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Causas de dor nos pés

Amato Consultório Médico - Thu, 12/30/2021 - 09:49

A dor nos pés é uma reclamação muito comum e pode ser originada por vários fatores. Ficar muito tempo em pé, sofrer algum tipo de trauma, exagerar na prática de atividade física, usar calçados muito apertados são alguns dos motivos. Contudo, as causas da dor nos pés também podem estar relacionadas a presença de doenças diversas, como veremos com mais detalhes a seguir.

Causas da dor nos pés

As dores nos pés podem ser causadas por problemas ósseos, musculares, lesões e muitos outros. Saiba mais.

Varizes nos pés

Sim, varizes podem ocorrer nos pés, e os pés podem sofrer os sintomas das varizes. Todos os sintomas de uma insuficiência venosa crônica podem ocorrer nos pés.

 

Neuroma de Morton

Doença provocada por alguma lesão ou pressão em decorrência do uso de calçados apertados ou de salto muito alto, por exemplo. A sensação é de que há algo no sapato, como uma pedra ou uma meia dobrada.

Além da dor aguda, outros sintomas que os pés apresentam são ardência e dormência na planta ou nos dedos.

Fasceite plantar

A dor é decorrente da inflamação da fáscia plantar, um tecido fibroso que cobre toda a musculatura do pé. É uma das doenças mais comuns, geralmente causadas pelo excesso de caminhada ou por passar muito tempo em pé.

A dor se instala na sola do pé e costuma se manifestar com mais intensidade pela manhã. Se não for tratada, a fascite plantar pode prejudicar a mobilidade do indivíduo.

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo, impedindo que o sangue retorne da região das pernas. A falta de retorno venoso causa dor e inchaço na perna e nos pés.

Além de dor, a TVP pode apresentar edema, vermelhidão, sensação de calor e rigidez na pele.

Tromboflebite superficial

A tromboflebite também é derivada da coagulação sanguínea, que se origina devido à má circulação. Porém, de uma veia mais superficial. Os sintomas incluem dor, inchaço, vermelhidão e veias saltadas.

A tromboflebite raramente pode evoluir para complicações mais graves, como embolia pulmonar ou trombose venosa profunda.

Bursite

A bursa é um saco pequeno, que contém líquido no seu interior, formado quando ocorre atrito na região. Tem a função de proteger os ossos, servindo como amortecedor. 

Contudo, a bursa pode inflamar e causar dor nos pés. Essa inflamação pode ser causada por pisada errada ou uso de calçados inapropriados.

Neuropatia diabética

Uma das causas mais comuns da dor nos pés, a neuropatia diabética é uma complicação do diabetes e pode provocar, além de dor, dormência e baixa sensibilidade nas extremidades, como mãos e pés.

 

Dedos em martelo

Anomalia física no dedo dos pés causada por uso intenso de sapatos de bico fino ou salto alto ou artrite reumatóide. O dedo fica retraído, causando dor e podendo ficar imóvel com o passar do tempo e a evolução do problema.

Salto alto ou sapatos mal ajustados

O uso de salto alto ou de sapatos mal ajustados aos pés causa pressão nos nervos, altera o formato dos dedos, causando dor e vários desconfortos. O incômodo pode ser intensificado pelo uso constante desse tipo de calçado ou por ficar muito tempo em pé com ele.

Unhas encravadas

Outro problema muito comum e que causa muita dor nos pés é a unha encravada. O motivo é a inflamação provocada pela pressão da unha sobre a pele, uma condição comum quando a unha não é cortada corretamente ou também pelo uso contínuo de sapatos de bico fino.

Metatarsalgia

Doença que atinge a parte da frente dos pés, na região dos metatarsos causando inflamação e dor. Geralmente, é causada por uso de sapatos inadequados, salto alto, calosidades, exercício físico em excesso, sobrepeso, etc.

Osteoartrite (artrose)

A artrose nos pés é provocada por causa da fragilidade da cartilagem da região. Esse desgaste favorece o contato entre os ossos e, como consequência, a dor. A idade é um dos principais fatores de risco, mas a artrose também pode ser causada por esforço repetitivo, excesso de peso, problemas nos ossos, calçados inapropriados, etc. 

Osteomielite

Infecção que atinge os ossos, provocada por fungos e bactérias que entram na pele por meio de lesões. a osteomielite pode atingir qualquer osso do corpo e, além de dor, causa calor, vermelhidão, inchaço, fadiga, febre e mal-estar.

Pé de Charcot

Essa também é uma complicação do diabetes, que causa deformidade nos ossos e nas articulações, estimulando a distribuição anormal de peso sobre os pés, podendo causar úlceras plantares.

Pode causar dor, inflamação, fragmentação óssea e deformidades físicas na região afetada, com ossos proeminentes.

Doença óssea de Paget

Doença que atinge qualquer parte do corpo humano e atrapalha a renovação óssea. Pode ser assintomática ou causar incômodos diversos, como dores, rigidez e malformações ósseas. A complicação mais comum é a osteoartrite.

Neuropatia periférica

Doença que atinge os nervos presentes na região periférica do corpo, como os pés, por exemplo. Pode ser causada por diabetes, mas também por lesões ou infecções. A dor é o principal sintoma, seguido de dormência, formigamento e fraqueza nas pernas.

Verrugas plantares

Também conhecida como olho de peixe, a verruga plantar é uma lesão cutânea, bastante dolorosa, que surge na parte de baixo do pé, bem próximo aos dedos. É causada por um vírus, muito comum em crianças e adolescentes, e tem a aparência arredondada e protuberante.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, que ataca as juntas da região dos pés, provocando vários desconfortos, como dor, inchaço, calor, calos dolorosos, fadiga e rigidez. 

Artrite séptica

Infecção causada por uma bactéria logo após a realização de um procedimento cirúrgico. A presença de alguma lesão pós-cirúrgica favorece o surgimento do problema, que costuma atingir qualquer articulação do corpo humano. 

Os sintomas mais comuns são a dor intensa, a dificuldade de movimentos, vermelhidão, febre e queimação na articulação.

Fraturas por estresse

São pequenas fissuras que surgem nos pés em decorrência de excesso de peso ou devido ao esforço repetitivo, como corridas, saltos ou outros exercícios de alto impacto. Os sintomas envolvem dor e inchaço local.

Síndrome do túnel de tarso

Causada pela pressão ou por alguma lesão no nervo que liga o calcanhar e a sola do pé, causando dor nos dedos, no pé como um todo e no tornozelo. Também pode causar queimação e formigamento e se manifesta durante a caminhada, com alívio de sintomas durante o repouso. É análoga à síndrome do túnel do carpo nas mãos.

Tendinites

A tendinite é uma lesão causada por sobrecarga ou por esforço repetitivo. É muito comum entre os praticantes de corrida, causando dores intensas, fisgadas, formigamento e rigidez.

Tumor

Tumores também podem causar dor nos pés e são causados, em sua maioria, por lesões ou traumas na região. O Neuroma de Morton é um exemplo desse tipo de desconforto e que pode causar dor e desconforto ao caminhar.

Além destas, existem outras possíveis causas para a dor nos pés, como:

  • Pé plano
  • Osteófitos: esporão no calcanhar
  • Calos e calosidades
  • Hematomas
  • Gota
  • Tendinite de Aquiles
  • Ruptura do tendão de Aquiles
  • Fratura por avulsão
  • Fratura no tornozelo, pé e dedos
  • Joanete

Como vimos, existem muitas causas da dor nos pés. Para identificar o seu problema de forma correta e segura, procure um clínico geral. Caso seja necessário, ele fará o encaminhamento para um especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento adequado da doença.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Categories: Medical

Insuficiência Venosa Crônica

Amato Consultório Médico - Thu, 12/30/2021 - 09:23

A insuficiência venosa crônica é uma condição muito frequente e as pessoas costumam confundi-la com as varizes. De fato, são situações que se relacionam, mas não são conceitos sinônimos.

É possível a pessoa ter insuficiência venosa crônica sem ter varizes e também é possível a pessoa ter varizes e não ter insuficiência venosa crônica. Então, são condições independentes, mas que têm alguns pontos em comum.

No artigo de hoje, vamos definir a insuficiência venosa crônica, saber como ela se manifesta e de que forma é feito o tratamento. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas sobre a doença.

 

 

O que é a insuficiência venosa crônica e por que ela acontece

A insuficiência venosa crônica, IVC, é uma alteração da pele e da gordura abaixo da pele decorrente da insuficiência venosa, refluxo venoso, hipertensão venosa, trombose venosa profunda e varizes. É uma doença muito comum em idosos e mulheres, atingindo especialmente a região das pernas e pés.

Por se tratar de uma doença crônica, a IVC vai evoluindo com o passar do tempo e, por ser muito comum, há a convicção médica de que, em algum momento da vida, tanto as mulheres quanto os homens sofrerão com o problema.

Veja a seguir algumas possíveis causas da IVC:

Insuficiência venosa: é a incapacidade do corpo em manter o equilíbrio do fluxo sanguíneo, geralmente em decorrência de alguma falha nas válvulas presentes nas veias e que impulsionam o sangue;

Trombose Venosa Profunda (TVP): a trombose venosa profunda acontece quando um coágulo sanguíneo obstrui a passagem do sangue pelos vasos. Além disso, é uma doença que danifica as válvulas propulsoras do sangue, aumentando a pressão venosa; 

Refluxo venoso: surge quando o fluxo sanguíneo não segue sua direção normal, de baixo para cima. Normalmente, isso acontece por mau funcionamento da veia ou da musculatura da panturrilha, responsável pelo bombeamento do sangue nos membros inferiores;

Hipertensão venosa: trata-se do aumento da pressão dentro das veias que ocorre devido à falha no retorno venoso e  pela dificuldade encontrada pelo sangue para fazer o seu trajeto;

Varizes: as varizes são veias tortuosas, dilatadas e aparentes causadas pelo refluxo sanguíneo e que também comprometem a circulação do sangue nos membros inferiores. Quando a pessoa sofre com varizes, as chances da insuficiência venosa crônica chegar nos estágios mais avançados são maiores.

Além disso, temos também alguns fatores de risco para a IVC. Conheça agora quais são:

  • Ferimentos ou lesões nas pernas;
  • Gravidez;
  • Desequilíbrios hormonais;
  • Envelhecimento natural do corpo;
  • Obesidade;
  • Tabagismo e alcoolismo;
  • Sedentarismo;
  • Ficar muitas horas em uma única posição: deitado ou sentado, por exemplo.
Como a insuficiência venosa se manifesta

A insuficiência venosa crônica se apresenta no corpo humano por meio de algumas alterações na pele, como:

  • Manchas;
  • Eczema;
  • Áreas que descamam e coçam;
  • Pele bastante endurecida por falta de elasticidade;
  • Inchaço ou edema causado pela retenção de líquidos;
  • Dor e sensação de cansaço;
  • Queimação ou formigamento;
  • Pele ressecada;
  • Feridas de difícil cicatrização, também conhecidas como úlceras, na região do tornozelo;
  • Alterações na cor da pele. As pernas ganham um aspecto escurecido, com pequenos pontos esbranquiçados. Tais pontos são áreas chamada de atrofia alba;
  • Pele mais fina, frágil e suscetível a ferimentos.

Sintomas como o inchaço, a dor e a sensação de cansaço são mais comuns no final do dia, após a pessoa ter ficado muito tempo em pé ou muito tempo sentada. A falta de estímulo à circulação do sangue piora a insuficiência venosa.

Também devemos lembrar que o sangue é responsável por levar oxigênio e nutrientes até os órgãos e tecidos do corpo humano. Quando isso não acontece, por alguma obstrução, por exemplo, tais áreas ficam sem oxigenação e perdem a vitalidade. Por isso, as pernas perdem o aspecto saudável que tinham.

Os sintomas da insuficiência venosa crônica podem se tornar irreversíveis quando a doença está no seu estágio mais avançado, afetando de forma definitiva o aspecto da pele do indivíduo.

Classificação da insuficiência venosa crônica e tratamento

O paciente com doença venosa pode ser classificado em uma escala que vai do nível 1 ao nível 6. Quando a doença está no estágio acima de 3, já pode ser considerado uma insuficiência venosa crônica.

O inchaço é um dos sintomas que também comprova o grau de evolução desta enfermidade. Quanto maior for o comprometimento das veias, mais intenso será o edema.

Tratamento clínico

Quando o paciente está na fase mais avançada da doença venosa crônica, o tratamento clínico não é o mais indicado e sim o tratamento cirúrgico. 

Por tratamento clínico, entendemos ser aquele realizado com uso de medicamentos para restaurar a saúde das veias e a mudança nos hábitos diários, incorporando aquelas práticas mais saudáveis, além do acompanhamento regular com um cirurgião vascular.

O estágio mais avançado da doença exige um tratamento mais intensivo, mais agressivo, quase sempre, com a adoção de procedimentos cirúrgicos para melhor recuperação das veias adoecidas.

E, claro, este tratamento também inclui a adoção de hábitos saudáveis, as consultas regulares com o cirurgião vascular e o uso de medicamentos.

O acompanhamento da doença pelo cirurgião vascular deve ser feito com muito cuidado e bem de perto. Esse é um cuidado importante, uma vez que as complicações da IVC podem ser bem graves. 

Tratamento cirúrgico

Mesmo que seja uma intervenção minimamente invasiva, com uso de laser e radiofrequência, ainda assim, o tratamento cirúrgico é a melhor alternativa em vez do tratamento exclusivo com medicamentos que, em situações mais graves, não gera um efeito favorável ao paciente. 

Concluindo, a insuficiência venosa crônica é uma doença que atinge especialmente a região das pernas e que evolui com o passar dos anos. É mais comum em mulheres, mas também atinge homens com frequência, principalmente os idosos. Pode ser causada por múltiplos fatores, dentre eles, as varizes, outra condição comum e que muitas vezes é confundida com a IVC. 

O paciente que possui insuficiência venosa crônica avançada deve ter um acompanhamento mais de perto do cirurgião vascular, sendo recomendada a realização de procedimentos cirúrgicos para restauração do fluxo sanguíneo, uma vez que o tratamento clínico já não é mais suficiente nestas situações. Em caso de algum sintoma suspeito, procure o seu cirurgião vascular.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Categories: Medical

Qual a sensação de veia entupida?

Amato Consultório Médico - Wed, 12/29/2021 - 14:27

Antes de falarmos sobre a sensação de veia entupida, precisamos dizer que esse termo “veia entupida” é bastante genérico e acaba incluindo nessa categoria todos os outros entupimentos que podem acontecer nas artérias e nos vasos, incluindo os vasos linfáticos, que não são a mesma coisa.

Então, para uma melhor compreensão do assunto, vamos dividir os principais sinais da veia entupida de acordo com o sistema afetado, que pode ser o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático.

