinge a região dos vasos linfáticos provocando, além de dores, vermelhidão e ferimentos na pele, dentre outros sintomas incômodos.


Como é feito o diagnóstico do linfedema

Apesar de ser uma doença muito comum, o linfedema não é um problema amplamente estudado e, por isso, também não é facilmente diagnosticado.

Como o principal sintoma é o inchaço das pernas e dos braços, o linfedema é, muitas vezes, confundido com outras doenças que também provocam esse sintoma como a insuficiência cardíaca, a insuficiência venosa, o mixedema e os problemas de tireoide.

Portanto, para que seja feito o diagnóstico correto é necessário que o médico vascular trabalhe eliminando outras possíveis causas do inchaço, como as doenças listadas acima, para descobrir se o paciente está sofrendo, de fato, com o linfedema.


Existe tratamento para o linfedema?

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento cujo objetivo é controlar a doença e promover para o paciente uma vida com mais qualidade. O tratamento para o linfedema possui quatro pilares extremamente necessários e importantes. São eles:


Drenagem linfática manual

A drenagem linfática é uma massagem realizada por um profissional especializado, como o cirurgião vascular ou um fisioterapeuta. É um procedimento bem diferente daquele executado em clínicas de estética, o que exige muita atenção do paciente na hora de aderir a essa prática.


Exercícios que estimulam a drenagem linfática

O sistema linfático, ao contrário de outros sistemas do organismo, não possui um mecanismo de bombeamento próprio. Ele precisa ser estimulado e isso acontece por meio de pressões sobre os vasos linfáticos, presentes em todo o corpo humano.

Os exercícios funcionais são indicados para estimular a drenagem do líquido acumulado. Algumas sugestões são:

  • Respiração profunda, com estímulo dos vasos linfáticos presentes na região do tórax;
  • Contrações musculares como rotação do pescoço, da cabeça e dos ombros. Girar a cabeça em sentidos diferentes, contrair e soltar os ombros são exemplos de exercícios eficientes para estimular a musculatura.
  • Prática diária de exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo etc. 30 minutos por dia, de 3 a 5 vezes por semana são suficientes.
  • Musculação, dentro das limitações de cada um, também é uma técnica valiosa para combater o linfedema. Os treinos de força dão mais flexibilidade e exercitam a musculatura.
  • Por fim, sugerimos o alongamento que é um exercício simples, fácil de realizar e cumpre bem o papel de relaxar a musculatura.

Terapia de compressão

A terapia de compressão também faz parte do tratamento contra o linfedema e consiste no uso de meias elásticas para auxiliar a drenagem do líquido acumulado e, assim, reduzir o inchaço dos membros inferiores.

É um procedimento que deve ser indicado por um médico especialista, que também vai ofertar mais orientações a respeito.


Cuidados locais com a pele

Os cuidados com a pele são os mesmos sugeridos para o pé diabético. O objetivo é evitar que os membros inferiores sofram qualquer tipo de ferimento que possa favorecer uma infecção, provocando ou piorando a situação de um linfedema. As orientações são:

  • Examinar os pés em busca de pequenas lesões que possam crescer e causar ferimentos mais graves.
  • Lavar os pés e secar bem, especialmente entre os dedos.
  • Seguir um tratamento com um médico especialista como o cirurgião vascular ou o endocrinologista. Ambos são profissionais habilitados a lidar com esse tipo de problema.
  • Usar talcos e meias especiais para evitar infecção provocada por desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • Usar sapatos confortáveis, sem costura interna, que não machuquem os pés.
  • Antes de calçar um sapato verificar se existe algum objeto que possa causar algum machucado ou ferimento nos pés.
  • Evitar andar descalço e assim reduzir o risco de ferimentos.
  • Evitar sandália de dedo que também pode machucar a pele. Optar por calçados próprios para pés sensíveis e diabéticos.
  • Redobrar o cuidado na hora de cortar as unhas e remover calos, evitando qualquer produto ou objeto que possa provocar ferimentos ou irritações graves na pele.
  • Largar o cigarro. O tabagismo é um fator de risco para o linfedema. Logo, é um hábito que deve ser eliminado o quanto antes pelo paciente que sofre com o inchaço nas pernas.

 

Como vimos, o linfedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de líquido em diferentes áreas do corpo, especialmente nas pernas e nos braços. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento que consiste basicamente em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, fazer exercícios que estimulam a drenagem e ter cuidados com os pés. Para diagnóstico e tratamento corretos, busque sempre um médico especialista no assunto.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Hipertireoidismo e Gestação

Thu, 04/01/2021 - 09:01

A função tireoidiana mantida normal é essencial para boa evolução de uma gestação. Apesar do baixo funcionamento da função tireoidiana (HIPOtireoidismo) ser mais comum, os transtornos que cursam com o hiperfuncionamento da tireoide ou excesso de seus hormônios (HIPERtireoidismo ou tireotoxicose, respectivamente), também podem causar complicações tanto para a gestante quanto para o bebê.

Estima-se que as disfunções tiroidianas (hipotireoidismo e hipertireoidismo) ocorram em 3-4% das gestantes, enquanto as formas subclínicas dessas disfunções podem atingir número ainda maior de mulheres (ao redor de 10%). Além disso, podem surgir nódulos e câncer, e em todos esses casos o acompanhamento adequado tem de ser feito. Portanto, a investigação das disfunções tireoidianas antes, durante a gravidez e no pós-parto é tão necessária.

Para a paciente que tem hipertireoidismo, o ideal é que a doença já esteja controlada antes de engravidar para evitar complicações como abortamento. No entanto, se a paciente engravida durante o tratamento do hipertireoidismo, ela deve comunicar imediatamente seu médico que a acompanha, que provavelmente fará ajustes na medicação, muitas vezes até trocando o medicamento que a paciente vinha usando para um mais adequado para gestante. Nesses casos, a função tireoidiana deve ser acompanhada de perto durante toda gestação e pós-parto.

