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Angioressonância Magnética

Cirurgia Vascular - Wed, 02/12/2020 - 14:45

Existem diversos métodos de ressonância magnética para geração da imagem. O “Time-of-Flight” (TOF) não necessita do contraste derivado do gadolínio, mas as imagens não são tão boas para avaliação vascular. Quando contrastada com derivados de gadolínio e em resolução próxima da angiografia convencional, pode ser chamada de angiorresonância.

Angioressonância Magnética Vascular

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Tríade de Virchow

Cirurgia Vascular - Wed, 02/12/2020 - 14:14

tríade de Virchow é uma teoria elaborada pelo patologista alemão Rudolf Virchow (1821-1902). A tríade é composta por três categorias de fatores que contribuem para a trombose venosa e trombose arterial: Lesão ao endotélio vascular. Estase venosa (Diminuição no fluxo sanguíneo)

Causas de Lesão Endotelial:

  • Trauma ou cirurgia
  • Punção venosa
  • Irritação quimica (medicamento)
  • Valvulopatia ou substituição da válvula cardíaca
  • Aterosclerose
  • Cateteres permanentes

Hipercoagulabilidade

  • Doença maligna (câncer)
  • Gravidez e periodo pós parto
  • Estrogênio (uso hormonal)
  • Trauma ou cirurgia dos membros inferiores, anca, abdome ou pélvis
  • Doença inflamatória intestinal
  • Síndrome nefrótica
  • Sépsis
  • Trombofilia

Estase Venosa

  • Fibrilação auricular
  • Disfunção ventricular esquerda
  • Imobilidade ou paralisisa
  • Insuficiência venosa ou veias varicosas
  • Obstrução venosa devido à tumor, obesidade ou gravidez

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Angiotomografia

Cirurgia Vascular - Wed, 02/12/2020 - 14:01

A Tomografia Computadorizada, quando realizada sem contraste, permite avaliar outros órgãos não vasculares, a calcificação na parede arterial e aneurisma inflamatório.

Quando a tomografia computadorizada é feita com contraste arterial ou venoso, realizada em aparelho helicoidal com múltiplos canais, é chamada de angiotomografia.

Segmentação de Aorta por reconstrução tridimensional de angiotomografia

A avaliação da angiotomografia em computador é uma ciência a parte, o cirurgião vascular não deve ficar restrito ao laudo do radiologista e sim interpretar por si só as imagens. Por isso o Dr Alexandre Amato ministra o curso OsiriX de planejamento cirúrgico para cirurgiões vasculares há mais de uma década. Viajou o mundo conhecendo e aprendendo com os melhores: Equipe Prof Chiesa em Milão (2008), Equipe que criou o OsiriX – Rosset em Genebra na Suiça (2011) e Equipe Dr Maki Sugimoto na Universidade de Kobe no Japão (2016). Sempre trazendo novidades para o tratamento de seus pacientes no Brasil.     Anterior Próximo

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Não deixe a trombose te parar!

Cirurgia Vascular - Mon, 02/10/2020 - 18:30
O que é trombose?

É uma doença causada pelo formação do trombo, que nada mais é do que um coágulo nos vasos (artérias ou veias) que interrompe o fluxo de sangue, causando sintomas de dor, inchaço e dificuldades de locomoção quando atinge os membros inferiores (pernas e coxas). Além disso, ela pode causar EMBOLIA PULMONAR (EP) ou, em casos mais raros, um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

A CADA 37 SEGUNDOS UMA PESSOA MORRE POR CAUSA DE UM COÁGULO SANGUÍNEO.

 

A falta de movimento por um longo período é a principal causa da trombose, seja por conta de internações hospitalares, viagens de avião e ônibus, entre outros.

 

 

Fatores de Risco

 

HISTÓRICO FAMILIAR: pessoas com familiares que já tiveram trombose ou doenças cardiovasculares similares, como AVC e Embolia Pulmonar.

PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA: pessoas que apresentam trombofilia, responsável por aumentar a formação de coágulos e obstrução dos vasos sanguíneos.

VARIZES: as varizes são veias dilatadas nas quais o sangue circula mais lentamente, e que favorece a formação de coágulos.

TABAGISMO: o cigarro predispõe à diminuição do fluxo de sangue, o que pode formar coágulos. Pare de fumar!

OBESIDADE: o problema costuma dificultar a movimentação, o que pode levar a longos períodos na mesma posição.

GRAVIDEZ: devido ao aumento das substâncias pró-coagulantes no sangue durante a gravidez, o risco de desenvolvimento de trombose é 6x maior em grávidas.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: um coração fraco não bombeia a mesma quantidade de sangue que um coração saudável, aumentando os riscos de coágulos.

CÂNCER ATIVO: devido a múltiplos fatores, como o aumento de fatores pró-coagulantes (resultado em hipercoagulabilidade), internações prolongadas, uso de cateteres nas veias e até mesmo a própria quimioterapia, pacientes com câncer têm risco aumentado de desenvolver trombose.

TERAPIAS HORMONAIS: há um aumento no risco de desenvolvimento de coágulos em qualquer terapia com estrógeno combinado ou não com progestágenos, sejam anticoncepcionais, sejam terapias usadas na menopausa e, até mesmo, por transgêneros. Apesar disso, são raros os casos associados ao uso desses medicamentos, cuja prescrição deve ser feita por médicos, com base no perfil de cada paciente, após avaliação de elegibilidade.

 

Como prevenir a trombose?

 

Além do acompanhamento médico, algumas iniciativas que podem ajudar a prevenir a trombose são:

  • Ter uma alimentação balanceada;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Movimentar as pernas se ficar longos períodos sentado;
  • Não fumar;
  • Sempre que houver orientação médica, usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa e/ou medicamentos, como anticoagulantes, caso seja necessário.

Em caso de histórico familiar ou sintomas como dor, aumento de temperatura, vermelhidão e rigidez da musculatura principalmente nos membros inferiores, comunique seu médico imediatamente.

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Dietas Cetogênicas. Não comer carboidrato é saudável?

Cirurgia Vascular - Mon, 02/10/2020 - 07:59

Dieta cetogênica (“ceto”) é uma dieta extremamente restritiva a carboidratos e rica em gorduras.

Uma dieta cetogênica restringe a ingestão de carboidratos a menos de 25 a 50 gramas por dia, na tentativa de melhorar o uso pelo corpo das gorduras ou cetonas (ácidos produzidos pelo fígado) como combustível durante a restrição calórica. Dietas cetogênicas geralmente recomendam que apenas 5% das calorias sejam provenientes de carboidratos, juntamente com 75% de gordura e 20% de proteínas.

A dieta cetogênica foi desenvolvida pela primeira vez na década de 1920 para o tratamento de diabetes e epilepsia pediátrica. Agora ela está associada com a perda de peso e o controle da glicose no sangue em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2.

