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27 Dicas de Saúde e Nutrição que São Baseadas em Evidências

Amato Consultório Médico - Fri, 08/03/2018 - 09:31
Dicas de Nutrição e Dieta

Há muita confusão quando se trata de saúde e nutrição.
As pessoas, mesmo especialistas qualificados, muitas vezes parecem ter opiniões opostas. No entanto, apesar de todas as divergências, há algumas coisas que são bem apoiadas pela pesquisa médica.
Aqui estão 27 dicas de saúde e nutrição que são realmente baseadas em boa ciência.
1. Não Beba calorias de açúcar
Bebidas açucaradas são as coisas mais engordantes que você pode colocar em seu corpo. Isso ocorre porque as calorias do açúcar líquido não são registradas pelo cérebro da mesma forma que as calorias dos alimentos sólidos (1). Por essa razão, quando você bebe refrigerante, acaba ingerindo mais calorias totais (2, 3). As bebidas açucaradas estão fortemente associadas à obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e todos os tipos de problemas de saúde (4567). Tenha em mente que os sucos de frutas são quase tão ruins quanto o refrigerante a este respeito. Eles contêm tanto açúcar, e as pequenas quantidades de antioxidantes NÃO negativam os efeitos nocivos do açúcar (8). Não adicione mais ainda.
2. Coma Nozes
Já falamos sobre as nozes antes. Apesar de serem ricas em gordura, as nozes são incrivelmente nutritivas e saudáveis. Elas são carregadas com magnésio, vitamina E, fibra e vários outros nutrientes (9). Estudos mostram que as nozes podem ajudar a perder peso e podem ajudar a combater o diabetes tipo 2 e as doenças cardíacas (10, 11, 12). Além disso, cerca de 10-15% das calorias nas nozes não são sequer absorvidas pelo corpo, e algumas evidências sugerem que elas podem estimular o metabolismo (13). Em um estudo, as amêndoas demonstraram aumentar a perda de peso em 62% em comparação com carboidratos complexos (14).
3. Evite Junk Food Processada (Coma Comida de Verdade Em Vez Disso)
Todas as comidas processadas na dieta são a maior razão pela qual o mundo está mais obeso e doente do que nunca. Esses alimentos foram projetados para serem "hiper recompensadores", por isso enganam nossos cérebros nos fazendo comer mais do que precisamos, levando até mesmo ao vício, em algumas pessoas (15). Elas também são pobres em fibras, proteínas e micronutrientes (as famosas calorias vazias), mas ricas em ingredientes insalubres como açúcar adicionado e grãos refinados.
4. Não Tema o Café
O café foi injustamente demonizado. A verdade é que ele é realmente muito saudável. O café é rico em antioxidantes, e estudos mostram que os bebedores de café vivem mais e têm um risco reduzido de diabetes tipo 2, doença de Parkinson, Alzheimer e inúmeras outras doenças (161718192021).
5. Coma Peixe Gordo
Praticamente todos concordam que peixe é saudável. Isto é particularmente verdade para peixes gordurosos, como o salmão, que é carregado com ácidos graxos ômega-3 e vários outros nutrientes (22). Estudos mostram que as pessoas que comem mais peixe têm menor risco de todos os tipos de doenças, incluindo doenças cardíacas, demência e depressão (232425).
6. Durma o Suficiente
A importância de dormir o suficiente não pode ser exagerada. Pode ser tão importante quanto dieta e exercício, se não mais. O sono insuficiente pode levar à resistência à insulina, eliminar os hormônios do apetite e reduzir seu desempenho físico e mental (26272829). Além do mais, é um dos mais fortes fatores de risco individuais para ganho de peso e obesidade no futuro. Um estudo mostrou que o sono de curta duração foi associado a um aumento de 89% no risco de obesidade em crianças e de 55% em adultos (30).
7. Cuide da Sua Saúde Intestinal Com Probióticos e Fibras
As bactérias em seu intestino, chamadas coletivamente de microbiota intestinal, às vezes são chamadas de "órgão esquecido". Essas bactérias são extremamente importantes para todos os aspectos relacionados à saúde. Distúrbios nas bactérias do intestino estão relacionados a algumas das doenças crônicas mais graves do mundo, incluindo a obesidade (3132). Uma boa maneira de melhorar a saúde intestinal é comer alimentos probióticos (como iogurte vivo e chucrute), tomar suplementos probióticos e ingerir bastante fibra. A fibra funciona como combustível para as bactérias intestinais (3334).
8. Beba Um Pouco de Água, Especialmente Antes Das Refeições
Beber bastante água pode ter inúmeros benefícios. Um fator importante é que ela pode ajudar a aumentar a quantidade de calorias que você queima. De acordo com 2 estudos, pode aumentar o metabolismo em 24-30% durante um período de 1-1,5 horas. Isso pode chegar a 96 calorias adicionais queimadas se você beber 2 litros (67 oz) de água por dia (3536). A melhor hora para beber água é meia hora antes das refeições. Um estudo mostrou que meio litro de água, 30 minutos antes de cada refeição, aumentou a perda de peso em 44% (37).
9. Não Cozinhe Demais ou Queime a Sua Carne
A carne pode ser uma parte nutritiva e saudável da dieta. É muito rica em proteínas e contém vários nutrientes importantes. Os problemas ocorrem quando a carne é cozida demais e é queimada. Isso pode levar à formação de compostos prejudiciais que aumentam o risco de câncer (38). Então, coma sua carne, só não cozinhe demais ou a queime.
10. Evite Luzes Brilhantes Antes de Dormir
Quando estamos expostos a luzes brilhantes à noite, isso atrapalha a produção do hormônio do sono melatonina (3940). Um "hack" interessante é usar um par de óculos de cor âmbar que bloqueiem a luz azul, para não entrar em seus olhos à noite. Tablets e celulares modernos tem função para mudar a coloração da tela para não influenciar o sono. Isso permite que a melatonina seja produzida como se estivesse completamente escuro, ajudando você a dormir melhor (4142).
11. Tome Vitamina D3 Se Você Não Toma Muito Sol
Antigamente, a maioria das pessoas recebia sua vitamina D do sol. O problema é que a maioria das pessoas não toma muito sol hoje em dia. Elas moram ou ficam na maior parte do dia onde não há sol, ou usam protetor solar quando saem. Segundo dados de 2005-2006, cerca de 41,6% da população dos EUA é deficiente dessa vitamina crítica (43). Se a exposição adequada ao sol não é uma opção para você, então a suplementação com vitamina D tem demonstrado inúmeros benefícios para a saúde. Isso inclui melhoria da saúde óssea, aumento da força, redução dos sintomas de depressão e menor risco de câncer, para citar alguns. A vitamina D também pode ajudá-lo a viver mais (44454647484950).
12. Coma Legumes e Frutas
Legumes e frutas são os alimentos saudáveis ​​"padrão", e por boas razões. Eles são carregados com fibras prebióticas, vitaminas, minerais e todos os tipos de antioxidantes, alguns dos quais têm efeitos biológicos potentes. Estudos mostram que as pessoas que comem mais vegetais e frutas vivem mais e têm menor risco de doença cardíaca, diabetes tipo 2, obesidade e todos os tipos de doenças (5152).
13. Certifique-se de Comer Bastante Proteína
Comer bastante proteína é incrivelmente importante, e muitos especialistas acreditam que a ingestão diária recomendada é muito baixa. A proteína é particularmente importante para a perda de peso e funciona através de vários mecanismos diferentes (53). Uma alta ingestão de proteína pode aumentar significativamente o metabolismo, ao mesmo tempo em que você se sente tão satisfeito que come automaticamente menos calorias. Também pode reduzir os desejos e reduzir o desejo de petiscar tarde da noite (54555657). Comer muita proteína também demonstrou reduzir os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial (5859).
14. Faça Algum Exercicio de Cardio ou Apenas Ande Mais
Fazer exercícios aeróbicos (ou cardio) é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde mental e física. É particularmente eficaz na redução da gordura da barriga, o tipo de gordura prejudicial que se acumula em torno de seus órgãos. Redução da gordura da barriga deve levar a grandes melhorias na saúde metabólica (606162).
15. Não Fume ou Use Drogas e Beba Apenas com Moderação
Se você é um fumante de tabaco ou usa drogas, a dieta e o exercício são a menor das suas preocupações. Enfrente esses problemas primeiro. Se você optar por incluir o álcool em sua vida, faça isso apenas com moderação e considere evitá-lo completamente se tiver tendências alcoólicas.
16. Use Azeite Extravirgem
O azeite extravirgem é a gordura mais saudável do planeta. É carregado com gorduras monoinsaturadas saudáveis ​​para o coração e poderosos antioxidantes que podem combater a inflamação (636465). O azeite de oliva extra-virgem leva a muitos efeitos benéficos na saúde do coração, e as pessoas que consomem azeite de oliva têm um risco muito menor de morrer de ataques cardíacos e derrames (6667).
17. Minimize Sua Ingestão de Açúcares Adicionados
Açúcar adicionado é o pior ingrediente na dieta moderna. Pequenas quantidades são boas, mas quando as pessoas comem grandes quantidades, podem causar estragos na saúde metabólica (68). Uma alta ingestão de açúcar está associada a inúmeras doenças, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e muitas formas de câncer (6970717273).
18. Não Coma Muitos Carboidratos Refinados
Nem todos os carboidratos são criados iguais. Os carboidratos refinados foram altamente processados ​​e tiveram toda a fibra removida deles. Eles são pobres em nutrientes (calorias vazias) e podem ser extremamente prejudiciais. Estudos mostram que os carboidratos refinados estão ligados ao excesso de alimentação e a inúmeras doenças metabólicas (7475767778).
19. Não Tema a Gordura Saturada
A "guerra" à gordura saturada foi um erro. É verdade que a gordura saturada aumenta o colesterol, mas também eleva o colesterol HDL (o "bom") e altera o LDL de pequeno para grande, o que está ligado a um menor risco de doença cardíaca (79808182). Novos estudos que incluíram centenas de milhares de pessoas mostraram que não há ligação entre o consumo de gordura saturada e doenças cardíacas (8384).
20. Levante Coisas Pesadas
Levantar pesos é uma das melhores coisas que você pode fazer para fortalecer seu corpo e melhorar sua composição corporal. Também leva a melhorias maciças na saúde metabólica, incluindo melhor sensibilidade à insulina (8586). A melhor abordagem é ir a uma academia e levantar pesos, mas fazer exercícios com pesos pode ser igualmente eficaz.
21. Evite Gorduras Trans Artificiais
As gorduras trans artificiais são gorduras artificiais nocivas que estão fortemente ligadas à inflamação e às doenças cardíacas (87888990). É melhor evitá-las como a peste.
22. Use Muitas Ervas e Especiarias
Existem muitas ervas e especiarias incrivelmente saudáveis. Por exemplo, gengibre e açafrão: ambos têm potentes efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, levando a vários benefícios para a saúde (91929394). Você deve fazer um esforço para incluir tantas ervas e especiarias diferentes quanto você puder. Muitas delas podem ter efeitos benéficos poderosos na sua saúde.
23. Cuide de Seus Relacionamentos
Relações sociais são incrivelmente importantes. Não só para o seu bem-estar mental, mas também para a sua saúde física. Estudos mostram que pessoas que são próximas a amigos e familiares são mais saudáveis ​​e vivem muito mais tempo do que aquelas que não são (95, 9697).
24. Acompanhe A Sua Ingestão de Alimentos de Vez Em Quando
A única maneira de saber exatamente o que você está comendo, é pesar seus alimentos e usar um rastreador de nutrição como MyFitnesspal ou Cron-o-meter. Isso é importante para saber quantas calorias você está comendo. Também é essencial certificar-se de que você está recebendo bastante proteína, fibra e micronutrientes. Estudos mostram que as pessoas que acompanham a ingestão de alimentos de uma forma ou de outra tendem a ter mais sucesso em perder peso e aderir a uma dieta saudável (98). Basicamente, qualquer coisa que aumente sua consciência do que você está comendo provavelmente ajudará você a ter sucesso. Eu pessoalmente acompanho tudo o que eu como por alguns dias seguidos, a cada poucos meses. Então eu sei exatamente onde fazer ajustes para me aproximar dos meus objetivos.
25. Se Você Tem Excesso de Gordura na Barriga, Livre-se Dela
Nem toda gordura corporal é igual. É principalmente a gordura em sua cavidade abdominal, a gordura da barriga, que causa problemas, a chamada gordura visceral. Essa gordura se acumula ao redor dos órgãos e está fortemente ligada à doença metabólica (99100). Por esse motivo, o tamanho da sua cintura pode ser um marcador muito mais forte para sua saúde do que o número da balança. Cortar carboidratos, ingerir mais proteína e ingerir muita fibra são maneiras excelentes de se livrar da gordura da barriga (101102103104).
26. Não Faça Uma "Dieta"
As dietas são notoriamente ineficazes e raramente funcionam bem a longo prazo. De fato, "fazer dieta" é um dos mais fortes preditores de ganho de peso no futuro (105). Em vez de seguir uma dieta, tente adotar um estilo de vida mais saudável. Concentre-se em nutrir seu corpo, em vez de privá-lo. A perda de peso deve seguir como um efeito colateral natural de melhores escolhas alimentares e da melhoria da saúde metabólica.
27. Coma Ovos e Não Jogue Fora a Gema
Os ovos inteiros são tão nutritivos que muitas vezes são chamados de "multivitamínicos da natureza". É um mito o fato de que os ovos fazem mal por causa do colesterol, isso acontece por estudos em ratos que eram superalimentados com ovos. Estudos mostram que eles não têm efeito sobre o colesterol sanguíneo na maioria das pessoas (106). Além disso, um estudo de revisão maciça que incluiu 263.938 indivíduos descobriu que o consumo de ovos não tinha associação com o risco de doença cardíaca (107). O que nos resta é um dos alimentos mais nutritivos do planeta, e a gema é onde quase todos os nutrientes são encontrados. Dizer às pessoas para jogar fora a gema está entre os piores conselhos da história da nutrição.

