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O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal

Cirurgia Vascular - Mon, 04/22/2019 - 12:13
Aneurisma de Aorta Abdominal

Quando se investiga uma doença no paciente que não tem sintomas deve-se eticamente considerar que:

  • A doença tenha alta taxa de mortalidade.
  • O exame utilizado para o diagnóstico seja bem aceito pelo paciente, eficaz e de custo razoável.
  • principalmente  que o tratamento da doença diagnosticada na fase pré-sintomática faça diferença real na vida da pessoa. (ou seja, não adianta achar doenças que não necessitem de tratamento, ou que não mudem o prognóstico)

 

As duas principais organizações no mundo que definem as orientações para o rastreamento de doenças no paciente assintomático (check-up) são a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Canadian Task Force on Preventive Health Care (CTFPHC). São forças tarefas com diversos especialistas que revisam as melhores evidências científicas e determinam que exames devam ser realizados e em quais indivíduos.

Novamente na última recomendação da USPSTF publicada em 2014 a investigação do aneurisma da aorta abdominal é fortemente recomendada nos homens idosos (de 65 a 75 anos) fumantes.

Outros fatores de risco para essa doenças além do envelhecimento são:  doenças das artérias coronarianas, doença cerebrovascular, colesterol elevado, obesidade, hipertensão arterial e história de outros aneurismas.

O exame para a detecção é a ultrassonografia com doppler, que é fácil de ser realizado, não traz desconforto para o paciente e apresenta alta sensibilidade (94% a 100%) e especificidade (98 a 100%), ou seja,  detecta com segurança esse problema.

A grande vantagem do diagnóstico precoce do aneurisma da aorta abdominal é que a taxa de mortalidade na cirurgia eletiva é ao redor de 5% e na cirurgia de urgência de 21 a 76%. Ou seja, descobrindo cedo, tratando cedo com o cirurgião vascular, melhores prognósticos.

Fizemos um projeto no passado com um modelo de Check-up Virtual online, que chegou a ganhar prêmio Dr Cidadão.

 

Referências:

 

Moraes, IN Tratado de Clínica Cirúrgica

Amato, MCM, Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento

Internet Citation: Clinical Summary: Abdominal Aortic Aneurysm: Screening. U.S. Preventive Services Task Force. October 2014.

uspreventiveservicestaskforce

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Morillo.Anatomia: 

Artérias

Causa: 

Aterosclerose, degenerativo, infeccioso, congênito

Diagnóstico Diferencial: 

Doença arterial oclusiva

Fatores de Risco: 

Tabagismo
Hipertensão

Evolução Natural: 

A tendência dos aneurismas é crescer até, em algum momento, romper. Mas a velocidade de crescimento é muito importante, pois se crescerem lentamente e sendo pequenos, podem ser apenas acompanhados com observação e tratamento clínico.

Prevenção Primária: 

Não fumar, tratar hipertensão, tratar outras comorbidades

Sinais ou Sintomas: 

A maioria não tem sintomas, mas quando rompem podem causar choque e óbito

Tratamentos Possíveis: 

Cirurgia aberta de aneurismectomia
Cirurgia Endovascular de exclusão de aneurisma
Tratamento clínico

Complicações Possíveis: 

Ruptura, oclusão, embolização distal

Código: I71 Select ratingGive O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 1/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 2/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 3/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 4/5Give O Check-up no idoso e o aneurisma da aorta abdominal 5/5 Sem avaliações vascularaneurismageriatriaprevenção
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Meningioma

Amato Consultório Médico - Mon, 04/22/2019 - 11:44
Meningioma

Meningioma

São tumores originados nas meninges, tecidos que revestem e protegem o sistema nervoso central. Constituem cerca de 30% dos tumores intracranianos primários.

O meningioma é um tipo de câncer?
     Não, a grande maioria dos meningiomas são benignos. Apenas alguns raros tipos estão associados a características malignas e pior evolução.

Quais são os sintomas?
     Muitos meningiomas são assintomáticos e incidentais. Em autópsias podem ser incidentalmente encontrados em 1,4% dos pacientes. Acometem principalmente pessoas de média idade e mais idosos, com pico na 6a e 7a décadas de vida. Mulheres são mais acometidas do que os homens no geral.
     Os sintomas dependem do local onde está a lesão e são diversas as localizações possíveis. Na região frontal por exemplo, podem causar perda de visão, de olfato e alteração de comportamento. Na região posterior da cabeça podem cursar com alteração da coordenação; na base do crânio, podem causar alteração de nervos cranianos como dificuldade para falar, deglutir ou movimentar a língua. Dor de cabeça, vômitos, perda de força e de sensibilidade também são sintomas possíveis. Praticamente qualquer sintoma neurológico pode ser encontrado, inclusive aqueles relacionados à coluna, haja visto que a medula espinhal também é coberta pelas menínges. Por serem lesões de crescimento muito lento, podem ser descobertos em tamanhos consideravelmente grandes.

O que causa esse tipo de tumor? É genético? Meus filhos podem ter o mesmo problema?
     Alguma célula meníngea, mais especificamente da membrana aracnóidea, começa a se reproduzir defeituosamente e forma o tumor. A causa da maioria dos casos não está bem estabelecida, mas certamente estas células defeituosas apresentam uma susceptibilidade genética para se multiplicarem desta forma.
    Sabe-se que meningiomas podem surgir a partir da radioterapia do sistema nervoso central, mas os casos radio-induzidos são raros e a dose para que o tumor seja causado é muito grande. A influência hormonal na formação dos meningiomas ainda não esta bem estabelecida.
     Os casos familiares também são raros e estão ligados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose.

Qual é o melhor tratamento para esta doença?
     A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença.
     Algumas vezes, estas lesões apresentam difícil tratamento, ou por serem aqueles raros casos malignos ou devido ao complexo acesso cirúrgico, como os meningiomas petro-cliviais, esfeno-orbitários e do seio cavernoso; nestes casos outros tratamentos como a radioterapia e radiocirurgia podem ser utilizados.

Depois da cirurgia eu vou ter uma vida normal? Vou ter alta médica?
     O objetivo principal de qualquer cirurgia neurológica é a preservação da função neurológica. Se já houver algum déficit neurológico antes da cirurgia, converse com o seu neurocirurgião, a respeito das chances de recuperação total.
     De qualquer maneira, o seguimento clínico deve ser feito pelo resto da vida, pois os meningiomas podem recorrer décadas após a ressecção e devem ser monitorados com exames de imagem seriados.

 

Este artigo saiu primeiro no neurocirurgia.com

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Tumores Intracranianos

Amato Consultório Médico - Wed, 04/17/2019 - 16:19
Tumores intracranianos

O que são tumores?

    Tumor é um termo que indica aumento anormal de um tecido ou de uma região do corpo humano. Pode ser assustador ouvir este nome se associá-lo a câncer intratável e até mesmo a morte antes do previsto. Pode realmente ser uma doença maligna, no entanto, também pode ser uma doença benigna, tratável e que as vezes nem mesmo precisa de intervenção médica, apenas observação. Um tumor geralmente se forma a partir de uma célula defeituosa que se multiplica desordenadamente produzindo outras com o mesmo defeito e resultando no aumento do tecido. O tumor benigno, ao contrário do maligno, geralmente cresce lentamente, sem destruir muito os tecidos ao seu redor e sem enviar metástases para outros órgãos. Metástases geralmente ocorrem quando um tumor invasivo atinge o sangue e, células são transportadas para pontos do corpo distantes do tecido de origem, onde podem crescer e formar outras colônias tumorais.