Além do hipertireoidismo (ou Doença de Graves) prévio, a paciente pode ter a chamada “tireoidite pós-parto”, que também se manifesta com excesso de hormônios tireoidianos no organismo, chamado de tireotoxicose, logo após o término da gestação. Gravidez recente aumenta a possibilidade da tireoidite pós-parto (ou tireoidite subaguda) que se manifesta com mal-estar, palpitações, podendo ocorrer até mesmo febre e dor na região anterior do pescoço. A tireotoxicose é diagnosticada com base na história, exame físico e achados laboratoriais característicos. O tratamento depende da causa da tireotoxicose, e pode ser feito desde o uso de medicações que inibem a função da tireoide até mesmo com cirurgia para retirada da glândula tireoide (tireoidectomia), indicada inclusive para mulheres grávidas durante o segundo trimestre se o hipertireoidismo não puder ser controlado com medicamentos.

Um hipertireoidismo não tratado pode ocasionar diversas  complicações obstétricas, além de poder causar hipertireoidismo fetal ou neonatal devido à passagem transplacentária (da mãe para o feto/neonato) de anticorpos estimuladores da tiroide, quando o hipertireoidismo materno for decorrente da doença de Graves (uma forma relativamente comum de doença autoimune em mulheres em idade fértil).

Com o tratamento adequado, em geral, a gestação transcorre sem problemas, com mãe e bebê permanecendo saudáveis.

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

 

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Abdominoplastia é aliada no resgate da autoestima para quem perdeu peso após bariátrica

Wed, 03/31/2021 - 09:48

Abdominoplastia, cirurgia plástica realizada no abdômen, está entre as cinco mais realizadas no mundo, segundo levantamento do Plastic Surgery Statistics Report.

Indicada quando há um excesso de pele e gordura nessa região, a abdominoplastia é muito mais do que apenas deixar a barriga esticada; a cirurgia pode ser realizada concomitantemente com correções de hérnias da parede abdominal e o tratamento da musculatura reto abdominal (diástase).

Geralmente, indicamos a abdominoplastia de forma reconstrutora quando o excesso de pele e gordura forma um avental, podendo cobrir a genitália. Isso pode ser comum em pós-operatório de cirurgia bariátrica ou em pacientes com grande perda de peso, sendo uma alternativa para reconstruir a qualidade de vida e autoestima do paciente.

Para pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, recomenda-se que a abdominoplastia seja realizada quando o peso estiver estável pelo período de seis meses, normalmente, o que acontece após dois anos da cirurgia.

A recuperação da cirurgia de abdominoplastia pode levar de duas semanas até um mês, dependendo de cada paciente.

Não há riscos para a saúde para quem passou pela abdominoplastia e engravidou, porém, o resultado estético pode ser comprometido depois do nascimento do bebê.

*Dr. Fernando Amato

 

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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Quais os sinais para a detecção do lipedema?

Mon, 03/29/2021 - 10:00

O lipedema é uma doença crônica que tem as mulheres como alvo principal. Raramente o lipedema atinge os homens. É um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura doente em regiões específicas do corpo como pernas, coxas e, às vezes, os braços. Apesar de ser uma doença comum, o diagnóstico não é tão fácil de ser realizado. Por isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais para a detecção precoce do problema. Vamos descobrir agora quais são esses sinais.

Principais sintomas do lipedema

É muito importante que a mulher observe o seu corpo e perceba alterações que possam indicar o surgimento do lipedema. Os sintomas mais comuns são:

Dor nas pernas durante o toque ou compressão

Quem sofre com lipedema sempre reclama muito de dor nas pernas. É uma dor generalizada, sem um local preciso. Essa dor também é percebida quando as pernas são tocadas ou comprimidas com um pouco mais de força.

Isso acontece por causa do acúmulo de gordura doente, que causa o desconforto. Quando está em estágio mais avançado, até o uso de roupas mais apertadas provocam dor. Essas dores costumam ser confundidas com outras doenças venosas, por isso é importante identificar outros sintomas.

Inchaço simétrico nas pernas

O inchaço também é um sinal bem característico do lipedema. Acontece sempre nas duas pernas, fazendo com que esses membros tenham uma aparência simétrica, um aspecto regular de acúmulo de líquidos e gordura. Assim, é muito comum que as duas pernas das mulheres estejam inchadas e com tecido gorduroso, com distribuição de gordura de maneira semelhante.

Assimetria entre tronco e membros inferiores

Os membros inferiores de quem tem lipedema costumam acumular mais gordura do que o restante do corpo. Assim, enquanto as pernas estão grossas, o tronco tem uma aparência padrão, sem acúmulo de gordura no abdômen, barriga e seios, por exemplo.

Algumas mulheres apresentam a cintura bastante fina, aliás, já que a gordura se acumula na região inferior do corpo, enquanto a região do bumbum e das pernas apresentam bastante gordura.

Hematomas que surgem facilmente

O lipedema provoca a fragilidade capilar, ou seja, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis e, por isso, se rompem mais facilmente provocando equimoses, popularmente chamadas de hematomas ou manchas roxas na pele. Essas manchas surgem com frequência e sem que a pessoa tenha sofrido alguma pancada que pudesse surtir esse efeito.

Pele com celulite (aspecto de casca de laranja)

A celulite é uma inflamação da pele e que tem a ver com o excesso de gordura no corpo. A celulite também é um sintoma do lipedema e se caracteriza como uma pele disforme, com furinhos, semelhante à casca de laranja.

Além dos furinhos, a pele pode apresentar nódulos mais rígidos e ondulações, bem como dores e inchaço local.

Condição genética

Se alguém da família apresenta o lipedema, é muito provável que outra pessoa do mesmo núcleo também sofra com essa doença. Como dissemos, o lipedema tem um forte fator genético que favorece o surgimento. É bom ficar atenta e observar todos esses sinais que estamos listando aqui também nas outras mulheres do grupo familiar.

Gordura acumulada nas coxas, pernas e nos braços

A gordura do lipedema não atinge o corpo inteiro, ela se acomoda nas pernas e nas coxas, além dos braços. Os pés, por exemplo, nem sempre são atingidos pelo lipedema. É isso que, como já dissemos, causa uma desproporcionalidade entre tronco e membros. Enquanto o tronco aparenta normalidade, os membros apresentam acúmulo de gordura.

Ausência de depressão na pele após compressão

O inchaço, como já foi dito, é um dos sinais do lipedema, mas também é um sinal de outras doenças venosas. Quando é resultado do lipedema, o local inchado não sofre depressão quando é comprimido. Para fazer o teste, basta pressionar a perna inchada, por exemplo, com o dedo.

Ao realizar esse toque, a área pressionada não sofre afundamento, como acontece com o linfedema, por exemplo. A região comprimida permanece na posição original ou retorna em menos de 10 segundos.