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Como prevenir a Aterosclerose?

Cirurgia Vascular - Thu, 08/02/2018 - 18:01

Atualmente, a aterosclerose é a principal causa de morte e incapacidade prematura tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento. Ainda, um estilo de vida sedentário, hábitos alimentares nocivos e o fenômeno do envelhecimento da população apontam para um maior aumento do número de doentes nos próximos anos.
Essa doença desenvolve-se nos vasos arteriais ao longo de muitos anos, resultando em alterações estruturais como enrijecimento, obstrução ou alargamento (chamados de aneurismas) levando ao adoecimento dos órgãos que recebem o sangue conduzido por esses vasos, sendo silenciosa por muito tempo até manifestar-se por um evento agudo como derrame, infarto do coração entre outros. Pode ainda manifestar-se cronicamente, por exemplo, reduzindo a capacidade de realizar atividades simples como caminhar médias distâncias e cuidar da casa (claudicação intermitente).  
Dada a evidente importância, foram realizados grandes estudos para descobrir quais os fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose e os meios para preveni-la. Nesses estudos, descobriu-se que há aqueles fatores de risco modificáveis por meio do estilo de vida e dos remédios e outros, como idade e sexo, que não podem ser modificados.
Dentre os fatores de risco que podem ser modificáveis, encontramos os níveis elevados de colesterol, em especial o colesterol LDL (também conhecido como “mau colesterol” em contraste com o HDL ou o "bom colesterol"), o tabagismo, a hipertensão, o colesterol HDL baixo, a diabetes melito, o histórico familiar de doença prematura nas artérias coronárias, principalmente em parentes de primeiro grau, a obesidade, a inatividade física, ou sedentarismo, a dieta rica em alimentos gordurosos e o pouco consumo de frutas e verduras. Também devemos lembrar que uma vida estressante e sob “alta pressão” psicológica também elevam indiretamente esse risco.

Faça um check-up virtual para saber como anda sua saúde.