    Um tumor intracraniano é formado por divisões de células anormais que se encontram dentro do crânio: células ósseas, gliais e meníngeas, neurônios, vasos sanguíneos, nervos cranianos, glândulas e células malignas provenientes de câncer em outros órgãos. O tipo de tumor depende do tipo de célula que ele deriva.     Existem, portanto, diversos tipos de tumores intracranianos, cada um com evolução e características própria. Doenças que podem ser desde facilmente curáveis até rapidamente fatais. A consulta com o neurocirurgião é essencial para esclarecer todas as dúvidas, tipos de tratamento e evolução esperada.   Os tumores cerebrais podem ser hereditários ou genéticos? Quais as causas?      Os tumores cerebrais raramente são hereditários, ou seja, presentes em mais de um membro da família. Algumas exceções são os tumores do sistema nervoso central associados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose, a Doença de Von-Hippel-Lindau e a Cavernomatose familiar.     Foram identificados genes que podem facilitar o surgimento de tumores pelo corpo; e genes que impedem naturalmente a formação de tumores, destruindo células defeituosas. Portanto, tumor pode ser considerado “genético”, mas sua formação é multifatorial, ou seja, além de uma predisposição genética existem outras causas para seu surgimento. Por exemplo, a radiação que é utilizada para radioterapia, ou mesmo para exames como o Rx e Tomografia, podem ser a causa de alguns tumores. Outra hipótese é a influência de infecções virais e de substâncias químicas. No caso do câncer de pulmão as substâncias químicas presentes no cigarro são sabidamente cancerígenas.   Quais são os tumores intracranianos?     Tumores intracranianos podem ser formados pelas estruturas que ocupam a caixa craniana como o osso, meninges (membranas que revestem o cérebro), cérebro, nervos cranianos e vasos sanguíneos; ou por metástases de tumores originários de outros órgãos do corpo.     As metástases, totalizam cerca de metade dos tumores que afetam o cérebro. Os locais de origem mais freqüentes no adulto são o pulmão, mama, pele (melanoma) e próstata. Em crianças: tumores do sangue (leucemia), do sistema linfático (linfoma), dos ossos (sarcoma osteogênico e de Ewing) e dos músculos (rabdomiosarcoma). Nesses casos, o tratamento deve ser voltado tanto para a lesão cerebral como para o órgão que originou o tumor.     O crânio é fonte de diversos tipos de tumores, a maioria deles benignos: osteoma osteóide, osteoblastoma, osteosarcoma, fibroma ossificante, granuloma eosinofilico, cisto ósseo aneurismático. O problema é geralmente identificado como um “caroço” crescendo na cabeça. Muitas vezes o tratamento consiste apenas na observação do desenvolvimento da lesão e a cirurgia pode resolver a maioria dos casos que apresentam crescimento progressivo ou que estejam causando sintomas.     Os meningeomas ou meningiomas, são originados nas membranas que revestem o cérebro (meninges) e estão entre os mais comuns. Como estão localizados logo abaixo do crânio, eles costumam crescer e comprimir o cérebro. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença. Algumas vezes, estas lesões se comportam como malignas, nestes casos outros tratamentos como a radioterapia podem ser utilizados.     Existem diversas células que compõem o cérebro e podem gerar os mais diferentes tumores. Infelizmente, o tipo mais comum, responsável por aproximadamente metade dos tumores primariamente cerebrais, é o glioblastoma multiforme (GBM). Este tumor maligno é bastante agressivo, com grande poder de infiltração dos tecidos ao seu redor. Por não existir tratamento curativo, a cirurgia precisa ser complementada com radioterapia e, as vezes, quimioterapia. Apenas um em cada cinco pacientes com esse tipo de tumor sobrevive mais de dois anos. Em crianças, um tumor maligno e bastante freqüente é o meduloblastoma, nestes a cura vai depender do estágio em que a doença foi descoberta, do grau de ressecção da lesão e da resposta ao tratamento complementar à cirurgia (radioterapia e quimioterapia).     Existem outros tipos de tumores originados nas células cerebrais que podem variar de benigno a maligno, dependendo do grau de diferenciação de suas células. São eles: glioma, astrocitoma, oligodendroglioma, oligoastrocitoma, ependimoma, neurocitoma, gangliogliomas, ganglioneuromas. Existe uma escala da Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificar os tumores: os benignos são grau 1 e os mais malignos como os GBMs são grau 4. O grau 2 pode ser considerado 10 vezes mais maligno que o grau 1; o grau 3, 100 vezes mais; e o grau 4, 1000 vezes mais maligno que o grau 1.     Os tumores grau 1 como o astrocitoma pilocítico, o ependimoma grau 1, o xantoastrocitoma, o ganglioglioma e ganglioneuroma podem ser curados se forem retirados totalmente na cirurgia. É importante salientar que se a retirada total do tumor for causar algum dano neurológico ao paciente, é preferível deixar um pouco de tumor mantendo o paciente sem novos sintomas.    Os tumores dos nervos cranianos mais comums são os schwannomas, neurinomas ou neurilenomas que geralmente acometem os nervos vestibular, acústico e facial. Os sintomas do neurinoma do acústico ou schwannoma vestbular podem ser perda auditiva, tontura, zumbido e perda de equilíbrio. O tratamento cirúrgico é geralmente eficaz. Existe também a alternativa da radiocirurgia quando a cirurgia não pode ser realizada.     Os vasos sanguíneos também podem gerar tumores, geralmente são lesões benignas como o hemangioblastoma. No sentido amplo da palavra tumor, ou seja, algo com efeito expansivo, os cavernomas (angiomas cavernosos) e malformações artério-venosas podem ser considerados tumores e são passíveis de tratamento cirúrgico.   Quando desconfiar de um tumor?     Os sintomas dependem principalmente de onde está situado o tumor e da velocidade de seu crescimento. Quando o tumor é muito agressivo, pode causar dor de cabeça muito forte associada a vômitos e letargia (sonolência excessiva), nestes casos a procura pelo neurocirurgião deve ser imediata. Seguem as manifestações neurológicas que devem estimular o paciente a procurar um especialista e que podem estar relacionadas a tumores no sistema nervoso central: • dor de cabeça (cefaléia),  • desmaios e crises epilépticas (epilepsia) • perda de força (paralisias, plegia ou paresia), • formigamentos (parestesias) e outras alterações da sensibilidade, • alterações visuais (perdas visuais, visão dupla, pontos luminosos) e alterações da fala (gagueira, afasia), • alterações do estado mental (confusão, agitação), perda de memória, • tonturas, alterações do equilíbrio e marcha, • movimentos involuntários (tremores, tics), • alteração do humor (irritabilidade, depressão).       Entretanto, esses sintomas podem estar presentes em doenças mais simples e comuns. Por exemplo, existem mais de 150 tipos diferente de dor de cabeça e a minoria delas está relacionada a uma doença neurológica grave, e ainda, 80% dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça que pode ser bastante intensa e incomodativa, e não estar relacionada a lesão estrutural no cérebro De uma maneira geral, podemos considerar que quanto mais antiga for a dor de cabeça mais benigna ela é. Nos casos de tumor a dor costuma ser de inicio recente e evoluir com piora progressiva além de estar freqüentemente associada a outros sintomas ou sinais no exame neurológico.     Sintomas neurológicos súbitos estão geralmente associados a uma doença vascular como o derrame (AVC), os tumores costumam causar piora progressiva dos sintomas apresentados.   Como se faz o diagnóstico?     A suspeita diagnóstica é feita através da história clínica e do exame neurológico. A partir daí, o neurocirurgião ou neurologista solicitam os exames complementares mais pertinentes para cada caso, que podem ser: Ressonância Nuclear Magnética (RNM), Tomografia Computadorizada (TC) e Arteriografia dos vasos cerebrais.   Qual o tratamento?     O tratamento depende do tipo de tumor, da localização, da idade do paciente e dos sintomas apresentados. As alternativas são: observação, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e radiocirurgia.     Em situações específicas é possível fazer o acompanhamento da doença sem necessidade de submeter o paciente a qualquer tratamento, por exemplo, nos casos de meningiomas muito pequenos.     Geralmente, a cirurgia é o primeiro passo no tratamento dos tumores intracranianos. Sua finalidade é a remoção do máximo de tumor possível sem criar novos danos neurológicos ao paciente. Alguns tumores podem ser curados somente com cirurgia.     A radioterapia é um tratamento complementar onde as células tumorais são irradiadas e destruídas. Utiliza-se uma fonte externa de material radioativo que é direcionada para a lesão. Quanto mais rápido for o crescimento tumoral, maior a eficácia desse tratamento. O radioterapeuta é o médico especialista neste tipo de tratamento e a dose e área a ser irradiada depende da avaliação conjunta deste médico com o neurocirurgião.     A quimioterapia se refere ao uso de medicações injetáveis ou orais que atingem as células tumorais. Na maioria dos tumores intracranianos primários a quimioterapia é apenas adjuvante, ou seja complementar. Mas em alguns casos de tumores com origens em outros órgãos, como por exemplo o germinoma ou linfoma, a quimioterapia é muito importante e decisiva para o tratamento. O oncologista é o médico especialista, responsável por escolher as melhores medicações e dosagens a serem administradas para cada caso.     A radiocirurgia, apesar do nome, não envolve corte ou necessidade de anestesia,  funciona como uma radioterapia em que a dose é concentrada em um pequeno ponto, em uma ou poucas sessões, com mínimo efeito no tecido normal ao redor do tumor. Esse tipo de tratamento é reservado para os casos em que o tumor é pequeno, pouco infiltrativo e localiza-se suficientemente distante de estruturas sensíveis a radiação como o nervo óptico por exemplo.   Conclusões     Existem portanto mais de uma centena de tumores que acometem o espaço intracraniano, converse com o neurocirurgião para obter o máximo de informações a respeito de sua doença, afinal, se a medicina ainda não pode curar todos os tumores, o médico deve ao menos fornecer informações e proporcionar conforto ao paciente aliviando o sofrimento e tratando os sintomas.     O tratamento deve ser individualizado e contar com o apoio multiprofissional, visando sempre a melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares     Este artigo apareceu primeiro no Neurocirurgia.comNeurocirurgiatumorcâncerO que você acha deste artigo?:  0 Sem avaliações
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Perda da visão