Usos Médicos De Dietas Cetogênicas

As dietas cetogênicas foram usadas inicialmente para tratar diabetes antes da descoberta da insulina. Essas dietas também foram usadas para tratar epilepsia de difícil controle em crianças. Recentemente, dietas cetogênicas foram promovidas como dietas para perda de peso e para controle da glicemia em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2. As dietas ceto podem levar à perda de peso a curto prazo, mas essa perda é semelhante ao que é alcançado com outras abordagens alimentares a longo prazo. As dietas ceto podem melhorar a glicose no sangue a curto prazo em pacientes com diabetes tipo 2, mas há evidências científicas inconclusivas de que essas dietas são superiores a outros regimes de perda de peso a longo prazo. Alegações sobre os benefícios da dieta cetogênica para câncer, demência e doença de Parkinson não são cientificamente comprovadas. Recentemente a dieta tem sido aplicada em pacientes com lipedema com bastante êxito.

Dietas Cetogênicas Melhoram A Saúde?

Dietas cetogênicas resultam em perda de peso para quem usa essa estratégia para reduzir a ingestão calórica geral, limitando todos os alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, arroz, bolos, biscoitos e refrigerantes. A maioria das frutas, legumes e grãos integrais também são excluídas. Atualmente, faltam dados de longo prazo sobre dietas cetogênicas e riscos cardiovasculares, câncer e outras doenças crônicas, e dietas com pouco carboidrato têm sido associadas ao aumento da mortalidade.

Quem Pode Se Beneficiar De Uma Dieta Cetogênica?

Indivíduos que desejam perder peso usando uma abordagem muito estruturada podem se beneficiar de uma dieta ceto. Para pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2, limitar os carboidratos a 5% das calorias pode ajudar a controlar a glicose no sangue, se contribuir para a perda e manutenção do peso. Pacientes com lipedema têm tido melhora sintomática e diminuição da desproporção.

Riscos Potenciais E Efeitos Colaterais De Uma Dieta Cetogênica

É comum sentir fadiga durante o exercício, falta de energia mental, aumento da fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação, náusea e desconforto estomacal. A longo prazo, uma dieta na qual apenas 5% do total de calorias provém de carboidratos torna-se impossível obter quantidades adequadas de fitonutrientes antioxidantes de frutas e vegetais. Nas duas primeiras semanas da dieta, pode haver aumento significativo na produção de urina e nas mudanças de fluidos, o que pode exigir ajuste dos medicamentos para hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes. É importante consultar um médico antes de tentar uma dieta cetogênica. Você deve mudar sua dieta apenas sob a supervisão de um médico e um nutricionista.

Alimentos para comer:

  • + Laticínios integrais
  • + Carne e aves
  • + Vegetais sem amido
  • + Azeite de oliva e óleo de Coco
  • + Nozes, castanhas e sementes
  • + Abacate
  • + Azeitonas

Alimentos para evitar

  • – Cereais (produtos à base de pão)
  • – Farinha de aveia, arroz e quinoa
  • – Tortillas de milho ou farinha
  • – Vegetais ricos em amido
  • – Batata
  • – Feijão
  • – Massas

 

Riscos potenciais e efeitos adversos

Baixa energia física e mental, fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação e desconforto estomacal durante as primeiras 2 semanas da dieta. A produção aumentada de urina e as mudanças de fluidos no corpo podem exigir ajuste de pressão arterial, insuficiência cardíaca e medicamentos para diabetes.

 

Fonte: JAMA

 

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Lipedema: síndrome da gordura dolorosa

Cirurgia Vascular - Fri, 02/07/2020 - 18:33

O lipedema, também conhecido como “síndrome gordurosa dolorosa”, é uma doença crônica que ocorre principalmente em mulheres, caracterizada por excesso de tecido adiposo simétrico bilateral nos quadris e nas pernas superiores e/ou inferiores, combinado com uma tendência de inchaço nas pernas. A gordura pode se acumular nas pernas, coxas, culotes e mesmo braços. Veja área de distribuição do lipedema. A causa do lipedema é desconhecida, mas provavelmente inclui fatores genéticos, metabólicos, inflamatórios e/ou hormonais.

Os sintomas variam de acordo com os pacientes, mas podem incluir:

Excesso de gordura simétrica nas pernas
  • Gordura lipedêmica não afetada pela restrição calórica e/ou exercício
  • Início durante a puberdade, durante ou após a gravidez ou na menopausa
  • Pés, mãos e cabeça são menos afetados
  • Nos estágios iniciais, um tronco esbelto contrasta o excesso de gordura nos quadris, coxas, pernas e nádegas
  • Em fases posteriores, a gordura lipedêmica se manifesta no peito, torso, abdômen e extremidades superiores e a gordura torna-se fibrótica; síndrome metabólica é um risco
  • Braços são afetados em 80% dos casos de lipedema, embora geralmente menos que as pernas
Tegumentar
  • Dor nos tecidos afetados em repouso, em marcha e/ou quando tocado
  • Contusões/hematomas na pele de aparecimento fácil
  • Perda de elasticidade da pele
  • Acrocianose dos pés pode ser vista
Musculoesquelético
  • Marcha anormal devido à gordura da perna que afasta as pernas, levando a lesão no joelho, tornozelo e quadril, pronação do tornozelo
  • hipermobilidade
  • deterioração progressiva da mobilidade, se não tratada
Vascular
  • Inchaço piora com ortostase no verão
  • hipotermia da pele e queixas de extremidades frias
Critério de diagnóstico

O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e deve ser feito por exame físico sistemático. Os diagnósticos diferenciais incluem: obesidade e linfedema. Outras causas de edema da parte inferior das pernas (insuficiência venosa crônica, edema cíclico idiopático, edema devido a doença interna, medicamentos e edema ortostático) devem ser consideradas. É difícil distinguir entre formas leves de lipedema e variações “normais” de gordura. O uso de uma abordagem funcional com foco nas limitações das atividades da vida diária é recomendado.

Atualmente, não existe teste definitivo para lipedema. O diagnóstico é feito com base no histórico médico e inspeção manual e palpação de gordura. Os critérios para o diagnóstico incluem o seguinte:

  • Ocorrência quase exclusiva em mulheres
  • Manifestação bilateral e simétrica com envolvimento mínimo dos pés
  • Edema com depressão mínima com sinal negativo de Kaposi-Stemmer
  • Dor, sensibilidade à pressão
  • Maior fragilidade vascular; fácil sofrer contusões
  • Alargamento persistente após elevação das extremidades ou perda de peso

 

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Contato

Cirurgia Vascular - Wed, 01/29/2020 - 19:15

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  • Amato - Instituto de Medicina Avançada - São Paulo/SP
  • Consultório no Hospital Albert Einstein - São Paulo/SP
  • Cord - São Caetano do Sul
Área de Interesse
  • Tratamento de varizes com laser / Endovascular
  • Tratamento de Lipedema
  • Tratamento endovascular avançado de aneurismas
  • Tratamento otimizado de estenose de carótidas
  • Embolização de miomas
  • Outros
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Lipedema