De forma prática, é fácil perceber que simplesmente adotando hábitos como 30 minutos diários de atividade física de moderada a intensa (recomendação dos principais órgãos de saúde), redução de gorduras na dieta (frituras e fast food), bem como abandono do tabagismo já implicam a redução desse risco. Entretanto, o grande desafio médico atual é fazer com que essas orientações cheguem a todos e, principalmente, que esses implementem as recomendações no cotidiano de suas vidas.
Segundo diretrizes atuais, é recomendado que todos acima de 20 anos realizem exames de sangue específicos e, para aqueles que apresentam alto risco para a doença aguda, é necessário também tratamento com  mudanças nos hábitos de vida e também no uso de certos remédios, buscando a estabilização da doença já presente. Para realizar essa avaliação e também o tratamento indicado, deve se buscar orientação médica competente e, principalmente, estar disposto a viver de forma mais saudável!
 
Leia também:

Anatomia: 

Sistema arterial

Causa: 

Deposição de gordura na parede arterial

Diagnóstico Diferencial: 

Embolia, vasoconstrição

Fatores de Risco: 

Tabagismo, diabetes, hipertensão arterial.

Evolução Natural: 

Evolução lenta e progressiva. Em alguns casos pode ser de evolução rápida.

Prevenção Primária: 

Não fumar. Controlar colesterol. Alimentação saudável. Controlar diabetes e hipertensão arterial.

Sinais ou Sintomas: 

dor, cansaço, alterações tróficas

Prognóstico: 

O prognóstico depende muito da localização da lesão.

Tratamentos Possíveis: 

Controle clinico: medicamentos e hábitos de vida saudável. Cirurgias: angioplastia, endarterectomia, pontes (bypasses)

Complicações Possíveis: 

Isquemia, trombose, gangrena, doença arterial obstrutiva.

Código: I70 Select ratingGive Como prevenir a Aterosclerose? 1/5Give Como prevenir a Aterosclerose? 2/5Give Como prevenir a Aterosclerose? 3/5Give Como prevenir a Aterosclerose? 4/5Give Como prevenir a Aterosclerose? 5/5 Average: 4.7 (3 votes) ateroscleroseprevençãoartériaarterial
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Aneurisma de aorta

Cirurgia Vascular - Thu, 08/02/2018 - 17:45

Quais os sintomas associados aos aneurismas da Aorta Abdominal
A maior parte das pessoas não sente quaisquer sintomas que possam indicar a existência de um Aneurisma na Aorta Abdominal. Durante um exame físico de rotina, um médico poderá notar ou sentir algo a pulsar na parte central ou inferior do abdômen do doente. No entanto, a maioir parte dos aneurismas são identificados durante exames de diagnóstico imagiológico (como por exemplo, uma ecografia) realizados por outros motivos.
 
Quais os fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento do AAA
Os Aneurismas da Aorta Abdominal afetam, principalmente, pessoas com mais de 65 anos de idade e são mais comuns no sexo masculino. Outros fatores de risco incluem o tabagismo, diabetes, arterosclerose, colesterol elevado, hipertensão e doença cardiovascular.
Finalmente um doente com histórico familiar de AAA apresenta um risco maior e deverá falar e deverá falar com o seu médico sobre este fato.
 
Quando deverá consutar um médico
Se tem um ou mais dos fatores identificados fale com o seu médico.

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Cirurgia de varizes

Amato Consultório Médico - Mon, 06/18/2018 - 12:04

Tantos tipos de cirurgia de varizes, tantas opiniões por aí. O que fazer? Entenda com o Dr Alexandre Amato (CRM 108651), cirurgião vascular do Instituto Amato quais são as cirurgias realizadas hoje em dia, e para qual tipo de veia. A maioria das vezes o evento de uma cirurgia de varizes consiste em várias técnicas diferentes sendo aplicadas ao mesmo paciente, mas em veias de tipos diferentes: reticulares, tributárias, safenas e colaterais.

 

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Cirurgia de varizes

Cirurgia Vascular - Mon, 06/18/2018 - 12:02

Tantos tipos de cirurgia de varizes, tantas opiniões por aí. O que fazer? Entenda com o Dr Alexandre Amato (CRM 108651), cirurgião vascular do Instituto Amato quais são as cirurgias realizadas hoje em dia, e para qual tipo de veia. A maioria das vezes o evento de uma cirurgia de varizes consiste em várias técnicas diferentes sendo aplicadas ao mesmo paciente, mas em veias de tipos diferentes: reticulares, tributárias, safenas e colaterais.

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Como ocorre o AVC?

Cirurgia Vascular - Fri, 06/15/2018 - 09:46

O AVC Isquêmico
Os acidentes cerebrais isquêmicos respondem por 80% de todos os casos. O cérebro tem grande número de vasos e artérias que se ramificam no interior do tecido cerebral para levar oxigênio e as substâncias nutrientes necessárias para o seu funcionamento adequado. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território que deveria ser irrigado sofre com a escassez de oxigênio e muitas células, principalmente neurônios, morrem. Esse é o AVC Isquêmico, quando áreas do cérebro morrem por falta de oxigenação.
A profilaxia para aterosclerose e avaliação da carótida podem ajudar a prevenir o AVC Isquêmico.
O AVC Hemorrágico
Já o hemorrágico acontece quando uma artéria se rompe e o sangue extravasa para o tecido cerebral, gerando uma hemorragia ou coágulo. Pode ocorrer como consequência de uma crise hipertensiva, quando a pressão no pequeno vaso cerebral é tão alta que determina a ruptura dele.

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Lipoedema

Cirurgia Vascular - Thu, 06/14/2018 - 13:43

Lipoedema é um dos termos para lipedema. Outros sinônimos são: Lipalgia, Lipofilia Membralis, Adipose dolorosa, Adiposalgia, Lipohipertrofia dolorosa, Lipedema, Lipödem, Lipoedema

E os diagnósticos diferenciais são: Linfedema, Obesidade, Lipo-linfedema e Insuficiência Venosa.

 

Leia mais sobre lipedema aqui.    

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Meralgia parestésica

Dor, queimação, ardência ou diminuição da sensibilidade na coxa?

 

 

Tags: meralgia parestésicaformigamento na coxaneuralgiaciatalgia
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Biópsia da coluna vertebral

O procedimento de biópsia da coluna é utilizado para obtenção de material para cultura ou análise tecidual em pacientes com tumor ou infecção vertebral. 

 

Situações em que pode haver dúvida quanto ao diagnóstico e que a biópsia precisa ou pode ser realizada:

- espondilite ou espondilodiscite (infeção da coluna): o material retirado é enviado para cultura, para identificação do microorganismo responsável pela infeção, desta forma, podendo direcionar o tratamento com os antibióticos corretos

- metástases envolvendo a coluna vertebral, quando ainda não se sabe de onde é o tumor primário e o paciente não é candidato a cirurgia para ressecção total do tumor

- tumores primários da coluna

- diagnóstico de mieloma múltiplo 

- fraturas da coluna, sem causa aparente

 

Como é feito o procedimento?