Cirurgia Vascular - Mon, 04/15/2019 - 12:31

Causas vasculares de perda da visão
 

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Dor de cabeça

Cirurgia Vascular - Mon, 04/15/2019 - 12:27

Existem mais de 200 tipos de dor de cabeça. Seus sintomas de dor de cabeça podem ajudar o médico a determinar a causa e o tratamento adequado. A maioria das dores de cabeça não é resultado de uma doença grave, mas algumas podem resultar de uma condição com risco de vida que requer cuidados de emergência. Causas de dor de cabeça são muitas, entre elas:

  • Estresse
  • Calor
  • Dormir mal
  • Alguns Alimentos
  • Postura incorreta
  • Cheiros fortes
  • Esforço exagerado
  • Dor de cabeça tensional
  • Enxaqueca
  • Sinusite
  • Cefaléia em Salvas
  • Cefaléia Tensional
  • Cefaléia pós coito
  • Hemicranias paroxísticas
  • Sinusite aguda
  • Coágulo de sangue (trombose venosa) dentro do cérebro
  • Aneurisma cerebral
  • Cérebro com malformação arteriovenosa ou uma formação anormal de vasos sanguíneos do cérebro
  • Tumor cerebral
  • Intoxicação por monóxido de carbono
  • Síndrome de Arnold-Chiari (malformação rara e congênita do sistema nervoso central)
  • Concussão
  • Desidratação
  • Problemas dentários
  • Otite
  • Encefalite
  • Arterite (inflamação do revestimento das artérias)

  • Glaucoma
  • Ressaca
  • Gripe
  • Rupturas de vasos sanguíneos no cérebro
  • Medicamentos para o tratamento de outras doenças
  • Meningite
  • Uso excessivo de medicação para a dor
  • Ataques de pânico
  • Síndrome pós-concussão
  • Pressão na cabeça por conta de chapéus apertados, capacetes ou óculos de proteção
  • Aumento da pressão no interior do crânio
  • Toxoplasmose
  • Neuralgia do trigêmeo.
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Arterite temporal

Cirurgia Vascular - Mon, 04/15/2019 - 12:13
Arterite temporal

A arterite temporal (AT) é uma vasculite considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes.

O que é a arterite temporal?

Também chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante é uma inflamação das artérias do sistema carotídeo, particularmente as artérias cranianas.

Qual a população mais suscetível?

A arterite temporal ocorre principalmente em idosos com mais de 70 anos e é um pouco mais comum nos indivíduos de pele branca e do sexo feminino.

Quais os sintomas da arterite temporal?

Em 70 a 90% dos pacientes o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e continua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”).

Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão.

É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática).  Febre baixa e inapetência também podem estar presentes.

Como é feito o diagnóstico?

Após a suspeita clinica deve-se palpar a artéria temporal (foto) que pode estar mais grossa, dolorosa e com a pulsação ausente ou diminuída. Às vezes a dor piora com movimentação da mandíbula.  O exame que define do diagnóstico é a biópsia da artéria temporal que deve ser feita por um cirurgião vascular nas primeiras 48horas e analisada por um patologista.

O exame de hemossedimentação (VHS) é muito elevado (>100) e reforça o diagnóstico.

Qual o tratamento?

Para prevenir a cegueira o tratamento com corticosteroides deve ser iniciado assim que houver a suspeita clinica e em doses efetivas. Se não for possível realizar a biópsia prontamente o tratamento não deve ser adiado, mas a biópsia da artéria é o exame padrão ouro para confirmar o diagnóstico e determinar o tempo de tratamento.

 

 

Um artigo do nosso colega e geriatra Dr Marcos Galan Moriilo.

