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Como saber se pode ou não ter filhos?

Fertilidade - Mon, 06/14/2021 - 11:20

Quando está tentando engravidar e não obtém êxito nas primeiras tentativas, o casal logo desconfia de que há algo errado com a fertilidade de ambos. Mas, como saber se alguém pode ou não ter filhos? Existe alguma alteração física que identifique a infertilidade? É sobre isso que falaremos mais adiante.

Entendendo a infertilidade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 15% dos casais apresentam problemas de infertilidade em todo o mundo. Muitos deles não sabem que possuem essa condição e só procuram saber sobre o assunto quando as tentativas para engravidar são infrutíferas.

Mas, o que é considerado infertilidade? Segundo a OMS, um casal saudável e jovem que mantém relações sexuais frequentemente, sem contraceptivos, pode engravidar facilmente em até um ano. Muitos deles conseguem êxito em apenas 6 meses.

Quando a mulher tem uma idade mais avançada, a partir de 35 anos, por exemplo, o prazo de um ano cai para seis meses. Após esse tempo de tentativas, se a gravidez não se confirmar, o casal já deve ficar em alerta e procurar ajuda médica, pois é possível que haja algum problema de infertilidade.

A infertilidade atinge homens e mulheres e pode ter origem genética ou pode ser adquirida ao longo do tempo, devido à idade, doenças infecciosas e hábitos não saudáveis, dentre outras causas.

Como saber se alguém pode ou não ter filhos

A infertilidade não apresenta sintomas. Desta forma, não é possível detectar com certeza algum sinal que confirme a dificuldade em engravidar, seja no homem ou na mulher. Contudo, existem situações, doenças e fatores de risco que dificultam a fecundação.

Conhecendo um pouco mais sobre essas doenças e seus sintomas e sabendo quais situações diárias devem ser evitadas, é mais fácil saber se você está no caminho certo ou não para alcançar a tão sonhada gravidez.

Infertilidade na mulher Idade

A partir dos 35 anos de idade, a mulher produz óvulos em menor quantidade, dificultando a fecundação.

Ciclo menstrual irregular

Quando tem um ciclo menstrual irregular, a mulher não consegue precisar quando está ovulando, o que atrapalha a tentativa de engravidar.

Menopausa precoce

A menopausa simboliza o fim do período fértil e começa a partir dos 40 anos de idade. Em algumas mulheres, contudo, essa fase chega bem mais cedo, por volta dos 35 anos.

Doenças ginecológicas

As doenças ginecológicas atrapalham o ciclo menstrual, causam inflamações e prejudicam a fertilidade. As mais comuns são:

A endometriose é a causa mais comum da infertilidade feminina. O endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero, cresce fora dessa cavidade, atingindo as trompas, a bexiga e o intestino. Costuma provocar cólicas intensas e dores durante a relação sexual.

  • Obstrução nas trompas

É nas trompas que ocorre o encontro entre os gametas masculino e feminino, ou seja, entre o espermatozoide e o óvulo. A obstrução pode acontecer por problemas infecciosos e gerar a gravidez ectópica, fora do útero, sem chances de evoluir.

  • Miomas uterinos

Os miomas são tumores benignos que crescem na parede do útero. Além de causar dores pélvicas, os nódulos alteram o ciclo menstrual e o fluxo menstrual.

  • SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma alteração hormonal que provoca o crescimento anormal dos ovários e a produção de microcistos na região. Também é uma das causas mais comuns da infertilidade e pode provocar crescimento excessivo de pelos no rosto, espinhas e ganho de peso, além de alterar o ciclo menstrual.

Sintomas

Os sintomas permitem à mulher ficar um pouco mais atenta às doenças e, possivelmente, associar a uma dificuldade para engravidar. Os mais comuns são:

  • Dores pélvicas fora do período menstrual;
  • Cólicas intensas durante o período menstrual;
  • Dor durante a relação sexual, ao evacuar e ao urinar;
  • Excesso de pelo e de acne no rosto e corpo;
  • Aumento de peso sem uma razão específica;
  • Alterações na menstruação: ciclo irregular, maior ou menor quantidade de sangue, presença de coágulos etc.

 

Infertilidade no homem

A infertilidade masculina corresponde a 40% do total dos casos de infertilidade, segundo a OMS. Uma porcentagem alta e que refuta o pensamento muito comum de que a mulher é que seria responsável por quase todas as situações de infertilidade. As principais causas da infertilidade masculina são:

Alterações hormonais: responsáveis pela baixa produção de esperma.

Varicocele: a causa mais comum da infertilidade masculina se caracteriza pela dilatação excessiva e anormal das veias testiculares.

DSTs: as doenças sexualmente transmissíveis provocam infecções e lesões nos órgãos internos também prejudicando a produção de esperma e de espermatozoides.

Obstruções: os dutos testiculares, responsáveis pelo transporte do esperma, também podem sofrer obstrução, impedindo a sua liberação.

Sintomas

Quando acometido por alguma das doenças citadas acima, o homem pode apresentar sintomas específicos, como:

  • Alterações nos testículos: dor, inflamação, nódulos, ferimentos etc.
  • Falta de desejo sexual
  • Disfunção erétil: dificuldade em manter uma ereção
  • Dificuldade em ejacular ou fluxo baixo
  • Redução dos pelos no rosto e no corpo, resultado das alterações hormonais.
Fatores de risco comuns aos dois

Algumas situações podem prejudicar tanto os homens quanto as mulheres e também devem ser evitadas, caso haja o desejo de engravidar.

  • Maus hábitos alimentares;
  • Obesidade ou baixo peso;
  • Exposição a agentes químicos, pesticidas e agrotóxicos;
  • Uso de cigarro, álcool e outras drogas;
Esterilidade e infertilidade não são a mesma coisa

É muito comum que as pessoas confundam esterilidade com infertilidade, usando os dois termos como sinônimos. Contudo, são nomenclaturas diferentes e, principalmente, não querem dizer a mesma coisa.

A primeira diferença é sobre a característica de cada condição. A infertilidade consiste em uma dificuldade para engravidar, que pode ser causada por inúmeros fatores, desde os congênitos até aqueles adquiridos ao longo da vida.

Já a esterilidade é a impossibilidade de produzir aquilo que é necessário para uma fecundação. Ou seja, o homem estéril não consegue produzir espermatozoides. E a mulher estéril não consegue produzir óvulos. A falta de um ou do outro gameta impossibilita a fecundação e, claro, a gravidez.

Outra diferença é em relação ao tratamento. A infertilidade é reversível, desde que seja feito o tratamento adequado, de acordo com a especificidade de cada caso. Por outro lado, a esterilidade é irreversível. Não tendo como tratar o problema, não há possibilidade de uma gravidez.