O procedimento pode ser feito em ambiente de hospital dia, ou seja com uma leve sedação e anestesia local, o procedimento é rapidamente realizado e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

 

 

Tags: biópsia vertebraltumor da colunabiópsia da colunainfecção da coluna
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Formigamento nas pernas

Cirurgia Vascular - Wed, 06/13/2018 - 12:05

Formigamento nas pernas é conhecido como parestesia, um sintoma comum neurológico, mas que leva as pessoas ao cirurgião vascular muito frequentemente.
A parestesia pode ser um sinal de que alguma coisa pode estar errada com o sistema vascular ou com o sistema neurológico, e é muito difícil separar as causas.
A sensação geralmente se dá quando a pessoa deita de mau jeito por cima do braço ou perna, mas existem outras causas e deve-se ficar atento.
A "dormência"  é uma reação natural do corpo quando o nervo é pressionado ou falta sangue na região, a maioria das pessoas já sentiu aquele "choque" seguido de um formigamento no braço após uma pancada no cotovelo. Nesses casos, basta mudar de posição ou movimentar-se para dissipar tal sensação.  Em outros casos, porém, esses sintomas são recorrentes, e aí existe a necessidade de investigação médica.
Doenças que podem levar ao formigamento como sintoma:
Doença venosa: Quem tem problemas de varizes tende a sentir peso e cansaço, queimação, inchaço no tornozelo no final do dia, cãibras (principalmente noturnas) e formigamento nas pernas.
Aterosclerose: O problema se dá quando as placas de gordura estreitam e endurecem a parede arterial. Acometem com mais frequência o coração, mas também podem afetar os membros inferiores, causando a chamada doença arterial periférica, que tem como sintoma o formigamento nas pernas. As causas do problema estão diretamente relacionadas ao tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e colesterol elevado. Além disso, a doença é mais comum em pacientes com idade avançada (acima dos 60 anos) e com histórico familiar de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.
Neuropatia diabética do pé diabético: Quem tem diabetes e não controla o nível de açúcar no sangue, pode sofrer graves consequência com o desenvolvimento de outras doenças, como a neuropatia diabética: danos nos nervos por conta da alta quantidade de glicose sanguínea. O diabetes é uma doença que afeta os vasos sanguíneos, tantos os grandes quanto os pequenos, mas começa na microcirculação, o chamado vasa nervorum, os vasos que irrigam os nervos. E os nervos funcionam como se fossem condutores que vão transmitir ao cérebro informações como frio, calor, dor, pressão, etc, e precisam receber sangue com oxigênio para funcionarem bem. No caso do diabetes, ocorre uma diminuição do oxigênio que chega aos nervos, o que pode gerar a inflamação, levando ao mau funcionamento dos nervos e causando a neuropatia periférica, que pode aparecer como parestesia/formigamento nas pernas.
Hérnia de disco: É uma compressão neurológica, cuidada pelo neurocirurgião. A má postura é considerada a grande vilã das patologias envolvendo coluna vertebral, como as hérnias de disco, pelo fato de haver uma pressão, com inflamação e compressão da raiz nervosa, que por vezes, causa dores insuportáveis. O tratamento fisioterápico é bastante indicado, como o pilates (melhora da postura, mobilidade, flexibilidade da coluna vertebral, além de melhor distribuição do tônus muscular e fortalecimento do abdome) e o RPG. Sugerimos a consulta com o neurocirurgião.
Mau posicionamento do corpo: Uma das causas mais comuns que provocam formigamento nas pernas e nos pés é ficar sentado, deitado ou parado na mesma posição durante muito tempo, como por exemplo ficar sentado em cima de uma perna, provocando a compressão do nervo no local. Postura inadequada é uma causa frequente de formigamentos.
Polineuropatia periférica: A polineuropatia periférica caracteriza-se por alterações nos nervos do corpo, fazendo com que a pessoa sinta muita dor, formigamento nas pernas, falta de força ou ausência de sensibilidade em algumas regiões específicas do corpo.
Pânico, ansiedade e estresse: Situações de estresse e ansiedade extremos podem provocar sintomas como formigamento das pernas, mãos, braços e língua, podendo ser acompanhados de outros sintomas como suores frios, palpitações cardíacas e dor no peito ou na barriga.
Esclerose múltipla:  Esclerose múltipla é uma doença crônica que se caracteriza por uma inflamação, na qual são destruídas as camadas de mielina que recobrem e isolam os neurônios, prejudicando assim a transmissão de informação que controla os movimentos do organismo como falar ou andar, levando à invalidez. Além de provocar sensação de formigamento nos membros, nesta doença também se podem manifestar movimentos involuntários nos músculos e dificuldade para caminhar.
Bériberi: O Beribéri é uma doença causada pela deficiência em vitamina B1 que pode causar sintomas como cãibras musculares, visão dupla, confusão mental e formigamento nas mãos e nos pés.
Síndrome de Guillian-Barré: A síndrome de Guillian-Barré é uma doença neurológica grave que se caracteriza pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, podendo levar a morte. Na maior parte dos casos é diagnosticada após uma infecção provocada por um vírus, como dengue ou zika, por exemplo. Um dos sintomas mais comum é o formigamento e perda de sensibilidade de pernas e braços. 
Mordida e picadas de animais e insetos: A mordida de alguns animais como abelhas, cobras ou aranhas podem provocar formigamento no local, podendo ser acompanhado de outros sintomas como inchaço, febre ou queimação, por exemplo.
 
Independente de qual seja o problema que levou ao formigamento nas pernas, é importante seguir o tratamento corretamente, pois a parestesia pode retornar.

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Categories: Medical

Malformação arteriovenosa

Amato Consultório Médico - Tue, 06/12/2018 - 14:51
Hemangioma capilar

Foto proveniente de banco de fotos online Dreamstime

Malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre o sistema arterial e venoso, sem passar pelo usual sistema capilar. Esta anomalia vascular é amplamente conhecida por causa de sua ocorrência no sistema nervoso central (cerebral), mas podem aparecer em qualquer local do corpo, e, quando fora do sistema nervoso, é o cirurgião vascular o responsável pelos cuidados. Embora muitos MAVs possam ser pequenos e assintomáticos, alguns podem causar intensa dor ou sangramento e levar a outros problemas médicos sérios.
MAVs são geralmente congênitos e os padrões de transmissão são desconhecidos. Não é geralmente uma doença hereditária, a não ser em algumas síndromes específicas.
A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária, ou seja, ainda dentro da barriga da mãe.
As verdadeiras causas do desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular que ocorre após o nascimento, permanecem até hoje desconhecidas.
 
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico a maior parte das vezes. Muitas vezes estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.
Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia. 
Nenhum paciente é igual a outro, portanto a avaliação diagnóstica é essencial para o planejamento terapêutico.
 

Anatomia: 

Sistema arterial, venoso e linfático

Causa: 

Alteração do desenvolvimento embrionário.

Diagnóstico Diferencial: 

Tipos e classificação de malformações arteriovenosas

  • Capilar
    • Mancha em vinho do Porto localizada ou extensa 
    • Mancha em vinho do Porto sindrômica
    • Síndrome de Sturge-Weber
    • Facomatose pigmentar vascular
    • Síndrome de Beckwith-Wiedemann 
    • Síndrome de Robert
    • Mancha salmão
    • Mancha vascular telangiectásica medial sacral 
    • Telangiectasias
    • Síndrome de Rendu-Osler-Weber
    • Síndrome de Louis-Bar
    • Cútis marmórea telangiectásica congênita
    • Síndrome de Adams-Oliver
  • Linfática
  • Venosa
  • Arterial
    • Malformação arterial(aneurisma, ectasia, coarctação)
  • Complexa-combinada
    • Fístula arterio-venosa (FAV), malformação arterio-venosa (MAV), venosa-capilar (MVC), venosa-linfática (MVL), capilar-venosalinfática (MCVL), venosa-arterial-capilar (MVAC), arterial-linfática-capilar (MALC), arterial-linfática-venosa (MALV), capilar-venosa-linfática-arterial (MCVLA)
    • Regional / Regional
      • Fístula arteriovenosa (FAV)
      • Síndrome de Wyburn-Mason (MAV)
      • Síndrome de Brégeat (MAV)
      • Síndrome de Cobb (MAV)
      • Síndrome de Servelle-Martorell (MVC)
      • Síndrome de Klippel-Trenaunay (MCVL)
      • Síndrome de Parkes-Weber (MCVLA)
  • Difusa
    • Síndrome de Proteus (MVC)
    • Síndrome de Maffucci (MVL) 
    • Síndrome de Riley-Smith (MVL)
    • Síndrome de Solomon (MVAC) 
    • Síndrome de Bannayan (MVLAC) 

 

Epidemiologia: 

A epidemiologia é variável, dependendo do tipo de lesão. 

Evolução Natural: 

A evolução natural é muito variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Prevenção Primária: 

Por ser congênito e hereditário na maioria das vezes, não é possível a prevenção primária.

Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da MAV variam muito de acordo com a localização anatômica  da malformação. Cerca de quase 90% das pessoas com uma MAV são assintomáticos por muitos anos. Muitas vezes a malformação só é descoberta como parte de uma autópsia ou sem intenção durante o exame de outra doença ou check-up(link is external) (achado incidental). Quando há sintomas, os mais comuns de uma MAV cerebral são dores de cabeça e crises de epilepsia. 
 