O que é veia entupida

Popularmente, é chamada de veia entupida todo e qualquer vaso ou artéria que sofre algum tipo de obstrução. Essa obstrução funciona como uma espécie de rolha que impede o sangue de seguir o seu fluxo natural.

Para que o nosso corpo funcione corretamente, o sangue deve circular livremente dentro dos vasos, artérias e veias. É por meio do sangue que o corpo recebe oxigênio e demais nutrientes essenciais para mantê-lo vivo.

Quando uma veia, vaso ou artéria entope, partes do nosso corpo deixam de receber esse sangue ou ficam com sangue represado e começam a apresentar sinais que podem ou não ser identificados a tempo pelo indivíduo.

Sensação de artéria entupida

A artéria é um vaso que leva sangue para a periferia do corpo e, junto com esse sangue, leva também nutrientes e oxigênio, substâncias essenciais para que ele permaneça vivo. 

Então, cada músculo e até o dedinho do pé são irrigados por uma artéria, que tem a essencial tarefa de levar sangue limpo para as extremidades do corpo.

Quando a artéria sofre algum tipo de obstrução, vários sintomas podem aparecer e é importante conhecê-los para buscar ajuda médica logo que eles surgirem.

 

Obstrução crônica e aguda

A obstrução, que impede o fluxo sanguíneo, pode ser dividida em dois tipos: obstrução crônica e obstrução aguda. Cada uma delas apresenta sinais diferentes, como veremos a seguir:

 

Obstrução aguda

A obstrução aguda acontece de repente e causa o infarto da região. O paciente não apresentava nenhum sintoma e, de uma hora para outra, sofreu uma obstrução arterial. Nessa situação, podemos elencar os 6 sintomas característicos do problema, também chamados de 6Ps. São eles:

Pain (dor)

A dor é a principal sensação de uma veia entupida e surge no local afetado. É o sintoma mais relatado e deve servir de alerta para buscar o médico. 

Palidez

A falta de irrigação faz com que o local afetado adquira uma coloração diferente, mais clara do que o restante do corpo.

Parestesia

Mais conhecida como formigamento ou dormência, a parestesia também surge quando o fluxo sanguíneo é interrompido.

Pulseless (Ausência de pulso)

Como não recebe o fluxo sanguíneo, naturalmente, o membro afetado não tem pulsação ou apresenta uma pulsação mais fraca.

Poiquilotermia (Alteração da temperatura)

Quem tem veia entupida também vai experimentar uma pele mais fria, com temperatura mais baixa do que o restante do corpo. 

Paralisia

A falta de movimentação do membro afetado também é um sinal de veia entupida. Como vimos, o sangue é o que faz todo o nosso corpo ficar vivo. 

 

Obstrução crônica

Outro tipo de obstrução arterial é a crônica. Nesse caso, a obstrução acontece ao longo do tempo e não de forma repentina. Também apresenta um sintoma diferente:

Claudicação intermitente

A claudicação intermitente pode ser definida mancar intermitentemente. Mas, ela acontece quando a pessoa começa a caminhar, sente a dor, pára um instante e volta a caminhar em seguida. 

 

Sensação de veia entupida

Agora, vamos falar efetivamente das veias que fazem parte do sistema venoso. 

Enquanto as artérias levam o sangue para as extremidades do corpo, as veias fazem o trajeto contrário e trazem o sangue de volta para o coração. De lá, o sangue parte para o pulmão, que será oxigenado, e depois esse sangue volta para a artéria.

Para transportar o sangue, as veias utilizam alguns mecanismos importantes, como a musculatura da panturrilha. Quando se contrai, a musculatura da panturrilha bombeia o sangue para cima, facilitando o fluxo sanguíneo.

Antes de falar da sensação de veia entupida, vamos saber o que provoca esse entupimento. A trombose venosa é a principal causa de obstrução do sistema venoso.

É quando um coágulo, ou pedaço de sangue, se desprende e segue a corrente sanguínea, bloqueando a passagem.

Quando isso acontece, o indivíduo apresenta dois sintomas, basicamente:

A trombose venosa pode ser do tipo aguda. Como vimos, é aquela que acontece de repente e tende a progredir com o passar do tempo. Caso seja ela a razão do entupimento, o inchaço e a dor aparecem também repentinamente. Quando o trombo desprende-se pode causar a embolia pulmonar.

Mas, temos também a trombose crônica e outras lesões que podem causar obstrução crônica, ou seja, uma obstrução que vai se formando ao longo dos anos. Caso seja esta a razão da veia entupida,  a dor e o inchaço surgem de maneira mais lenta.

  • Claudicação venosa

A claudicação venosa não é um sintoma muito frequente, mas pode acontecer. Nesse caso, a pessoa começa a mancar por causa da dor provocada pela veia entupida. 

É uma dor que tem uma intensidade mais alta e melhora com a elevação das pernas. A claudicação venosa também e desencadeada pelo exercício físico, quando realizado de forma excessiva.

 

Sensação de vaso linfático entupido

Quando o entupimento ocorre nos vasos linfáticos, que carrega a linfa, qual é a sensação? O sintoma mais comum é o inchaço ou edema. Ocorre frequentemente na erisipela.

Basta lembrarmos que o sistema linfático tem por objetivo remover o excesso de líquido do nosso organismo, além de impurezas. Quando essa função é afetada, há acúmulo ou retenção líquida, o que origina o inchaço.

 

E as varizes? 

Na verdade, as varizes não são uma obstrução, mas um refluxo. O sangue deveria estar subindo, mas está descendo. Há um direcionamento errado do sangue, também chamado de incompetência venosa.

Esse refluxo também é causado por uma falha da bomba venosa, a musculatura da panturrilha que, como já foi dito, tem um papel crucial no bombeamento do sangue nos membros inferiores.

Então, podemos resumir a sensação de veia entupida em uma lista, com os principais sintomas. São eles:

  • Dor nas pernas;
  • Inchaço;
  • Sensação de dor e peso nas pernas;
  • Varizes;
  • Perda de pelo na região afetada;
  • Vermelhidão;
  • Formigamento;
  • Ausência de pulso;
  • Palidez;
  • Úlcera ou feridas de difícil cicatrização;
  • Diminuição da temperatura;
  • Perda da mobilidade do membro;
  • Dificuldade ou dor ao caminhar.

Caso você sinta qualquer um dos sintomas acima listados, procure um cirurgião vascular e investigue a causa do problema. Assim, é possível antecipar o diagnóstico, fazer o tratamento e evitar complicações da doença.

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Categories: Medical

Como acabar com as varizes em 7 dias?

Amato Consultório Médico - Wed, 12/29/2021 - 14:05

Acabar com as varizes em 7 dias, é possível? Bom, podemos dizer que, de certa forma, é possível ficar livre das varizes em uma semana, de uma maneira rápida, segura e eficiente. De antemão, deixamos claro que não se trata de nenhum procedimento milagroso, mas sim de uma combinação de técnicas estudadas e aperfeiçoadas com o passar do tempo que apresentam resultados cada dia melhores. Então, vamos saber mais sobre a possibilidade de acabar com as varizes em 7 dias?

O que são varizes

Antes de tudo, vamos fazer uma breve apresentação das varizes começando pela sua definição. As varizes são veias tortuosas, dilatadas e visíveis a olho nu. Esse é o aspecto visível e estético desse problema.

As varizes podem ter origem genética. São as varizes primárias, que carregam junto com elas a hereditariedade. Isso quer dizer que se alguém na sua família tiver varizes, você também é uma forte candidata a apresentá-las.

As varizes também podem ser secundárias a alguma outra doença, como a trombose e a fístula arteriovenosa. A trombose é uma doença que acontece quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo. 

E, como sabemos, as varizes são, justamente, uma alteração no sistema venoso que impede o sangue de circular livremente, promovendo a formação de coágulos. Então, esta é a relação entre as duas doenças.

Já a fístula arteriovenosa é um direcionamento irregular do sangue, quando ele passa de uma artéria para a veia, sem ultrapassar o vaso capilar. Também pode estar relacionado ao surgimento de varizes.

Varizes e genética: é possível interferir?

A princípio, não há nenhuma pesquisa ou estudo dentro da Medicina que possa modificar a genética de uma pessoa. E caso houvesse, certamente seria direcionado para influenciar em várias outras áreas da saúde e não só nas varizes.

Não sendo possível alterar a genética de um indivíduo, fica fácil compreender que também não é possível evitar que determinado problema de saúde, de causa genética, aconteça, como é o caso das varizes.

Em outras palavras, as varizes não podem ser evitadas por completo. Não há uma competência clínica que possa impedir definitivamente que as varizes surjam.

Por esta razão, os danos que já ocorreram nas veias varicosas não são revertidos, ou seja, não é possível (atualmente) recuperá-los. Esses danos ocorrem nas válvulas que abrem e fecham, direcionando o fluxo sanguíneo no sentido ascendente, de baixo para cima.

Os danos sofridos pelas válvulas ou que atingem as veias não podem ser eliminados por nenhum medicamento. É importante que o paciente saiba desta informação por duas razões:

  1. Não é possível impedir (por completo) o surgimento de varizes;
  2. Caso apresente varizes e faça o tratamento, ainda assim, elas podem voltar um dia.
Tratamento para acabar com as varizes em 7 dias

“Ah, não tem cura para as varizes, então não adianta tratá-las”. Não é assim que funciona. Temos diversos medicamentos e tratamentos que melhoram os sintomas das varizes e que garantem uma excelente qualidade de vida ao paciente, mesmo sem regredir os danos na parede venosa já sofridos. E o melhor é que o resultado já pode ser visto em 7 dias. 

Como funciona

Como vimos, o aspecto típico das varizes inclui veias dilatadas, tortuosas e visíveis a olho nu. Dentro da classificação das varizes, que vai de 1 a 6, esta aparência citada está entre o nível 2 ou 3. 

Especificamente para as varizes com esta classificação, temos várias técnicas de tratamento rápidas nas quais a pessoa volta logo às suas atividades normais, em um período inferior a uma semana.

Esse método é a combinação do uso do laser com a microcirurgia. Nesse tratamento, o paciente recebe sessões de laser e pequenos furinhos na região onde se encontram as varizes para que seja feita a eliminação delas.

O procedimento cirúrgico é realizado em ambiente hospitalar, dentro do consultório do cirurgião vascular e requer a sedação do paciente. Mas, não precisa de repouso absoluto e, logo em seguida, ele pode voltar às suas atividades normais.

O tratamento cirúrgico das varizes é uma técnica minimamente invasiva, oferece uma recuperação muito rápida. O paciente chega no consultório por volta de 9h da manhã, por exemplo, recebe uma anestesia local e sedação e, por volta do meio-dia ou 13h, ele já está em casa para iniciar a recuperação pós-operatória.

Ou seja, se ele fizer a cirurgia na sexta-feira, na segunda-feira já poderá retornar às suas atividades habituais (dependendo de critérios individuais), como trabalho, estudo, tarefas domésticas e até lazer, tomando apenas alguns cuidados que vamos listar mais adiante.

Provavelmente, você estava esperando um método milagroso, ainda mais simples do que o citado, para ficar livre de vez das varizes. Mas, sinto informar que este método não existe.

O tratamento que a Medicina disponibiliza para a remoção das varizes atualmente é sim um jeito rápido de tratar o problema, mas sem promessas impossíveis de cumprir.

Quando associamos o resultado ao período de 7 dias é porque fica mais fácil para o paciente compreender o quão rápido ele pode observar as mudanças na sua pele e no seu bem-estar sem a presença das varizes. 

O tratamento não precisa ser prolongado e nem tomar vários dias da vida do indivíduo. E, com a ajuda de recursos tecnológicos modernos e eficientes, testados e aperfeiçoados, em pouco tempo ele terá resultados excelentes.

Nós mesmos já publicamos pesquisa científica em revista internacional mostrando a eficácia do tratamento das varizes com laser.

Cuidados após a cirurgia de varizes

Vimos que as varizes têm tratamento e é possível acabar com elas em 7 dias. Entretanto, é imprescindível que o paciente tome medidas importantes no pós-operatório para garantir uma recuperação mais rápida e também possa obter melhores resultados.

  • Fique de repouso nas primeiras 24 horas e mantenha as pernas elevadas na posição de Trendelemburg. Mas, não precisa ser um repouso absoluto. Pode levantar de vez em quando para se alimentar, ir ao banheiro, tomar água, etc;
  • No dia seguinte à cirurgia, já é permitido tomar banho, mas evite esfregar o local afetado;
  • 7 dias depois já é possível fazer atividade física, mas com moderação;
  • Evite pegar sol nos primeiros 30 dias após o procedimento. E, depois desse período, não se esqueça de usar protetor solar com alto fator de proteção;
  • Evite depilação com cera ou com lâmina nos próximos 30 dias ou enquanto estiver com lesões;
  • O inchaço e o hematoma são normais, se tornam maiores com o passar dos dias, mas logo cessam. Então, não se preocupe com isso;
  • Use meias elásticas para melhorar a circulação das pernas conforme orientação do cirurgião vascular.

Como você viu, é possível acabar com as varizes em 7 dias, mas não com uma fórmula instantânea e mágica. Temos uma maneira bem melhor, mais segura, reconhecida pelo meio científico e eficaz que é o tratamento cirúrgico, com pós-operatório que permite o retorno rápido à rotina diária de atividades. Fale com seu cirurgião vascular e conheça este e outros tratamentos para as suas varizes.

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Categories: Medical

Retrospectiva 2021

Amato Consultório Médico - Sun, 12/26/2021 - 10:49

E mais um ano termina sem que toda história do COVID tenha se resolvido, mas com vacinas em dia e o mundo graduamente se restabelendo. Isso não nos impediu de vivermos 2021. Deixamos de sobreviver e passamos a viver de verdade, com as limitações impostas pela situação atual. Somos adaptáveis por natureza. Poderíamos ficar falando sobre o Covid-19 por horas, mas vamos falar de coisas boas. Seguindo nossa tradição de fazer uma retrospectiva (veja nossa retrospectiva de 2020)

Com todas as dificuldades, seguimos com nosso propósito de ajudar as pessoas a cuidar da saúde, e continuamos trabalhando e cuidando dos nossos pacientes mesmo no meio da pandemia. Tivemos muitas dificuldades, e com certeza você também, mas, por outro lado, também tivemos muitas vitórias:

  • Finalizamos reforma interna da recepção, que ficou linda!
    • Agora usamos energia renovável. Para a saúde dos nossos pacientes e do planeta.
    • Várias outras reformas internas para aumentar o conforto de nossos pacientes.
  • Mantivemos a acreditação hospitalar nível III, centro cirúrgico pleno
    • Aumento significativo de cirurgias em regime de hospital dia
    • Todos começaram a descobrir as vantagens em segurança de um hospital dia nível III. Ficou mais fácil perceber que num hospital geral a infecção não pode ser mais baixa que no hospital dia.
  • Mantivemos 0% de infecções (mesmo com o COVID)
    • Pacientes continuaram a ser cuidados (atendidos e operados) mesmo na pandemia, presencialmente e por telemedicina.
  • Colocamos o Amato – Instituto de Medicina Avançada como referência mundial no tratamento de Lipedema com a publicação de diversos artigos científicos internacionais sobre o tema. Drs Rahal, Erivelto e Lorena também colocaram o Instituto como centro de referência em tratamento minimamente invasivo para tireoide.
  • Equipe tinindo e crescendo

Apesar de todos as mídias sociais bombando, FacebookInstagram (3.3k seguidores, foram +900 orgânicos), e os testemunhos no Google (classificação 4.8/5 em 180 testemunhos ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️), mostrando nossa dedicação e competência, esse foi o ano que o nosso canal de vídeos YouTube do Instituto Amato atingiu e ultrapassou de longe 100k seguidores (estamos, no momento com 270K e crescendo diariamente), foram 196 mil seguidores só em 2021. Um aumento de 300% !! Recebemos a placa de YouTuber e fizemos um vídeo divertido sobre isso. Tivemos 11 milhões de visualizações este ano! Não perca tempo e faça já o que mais de 17 milhões de pessoas já fizeram, assista nossos vídeos e assine o nosso canal no YouTube. Se seguirmos assim, teremos 100 milhões de visualizações em 7/1/2024 e 1 milhão de inscritos em 7/5/2023, mas trabalharemos arduamente para atingir essas metas muito antes.