Agora você já sabe como saber se pode ou não ter filhos ou, ao menos, já esclareceu algumas de suas dúvidas. Vale lembrar que a infertilidade não tem sintomas. Logo, além de ficar atento às doenças que podem prejudicar uma fecundação, é fundamental buscar ajuda médica para diagnosticar qualquer doença ou alteração de forma correta. Procure o seu médico ginecologista e siga as orientações dele para que, juntos, vocês consigam encontrar uma solução e alcançar a tão sonhada gravidez.

Veja alguns famosos que fizeram tratamento para engravidar.

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O que causa gordura nas coxas?

Cirurgia Vascular - Mon, 06/14/2021 - 10:00

O excesso de gordura nas coxas é uma característica muito comum em mulheres. Normalmente, essa condição está associada à obesidade que, por sua vez, tem origem na má alimentação e falta de atividade física. Mas, o que muitas pessoas não sabem, principalmente as mulheres, é que nem sempre a gordura que se acumula nas coxas se trata de obesidade. Há uma chance enorme de ser uma outra doença: o lipedema. Nesse artigo, vamos falar mais sobre esse problema pouco diagnosticado, mas cada vez mais comum no público feminino.

Gordura nas coxas: um sinal do lipedema

O lipedema é uma doença genética, que atinge principalmente as mulheres. Raros são os casos em que os homens são acometidos por esse problema. A principal característica dessa doença é o acúmulo exacerbado de gordura na região das pernas, especialmente nas coxas.

Quando a mulher sofre com o lipedema, é comum que o seu corpo tenha uma proporção diferenciada. A parte de baixo é mais larga enquanto a parte de cima é mais estreita. Frequentemente, a mulher usa um número menor de roupa na parte superior e um número maior na parte inferior.

A gordura se instala nessa região de maneira simétrica, ou seja, atingindo as duas pernas de uma vez, fazendo surgir nódulos doloridos e manchas roxas.

De onde vem o lipedema

A doença tem um histórico familiar forte por causa da ação dos genes. Esses genes podem atingir várias gerações de mulheres, ainda que em alguma destas gerações passe totalmente despercebida. Portanto, o lipedema é uma doença com predisposição genética e quem sofre com a doença hoje certamente tem na sua família algum antepassado que também já passou pela mesma condição.

Além do fator genético, o surgimento do lipedema também está associado a alguns hormônios sexuais e hormônios de crescimento.

É por isso que muitas mulheres relatam que começaram a acumular gordura nas coxas após momentos específicos da sua vida, como a puberdade, a gravidez e a menopausa. É exatamente nessas fases que acontece um maior desequilíbrio hormonal.

Como tratar a doença e eliminar a gordura acumulada

O lipedema é uma doença crônica e não tem cura. É importante deixar essa informação clara para que o indivíduo tenha uma visão mais realista da situação. Provavelmente são vários genes envolvidos na origem da doença, mas nenhum deles foi detectado ainda.

Entretanto, apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento e este deve ser iniciado o mais cedo possível, logo após a identificação dos sintomas. A rapidez no diagnóstico favorece o tratamento e também os resultados satisfatórios.

O tratamento do lipedema consiste em uma série de cuidados orientados e prescritos pelo cirurgião vascular, especialista responsável por essa doença. Podemos citar:

  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Alimentação saudável, com preferência para alimentos anti-inflamatórios;
  • Uso de meias de compressão;
  • Realização de drenagem linfática;
  • Elevação das pernas para facilitar a circulação;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Cirurgia de remoção da gordura, chamada de lipoaspiração.

O tratamento do lipedema pode ser clínico ou cirúrgico. A indicação de um ou outro deve ser feita exclusivamente pelo médico que acompanha o caso, de acordo com a fase da doença, as condições físicas da paciente e da resposta ao tratamento.

Outros sintomas do lipedema

A gordura nas coxas é o principal sintoma do lipedema e serve de alerta para as mulheres que apresentam essa característica. Contudo, não é o único indicativo. Também é importante observar:

Dor nas pernas

Pernas doloridas, sensíveis ao toque, mesmo estando em repouso. A dor acontece porque a gordura do lipedema é uma gordura doente, que inflama muito fácil e, por isso, é muito sensível, provocando dor mesmo em momentos de descanso.

Hematomas na pele

Manchas roxas na pele, que a mulher não sabe de onde vieram e que surgem repentinamente também são sintomas clássicos do lipedema. Às vezes, a mulher acha que está distraída porque sofreu alguma pancada e não se deu conta. Só depois o hematoma aparece.

Na verdade, para que surjam as manchas não é necessário nenhum trauma grave. Quem sofre com lipedema tem nódoas roxas na pele porque os vasos capilares são frágeis. Qualquer contato com alguma superfície ou com outra pessoa pode romper um desses vasos e provocar o hematoma.

Perda da mobilidade

A falta de mobilidade é um dos sintomas do lipedema e também um dos desconfortos mais relatados pelas mulheres. O excesso de gordura nas coxas impede que essas mulheres subam escadas, façam uma caminhada ou usem uma bicicleta ergométrica na academia, por exemplo.

Além disso, o joelho é seriamente afetado por causa do sobrepeso, podendo provocar lesões e dores ao caminhar, também dificultando a movimentação diária. Para não sentir dor, a mulher evita andar e acaba se tornando ainda mais sedentária.

Gordura nas coxas pode ser obesidade?

Sim, porém, quando o depósito de gordura acontece especificamente na região das pernas, como as coxas, a probabilidade de ser lipedema é muito grande. Cerca de 11% das mulheres sofrem com essa doença. 

Apesar dos sintomas similares, obesidade e lipedema são doenças diferentes, que exigem tratamentos específicos. É muito fácil diferenciar a obesidade do lipedema. Veja alguns pontos que devem ser observados com cuidado:

Onde a gordura está localizada

Quanto tem obesidade, a pessoa acumula gordura em todas as partes do corpo. Ela engorda por completo. Quando tem lipedema, a gordura fica acumulada especificamente nas coxas, tornozelos e, às vezes, nos braços.

Qual é o nível de dor

A gordura da obesidade não dói, diferente da gordura do lipedema que inflama facilmente e causa dor em diversos momentos do dia.

Dieta e exercício físico estão reduzindo o peso?

A gordura do lipedema não é eliminada completamente com a prática de atividades físicas e nem com dieta. Já a obesidade pode ser tratada a partir desses hábitos saudáveis. Ou seja, quem tem lipedema pode se frustrar ao seguir uma alimentação regrada e praticar exercícios físicos, voltados para o tratamento da obesidade, diariamente e, mesmo assim, não ver os resultados que queria.

Diminuir a gordura corporal com exercícios e dieta é muito importante para a saúde do organismo e ajuda no tratamento do lipedema, mas não é a única forma de combatê-lo.

Como vimos, a gordura nas coxas é um indicativo forte de que a mulher está sofrendo com lipedema. Conhecer os outros sintomas e identificar os fatores que favorecem o aparecimento da doença é importante para que a própria mulher possa reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes.