A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois iniciam na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e dificilmente regridem espontaneamente. Fora do cérebro, estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas e sangramentos.De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre outros sintomas. A malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo, pulando o sistema capilar, e resulta no estresse de bombeamento de sangue ao coração, podendo levar à insuficiência cardíaca(link is external).
 

Prognóstico: 

O prognóstico é variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento para o MAV cerebral pode ser apenas sintomático e os pacientes podem ser observados periodicamente por um neurologista(link is external) para qualquer convulsões, dores de cabeça, ou défices neurológicos focais. O tratamento específico pode envolver embolização endovascular, neurocirurgia aberta ou radiocirurgia. A embolização significa encher a MAV com partículas, acrilatos ou polímeros introduzido por um cateter radiograficamente guiado. As malformações arteriovenosas podem ser simples ou complexas, com estratégia de tratamento diferente para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e facilidade com a técnica que será utilizada.As malformações arteriovenosas de fluxo baixo, que consistem em componente venoso mais preponderante, apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo, com preponderância arterial, por embolização endovascular. A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada através de uma pequena punção sob anestesia local e sem cortes. Guiado por um equipamento de fluoroscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais (molas, esferas, partículas) que causam a oclusão da entrada dessa malformação. Assim, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta regrida e se degenere, diminuindo seu tamanho e levando ao alívio dos sintomas ao paciente.
Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Complicações Possíveis: 

Trombose, sangramento, lesões, feridas, úlceras, edema, dor e outros.

 

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Malformação arteriovenosa

Cirurgia Vascular - Tue, 06/12/2018 - 14:45
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Malformação arteriovenosa (MAV) é uma conexão anormal entre o sistema arterial e venoso, sem passar pelo usual sistema capilar. Esta anomalia vascular é amplamente conhecida por causa de sua ocorrência no sistema nervoso central (cerebral), mas podem aparecer em qualquer local do corpo, e, quando fora do sistema nervoso, é o cirurgião vascular o responsável pelos cuidados. Embora muitos MAVs possam ser pequenos e assintomáticos, alguns podem causar intensa dor ou sangramento e levar a outros problemas médicos sérios.

MAVs são geralmente congênitos e os padrões de transmissão são desconhecidos. Não é geralmente uma doença hereditária, a não ser em algumas síndromes específicas.

A malformação arteriovenosa, na maioria das vezes, surge no desenvolvimento anormal do sistema vascular na vida embrionária, ou seja, ainda dentro da barriga da mãe.

As verdadeiras causas do desvio do desenvolvimento vascular normal no embrião, ou mesmo a transformação vascular que ocorre após o nascimento, permanecem até hoje desconhecidas.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico a maior parte das vezes. Muitas vezes estas malformações arteriovenosas são encontradas incidentalmente em exames de imagem de rotina ou para investigação de outras doenças.

Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia. 

Nenhum paciente é igual a outro, portanto a avaliação diagnóstica é essencial para o planejamento terapêutico.

 

Anatomia: 

Sistema arterial, venoso e linfático

Causa: 

Alteração do desenvolvimento embrionário.

Diagnóstico Diferencial: 

Tipos e classificação de malformações arteriovenosas

  • Capilar
    • Mancha em vinho do Porto localizada ou extensa 
    • Mancha em vinho do Porto sindrômica
    • Síndrome de Sturge-Weber
    • Facomatose pigmentar vascular
    • Síndrome de Beckwith-Wiedemann 
    • Síndrome de Robert
    • Mancha salmão
    • Mancha vascular telangiectásica medial sacral 
    • Telangiectasias
    • Síndrome de Rendu-Osler-Weber
    • Síndrome de Louis-Bar
    • Cútis marmórea telangiectásica congênita
    • Síndrome de Adams-Oliver
  • Linfática
  • Venosa
  • Arterial
    • Malformação arterial(aneurisma, ectasia, coarctação)
  • Complexa-combinada
    • Fístula arterio-venosa (FAV), malformação arterio-venosa (MAV), venosa-capilar (MVC), venosa-linfática (MVL), capilar-venosalinfática (MCVL), venosa-arterial-capilar (MVAC), arterial-linfática-capilar (MALC), arterial-linfática-venosa (MALV), capilar-venosa-linfática-arterial (MCVLA)
    • Regional / Regional
      • Fístula arteriovenosa (FAV)
      • Síndrome de Wyburn-Mason (MAV)
      • Síndrome de Brégeat (MAV)
      • Síndrome de Cobb (MAV)
      • Síndrome de Servelle-Martorell (MVC)
      • Síndrome de Klippel-Trenaunay (MCVL)
      • Síndrome de Parkes-Weber (MCVLA)
  • Difusa
    • Síndrome de Proteus (MVC)
    • Síndrome de Maffucci (MVL) 
    • Síndrome de Riley-Smith (MVL)
    • Síndrome de Solomon (MVAC) 
    • Síndrome de Bannayan (MVLAC) 

 

Epidemiologia: 

A epidemiologia é variável, dependendo do tipo de lesão. 

Evolução Natural: 

A evolução natural é muito variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Prevenção Primária: 

Por ser congênito e hereditário na maioria das vezes, não é possível a prevenção primária.

Sinais ou Sintomas: 

Os sintomas da MAV variam muito de acordo com a localização anatômica  da malformação. Cerca de quase 90% das pessoas com uma MAV são assintomáticos por muitos anos. Muitas vezes a malformação só é descoberta como parte de uma autópsia ou sem intenção durante o exame de outra doença ou check-up (achado incidental). Quando há sintomas, os mais comuns de uma MAV cerebral são dores de cabeça e crises de epilepsia. 

 

A malformação arteriovenosa é definida como um conjunto de lesões primárias da artéria, pois iniciam na fase embrionária do indivíduo.  Os indícios de malformação arteriovenosa não tendem a se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e dificilmente regridem espontaneamente. Fora do cérebro, estas lesões aumentam de forma proporcional ao crescimento do corpo e seu crescimento é desencadeado por estímulos fisiológicos, endócrinos, trauma, infecções e desnutrição dos tecidos, podendo predispor ao desenvolvimento de feridas e sangramentos.De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, prisão de ventre, sangramentos, entre outros sintomas. A malformação arteriovenosa nada mais é que uma má formação dos vasos que dificulta o fluxo sanguíneo, pulando o sistema capilar, e resulta no estresse de bombeamento de sangue ao coração, podendo levar à insuficiência cardíaca.

 

Prognóstico: 

O prognóstico é variável, dependendo muito do grau de acometimento, local e tipo de lesão. 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento para o MAV cerebral pode ser apenas sintomático e os pacientes podem ser observados periodicamente por um neurologista para qualquer convulsões, dores de cabeça, ou défices neurológicos focais. O tratamento específico pode envolver embolização endovascular, neurocirurgia aberta ou radiocirurgia. A embolização significa encher a MAV com partículas, acrilatos ou polímeros introduzido por um cateter radiograficamente guiado. As malformações arteriovenosas podem ser simples ou complexas, com estratégia de tratamento diferente para cada tipo. O importante é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e facilidade com a técnica que será utilizada.As malformações arteriovenosas de fluxo baixo, que consistem em componente venoso mais preponderante, apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo, com preponderância arterial, por embolização endovascular. A técnica de embolização é minimamente invasiva, ou seja, é realizada através de uma pequena punção sob anestesia local e sem cortes. Guiado por um equipamento de fluoroscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais (molas, esferas, partículas) que causam a oclusão da entrada dessa malformação. Assim, o fluxo que alimenta a malformação é interrompido, fazendo com que esta regrida e se degenere, diminuindo seu tamanho e levando ao alívio dos sintomas ao paciente.

Sempre procure seu médico para indicar o melhor tratamento. Não faça auto medicação.

Complicações Possíveis: 

Trombose, sangramento, lesões, feridas, úlceras, edema, dor e outros.