Quase 650 vídeos no canal! Incrível né? Deu um trabalhão!  Pode parecer fácil, e vejo que muitos que tentam desistem no caminho. Para vencer no YouTube com canal sério, sem fazer dancinha ou prometer milagres, é preciso consistência e qualidade. E isso não foi nada rápido, abrimos nossa conta do Youtube há 2.190 dias atrás, 6 anos! Recebemos o joinha mais de 763 mil vezes. E respondemos mais de 20.600 comentários! Deixe o seu lá também!

Além disso tudo…

Nossa aposta na mudança estrutural do site mostrou resultados! Nosso tráfego orgânico se recuperou e manteve-se bom. Estamos deixando o período do “apagão” do Google longe!

O mundo inteiro nos visitou, com poucas exceções! Depois do Brasil, tivemos mais acessos de Portugal, Estados Unidos, Angola e Moçambique!

 

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São vídeos excelentes, se não assistiu ainda, não perca! Além disso, tivemos alguns vídeos super virais no canal! Nunca imaginamos a preocupação súbita com a má circulação.

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Conseguimos definitivamente recuperar e manter nosso prestígio perante o Google e outros mecanismos de busca como Informação de Saúde de qualidade. Poucas pessoas sabem, mas não temos “agência” que faz o nosso site. Somos nós mesmos. Na unha! Aliás, você sabia que este domínio está no ar desde o século passado?? Quer ver a versão mais antiga armazenada no Archive.org (2001)? Uma vergonha para os parâmetros atuais, mas inovador para a época. Ainda estávamos em Moema e com um nome um pouco diferente: Check-up MED (ainda resta o site da época www.checkup.med.br).

Entrando nesse novo ano, quais serão as suas resoluções de ano novo? Escreva lá embaixo nos comentários!

Mais saúde com certeza, mas o que fazer para atingir isso?

Insistimos no Estilo de vida. Assunto que você pode verificar, já estava na nossa home page em 2001!

Mais exercíciosparar de fumaralimentação saudável para envelhecer de forma saudável são tiros certeiros.

Sabe quais serão as nossas?

Simples…

Continuar cuidando de você e da sua família!

 

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Quem é o angiologista?

Amato Consultório Médico - Wed, 12/22/2021 - 22:44

O angiologista é o especialista em doenças que atingem os seguintes sistemas do nosso organismo: sistema venoso, sistema arterial e sistema vascular. Ou seja, é um profissional que se dedica ao tratamento de diversos tipos de enfermidades, como aterosclerose, linfedema, trombose e colesterol alto, por exemplo. Vamos saber mais sobre a formação deste profissional e quando procurá-lo?

Angiologista: quem é este profissional

O angiologista é, primeiramente, um médico que demorou cerca de seis anos para concluir a graduação de Medicina. Para entrar na faculdade, teve que enfrentar uma seleção concorrida e muito difícil: o conhecido vestibular.

Durante a graduação, o angiologista se dedicou a formar toda a sua base teórica e, nos dois últimos anos, teve que passar pelo internato. O internato é uma vivência mais prática daquilo que foi visto em sala de aula.

Após esse período, o angiologista começou o que chamamos de residência médica, um período de trabalho e estudo intenso que leva até 4 anos para ser concluído. Antes disso, no entanto, ele teve que escolher uma área, no caso, a clínica médica, e passar por uma prova de seleção.

É neste momento que temos a primeira diferença entre o angiologista e o cirurgião vascular. Aquele que deseja se tornar um cirurgião vascular precisa, na hora de ingressar na residência, escolher a área da cirurgia geral.

O passo seguinte na formação do angiologista é a segunda residência médica, só que agora em Angiologia. Enquanto isso, o cirurgião vascular estará se especializando em Cirurgia Vascular.

O título de especialista é concedido pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular) após as aulas e a prova final.

Além da graduação e das residências, temos também as subespecializações ofertadas pela SBACV para o profissional que deseja se qualificar e afunilar seus conhecimentos. Na angiologia, um exemplo é a angiorradiologia, que faz um tratamento mais invasivo com uso de raio-x, como o cateterismo, por exemplo.

Doenças tratadas pelo angiologista

Todas as doenças que afetam o sistema venoso, vascular e arterial podem ser tratadas pelo angiologista. Podemos citar:

Angiologista e Cirurgião Vascular: qual a diferença?

Se ambos os profissionais são especialistas em doenças de origem vascular, qual a diferença entre eles? Dois pontos bem específicos separam o angiologista e o cirurgião vascular. Veja com atenção a seguir:

  1. Formação

Enquanto o angiologista é primariamente especialista em clínica médica, a primeira especialização do cirurgião vascular é a cirurgia geral. Em seguida, temos a titulação emitida pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular).

O angiologista recebe essa titulação após a realização de outro curso de especialização na área da angiologia. Já o cirurgião vascular também fez um curso de especialização, mas na área da cirurgia vascular.

Ambos os títulos são emitidos pela SBACV, após a realização de uma prova no final de cada curso.

  1. Atuação

O angiologista faz o tratamento clínico das doenças vasculares. Por outro lado, o cirurgião vascular faz o tratamento cirúrgico das mesmas doenças. Contudo, caso o angiologista tenha as duas especializações, ele poderá exercer as duas funções.

Já o cirurgião vascular está apto a tratar tanto clinicamente quanto cirurgicamente as doenças especificadas, uma vez que ele tem uma carga bastante completa de conhecimentos teóricos e práticos adquiridos ao longo da sua formação.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é a atividade desempenhada pelo angiologista e inclui o diagnóstico da doença, a prescrição de medicamentos para a reabilitação da saúde vascular e a orientação quanto à importância dos hábitos saudáveis.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é a atividade desempenhada pelo cirurgião vascular e inclui a realização de procedimentos cirúrgicos para a reabilitação da saúde vascular do paciente. Além disso, como vimos, este especialista também está apto a realizar o tratamento clínico e suas atividades citadas.

É importante deixar claro que o angiologista e o cirurgião vascular são médicos que trabalham em conjunto, combinando informações e atuações para garantir o melhor tratamento possível para o paciente.

Quando procurar um angiologista ou um cirurgião vascular?

O ideal é que a consulta com o seu angiologista aconteça de forma frequente. Os encontros regulares são fundamentais para a prática da Medicina preventiva, que tem o objetivo de reduzir o risco de instalação de uma doença, além de diagnosticá-la precocemente, algo crucial para o sucesso do tratamento.

Além disso, sempre que identificar algum sintoma relativo às doenças vasculares, é importante ir ao angiologista. Podemos listar os sinais mais comuns de problemas vasculares na região dos membros inferiores:

  • Dor e sensação de cansaço, mesmo em repouso;
  • Varizes;
  • Diminuição da temperatura dos membros inferiores;
  • Vermelhidão ou palidez;
  • Inchaço sem causa aparente;
  • Dor ao caminhar;
  • Formigamento;
  • Cãibras;
  • Ferimentos que não cicatrizam: as chamadas úlceras;
  • Uma perna mais inchada do que a outra;
  • Acúmulo de gordura apenas nos membros inferiores, etc.
Angiologista ou cirurgião vascular: qual médico procurar?

Quando o paciente sente algum desconforto e logo relaciona esse sintoma a uma doença vascular ele terá dúvidas sobre a quem deve recorrer, uma vez que ele não sabe se a doença exige uma intervenção cirúrgica ou não.

Então, o primeiro passo é procurar um clínico geral, relatar os sintomas e seguir as demais orientações repassadas por ele. Certamente, o clínico fará o encaminhamento ao profissional que ele acredita ser o ideal para o tratamento do problema.

De qualquer forma, caso o paciente procure diretamente o angiologista e seja identificado que o tratamento da doença requer uma intervenção cirúrgica, o profissional também fará o encaminhamento ao médico responsável, no caso, o cirurgião vascular.

Como vimos, o angiologista é o profissional formado em Medicina com especialização em clínica médica e também em angiologia. É dele a responsabilidade de diagnosticar e tratar de forma clínica as doenças que afetam os sistemas venoso, arterial e vascular. Já o cirurgião vascular trata das mesmas doenças mas de forma mais ampla, incluindo os procedimentos cirúrgicos. Caso não saiba a quem recorrer diante de uma necessidade médica de caráter vascular, procure um clínico geral e ele fará o encaminhamento para o especialista que melhor solucionará o seu caso.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Não tenha derrame ou AVC

Amato Consultório Médico - Thu, 12/16/2021 - 20:53

O derrame é um termo popular usado como sinônimo da sigla AVC (Acidente Vascular Cerebral). O AVC é uma condição muito comum e acontece quando há irrigação sanguínea insuficiente na região do cérebro. Certamente, você já deve ter ouvido falar dele. O que muita gente não sabe é como ocorre o AVC e, principalmente, o que fazer para não sofrer um derrame mesmo apresentando placas de gordura nas artérias, principal causa do problema. Vamos falar mais sobre isso a partir de agora.

https://www.youtube.com/watch?v=nqXF2MOib3o

O que é o AVC

O AVC, ou derrame cerebral, é a falta de irrigação de uma parte do cérebro, também chamada de isquemia. Ou seja, o sangue não segue seu fluxo habitual e não consegue chegar até o cérebro, afetando as suas funções. 

O AVC é uma das maiores causas de morte em todo o mundo e é causado pelo entupimento das artérias. Essa obstrução também é chamada de estenose de carótida, condição da qual falaremos mais a seguir.

O que é estenose de carótida

Todos nós temos duas artérias carótidas, uma de cada lado do pescoço, e duas artérias vertebrais, que ficam na região de trás da cabeça. 

A carótida é uma artéria que passa pelo pescoço, sendo a responsável principal por levar sangue e irrigar o nosso cérebro. 

A estenose de carótida é uma doença que acontece quando a artéria carótida sofre um estreitamento. Esse estreitamento pode ser congênito ou provocado por obstruções.

E qual a relação da estenose de carótida com o AVC?

Quando existe uma estenose de carótida, ou seja, um estreitamento da artéria, temos a diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro. Isso quer dizer que o cérebro não recebe o sangue em sua totalidade, como é necessário. Por causa disso, ele deixa de funcionar.

Essa irrigação inadequada pode ser provocada, como vimos, pela estenose e também pela placa aterosclerótica, característica principal de outra doença muito grave: a aterosclerose.

Além disso, o cérebro pode ter a sua irrigação afetada por pequenas embolizações. São partículas de sangue, ou coágulos, que viajam pelas artérias, chegam ao cérebro e impedem que o sangue chegue até lá.

A placa aterosclerótica 

A placa aterosclerótica é a principal causa de obstrução da artéria carótida. A oclusão, ou entupimento, acontece de forma lenta e gradual até o ponto em que a artéria pode ficar obstruída por completo.

A aterosclerose é uma doença vascular crônica, quase sempre assintomática, que se instala no indivíduo e vai evoluindo aos poucos, acompanhando-o até a idade adulta. As causas da doença têm relação direta com os fatores de risco, tais como:

Tenho placa aterosclerótica. Quer dizer que vou ter um AVC?

Infelizmente, existe uma associação muito equivocada entre a existência da placa aterosclerótica com o derrame, como se a presença de um fosse determinante para o acontecimento do outro. Na verdade, não é bem assim que acontece.

A evolução da Medicina e dos métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças nos permite ter uma visão mais positiva, segura e correta a respeito deste assunto.

O fato é que, ao identificar uma placa de gordura obstruindo a artéria, em um paciente assintomático, é possível prevenir e evitar a evolução dessa placa para um derrame ou AVC a partir do acompanhamento com um médico vascular e com a execução correta do tratamento.

Então, não deve ser repassada a informação errada de que quem tem uma placa de gordura na carótida, efetivamente terá um derrame em breve. Desde que o paciente seja assintomático, é possível reverter esse problema.

Por paciente assintomático, entendemos ser aquele paciente que não apresentou nenhum sintoma da doença e também aquele que não sofreu AVC ou derrame cerebral. Especificamente, nesses casos, as chances de tratar a doença e estabilizar a placa são muito grandes. 

Com isso, oferecemos mais longevidade ao paciente, além de darmos a ele melhores condições de saúde, inclusive no aspecto mental, uma vez que o AVC é uma condição que gera muito receio.

Tratamento para a placa aterosclerótica

Bem, falamos da causa do AVC, do diagnóstico da aterosclerose e agora vamos falar do tratamento para a placa aterosclerótica. Como dissemos, é possível tratar e remover essa placa. Mas, como fazer isso? 

Existem dois tipos de tratamento, que devem ser feitos em conjunto, orientados pelo médico vascular, especialista no tema. São eles:

Tratamento clínico

Durante o tratamento clínico, o cirurgião vascular vai prescrever medicamentos para tratar e controlar os fatores de risco, como a diabetes, a hipertensão e o colesterol, por exemplo.

Outra medida igualmente importante é modificar os hábitos ruins. O principal deles é deixar de fumar. O cigarro agride profundamente a parede das artérias, deixando-as mais frágeis e suscetíveis a obstruções.

Além disso, é necessário investir em uma alimentação saudável, pobre em gordura e realizar atividade física com frequência, deixando o sedentarismo de lado.

Tratamento cirúrgico

Dependendo do grau da estenose de carótida, pode ser necessário realizar a cirurgia para a remoção da placa. Temos, atualmente, duas opções:

  1. Cirurgia aberta

Na cirurgia aberta, é realizado um pequeno corte na região do pescoço, onde está localizada a artéria carótida. Em seguida, é feita a remoção da placa aterosclerótica, ou seja, a placa de gordura. Com isso, abrimos o caminho para que o sangue possa seguir o seu fluxo tranquilamente.