 

Bibliografia: Palheta Neto, F. X., Carneiro, K. L., Rodrigues Junior, O. M., Rodrigues Junior, A. G., Jacob, C. C. D. S., & Palheta, A. C. P. (2008). Aspectos clínicos da arterite temporal. Arq. Int. Otorrinolaringol. (Impr.), 12, 546–551. Retrieved from http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port.asp?id=570

Anatomia: 

Artéria temporal

Causa: 

Autoimune ou desconhecido

Diagnóstico Diferencial: 

problemas odontológicos, neuralgia do trigêmeo, sinusites, otites, alterações nos vasos sangüíneos ou músculos dos oculares, entre outras várias causas de cefaléia 

Epidemiologia: 

A Doença de Horton é a vasculite mais prevalente em adultos acima de 50 anos, com pico de incidência entre os 70 e os 80 anos, sendo esta de cerca de 200 casos por 100.000 habitantes, especialmente em idosos, e a média de idade de 72 anos, com grande variação de país a país. As mulheres têm de 2 a 6 vezes mais chances de serem acometidas do que os homens, provavelmente devido a fatores hormonais, contudo observou-se que o predomínio do sexo feminino está associado à polimialgia reumática e não na sua forma pura. O percentual também é maior em pessoas com histórico de tabagismo. A doença não tem alta preferência por tipo racial, porém é ligeiramente superior em caucasianos, especialmente entre os descendentes escandinavos, o que provavelmente, está relacionado com a distribuição do antígeno HLA-DR4 entre as raças 

Sinais ou Sintomas: 

Sintomas sistêmicos incluem febre, adinamia, inapetência, perda de peso e mialgias inespecíficas, principalmente pela manhã, com rigidez do pescoço e da musculatura da cintura escapular e pélvica, além de sudorese noturna e anorexia.
A claudicação da mandíbula é um sintoma clássico da doença. O paciente tem dor quando mastiga ou conversa mais prolongadamente, melhorando com o repouso, ocorrendo nos casos em que há comprometimento da artéria facial. A claudicação dos músculos da língua e da deglutição e espasmos dos músculos da mastigação, denominado de trismo também pode ocorrer.
As manifestações oftalmológicas são diversas, dentre as quais destaca-se a neuropatia óptica isquêmica anterior (NOIA), constituindo uma das mais graves e mais comuns seqüelas da doença, tendo sido relatada entre 7% e 60% dos pacientes.
Defeitos campimétricos e cegueira cortical.
Dentre as manifestações neurológicas, a principal queixa é a cefaléia, sendo a manifestação cardinal da ACG e a queixa que mais freqüentemente leva o paciente ao médico: Dor intensa, persistente, unilateral ou bilateral, na região temporal e até mesmo occipital, lancinante ou pulsátil, com períodos de exacerbação, apresentando tumefação, amolecimento e hipersensibilidade na região temporal, em cerca de 25% dos casos. Alguns relatam dor em qualquer parte da cabeça ou difusamente, como na cefaléia por contração muscular.
Depressão, confusão mental, demência, psicose; infarto ou hemorragia cerebral, episódios isquêmicos transitórios; ataxia, tremor, surdez, tinitus, vertigem (manifestações relacionadas à artéria facial); paralisia facial; síncope, convulsões, meningismo, diabetes insípido; mielopatia transversa e neuropatias periféricas.
As principais manifestações otorrinolaringológicas são tosse seca persistente, odinofagia, disfonia, parestesias e claudicação linguais, zumbidos, glossite, isquemia e necrose linguais, e disacusia neussensorial, que pode variar da forma leve até a surdez, caso o tratamento não seja efetuado devidamente 

Prognóstico: 

O prognóstico da doença, quando bem tratada, é bom. A sobrevida dos pacientes não é diferente da população em geral com a mesma faixa etária. Com tratamento, a maioria dos indivíduos atinge a remissão completa; contudo, a perda da visão pode ser irreversível. Se a artéria aorta ou alguma de suas tributárias estão envolvidas, o prognóstico pode ser pior, pois esses vasos podem se alargar e até mesmo romper. Porém, a maior parte das complicações relacionadas à arterite de células gigantes é causada mais pela terapia com hormônios esteróides do que pela doença propriamente dita 

Tratamentos Possíveis: 

O tratamento de pacientes com arterite temporal é fundamental para evitar a perda da visão e a terapia deveria ser iniciada baseada na suspeita clínica, não nos resultados da biópsia. Utiliza-se um tipo de corticosteróide para o tratamento clínico. O principal objetivo da corticoterapia é a prevenção da cegueira, principalmente quando um dos olhos já foi atingido, ou de outras graves complicações da doença. 

Complicações Possíveis: 

Cegueira

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Varizes passa de pais para filhos?

Cirurgia Vascular - Wed, 04/10/2019 - 08:26

Isso é a mais pura verdade, na maioria dos casos varizes são hereditárias, são as chamadas varizes primárias. É claro que nem todos desenvolverão a os problemas da falha da bomba periférica, como dor nas pernas, inchaço/edema, coceira, eczema de estase, dermatite ocre (deposição de hemossiderina), lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e subcutâneo), varicorragia (sangramento pelas varizes), úlceras venosas e varizes.
O fato de ter parentes com varizes ou problemas venosos aumenta a probabilidade de ter também, porém não significa que terá. Também o fato de ter varizes não significa que seus filhos terão, embora eles tenham uma probabilidade maior do que a população em geral.
O defeito genético não está completamente elucidado ainda, sendo multifatorial e com herança indefinida, um estudo mostra que é passado aos filhos em 90% dos casos se pai e mãe tiverem a doença; caso somente um dos dois possua a doença, há um risco de 62% em mulheres e 25% em homens; caso nenhum dos dois genitores possua a doença, ainda há um risco de 20%.

Fonte: https://www.veins.co.uk/
Berard A, Abenhaim I, Platt R, et al. (2002) Risk factors for the first time development of venous ulcers of the lower limb: The influence of heredity and physical activity. Angiology 53:647-657
David L. Rimoin, MD, PhD, J. Michael Connor, Reed E. Pyeritz, MD, PhD and Bruce R. Korf, MD, PhD Emery and Rimoin's Principles and Practice of Medical Genetics e-dition, 5th Edition, Churchill Livingstone, 2007

varizes
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Coceira nas pernas

Cirurgia Vascular - Wed, 04/10/2019 - 08:24

Suas pernas estão coçando? Quer saber quais são as possíveis causas de coceira nas pernas? Pernas que coçam podem ter várias causas:

  • Doenças
    • Insuficiência Venosa Crônica
      • Eczema
    • Lipedema
    • Alergia
    • Dermatite
      • Dermatite de contato
      • Dermatite atópica
    • Urticária
    • "Pele seca" / "Pele ressecada" / Xerose
    • Escabiose (sarna)
    • Doenças do fígado
      • tumores
      • cirrose biliar primária
    • Picada de inseto
      • estrófulo
    • Neuropatia diabética
    • Líquen plano
    • Falta de higiene
    • Fungos
      • tinea cruris
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Doença inflamatória pélvica

Fertilidade - Tue, 04/09/2019 - 11:41
DIP

Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente ocorre quando as bactérias sexualmente transmissíveis se espalham da vagina para o útero, trompas de falópio ou ovários.

A doença inflamatória pélvica geralmente não causa sintomas ou dá sinais. Como resultado, você pode não perceber que tem a condição e não obter o tratamento necessário. A condição pode ser detectada mais tarde se você tiver problemas para engravidar ou se desenvolver dor pélvica crônica.

Sintomas

Sinais e sintomas da doença inflamatória pélvica podem incluir:

  • Dor no baixo ventre e na pelve
  • Corrimento vaginal pesado com odor desagradável
  • Sangramento uterino anormal, especialmente durante ou após a relação sexual, ou entre ciclos menstruais
  • Dor ou sangramento durante a relação sexual (dispareunia)
  • Febre, às vezes com calafrios (tremedeiras? temperatura acima de 38˚C?)
  • Micção dolorosa ou difícil (dói para fazer xixi?)