Código: Q27.3 Select ratingGive Malformação arteriovenosa 1/5Give Malformação arteriovenosa 2/5Give Malformação arteriovenosa 3/5Give Malformação arteriovenosa 4/5Give Malformação arteriovenosa 5/5 Average: 5 (1 vote) vascularmal formaçãomavarterialvenosolinfático
Categories: Medical

Entupimento de veia

Amato Consultório Médico - Tue, 06/12/2018 - 14:02
Entupimento de Veia

Para entendermos o entupimento das veias, necessitamos lembrar como funciona o sistema vascular, que contém o sistema arterialvenoso e linfático. Todos eles podem entupir em algum momento e as consequências e tratamentos são bem diferentes.
Quando falamos entupimento de veia, e entendemos literalmente, estamos falando do sistema venoso, que consiste em um sistema vascular responsável por trazer o sangue de volta ao coração. É um sistema de baixa pressão que não sofre as consequencias da aterosclerose, mas que, por causa do seu fluxo mais lento, pode "trombosar", ou seja, ocluir, entupir a veia. Quando o sistema venoso profundo é ocluído, ocorre a trombose venosa profunda e quando o sistema venoso superficial entope, ocorre a tromboflebite superficial. A trombose venosa profunda é mais grave, pois pode acarretar a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Tanto a trombose venosa profunda, quanto a tromboflebite superficial causam dor e inchaço, mais frequentemente nas pernas, mas a gravidade dos sintomas depende muito de acordo com o tipo e localização da veia acometida. O tratamento mais frequentemente realizado para o entupimento venoso (trombose venosa) é, portanto, a anticoagulação, com o intuito primário de evitar sua pior complicação que é a emboliza pulmonar. Em alguns casos específicos pode ser indicado a fibrinólise, com o objetivo de desentupir a veia e evitar uma complicação a longo prazo, que se chama síndrome pós trombótica. As varizes podem ocorrer pela síndrome pós trombótica, mas não são caracterizadas pelo entupimento das veias, e, sim a insuficiência venosa.
Agora, quando falamos entupimento de veias genericamente, podemos estar querendo dizer "entupimento arterial", ou seja, do sistema vascular responsável por levar o sangue do coração aos órgãos e membros, e, nesse caso, estamos falando de outras entidades que podem causar dificuldade na progressão desse sangue de alta pressão, sendo, mais frequente (>90% dos casos) a aterosclerose. A aterosclerose ocorre lenta e paulativamente, aumentando a espessura da parede das artérias e levando a um estrangulamento, ou fechamento dessas artérias, de moso que o sangue arterial, cheio de oxigênio, não chega aonde deveria, e os órgãos ou membros passam a sofrer com a falta de oxigênio. As áreas mais acometidas com a aterosclerose são: o coração e suas coronárias (podendo levar ao infarto)carótidas (podendo levar ao AVC) e membros inferiores (podendo levar à claudicação). O tratamento varia muito dependendo do local acometido, mas sempre inclui o controle dos fatores de risco, como parar de fumar, controle da pressão arterial, controle da diabetes e outras comorbidade, dieta adequada, exercício fisico sob observação médica e, em alguns casos as cirurgias podem ser necessárias.
Outra possibilidade seria o entupimento de um vaso linfático, que é menos comum, mas pode acontecer. A obstrução linfática mais frequentemente está associada à lesões e traumas, podendo ocorrer, por exemplo após cirurgias (cirurgia de câncer de mama é bem frequente quando se faz o esvaziamento linfático), ou mesmo após infecções (celulite ou erisipela). O tratamento consiste na compressão elástica ou inelástica.
Então, quando falamos entupimento, pode ser de qualquer estrutura tubular que leve ou traga alguma substância dentro do nosso corpo, se quisermos ser precisos e for referente ao sistema vascular, é necessário falar se é arterial, linfático ou venoso. As doenças são bem diferentes entre si, e com tratamentos mais diferentes ainda. É óbvio que as doenças podem aparecer concomitantemente, e pode ocorrer por exemplo as úlceras mistas, onde há o acomentimento venoso, arterial e até mesmo linfático.
 

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Categories: Medical

Entupimento de veia

Cirurgia Vascular - Tue, 06/12/2018 - 13:51

Para entendermos o entupimento das veias, necessitamos lembrar como funciona o sistema vascular, que contém o sistema arterial, venoso e linfático. Todos eles podem entupir em algum momento e as consequências e tratamentos são bem diferentes.
Quando falamos entupimento de veia, e entendemos literalmente, estamos falando do sistema venoso, que consiste em um sistema vascular responsável por trazer o sangue de volta ao coração. É um sistema de baixa pressão que não sofre as consequencias da aterosclerose, mas que, por causa do seu fluxo mais lento, pode "trombosar", ou seja, ocluir, entupir a veia. Quando o sistema venoso profundo é ocluído, ocorre a trombose venosa profunda e quando o sistema venoso superficial entope, ocorre a tromboflebite superficial. A trombose venosa profunda é mais grave, pois pode acarretar a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Tanto a trombose venosa profunda, quanto a tromboflebite superficial causam dor e inchaço, mais frequentemente nas pernas, mas a gravidade dos sintomas depende muito de acordo com o tipo e localização da veia acometida. O tratamento mais frequentemente realizado para o entupimento venoso (trombose venosa) é, portanto, a anticoagulação, com o intuito primário de evitar sua pior complicação que é a emboliza pulmonar. Em alguns casos específicos pode ser indicado a fibrinólise, com o objetivo de desentupir a veia e evitar uma complicação a longo prazo, que se chama síndrome pós trombótica. As varizes podem ocorrer pela síndrome pós trombótica, mas não são caracterizadas pelo entupimento das veias, e, sim a insuficiência venosa.
Agora, quando falamos entupimento de veias genericamente, podemos estar querendo dizer "entupimento arterial", ou seja, do sistema vascular responsável por levar o sangue do coração aos órgãos e membros, e, nesse caso, estamos falando de outras entidades que podem causar dificuldade na progressão desse sangue de alta pressão, sendo, mais frequente (>90% dos casos) a aterosclerose. A aterosclerose ocorre lenta e paulativamente, aumentando a espessura da parede das artérias e levando a um estrangulamento, ou fechamento dessas artérias, de moso que o sangue arterial, cheio de oxigênio, não chega aonde deveria, e os órgãos ou membros passam a sofrer com a falta de oxigênio. As áreas mais acometidas com a aterosclerose são: o coração e suas coronárias (podendo levar ao infarto), carótidas (podendo levar ao AVC) e membros inferiores (podendo levar à claudicação). O tratamento varia muito dependendo do local acometido, mas sempre inclui o controle dos fatores de risco, como parar de fumar, controle da pressão arterial, controle da diabetes e outras comorbidade, dieta adequada, exercício fisico sob observação médica e, em alguns casos as cirurgias podem ser necessárias.
Outra possibilidade seria o entupimento de um vaso linfático, que é menos comum, mas pode acontecer. A obstrução linfática mais frequentemente está associada à lesões e traumas, podendo ocorrer, por exemplo após cirurgias (cirurgia de câncer de mama é bem frequente quando se faz o esvaziamento linfático), ou mesmo após infecções (celulite ou erisipela). O tratamento consiste na compressão elástica ou inelástica.
Então, quando falamos entupimento, pode ser de qualquer estrutura tubular que leve ou traga alguma substância dentro do nosso corpo, se quisermos ser precisos e for referente ao sistema vascular, é necessário falar se é arterial, linfático ou venoso. As doenças são bem diferentes entre si, e com tratamentos mais diferentes ainda. É óbvio que as doenças podem aparecer concomitantemente, e pode ocorrer por exemplo as úlceras mistas, onde há o acomentimento venoso, arterial e até mesmo linfático.
 
 

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Permcath

Cirurgia Vascular - Fri, 06/08/2018 - 20:31
Cateter para hemodialise

O cateter de Permcath é um pouco diferente do Portocath que já mostramos. A função principal dele é permitir a hemodiálise, procedimento de filtragem do sangue, para aqueles que estão com os rins falhando. Muitas vezes é um procedimento temporário, outras vezes é um procedimento de transição para a fístula, e outras vezes, é definitivo. 