 

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Minhas pernas doem: principais causas e o que fazer

Amato Consultório Médico - Mon, 06/14/2021 - 10:00

Dor nas pernas é um sintoma que pode indicar desde um cansaço natural, passando por traumas físicos e chegando a doenças vasculares. A dor pode ser leve e de fácil tratamento, mas também pode ser incapacitante impedindo a mobilidade do indivíduo. Veja a seguir as principais causas dessa dor e o que fazer para controlar ou eliminar o desconforto.

Dor nas pernas: cansaço ou doença?

Quando a dor nas pernas é resultado de um dia cansativo de trabalho, por exemplo, o esperado é que essa dor desapareça quando o indivíduo entra em repouso. Se for uma consequência de algum esforço físico em demasia, como a prática de uma atividade física, alguns dias são suficientes para o corpo voltar ao normal.

O mesmo acontece quando a dor é ocasionada por algum trauma local como uma pancada leve na região. Após alguns dias, as pernas já não sentem aquele desconforto, desde que o problema tenha sido tratado corretamente.

Agora, quando demora a desaparecer ou quando não tem uma causa aparente, a dor nas pernas exige um pouco mais de atenção e investigação, pois pode ser o sinal de alguma doença e precisa ser tratada o quanto antes para que não se torne um problema crônico.

Principais causas das dores das pernas

Diversos problemas de saúde podem causar dor nas pernas. Entretanto, algumas causas são mais comuns do que outras. Confira quais são eles:

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP)

A principal característica dessa doença é a claudicação intermitente. Enquanto está caminhando, o indivíduo sente uma dor na perna que o obriga a parar até que essa dor seja aliviada. Ele volta a caminhar e em pouco tempo a dor surge novamente. É como se ele estivesse mancando.

A dor é causada devido a uma insuficiência sanguínea nas pernas, impedindo o oxigênio de chegar em toda a sua extensão. Na hora de fazer um esforço, a perna não tem oxigênio e nem força suficiente e o músculo começa a doer.

Os fatores de risco para a DAOP são: tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças coronarianas. Além de adotar hábitos mais saudáveis, é preciso procurar um cirurgião vascular para iniciar o tratamento.

Aterosclerose

A aterosclerose acontece quando a artéria sofre lesões decorrentes especialmente da idade avançada do indivíduo. A partir daí, placas de gordura se fixam nas paredes das artérias impedindo a circulação regular do sangue e a chegada do oxigênio em diversas regiões do corpo.

Além de causar dor nas pernas, a aterosclerose também aumenta o risco de doenças mais graves como isquemias dos membros inferiores, feridas de difícil cicatrização que podem evoluir para amputações, infarto, acidente vascular cerebral e até morte súbita.

A mudança na alimentação é a principal maneira de prevenir a aterosclerose, com consumo maior de alimentos anti-inflamatórios como brócolis, gengibre, alho, açafrão, frutas cítricas, beterraba, espinafre, batata doce, cebola, pimentão vermelho, grãos e outros.

Erisipela

A erisipela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que chega até a parte interna dos membros inferiores através de ferimentos na pele. Os principais sintomas são feridas dolorosas nas pernas e vermelhidão. A erisipela pode evoluir para o linfedema, que é o acúmulo de líquido no corpo.

Se o indivíduo tiver surtos frequentes de erisipela, a doença pode evoluir para a elefantíase, uma inflamação dos vasos linfáticos que provoca inchaço anormal de uma das pernas. Para evitar a erisipela é preciso reforçar a higiene dos pés, evitando a incidência de micoses e tratar ferimentos e outras lesões logo que elas surgirem.

Varizes

Varizes são veias doentes, dilatadas e saltadas que indicam o início de uma insuficiência venosa. Ou seja, é um sinal de que a circulação sanguínea nos membros inferiores não está acontecendo como deveria. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dor nas pernas.

Para aliviar o incômodo, é recomendado o uso de meias de compressão, elevação das pernas para facilitar a circulação sanguínea, redução de peso para diminuir a sobrecarga sobre os membros e procurar ajuda médica para um tratamento cirúrgico, o mais indicado em casos mais graves da doença.

Trombose venosa superficial

Também chamada de tromboflebite, essa doença atinge a parte mais externa da pele e se caracteriza pela presença de um trombo dentro das veias, dificultando a passagem do sangue e inflamando a região. Além da dor, o indivíduo pode sentir calor no local.

Na pele, a tromboflebite tem a aparência de um cordão grosso, saltado e avermelhado demonstrando a presença de um trombo dentro da veia, que pode ser uma veia sadia ou pode ser uma veia doente, ou veia varicosa.

A tromboflebite pode estar associada a outra doença mais grave, a trombose venosa profunda. O uso de meias de compressão pode aliviar os sintomas, mas o acompanhamento de um médico especialista é fundamental para impedir a evolução da doença.

Trombose venosa profunda (TVP)

A doença se caracteriza pela presença de coágulos dentro das veias mais internas dos membros inferiores, impedindo o fluxo sanguíneo, provocando dor e inchaço na região. Em alguns casos, é possível que não haja sintomas.

A trombose venosa profunda é uma doença grave porque pode evoluir para uma complicação ainda mais preocupante, que é a embolia pulmonar. A embolia pulmonar acontece quando um coágulo se desprende do seu local de origem e chega até os pulmões, impedindo a entrada de oxigênio, podendo levar o indivíduo a óbito em pouco tempo.

Algumas causas comuns da TVP são traumas associados a fraturas e longos períodos sem movimentar o corpo, após cirurgias, por exemplo. Quem está em tratamento contra o câncer também pode apresentar o problema, além de pessoas com insuficiência cardíaca e gestantes no final da gravidez e logo após o parto.

A principal orientação é buscar ajuda médica logo que perceber algum sintoma característico e tratar o problema antes que ele se complique ainda mais.

Lipedema

O lipedema é uma doença crônica que atinge basicamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo de gordura na parte inferior do corpo, como quadris, pernas e tornozelos. A gordura acumulada não é a mesma da obesidade e, por isso, não é eliminada com dieta e exercício físico.

Além de dor, o lipedema pode causar inchaço, mobilidade reduzida, sensibilidade em excesso, hematomas frequentes, cansaço extremo dentre outros sinais incômodos. A doença não tem tratamento definitivo, mas uma boa alimentação pode reduzir as inflamações causadas e aliviar o desconforto, além da prática de atividades físicas diárias.

A dor nas pernas pode ser o sintoma de muitas doenças e a melhor maneira de tratar essa dor é identificando a raiz do problema. Portanto, é fundamental buscar ajuda entrando em contato com um cirurgião vascular, especialista no assunto e que pode diagnosticar e prescrever o melhor tratamento para cada caso.

 

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O que causa gordura nas coxas?