DIP pode causar apenas sinais e sintomas leves ou nenhum. Quando grave, a DIP pode causar febre, calafrios, dor abdominal ou dor pélvica grave - especialmente durante o exame pélvico - e desconforto intestinal.

Quando ver um médico

Consulte o seu médico ou procure assistência médica urgente se sentir:

  • Dor grave na parte baixa em seu abdome
  • Náuseas e vômitos, com uma incapacidade de manter qualquer coisa ingerida
  • Febre, com temperatura superior a 38,3°C 
  • Corrimento vaginal

Se os seus sinais e sintomas persistirem, mas não forem graves, consulte o seu médico assim que possível. Corrimento vaginal com odor, micção dolorosa ou sangramento entre os ciclos menstruais pode estar associado a uma infecção sexualmente transmissível (DSTs). Se estes sinais e sintomas ocorrerem, pare de fazer sexo e consulte o seu médico o mais breve possível. O tratamento imediato de uma DST pode ajudar a prevenir a DIP.

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Causas

Muitos tipos de bactérias podem causar DIP, mas as infecções por gonorreia ou clamídia são as mais comuns. Essas bactérias geralmente são adquiridas durante o sexo desprotegido.

Menos comumente, as bactérias podem entrar no trato reprodutivo sempre que a barreira normal criada pelo colo do útero sofrer irritação. Isso pode acontecer após o parto, aborto ou aborto espontâneo.

Fatores de risco

Vários fatores podem aumentar o risco de doença inflamatória pélvica, incluindo:

  • Ser uma mulher sexualmente ativa com menos de 25 anos de idade
  • Ter múltiplos parceiros sexuais
  • Estar em um relacionamento sexual com uma pessoa que tenha mais de um parceiro sexual
  • Fazer sexo sem camisinha
  • Fazer ducha regularmente, o que perturba o equilíbrio das bactérias boas contra bactérias nocivas na vagina e pode mascarar os sintomas
  • Ter um histórico de doença inflamatória pélvica ou uma infecção sexualmente transmissível

A maioria dos especialistas agora concorda que ter um dispositivo intrauterino (DIU) inserido não aumenta o risco de doença inflamatória pélvica. Qualquer risco potencial ocorre geralmente dentro das primeiras três semanas após a inserção.

Complicações

Doença inflamatória pélvica não tratada pode causar cicatrizes. Você também pode desenvolver coleções de líquidos infectados (abscessos) nas trompas de Falópio, que podem danificar os órgãos reprodutivos.

Outras complicações podem incluir:

  • Gravidez ectópica.   DIP é uma das principais causas de gravidez tubária (ectópica). Em uma gravidez ectópica, o tecido cicatricial da DIP impede que o óvulo fertilizado atravesse a trompa de falópio para implante no útero. As gravidezes ectópicas podem causar hemorragias graves e potencialmente fatais e requerem atenção médica de emergência.
  • Infertilidade.   DIP pode danificar seus órgãos reprodutivos e causar infertilidade - a incapacidade de engravidar. Quanto mais vezes você tiver DIP, maior o risco de infertilidade. Atrasar o tratamento para a DIP também aumenta drasticamente o risco de infertilidade.
  • Dor pélvica crônica.   A doença inflamatória pélvica pode causar dor pélvica que pode durar meses ou anos. Cicatrizes nas trompas de falópio e outros órgãos pélvicos podem causar dor durante a relação sexual e a ovulação.
  • Abscesso tubo-ovariano.   DIP pode causar um abscesso - uma coleção de pus – que pode se formar em seu tubo uterino e ovários. Se não for tratada, você pode desenvolver uma infecção com risco de vida.

 

Prevenção

Para reduzir o risco de doença inflamatória pélvica:

  • Pratique sexo seguro.   Use preservativos sempre que fizer sexo, limite o número de parceiros e pergunte sobre o histórico sexual de um possível parceiro.
  • Converse com seu médico sobre contracepção.   Muitas formas de contracepção não protegem contra o desenvolvimento de DIP. Usar métodos de barreira, como preservativo, pode ajudar a reduzir seu risco. Mesmo se você tomar pílulas anticoncepcionais, ainda é importante usar preservativo toda vez que fizer sexo para se proteger contra DSTs.
  • Faça o exame.   Se você estiver em risco de contrair uma DST, como clamídia, marque uma consulta com seu médico para fazer o exame. Configure um cronograma de exames regulares com seu médico, se necessário. O tratamento precoce de um DST oferece a melhor chance de evitar a DIP.
  • Solicite que seu parceiro faça o exame.   Se você tiver doença inflamatória pélvica ou DST, aconselhe seu parceiro a fazer o exame e, se necessário, o tratamento. Isso pode impedir a propagação de DSTs e a possível recorrência da DIP.
  • Não faça ducha.   Fazer ducha perturba o equilíbrio de bactérias em sua vagina.
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CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Amato Consultório Médico - Sun, 04/07/2019 - 20:37
Tratamento com laser e escleroterapia

Varizes e Vasinhos

Na última década diversas tecnologias amadureceram e passaram a integrar o arsenal terapêutico venoso.

Há muito se sabe que nenhuma técnica única é perfeita para o tratamento de todas as teleangiectasias, reticulares e varizes.

Não existe pílula milagrosa, ou pomada mágica.

Cada técnica é mais adequada para determinado tipo de vaso, e, por isso o planejamento terapêutico é essencial, e não pode ser escolhido como se escolhe diferentes marcas de shampoo.

O grande segredo está em identificar a melhor técnica para determinado tipo de lesão e paciente, o que deve ser realizado pelo cirurgião vascular.

Por exemplo, um paciente pode ter alguma contra indicação ou aversão a certo tratamento, que para outro pode ser o ideal.

Portanto, não existe a “receita de bolo”, um padrão que funciona para todo mundo, e deve ser personalizado pelo cirurgião vascular seguindo as características e necessidades de cada paciente.

Os aparelhos, tecnologias e métodos existentes são nada mais do que ferramentas na mão de um artista, que deve escolher a mais adequada para o objetivo do tratamento.

Imagine um pincel na mão de Leonardo da Vinci e o mesmo pincel na mão de outro mortal qualquer, o resultado será sempre diferente. Assim como tenho certeza que Leonardo talvez não conseguisse fazer sua melhor obra de arte usando um computador.

O uso que se faz das ferramentas é mais importante do que a ferramenta em si para o resultado final.

Porém, novas ferramentas, após adequada avaliação podem apresentar resultados mais consistentes, reprodutíveis e com menos riscos, e devemos sempre que possível acrescentá-los à pratica.

A associação de métodos no tratamento dos vasinhos há muito tempo é vista como uma alternativa mais eficaz para o tratamento, utilizando diferentes técnicas para diferentes vasos.

Ao associar métodos, aumenta-se a eficácia, sem atingir limites perigosos.

O CLaCs é acrônimo para CrioLaser e CrioEsclero, duas técnicas que quando associadas se potencializam.

O Criolaser consiste na aplicação de anestesia pelo frio e laser, ou seja a diminuição da temperatura local para atingir estado de ausência ou minimização de dor, a crioanestesia, além da proteção do calor gerado pelo laser.

No momento em que a anestesia pelo frio é atingida, é feito o disparo do laser que causa lesão térmica no vaso.