  1. Cirurgia endovascular

A cirurgia endovascular funciona da seguinte forma: é feito um pequeno corte ou furo na região da virilha do paciente. Em seguida, é introduzido um cateter para a aplicação de um stent

Esse stent é uma espécie de mola bem pequena que vai fazer uma abertura na artéria comprometida. Ampliando as paredes da artéria, o sangue consegue circular melhor e continuar irrigando o cérebro.

A cirurgia endovascular é indicada quando a cirurgia aberta é mais arriscada para o paciente. 

Então, como vimos, o AVC é um acontecimento grave, causado pela obstrução da artéria carótida, responsável pela irrigação cerebral. Essa obstrução é causada, na maioria das vezes, pela placa aterosclerótica. Contudo, um diagnóstico que identifica a presença da placa de gordura na artéria não determina o surgimento do AVC. Em pacientes assintomáticos, é possível reverter o problema com tratamento clínico e cirúrgico.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Principais sinais de que seu bebê vai nascer

Amato Consultório Médico - Thu, 12/16/2021 - 19:29

Quais são os principais sinais que indicam que o bebê está pra nascer?

Os principais sintomas do trabalho de parto são: endurecimento e dor na barriga, que se inicia na região lombar e irradia para o pubis; perda de líquido pela região vaginal, este líquido é incolor e pode ser percebido em pequena ou grande quantidade  normalmente molha calcinha e calça (se difere do corrimento, pois este tem coloração, branca ou acinzentada associada a odor e as vezes coceira)

É verdade que desconforto na hora de dormir e desarranjo intestinal podem ser um sinal disso? Quando isso costuma acontecer?
O desconforto na hora de dormir pode acontecer pelo aumento do volume da barriga que pesa dificultando a gestante de dormir e a mudança do eixo da coluna e não podemos generalizar que possa ser um sinal de trabalho de parto.

Ja quando a gestante realmente esta em trabalho de parto e ja apresenta dor e contração ela terá dificuldade para dormir. Quando o bebê esta encaixado na pelve, baixo no momento do trabalho de parto a mulher tem a sensação de querer evacuar e muitas vezes durante o parto normal o faz.

É comum ocorrer a perda do tampão mucoso? Como eu sei que foi isso? E quando costuma acontecer?
Sim, a perda do tampão mucoso é comum ocorrer. Ocorre pela saída de um material gelatinoso e denso da vagina que pode ocorrer semamas antes ou no processo de trabalho de parto.

As contrações mais intensas, que parecem cólicas, costumam acontecer quando e por quanto tempo?

As contrações que definem o trabalho de parto são caracterizadas por dor que se inicia na região lombar e irradia para o pubis e endurece toda a barriga, são frequentes, em um período de 10 minutos ocorrem 2 ou 3 e tem duração variável, podendo a barriga permanecer dura por segundos ou até minutos.

Como é a sensação do rompimento da bolsa? Qual a diferença entre ela e a perda do tampão mucoso?
O rompimento da bolsa pode ser percebido de 2 maneiras: quando ocorre o rompimento mais baixo da bolsa, a saída de líquido é abundante e costuma molhar a roupa da mulher e aonde ela esteiver sentada ou deitada. Quando o rompimento da bolsa é mais alto no abdome  a saída de líquido pode ocorrer aos poucos e durante os movimentos da gestante.

Se o líquido da bolsa estiver marrom ou esverdeado, o que isso significa?

Se o líquido da bolsa estiver com coloração diferente que não seja a incolor quer dizer que o bebê de alguma forma esta em sofrimento fetal, se esverdeado é pela presença do mecônio (fezes do bebê) e amarronzado (sangue por rotura da placenta). Nos dois casos é necessário que a gestante ja se programe a ir para maternidade imediatamente.

É verdade que quando o bebê encaixa na bacia, a grávida costuma sentir uma sensação de alívio, conseguindo respirar melhor e tendo menos azia? Quando isso costuma acontecer?
Quando o bebê se encaixa na barriga pode ocorrer esta sensação de respirar melhor e da azia melhorara sim, pois ele diminui a pressão que exercia no diafragma e com isto alivia os pulmões e descomprime o estômago, esta sensação ocorre no final do terceiro trimester da gravidez.

Dra. Juliana Amato

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Andrógeno

Amato Consultório Médico - Thu, 12/16/2021 - 10:14

Andrógenos são hormônios masculinos responsáveis pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas. É produzido pelo homem, através dos testículos, e também pelas mulheres, por meio dos ovários.

A testosterona é o tipo mais comum, mas também temos mais duas variações:

  • DHEA (dehidroepiandrosterona): hormônio produzido a partir do colesterol e que participa da produção de hormônios sexuais, como o estrogênio masculino e feminino.
  • DHT (Dihidrotestosterona): derivado da testosterona, responsável pela diferenciação dos genitais masculino e feminino durante a formação do embrião.

Apesar de ser um hormônio tipicamente masculino, mulheres também possuem a testosterona em seu organismo, com função semelhante. Porém, o hormônio tem uma produção bem menor se comparada aos homens.

A ação da testosterona em mulheres só é percebida facilmente quando a produção deste hormônio acontece de forma desequilibrada, conferindo à mulher características naturalmente masculinas, dentre outros sintomas.

Para que serve um hormônio andrógeno

Como vimos, os hormônios andrógenos possuem funções específicas, de acordo com o tipo de cada um. A testosterona, principal deles, é quem participa da formação das características naturais masculinas e femininas.

Além disso, também exerce um papel importante na fertilidade tanto do homem quanto da mulher.

Nos homens, o andrógeno participa da produção e amadurecimento do espermatozoide, gameta masculino, influencia na potência e desejo sexual e também no envelhecimento do indivíduo.

Já nas mulheres, a testosterona é responsável pelo aumento e controle da libido sexual, um estimulante para a ovulação e favorecimento da gravidez. Quando está ovulando, o desejo sexual aumenta, elevando as chances de uma gestação.

Além disso, a testosterona aumenta a probabilidade da mulher ter uma gravidez bem sucedida, uma vez que são liberados óvulos mais saudáveis e com mais facilidade. 

A qualidade desse material é muito importante para uma gestação obtida através de meios naturais, como o coito sexual em dias férteis, ou por meio de inseminação artificial, quando há a junção do gameta masculino e feminino com ajuda externa. 

O uso de andrógenos na reprodução assistida

Diante da importância dos andrógenos na melhora da fertilidade da mulher, a Medicina tem adotado o uso desses hormônios de uma maneira inteligente, buscando sempre os resultados mais eficazes para o objetivo do casal que deseja engravidar.

Assim, durante a técnica de reprodução assistida, os andrógenos atuam como auxiliares estimulando a liberação do óvulo em tempo hábil e melhorando a qualidade dos gametas femininos. 

Eles também influenciam no crescimento dos folículos em tempo adequado, além de melhorar a formação dos óvulos e impedindo a degeneração ovular, uma das causas do não prosseguimento de uma gravidez.

Por isso, a suplementação de DHEA e uso de testosterona podem ser medidas tomadas pelo médico que acompanha a reprodução para tentar garantir que a fertilização seja bem sucedida a partir da estimulação ovariana.

Lembramos que a estimulação da ação dos ovários faz parte da técnica de reprodução assistida nos casos em que a mulher não tem uma ovulação regular e o médico precisa ter acesso a este material para a formação dos embriões.

Importância do equilíbrio de andrógenos no corpo humano

Apesar da real importância dos andrógenos para a saúde sexual e para a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres, precisamos destacar que o excesso de hormônios sexuais não é o recomendado, podendo causar mais riscos do que benefícios. 

A suplementação é indicada quando há baixa deste material no corpo humano e a orientação é válida para o público masculino e feminino. Do contrário, o excesso pode causar câncer de mama e de ovário, doenças hepáticas, aumento do colesterol e infarto.

Andrógenos em excesso: sinais

Nas mulheres, o excesso de hormônios sexuais andrógenos podem provocar, principalmente:

Aumento da quantidade de pelos corporais

Essa condição é conhecida como hirsutismo e sua característica é o nascimento de muitos pelos em locais onde eles não deveriam existir nessa quantidade, como buço, rosto, axila, abdômen e tórax.

Apesar de inúmeras técnicas modernas estarem aptas para a eliminação destes pelos indesejáveis, em alguns casos, a intervenção medicamentosa pode ser a única maneira de, realmente, ficar livre do sintoma.

Surgimento de acne

Quando em excesso no corpo feminino, a testosterona age na produção exagerada de sebo, por sua vez, produzido pelas glândulas sebáceas. Esse sebo fica acumulado na raiz do pelo, causando acne e inflamação folicular.

Além de ser uma demonstração do desequilíbrio hormonal, a acne também influencia diretamente na autoestima e na qualidade de vida do indivíduo, especialmente quando afeta mulheres e causa ferimentos e cicatrizes profundas no rosto.

SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma das manifestações mais comuns do excesso de testosterona na mulher, sendo também um dos causadores mais conhecidos dos problemas de infertilidade nesse público.

Isso porque a SOP atrapalha a ovulação da mulher, fazendo com que as menstruações aconteçam de forma irregular e, obviamente, influenciando no encontro do óvulo com o espermatozoide.

Além disso, as mulheres estão mais suscetíveis a sofrer com outras complicações graves, como:

Diante de qualquer sintoma que indique a presença de alguma doença, é imprescindível que a mulher busque acompanhamento com seu ginecologista de confiança.

Nos homens, o excesso de andrógenos também geram efeitos desagradáveis e perigosos, como:

  • Hipertensão arterial;
  • Irritabilidade, ansiedade e agressividade;
  • Calvície e excesso de pelos em outras partes do corpo;
  • Maior risco de trombose;
  • Inchaço nas mãos e nos pés;
  • Crescimento da próstata.

Nesses casos, o acompanhamento deve ser feito com o urologista, médico especialista no tratamento da saúde do homem.

Andrógenos em deficiência: sinais

Se o excesso não é bom, a falta também não é o ideal. Nas mulheres, a baixa quantidade de testosterona pode causar:

  • Falta de apetite sexual;
  • Ganho de peso;
  • Perda de massa magra;
  • Mal estar;

Nos homens, os sinais da deficiência são similares e incluem:

  • Disfunções sexuais;
  • Dificuldade de ereção;
  • Baixa produção de espermatozoides;
  • Doenças emocionais: depressão e ansiedade;
  • Dificuldade em alcançar o orgasmo;
  • Desânimo e falta de motivação.

Como pudemos perceber, os andrógenos não são apenas responsáveis pelas características sexuais do homem e da mulher. Eles também estão diretamente ligados à fertilidade do casal, devendo se manter sempre em equilíbrio. A averiguação da quantidade desses hormônios e a necessidade de suplementação são tarefas exclusivas do médico que acompanha cada indivíduo. Para orientações mais específicas, consulte o seu médico.

Dra. Juliana Amato

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Leaky Gut – Barriga Inchada

Amato Consultório Médico - Wed, 12/15/2021 - 15:38

Barriga inchada é um dos sintomas de uma síndrome que ainda é pouco diagnosticada pelos médicos, mas que vem se tornando cada vez mais comum. Estamos falando do Leaky Gut, um desequilíbrio que afeta a barreira do intestino fazendo com que substâncias nocivas sejam jogadas na corrente sanguínea. O resultado é um corpo inflamado e suscetível a vários tipos de doenças. Veja a seguir o que é o Leaky Gut, quais são as causas e como evitar que ela apareça.

Intestino: o nosso segundo cérebro

O intestino é um órgão muito importante para o nosso corpo, sendo responsável pela absorção de água, nutrientes e também pela formação do bolo fecal. Além disso, o órgão também produz neurotransmissores e hormônios que agem diretamente sobre o sistema imunológico e nos processos inflamatórios.

Assim, quando sofre algum desequilíbrio, o intestino aciona as células de defesa do organismo, reagindo àquela agressão identificada. Por causa dessa função, o intestino também é chamado de segundo cérebro.

Uma dessas agressões identificadas pelo intestino é o Leaky Gut, também chamada de síndrome do intestino permeável e que se manifesta no organismo sob várias formas. 

Por isso, é muito importante manter a saúde intestinal em dia, agindo de forma preventiva e tratando qualquer desequilíbrio que possa surgir.

Leaky Gut: o que é e quais os sintomas

Também chamada de síndrome absortiva intestinal ou síndrome do intestino permeável, o Leaky Gut é uma alteração que aumenta a permeabilidade da parede intestinal às substâncias que se instalam no intestino.

Ou seja, é quando a parede do intestino permite que substâncias nocivas caiam na corrente sanguínea quando, na verdade, deveriam permanecer dentro do órgão. Essas substâncias incluem bactérias, vírus, toxinas e alimentos.

Quando isso acontece, o sistema imune é ativado, enviando células de defesa para deter essa agressão, afinal, a corrente sanguínea não está preparada para receber essas substâncias. A consequência dessa atividade do sistema imune é a inflamação crônica.

Sintomas

Como vimos, a barriga inchada é uma das manifestações mais comuns da doença, mas não é a única. Outros sintomas são:

  • Diarreia;
  • Dor de barriga;
  • Flatulência;
  • Acne;
  • Rosácea: inflamação da pele do rosto;
  • Gripes e resfriados frequentes;
  • Sensibilidade na ingestão de alguns alimentos.
Complicações causadas pela Leaky Gut

Um tipo de molécula que ultrapassa a barreira intestinal é aquela que se assemelha a outros órgãos e tecidos do corpo. O sistema imune repele aquela molécula achando se tratar de um invasor. 

Caso a molécula seja semelhante às células da tireoide, por exemplo, a reação imune pode atacá-la, causando o hipotireoidismo. O mesmo pode acontecer com os outros órgãos.

Por essa razão, o leaky gut está relacionado a um grande número de doenças autoimunes que, por sua vez, comprometem diferentes órgãos, como cérebro, pele e intestino. Dentre elas, podemos listar:

  • Tireoide;
  • Asma;
  • Autismo;
  • Parkinson;
  • Diabetes;
  • Psoríase;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Fibromialgia;
  • Alzheimer;
  • Esofagite;
  • Fadiga crônica;
  • Obesidade;
  • Falência de múltiplos órgãos;
  • Pancreatite;
  • Síndrome metabólica;
  • Déficit de atenção;
  • Hiperatividade;
  • Eczema;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Doença de Crohn;
  • Intolerância ao glúten;
  • Artrite e muitas outras.

 

Quais são as causas da Leaky Gut

A Leaky Gut pode surgir devido a várias situações. Todas elas fazem com que o intestino seja exposto com frequência e intensidade a um grande número de toxinas, que comprometem o seu funcionamento. Assim, podemos citar como causas principais:

Má alimentação

A má alimentação é a principal causa da síndrome intestinal absortiva, uma vez que é no intestino que parte das substâncias ingeridas é processada. 