Amato Consultório Médico - Mon, 06/14/2021 - 10:00

O excesso de gordura nas coxas é uma característica muito comum em mulheres. Normalmente, essa condição está associada à obesidade que, por sua vez, tem origem na má alimentação e falta de atividade física. Mas, o que muitas pessoas não sabem, principalmente as mulheres, é que nem sempre a gordura que se acumula nas coxas se trata de obesidade. Há uma chance enorme de ser uma outra doença: o lipedema. Nesse artigo, vamos falar mais sobre esse problema pouco diagnosticado, mas cada vez mais comum no público feminino.

Gordura nas coxas: um sinal do lipedema

O lipedema é uma doença genética, que atinge principalmente as mulheres. Raros são os casos em que os homens são acometidos por esse problema. A principal característica dessa doença é o acúmulo exacerbado de gordura na região das pernas, especialmente nas coxas.

Quando a mulher sofre com o lipedema, é comum que o seu corpo tenha uma proporção diferenciada. A parte de baixo é mais larga enquanto a parte de cima é mais estreita. Frequentemente, a mulher usa um número menor de roupa na parte superior e um número maior na parte inferior.

A gordura se instala nessa região de maneira simétrica, ou seja, atingindo as duas pernas de uma vez, fazendo surgir nódulos doloridos e manchas roxas.

De onde vem o lipedema

A doença tem um histórico familiar forte por causa da ação dos genes. Esses genes podem atingir várias gerações de mulheres, ainda que em alguma destas gerações passe totalmente despercebida. Portanto, o lipedema é uma doença com predisposição genética e quem sofre com a doença hoje certamente tem na sua família algum antepassado que também já passou pela mesma condição.

Além do fator genético, o surgimento do lipedema também está associado a alguns hormônios sexuais e hormônios de crescimento.

É por isso que muitas mulheres relatam que começaram a acumular gordura nas coxas após momentos específicos da sua vida, como a puberdade, a gravidez e a menopausa. É exatamente nessas fases que acontece um maior desequilíbrio hormonal.

Como tratar a doença e eliminar a gordura acumulada

O lipedema é uma doença crônica e não tem cura. É importante deixar essa informação clara para que o indivíduo tenha uma visão mais realista da situação. Provavelmente são vários genes envolvidos na origem da doença, mas nenhum deles foi detectado ainda.

Entretanto, apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento e este deve ser iniciado o mais cedo possível, logo após a identificação dos sintomas. A rapidez no diagnóstico favorece o tratamento e também os resultados satisfatórios.

O tratamento do lipedema consiste em uma série de cuidados orientados e prescritos pelo cirurgião vascular, especialista responsável por essa doença. Podemos citar:

  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Alimentação saudável, com preferência para alimentos anti-inflamatórios;
  • Uso de meias de compressão;
  • Realização de drenagem linfática;
  • Elevação das pernas para facilitar a circulação;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Cirurgia de remoção da gordura, chamada de lipoaspiração.

O tratamento do lipedema pode ser clínico ou cirúrgico. A indicação de um ou outro deve ser feita exclusivamente pelo médico que acompanha o caso, de acordo com a fase da doença, as condições físicas da paciente e da resposta ao tratamento.

Outros sintomas do lipedema

A gordura nas coxas é o principal sintoma do lipedema e serve de alerta para as mulheres que apresentam essa característica. Contudo, não é o único indicativo. Também é importante observar:

Dor nas pernas

Pernas doloridas, sensíveis ao toque, mesmo estando em repouso. A dor acontece porque a gordura do lipedema é uma gordura doente, que inflama muito fácil e, por isso, é muito sensível, provocando dor mesmo em momentos de descanso.

Hematomas na pele

Manchas roxas na pele, que a mulher não sabe de onde vieram e que surgem repentinamente também são sintomas clássicos do lipedema. Às vezes, a mulher acha que está distraída porque sofreu alguma pancada e não se deu conta. Só depois o hematoma aparece.

Na verdade, para que surjam as manchas não é necessário nenhum trauma grave. Quem sofre com lipedema tem nódoas roxas na pele porque os vasos capilares são frágeis. Qualquer contato com alguma superfície ou com outra pessoa pode romper um desses vasos e provocar o hematoma.

Perda da mobilidade

A falta de mobilidade é um dos sintomas do lipedema e também um dos desconfortos mais relatados pelas mulheres. O excesso de gordura nas coxas impede que essas mulheres subam escadas, façam uma caminhada ou usem uma bicicleta ergométrica na academia, por exemplo.

Além disso, o joelho é seriamente afetado por causa do sobrepeso, podendo provocar lesões e dores ao caminhar, também dificultando a movimentação diária. Para não sentir dor, a mulher evita andar e acaba se tornando ainda mais sedentária.

Gordura nas coxas pode ser obesidade?

Sim, porém, quando o depósito de gordura acontece especificamente na região das pernas, como as coxas, a probabilidade de ser lipedema é muito grande. Cerca de 11% das mulheres sofrem com essa doença. 

Apesar dos sintomas similares, obesidade e lipedema são doenças diferentes, que exigem tratamentos específicos. É muito fácil diferenciar a obesidade do lipedema. Veja alguns pontos que devem ser observados com cuidado:

Onde a gordura está localizada

Quanto tem obesidade, a pessoa acumula gordura em todas as partes do corpo. Ela engorda por completo. Quando tem lipedema, a gordura fica acumulada especificamente nas coxas, tornozelos e, às vezes, nos braços.

Qual é o nível de dor

A gordura da obesidade não dói, diferente da gordura do lipedema que inflama facilmente e causa dor em diversos momentos do dia.

Dieta e exercício físico estão reduzindo o peso?

A gordura do lipedema não é eliminada completamente com a prática de atividades físicas e nem com dieta. Já a obesidade pode ser tratada a partir desses hábitos saudáveis. Ou seja, quem tem lipedema pode se frustrar ao seguir uma alimentação regrada e praticar exercícios físicos, voltados para o tratamento da obesidade, diariamente e, mesmo assim, não ver os resultados que queria.

Diminuir a gordura corporal com exercícios e dieta é muito importante para a saúde do organismo e ajuda no tratamento do lipedema, mas não é a única forma de combatê-lo.

Como vimos, a gordura nas coxas é um indicativo forte de que a mulher está sofrendo com lipedema. Conhecer os outros sintomas e identificar os fatores que favorecem o aparecimento da doença é importante para que a própria mulher possa reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes.

 

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Cirurgia endoscópica para cisto facetário

Amato Consultório Médico - Fri, 06/11/2021 - 10:00

Apesar das hérnias de disco e das estenoses ósseas serem as principais causas de compressões na coluna, que podem levar a dor e problemas neurológicos, o cistos articulares (cistos zigo-apofisários ou cistos facetários) também podem causar esses sintomas.

Veja o vídeo da ressecção endoscópica de um cisto facetário na coluna:

 

 

 

A origem desses cistos é polêmica, mas é muito comum estarem presentes no nível de L4L5, associados à hipermobilidade e à instabilidade, como a coexistência com espondilolistese.