Sensação de cansaço generalizado

Esse sintoma não é comum a todas as mulheres, mas é relatado por algumas pacientes. Elas se queixam da falta de disposição, do cansaço físico e mental e pouco estímulo para fazer atividades corriqueiras.

Dificuldade em emagrecer mesmo fazendo dieta e exercício físico

O acúmulo de gordura é o principal sintoma do lipedema, contudo, essa gordura não é igual à gordura provocada pela obesidade. É uma gordura doente que só pode ser removida através de tratamento cirúrgico. Quem está acima do peso pode sim reduzir os depósitos de gordura através de dieta e de exercício físico, o que não acontece no caso do lipedema.

Assim, quem não sabe que tem lipedema e tenta insistentemente emagrecer por meio de dieta comum e atividade física não direcionada e não vê resultados, acaba se frustrando. Obviamente, melhorar a alimentação e sair do sedentarismo são estratégias benéficas para prevenir diversas doenças e melhoram alguns sintomas de quem sofre com lipedema, contudo, a gordura doente não vai ser eliminada desta forma.

O acúmulo de gordura começou após um período de forte atuação hormonal

O período de gestação, a adolescência e a menopausa são situações que fazem com que a mulher esteja mais propensa a desencadear o lipedema. Isso acontece porque nesses períodos existem alterações frequentes e importantes nos hormônios.

Por isso, caso a gordura acumulada nas pernas, coxas e braços tenha surgido depois ou durante algumas dessas fases, é mais um motivo para buscar informações precisas sobre o lipedema. Essa, aliás, é uma das constatações de que a doença afeta apenas mulheres, uma vez que o público feminino é o que sofre com questões hormonais.

O lipedema é um distúrbio considerado crônico e afeta basicamente as mulheres. A característica principal é o depósito simétrico de gordura nas pernas, quadris e braços. Além disso, provoca dores, cansaço e inchaço na região. O seu surgimento tem forte ligação com o fator genético e com a alteração nos hormônios, por isso essa gordura doente aparece durante a puberdade, a gestação e a menopausa. É importante conhecer todos os sintomas para fazer o diagnóstico correto. Procure um médico especialista e tire todas as suas dúvidas a respeito dessa doença.

 

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Cerca de 60% dos adultos têm nódulos de tireoide

Thu, 03/25/2021 - 09:52

Os dados brasileiros se assemelham à literatura internacional e apontam que 60% dos adultos têm um ou mais nódulos de tireoide e 5% desses são malignos. A incidência não está aumentando, é o diagnóstico que está mais preciso devido aos exames e tecnologia avançados na área da Endocrinologia.

Outro estudo mostra que entre os nódulos encontrados nesses 60% de adultos apenas 1% é palpável, sendo que o restante – 59% – só podem ser localizados com exames como a ultrassonografia de tireoide.

Punção e malignidade – Além do tamanho, existem características específicas que só podem ser vistas por ultrassonografia e que indicam se ele deve ser puncionado ou não. Em geral, nódulos maiores que 1 cm devem ser puncionados para avaliar se há risco de malignidade.

 

O nódulo não se torna maligno, ele já surge com as características de malignidade. Caso tenhamos um nódulo inicialmente diagnosticado como benigno, há 5% de chance de tratar-se de um falso negativo, e com o seguimento percebermos que o nódulo tinha natureza maligna, por isso, mesmo nódulo benignos devem continuar sendo acompanhados. Em nódulos muito grandes há o risco maior de ocorrer o que se chama de falso negativo: o resultado da punção mostrar que é benigno quando, na verdade, é maligno.

 

Existem indicações precisas para cirurgia, e mesmo os nódulos benignos, em geral, quando maiores que 4 centímetros, devem ser abordados cirurgicamente.

 

Diagnóstico Precoce – Já é possível passar por consulta com endocrinologista, realizar os exames indicados pelo especialista e até mesmo fazer punção e radioabalação dos nódulos tireoidianos (intervenção minimamente invasiva, que pode ser feita em nódulos funcionantes, mas que estão com tamanho aumentado) em um único dia, o que possibilita um diagnóstico precoce e agilidade nas atitudes necessárias para uma rápida intervenção. É uma tendência, tendo em vista que as pessoas têm uma vida dinâmica e, muitas vezes, vão ao médico, mas esquecem ou desistem de agendar exames por causa da falta de tempo.

 

Para os casos de diagnóstico de câncer, o Centro Integrado de Tireoide e Paratireoide, localizado no Instituto de Medicina Avançada Amato Hospital Dia, encaminha a cirurgia para ser realizada em outros hospitais, por serem necessários mais dias de internação.

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Prótese mamária e amamentação: é possível conviver em harmonia

Wed, 03/24/2021 - 13:44

As mamas representam muito mais do que o órgão de amamentação, elas são o símbolo de sensualidade da mulher e desempenham papel fundamental na estética do corpo feminino. Por isso, as cirurgias mamárias estéticas são cada vez mais frequentes, sendo uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil e no mundo, principalmente no público mais jovem, idade, muitas vezes, em que a paciente não tem nenhum planejamento de constituir uma família e nem questiona se haverá interferências na amamentação.

Mas será que a prótese mamária pode mesmo causar interferências? O que se deve levar em consideração quando for fazer uma cirurgia mamária?

Antes de tudo, precisamos saber quais são as principais cirurgias realizadas nas mamas:

  1. Mamoplastia de aumento com implante de silicone, mais conhecida com prótese de silicone
  2. Mamoplastia redutora, que consiste numa cirurgia para diminuir o volume mamário
  3. Mastopexia, que consiste no reposicionamento da aréola, e pode ser associado ou não a colocação de um implante mamário.

Assim como os cortes utilizados:

  1. sulco mamário
  2. axilar
  3. periareolar (ao redor do mamilo/bico)
  4. vertical
  5. em formato de T invertido
  6. em formato de L

Mas por quê?

Basicamente, as cirurgias que não envolvem cortes na glândula mamária, geralmente não interferem na amamentação, como por exemplo na mamoplastia de aumento (prótese de mama) com acesso (corte) realizado no sulco mamário, deixando a prótese localizada atrás da glândula.