Cirurgia Vascular - Wed, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

Doença Lipedema Linfedema Obesidade Lipo-linfedema Insuficiencia Venosa Característica Depósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos Deposito de gordura generalizado Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema Sexo F M/F M/F F M/F Quando inicia Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa) Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimento Qualquer idade Durante mudanças hormonais Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão Associação com dieta Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta e perda de peso são efetivas Dieta com restrição calórica inefetiva Sem relação com a ingestão calórica Edema/Inchaço Edema não depressível Edema depressível Sem edema Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais Sinal típico no exame físico Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer positivo Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer negativo ou positivo   Dor? Provavelmente dor nas áreas afetadas Sem dor inicialmente Sem dor Dor em áreas afetadas Provavelmente dor Frequencia na população Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas Baixa >30% dos norte americanos Desconhecido 30% dos norte americanos Celulite/Erisipela Sem história de celulite História possível de celulite ou erisipela   Provavelmente história de celulite Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite Genética/Hereditariedade Provavelmente história famíliar História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar Provavelmente história famíliar Provavelmente história famíliar de lipedema Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  https://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm, 3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema 5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184 6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnosed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported “However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population”. [28] corresponds to “Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641 9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856 10) van der Krabben, Tatjana “Lipedema got a ICD-10 code!” https://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LipeseBlog+%28LIPESE+Blog%29 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem https://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description



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Lipedema

Cirurgia Vascular - Wed, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

DoençaLipedemaLinfedemaObesidadeLipo-linfedemaInsuficiencia VenosaCaracterísticaDepósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pésDepósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãosDeposito de gordura generalizadoDepósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torsoEdema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edemaSexoFM/FM/FFM/FQuando iniciaDurante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimentoQualquer idadeDurante mudanças hormonaisEm torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensãoAssociação com dietaDieta com restrição calórica inefetivaDieta com restrição calórica inefetivaDieta e perda de peso são efetivasDieta com restrição calórica inefetivaSem relação com a ingestão calóricaEdema/InchaçoEdema não depressívelEdema depressívelSem edemaMuito edema, um pouco depressível, alguma fibroseFrequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciaisSinal típico no exame físicoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer positivoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer negativo ou positivo Dor?Provavelmente dor nas áreas afetadasSem dor inicialmenteSem dorDor em áreas afetadasProvavelmente dorFrequencia na populaçãoMelhor estimativa é de 11% das mulheres adultasBaixa>30% dos norte americanosDesconhecido30% dos norte americanosCelulite/ErisipelaSem história de celuliteHistória possível de celulite ou erisipela Provavelmente história de celuliteFrequente coceira e manchas na pelo confundidas com celuliteGenética/HereditariedadeProvavelmente história famíliarHistória familiar não provável a não ser que seja linfedema familiarProvavelmente história famíliarProvavelmente história famíliar de lipedemaProvavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-2862)  https://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-164)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:1846)  C to provide7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnosed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported “However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population”. [28] corresponds to “Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27.8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/239396419) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2230185610) van der Krabben, Tatjana “Lipedema got a ICD-10 code!” https://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LipeseBlog+%28LIPESE+Blog%2911) Lipedema / Lipoedema / Lipödem https://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description



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Retrospectiva 2019

Amato Consultório Médico - Tue, 12/31/2019 - 23:13

Usuários do mundo todo!

Foi mais um ano que deixou sua marca. Seguimos com nosso propósito de ajudar as pessoas a cuidar da saúde. Tivemos muitas dificuldades, mas também com muitas vitórias: mantivemos a acreditação hospitalar nível III, centro cirúrgico pleno, mantivemos 0% de infecções e equipe tinindo. E começamos uma reforma para mudarmos a fachada e começarmos o ano de 2020 com aparência nova!
Apesar de todos os canais sociais bombando, Facebook, Instagram (2k seguidores), e os testemunhos no Google, mostrando nossa dedicação e competência, esse foi o ano dos vídeos! E do canal no YouTube do Instituto Amato. Não perca tempo e faça já o que mais de 17 mil pessoas já fazem, assine o nosso canal no YouTube.
Foram mais de 80 videos publicados, sendo que no ano passado foram 50. Quase mais 10 mil seguidores, começamos o ano com 6,72k e terminamos com 17k. 30 mil horas asssitidas. Um aumento de 81% nos assinantes. Em 2018 tivemos 604k visualizações, e no ano de 2019, 1 milhão, sim, 1 milhão de visualizações. Mais de 30 mil curtidas, mais de 1000 comentários (todos respondidos), 13 mil compartilhamentos e mais de 35 mil horas assistidas, que dá 1458 dias, ou 24 anos de videos assistidos. 
O video mais assistido foi "Escleroterapia com Sedação Annox", seguido de "Cirurgia com Laser elimina todas varizes?" e "Dermatite Ocre: tem como clarear". Entendemos o avanço tecnologico dessa técnica e aplicamos aos procedimentos que realizamos.
Com relação ao nosso site, nossa tradicional lista de artigos mais lidos inclui:

Entrando nessa nova década, quais serão as resoluções de década nova? 
Mais saúde com certeza, mas o que fazer para atingir isso? Mais exercícios, parar de fumar, alimentação saudável são tiros certeiros.

retrospectivamelhores artigosmelhores momentosO que você acha deste artigo?:  0 Sem avaliações
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Pós operatório Lipedema

Amato Consultório Médico - Wed, 12/11/2019 - 17:49

Como é o pós operatório da cirurgia de Lipedema? Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato explica o essencial para quem sofre dessa doença.

 