O Permcath é um cateter de longa permanência implantado em uma veia de grosso calibre central, geralmente através da veia jugular no pescoço. Pode também ser introduzido em outras veias como a subclávia, que fica no tórax embaixo da clavícula, ou na femoral, que fica na virilha, além de outros locais menos comuns. Este cateter é colocado através de um túnel feito em microcirurgia com saída em um local diferente do que foi implantado, oferecendo mais conforto ao paciente e, mais importante, menor índice de infecções.

 

Pacientes portadores de insuficiência renal crônica, que necessitam realizar hemodiálise – processo de filtração do sangue que substitui as funções dos rins –, precisam de um acesso venoso para o procedimento. Os acessos mais utilizados são os cateteres, no caso o Permcath, e as fístulas arteriovenosas.

 

A equipe Amato é especializada na implantação de todos os acessos disponíveis para realização de diálise em pacientes portadores de insuficiência renal crônica em regime de hospital dia, fora do ambiente hospitalar: cateter de Shilley, Permcath, Portocath e cateteres para realização de diálise peritoneal, como o Tenckhoff. Da mesma forma, a equipe tem ampla experiência na realização de fístulas arteriovenosas para hemodiálise.

 

O implante do cateter de permcath é feito no centro cirúrgico do hospital dia Instituto Amato com a aplicação de anestesia local e sedação para maior conforto. Utilizando aparelho de fluoroscopia digital de última geração, como um raio X móvel auxiliado e guiado pelo Ultrassom (método mais seguro atualmente), o procedimento é realizado de forma rápida e segura. O paciente recebe alta no mesmo dia e pode realizar hemodiálise pelo cateter assim que este é implantado. Em alguns casos, o permcath também pode ser utilizado para transplante de medula óssea.

O Dr Alexandre Amato e equipe já publicaram capítulos sobre o implante de permcath: Cateter de Trajeto Subcutâneo. In: Procedimentos Médicos Técnica e Tática. 2 edição(link is external).
 

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Cisto sinovial (articular) na coluna

Amato Consultório Médico - Tue, 06/05/2018 - 16:28

Uma das causas de dor lombar ou nas pernas em pacientes com doença da coluna são os cistos sinoviais. Esses cistos são benignos, pequenos sacos que contém líquido proveniente das articulações da coluna e que são formados como resultado da degeneração (desgaste). Dependendo da localização e tamanho dos cistos, eles podem estreitar o canal vertebral, por onde passam os nervos, e causar dor.
 
O que causam os cistos sinoviais?
A sinóvia é um tecido fino que produz fluido que ajuda a lubrificar as articulações. Quando as articulações facetarias lombares começam a degenerar, esse fluido pode aumentar como tentativa de proteger a articulação. Em algumas pessoas, pequenas quantidades deste fluido escapam da cápsula articular, mas permanecem dentro da sinóvia, criando uma protrusão em forma de saco ou bexiga. O cistos sinoviais são relativamente comuns nos exames de imagem, principalmente na população idosa, mas nem sempre causam sintomas.
 
Quais são os sintomas causados pelos cistos sinoviais?
Os sintomas dependem muito da localização e tamanho do cisto, mas por serem mais comuns na coluna lombar, podem causar dor nesta região, além de dor, formigamento e perda de força nas pernas, pela compressão das raízes nervosas. Geralmente, os sintomas são aliviados na posição sentada, pois essa posição causa aumento do canal vertebral, aliviando a pressão nos nervos. 
 
Como os cistos sinoviais são diagnosticados?
A ressonância magnética e a tomografia computadorizada podem identificar os cistos sinoviais da coluna. Raios X também são realizados para determinar o grau de degeneração das articulações facetárias, e também para identificar outros problemas da coluna que podem causar instabilidade e estar associados com o cisto, como a espondilolistese (quando uma vértebra escorrega sobre a outra).
 

 
Como é o tratamento do cisto sinovial?
Se o cisto sinovial não estiver causando sintomas, nenhum tratamento além da observação, é necessário. Se o paciente estiver apresentando desconforto leve, pode ser recomendado que restrinja as atividades mais desconfortáveis. Medicamentos para dor, infiltrações e outros tratamentos conservadores como fisioterapia, também podem auxiliar no alívio da dor. No entanto, se a dor for grave, crônica e estiver interferindo das atividades da vida diária, cirurgia pode ser necessária. 
 
Como é a cirurgia para o cisto sinovial?
Procedimentos minimamente invasivos podem ser utilizados para o tratamento cirúrgico dos cistos sinoviais. A punção do cisto, juntamente com o bloqueio das raízes nervosas acometidas, pode ser realizado, especialmente nos casos em que a dor é único problema. A cirurgia endoscópica é uma alternativa minimamente invasiva, em que através de uma câmera, pode-se realizar a ressecção do cisto sinovial e liberação das estruturas nervosas. Em casos de recidiva do cisto, ou se houver instabilidade associada, está indicada a fusão da articulação, para assegurar que o cisto não retorne. Como cada paciente é diferente do outro, a consulta com um especialista é essencial. 
 
Referencias
Kao CC, Uihlein A, Bickel WH, Soule EH. Lumbar intraspinal extradural ganglion cyst. J Neurosurg 1968;29:168¾72. 
Lemish W, Apsimon T, Chakera T. Lumbar intraspinal synovial cysts. Recognition and CT diagnosis. Spine 1989;14:1378¾83.  
Hsu KY, Zucherman JF, Shea WJ, Jeffrey RA. Lumbar intraspinal synovial and ganglion cysts (facet cysts). Ten-year experience in evaluation and treatment. Spine 1995;20:80¾9.  

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Cisto sinovial (articular) na coluna

Uma das causas de dor lombar ou nas pernas em pacientes com doença da coluna são os cistos sinoviais. Esses cistos são benignos, pequenos sacos que contém líquido proveniente das articulações da coluna e que são formados como resultado da degeneração (desgaste). Dependendo da localização e tamanho dos cistos, eles podem estreitar o canal vertebral, por onde passam os nervos, e causar dor.

 

O que causam os cistos sinoviais?

A sinóvia é um tecido fino que produz fluido que ajuda a lubrificar as articulações. Quando as articulações facetarias lombares começam a degenerar, esse fluido pode aumentar como tentativa de proteger a articulação. Em algumas pessoas, pequenas quantidades deste fluido escapam da cápsula articular, mas permanecem dentro da sinóvia, criando uma protrusão em forma de saco ou bexiga. O cistos sinoviais são relativamente comuns nos exames de imagem, principalmente na população idosa, mas nem sempre causam sintomas.

 

Quais são os sintomas causados pelos cistos sinoviais?

Os sintomas dependem muito da localização e tamanho do cisto, mas por serem mais comuns na coluna lombar, podem causar dor nesta região, além de dor, formigamento e perda de força nas pernas, pela compressão das raízes nervosas. Geralmente, os sintomas são aliviados na posição sentada, pois essa posição causa aumento do canal vertebral, aliviando a pressão nos nervos. 

 

Como os cistos sinoviais são diagnosticados?

A ressonância magnética e a tomografia computadorizada podem identificar os cistos sinoviais da coluna. Raios X também são realizados para determinar o grau de degeneração das articulações facetárias, e também para identificar outros problemas da coluna que podem causar instabilidade e estar associados com o cisto, como a espondilolistese (quando uma vértebra escorrega sobre a outra).

 

 

Como é o tratamento do cisto sinovial?

Se o cisto sinovial não estiver causando sintomas, nenhum tratamento além da observação, é necessário. Se o paciente estiver apresentando desconforto leve, pode ser recomendado que restrinja as atividades mais desconfortáveis. Medicamentos para dor, infiltrações e outros tratamentos conservadores como fisioterapia, também podem auxiliar no alívio da dor. No entanto, se a dor for grave, crônica e estiver interferindo das atividades da vida diária, cirurgia pode ser necessária. 

 

Como é a cirurgia para o cisto sinovial?