 

A ressonância magnética é o exame de escolha para o diagnóstico dessas lesões.

O tratamento inicial é clínico com medicamentos e fisioterapia, mas caso não haja melhora dos sintomas, ou então haja sintomas neurológicos sérios pela compressão nervosa, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. Bloqueios e tentativas percutâneas de romper o cisto são muitas vezes frustras, levando a necessidade da ressecção cirúrgica do cisto.

 

A cirurgia endoscópica da coluna trouxe inúmeras vantagens para o tratamento das hérnias de disco e estenoses da coluna, e não seria diferente para o tratamento dos cistos facetários, seja com o acesso interlaminar ou acesso transforaminal1,2.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências

 

  1. Krzok G, Telfeian AE, Wagner R, Iprenburg M. Transpedicular endoscopic surgery for lumbar spinal synovial cyst—report of two cases. J Spine Surg. 2016. doi:10.21037/jss.2016.09.02
  2. Komp M, Hahn P, Ozdemir S, et al. Operation of lumbar zygoapophyseal joint cysts using a full-endoscopic interlaminar and transforaminal approach: Prospective 2-year results of 74 patients. Surg Innov. 2014;21(6):605-614. doi:10.1177/1553350614525668

 

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O que é bom para aumentar a fertilidade?

Fertilidade - Thu, 06/10/2021 - 16:55

Procurando dicas para aumentar a fertilidade e engravidar mais rapidamente? Em primeiro lugar, é preciso saber que a fertilidade é um acontecimento natural do corpo humano, que consiste na capacidade de reprodução e gestação de forma natural, sem intervenção externa.

Para isso, espermatozoides e óvulos, os responsáveis pela gravidez, devem estar saudáveis. Além disso, o casal precisa manter relações sexuais dentro do período fértil da mulher, essencial para que haja o encontro entre o gameta masculino e o gameta feminino.

Sabendo disso, vejamos a seguir algumas dicas importantes para aumentar a fertilidade e potencializar as chances de um casal finalmente alcançar uma gestação saudável e feliz.

Probabilidade de uma gravidez natural

De uma maneira geral, a probabilidade de um casal jovem e saudável engravidar varia entre 15% e 20%, a cada ciclo menstrual da mulher, caso eles façam sexo com a frequência adequada, respeitando o período fértil e sem usar contraceptivos.

Atendendo a todos esses requisitos, é esperado que a gravidez aconteça em até doze meses, após o início das tentativas, sendo que a grande maioria consegue engravidar nos primeiros seis meses. Caso isso não aconteça, é necessário investigar a presença de algum problema de fertilidade.

Além do fator idade, que influencia drasticamente na reserva ovariana e, consequentemente, na fecundação dos óvulos, temos também as doenças que podem afetar tanto o homem quanto a mulher e impedir a gestação por vias naturais.

Como aumentar a fertilidade

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações com frequência, dentro do período propício para uma gravidez, algumas mudanças de hábitos podem ser definitivos para potencializar a fertilidade e garantir uma gestação natural. Saiba o que é possível fazer:

Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação saudável não é interessante apenas para uma vida com mais qualidade, mas também para facilitar um processo de gravidez. Inclua no seu cardápio os alimentos naturais e reduza os industrializados, ricos em açúcar e gordura.

Consuma mais frutas, legumes, verduras, vegetais, peixes, aveia, cereais integrais, sementes, oleaginosas, leguminosas e ovos. São alimentos ricos em vitamina B, vitamina A e vitamina E, além de outros nutrientes essenciais para o equilíbrio hormonal e para a saúde do organismo.

Evite o consumo excessivo de café

Não precisa abrir mão do seu café diário, mas evite os excessos. Consuma uma ou duas xícaras pequenas pela manhã e evite a bebida no restante do dia. Ingerir muita cafeína pode ser prejudicial à fertilidade feminina. 

Lembrando que a cafeína está presente também em chás, energéticos e alguns tipos de refrigerante.

Largue o cigarro

Já sabemos que o cigarro é prejudicial para a saúde do corpo como um todo. Em relação à fertilidade, não seria diferente. O cigarro possui em sua composição diversos ingredientes nocivos à saúde do útero, dos ovários e óvulos e também dos espermatozoides.

Mesmo que consiga engravidar mantendo o hábito de fumar, a mulher corre um grande risco de sofrer um aborto espontâneo ao longo da gravidez. Portanto, se o seu desejo é aumentar a fertilidade, largue o cigarro o quanto antes.

Evite o consumo de bebidas alcoólicas

Apesar de não serem tão agressivas ao organismo como o cigarro, as bebidas alcoólicas devem ser ingeridas com moderação, pois também prejudicam a gestação natural.

Reduza o estresse

Inclua momentos de descanso e de lazer na sua rotina, por mais atribulada que ela seja. Combater o estresse é importante para evitar o envelhecimento precoce das células e também as alterações hormonais, danosas ao sistema reprodutivo.

Faça atividades físicas

As atividades físicas mantêm o corpo mais saudável, forte e resistente a doenças e agressões externas, promovendo um ambiente propício e seguro para a gestação de um bebê. 

Se exercitar também reduz a ansiedade, inibe os picos de estresse e melhora o sono potencializando a saúde do homem e da mulher.

Além disso, o exercício físico ajuda a regular o peso corporal, reduzindo o acúmulo de gordura e combatendo o sobrepeso, outro fator que compromete a fertilidade natural. Contudo, convém evitar os excessos.

Não faça uso de drogas

Drogas, sintetizadas ou naturais, também devem ficar longe de quem está tentando engravidar, pois dificultam o processo devido às substâncias que as compõem.

Não se exponha a produtos químicos

Pesticidas, solventes, produtos sintéticos, agrotóxicos e outras substâncias similares atrapalham bastante a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres. 

Algumas destas substâncias estão presentes em cosméticos, produtos de limpeza e higiene, alimentos, alguns enlatados, produtos plásticos etc. Leia os rótulos e saiba mais sobre a origem dos produtos que você consome.

Mantenha um peso saudável

Usando o cálculo simples do IMC (Índice de Massa Corporal), é possível saber se o indivíduo está dentro do peso ideal ou não. Assim, devem ser traçadas metas saudáveis para reduzir o percentual de gordura, ou aumentá-lo, se for o caso, e manter o peso equilibrado.

Mulheres obesas ou muito magras têm dificuldade em engravidar porque o peso afeta diretamente os processos ovulatórios e os ciclos menstruais.

Não consigo engravidar de jeito nenhum. E agora?

Você e o seu parceiro possuem todas as características de um casal apto a engravidar de forma espontânea, seguiram todas as dicas listadas aqui, mas o resultado positivo ainda não veio?