Porém, quanto mais cortes acontecer na cirurgia, mais chance de uma cicatrização da glândula poder interferir em uma futura amamentação. E quando falamos que pode, é porque existe uma chance, muitas vezes pequena, de interferência.

Devemos levar em consideração que muitas mulheres desistem da amamentação por outros motivos, até mesmo sem terem feito cirurgia nas mamas, assim como é comum pacientes que fizeram cirurgia nas mamas conseguirem amamentar sem qualquer dificuldade.

O mais importante é sempre conversar com o médico sobre os riscos existentes e entender qual método será utilizado na cirurgia. Assim, é possível tomar decisões que não tragam arrependimentos futuros.

*Dr. Fernando Amato

 

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Como é o tratamento do lipedema?

Mon, 03/22/2021 - 10:00

O lipedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo localizado de uma gordura doente, provocando alterações na pele e deixando o corpo desproporcional. É uma doença que atinge basicamente as mulheres e é responsável por vários desconfortos como dores, cansaço e inchaço na região, além do aspecto estético comprometido influenciando na autoestima da mulher. Veja a seguir qual é o tratamento indicado para lidar com o lipedema.

Como fazer o diagnóstico do lipedema

Apesar de ser uma doença bastante comum entre as mulheres, o lipedema não é diagnosticado tão facilmente simplesmente porque não há um exame direcionado que identifique a presença desse problema.

Geralmente, a mulher procura atendimento médico quando sente um desconforto nas pernas que não sabe dizer ao certo o que é ou quando tem muita dificuldade em perder peso. O médico, por sua vez, faz o diagnóstico por exclusão, eliminando outras doenças possíveis.

Além disso, observar a região onde há o desconforto apresentado pela mulher é uma maneira de perceber se há algo de errado. Isso porque, como vimos, o lipedema se caracteriza pela presença exacerbada de gordura em uma região do corpo, geralmente nas extremidades como pernas, pés, quadris e braços.

Dessa forma, o médico pode perceber alguma alteração na pele, uma assimetria no corpo com depósitos irregulares de gordura que podem sugerir o lipedema.

O lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura. É uma doença crônica que pode perdurar durante toda a vida da pessoa. Contudo, o tratamento adequado é suficiente para combater os sintomas desagradáveis provocados e garantir à mulher uma vida com mais qualidade.

É muito importante destacar que a eliminação dos sintomas do lipedema não é uma questão apenas estética. De fato, é um problema muito incômodo visualmente falando, uma vez que o corpo fica desproporcional por causa da gordura acumulada em partes específicas do corpo.

No entanto, as principais reclamações giram em torno do desconforto que o lipedema provoca, principalmente as dores, o inchaço e a sensação de peso nas pernas. O lipedema se torna então um impeditivo para a execução de muitas atividades, dificulta a locomoção e gera insatisfação pessoal por causa da dificuldade que a pessoa sente em perder peso.

Por isso, é muito importante que a mulher procure ajuda médica o quanto antes, logo que perceber alguma alteração no seu corpo, mesmo que inicialmente ela não saiba o que significa. Com a ajuda do médico será muito mais fácil decifrar esse problema e iniciar o tratamento.

Como é o tratamento do lipedema

Visto que o lipedema é uma doença que não tem cura, resta ao paciente que sofre com o problema aderir ao tratamento indicado pelo médico especialista. Esse tratamento se baseia em seis sugestões para a melhoria dos sintomas. Saiba mais sobre eles a seguir.

Exercícios Físicos

Mulheres que sofrem com lipedema encontram uma certa dificuldade em praticar atividade física por causa das dores, do inchaço na região e também porque a baixa mobilidade facilita quedas e limita os movimentos. Contudo, fazer exercício físico faz parte do tratamento contra o lipedema. E os melhores são os exercícios aeróbicos que estimulam o sistema cardiovascular.

Correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar, fazer hidroginástica, dançar e outras atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço e ajudam na perda de peso, o que também é essencial para a melhora dos sintomas.

Terapia compressiva

A terapia compressiva consiste em usar roupas de compressão para ajudar na redução do inchaço corporal e também no alívio das dores locais. É uma técnica muito adotada e com ótimos resultados, principalmente para quem sofre bastante com as pernas inchadas e doloridas.

Dieta

A dieta é uma medida altamente eficaz para a redução de peso, outro ponto importante para quem está em tratamento do lipedema. A obesidade, de certa forma, tem relação com o lipedema porque dificulta ainda mais a mobilidade do paciente que tem a doença venosa e não se movimenta corretamente.

Fazer dieta e praticar exercícios físicos é uma combinação que dá muito certo quando o assunto é perder peso. Vale ressaltar que o lipedema, apesar de ter como característica básica a presença de uma gordura acumulada, não tem ligação direta com a obesidade.

Pessoas não obesas podem sofrer com o lipedema, apresentando um corpo disforme pela presença de gordura doente em uma certa parte do corpo. Contudo, emagrecer é uma necessidade para todas as pessoas que estão acima do peso e que, por conta disso, estão mais expostas à incidência de doenças.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de frituras, industrializados, açúcar e sal em excesso. Em contrapartida, consuma mais legumes, verduras e frutas, cereais integrais, peixe, frango, leite e derivados desnatados. Além disso, mantenha-se hidratado o dia inteiro.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso também faz parte do combate ao lipedema e oferece bons resultados. Contudo, é um procedimento que deve ser indicado por um profissional especialista no assunto e de acordo com as particularidades de cada paciente e do problema apresentado.

Drenagem linfática

A drenagem linfática é uma massagem realizada por profissionais da área com o objetivo de eliminar o excesso de líquido no corpo, diminuir a inflamação, dissolver nódulos provocados por esse acúmulo e reduzir as dores.

Lembrando que a drenagem linfática é uma técnica profissional e não deve ser executada por qualquer pessoa porque pode piorar os sintomas da doença com o surgimento de hematomas e aumento das dores locais.

Tratamento cirúrgico para a retirada do tecido gorduroso

O tratamento considerado eficaz contra o lipedema é o procedimento cirúrgico que faz a retirada da gordura doente através da aspiração. É uma prática que acontece em etapas, respeitando o intervalo recomendado pelo médico. A quantidade de gordura aspirada também deve estar de acordo com as limitações de cada paciente.

Durante o pós-operatório, o uso de meias compressivas e a realização da drenagem linfática para a eliminação de líquidos e redução do inchaço ainda são indicados. São práticas que ajudam na recuperação do paciente durante aquele período e favorecendo o seu retorno às atividades do cotidiano.