-- transcrição -- Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre o pós operatório na cirurgia de lipedema que é a lipoaspiração das pernas e membros. E começando falando que a gente faz a cirurgia com as duas equipes: a equipe de cirurgia vascular junto com a equipe de cirurgia plástica. Nós entendemos que é um procedimento que quando feito pelas duas equipes visa tanto a proteção do sistema linfático quanto também a resolução do problema da doença da gordura. Sempre buscando também um resultado estético. A questão é que muitas vezes a cirurgia ao buscar a resolução dos sintomas inflamatórios pode não ter o resultado estético desejado. Não estou falando que vai ficar feio, não é isso. Estou falando que a busca por um resultado estético às vezes entra em conflito com a busca pelo resultado da melhora sintomática porque as áreas a serem tratadas são diferentes. Então existem várias estratégias para o tratamento do lipedema com relação às áreas escolhidas para serem tratadas. Isso deve ser feito seguindo os protocolos. Existem os protocolos de áreas a serem tratadas. Óbvio que não só com a anuência mas levando em consideração o que o paciente deseja, mas isso tem que ser bem conversado porque há áreas onde pode haver uma melhora estética pode não trazer nenhum benefício sintomático. Bom, feito a cirurgia. A cirurgia feita com anestesia local e sedação, não vai ficar internada. É um procedimento de hospital dia. Deve ser utilizado malha de compressão, meia elástica para manter essa compressão na superfície da pele e evitar a formação de seromas. Então essa meia elástica essa elastocompressão vai ter que ser usada nos dias subsequentes da cirurgia. Obviamente, a cada dia que passa essa necessidade diminui mas logo após a cirurgia, então a primeira semana é essencial. Na segunda semana já pode diminuir um pouquinho o tempo de uso e assim sequencialmente. Então uso da elastocompressão é extremamente importante. Ela deve ser escolhida e adquirida antes da cirurgia e a formação de hematomas em pacientes com lipedema pode ocorrer mesmo com o uso da elasto compressão. Quem tem lipedema já sabe que tem uma aumento da formação de roxos na perna, muito frequentemente. Essa elastocompressão ajuda a diminuir isso mas também não elimina por completo, de modo que pode ser necessário passar cremes para evitar a formação e/ou acelerar a absorção desses hematomas. Outra coisa, são as compressas mornas que podem ajudar bastante pra também diminuir o risco de formação de um trombo. É necessário ter deambulação precoce: então não é pra ficar deitada o tempo todo, deve se movimentar. Isso faz parte da recuperação da cirurgia. Se porventura for programado um segundo procedimento, esse segundo procedimento ele pode ser feito a partir de um mês do primeiro procedimento então é necessário que seja feito nesse momento? Não, pode ser feito depois. Mas diminui o tempo de recuperação se for fazer com esse prazo então faz a cirurgia a primeira cirurgia. Se porventura for fazer uma segunda sessão de lipoaspiração essa pode ser feita um mês após a primeira e assim se tiver outras também pode ser pensado dessa maneira. Com relação à cruroplastia, que é a redução da quantidade de pele. É um procedimento que não vai ser feito nunca no primeiro evento. Até pode ser feito juntamente com alguma outra sessão mas nunca com a primeira. E pode ser um procedimento realizado de forma separada. Isso tudo vai ser avaliado juntamente com o cirurgião plástico e discutir o melhor momento e a necessidade. A gente nunca sugere a realização de vários procedimentos junto, por exemplo, a história do "Já que"... Já que vamos fazer a lipoaspiração vamos fazer também mama, fazer também uma blefaro, a associação de procedimentos aumenta o risco. Então sempre que possível fazer um procedimento só. Isso diminui o risco aumenta a chance de sucesso. Com relação ao uso de medicação no pós operatório, vai se passado medicação anti-inflamatória, medicação analgésica, todos com o intuito de controlar uma possível e eventual dor. É necessário fazer o tratamento clínico para o lipedema que vai ser discutido em consulta, que além de diminuir a reação inflamatória ao tratamento cirúrgico também evita e ajuda a evitar a progressão da doença. Então tudo isso vai ser discutido em consulta com o seu médico. Se tiver alguma dúvida estamos aqui à disposição para responder. Você gostou do nosso vídeo? compartilhe! assine nosso canal! Clique aqui no sininho e até a próxima!

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Histerossalpingografia: Exame para infertilidade

Fertilidade - Wed, 12/11/2019 - 17:47
Histerossalpingografia

Histerossalpingografia

Dra Juliana Amato, ginecologista do instituto Amato (www.amato.com.br) explica como é o exame de histerossalpingografia.

 

. -- transcrição -- Olá, meu nome é Juliana Amato, sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato, e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre como é feito o exame de histerossalpingografia. Pacientes que têm problema de infertilidade que é a dificuldade para engravidar. Quando passa no ginecologista, este vai pedir esse exame de imagem que é chamado histerossapingografia. Aqui na clínica recebo muitas pacientes que têm muitas dúvidas quanto a esse exame porque ele tem uma fama de fazer um exame muito dolorido. Muitas têm medo de fazer e eu quero desmistificar um pouquinho esse exame. A histerossalpingografia é um exame de imagem. É um exame que avalia a permeabilidade das trompas uterinas. Como ele é feito? Ele é feito um exame de raio x. Então você deita numa maca coloca um espetáculo como se fosse escolher um Papanicolau e depois coloca-se uma cânula bem fininha dentro do útero. Por essa cânula injeta-se um contraste e esse contraste ele vai corar. Vai passar pelo útero ou vai corar o útero vai corar as trompas e vai sair na cavidade uterina. O que muitas pessoas falam que dói é quando esse contraste ele passa quando tem a injeção desse contraste dá uma cólica. Dá. Realmente ele dá uma cólica mas a dor é diferente para cada um. Tem pessoas que têm um limiar de dor menor e outras têm um limiar de dor maior. Então muitas falam. Doeu muito! Outras: doeu menos. Hoje em dia o que se sabe sobre esse exame é o que se tem feito para diminuir a dor. Então aqui na nossa clínica a gente faz esse exame no nosso centro cirúrgico. O anestesista dá uma sedação. Essa sedação é uma sedação leve. E a gente consegue fazer esse exame sem dor. Porém essa é uma sedação leve porque depois de EXAME a paciente tem que deambular para fazer as outras chapas deambulando. Ela sente um pouquinho de dor mas não como ela sentiria num laboratório normal. Num laboratório normal, essa injeção de contraste, pra diminuir a dor, ela é feita de maneira bem lenta e a maioria das pessoas que fazem em alguns laboratórios pré determinados, elas não não se queixam muito de dor. O que eu tenho pra falar para vocês é que esse exame é importante para quadros de infertilidade. Ele deve ser feito. Ele deve ser avaliado. Não precisa ter medo desse exame é um exame simples e um exame de imagem, onde você vai ter vários exames de raio x, várias chapas do contorno do seu útero e da movimentação desse contraste pela trompa. Esse exame a gente tem certeza absoluta que não tem nenhum problema de permeabilidade tubárea. Porque ele tem que ser feito? É o único exame que avalia a trompa. Então um ultrassom normal não vai avaliar a trompa. Ele avalia a anatomia de um útero e de ovário mas ele não consegue ver a trompa que ela é muito fininha. Então o ideal é que se o seu médico pedir esse exame, é importante fazer. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative a sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Anquilose: rigidez de uma articulação

Amato Consultório Médico - Mon, 12/02/2019 - 12:41

A rigidez de uma articulação pode ser causa de problemas vasculares. Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do instituto amato (www.amato.com.br) explica a anquilose tibio tarsica que impede o bombeamento venoso.
 