É hora de buscar ajuda médica e tentar entender quais são os motivos que estão impedindo a gestação. Como dissemos, um ano é o prazo máximo para que um casal jovem e saudável engravide naturalmente. Muitos têm êxito em apenas 6 meses de tentativas.

Se não for este o seu caso, convém buscar a orientação médica de um especialista em fertilidade e reprodução humana.

Através de exames clínicos e avaliação do histórico de vida e da genética dos futuros pais do bebê, o médico fará o diagnóstico da causa da infertilidade e traçará estratégias para driblar esse problema, alcançando o resultado tão esperado pelos dois.

Lembrando que tanto o homem quanto a mulher podem apresentar impedimentos reprodutivos. Apesar de ser muito comum que essa responsabilidade recaia sobre a mulher, o fato é que os dois devem ser investigados, uma vez que a infertilidade não está restrita a nenhum indivíduo.

Agora que você já sabe o que é bom para aumentar a fertilidade, já pode colocar as dicas em prática e ampliar as chances de ter uma gestação de forma natural e mais rapidamente. Lembrando que estamos falando de qualidade de vida em geral e não de hábitos que serão incorporados por alguns dias e deixados para lá depois. Cuide do seu corpo, da sua saúde, siga as orientações listadas aqui e, caso ainda não consiga engravidar, procure ajuda de um médico especialista no assunto.

 

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Dieta para um tratamento de gravidez saudável

Amato Consultório Médico - Thu, 06/10/2021 - 10:00

Muitos casais que desejam engravidar buscam uma dieta que garanta um tratamento de gravidez mais eficaz e saudável. Nós sabemos que um cardápio baseado em alimentos naturais, com ingredientes variados e de boa origem é fundamental para a saúde do nosso corpo em geral. Quando falamos em fertilidade, esse cuidado deve ser ainda maior.

Contudo, isso não quer dizer que exista uma fórmula alimentar que consiga eliminar todos os riscos e elevar cem por cento as chances de uma gravidez dar certo. O que existem são alguns alimentos e hábitos que podem influenciar de forma positiva ou negativa no tratamento para engravidar. Veja a seguir algumas dicas de alimentação que podem ser incluídas no seu dia a dia e melhorar a fertilidade.

Dieta ideal para uma gravidez saudável

O objetivo de uma alimentação saudável é manter o indivíduo bem nutrido, com consumo equilibrado de fibras, vitaminas e outras substâncias essenciais ao bom funcionamento do corpo humano. 

Além de ter um corpo bem disposto e resistente a doenças, a boa alimentação também ajuda nos processos naturais do indivíduo como o processo de gravidez. Vamos às dicas:

Inclua proteína animal na sua dieta

Alguns estudos já identificaram uma redução considerável dos níveis de fertilidade em pessoas que se alimentam apenas de proteína vegetal em detrimento da proteína animal. Isso não quer dizer, contudo, que vegetarianos ou veganos não podem engravidar, mas sim que precisam encontrar outras maneiras de melhorar a fertilidade.

Quem já consome proteína animal não precisa aumentar a ingestão do alimento, apenas continuar mantendo-a no seu cardápio, até três vezes por semana. Além da carne bovina, inclua carne de frango, carne suína, ovos e peixes.

Evite o excesso de café e de álcool

Nada em excesso é benéfico e o mesmo acontece com o álcool e com o café, especialmente para quem está tentando engravidar. Então, quem é fã de um cafezinho diário ou de uma taça de vinho à noite, não precisa eliminar esses hábitos, mas diminuir a quantidade ingerida para garantir um tratamento mais saudável.

Perca peso e fique longe da obesidade

A obesidade também diminui a fertilidade em homens e mulheres. A mulher, quando está muito acima do peso, apresenta ciclo anovulatórios, ou seja, não ovulam, e isso compromete bastante a fertilização e a gravidez porque menos óvulos são liberados.

Já os homens, quando obesos, têm os seus hormônios alterados, o que interfere na saúde e na quantidade dos espermatozóides liberados.

Então, a dica para quem está tentando engravidar e está acima do peso é emagrecer através de hábitos saudáveis, melhorando a alimentação e fazendo atividade física. Diante da dificuldade em perder peso, é interessante buscar um endocrinologista.

Vitaminas podem ajudar

O uso de polivitamínicos é muito comum por mulheres que desejam engravidar e, de fato, eles podem ajudar a manter o corpo mais saudável, já que possuem doses equilibradas de várias vitaminas. Contudo, a melhora na fertilidade com o uso de polivitamínicos é bem pequena. Utilize polivitamínicos somente sob prescrição médica.

Ácido fólico

Já o ácido fólico é uma vitamina que não deve faltar e precisa estar em quantidades normais no organismo para evitar defeitos no tubo neural, durante a gestação. A ausência ou deficiência dessa vitamina pode contribuir para malformações fetais.

O ácido fólico está presente em folhas de cor escura como couve, espinafre e salsinha. Também é encontrado no brócolis, na beterraba, feijão, ervilha e lentilha.

Devido à baixa ingestão dessa vitamina pela gestante, muito comum, aliás, é recomendada a suplementação do ácido fólico durante a gestação para garantir a saúde do bebê.

Vitamina A

Temos também a vitamina A que, em excesso, pode estar associada a defeitos congênitos, segundo alguns estudos realizados. Por outro lado, a carência de vitamina A também pode influenciar no surgimento de doenças infecciosas.

Portanto, o ideal é sempre evitar os excessos, até mesmo de vitaminas, e tentar manter o equilíbrio no consumo de todas elas. A orientação de um nutricionista é fundamental antes e durante todo o processo de gravidez.

Reduza os laticínios

Os laticínios também são associados à diminuição da concentração de espermatozoides no esperma do homem. Por isso, devem ser consumidos com moderação e na sua versão mais magra, que são os desnatados.

São exemplos de laticínios o leite e seus derivados como a manteiga, o requeijão, o queijo e similares.

Consuma frutas e vegetais orgânicos

Em uma dieta saudável para tratamento da gravidez é muito importante ficar longe de alimentos que contenham algum vestígio de pesticidas, pois eles alteram a morfologia do espermatozóide do homem.

Evite a magreza excessiva

Se a obesidade atrapalha a fertilidade, a magreza em excesso também não ajuda. Quando têm um percentual de gordura muito baixo, essas mulheres deixam de menstruar e, consequentemente, não ovulam diminuindo as chances da gravidez, seja de maneira natural ou através de tratamento.

Inclua alimentos ricos em ômega 3 na sua dieta

O ômega 3 aumenta a produção de espermatozoides e eleva os níveis de fertilidade no homem. Além disso, previne doenças cardiovasculares, diabetes, inflamações e melhora a função cerebral sendo uma substância muito valiosa tanto para homens quanto para mulheres.

São fontes de ômega 3 os peixes, as sementes de chia, linhaça e girassol, além das castanhas e nozes.