Após isso é realizado a crioesclero, que consiste na injeção de glicose, substância tradicional para a escleroterapia, mas nesse momento congelada a quase -30˚C.

A glicose congelada, causa dano térmico ao vaso, agora não pelo calor, mas pelo frio, e também dano osmolar pela sua alta concentração. Potencializando assim o efeito do laser inicial e trazendo resultados mais rápidos.

A glicose sozinha é muito segura, mas com potencial baixo de esclerosar os vasos. Sozinha, requer dezenas de sessões para funcionar.

Todo o procedimento é guiado por técnica de realidade aumentada, ou seja, a projeção na própria pele do paciente de suas veias, agora captadas por aparelho dedicado de infravermelho, o flebovisualizador.

Com o procedimento guiado pelo infravermelho e utilizando criolaser associado à crioesclerose, aumenta-se a gama dos vasos passíveis de serem tratados sem cirurgia, com menos dor e menos picadas.

A técnica não elimina a necessidade de cirurgia em alguns casos, mas aumenta a quantidade de vasos que podem ser tratados e com menos sessões.

A flebosuite consiste no local onde o procedimento é realizado, deve ser local de alta luminosidade, com os equipamentos necessários para congelar o ar e a glicose, e equipamento de laser e realidade aumentada para visualização de vasos difíceis.

Outros equipamentos que podem fazer parte da sala de procedimentos é a radiofrequência, termocoagulação, flebovisualizadores, lupas e outros.

 

 

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6 DSTs que podem afetar a fertilidade

Fertilidade - Sun, 04/07/2019 - 09:21
DSTs

Doenças Sexualmente Transmissíveis

1. Clamídia

A clamídia é uma infecção bacteriana extremamente comum; há uma estimativa de três milhões de casos todos os anos nos Estados Unidos. Ela afeta desproporcionalmente jovens humanos com vaginas , como aquelas entre 15 e 24 anos, representando 68% de todos os casos relatados em 2013.

A clamídia pode resultar em doença inflamatória pélvica (DIP), que é quando os órgãos reprodutivos ficam inflamados porque são incomodados por bactérias indesejadas. Se você tem clamídia e órgãos reprodutivos femininos, você tem de 10 a 15% de chance de desenvolvimento de DIP. A DIP pode causar cicatrizes em seus órgãos pélvicos, o que pode causar uma barreira contra os espermatozoides, para que eles não consigam alcançar o seu óvulo. A DIP também pode causar gravidez tubária ou ectópica, uma situação extremamente perigosa na qual o óvulo e o espermatozoide se implantam na trompa de Falópio em vez do útero. Este é um grande problema, porque esses tubos não têm espaço suficiente para abrigar um feto em crescimento, para não mencionar toda a nutrição necessária para alimentá-lo; gravidez ectópica deve ser interrompida através da medicamentos ou cirurgia.

Além disso, a clamídia pode infectar as trompas de falópio, o que também pode resultar em infertilidade. Uma nova pesquisa também descobriu que se a pessoa com órgãos reprodutivos masculinos tiver clamídia, o casal tem cerca de um terço menos probabilidade de engravidar.

A clamídia, se não for tratada, também pode ser perigosa para os recém-nascidos. As mães podem passar as bactérias para os seus fetos, resultando em conjuntivite de inclusão, que você pode conhecer como olho cor-de-rosa. Cerca de 50% dos bebês nascidos de mães com clamídia não tratada adquirem essa doença ocular, o que faz com que seus pequenos olhos inchem e fiquem com pus. É importante ser curado; embora a clamídia provavelmente desapareça sozinha dentro de um ano, pode causar cicatrizes em seus pequeninos olhos.

Aqui está o problema: tudo isso pode acontecer sem você saber que tem clamídia, já que a maioria das pessoas não apresenta sintomas de infecção por clamídia. É importante fazer o exame rotineiramente para que você possa descobrir cedo, antes que cause estragos em seu bebê. Felizmente, a clamídia é curada com um ciclo de antibióticos, por isso, se você tiver um exame positivo para isso, o seu médico irá trata-la corretamente.

2. Gonorreia

Como a clamídia, a gonorreia é uma infecção bacteriana. Pode resultar em DIP, que sabemos agora não ser bom para o funcionamento interno do sistema reprodutivo feminino. Ela também pode mexer com a fertilidade em sistemas reprodutivos masculinos, especificamente, resultando em epididimite, que é quando o epidídimo (um tubo pelo qual o espermatozoide viaja antes de, você sabe, disparar em todos os lugares) fica inflamado. Se a epididimite não for tratada, pode levar a infertilidade.

Também como a clamídia, a bactéria que causa a gonorreia pode causar olho cor-de-rosa em recém-nascidos; quando isso resulta de gonorreia, é chamado de conjuntivite gonocócica. Se não for tratada, essa forma de conjuntivite pode causar cegueira - na verdade, costumava ser a principal culpada pela cegueira nos Estados Unidos.

Finalmente, como a clamídia, você também pode ser assintomático para a gonorreia. Há 820.000 casos anuais de gonorreia a cada ano nos Estados Unidos, então esta é outra que deve ser observada no exame regular de DSTs. Felizmente, como acontece com a clamídia, a gonorreia pode ser tratada com antibióticos. Infelizmente, algumas cepas de gonorreia estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, tornando-a menos facilmente tratável.

3. Papilomavírus Humano

Papilomavírus Humano, ou HPV para ser breve, é extremamente comum. Aproximadamente 79 milhões de pessoas nos Estados Unidos tem agora, e cerca de 14 milhões de pessoas são infectadas a cada ano. Essa DST é tão comum que, se você é sexualmente ativo, é basicamente inevitável que você tenha pelo menos uma estirpe dela em algum momento de sua vida.

Na verdade, existem mais de 100 cepas diferentes de HPV, e apenas cerca de 40 são sexualmente transmissíveis (as outras vivem em outro lugar da pele e causam verrugas). Destas 40, apenas algumas causam verrugas genitais, e apenas algumas causam câncer. O HPV atualmente não tem cura médica, mas, felizmente, na maioria dos casos, seu corpo limpa a própria infecção por HPV. Isso acontece muito rapidamente — a vida média de uma infecção pelo HPV é entre quatro e 20 meses, e a maioria dos corpos se livra dela dentro de dois anos.

Apenas ser positivo para o HPV não afeta suas habilidades para engravidar. Mas se você tem uma cepa cancerosa, você pode acabar com as células pré-cancerosas no colo do útero, e isso pode impactar a capacidade de fazer bebês no futuro. Especificamente, as técnicas médicas que removem essas células pré-cancerígenas podem mexer com o muco cervical, que ajuda os espermatozoides a alcançarem o óvulo. Se o procedimento remover uma quantidade significativa de tecido cervical, o colo do útero pode ficar enfraquecido. Isso aumenta o risco de aborto espontâneo, já que o colo do útero pode se abrir antes que o feto esteja pronto para sair.

O seu ginecologista verifica se você tem HPV toda vez que ela lhe faz um papanicolau, por isso é fácil saber o seu estado. Só porque você está infectada com uma cepa relacionada ao câncer, isso não significa que você terá células pré-cancerígenas e que terá que se submeter a qualquer tratamento que resulte em mais dificuldades para engravidar.