-- transcrição -- Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje eu vou falar sobre anquilose tibio társica que é uma limitação da articulação do pé. Na movimentação da articulação do pé. Essa anquilose limita a angulação dessa articulação de modo que pode haver uma falha e uma diminuição da eficácia da bomba da panturrilha da musculatura da panturrilha para bombear o sangue de volta para cima. Então essa articulação ela é crucial ela é extremamente importante para ter essa bomba funcionando e o sistema circulatório também. Então para quem tem essa limitação e essa limitação pode acontecer por feridas, úlceras ou mesmo o uso por muito tempo... Prolongado de salto alto, o próprio salto alto limita essa articulação ou a idade pode ter uma certa limitação e vai perdendo gradativamente a eficácia dessa bomba. Até o momento que esse é associado a uma doença venosa isso pode aparecer de uma forma muito pior como uma úlcera venosa ou uma dermatite ocre ou algo mais grave. Então não só exercitar a panturrilha para manter a musculatura forte e eficaz mas também liberar essa articulação. Então o exercício passivo é alguém empurrando o pé para trás e puxando para frente aumentando essa amplitude de movimento ou o exercício numa escada de levantar e abaixar os pés. Tudo isso vai recuperando essa amplitude de movimento. Como existem vários exercícios diferentes para retomar essa articulação é necessário buscar um educador físico que vai te ajudar nessa liberação da articulação principalmente para quem não tem doença. O educador físico pode ajudar bastante. Mas para quem já tem um comprometimento significativo com sintoma, comprometimento talvez associado com uma insuficiência venosa. O fisioterapeuta também pode ajudar bastante então é necessário fazer um acompanhamento multiprofissional nesses casos para ter um melhor resultado. Gostou do nosso vídeo? Assine nosso canal! Compartilhe! Clique aqui no Sininho, e até o próximo.

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Planejamento familiar para mulheres espertas.

Fertilidade - Mon, 12/02/2019 - 12:38

Planejamento familiar

Planeje sua vida, familia e filhos. Dra Juliana Amato, ginecologista do instituto Amato (www.amato.com.br) explica sobre o planejamento familiar.

 

-- transcrição -- Olá! Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre planejamento familiar. Meu nome é Juliana Amato. Eu sou ginecologista obstetra aqui do Instituto Amato e faço também a parte de reprodução assistida. Porque é importante ter um planejamento familiar? Aqui no consultório recebo muitas mulheres próximas dos 40 anos com desejo de engravidar. O que é importante nessas mulheres? Como as mulheres hoje em dia elas estudam mais elas estão no mercado de trabalho. Elas têm outras possibilidades. Elas cresceram muito em importância no nosso mercado. Essa maternidade vai ficando mais para frente... E com isso chega nos 38 a 39. Poxa! Da uma parada e fala "Não tive filhos agora... pretendo ter filhos". O planejamento familiar é importante para essas mulheres. Hoje em dia dá para você programar sua gravidez. Então a mulher a partir dos 30 anos já pode conversar com seu ginecologista e preparar/programar a sua gravidez mais pra frente. Hoje em dia a gente tem um congelamento de óvulos que permite à mulher estimular a ovulação, coletar seus óvulos e mantê-los congelados e guardados em um laboratório de reprodução assistida e usá-los quando ela quiser. Para fazer uma fertilização e engravidar nessa época. Porque é importante pensar nesse planejamento? Porque até os 35 anos esse congelamento de óvulos é muito tranquilo de ser feito. A gente consegue uma quantidade muito boa de óvulos para congelamento são óvulos jovens, não tem tanta influencia da idade na morfologia desses óvulos e permite que a mulher congele e quando ela tiver com 38/39 dias congele e use esse óvulo mais jovem com uma facilidade maior de engravidar num processo de fertilização in vitro. O que a gente vê" quanto maior a idade, maior do que 35 anos. A gente começa a ter uma queda da fertilidade nessa mulher, então o óvulo dela antes dos 35 anos tem uma maior chance de gravidez do que um óvulo maior do que 35 anos de 38 ou 39 anos. Então é importante pensar nisso. Hoje em dia a mulher ela tem essa facilidade. Converse com seu ginecologista e planeja sua vida. Hoje em dia nós mulheres, nós temos capacidade de planejar muita coisa na vida: emprego, casamento, família. Antigamente isso não era possível e hoje é. Se você gostou do nosso vídeo inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação para receber mais vídeos.

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CLACS: Criolaser e Crioesclero no tratamento dos vasinhos

Amato Consultório Médico - Fri, 11/29/2019 - 13:07
Clacs

Clacs

Laser e aplicação no mesmo procedimento para aumentar as chances de sucesso no tratamento de vasinhos e também para diminuir o desconforto. Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do instituto Amato (www.amato.com.br) fala sobre essa técnica que melhora os resultados e tem sido cada vez mais utilizada.

 

 

-- transcrição -- Olá, sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre uma técnica de tratamento de vasinhos que CLACs, O CLACs nada mais é do que uma associação de técnicas o crio laser associado a crio escleroterapia. Então são duas técnicas que atuam no vasinho de maneiras diferentes potencializando o efeito esclerótico de cada uma dessas técnicas. Então crio laser significa um laser disparado de forma transdérmico ou seja acima da pele não por dentro da veia guiado pela fleboscópio. É um aparelho que vai mostrar para a gente onde estão as veias dos doentes. Com ar gelado, bem gelado então eu crio o crio de frio esse frio ele vai causar uma analgesia nessa região ou seja não vai sentir dor e ainda vai proteger a pele de algum dado da temperatura mais alta que o laser vai causar. Então criei o laser. Ele atua causando um aumento da temperatura do sangue dentro do vaso e esse aumento da temperatura vai queimar o vaso por dentro causando o fechamento desse vasinhos. Só que além disso a gente acrescenta então a crio escleroterapia então escleroterapia o nome significa o endurecimento do vaso mas na verdade a gente injeta uma substância. Existem várias substâncias esclerosantes. Essa substância vai causar então uma destruição dessa primeira camada de células do vaso levando a uma esclerose, uma fibrose e um desaparecimento desse vaso. Agora porque que o crio-escleroterapia. Porque quando a gente faz isso com a técnica da glicose e a glicose numa temperatura bem baixa ela muda a consistência e ela fica muito mais eficaz porque ela vai atuar não só pela hiper osmolaridade. A alta concentração da glicose mas também pelo frio. Além de diminuir a sensibilidade dolorosa então o CLACs é crio laser associado à crio glicose. São duas técnicas só o crio o gelo já vai diminuir bastante a sensibilidade à dor. Mas a gente ainda pode associar a técnica de Annox que é a sedação consciente pra diminuir mais ainda a sensibilidade dolorosa. Então a gente fazendo dessa maneira diminui a dor aumenta a possibilidade de resultado e como o laser e a glicose são técnicas que têm baixa probabilidade de mancha. Veja, não estou falando zero probabilidade de mancha mas tem muito menos chance de manchar do que outras técnicas. A gente atinge uma eficácia maior com menos risco de manchas. Então o CLACs é isso: laser glicose e a gente ainda pode colocar na sopa de letrinhas aí com a técnica Annox para diminuir mais ainda a sensibilidade à dor. Gostou desse vídeo? Curta! Assine nosso canal! Compartilhe! Clica no Sininho aqui embaixo e até o próximo.