Pudemos perceber que o lipedema é uma doença séria, que acomete as mulheres principalmente e que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É possível aliviar os sintomas do lipedema com a prática constante de hábitos saudáveis e alguns cuidados paliativos. Já para a remoção definitiva da gordura doente causadora do lipedema, a cirurgia de aspiração de gordura é uma opção. Em todos os casos, consultar um médico especialista é fundamental para o sucesso de qualquer procedimento.

 

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Regime Mais Saudável

Mon, 03/22/2021 - 05:38

O Regime Mais Saudável. Participação da Dra Marisa Amato nesse artigo da revista Ana Maria.

O Regime Mais Saudável by Alexandre Amato

Publicado originalmente em29 de março de 2016 @ 18:33

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Guia de Alergias

Fri, 03/19/2021 - 05:54

Dra Aline Marcassi em entrevista sobre alerginas no Guia Saúde Hoje.

Alergia – 03-20164

Publicado originalmente em21 de março de 2016 @ 14:04

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Infertilidade e os hormônios

Thu, 03/18/2021 - 09:45

O desejo de ter filhos tem chegado cada vez mais tarde para as mulheres. Por muitas priorizarem a carreira, o desejo de ser mãe vai sendo adiado, e quando a vontade chega, a mulher se depara com dificuldades.

 

Infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez, após um ano de atividade sexual regular (2 a 3 x semana), sem proteção anticoncepcional. O problema atinge de 15 a 20 % dos casais, sendo um terço das causas do problema de ordem feminina; o outro um terço, masculina; e, o restante, decorrente de problemas em ambos os sexos.

Em relação às causas femininas, 40% são devido à problemas nas trompas e outros 40%, por disfunções na ovulação, processo que é todo regido por hormônios. Várias alterações hormonais podem ser responsáveis por anovulação e, consequentemente, pela dificuldade de a mulher engravidar.

 

Quanto mais velha a mulher desejar engravidar, maiores as chances dessas alterações hormonais interferirem negativamente no sucesso desse processo. Toda mulher que esteja tentando engravidar, deveria fazer uma investigação hormonal:  Síndrome do ovário policístico, excesso de prolactina, disfunções na tireoide (tanto hiper quanto hipotireoidismo), falência ovariana prematura e até mesmo o excesso de peso podem interferir na fertilidade.

 

Na grande maioria das vezes, essas alterações são passíveis de tratamento, sendo a fertilidade recuperada. Se você planeja engravidar ou já está tentando sem sucesso, vale a pena procurar um endocrinologista de confiança para uma avaliação metabólica e hormonal.

 

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

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Diástase Abdominal pós-parto tem tratamento

Wed, 03/17/2021 - 13:41

A diástase dos músculos reto abdominais consiste no afastamento da musculatura abdominal, e é uma das queixas mais frequente no pós-parto. Costuma aparecer, principalmente, no 3º trimestre da gestação e pode persistir após o nascimento do bebê. Com o aumento da pressão intra-abdominal causada pela gestação, o tecido que faz a ligação desses músculos ficando cada vez mais fino, perdendo força e, dessa forma, afastando-se. Depois da gestação, essa musculatura, muitas vezes não volta ao normal, trazendo desconforto abdominal, insatisfação corporal, dor na coluna, incontinência urinária e fecal, prolapso pélvico e até piora da autoestima.

Pode aparecer em outras situações ou doenças basicamente relacionadas ao aumento da pressão dentro do abdômen, como na obesidade e/ou fragilidade dos tecidos na parede abdominal, tal como em indivíduos que fizeram muitas cirurgias abdominais ou que possuem hérnias na parede abdominal. Raramente sua causa é congênita, ou seja, quando a pessoa nasce com essa condição.

Não existe uma definição objetiva de quanto o afastamento é normal e quando ele passa a ser considerado patológico. Existem trabalhos que mostram que a distância dessa musculatura de até 2 cm é normal na população geral, mas isso não impede que quem tenha menos que isso apresente sintomas. É importante ressaltar que a diástase abdominal também pode aparecer em homens.

O tratamento, incialmente, pode ser pelo fortalecimento da musculatura da parede abdominal, com exercícios direcionados e educação postural. Malhas e faixas também podem ser usadas como prevenção, principalmente no período pós-parto ou mesmo após uma cirurgia abdominal com o objetivo de se evitar a recidiva de uma diástase. No pós-parto é recomendável não iniciar exercícios direcionados para esse fortalecimento antes de seis semanas do parto e sempre deve seguir a orientação do obstetra antes de iniciar qualquer atividade física.

O tratamento cirúrgico pode ser realizado, no mínimo, após seis meses do parto, mas, preferencialmente, depois de parar com a amamentação. A cirurgia pode ser associada a dermolipectomia abdominal (abdominoplastia), e muitas vezes é recomendada essa associação para poder tratar o excesso de pele.

O tratamento também pode ser realizado por laparoscopia ou por cirurgia robótica, mas que ficam reservados aos casos que não possuem excesso de pele para ser tratado.

Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Desenvolvimento cerebral em risco

Wed, 03/17/2021 - 06:03

Brasil vive um surto de microcefalia que, em 90% dos casos, está associada a comprometimento intelectual variável, existindo relação direta entre a gravidade do problema e a extensão dos danos neurológicos.

A Dra Marcela Avelino, neurologista, nos presenteia com este excelente artigo sobre o tema.

Psique – Zika P122

Publicado originalmente em25 de fevereiro de 2016 @ 15:05

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Infarto

Tue, 03/16/2021 - 08:11

Perguntas e respostas com a Dra Marisa Amato na revista  Revista é Guia Saúde Hoje e Sempre Infarto, sobre Infarto.

infarto

Publicado originalmente em24 de fevereiro de 2016 @ 10:22

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O que é sinal de Godet?

Mon, 03/15/2021 - 10:00

Você já ouviu falar em sinal de Godet? Apesar do nome ser um pouco desconhecido, o sinal de Godet é uma tática bastante comum quando queremos identificar algum inchaço especialmente nos membros inferiores. Esse procedimento é muito utilizado não só por profissionais da área da saúde, mas também por pessoas comuns. Vamos saber mais sobre esse assunto?

O que é sinal de Godet?