O estilo de vida moderno que vivemos hoje é um grande estímulo para uma alimentação irregular. Temos muito acesso e consumimos com frequência os alimentos processados, que prejudicam a flora intestinal.

Trigo, alimentos com glúten, alimentos refinados e similares alteram a proteína que aumenta a permeabilidade do intestino. Por isso, o consumo destes itens deve ser moderado, especialmente se o indivíduo já apresenta algum sintoma da doença.

Disbiose

A disbiose também é uma alteração na flora intestinal que eleva o número de bactérias que vivem no local. Essas bactérias reduzem a capacidade de absorção do órgão e também desenvolvem diversos processos inflamatórios.

Ciclo circadiano irregular

O ciclo circadiano é o relógio biológico do indivíduo e que determina os melhores horários para se alimentar, dormir, estudar, se exercitar, etc. Quando está desregulado, algumas atividades não funcionam direito e uma delas é a absorção intestinal.

Estresse

Outro fator que pode desencadear problemas intestinais é o estresse, também muito comum na nossa realidade atual.

Além destas causas, existem outros fatores que interferem em menor ou maior grau sobre o intestino e podem aumentar os riscos da Leaky Gut. São eles:

  • Álcool;
  • Uso de medicamentos;
  • Alimentos com ingredientes artificiais, como corantes e adoçantes;
  • Consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em agrotóxicos.
Como evitar e tratar 

A melhor maneira de evitar a Leaky Gut é combatendo as suas causas, pois elas são a raiz do problema. Desta forma, é necessário modificar alguns hábitos e comportamentos, como veremos a seguir:

Alimentação saudável e natural

Tentar manter uma alimentação saudável, natural, com o mínimo de industrializados e dando preferência para aqueles com ação anti-inflamatória. 

São exemplos de alimentos anti-inflamatórios: frutas vermelhas, alimentos de cor verde escura, peixes, azeite extra virgem, abacate, frutas cítricas, açafrão, chá verde e chocolate amargo. Veja nossa página sobre alimentação anti-inflamatória.

Atenção ao ciclo circadiano

Tentar encaixar as atividades de rotina de acordo com o funcionamento do relógio biológico. De uma maneira geral, o indivíduo pode evitar grandes quantidades de alimento à noite, dormir o suficiente, fazer exercícios físicos durante o dia e se expor ao sol logo pela manhã.

Evitar situações de estresse

Encaixar na rotina alguns hábitos que deixam o dia e a mente mais leves, como fazer exercícios físicos, ter contato com a natureza, dormir bem, ter momentos de lazer dentre outras práticas saudáveis.

Evitar o consumo de álcool

O álcool libera toxinas no organismo e sobrecarrega o funcionamento do fígado. Portanto, deve ser evitado ou consumido com moderação.

Acompanhamento médico

O médico será responsável por rastrear a causa do Leaky Gut e indicar o melhor tratamento. Por isso, é fundamental anotar os sintomas e repassar ao profissional na hora da consulta para facilitar o diagnóstico e possibilitar um tratamento específico.

Nem sempre o médico identifica a doença, de fato, e acaba tratando o sintoma. É uma prática comum, mas não a correta. Para que o Leaky Gut, e qualquer outro problema de saúde, sejam controlados ou curados é primordial que as causas sejam descobertas e sanadas. Assim, os sintomas desaparecerão naturalmente.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Sinais da má circulação

Amato Consultório Médico - Wed, 12/15/2021 - 15:06

A má circulação é um problema que acontece devido à distribuição irregular de sangue pelos vasos, veias e artérias do corpo humano. Quando encontra alguma dificuldade para seguir seu fluxo normal, o sangue fica represado e o corpo apresenta sintomas nem sempre percebidos. Para ajudar na identificação da má circulação, relatamos a seguir os sinais mais conhecidos.

 

 

O que é a má circulação

Como vimos, a má circulação surge quando há alguma obstrução nos vasos sanguíneos impedindo o sangue de seguir seu caminho natural.

Apesar da definição já citada, precisamos dizer que o termo é bastante genérico e pode indicar problemas variados em diversos sistemas do corpo humano, como o arterial, venoso ou linfático.

Ou seja, a má circulação pode indicar um grande número de doenças dentro do amplo campo de estudo da angiologia. A seguir, vamos listar os principais sintomas da insuficiência sanguínea e suas possíveis razões.

12 sinais da má circulação

Os sintomas listados abaixo são recorrentes e relatados pela grande maioria dos pacientes com problemas de má circulação.

  1. Dor

A dor é o sintoma mais característico da circulação irregular. No caso de obstrução venosa, a maioria das pessoas sente uma dor diferente. É uma dor acompanhada de peso e cansaço nas pernas.

Se o problema for arterial, a dor pode vir acompanhada de claudicação intermitente. Ou seja, a pessoa caminha e para por causa da dor em grupos musculares, tais como a panturrilha, o glúteo e a coxa. 

A claudicação acontece porque falta oxigênio para realizar a contração muscular corretamente. O oxigênio, no caso, é distribuído ao corpo pelo sangue junto com outras substâncias.

  1. Inchaço ou edema

O inchaço nos membros inferiores, geralmente, está relacionado a algum problema venoso ou linfático. É muito raro que alguma obstrução no sistema arterial cause edema. 

O que pode acontecer é uma junção de problemas. Ou seja, uma doença pode acometer o sistema linfático e o arterial ao mesmo tempo, causando o inchaço. 

  1. Veias tortuosas e dilatadas

Veias dilatadas, aparentes e tortuosas são as temidas varizes, provocadas pela insuficiência venosa. Quando essa insuficiência ocorre de maneira significativa,  elas são acompanhadas de manchas, eczemas, coceiras e pele escurecida.

  1. Feridas ou úlceras nas pernas

As feridas são lesões mais agudas e podem ser solucionadas em até 15 dias com o tratamento correto indicado pelo médico. 

Já as úlceras são lesões crônicas, que têm mais tempo de existência. As úlceras podem ser antigas feridas que não cicatrizaram e evoluíram para úlcera, e também podem decorrer de má circulação venosa, arterial e linfática. 

Outro ponto importante a observar é o aspecto estético da úlcera, que pode indicar o sistema afetado. Então, o médico poderá observar o tipo da dor sentida pelo paciente, o formato das bordas, o tipo de tecido morto, dentre outros detalhes importantes.

  1. Mudança de coloração

A obstrução arterial provoca palidez na pele que, por sua vez, pode causar gangrena. A gangrena muda a cor do membro, deixando-o mais escuro. 

É o que chamamos de cianose, condição na qual o membro afetado adquire colorações diferentes, em uma sequência que inclui palidez, cianose (mancha roxa) e vermelhidão.

São cores que chamam a atenção e que devem ser observadas pelo indivíduo e investigadas pelo cirurgião vascular durante a consulta. A coloração pode ser fixa ou aparecer de forma alternada. 

O fenômeno de Raynaud é uma condição comum em que as extremidades do corpo, incluindo os dedos das mãos e dos pés, ficam avermelhadas quando o indivíduo se expõe a climas muito frios.

Isso acontece devido à constrição das veias menores, responsáveis pelo fluxo sanguíneo, fazendo com que o sangue não chegue até a região afetada.

  1. Alteração da temperatura

A mudança de temperatura nos membros inferiores também é um sinal de má circulação. 

Quando a perna fica mais fria, por exemplo, pode ser que a obstrução seja no sistema arterial. Quando fica mais quente, é provável que o problema esteja no sistema linfático, como a erisipela, problema linfático comum.

Essa alteração de temperatura pode ocorrer no mesmo membro ou de forma alternada. Caso o indivíduo verifique uma perna mais fria ou mais quente do que a outra, é provável que tenhamos um problema de circulação.

  1. Infecções recorrentes 

A erisipela é uma infecção no sistema linfático cujos sintomas mais recorrentes são vermelhidão, febre e bolhas nos membros inferiores. Também é decorrente de má circulação, mas da linfa.

  1. Alterações tróficas

A perda de pêlo também é um sinal da insuficiência venosa crônica. Às vezes, o paciente acredita que a causa dessa condição é o uso de meias apertadas. Mas, geralmente este é um sintoma de má circulação.

  1. Velocidade de crescimento das unhas

Quando há obstrução arterial crônica em apenas uma das pernas, as unhas do membro afetado costumam crescer mais lentamente do que as unhas do membro sadio. 

Então, observar se as unhas dos pés crescem de maneira igual é importante para saber se há ou não algum problema com a sua circulação.

  1. Atrofia muscular

A atrofia muscular acontece quando, devido à ausência de oxigênio, o membro afetado perde a força e se torna mais frágil até na execução de tarefas de rotina.

  1. Parestesias

A parestesia também é chamada de formigamento e costuma acontecer nas extremidades do corpo. Geralmente, o problema tem a ver com questões neurológicas, mas também é influenciado pela má circulação.

Um exemplo é a obstrução dos vasa nervorum, uma complicação do diabetes que faz com que os vasinhos que irrigam os nervos percam a capacidade de irrigação. 

Por causa disso, os nervos morrem e o paciente passa a ter o formigamento que, nesse caso, está relacionado a problemas neurológicos e vasculares. Mas, também pode ser decorrente de obstruções de vasos sanguíneos.

  1. Amaurose fugaz

Também conhecida como cegueira monocular transitória, na amaurose fugaz, o paciente fica cego de apenas um olho por um período e depois tudo volta ao normal.

Trata-se de um problema vascular que surge quando uma placa que fica na carótida se desprende e vai parar na artéria retiniana, causando a cegueira transitória. É uma situação que exige a consulta com um cirurgião vascular, pois também sugere a ocorrência de um AVC ou derrame em pouco tempo.

Além dos doze sinais da má circulação, podemos citar um décimo terceiro, também pouco conhecido: a síndrome do dedo azul. É uma isquemia que ocorre devido à falta de oxigênio na região. 

A síndrome acontece quando uma pequena placa aterosclerótica se desprende e para na artéria do dedo, impedindo o sangue de circular e provocando a mudança na cor desta extremidade.

Caso o indivíduo identifique alguns dos sintomas acima citados, é importante consultar um cirurgião vascular para que seja investigada a causa do problema e, em seguida, o tratamento mais adequado.

 

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Qual o melhor teste de gravidez de farmácia

Amato Consultório Médico - Thu, 12/09/2021 - 10:00

Qual mulher nunca recorreu a um teste de gravidez de farmácia logo depois que a menstruação atrasou? Difícil encontrar alguém que ainda não tenha experimentado esse produto. Além de rápido, acessível e fácil de usar, o teste de farmácia é uma estratégia interessante para que a mulher descubra se está grávida ou não, desde que usado corretamente. Mas, como escolher o melhor teste de gravidez diante de tantas opções disponíveis? É sobre isso que falaremos a seguir.

Como funciona o teste de gravidez?

Antes de tudo, você sabe como funciona o teste de gravidez e de que forma ele detecta se uma mulher está grávida ou não? É muito simples. Quando o corpo da mulher se prepara para gestar um bebê, o organismo produz um hormônio específico: o HCG.

Esse hormônio é facilmente perceptível através da urina. É por isso que os testes de farmácia precisam do contato com a urina da mulher para identificar a presença do HCG. Se isso acontecer, um bebê está a caminho.

Lembrando que o teste de farmácia pode apresentar falhas, dando um resultado equivocado, como o falso negativo, por exemplo. Dificilmente o exame vai dar falso positivo porque, como dissemos, ele se baseia na presença de um hormônio que só aparece durante a gravidez.

O falso negativo é mais comum porque a mulher pode ter feito o teste muito antes da liberação desse hormônio, que só é liberado alguns dias depois da instalação do embrião na parede do útero.

O HCG também é detectado através do exame de sangue chamado de BHCG, sempre indicado por ginecologistas em caso de suspeita de gravidez. O exame feito após a coleta de sangue em laboratório oferece resultados mais rápidos, precisos e assertivos do que o teste de farmácia.

Quando fazer o teste de gravidez de farmácia?

Sim, existe o momento certo para realizar o teste de gravidez. O recomendado é esperar a menstruação atrasar, pois, caso a gestação tenha se concretizado, o HCG já terá sido liberado. O resultado pode ser distorcido se o exame for feito antes desse período.

Também é importante saber que o hormônio é liberado pelo organismo cerca de uma semana depois da fecundação do óvulo pelo espermatozoide. No entanto, apenas alguns testes mais sensíveis podem detectá-lo, sendo mais confiável investir em um exame de sangue.

Afinal, qual teste de gravidez é o melhor?

Apesar da grande variação de opções no mercado, não há um único teste que seja considerado o melhor dentre todos os outros tipos existentes. Todos os testes de gravidez possuem a mesma funcionalidade, objetivo e usam a mesma técnica de detecção do HCG.

Ou seja, todos dependem da coleta da urina para identificar o hormônio da gravidez e fazem isso usando o mesmo método: molhando o bastão no xixi e liberando o resultado.

No entanto, existem alguns pontos que podem ser mais ou menos importantes para a mulher, dependendo da sua necessidade. 

A sensibilidade, por exemplo, é um desses pontos. Alguns testes de farmácias têm uma sensibilidade maior e podem detectar a gravidez antes mesmo do atraso da menstruação, quando a quantidade de HCG é bem pequena.

Outros testes são mais modernos, emitindo sinal sonoro ou apresentando o nome “grávida” no lugar das tradicionais e comuns listras no visor.

Mas, no geral, todos eles são bons e possuem precisão de até 99%. Sem dúvidas, é uma excelente porcentagem de acertos.

O que levar em conta na hora de comprar e usar um teste de gravidez

A eficácia dos testes disponíveis nas farmácias depende das condições apresentadas pelo produto e também da forma com que eles são utilizados. São fatores que podem influenciar no resultado e aos quais a mulher deve ficar atenta. Ao comprar o seu teste, verifique:

  • Prazo de validade;
  • Certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária);
  • Condições físicas da embalagem. O produto deve estar intacto;
  • Resposta do produto. Todos os testes devem apresentar um resultado, seja ele positivo ou negativo. Quando não mostra absolutamente nada é porque houve algum erro;

Além disso, é importante seguir algumas orientações quanto ao manuseio e realização do teste. Por exemplo:

Faça o teste no dia certo

Como vimos, logo depois da menstruação já é possível detectar o HCG. Mesmo assim, a concentração do hormônio pode variar de acordo com cada mulher. Se o resultado for negativo e a sua menstruação ainda não veio, refaça o teste.

Use a primeira urina do dia

Realize o teste quando fizer o primeiro xixi logo de manhã. Os níveis de HCG estão mais concentrados nesse momento e há mais chances de obter um resultado realmente preciso.

Siga as instruções do produto

Apesar de serem parecidos na forma de execução, é importante observar as orientações de cada teste e segui-las minuciosamente, principalmente no que diz respeito ao tempo de espera do resultado. 