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Como aplicar medicações de reprodução humana

Fertilidade - Fri, 11/29/2019 - 13:05
Como aplicar medicações de reprodução humana

Como aplicar medicações de reprodução humana

A administração das medicações de reprodução humana é bem simples, mas precisa ser entendida antes para não haver erros, que podem prejudicar seu tratamento. A Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) explica como fazer a auto aplicação desses medicamentos

. -- transcrição -- \ Hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre a administração das medicações de reprodução assistida. Muitas pacientes têm muitas dúvidas quanto à aplicação. Tem receio de se aplicar uma injeção. Receio da agulha. Receio de errar. Receio de não saber calcular a dose ideal. Então hoje eu vou mostrar como é que se usa essa medicação. Essas são as canetas de medicação de FSH recombinante usados nos tratamentos de indução da ovulação de reprodução assistida tanto de fertilização quanto indução da ovulação. Como ela é aplicada? Ela é aplicada via subcutânea. Ela vem em canetas, diferenciadas por dosagens. Na farmácia vocês vão achar a dosagem de 300, dosagem de 600, ou dosagem de 900. O seu médico vai dizer qual é a melhor dosagem para você comprar de caneta, a partir da medicação a partir da dose que ele escolher. Você abre a caneta. Você coloca a agulha que vem junto nessa região. Aqui existem os números referentes à dosagem. Você vai girar a caneta para chegar até a dosagem indicada pelo seu médico. Chegou na dosagem indicada!? Você limpa a região do abdômen com um algodão com álcool. Faz uma dobrinha na região onde tem mais gordura. Coloca a caneta em 90 graus e aperta até o final. Conta até 10, e depois que contar até 10, você retira a caneta. Depois que você aplica a medicação, você tira a agulha da ponta, fecha a caneta e guarda na geladeira novamente. Para ser usada um próximo dia. O que é importante quando você administra essa injeção? Não coçar e não estimular essa região abdominal logo após a injeção. O que pode acontecer? Às vezes você pode pegar um vaso sanguíneo na região da injeção e formar um hematoma. É comum acontecer. Se acontecer não tem problema. Esse hematoma ele vai involuir, ele vai sumir em alguns dias. Indicado também se você escolheu aplicar numa região do abdômen essa medicação. Você não vai aplicar sempre no mesmo local. Você vai mudando os locais de aplicação no abdômen. Pode ser feito em todo o abdômen inferior na região onde tem mais tecido gorduroso. Então essa é uma medicação muito tranquila de ser aplicada. Essa medicação ela tem que ser aplicada no mesmo horário. Ou seja se você escolheu aplicar oito horas da noite. Todos os dias por volta das 8 horas da noite você tem que estar aplicando. Porque ela tem uma meia vida de 24 horas se você não aplicar no mesmo horário. Essa medicação não vai fazer o efeito desejado. Se acontecer da pessoa esquecer de aplicar naquele horário ou for aplicar duas horas depois saiba que seu tratamento pode estar comprometido. Ou se ela teve algum imprevisto e não conseguiu aplicar nesse dia. Tem que cancelar o ciclo! Se ela esquece não tem como aplicar depois e ter uma boa resposta a essa medicação. Normalmente os médicos possuem essas canetinha pra explicar para o paciente como que é utilizado. Então pergunte para seu médico. Peça uma orientação, uma demonstração. Essas medicações elas têm que ser guardadas em geladeira. O ideal é que não fique em porta de geladeira porque quando a gente abre entra aquele bafo da geladeira. Então fica uma temperatura adequada na porta da geladeira. Coloca sempre ela no fundo da geladeira. Dentro de um isopor ou pode ser até fora do isopor, mas lá no fundo para não não ter mudanças de temperatura nessa medicação que pode prejudicar sua eficácia. Se você gostou do nosso vídeo dê o seu like. Inscreva-se no nosso canal. Ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Microcirurgia de varizes ou CLaCs? Qual o melhor para tratar varizes e vasinhos?

Amato Consultório Médico - Wed, 11/20/2019 - 11:36
A microcirurgia e o CLaCs são excelentes técnicas para tratar varizes sem insuficiencia de grandes vasos. Mas qual é o melhor? Quais são as vantagens e desvantagens de cada método? Fugir da microcirurgia por causa da anestesia? Mas é anestesia local com sedação, sem raqui. Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do instituto Amato (www.amato.com.br) explica quais as melhores alternativas para você. -- transcrição --       Olá. Sou Doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou falar sobre o tratamento estético da classificação 1 e 2 ou seja os vasinhos reticulares e algumas veias varicosas menores que têm várias possibilidades e uma dúvida que surge quando a gente se oferece duas boas opções o que selecionar? Então nessa fase da doença o tratamento dos vasinhos e das reticulares. Nós temos a micro cirurgia seguida das aplicações e a técnica de CLaCs ou crio laser com crio escleroterapia do outro lado. Muitas vezes eu ofereço essas duas opções o paciente fica com dúvidas: o que eu vou fazer? Primeiro quero tirar esse peso da consciência: as duas opções são muito boas e o resultado é muito bom. Uma técnica pode ser embora o resultado seja bom pode não ser mais adequado ao seu estilo de vida, ou da maneira como quer resolver o problema. Então vamos lá. Vou falar da micro cirurgia seguida de aplicação. É uma técnica que quando feita de forma minimamente invasiva é feita com sedação e anestesia local. Não há necessidade de raquianestesia, não há necessidade de anestesia geral, de forma que são feitos pequenos furinhos que não é necessário ponto e essas veias são retiradas através desses furinhos. É um evento cirúrgico então há a necessidade de ir para o hospital dia. Interna-se. Faz o procedimento e vai embora. Então se marcado para as 9 horas da manhã ao meio dia, uma hora já está indo embora para casa. É um procedimento relativamente simples e aproveitando a sedação é feito também a escleroterapia, ou seja, é injetado substância dentro da veia para que ela esclerose e acabe sumindo. A questão é embora a micro cirurgia, a retirada dessas veias, seja um procedimento pontual em que essas áreas são retiradas não voltam mais a escleroterapia realizada nesse procedimento não necessariamente vai fazer sumir todos os vasinhos superficiais podendo ser necessário a realização de escleroterapia no pós tratamento, após um mês quando saiu todos os hematomas. Então a micro cirurgia seguida da aplicação normalmente é um evento cirúrgico. Esse evento normalmente o convênio deve cobrir. É realizado a micro cirurgia + escleroterapia o paciente volta já tem uma melhora estética e da doença muito grande e depois pode ser necessário realizar outras sessões para o tratamento. Que pode ser sessão com laser, sessão com escleroterapia. Falando do outro procedimento seria o CLaCs criolaser com a escleroterapia, é um procedimento que também consegue tratar tantos desses vasinhos superficiais quantos as veias reticulares, que são as veias nutridoras as veias maiores que passam por trás. Só que é necessário algumas sessões para que isso ocorra. A gente tenta concentrar todo o tratamento em três sessões mas muitas vezes pode ser necessário outras sessões. O que vai variar é a quantidade de disparos. Então uma sessão pode ter poucos disparos como 100 disparos ou pode ter uma sessão muito grande com 1.000 mil disparos. Esses disparos  vão causar a lesão do vaso tanto superficial quanto esses maiores causando então a esclerose e o fechamento desses vasos. A diferença é que no CLaCs o procedimento ele tem que ser repetido normalmente a cada três semanas a gente repete até que obtenha o resultado final com o fechamento dessas veias. Não é um procedimento que vem,  faz e a veia já  foi embora mas, por outro lado, é um procedimento em que não é necessária anestesia local. Ultimamente eu tenho feito com sedação consciente. É uma técnica que a baixa significativamente a sensibilidade à dor ,embora não seja necessário. Dá para fazer sem essa sedação também, mas, é extremamente confortável e não há mudança nenhuma nos cuidados na vida normal. Então vem faz o tratamento com o laser, levanta e vai embora. Não há cuidados maiores que não seja evitar o sol e fazer uma academia no mesmo dia. Então a micro cirurgia é um procedimento que vai ser necessário os cuidados pós operatórios com o uso da meia elástica. Há um repouso relativo. Ou seja não vai ficar na cama o tempo todo vai se movimentar. Mas geralmente eu peço um afastamento de alguns dias para se recuperar. Do outro lado o laser não há esse período de recuperação. Já volta às atividades normais no dia seguinte. Então veja, o resultado final é muito parecido principalmente quando a gente usa as técnicas mais avançadas mas a maneira de chegar lá é um pouquinho diferente. Não sofra com essa decisão. Discuta com seu cirurgião vascular as possibilidades. Entenda se quando ele está fazendo uma micro cirurgia ele está fazendo com sedação e anestesia local que é uma diferença brutal na recuperação pós anestésica ou pós cirúrgica imediata. Entenda qual o laser que ele está fazendo também porque existem vários tipos de laser diferente e a geração mais nova dos equipamentos é muito mais efetiva para o tratamento dessas veias maiores. Os lasers mais antigos eles doem mais, incomodam mais, e podem não ser tão efetivos. Bom, resumindo, é necessário conversar com o seu cirurgião vascular para ver o que ele tem à disposição. Quais as técnicas que ele te oferece e não sofra com essa decisão entenda o que encaixa melhor na sua vida e vá em frente. Siga o seu sonho de ter uma perna bonita. 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Congelamento de óvulos