O sinal de Godet também é chamado de cacifo ou sinal de cacifo. Nada mais é do que a depressão que se forma na pele após a compressão desse local, por meio dos dedos das mãos, indicador e polegar, fazendo um movimento de pinça ou contra estrutura óssea.

 

Para que serve esse procedimento?

O objetivo desse simples exame clínico é identificar a presença de algum edema na região. Após ser pressionada por alguns segundos, a superfície examinada deve voltar ao normal em menos de 15 segundos. Nesse caso, dizemos que o alerta é negativo para o edema.

Por outro lado, se a área pressionada permanecer alterada por mais de 15 segundos, sem voltar ao normal, podemos dizer que o resultado é positivo. Isto é, há presença do sinal de Godet, sinalizando algum edema que deve ser analisado.

A partir dessas explicações, é possível verificarmos qual é a necessidade dessa técnica, uma vez que, através dela, podemos antecipar e facilitar o diagnóstico de algum edema. Lembrando que o edema pode sinalizar alguma alteração no organismo que pode ser uma doença, uma alergia, um trauma etc.

 

O que causa o sinal de Godet?

Quando o teste é positivo para o sinal de Godet quer dizer que o paciente está com um edema, ou seja, um inchaço provocado geralmente por acúmulo de líquido. Esse líquido, derivado do sangue, que deveria circular normalmente dentro dos vasos capilares, não segue o seu caminho natural. Em vez disso, fica acumulado em certas regiões, provocando o inchaço

É por isso que o sinal de Godet é muito utilizado pelo cirurgião vascular para tentar identificar na paciente a presença de alguma doença venosa como a trombose, as varizes e o linfedema.

O lipedema, por sua vez, não apresenta inchaço que possa ser verificado por meio da compressão da pele, isto é, o sinal de Godet não costuma surgir quando a paciente apresenta o lipedema.

Em resumo, o sinal de Godet pode estar presente no indivíduo caso ele apresente algum inchaço na pele, que seja resultado de acúmulo de líquidos na região afetada. Veja a seguir a classificação do sinal de Godet.

 

Qual é a classificação do sinal de Godet?

Já vimos que o sinal de Godet é evidenciado quando pressionamos uma parte do corpo humano, geralmente pernas e pés, e, em vez da pele retornar ao normal, ocorre uma depressão no local. Isto é, a região fica um pouco funda e demorar a retornar.

Essa demora para a pele voltar à normalidade é dividida em graus. Quanto maior o grau, mais acentuado é o cacifo e mais inchada é a região.

Grau I – a depressão ocasionada pela pressão dos dedos desaparece quase que instantaneamente.

Grau II – em 15 segundos a depressão desaparece.

Grau III – a depressão demora cerca de 1 minuto para desaparecer completamente.

Grau IV – a pelo retorna ao normal entre 2 e 5 minutos.

Ou seja, quanto maior o grau do edema mais inchaço o paciente apresenta.

Um lembrete importante é que, em alguns casos, esse inchaço na pele, o edema, vem acompanhado de dor. Por isso, esse ato de pinçar a pele com os dedos deve ser feito com cuidado para não provocar mais desconforto ainda ao paciente.

 

O que é e o que causa um edema?

O edema é resultado do aumento do líquido no organismo. O edema pode ser localizado, quando atinge apenas uma parte do corpo, geralmente as pernas, pés e tornozelos, e também pode ser generalizado quando o corpo inteiro sofre com o inchaço.

Quando o edema é localizado, ele é derivado de processos inflamatórios, doenças alérgicas, venosas e linfáticas. As principais doenças causadoras do edema são a trombose e a insuficiência venosa, a inflamação local como a tromboflebite e também é resultado de diversos pós-operatórios e traumas.

Essas doenças, por sua vez, são provocadas por obstruções nas veias, impedindo que o fluxo sanguíneo aconteça naturalmente.

O edema, nessas situações, surge de uma maneira mais rápida, às vezes até de forma repentina como é o caso de algumas crises alérgicas. Quando vem acompanhado de dor, o edema pode ser resultado de algum processo inflamatório.

Quando é generalizado, o inchaço ocorre no corpo inteiro, com acúmulo de líquido e sódio em diversas regiões do organismo. As principais causas são doenças cardíacas, hepáticas, insuficiência renal e alguns casos de desnutrição grave.

Nesses casos, o edema surge mais lentamente, de forma silenciosa. É o que acontece quando o indivíduo vai engordando aos poucos, com um aumento progressivo de peso, por exemplo. O indivíduo começa a sentir roupas, calçados e anéis apertados.

Outras condições que aceleram o surgimento do edema são:

 

  • Ingestão de líquidos em excesso;
  • Uso constante de medicamentos que provocam retenção líquida;
  • Produção baixa de urina;
  • Baixa quantidade de proteínas no sangue.

 

Outras características do edema

O principal sintoma do edema é a elevação da região afetada, o que é perceptível aos olhos e pode ser confirmada com o teste do sinal de Godet. Além disso, o edema geralmente vem acompanhando de outros sintomas como, por exemplo:

 

  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Cansaço;
  • Alteração na cor da pele, que passa a ficar com aspecto avermelhado ou escurecido;
  • Dificuldade para usar calçados, roupas e outros acessórios anteriormente utilizados tranquilamente;
  • Região mais aquecida do que o restante do corpo;
  • Depressões na pele causadas por roupas e outros objetos apertados;
  • Pele mais brilhante e lisa;
  • Pele com aspecto mais esticado;
  • Surgimento de pequenos ferimentos e úlceras;
  • Atrofia muscular;
  • Região mais sensível.

 

O sinal de Godet é uma demonstração clínica de que o corpo está sofrendo com retenção líquida ou inchaço, também conhecido como edema. Quando a pele é pressionada, usando o polegar e o indicador como pinça, a região sofre uma depressão, um leve afundamento da pele, que permanece nessa condição por, no mínimo, 15 segundos. O edema pode ser a indicação da presença de alguma doença ou mau funcionamento do organismo. É importante procurar ajuda médica para buscar mais orientações a respeito.

 

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Em debate: Fosfoetanolamina

Mon, 03/15/2021 - 07:35

Dr Alexandre Amato explica a situação da última suposta cura para o câncer que apareceu em entrevista para revista

 

Publicado originalmente em18 de fevereiro de 2016 @ 20:42

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Herpes Virus

Fri, 03/12/2021 - 08:23

No geral, ela dói, coça e arde, mas o maior incômodo de quem tem herpes são os olhares preconceituosos uma vez que grande parte da população acredita que o vírus é transmitido apenas por meio de relações sexuais.