Será que estou grávida?

O teste de gravidez de farmácia é muito interessante para detectar a gravidez em estágio precoce, logo que a menstruação atrasar. Mas, ele não é o único. Existem alguns sinais que o corpo da mulher apresenta quando a fecundação acontece. São eles:

  • Mamas maiores e mais doloridas;
  • Cólicas abdominais leves;
  • Sonolência ao longo do dia;
  • Cansaço sem motivo aparente;
  • Aumento da libido;
  • Aumento do apetite;
  • Idas frequentes ao banheiro para urinar;
  • Alterações na secreção vaginal;
  • Enjoos, vômitos e náuseas;
  • Queda da pressão arterial.

Vale lembrar que o exame de sangue é ainda mais eficiente do que o teste de farmácia no diagnóstico precoce da gravidez, podendo ser realizado, inclusive, antes da menstruação atrasar. 

Caso a mulher tenha mantido relações sexuais sem preservativo durante o período fértil e desconfie de uma gravidez, o exame de sangue é o mais indicado para acabar com a ansiedade e descobrir de uma vez por todas se está ou não no início de uma gestação.

O teste de gravidez de farmácia é um produto fácil de encontrar. Está disponível em qualquer farmácia e com preços muito acessíveis. Pode ser feito em casa, sem interferência ou indicação médica. Todas as vantagens fazem com que ele seja um produto muito consumido. Mas, não precisa se preocupar em escolher o melhor teste. Qualquer tipo adquirido vai atender às suas necessidades e expectativas. 

Dra. Juliana Amato

 

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Quantos dias após a menstruação é o período fértil

Amato Consultório Médico - Thu, 12/02/2021 - 10:00

Para engravidar ou evitar uma gravidez indesejada, a mulher deve ficar atenta ao seu período fértil. É durante essa fase que acontece a fecundação, com o encontro entre o gameta masculino (espermatozoide) e o gameta feminino (óvulo). O período fértil está diretamente ligado à menstruação e, assim como o fluxo menstrual, acontece todos os meses. Veremos agora quanto tempo depois da menstruação o corpo permanece apto para gerar um bebê.

Período fértil, ciclo menstrual e menstruação: o que tem a ver?

O ciclo menstrual é o intervalo entre uma menstruação e outra e começa a ser contado a partir do primeiro dia da menstruação daquele mês até o primeiro dia da menstruação seguinte.

Algumas mulheres têm ciclos regulares, com dias certos entre as menstruações. Outras não apresentam esse intervalo de forma rigorosa. Possuem ciclos irregulares, com intervalos que variam bastante sem seguir uma média.

Até aqui, você viu que o ciclo menstrual e a menstruação estão interligados. E o que tem a ver o período fértil com esses dois termos? Tem tudo a ver. O período fértil acontece, quase sempre, na metade do ciclo menstrual. Se a mulher tem um ciclo de 28 dias, o período fértil acontece por volta do 14º dia do ciclo. 

Mulheres que não têm certeza sobre o seu ciclo devem anotar em um calendário o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da próxima menstruação, durante uns 6 meses. Assim, ela terá mais certeza sobre a regularidade do seu ciclo.

Então, o ciclo menstrual é o tempo entre uma menstruação e outra. Enquanto o período fértil é quando a menstruação já foi embora e o corpo está pronto para liberar o óvulo e, caso esse óvulo seja fecundado, gestar um lindo bebê.

 

Quantos dias após a menstruação é o período fértil

Se o período fértil acontece depois da menstruação, quantos dias após o fluxo menstrual ele começa? Para visualizar melhor essa pequena conta, sugiro usar um calendário e anotar o primeiro dia da sua penúltima menstruação e o dia seguinte da sua última menstruação, ou da próxima, caso você saiba certinho quando ela deverá chegar.

Vamos lá. Normalmente, o período fértil da mulher acontece por volta da metade do ciclo menstrual, como já vimos no tópico anterior. Então, basta contar entre 10 e 14 dias após o primeiro dia da menstruação e você terá um momento propício para engravidar.

É uma conta simples, mas que pode confundir um pouco, principalmente quando a mulher não tem um fluxo menstrual bem definido ou quando o seu ciclo é bagunçado, o que é bem comum. Mesmo assim, é importante usar esse número de dias para ter um parâmetro pelo qual se basear.

É possível engravidar durante a menstruação?

Não é possível e para entender isso vamos definir a menstruação. O sangue menstrual que a mulher libera todos os meses acontece justamente porque não houve gravidez. 

O período fértil não é apenas a liberação do óvulo. É também a preparação completa do útero para acomodar e gerar uma criança. 

O corpo da mulher se programa para este evento. Quando isso não acontece, o endométrio (camada que reveste a parede interna do útero) se desprende e é liberada junto com outros tecidos uterinos, originando a menstruação.

Qual a probabilidade de engravidar após o período fértil?

Essa também é uma dúvida muito comum entre as mulheres. Na verdade, a mulher só engravida durante o período fértil porque é quando há a liberação do óvulo. Agora, o que pode acontecer é o ato sexual antes do período fértil, resultando em uma gravidez, às vezes, indesejada.

Explico: o espermatozoide tem uma sobrevida de até 4 dias dentro do útero da mulher. Caso ela mantenha relações sexuais alguns dias antes de entrar no período fértil, é possível que o seu óvulo encontre aquele espermatozoide circulando por ali e gere uma gravidez.

Engravidar depois do período fértil também pode acontecer desta forma. Supondo que você tenha certeza de que está no seu último dia fértil e, então, no dia seguinte mantém relações sexuais sem preservativo.

Caso o seu óvulo tenha sido liberado justamente no último dia fértil, ele permanecerá vivo por cerca de 24 horas e poderá encontrar o espermatozoide, liberado após o ato sexual sem camisinha. 

Também pode ser que a mulher não saiba que está dentro do período fértil e acabe engravidando. É muito comum quando ela tem um ciclo irregular ou quando se engana na hora de fazer o cálculo dos seus dias férteis.

É importante lembrar que o nosso organismo não funciona como um relógio, com exatidão de acontecimentos. Inúmeras variações e alterações podem acontecer até mesmo com mulheres que possuem ciclos regulares.

Como eu sei que estou no período fértil?

Para identificar melhor os dias em que está no período fértil ou não, temos algumas dicas que, juntas, aumentam a eficácia dessa informação. O que você deve observar:

  • A vagina libera um muco mais grosso e gelatinoso, sem cor e sem cheiro. Esse muco deixa o ato sexual mais agradável;
  • O seu apetite sexual aumenta;
  • A vontade de comer doces e frituras também fica mais forte;
  • Você sente seu corpo mais quente do que nos outros dias;
  • Você fica mais irritada, aborrecida sem motivo;
  • É possível que você sinta alguma pontada na região do ventre, como uma pequena cólica passageira;
  • Seu rosto fica mais oleoso, fazendo com que cravos e espinhas surjam com facilidade.

Algumas mulheres associam estes sintomas a uma possível tensão pré-menstrual (TPM) antecipada. Mas, na verdade, é o corpo que está se preparando para liberar o óvulo, receber o espermatozoide, realizar o encontro entre eles e iniciar uma gravidez.

Lembra que dissemos que o organismo da mulher se prepara para este evento? Todos esses sinais são resultado das funções biológicas do corpo, do gasto de energia e da ação dos hormônios, todos envolvidos nesse processo que acontece todos os meses.

E, quando não acontece, a menstruação desce, como também já explicamos anteriormente. 

É muito importante saber todas essas informações sobre o seu corpo. Apesar de serem conceitos básicos, ainda são muito envoltos em dúvidas, preconceito e desinformação, principalmente por causa da resistência da sociedade em falar sobre o assunto. 

Caso ainda tenha alguma dúvida sobre esta ou outra questão envolvendo a sua intimidade ou fertilidade, não deixe de consultar o seu ginecologista.

Dra. Juliana Amato

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Posso ingerir bebida alcoólica durante a amamentação?

Amato Consultório Médico - Wed, 12/01/2021 - 10:00

Festas de final de ano chegando e as mamães em aleitamento materno se veem frente a uma infinita variedade de bebidas, muitas vezes não experimentadas durante o ano inteiro. Celebração, ceia, drinks… como o álcool pode interferir na amamentação? Mamães amamentando podem ingerir bebida alcoólica?

 

As principais recomendações afirmam que o consumo de bebidas alcoólicas é considerado compatível com a amamentação, mas isso não significa que seja recomendado. A mãe pode, sim, tomar um drink eventualmente, desde que com alguns cuidados. Idealmente, o bebê não deve estar em aleitamento materno exclusivo, ou seja, deve ter outras fontes alimentares além do leite materno, o que, em geral, acontece após os seis meses de vida.

 

Além disso, o nível de álcool que chega até o leite está relacionado à quantidade ingerida, quanto menor a quantidade, mais rápido “sairá” do organismo. Também devemos estar atentos ao horário da próxima mamada: uma mulher de aproximadamente 60 kg leva de duas a três horas para metabolizar uma porção de álcool (um copo de cerveja ou uma taça de vinho, por exemplo). Por isso, a recomendação é de que a mãe aguarde, no mínimo, duas horas após a ingesta de álcool para oferecer o peito novamente ao bebê.

 

Bebidas destiladas demoram ainda mais para serem eliminadas; por outro lado, se o álcool é consumido junto com comida, a absorção é mais baixa, passando menos pelo leite. É sempre importante também lembrar que o álcool diminui a produção de leite.

 

Portanto, para as mamães que amamentam mas não querem abrir mão de um drink nas festas de final de ano, atenção às recomendações, prefira fermentados, ingira pouca quantidade e de preferência com alimentos, beba muita água e aguarde pelo menos 3 horas para amamentar seu bebê novamente.

 

Além de tudo isso, existem fitas que medem a quantidade de álcool no leite, contra indicando o aleitamento caso esses níveis estejam altos. A informação é a maior arma a favor das mulheres que querem amamentar, com isso o seu momento de celebração se torna mais seguro e prazeroso.

 

*Por Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

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Qual a diferença entre ovulação e período fértil

Amato Consultório Médico - Thu, 11/25/2021 - 10:00

Ovulação e período fértil são conceitos e situações que se relacionam. Ambos acontecem ao mesmo tempo e são necessários para que ocorra uma gestação. Porém, não são sinônimos. Até as mulheres que estudam bastante os seus corpos e funções têm dúvidas a esse respeito. Por isso, vamos acabar de vez com essa confusão. Saiba mais a seguir!

Processo de fecundação: como acontece

Antes de destacar a diferença entre ovulação e período fértil, vejamos como acontece a gestação dentro do útero da mulher. Para que haja fecundação é necessário que ocorra o encontro do óvulo, liberado pela mulher, com o espermatozoide, liberado pelo homem.

Quando o gameta masculino encontra o gameta feminino, um embrião é formado. A partir daí, o corpo da mulher começa a se adaptar à gestação daquele bebê que está por vir. O atraso da menstruação, por exemplo, é o primeiro sinal.

O que é ovulação

A ovulação é o desprendimento do óvulo do folículo ovariano. Acontece assim: todos os meses, o corpo da mulher se prepara para uma gestação. O ovário é o responsável pela liberação dessa célula reprodutiva da mulher, por meio do folículo, cavidade que envolve o óvulo. 

Quando está maduro o suficiente, esse óvulo é solto e capturado pelas trompas uterinas. Caso a mulher mantenha relações sexuais sem preservativo nesse período, ela poderá engravidar visto que o espermatozoide poderá encontrar e fecundar o óvulo.

Quando há esse encontro, o óvulo fecundado desce até o útero, se instala em sua parede interna e começa, então, uma gravidez.

A ovulação acontece apenas uma vez por mês, sendo possível que a mulher libere um ou mais óvulos. É quando ocorre a gravidez de gêmeos, por exemplo.

Outro fato importante sobre a ovulação é que a quantidade de óvulos da mulher vai diminuindo com o passar do tempo, por causa da liberação mensal. É por esse motivo que uma mulher, a partir dos 35 anos, tem mais dificuldade de engravidar.

Já o homem não tem esse problema em relação aos seus gametas masculinos. Desde que esteja saudável, ele continua liberando espermatozoides em quantidade e condições adequadas para uma gravidez.

Como a mulher pode saber se está ovulando

Conhecer o ciclo menstrual é um ponto importante para ter essa informação. O ciclo começa no primeiro dia da menstruação e termina no primeiro dia da menstruação seguinte. Quando a mulher tem um ciclo menstrual regular, a ovulação acontece por volta da metade desse período. 

Anotar em um caderninho ou calendário todas as fases da menstruação é uma maneira de conhecer mais sobre o corpo e todas as suas alterações durante essa fase. São sinais que também apontam para uma ovulação:

  • Aumento da libido;
  • Aumento do apetite;
  • Cólica leve;
  • Secreção vaginal mais espessa e pegajosa;
  • Aumento da temperatura corporal;
  • Irritação e inquietação;
  • Pele mais oleosa, com surgimento de espinhas.
O que é período fértil

Vamos agora para o período fértil. No começo desse artigo, dissemos que o período fértil e a ovulação se relacionam. Como isso acontece? Bom, é durante o período fértil, e somente nesse período, que a ovulação acontece. Ou seja, o óvulo é liberado pelo ovário.

Então, a ovulação é uma ação que acontece dentro do período fértil da mulher. É por isso que definimos essa fase como o momento propício para que ocorra uma gestação. Justamente porque o óvulo foi liberado e pode encontrar o espermatozoide, gerando um embrião.

O período fértil acontece, geralmente, por volta da metade do ciclo menstrual da mulher, com acréscimo de dois ou três dias antes e depois dessa data. Quando a mulher tem um ciclo menstrual regular, fica mais fácil obter essa informação.

Mas, se a mulher só ovula uma vez e libera, quase sempre, um óvulo apenas, quer dizer que esse óvulo permanece ativo durante todo o período fértil? Não. Na verdade, o óvulo tem uma vida útil de apenas 24 horas. 

Entretanto, não é possível saber com certeza o dia exato da sua liberação. O óvulo pode ser solto pelo ovário em qualquer dia do período fértil, estando disponível para a fecundação. Caso esse encontro não aconteça, ele é expelido junto com o sangue menstrual.

Por isso, o casal que está tentando engravidar deve manter relações sexuais sem preservativo dentro do período fértil. Contudo, não é necessário se relacionar todos os dias. Fazer sexo em dias alternados é o mais indicado, pois há mais qualidade no material liberado pelo homem.

 

É possível engravidar fora do período fértil?

Não é possível. Como vimos, para que haja uma gravidez é preciso que o espermatozoide fecunde o óvulo. Como o óvulo só é liberado no período fértil, não há chance desse encontro acontecer. 

Então, se a mulher quiser engravidar, ela precisa manter relações sexuais obrigatoriamente dentro do seu período fértil. 