Fertilidade - Wed, 11/20/2019 - 11:34

Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) , explica sobre o congelamento de óvulos.

-- transcrição -- 

Meu nome é Juliana Amato. Hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre o congelamento de óvulos. Qual a melhor idade para congelar os seus óvulos? Até os 35 anos de idade. E para quem é indicado o congelamento de óvulos? É indicado para mulheres que não têm nenhuma perspectiva de gravidez que queira postergar a sua gravidez pra estudar, para fazer um doutorado, mestrado ou mesmo para viajar e que não querem engravidar antes dos 35 anos. Para mulheres que foram diagnosticadas com câncer. Qualquer tipo de câncer. Porque? Quando tem o diagnóstico do câncer vai fazer a cirurgia para retirada do tumor e, provavelmente, vai ter que depois dessa cirurgia fazer um tratamento de radioterapia e quimioterapia o que vai diminuir a sua fertilidade. Porque? Essas medicações agem nas células cancerígenas mas elas agem nas células boas também. Então a gente tem que preservar as células ovarianas. A gente tem que preservar esses folículos esses óvulos dessas mulheres. Como é realizado o tratamento? O congelamento de óvulos a gente faz uma estimulação da ovulação. Essa estimulação da ovulação são com hormônios injetáveis mais ou menos de 10 a 12 dias de hormônios e a gente acompanha por meio de ultrassom transvaginal o crescimento desses folículos. A partir do momento que esses folículos estão em um tamanho adequado. Toma-se uma outra medicação injetável que vai fazer ovular 36 horas depois. Nessas 36 horas depois toma-se uma anestesia. Dorme  15 minutinhos e por meio de aspiração guiada por um ultrassom transvaginal a gente retira esses óvulos. Esses óvulo são classificados no mesmo dia pelo laboratório e são congelados os óvulos maduros. E por quanto tempo esses óvulos podem ser mantidos congelados? Não tenho uma data específica. Eles podem ficar congelados por vários anos e podem ser descongelados a qualquer momento. Depois dessa retirada de óvulos vida normal não precisa ter nenhum nenhum acompanhamento específico nem um tratamento específico. Podendo voltar as suas atividades no dia seguinte. E qual é a melhor época para se descongelar esses óvulos e fazer um tratamento de fertilização assistida? O ideal é que até 40 anos. Mas, se não for possível, tem casos de mulheres de 50 anos. Mas o ideal é que seja um pouquinho antes porque com 50, a mulher ja entra no processo de menopausa tem várias alterações hormonais e fico um pouquinho mais complexo que aumentam as chances de falhas de implantação, aumentam as chances de diabetes gestacional e hipertensão na gravidez é considerada uma gravidez de alto risco. Se você gostou desse vídeo se inscreva no canal. Deixe seu comentário. Ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos.

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Endometriose na reprodução assistida

Fertilidade - Mon, 11/18/2019 - 11:42

Endometriose na reprodução assistida

Dificuldade para ter um bebê? Sabia que a endometriose interfere na reprodução humana? Dra Juliana Amato, ginecologista do Instituto Amato (www.amato.com.br) fala sobre a endometriose e tratamento de reprodução assistida.

-- transcrição --

Olá meu nome é Juliana Amato sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato e hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre a endometriose tratamento de reprodução assistida. Então a endometriose é uma doença inflamatória e ela ocorre pela presença de tecido de endométrio fora do útero o que pode ocorrer no intestino e cavidade abdominal, bexiga, ovários e está associado com baixa fertilidade. É mais comum em pacientes a partir dos 32 anos. O principal sintoma de endometriose é dor: dor pélvica, dor abdominal, principalmente no período pré menstrual e menstrual. Pode estar associado com dor à evacuação e também com dor à micção. Em casos mais graves pode estar associado até a um sangramento na hora da micção. As pacientes com a endometriose, dependendo do grau de endometriose elas têm uma dificuldade de engravidar. São pacientes que já vêm com diagnóstico de endometriose com uma dificuldade de engravidar há anos. O mais indicado é que se faça uma fertilização in vitro (FIV).  Antes de fazer essa fertilização é preciso uma avaliação da cavidade abdominal dessa paciente. Ou seja uma videolaparoscopia se for uma endometriose profunda muitas vezes é indicado fazer uma videolaparoscopia antes para retirar aqueles focos de endometriose. Diminuir esse processo inflamatório abdominal, para melhorar a implantação desse embrião quando for fazer uma fertilização in vitro (FIV). Muitas vezes se uma endometriose mais leve. Não precisa fazer uma cirurgia anterior mas quem decide isso é o médico que está acompanhando. E Porque é uma fertilização in vitro? Porque já se faz o embrião em laboratório coloca-se ele pronto dentro do útero, quebrando ou passando várias fases que poderiam ser prejudicadas pelo processo inflamatório da doença. Se você gostou do nosso vídeo Inscreva-se no nosso canal,  de o seu like, ative a Sininho de notificação para receber mais vídeos. Obrigada.

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Quanto custa uma cirurgia de varizes?

Amato Consultório Médico - Mon, 11/18/2019 - 11:35

Quanto custa uma cirurgia de varizes?