Tenha hábitos saudáveis diários

Além de manter uma alimentação balanceada, é preciso que o casal que deseja engravidar mantenha hábitos igualmente saudáveis, com prática diária de atividades físicas, uma boa rotina do sono, mantendo o estresse sob controle e buscando ajuda médica sempre que perceber alguma alteração no organismo.

Lembrando que esses alimentos indicados para a melhora da fertilidade devem ser consumidos diariamente, mas de maneira equilibrada, dentro de uma alimentação amplamente saudável. As refeições devem ser diversificadas, com alimentos variados para melhor aproveitamento de todos os benefícios.

Como pudemos perceber, não existe uma dieta específica que possa garantir um tratamento de gravidez saudável, mas sim práticas e hábitos saudáveis tanto na alimentação quanto nos cuidados com o corpo em geral. Assim, em resumo, é importante evitar o consumo de produtos processados e industrializados, consumir frutas e vegetais livre de substâncias nocivas à saúde, incluir proteínas animais no cardápio, inclusive o peixe, e manter o peso equilibrado. Por fim, não esquecer de ficar longe do cigarro e do álcool em excesso e fugir do sedentarismo.

 

Dra. Juliana Amato

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Saiba o que é fake news na cirurgia plástica

Amato Consultório Médico - Wed, 06/09/2021 - 10:00

Que fake news ganham proporções de compartilhamento muito maiores que as notícias verdadeiras, isso todo mundo já sabe. Mas quando elas atingem a área da Saúde, esses prejuízos podem ser ainda mais perigosos.

 

Abaixo conto o que é verdadeiro e o que é falso na especialidade:

 

 

 

Falso! É preciso analisar a condição de saúde física e psicológica do paciente. Comorbidades crônicas, quando não controladas, podem ser um impedimento.

 

  • É possível fazer a cirurgia plástica junto com a bariátrica.

Fake News! Para pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, a recomendação é que a abdominoplastia seja realizada quando o peso estiver estável pelo período de seis meses, normalmente, o que acontece após dois anos da cirurgia bariátrica.

Indicada quando há um excesso de pele e gordura nessa região, a abdominoplastia é muito mais do que apenas deixar a barriga esticada; a cirurgia pode ser realizada concomitantemente com correções de hérnias da parede abdominal e o tratamento da musculatura reto abdominal (diástase).

 

  • Quem vai fazer cirurgia plástica pode fumar.

 

Fake News! Quem é fumante deve abandonar o cigarro pelo menos quatro semanas antes do procedimento, pois ele interfere na circulação sanguínea, aumentando o risco de complicações.

 

 

  • A cinta modeladora é obrigatória para toda cirurgia plástica feita no abdômen.

 

Fake News! A cinta modeladora não é obrigatória, mas faz parte da recomendação de quase todos os cirurgiões plásticos.

 

  • Além da gordura, a lipoaspiração também acaba com a celulite.

 

Falso. Se houver flacidez e celulite, como em casos de cirurgia bariátrica, pode acontecer até uma piora do quadro.

 

 

  • As estrias podem desparecer com a abdominoplastia.

Verdade.  As estrias que estiverem localizadas na região de pele que será retirada sairão com a cirurgia, mas não impede o aparecimento de novas estrias.

 

  • Mulheres que fazem implante mamário não podem amamentar.

NORMALMENTE não interfere. Isso porque o implante fica abaixo da glândula ou até embaixo da musculatura peitoral. Durante a colocação, quase não ocorre trauma na glândula mamária.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Libido: um campo complexo e que pode ter relação com hormônios

Amato Consultório Médico - Tue, 06/08/2021 - 10:00

A libido feminina é um assunto complexo e pode ser afetada por diversos fatores: sociais, econômicos, psicológicos, físicos e hormonais, entre eles, os hormônios tireoidianos, ovarianos e adrenais.

Os sintomas da falta de libido vão depender de qual o hormônio está alterado. Se for o estrogênio, que é o hormônio feminino, além da libido, a mulher pode ter os famosos fogachos, secura vaginal, perda de massa óssea. Se for o hormônio tireoidiano, pode ter sonolência, queda de cabelo, cansaço, discreto ganho de peso.

O tratamento sempre é com base na reposição do hormônio que está em falta. A terapia de reposição hormonal para o estrogênio, principalmente, na pós-menopausa, resgata a libido e apresenta ótimo resultados.

Além da questão hormonal, a mulher precisa ter uma boa relação com ela mesma e com o seu corpo, bom estado mental e físico e boa saúde para poder garantir uma libido satisfatória.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Qual tratamento para o lipedema?

Amato Consultório Médico - Mon, 06/07/2021 - 12:00

O lipedema é uma doença crônica, de origem genética que atinge especialmente os membros inferiores de mulheres. Dificilmente um homem apresenta sinais de lipedema. Isso porque a doença também está relacionada a questões hormonais.

O sintoma mais comum do lipedema é o acúmulo de gordura na região das pernas. É uma gordura doente, que não é eliminada mesmo com dieta e exercícios físicos não direcionados. Aliás, essa é a diferença básica entre o lipedema e a obesidade. Além de depósitos de gordura nas pernas, o lipedema também pode causar:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Hematomas sem motivação aparente;
  • Alta sensibilidade nas pernas;
  • Sensação de cansaço, principalmente após passar muito tempo em pé;
  • Perda gradual da mobilidade.

O diagnóstico do lipedema acontece através da observação desses sintomas, avaliando ainda a aparência do corpo da mulher. Normalmente, o corpo adquire um formato desproporcional, com a parte superior menor do que a parte inferior.

Qual o tratamento para o lipedema

Existem, basicamente, duas maneiras de tratar o lipedema e ambas devem ser utilizadas ao mesmo tempo para um alcance melhor de resultados. Uma é o tratamento clínico, com adoção de técnicas para controlar os sintomas. A outra é a cirurgia, um tratamento mais invasivo, mas também recomendado em determinados estágios da doença. Saiba mais a seguir.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é voltado para o controle dos sintomas e para evitar a progressão da doença. E, em muitos casos, é suficiente para conter o problema, sem necessidade de cirurgia. Faz parte desse tratamento:

Prática diária de exercícios físicos

A atividade física estimula a circulação sanguínea, ajuda na perda de peso, eliminando o excesso de gordura.

Alimentação saudável

A paciente deve seguir uma dieta baseada em alimentos naturais, com ação anti-inflamatória, reduzindo ao máximo o consumo de industrializados, sal, gordura e açúcar.

Uso de roupas de compressão

A terapia compressiva é utilizada para reduzir o inchaço, que pode se agravar com o avanço da doença.

Drenagem linfática

A drenagem linfática deve ser realizada por um especialista e também tem o foco de reduzir o acúmulo de líquido corporal.

Uso de medicamentos

O médico vascular também pode prescrever o uso de alguns medicamentos, caso ele perceba essa necessidade.