4. Sífilis

Um problema enorme antigamente, a sífilis é agora tratável com penicilina se pega em seus estágios iniciais. No entanto, está fazendo um tipo de retorno - em 2010, houve quase 46.000 casos de sífilis relatado nos Estados Unidos. Novos casos são principalmente atribuíveis a homens que fazem sexo com homens, mas a doença também está tendo um retorno problemático em humanos com vaginas.

Este ressurgimento é super importante para a fertilidade. Se engravidar enquanto estiver com sífilis não tratada, você tem 50% de aborto espontâneo ou natimorto. Se o seu bebê for infectado durante o parto, há 10% de chance de morte, muitas vezes apenas alguns dias depois de nascer. E se você contrair sífilis em algum momento nos quatro anos antes de engravidar, as chances de seu feto ser infectado é de 80%.

A sífilis também pode causar epididimite em pessoas com órgãos reprodutivos masculinos, que já sabemos que podem causar infertilidade. A sífilis também pode mexer com os testículos, o que pode afetar negativamente a fertilidade. Finalmente, se você deixar sua sífilis ficar sem tratamento por tempo suficiente, você pode desenvolver tabes dorsalis, que é quando a doença começa a degenerar seus nervos. Uma das consequências desta sífilis tardia é a disfunção erétil.

5. Herpes Genital

Herpes genital é causada pelo vírus de herpes simples (HSV). Humanos com vaginas são muito mais prováveis de obter esta infecção, que infelizmente é incurável (mesmo agora). Estima-se que um em cada quatro humanos com sistemas reprodutivos femininos têm herpes genital, comparado a quase um em oito com sistemas reprodutivos masculinos.

O herpes genital não atrapalha sua capacidade de engravidar, mas pode ser perigoso para o feto. Se você está grávida e tem um surto de herpes durante o terceiro trimestre, você pode passar o vírus ativado, que pode ser mortal para o seu recém-nascido. Felizmente, você pode impedir seu bebê de obter herpes através de medicação e por parto através de uma cesariana.

Estudos mostram a possíbilidade de influência em infertilidade, mas ainda é muito cedo para dizer.

6. HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) interfere em seu sistema imunológico, enfraquecendo-o para que ele não possa combater doenças. AIDS é a condição criada pelo HIV em que seu sistema imunológico está danificado e não pode lutar contra outras infecções, então você fica doente muito facilmente.

Como herpes, o HIV não impede sua capacidade de engravidar. No entanto, você pode transmitir HIV para um feto, dando-lhe uma doença que atualmente é vitalícia e incurável. Felizmente, se você souber o seu estado de HIV quando engravidar, você pode trabalhar com seu médico para obter medicação que irá garantir que seu bebê nasça HIV negativo. Você também pode fazer uma cesariana em vez de um parto vaginal para proteger ainda mais seu bebê. Seu novo ser humano será colocado sob medicação para o HIV nas primeiras seis semanas de sua vida para garantir que qualquer HIV que tenha chegado a esse minúsculo novo corpo seja erradicado. Finalmente, será solicitado que você não amamente, já que os bebês podem pegar o HIV através do leite materno.

Conclusão

Não compartilhamos essa informação para te assustar, mas a realidade é que se você pegar uma dessas DSTs e não a tratar (aquelas que são tratáveis) ou controlar ou mesmo tomar medidas preventivas, pode ser mais difícil para você ter um bebê saudável no futuro. É por isso que é super importante proteger-se (ou seja, usar preservativos com seus parceiros sexuais, a menos que você tenha certeza de que eles não têm uma DST) e fazer o exame regularmente - muitas dessas doenças não apresentam sintomas por um tempo, se alguma vez apresentam, você pode nem saber que você as tem, a menos que você as veja no resultado do exame.

Lembre-se de que nenhum sexo é 100% seguro; Estamos sempre assumindo um pouco de risco quando compartilhamos nosso corpo com outra pessoa. Mas é tão importante lembrar todas as coisas boas sobre sexo (seja o que for para você) e lembrar que as DSTs são um fato da vida. Faça o seu melhor para se proteger e para proteger a sua fertilidade, mas também não deixe o medo te paralisar.

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ClaCs

Cirurgia Vascular - Sat, 04/06/2019 - 21:56

Na última década diversas tecnologias amadureceram e passaram a integrar o arsenal terapêutico venoso.

Há muito se sabe que nenhuma técnica única é perfeita para o tratamento de todas as teleangiectasias, reticulares e varizes.

Não existe pílula milagrosa, ou pomada mágica.

Cada técnica é mais adequada para determinado tipo de vaso, e, por isso o planejamento terapêutico é essencial, e não pode ser escolhido como se escolhe diferentes marcas de shampoo.

O grande segredo está em identificar a melhor técnica para determinado tipo de lesão e paciente, o que deve ser realizado pelo cirurgião vascular.

Por exemplo, um paciente pode ter alguma contra indicação ou aversão a certo tratamento, que para outro pode ser o ideal.

Portanto, não existe a “receita de bolo”, um padrão que funciona para todo mundo, e deve ser personalizado pelo cirurgião vascular seguindo as características e necessidades de cada paciente.

Os aparelhos, tecnologias e métodos existentes são nada mais do que ferramentas na mão de um artista, que deve escolher a mais adequada para o objetivo do tratamento.

Imagine um pincel na mão de Leonardo da Vinci e o mesmo pincel na mão de outro mortal qualquer, o resultado será sempre diferente. Assim como tenho certeza que Leonardo talvez não conseguisse fazer sua melhor obra de arte usando um computador.

O uso que se faz das ferramentas é mais importante do que a ferramenta em si para o resultado final.

Porém, novas ferramentas, após adequada avaliação podem apresentar resultados mais consistentes, reprodutíveis e com menos riscos, e devemos sempre que possível acrescentá-los à pratica.

A associação de métodos no tratamento dos vasinhos há muito tempo é vista como uma alternativa mais eficaz para o tratamento, utilizando diferentes técnicas para diferentes vasos.

Ao associar métodos, aumenta-se a eficácia, sem atingir limites perigosos.

O CLaCs é acrônimo para CrioLaser e CrioEsclero, duas técnicas que quando associadas se potencializam.

O Criolaser consiste na aplicação de anestesia pelo frio e laser, ou seja a diminuição da temperatura local para atingir estado de ausência ou minimização de dor, a crioanestesia, além da proteção do calor gerado pelo laser.

No momento em que a anestesia pelo frio é atingida, é feito o disparo do laser que causa lesão térmica no vaso.

Após isso é realizado a crioesclero, que consiste na injeção de glicose, substância tradicional para a escleroterapia, mas nesse momento congelada a quase -30˚C.

A glicose congelada, causa dano térmico ao vaso, agora não pelo calor, mas pelo frio, e também dano osmolar pela sua alta concentração. Potencializando assim o efeito do laser inicial e trazendo resultados mais rápidos.

A glicose sozinha é muito segura, mas com potencial baixo de esclerosar os vasos. Sozinha, requer dezenas de sessões para funcionar.

Todo o procedimento é guiado por técnica de realidade aumentada, ou seja, a projeção na própria pele do paciente de suas veias, agora captadas por aparelho dedicado de infravermelho, o flebovisualizador.

Com o procedimento guiado pelo infravermelho e utilizando criolaser associado à crioesclerose, aumenta-se a gama dos vasos passíveis de serem tratados sem cirurgia, com menos dor e menos picadas.

A técnica não elimina a necessidade de cirurgia em alguns casos, mas aumenta a quantidade de vasos que podem ser tratados e com menos sessões.