Contudo, vale um alerta. Muitas mulheres possuem um ciclo menstrual irregular, não sabem quando estão férteis e se preparam de forma errada para engravidar ou evitar uma gravidez. No final, acabam se surpreendendo com uma gestação porque tiveram relação sexual sem proteção em um momento em que estava fértil sem saber.

O que também pode influenciar nessa questão é o tempo de vida de um espermatozoide. Enquanto um óvulo tem uma sobrevida de 24 horas apenas, um espermatozoide pode permanecer vivo dentro do útero da mulher por até 5 dias.

Portanto, a mulher pode engravidar devido à uma relação sexual que ela manteve sem preservativos cinco dias atrás. Vejamos um exemplo:

Supondo que uma mulher tenha um ciclo regular, controle direitinho seus dias férteis e decida manter relações com seu parceiro cinco dias antes de começar o seu período fértil. Caso o seu óvulo seja liberado no primeiro dia desse período, há ainda a chance do espermatozoide, em seu 5° dia de vida útil, encontrar o óvulo e provocar a fecundação. 

É por esta razão que muitas mulheres acreditam que engravidaram fora do período fértil. Na verdade, a relação sexual aconteceu fora dessa fase, mas o encontro dos gametas ocorreu no momento correto e esperado pelo organismo.

Agora você já sabe a diferença entre ovulação e período fértil e não fará mais confusão com esses dois termos. Saber como funciona o corpo da mulher, especialmente durante essa fase tão importante, é fundamental para evitar ou para aumentar as chances de uma gravidez. Para saber mais, consulte o seu ginecologista.

Dra. Juliana Amato

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Como saber quando está no período fértil

Amato Consultório Médico - Thu, 11/18/2021 - 10:00

Chamamos de período fértil aqueles dias em que a mulher está apta a engravidar. Nesse período, a mulher está ovulando e, caso mantenha relação sexual sem preservativo, ela pode engravidar. Lembrando que é apenas no período fértil que uma gestação pode acontecer. Mas, como a mulher pode saber se está ou não no período fértil? Existem algumas características biológicas que o corpo apresenta durante essa fase e que servem de alerta para a mulher. Veja a seguir com mais detalhes!

O que acontece no período fértil

Você já sabe o que é o período fértil, mas e o que acontece nesse momento? Você sabe? Quando está no período fértil, o corpo da mulher se prepara para gerar um bebê. 

Para isso, o ovário libera um único óvulo que deverá ser fecundado por um espermatozoide, caso ela mantenha relações sexuais sem proteção. Esse óvulo tem uma vida útil de cerca de 24 horas. Depois desse tempo, ele é eliminado junto com a menstruação.

O período fértil acontece sempre uma vez por mês, geralmente na metade do ciclo menstrual.

Como saber quando a mulher está no período fértil

Identificar o período fértil nem sempre é uma tarefa simples. Principalmente porque nem todas as mulheres têm domínio sobre os seus corpos. Mas, as dicas a seguir podem ajudar.

Observe o seu ciclo menstrual

O ciclo menstrual é o intervalo entre uma menstruação e outra. Ele começa no primeiro dia da menstruação e termina no primeiro dia da menstruação seguinte. Algumas mulheres possuem ciclos regulares, que duram 25, 28 dias ou 30 dias, por exemplo.

Nesses casos, é mais fácil identificar o período fértil, pois ele acontece na metade desse ciclo. Ou seja, a mulher que tem um ciclo regular de 28 dias, está fértil por volta do dia 14, sendo necessário acrescentar três dias antes e três dias depois.

Caso esteja tentando engravidar, é nesse momento que ela deve manter relações sexuais sem contraceptivo, de prefência, alternando o ato sexual para dia sim, dia não. 

E quando a mulher tem ciclo irregular? Nesse caso, saber se está no período fértil é mais difícil. A orientação é avaliar os ciclos dos últimos seis meses, descobrir a média de todos eles e usá-la como parâmetro para identificar a fase ovulatória.

Use a tabelinha

A tabelinha é um método contraceptivo não invasivo muito utilizado pelas mulheres para definir o ciclo menstrual e identificar o período fértil. O primeiro passo é anotar o primeiro e o último dia da menstruação. Depois, encontrar a metade desse período, marcando os três anteriores e posteriores. Veja como calcular a tabelinha.

Caso queira engravidar, esse é o momento de se relacionar sexualmente. Caso queira evitar a gravidez,  a mulher deve evitar o ato sexual sem preservativo nesse período. 

Usar a tabelinha para evitar a gravidez não é muito seguro, por causa das variações comuns da ovulação. O ideal é utilizar esse método atrelado a outro tipo de controle de fertilidade.

Calculadora de período fértil

A calculadora de período fértil é uma espécie de tabelinha moderna. A mulher insere os dados do seu ciclo menstrual e, como resposta, recebe aqueles dias que serão o seu período de ovulação.

Observe o seu corpo

Como dissemos, o corpo dá sinais de que está se preparando para gerar um bebê. É possivel reconhecer as fases do seu ciclo. Veja a seguir como analisar as reações do seu corpo nessa fase:

Muco cervical

Quando está no período fértil, a mulher libera uma secreção mais pegajosa, gelatinosa, esbranquiçada ou um pouco amarelada. Esse muco é produzido pela vagina para favorecer a caminhada do espermatozoide até o útero, além de tornar a relação sexual mais agradável.

Apetite

A mulher sente mais fome quando está no período fértil. O motivo é o grande gasto energético do organismo para deixar o corpo pronto para gestar um bebê.

Desejo sexual

A libido também aumenta nesse período devido às inúmeras alterações hormonais que acontecem no corpo da mulher. Então, sabe aquele dia em que você está com um desejo sexual além do normal? É uma demonstração que a sua fertilidade está em alta.

Aparecimento de espinhas

As espinhas aparecem porque a pele da mulher fica mais oleosa do que o normal durante a fase ovulatória.

Temperatura

Algumas mulheres relatam uma mudança sutil na temperatura, sempre para mais. Apesar de não ser uma característica fácil de perceber, quando a mulher já vem monitorando esse sintoma, é possível saber, com a ajuda de um termômetro, que o corpo está um pouco mais quente.

Dor pélvica

Também chamada de dor da ovulação, a dor pélvica acontece como uma pontada, no meio do ciclo menstrual e dura alguns segundos. É como se fosse uma pequena cólica, passageira, indicando a liberação do óvulo.

Instabilidade emocional

Ansiedade, irritação, choro fácil são algumas alterações emocionais provocadas pela movimentação hormonal que acontece no corpo da mulher. Também é um bom sinal para analisar por volta da metade do seu ciclo.

Todos esses sinais do corpo devem ser observados, principalmente se a mulher não tem o ciclo regular e precisa de outros sintomas para saber quando está no período fértil.

Em um primeiro momento, é natural que a mulher não consiga identificar com clareza todos eles. Contudo, avaliando um ou dois ciclos, já é possível notar as alterações no seu corpo.

É possível engravidar fora do seu período fértil?

Apesar de algumas mulheres relatarem que já engravidaram fora do período fértil, essa não é uma verdade, de fato. Como vimos, o período fértil se caracteriza pela disponibilidade do óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide.

Sem óvulo, não há fecundação. E se o óvulo só é liberado no período fértil, e uma vez ao mês, não é difícil fazer a relação entre o gameta masculino e o gameta feminino durante essa fase.

O que pode acontecer é o seguinte. O espermatozoide tem uma vida útil de até 72 horas, ou mais. Isso quer dizer que ele permanece vivo dentro do útero da mulher por 3 ou 4 dias. 

Supondo que o período fértil da mulher aconteça por volta do dia 10. Sabendo disso, ela mantém relações sexuais até o dia 7, por exemplo. Lá para o dia 11 ou 12 o espermatozoide ainda está vivo, podendo encontrar e fecundar o óvulo que será liberado a qualquer momento. E é isso que acontece, em muitos casos. Sabe a frequencia ideal de relação para conseguir engravidar?

Com todas essas dicas, ficou muito mais fácil para você, mulher, saber quando está no período fértil. Assim, você pode ou aumentar o número de relações sexuais sem contraceptivo, se quiser engravidar, ou evitar o contato íntimo, caso uma gravidez não esteja nos seus planos.

Não se esqueça de consultar um ginecologista para uma avaliação completa sobre seu corpo e sua fertilidade.

Dra. Juliana Amato

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14/11 – Dia Mundial do Diabetes: Doença silenciosa atinge cerca de 14 milhões de brasileiros

Amato Consultório Médico - Sun, 11/14/2021 - 09:00

Doença silenciosa, que apresenta sintomas apenas quando já está em fase mais avançada. O diabetes, que é o excesso de açúcar no sangue, atinge mais de 10% da população mundial. No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas têm a doença.

Existem diversos tipos de diabetes: tipo 1, tipo 2, MODY e LADA, mas o mais comum é o diabetes Tipo 2. No caso do diabetes tipo 1, em geral a doença manifesta-se muito precocemente. Geralmente, é causada por auto imunidade contra as células pancreáticas produtoras de insulina.

Os sintomas característicos são sede e fome excessivas, perda de peso, sendo que visão turva, infecções genitais, dores, cansaço e fraqueza também podem aparecer. Em geral, apenas quando a glicemia está acima de 180 mg/dl é que as pessoas começam a ter os primeiros sinais.

O diabetes pode estar relacionado a outras comorbidades. Por exemplo, o paciente com fibrose cística que é uma doença sistêmica, tem uma destruição de todas as glândulas exócrinas, podendo cursar com diabetes insulino dependente. Paciente com hemocromatose pode ter diabetes pelo excesso de depósito de ferro no pâncreas, além da obesidade que a principal doença relacionada ao diabetes tipo 2.

O tratamento do diabetes na criança e adulto é similar, o que muda são os alvos de controle da hemoglobina glicada. Nas crianças pode ser mais permissivo, até 8%, e no adulto, até 7%.

A amamentação pode colaborar com menos incidência de diabetes tipo 1. Já a prevenção da obesidade associado a hábitos de vida saudáveis são grandes aliados contra o aparecimento do diabetes tipo2.

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Quando a inseminação pode ser necessária?

Amato Consultório Médico - Thu, 11/11/2021 - 10:00

Após algumas tentativas de engravidar, sem sucesso, o casal começa a pensar na possibilidade de aderir a um tratamento de inseminação artificial. É natural que a ansiedade e o desejo de engravidar rápido despertem o desejo de logo partir para uma intervenção médica. Sabemos que a inseminação artificial é um método com ótimos resultados no alcance da gravidez. Mas, quando, de fato, a inseminação pode ser necessária? Será que ela deve ser escolhida para todo e qualquer caso?

 

O que é infertilidade?

Antes de falarmos sobre a inseminação artificial, é fundamental trazer o conceito correto de infertilidade. Dizemos que um casal está com problemas de fertilidade quando ele tenta engravidar após várias tentativas e depois de um determinado período de tempo.

Casais jovens podem engravidar de forma natural em até um ano de tentativas. Casais em que a mulher tenha mais de 35 anos têm um prazo menor, cerca de seis meses. E quando a mulher tem 40 ou mais, há a necessidade de investir em um tratamento de fertilidade, pois a produção de óvulos é quase inexistente.

Lembrando que a infertilidade masculina é tão comum quanto a feminina. Cerca de 40% de todos os casos de infertilidade são causados por questões masculinas, outros 40% por problemas femininos e os 20% restantes não têm causa definida.

O que é inseminação artificial?

A inseminação artificial é um tipo de tratamento de infertilidade, com baixa complexidade, indicado quando a gravidez não acontece naturalmente. Consiste na introdução de espermatozoides no útero da mulher, para que ocorra a fecundação.

Antes, a mulher passa por uma estimulação ovariana para que o óvulo seja liberado no tempo determinado pelo médico. Enquanto isso, o homem tem o seu sêmen recolhido, do qual são extraídos os melhores espermatozoides.

Além de tratar problemas de infertilidade, a inseminação artificial é uma opção para garantir uma gravidez tardia e também para que uma mulher possa gerar um filho sem a interação física com um homem.

 

Quando a inseminação pode ser necessária?

Em primeiro lugar, quem pode indicar o melhor método de reprodução assistida é o médico ginecologista. Ele faz a indicação de acordo com o problema apresentado pelo homem ou pela mulher e após a avaliação completa dos dois pacientes. Em todo caso, existem algumas situações para as quais a inseminação é mais indicada:

Mulheres com menos de 35 anos, sem alterações nas trompas

Por que mulheres com menos de 35 anos? Porque as mulheres jovens possuem uma ovulação mais frequente. À medida que o tempo passa, o número de óvulos vai diminuindo, sendo cada vez mais difícil uma fecundação de forma natural.

Além disso, para aderir a um procedimento de inseminação artificial, é necessário que a mulher tenha, ao menos, uma trompa funcionando corretamente. 

É nas trompas que acontece o encontro do óvulo com o espermatozoide. Logo, se houver qualquer tipo de obstrução, a fecundação não tem como acontecer.

Esse é um exemplo claro que mostra a importância da realização de exames completos que permitam a visualização e a verificação de todas as funcionalidade dos órgãos internos da mulher. Do contrário, o resultado pode de um tratamento incompleto pode ser bem frustrante.

Mulheres que desejam uma gestação independente

Mulheres que desejam ser mães sem a participação direta do homem também encontram na inseminação artificial uma forma de realizar este sonho. Como vimos, na inseminação o espermatozoide é injetado no útero da mulher. Então, não há necessidade de relação sexual e nem de saber de quem veio aquele gameta masculino.

Mulheres férteis que formam casais homoafetivos

Quando duas mulheres homoafetivas decidem engravidar, elas também podem optar pela inseminação artificial. Nesse caso, uma delas é a escolhida para gerar o bebê, uma escolha que deve levar em conta não só o desejo pessoal, mas também as condições de saúde.

Casais jovens ou não, cujo problema de infertilidade não seja identificado

Mesmo após uma extensa avaliação da saúde do casal, é possível que o médico não descubra o que, de fato, esteja atrapalhando a gravidez pelo ato sexual. Então, ele pode optar pela inseminação artificial, aumentando as chances da gestação.

Mulheres com ovulação irregular

Como já falamos algumas vezes aqui, mulheres com ciclos irregulares não conseguem identificar o seu período fértil e não sabem quando estão ovulando, dificultando a fecundação pelo modo tradicional.

Uma das fases da inseminação artificial é a estimulação ovariana. Ou seja, a mulher recebe alguns estimulantes para que seja capaz de liberar o óvulo dentro do período desejado pelo médico que, geralmente, é em torno de 36 horas após esse processo.

Dentro dessa janela de tempo, o espermatozoide é introduzido no útero onde, em breve, encontrará o óvulo e poderá iniciar uma gestação.