Na realidade, o Herpes Simplex Vírus (HSV) pode ser transmitido também através do beijo e do compartilhamento de objetos, como talheres e batom. E no verão o problema tende a se manifestar com mais frequência por conta da exposição exagerada ao sol.

Em entrevista para o programa “Bom Dia Gazeta”, o casperiano Bruno Capozzi conversou com a Drª Aline Pantano Marcassi, dermatologista do Amato Instituto de Medicina Avançada, sobre o principal fator causador da lesão, as suas principais formas de tratamento e as medidas a serem tomadas para controlar o problema.

 

Entrevistador: Algumas pessoas sofrem com o problema que não é muito sério, mas incomoda bastante que é a herpes, aquela ferida que fica assim no canto da boca não é muito bonito e incomoda bastante e algumas pessoas não sabem exatamente como tratar da forma correta. É por isso que vamos conversar com a doutora Aline Pantano Marcassi, ela que é dermatologista do Amato Instituto de Medicina Avançada, doutora Aline, seja muito bem vinda ao nosso programa. Dra Aline: Oi, bom dia.

Entrevistador: Bom dia. Doutora Aline, qual é o principal fator causador da herpes e o que a herpes exatamente?

Dra Aline: O herpes simples na verdade é um vírus que existem dois tipos principais, o tipo 1 que acontece mais na mucosa do lábio e o tipo 2 que acontece mais na mucosa genital e como é um vírus ele é transmissível então, a principal forma de transmissão é por contato pessoal ou com a mucosa ou com feridas da pele de uma pessoa que esteja infectada.

Entrevistador: E no caso da herpes simples esse que dá no canto da boca, as pessoas costumam sofrer porque vai e volta, é alguma coisa genética ou realmente a pessoa pega apenas no contato?

Dra Aline: Não, ela pega apenas no contato, só que uma vez que a pessoa adquiriu o vírus então, pode ter a primeira lesão e depois que há melhora ela fica adormecida nos gânglios e ai ela pode voltar sempre que tiver uma diminuição de imunidade ou por exposição solar prolongada ou por febre, por estres ou até mesmo por trauma. Então, ela sempre pode voltar quando acontecem essas coisas.

Entrevistador: E quais as principais formas de tratamento?

Dra Aline: O tratamento com pomada ele não altera muito a evolução do surto, o melhor tratamento é por comprimido via oral e ai assim diminui a intensidade e duração dos sintomas e além de tornar as crises mais espaçadas com antivirais.

Entrevistador: A herpes pode causar algum problema mais sério ou é realmente ´só aquele feridinha na boca que incomoda e não tem muito o que evoluir além disso?

Dra Aline: Não, herpes simples ele é mais local mesmo problema mais sérios são muito raros.

Entrevistador: E você tem alguma dica para quem sofre com a herpes, tem muita ocorrência do vírus, aumento da imunidade alguma coisa que possa fazer para pessoa parar de sofre com esse problema, que apesar de não ser sério, incomoda.

Dra Aline: Quando a pessoa tem muitas crises recorrentes então ai o ideal é consultar um médico dermatologista porque pode fazer o tratamento de supressão, que é usar o antiviral em uma dose menor por um tempo prolongado para evitar crises, mas isso a gene só faz quando a pessoa tem crises muito recorrentes mesmo.

Entrevistador: E existe cura para o herpes ou realmente, como você comentou que ele fica armazenado nos gânglios então, ele pode acabar voltando a qualquer momento, mas existe uma cura para a pessoa não ter mais esse problema?

Dra Aline: Cura ainda não, o tratamento é das crises mesmo.

Entrevistador: ah, perfeito. Doutora Aline, o problema é apenas da imunidade, então quando a pessoa abaixa imunidade o vírus pode voltar então, práticas de saúde como praticar esportes, essas coisas para a saúde em geral, podem contribuir?

Dra Aline: Ah, sim, boa alimentação, praticas esportes coisas que melhoram a imunidade, né, mas às vezes é difícil controlar, por exemplo, se a pessoa tiver uma gripe, um resfriado e ele tiver uma febre ele pode voltar ou período de maior estres então, é um pouco difícil de controlar isso.

Entrevistador: E com relação ao momento em que a pessoa contrai o vírus, por exemplo, ela mexeu em algum lugar que está com o vírus está contaminado depois mexe na boca é fácil assim ou é através do beijo, por exemplo?

Dra Aline: Através de objetos pode ser transmitido, mas não é tão comum, o vírus morre rápido, só se fosse um contato mais próximo mesmo então, por exemplo, se uma pessoa for lá enxugar numa toalha de rosto e outra for enxugar imediatamente depois pode pegar ou compartilhar copos num mesmo momento, mas um copo que foi usado e lavado ai não transmite é mais por contato local esse contato por objetos é mais raro.

Entrevistador: Estamos conversando com a doutora Aline Pantano Marcassi, ela que é dermatologista do Amato Instituo de Medicina Avançada, doutora Aline, infelizmente nosso tempo é curto, estamos chegando ao final da nossa entrevista, mas eu gostaria de deixar um espaço para você comentar algo que não teria sido perguntado ou dar dicas aos nossos ouvintes que sofrem com essa doença aqui na comunidade [que temos], não é algo sério, mas é algo recorrente que incomoda, para ele se livrarem desse problema.

Dra Aline: Ai quem tem herpes na verdade o ideal é procurar um médico no início do surto, porque quando o remédio é administrado nas primeiras 48 horas, ele tem amis efeito, se for procurar um médico numa fase já mais tardia o remédio já não melhora tanto então, o que eu recomendo é procurar um médico nas primeiras 48 horas, quando começar a ter a lesão ativa ou até mesmo quando começar a ter uma dor que algumas pessoas tem que não é dor, se começar o remédio nesse momento ele pode até inibir o surto.

Entrevistador: Muito bem, muito bem, dicas da doutora Aline Pantano Marcassi, dermatologista do Amato Instituto de Medicina Avançada, doutora Aline, muito obrigada por sua participação e por sua disponibilidade, tenho certeza que os nossos ouvintes que sofrem com esse problema estarão agora muito mais bem informados como deve ser o tratamento dessa doença.