A flebosuite consiste no local onde o procedimento é realizado, deve ser local de alta luminosidade, com os equipamentos necessários para congelar o ar e a glicose, e equipamento de laser e realidade aumentada para visualização de vasos difíceis.

Outros equipamentos que podem fazer parte da sala de procedimentos é a radiofrequência, termocoagulação, flebovisualizadores, lupas e outros.

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Cruzar as pernas quando sentado causa varizes?

Cirurgia Vascular - Sat, 04/06/2019 - 21:44

Cruzar as pernas aumenta momentaneamente a pressão nas veias superficiais, mas isso não parece ser um fator importante no desenvolvimento dos vasinhos na maioria das pessoas.

 

varizes
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Vasinhos ocorrem apenas em mulheres?

Cirurgia Vascular - Sat, 04/06/2019 - 21:44

Homens não são imunes, mas as mulheres procuram mais o tratamento por causa estética. Teleangiectasias em homens são mais visíveis, maiores e mais escuras, e, quando procuram conselho médico freqüentemente é por sintoma como dor ou desconforto.
Na prática o que acontece é que os homens procuram o tratamento tardiamente, frequentemente em fase mais avançada da doença.

 

varizes
Categories: Medical

Dieta e Exercício previnem vasinhos?

Cirurgia Vascular - Sat, 04/06/2019 - 21:41

A principal causa de teleangiectasias e veias reticulares, os chamados vazinhos é a genética, como já elucidado previamente, sendo a gravidez e periodos prolongados de pé fatores agravantes.
Manter o peso ideal ajuda a prevenir uma pressão desnecessária em membros quando de pé, mas dieta e exercício não são fatores diretos.
Portanto, dieta e exercício físico ajudam a prevenir a obesidade, essa sim fator de risco de varizes e vasinhos.

varizes
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Glândulas adrenais

Amato Consultório Médico - Sat, 04/06/2019 - 21:16
Glândula adrenal

Suprarrenal

As glândulas adrenais (ou suprarrenais) se localizam logo acima dos rins e secreta vários hormônios: aldosterona, cortisol e androgênios. As doenças que afetam essa glândula podem resultar em falta ou excesso de um ou mais desses esteroides.

 

As doenças adrenais podem ser causadas por problemas genéticos em sua formação, como a hiperplasia adrenal congênita (detectada pelo teste do pezinho); doenças infecciosas (AIDS, tuberculose, fungos) e autoimunes (adrenalite autoimune).

 

 

Existe fadiga adrenal?

 

Esse diagnóstico não existe!

 

As pessoas que se sentem cronicamente cansadas, com sensação de fraqueza ou indispostas podem estar apresentando sintomas decorrentes de várias outras doenças que exibem fadiga como sintoma como sobrecarga de trabalho, estresses da vida cotidiana, má qualidade do sono, ou até mesmo distúrbios psico-afetivo como depressão. 

 

Existem doenças relacionadas às glândulas adrenais que geram insuficiência adrenal, mas tais doenças são graves e raras, com tratamentos específicos, e devem ser tratadas por um endocrinologista. Suspeite de informações contidas na internet que preconizam tratamento para o termo ‘fadiga adrenal’, pois estas são enganosas.

 

 

 

Cuide-se e entregue sua saúde para quem irá tratá-la como responsabilidade. 

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Androgênios na mulher

Amato Consultório Médico - Sat, 04/06/2019 - 21:13
Androgenios na mulher

testosterona

Atualmente, há um aumento crescente de profissionais que dosam os níveis de testosterona em mulheres. Alguns profissionais de saúde, inclusive, têm com muita frequência "diagnosticado" mulheres como tendo deficiência de testosterona, e indicando tratamentos de "reposição" desse hormônio. Em mulheres, 50% dos androgênios são produzidos pelos ovários e 50% pela glândulas adrenaislocalizadas bilateralmente acima dos rins. Sabe-se que, de fato, o os níveis de androgênios nas mulheres diminuem com a idade devido à falência ovariana. No entanto, não há falência completa dessa produção já que os ovários, na menopausa, param a produção somente de estrogênios mas não androgênios. Além disso, as adrenais ainda continuam a sua produção hormonal normalmente. Mulheres que retiraram os ovários (ooforectomia) ou as adrenais (adrenalectomia) têm alguma chance de ter deficiência androgênica e devem ser devidamente avaliadas pelo especialista na área hormonal, o endocrinologista. Portanto, salvo em situações raras, não há contexto para se falar em deficiência androgênica na mulher que tenha seus ovários e suas glândulas adrenais funcionantes. 
    As dosagens laboratoriais de testosterona disponíveis atualmente nos melhores laboratórios, são voltadas para medir níveis masculinos, ou seja, essas dosagens começam a ter precisão somente com níveis em torno de 100 ng/dL. Para os níveis habituais presentes em mulheres normais, que encontram-se em torno de 20 a 50 ng/dL, esses testes não têm sensibilidade e especificidade suficientes para identificar deficiência androgênica. Ou seja, a dosagem de testosterona em mulheres na tentativa de detectar deficiência androgênica é equivocada e inútil. Essa dosagem se torna ainda mais descabida em mulheres jovens e em uso de anticoncepcionais orais, que em sua maioria interferem nos testes laboratoriais, falseando resultados. 
    Muitos médicos ainda atribuem sintomas muito frequentes na maioria da população atual como fadiga crônica, estresse, diminuição da libido à essas dosagens hormonais errôneas justificando o uso indiscriminado de medicamentos que elevem os níveis de testosterona nessas mulheres. O problema é que esses sintomas, muito provavelmente não são consequência da deficiência androgênica e sim podem ser consequência de outras várias doenças como exemplo depressão, apnéia do sono, que ficarão mascaradas com um tratamento inadequado.
    A sociedade americana de endocrinologia assim como a brasileira vêm frequentemente alertando contra esses falsos diagnósticos de "deficiência androgênica em mulheres" e tratamentos equivocados. 
    Para não colocar em risco a sua saúde, procure seu médico de confiança para mais informações. Cuide da sua saúde com responsabilidade.
 

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Sem tratar, vasinhos se tornam varizes grandes ?

Cirurgia Vascular - Tue, 04/02/2019 - 08:52

Os vasinhos em si não se transformam em grandes varizes, porém, como já dito anteriormente, podem alertar para um problema maior, como uma insuficiência venosa e, nesse caso, se não tratar, as veias podem se tornar varicosas. Por isso a importância de tratar os vasinhos com o cirurgião vascular, que se preocupa com o paciente por inteiro e não apenas com o aspecto estético. Sendo uma doença que apresenta um aspecto estético, é necessário tratar a doença e, assim, ter a possibilidade de resolução estética.

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O pé diabético tem cura?

Cirurgia Vascular - Tue, 04/02/2019 - 08:44

O pé diabético não tem cura, mas na realidade é possivel controlar o problema na maioria das vezes, desde que haja muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes, é preciso comprometimento do paciente com o tratamento. Cuidados com os pés diabéticos.

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Como é feito o tratamento do pé diabético?

Cirurgia Vascular - Tue, 04/02/2019 - 08:42

É imprevisível a evolução das lesões nos diabéticos, particularmente quando se associam à polineuropatia, à vasculopatia e às infecções.
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões - o mais imediato possível.
A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico. Muitas vezes é necessário a associação de vários tratamentos.
Veja os cuidados necessários com o pé diabético.

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