Procedimentos minimamente invasivos podem ser utilizados para o tratamento cirúrgico dos cistos sinoviais. A punção do cisto, juntamente com o bloqueio das raízes nervosas acometidas, pode ser realizado, especialmente nos casos em que a dor é único problema. A cirurgia endoscópica é uma alternativa minimamente invasiva, em que através de uma câmera, pode-se realizar a ressecção do cisto sinovial e liberação das estruturas nervosas. Em casos de recidiva do cisto, ou se houver instabilidade associada, está indicada a fusão da articulação, para assegurar que o cisto não retorne. Como cada paciente é diferente do outro, a consulta com um especialista é essencial. 

 

Referencias

Kao CC, Uihlein A, Bickel WH, Soule EH. Lumbar intraspinal extradural ganglion cyst. J Neurosurg 1968;29:168¾72. 

Lemish W, Apsimon T, Chakera T. Lumbar intraspinal synovial cysts. Recognition and CT diagnosis. Spine 1989;14:1378¾83.  

Hsu KY, Zucherman JF, Shea WJ, Jeffrey RA. Lumbar intraspinal synovial and ganglion cysts (facet cysts). Ten-year experience in evaluation and treatment. Spine 1995;20:80¾9.  

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Portocath

Cirurgia Vascular - Mon, 06/04/2018 - 18:19
Cateter para quimioterapia

tratamento oncológico é um momento muito difícil para os pacientes e familiares. Por isso, todos procedimentos que tornem esse período mais confortável são bem-vindos. As picadas de agulhas para infusão de medicações e coletas de exames são desconfortáveis para qualquer pessoa, e para quem já está fragilizado é ainda mais doloroso. O cateter de portocath é um desses procedimentos, que evita múltiplas punções.
O cateter possui um pequeno reservatório, que serve para infundir medicamentos facilmente, diminuindo dor e riscos de perda de veias.
O cateter permite a infusão de medicamentos de quimioterapia e também facilita a introdução de fluídos, dieta parenteral e hemoderivados, além de auxiliar na coleta de exames, evitando o sofrimento com tantas picadas em um momento tão crítico.
Apesar de parecer estranho ter um cateter implantado no corpo, o portocath pode tornar o tratamento mais confortável e eficiente, e, após um discreto “estranhamento”, acaba-se acostumando com ele.
O cateter não é grande (existem vários tamanhos), mas pode ficar saliente na pele dependendo de onde ‘implantado. Por isso, áreas estratégicas são escolhidas para que não incomode. O procedimento costuma ser simples e rápido, quando guiado por tecnologias modernas e feitos por mãos habilidosas do cirurgião vascular habilitado pela técnica de Acesso Venoso Central. Além disso, algumas quimioterapias podem causar lesões na pele e irritar as veias dos braços por serem veias mais finas. Com o cateter, é possível saber exatamente onde deve ser realizada a punção, causando menos dor e não precisando contar com a sorte para achar a veia. Como ele é implantado em uma veia de calibre maior, as chances de complicações durante o tratamento são menores. A agulha pode permanecer no portocath por diversos dias, sem prejuizo para o cateter.
Quando não utilizado com frequência, o cateter precisa de manutenção periódica: ser lavado com soro, procedimento simples e indolor, pelo menos uma vez por mês, para não correr o risco de ocluir.
O cateter permanece no paciente durante todo o tratamento quimioterápico e algum tempo após esse período, assim ele já está pronto caso ocorra alguma reincidência do câncer. Quando o cateter não é mais necessário, ele pode ser facilmente retirado, num procedimento extremamente gratificante para o paciente e para o médico, pois significa a vitória.
 
O Dr Alexandre Amato e equipe já publicaram capítulos sobre o implante de portocath: Cateter de Trajeto Subcutâneo. In: Procedimentos Médicos Técnica e Tática. 2 edição.
 

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Consulta Nutricional - Nutrição

Amato Consultório Médico - Mon, 05/21/2018 - 18:32
Consulta Nutricional

O que é a Nutrição?
Nutrição é a ciência que estuda a composição de micro e macronutrientes presentes nos alimentos e sua influência direta no organismo, podendo melhorar o bem-estar físico.
Nos últimos anos, o interesse pela nutrição e seus benefícios cresceu de maneira vertiginosa, pois seu impacto na saúde está cada vez mais claro e definido pela literatura cientifica.
O aumento da longevidade e das doenças crônicas, não transmissíveis, como diabetes, dislipidemias, hipertensão e obesidade, tornou o acompanhamento nutricional, associado a orientação médica, imprescindível. Concomitantemente, a eterna busca pela melhor qualidade de vida e bem-estar, levou a população a procurar cada vez mais o nutricionista.
A nutrição adequada é fundamental em todas as etapas da vida, desde a gestação, infância, maturidade, até a velhice, assim como em fases especiais pré e pós competições esportistas, estados de convalescença, pré e pós determinadas cirurgias, entre outras situações.
Cada um tem seus hábitos alimentares dependentes da cultura familiar, criada desde a infância. Por isso, é muito importante levar em conta que a orientação nutricional precisa ser personalizada.
Aqui, no Instituto Amato, dispomos de nutricionista para acompanhar nossos pacientes durante seu tratamento auxiliando-os a atingir os resultados esperados com maior eficácia e segurança.
 
Como é feita uma consulta nutricional?
A consulta nutricional é realizada através de uma entrevista detalhada, abrangendo o histórico familiar, hábitos alimentares e pessoais, qualidade do sono, funcionamento intestinal, rotina de atividade física e análise dos sintomas relatados pelo paciente como cansaço, irritabilidade, insônia, etc.
Muitos desses sintomas desagradáveis podem estar associados à qualidade ruim de alimentos ingeridos no dia-a-dia. Posteriormente, é feita a avaliação corporal, com peso, medidas antropométricas e porcentagem de gordura. Alguns exames laboratoriais podem ser solicitados pela equipe médica, a fim de identificar eventual alteração que necessite ser tratada, assim como também permite um controle mais preciso do acompanhamento nutricional.
É importante destacar, que independentemente das metas terapêuticas traçadas pelo profissional e paciente, a consulta nutricional não tem resultado imediato, é um processo de reeducação que para ser eficaz e definitivo, precisa ser a médio e longo prazo. Nossa proposta é sem rótulos de dietas ou terrorismo nutricional, visando sempre a saúde e o bem estar do paciente. Durante o acompanhamento nutricional são transmitidos conhecimentos de nutrição para que a relação com a alimentação seja fácil e prazerosa.

 
Marque sua consulta e venha conhecer nossa equipe!

 

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Idade gestacional com a FIV

Fertilidade - Sat, 05/12/2018 - 13:32
Idade gestacional

na FIV

A gestação humana é contada em semanas, com 40 semanas sendo considerado a gestação de termo. Muitas pessoas não percebem que quando é feito a fertilização in vitro (FIV), nós não iniciamos a conta a partir do dia de transferência do embrião para o útero.

A gestação é determinada pela idade do feto, e não pelo tempo que ele está sendo carregado. Desse modo, se você está tranferindo um embrião para o seu útero, o embrião já tem uma idade calculada.

Na gestação tradicional, a idade gestacional começa a contar a partir do último dia do período mentrual. No momento da concepção a idade gestação já está próxima de 2 semanas.

Portanto, ao calcular a idade gestacional na FIV, e também na barriga de aluguel, essa idade começa a ser calculada antes, e permite um calculo muito mais preciso, pois sabe-se a data exata da ovulação, da fertilização e da concepção. Toda essa informação ajuda a calcular precisamente a idade gestacional.

No geral, tranferindo um embrião de 3 dias vai dar uma idade de gestacional de 2 semanas e 2 dias logo após sair do laboratorio. Ao transferir um embrião de 5 dias, já sai com 2 semanas e 5 dias.

Após as 2 semanas de espera para realizar o teste de gravidez, pode chegar a 5 semanas de gestação, dependendo da idade do embrião ao ser tranferido.

A idade gestacional exata será estimada no primeiro ultrassom baseado no tamanho do saco gestacional e feto.

Gravidez múltipla é mais comum na FIV, e, nesses casos, o parto frequentemente ocorre antes das 40 semanas

Calcular a idade gestacional na FIV pode ser confuso. Existem várias calculadoras online para ajudar a fazer esse calculo, mas acredite no seu especialista em reprodução humana. A nossa calculadora de idade gestacional funciona para gestações normais.

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