Em R$, quanto custa cirurgia de varizes? Porque tanta diferença? O que influencia no valor? Dr Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato explica quais são os fatores que influenciam no valor da cirurgia, e porque tanta diferença.  

 

-- transcrição --

 

  Olá sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, e hoje vou responder uma pergunta que é muito frequente quanto custa uma cirurgia de varizes? As pessoas podem achar que é simples essa essa pergunta, e a resposta mais simples ainda, e como depende de vários fatores, a gente não pode precificar de uma maneira tão simples assim. É óbvio: o valor de uma equipe é diferente do valor de outra equipe, o valor de um hospital é diferente do valor de outro hospital, mas tem outras variáveis que influenciam no valor ainda! Então vamos lá. O preço pode custar zero: como no sistema único de Saúde, no SUS.  Até qualquer valor que você possa imaginar. Então por que isso? Então no SUS já está tudo padronizado o procedimento realizado provavelmente vai ser a técnica tradicional, a técnica de stripping mas quando a gente começa a ver as diferentes técnicas disponíveis a gente entende essa variação. Então vamos lá: O primeiro fator que influencia é a técnica utilizada. Quando é realizada a técnica tradicional a técnica de stripping. É uma técnica que precisa de um fio de aço. Chama se fleboextrator. Esse fio de aço ele tem um custo. Não é um custo tão elevado mas tem esse custo, existem os fleboextratores que são descartáveis e existem os fleboextratores  que não são descartáveis. Então quando a gente utiliza um equipamento que não é descartável acaba diminuindo o custo. E normalmente é isso que é oferecido nos pacotes mais simples. No sistema único de saúde. É feita a técnica de stripping, em que arranca essa veia fora e o problema teoricamente aí pode se resolver. Agora quando a gente começa a falar das técnicas mais modernas como as termoablações,  o laser, a radiofrequência. A gente precisa de equipamentos mais especializados como o ultrassom. Então é necessária a realização do ultrassom no intra operatório para guiar o laser para guiar radiofrequência. O primeiro que isso aumenta a segurança da cirurgia, fazendo com que a gente retire as veias que realmente  necessitam ser retiradas. Quando a gente está falando de uma técnica tradicional stripping, sem o ultrassom, a gente não tem esse guia. Então quando a gente volta para as cirurgias de termoablação, o ultrassom é necessário. No caso do laser o gerador de laser é um equipamento caro que necessita ser utilizado e no caso da Rádio Frequência é um aparelho gerador dessa radiofrequência. No caso do laser a gente usa uma fibra ótica para levar essa energia luminosa até dentro da veia. Essa fibra ótica é descartável. Então certifique se que o seu médico está utilizando fibra ótica descartável mas isso também tem um custo que acaba entrando na conta final. Quando a gente está falando da rádio frequência essa radiofrequência também utiliza cateteres. Esses cateteres são caros e necessitam entrar na conta. Quando a gente está falando do laser a fibra ótica pode ser utilizada para tratar diversos tipos de veias inclusive safena e veias perfurantes. No caso da rádio frequência para tratar uma safena é necessário um tipo de cateter, para tratar uma veia perfurante, é necessário outro tipo de cateter então nessa explanação você já entendeu que depende também de uma outra variável que é a doença. Então como a doença se apresenta, pode necessitar de um tipo de tratamento ou de outro tipo de tratamento ou se você opta por fazer uma radiofrequência pode ser necessário mais de um cateter para uma cirurgia. E tudo isso entra na conta final. Também tem a equipe cirúrgica: a equipe cirúrgica consiste no cirurgião, no primeiro auxiliar, no segundo auxiliar, na instrumentadora e no anestesista. Essa equipe inteira vai prover para você a segurança necessária para o tratamento das varizes. Vai ter um custo e esse custo não varia de hospital, para hospital em que a equipe vai mas varia sim de equipe para equipe. Então pode haver uma equipe que é mais barata do que outra, pode haver uma equipe que não utiliza um auxiliar, ou um segundo auxiliar ou mesmo pode operar sem uma instrumentadora. Mas entenda que uma equipe ampla traz segurança para você e traz conforto também no pós operatório. Então mais uma variável que influencia no valor: a equipe, o material, e o centro cirúrgico. Nós temos hospitais gerais que são preparados para realizar cirurgias grandes e manter os pacientes cuidados para a maior quantidade de doenças disponíveis então a gente normalmente já está acostumado com esses hospitais gerais que trata de tudo. Então você entra no pronto socorro trata desde uma apendicite. Uma cirurgia de varizes. Até um trauma, ou um acidente de automóvel. Esses hospitais eles carregam uma infra estrutura muito grande. Aparelhos de tomografia, aparelho de ressonância magnética, um funcionamento 24 horas com equipe ampla de intensivista de pronto socorrista. Toda essa equipe ampla traz um custo para o Hospital Geral muito maior do que um hospital-dia. Essa diferença também é muito grande. Então eu vejo hoje em dia muitos hospitais gerais oferecendo um serviço de hospital dia. Eles vendem a ideia de que o paciente entra no mesmo dia faz a cirurgia e vai embora no mesmo dia. E chama isso de hospital dia. Mas não é! Um Hospital dia é um hospital separado de um hospital geral onde a estrutura, a infra estrutura é selecionada a dedo para o que é necessário para o tratamento do que eles se propõem a tratar. Então não há necessidade de alguns equipamentos que trazem um custo muito elevado para o Hospital Geral. Vou dar um exemplo bem simples mas é a mais pura verdade. Um hospital geral tem que ter um equipamento de ressonância magnética que ocupa uma sala gigantesca, é um equipamento caríssimo com manutenção caríssima e que acaba funcionando 24 horas porque o Hospital Geral tem um pronto socorro que funciona 24 horas. Um hospital dia não precisa de uma ressonância magnética! Não tem necessidade.  Não tem razão para existir um equipamento desse no hospital dia. Então se não há necessidade de ter esse equipamento, de pagar a manutenção desse equipamento, de pagar os funcionários para funcionar 24 horas um equipamento desse. O custo acaba baixando. Então ao buscar um hospital-dia de verdade não um hospital-dia que seja um serviço dentro de um hospital geral também há uma diminuição de custo. Então, agora você já entendeu os três fatores principais que influenciam no valor de uma cirurgia. Eu posso falar que aqui no Instituto Amato nós temos o nosso hospital-dia oferecendo ampla segurança, amplo possibilidade de tratamento cirúrgico das mais diversas doenças e no caso da cirurgia venosas, da cirurgia vascular. Nós oferecemos com o tratamento com laser, com ultrassom, todo o equipamento necessário para a realização da termoablações mais modernas e minimamente invasivas para o paciente num custo muito inferior ao que possa imaginar. Então entre em contato. Mas lembre-se que é necessário passar em consulta para avaliação da sua doença antes de fazer uma estimativa. Gostou do nosso vídeo? Assine nosso canal. Clique no Sininho e receba as notificações. Até a próxima!Tags: amatotvvideoVascular 0 Sem avaliações
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