Homens com problemas relacionados ao sêmen

Como vimos, homens também apresentam problemas de fertilidade, com uma grande variedade de diagnósticos. Os mais comuns são:

  • Produção de espermatozoides de baixa qualidade;
  • Produção insuficiente de espermatozoides;
  • Dificuldade ou impossibilidade de ejacular dentro do útero da mulher;
  • Ejaculação retrógrada: quando o sêmen é lançado para trás e não para frente, como o esperado;
  • Problemas relacionados à disfunção erétil, como impotência sexual ou dificuldades de ereção por uso de drogas ou por complicações de doenças;
Congelamento de gametas para concepções futuras

A inseminação artificial também é indicada quando o homem ou a mulher desejam congelar os seus gametas pensando em uma concepção futura, o que costuma acontecer nas seguintes situações:

  • Quando o homem ou a mulher iniciam o tratamento contra o câncer através de quimioterapia;
  • Quando o homem pretende realizar uma vasectomia ou alguma cirurgia nos testículos que possam comprometer a qualidade dos seus espermatozoides;
  • Quando a gravidez não é desejada naquele momento, mesmo que não haja nenhum problema biológico que impeça a fecundação, o que deverá acontecer com o avançar da idade.

Além de todas essas indicações, a inseminação artificial também é uma opção para casos em que o canal vaginal é muito ácido e interfere no tempo de vida do espermatozoide.

Como vimos, a inseminação artificial pode ser necessária em casos específicos envolvendo a infertilidade masculina ou feminina e também abrange escolhas pessoais, como a gravidez em uma relação homoafetiva e a produção independente. Em todos esses casos, e em muitos outros, é fundamental o acompanhamento do médico em todas as etapas da busca pela gravidez. Apenas após uma avaliação aprofundada e precisa da saúde e características do paciente, o médico pode traçar um objetivo e as melhores formas de alcançá-lo.

Dra. Juliana Amato

Veja também: Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial?

Os 3 principais tratamentos para engravidar.

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Categories: Medical

O que você precisa saber sobre reprodução assistida?

Amato Consultório Médico - Thu, 11/04/2021 - 10:00

A reprodução assistida consiste em um conjunto de métodos utilizados como forma de tratamento para casais que não conseguem engravidar por meios naturais. Consideramos meios naturais a concepção tradicional, através do ato sexual, sem qualquer intervenção externa. Quando um casal jovem e saudável tenta engravidar por cerca de um ano, mantendo relações sexuais sem uso de contraceptivo e não atinge o objetivo, é um indicativo de que ambos precisam buscar orientação médica para identificar casos de infertilidade.

Reprodução assistida: tratamentos de baixa complexidade

São tratamentos de baixa complexidade aqueles que não fazem uso de grandes intervenções médicas durante a fecundação. Basicamente, é feita a estimulação da ovulação e a introdução dos espermatozoides no útero da mulher com o objetivo de fecundar o óvulo. Temos duas opções:

Coito programado

É chamado de coito programado a indicação exata do momento em que o casal precisa manter relações sexuais para que o espermatozoide consiga fecundar o óvulo. Antes disso, é feita a indução da ovulação com o uso de medicação injetada.

Essa indução faz crescer o folículo. Dessa forma, a mulher vai ovular no período que o médico desejar, o que acontece por volta de 36 horas após a aplicação da medicação. O próximo passo é a orientação para que o casal faça sexo sem preservativo naquele período indicado pelo médico, aumentando as chances de acontecer uma gravidez.

Inseminação artificial

Na inseminação artificial, também ocorre a estimulação da ovulação da mulher com o uso de medicação. Depois, o homem passa por uma coleta de sêmen em que vão ser escolhidos os espermatozoides mais fortes e saudáveis.

36 horas depois, esse sêmen é introduzido no útero, através de um cateter. É nesse momento em que há a grande chance de o espermatozoide encontrar o óvulo que será liberado pela mulher. Se isso acontecer, temos uma gravidez em evolução.

Para quem é indicado o tratamento de baixa complexidade

O tratamento de baixa complexidade, coito programado e inseminação artificial, é indicado nos seguintes casos:

  • Quando a mulher só tem problema ovulatório, ou seja, quando ela tem um ciclo irregular, por exemplo;
  • Quando a mulher tem menos de 35 anos. Nessa fase, as chances dessa mulher ovular são boas, o que possibilita melhores resultados do tratamento;
  • Quando o homem tem boa quantidade de espermatozoides que permitem o tratamento.

 

Reprodução assistida: tratamentos de alta complexidade

Os tratamentos de alta complexidade, como o nome já sugere, são um pouco mais complexos e exigem intervenções maiores do médico que acompanha o casal. Podemos listar dois tipos:

Fertilização in vitro convencional

Na fertilização in vitro do tipo tradicional, ocorre a colocação do sêmen na placa junto com o óvulo para que ocorra a com fecundação sem interferência do profissional.

Fertilização in vitro pelo método ICSI

Na fertilização in vitro pelo método de ICSI (injeção intracitoplasmática) há a introdução do gameta masculilno, o espermatozoide, no gameta feminino, ou seja, no óvulo. Nesse caso, a fecundação não acontece de forma natural. Ela é induzida diretamente pelo profissional responsável por aquela atividade.

Como é feito o processo

Em primeiro lugar, é realizada a estimulação da ovulação com medicações injetáveis, de 10 a 12 dias, para estimular o crescimento dos folículos já determinados no início do ciclo.

Diferente da inseminação artificial, a indução da ovulação é feita para o crescimento de vários folículos e não apenas de um.

Quando o folículo está no tamanho adequado para a ovulação, é aplicada uma nova medicação para que esta ovulação aconteça 36 horas depois. O passo seguinte é a retirada dos óvulos, mediante a sedação da mulher.

No mesmo dia, o homem colhe o sêmen no laboratório. Este sêmen é usado para fertilizar os óvulos retirados. Essa fertilização pode ocorrer através do método tradicional ou através do método de injeção intracitoplasmática.

Para quem é indicada a fertilização in vitro

As duas opções de fertilização in vitro são metodologias diferentes com indicações diversificadas também. Normalmente, são voltadas para os seguintes casos:

  • Quando o casal está há muito tempo tentando engravidar, após terem experimentado diversas técnicas de fecundação, sem sucesso;
  • Quando a mulher tem mais de 35 anos;
  • Quando a mulher apresenta algum problema tubário ou obstrução tubária e que não consegue engravidar de forma natural;
  • Quando o homem apresenta oligospermia: liberação de uma quantidade inadequada ou insuficiente de espermatozoides durante a ejaculação;
  • Quando o homem apresenta azoospermia: ausência total de espermatozoides durante a ejaculação.

 

E o que acontece depois?

Todo o tratamento dura entre 10 e 15 dias. Depois da fertilização, o embrião é observado e, no terceiro dia, ele é classificado como bom, ruim ou regular. Depois, pode ser transferido para dentro do útero, caso o médico verifique a qualidade suficiente do material.

12 dias depois, é feito um exame de beta HCG, o exame de gravidez, para ver se o procedimento deu certo. Em caso positivo, a mulher deve seguir as orientações para que a gravidez evolua de forma saudável. 

Em caso negativo, o retorno ao médico deve acontecer para verificação do que deu errado e para que novas estratégias sejam traçadas.

Como escolher o melhor tratamento?

Antes de recorrer a um ou outro tratamento, o melhor a fazer é conversar com o médico. Só ele pode indicar aquele tratamento com chances maiores de um resultado satisfatório, de acordo com as características de cada casal.

Quais são as chances de dar certo na primeira vez?

Essa é uma pergunta muito comum feita por quem se submete a um tratamento de reprodução assistida, seja de baixa ou alta complexidade. É compreensível a ansiedade e o desejo de que tudo dê certo logo na primeira tentativa.

Entretanto, devemos lembrar que cada casal é diferente e apresenta problemas diferentes. Sendo assim, não há como generalizar e estabelecer uma possibilidade que atenda a todas as pessoas. 

Ou seja, não há como prever se o resultado da reprodução vai ser positivo ou não. A recomendação é conversar com o médico que faz o acompanhamento e solicitar dele uma estimativa. Essa estimativa será um pouco mais precisa, de acordo com o diagnóstico de cada caso.

Remédios para ovular funcionam?

Muitas mulheres relatam o uso de remédios que estimulam a ovulação, mas não é uma prática indicada se não houver acompanhamento médico. O uso contínuo dessas substâncias pode agredir o útero e causar doenças graves, como o câncer de ovário, por exemplo.

 

Essas são as informações básicas que você precisa saber sobre reprodução assistida. A partir desses conceitos, já é possível ampliar os seus conhecimentos e ter uma visão um pouco mais aprofundada sobre os tratamentos para engravidar, facilitando a compreensão e o processo de escolha.

Dra. Juliana Amato

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Categories: Medical

Como identificar os dias mais férteis do mês?

Amato Consultório Médico - Thu, 10/28/2021 - 10:00

Para a mulher, identificar os dias mais férteis do mês é fundamental para que ela tenha um domínio maior sobre o seu corpo. Com isso, ela pode se preparar para conseguir uma gestação ou, se for o caso, para evitar uma gravidez. Apesar de passar por isso todos os meses, muitas mulheres ainda sentem dificuldades em perceber quando os seus corpos estão se preparando para gestar um bebê. Pensando nisso, resolvemos listar aqui um conjunto de sinais que ajudam a identificar o período fértil. Continue lendo.

O que é o período fértil

Antes de falarmos sobre como identificar os dias mais férteis do mês, precisamos deixar claro o que é o período fértil. Você saberia dizer o que significa esse período na vida da mulher?

O período fértil compreende um conjunto de dias em que o corpo da mulher está propício para iniciar uma gravidez. Nessa fase, que acontece todos os meses, os ovários liberam um óvulo que fica à espera do espermatozoide para ser fecundado.

Caso ocorra a fecundação, é o início de uma gravidez, com a formação e desenvolvimento do embrião. Se não houver fecundação, o óvulo é liberado junto com outros tecidos das paredes uterinas. É o que chamamos de menstruação.

Ovulação e período fértil

Aqui, vale fazer uma diferenciação de conceitos: ovulação e período fértil não são a mesma coisa. O período fértil são os dias em que a mulher pode engravidar. Já a ovulação é o período em que o óvulo é liberado, ficando disponível por cerca de 24 horas.

O que acontece é que o espermatozoide tem uma sobrevida de até 5 dias dentro do útero da mulher. Portanto, é possível que a mulher engravide ainda que mantenha relações sexuais fora do seu perído de ovulação, já que o espermatozoide ainda estará vivo quando o seu óvulo for liberado.

Por exemplo: imagine que o seu período fértil seja entre os dias 10 e 15. Você resolve manter relações sexuais sem proteção no dia 7 acreditando não haver riscos de engravidar. Caso você ovule entre os dias 10 e 12, o espermatozoide ainda estará disponível no seu corpo e poderá fecundar o óvulo liberado, começando uma gravidez.

E quando ocorre o período fértil? 

Bom, o período fértil acontece, geralmente, sempre no meio do ciclo menstrual da mulher. Caso ela tenha a sua menstruação a cada 28 dias, por exemplo, o seu período fértil acontece por volta do 14° dia, compreendendo ainda os três dias antes e três depois.

O período fértil acontece todos os meses. É o momento em que a mulher deve manter relações sexuais sem preservativo, caso queira engravidar. Ou, se quiser evitar uma gravidez, precisa evitar o ato sexual ou fazê-lo com uso de contraceptivos.

Como identificar os dias mais férteis do mês

Quando a mulher tem um ciclo menstrual regular é mais fácil identificar esses dias férteis. Por outro lado, muitas mulheres possuem ciclos totalmente irregulares, sendo muito difícil saber o dia exato em que estão ovulando.

Por isso, é importante conhecer bem os sinais emitidos pelo corpo e, a partir destas informações, descobrir o momento em que ele está pronto para começar uma gestação.

Vagina mais lubrificada

Quando a mulher está no seu período fértil, o muco vaginal se torna mais volumoso, sendo produzido em quantidade maior do que o normal. Normalmente, é um corrimento sem cheiro, de cor branca ou transparente, e com textura gelatinosa.

O muco é produzido pelo corpo como uma maneira de facilitar o acesso do espermatozoide ao óvulo, auxiliando na sua jornada até lá. O muco também protege o gameta masculino da acidez característica do canal vaginal, além de servir como lubrificante natural, deixando a relação sexual mais agradável.

Desejo sexual aumenta

O aumento da libido na mulher também está relacionado ao seu período fértil. O apetite sexual aumenta por causa da atuação de dois hormônios específicos, o estrogênio e a testosterona, que também deixam a mulher mais atraente.

Então, se perceber um aumento na vontade de manter relações sexuais com o seu parceiro em um período específico, é um sinal de que está no período fértil.

Temperatura um pouco elevada

A temperatura corporal costuma aumentar durante a ovulação. A variação é bem sutil, com uma diferença de um ou dois graus, sendo necessário um termômetro para ter um dado mais preciso.

Apetite aumenta

O processo desenvolvido pelo organismo para preparar o corpo para uma gestação consome muita energia. E é por esse motivo que o apetite alimentar da mulher aumenta bastante nesse período.

No geral, a preferência é por alimentos calóricos, como doces, frituras e industrializados. É um sinal importante para observar, principalmente se, no seu dia a dia, você não costuma consumir esses tipos de alimentos.

Dor pélvica

Também chamada de dor da ovulação, a dor pélvica é relatada por algumas mulheres. Trata-se de uma pequena pontada na região do ventre e que acontece por volta da metade do ciclo menstrual, quando o óvulo é liberado. É um leve incômodo também fácil de observar. Entretanto, nem todas as mulheres sentem essa dor.

O que mais pode ajudar?

Além de ficar atenta aos sinais do corpo, é possível identificar os dias férteis na mulher a partir de outros métodos. Por exemplo:

Tabelinha

A tabelinha é um método contraceptivo não invasivo usado pelas mulheres para facilitar a descoberta do período fértil. Usando um calendário, a mulher anota os dias em que começa e termina o ciclo menstrual. Na metade desse ciclo, ela marca o seu período fértil.

A tabelinha não é considerada uma técnica cem por cento segura por causa das variações naturais do corpo da mulher, mas, junto com as outras dicas, pode facilitar a identificação da ovulação.

Teste de ovulação

Também chamado de teste de fertilidade, ou teste de LH, é um jeito simples, rápido, fácil e prático de saber se o seu corpo está ovulando ou não. O teste é comprado em farmácias e tem resultados bastante fidedignos e satisfatórios.

O objetivo do teste é encontrar a presença do hormônio luteinizante (LH). Esse hormônio é produzido em quantidade maior quando a mulher está ovulando.

Com as dicas listadas aqui, ficou muito mais fácil para você identificar os dias mais férteis do mês e, com isso, tomar as medidas necessárias para engravidar ou evitar uma gestação. Lembrando que é preciso uma observação constante desses sinais, ao longo do tempo, para, de fato, perceber alguma alteração que indique a ovulação e a fertilidade. 

Dra. Juliana Amato

 

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