Dra Aline: Imagina, obrigada você.

Publicado originalmente em10 de fevereiro de 2016 @ 15:28

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Menopausa: Especialista esclarece as principais dúvidas das mulheres

Thu, 03/11/2021 - 09:42

Quando o assunto é menopausa, há um certo desconforto no ar. São casos de sofrimento com os hormônios, calor, noites mal dormidas. Porém, nem tudo é verdade. Para esclarecer as principais dúvidas em relação ao tema, trago aqui neste texto alguns mitos e verdades sobre a menopausa.

A menopausa faz a mulher engordar.

PARCIALMENTE VERDADE. Devido à diminuição dos níveis de estrogênio que ocorre nessa fase, há mudanças na composição corporal, o que em geral está sim associado ao ganho de peso, mas a menopausa, por si só, não é a responsável pelo excesso de peso da maioria das pacientes.

 

Toda mulher tem insônia na menopausa.

MITO. Os fogachos, aquele calor muito forte relatado por algumas mulheres, podem piorar a qualidade do sono, mas isso não é unânime.

 

É possível se preparar para a chegada da menopausa.

VERDADE. A prática de atividade física, que leva à manutenção do peso corporal, não fumar e ter uma alimentação saudável fazem esse período de transição ser menos difícil.

 

A menopausa interfere na libido.

VERDADE. A diminuição dos níveis de estrogênio associada aos sintomas climatéricos, assim como outros sintomas da deficiência estrogênica como secura vaginal e, eventualmente, dor nas relações sexuais interferem sim na libido.

 

A menopausa sempre causa calor.

MITO. Algumas mulheres não experimentam as famosas “ondas de calor”. Isso acontece geralmente em mulheres que estão com excesso de peso, já que o tecido gorduroso pode produzir estrogênio.

 

Minha mãe sofreu na menopausa, então vou sofrer também.

MITO. Os fatores genéticos podem influenciar, gerando mais ou menos sintomas, mas não são os únicos determinantes.

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Melhore sua saúde tomando sol

Thu, 03/11/2021 - 07:18

Quem não fica mais animado ao abrir a janela e ver um dia lindo de sol? O calor do astro aconchega, esquenta e traz benefícios como a produção de vitamina D, essencial ao metabolismo ósseo, além de melhorar algumas doenças de pele como psoríase e o vitiligo. Porém, devemos lembrar que a alta exposição pode trazer malefícios como envelhecimento precoce, manchas e até tumores de pele.

A dermatologista Aline Pantano Marcassi, da Amato Instituto de Medicina Avançada destaca que há uma questão ainda controversa no meio médico sobre os benefícios a exposição. “Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não é recomendada a exposição intencional ao sol para garantir esses benefícios. Alguns estudos já demonstraram que a exposição ocasional ao ambiente externo por dez minutos diários seria suficiente para produzir a quantidade necessária de vitamina D ao organismo”, diz. 

Como pegar sol sem danificar a pele?

Ela ressalta que isso vale até mesmo nas pessoas que usam protetor solar. “Como o produto não é utilizado na quantidade e frequência adequada, isso possibilita a produção de vitamina D da mesma maneira”. Já as pessoas que apresentam doenças de pele devem ser acompanhadas regularmente por um dermatologista para avaliar o caso individualmente.

Para melhorar a absorção o recomendável é que a pessoa vá no horário correto. “Muitas pessoas acham que é bom tomar o solzinho da manhã para produzir vitamina D, o que é um mito. O raio ultravioleta que estimula a produção de vitamina pela pele é o UVB, cuja maior incidência ocorre justamente entre as dez e 16 horas. Desta forma, não adianta tomar sol antes das nove da manhã, pois neste horário a incidência do UVB não é suficiente. O horário ideal para a produção de vitamina D seria entre 11 e 12 horas, o que também é perigoso devido à alta incidência dos raios solares que provocam câncer de pele”, finaliza.

Recomenda-se que cada necessidade seja avaliada por um dermatologista e que usem roupas apropriadas, protetor 30 (no mínimo), nas áreas mais aparentes, sempre pela manhã e antes de sair para almoçar. 

Fonte: WebRun

Quem não fica mais animado ao abrir a janela e ver um dia lindo de sol? O calor do astro aconchega, esquenta e traz benefícios como a produção de vitamina D, essencial ao metabolismo ósseo, além de melhorar algumas doenças de pele como psoríase e o vitiligo. Porém, devemos lembrar que a alta exposição pode trazer malefícios como envelhecimento precoce, manchas e até tumores de pele.

A dermatologista Aline Pantano Marcassi, da Amato Instituto de Medicina Avançada destaca que há uma questão ainda controversa no meio médico sobre os benefícios a exposição. “Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não é recomendada a exposição intencional ao sol para garantir esses benefícios. Alguns estudos já demonstraram que a exposição ocasional ao ambiente externo por dez minutos diários seria suficiente para produzir a quantidade necessária de vitamina D ao organismo”, diz. 

Como pegar sol sem danificar a pele?

Ela ressalta que isso vale até mesmo nas pessoas que usam protetor solar. “Como o produto não é utilizado na quantidade e frequência adequada, isso possibilita a produção de vitamina D da mesma maneira”. Já as pessoas que apresentam doenças de pele devem ser acompanhadas regularmente por um dermatologista para avaliar o caso individualmente.

Para melhorar a absorção o recomendável é que a pessoa vá no horário correto. “Muitas pessoas acham que é bom tomar o solzinho da manhã para produzir vitamina D, o que é um mito. O raio ultravioleta que estimula a produção de vitamina pela pele é o UVB, cuja maior incidência ocorre justamente entre as dez e 16 horas. Desta forma, não adianta tomar sol antes das nove da manhã, pois neste horário a incidência do UVB não é suficiente. O horário ideal para a produção de vitamina D seria entre 11 e 12 horas, o que também é perigoso devido à alta incidência dos raios solares que provocam câncer de pele”, finaliza.

Recomenda-se que cada necessidade seja avaliada por um dermatologista e que usem roupas apropriadas, protetor 30 (no mínimo), nas áreas mais aparentes, sempre pela manhã e antes de sair para almoçar. 

Fonte: WebRun

Publicado originalmente em29 de janeiro de 2016 @ 10:31

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