Lembrando que o tratamento clínico é realizado de acordo com o objetivo da paciente que pode ser a melhora da mobilidade, a diminuição do volume dos membros e o controle das comorbidades que podem piorar a doença.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, usamos a lipoaspiração para controlar o lipedema. A lipoaspiração nada mais é do que a retirada da gordura doente em excesso da região dos membros inferiores.

A cirurgia, no entanto, não elimina a doença por completo. Além disso, há um limite de gordura a ser aspirado e o resultado do procedimento varia de acordo com cada paciente. Ou seja, o tratamento cirúrgico não deve ser a única opção de tratamento indicada ou escolhida pela paciente.

Objetivos do tratamento do lipedema

Quando a mulher sofre os incômodos do lipedema, é natural que ela pense em eliminar aquele desconforto, principalmente por causa da questão estética. Entretanto, esse não é o foco principal do tratamento. Os objetivos seguem a ordem de prioridade a seguir:

  1. Evitar a perda da mobilidade

Caso o médico perceba que a paciente poderá ter a sua mobilidade reduzida ou até mesmo perdida em alguns anos, por causa do avanço da doença, ele deve iniciar o tratamento com esse objetivo primordialmente.

  1. Redução dos sintomas

Em segundo lugar, temos o tratamento com foco na redução dos sintomas. É quando o tratamento tenta eliminar os desconfortos provocados pelas dores, cansaço nas pernas, baixa mobilidade, inchaço, hematomas frequentes etc.

  1. Melhora da aparência das pernas

Por fim, temos o terceiro objetivo do tratamento do lipedema que é melhorar a aparência das pernas, reduzindo consideravelmente a quantidade de gordura e dos nódulos que se formam na região.

Percebemos, então, que a estética não é o objetivo central do tratamento da doença, mas proporcionar à mulher uma vida mais saudável e longe do desconforto físico.

A cirurgia é mesmo necessária em todos os casos?

Não. Apesar de todos os efeitos benéficos da lipoaspiração para o controle do lipedema, ela não é obrigatória. Pode ser o melhor a ser efeito nas fases mais agudas da doença, quando a mulher também já está sofrendo com o linfedema, mas não é garantia certa de resultados em nenhum dos casos. Resultados variam entre as mulheres.

Como dissemos, dependendo de cada caso, o tratamento clínico pode ser suficiente para atender às necessidades da mulher naquele momento, sem que ela tenha que recorrer a um procedimento cirúrgico.

O tratamento do lipedema elimina a doença?

O lipedema é uma doença que não tem cura. Além disso, a causa tem origem genética. Portanto, o tratamento não tem o objetivo de acabar de vez com a doença, uma vez que não há como retirar o gene causador do problema.

Tanto o tratamento clínico quanto o tratamento cirúrgico não são definitivos, ou seja, não eliminam o lipedema. Em alguns casos, é possível que a doença volte a se manifestar através dos mesmos sintomas, inclusive com o excesso de gordura nos membros.

Desta forma, entendemos que a mulher deve fazer uma escolha bem pensada, sabendo dos resultados de cada procedimento ao qual ela resolva se submeter.

Assim, ela não mais enxerga a lipoaspiração como algo definitivo, mas sim como um procedimento auxiliar que pode ser tão eficaz quanto o tratamento clínico e que ambos devem caminhar juntos.

Alinhando objetivos com o seu médico

Antes de se submeter a uma cirurgia, é importante que a mulher converse com o seu médico de confiança e conheça a real opinião dele a respeito do seu problema. O objetivo dessa conversa é alinhar objetivos.

Isso é muito importante porque, muitas vezes, a mulher já não aguenta mais sofrer com o lipedema e toma a decisão do tratamento cirúrgico em meio a uma crise inflamatória, acreditando que ficará livre da doença. E não é isso que acontece.

A decisão deve ser feita de forma consciente, com total conhecimento dos fatos e consequências. Todas essas informações devem ser repassadas pelo médico. Por isso, é fundamental estabelecer uma relação de confiança entre as partes.

Como vimos, o tratamento do lipedema existe e deve ser bem alinhado entre médico e paciente, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Claro, é preciso lembrar que o lipedema não tem cura, mas que o tratamento é eficaz para evitar a progressão da doença, garantindo mais qualidade de vida à paciente.

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Qual tratamento para o lipedema?

Cirurgia Vascular - Mon, 06/07/2021 - 10:00

O lipedema é uma doença crônica, de origem genética que atinge especialmente os membros inferiores de mulheres. Dificilmente um homem apresenta sinais de lipedema. Isso porque a doença também está relacionada a questões hormonais.

O sintoma mais comum do lipedema é o acúmulo de gordura na região das pernas. É uma gordura doente, que não é eliminada mesmo com dieta e exercícios físicos não direcionados. Aliás, essa é a diferença básica entre o lipedema e a obesidade. Além de depósitos de gordura nas pernas, o lipedema também pode causar:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Hematomas sem motivação aparente;
  • Alta sensibilidade nas pernas;
  • Sensação de cansaço, principalmente após passar muito tempo em pé;
  • Perda gradual da mobilidade.

O diagnóstico do lipedema acontece através da observação desses sintomas, avaliando ainda a aparência do corpo da mulher. Normalmente, o corpo adquire um formato desproporcional, com a parte superior menor do que a parte inferior.

Qual o tratamento para o lipedema

Existem, basicamente, duas maneiras de tratar o lipedema e ambas devem ser utilizadas ao mesmo tempo para um alcance melhor de resultados. Uma é o tratamento clínico, com adoção de técnicas para controlar os sintomas. A outra é a cirurgia, um tratamento mais invasivo, mas também recomendado em determinados estágios da doença. Saiba mais a seguir.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é voltado para o controle dos sintomas e para evitar a progressão da doença. E, em muitos casos, é suficiente para conter o problema, sem necessidade de cirurgia. Faz parte desse tratamento:

Prática diária de exercícios físicos

A atividade física estimula a circulação sanguínea, ajuda na perda de peso, eliminando o excesso de gordura.

Alimentação saudável

A paciente deve seguir uma dieta baseada em alimentos naturais, com ação anti-inflamatória, reduzindo ao máximo o consumo de industrializados, sal, gordura e açúcar.

Uso de roupas de compressão

A terapia compressiva é utilizada para reduzir o inchaço, que pode se agravar com o avanço da doença.

Drenagem linfática

A drenagem linfática deve ser realizada por um especialista e também tem o foco de reduzir o acúmulo de líquido corporal.

Uso de medicamentos

O médico vascular também pode prescrever o uso de alguns medicamentos, caso ele perceba essa necessidade.

Lembrando que o tratamento clínico é realizado de acordo com o objetivo da paciente que pode ser a melhora da mobilidade, a diminuição do volume dos membros e o controle das comorbidades que podem piorar a doença.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, usamos a lipoaspiração para controlar o lipedema. A lipoaspiração nada mais é do que a retirada da gordura doente em excesso da região dos membros inferiores.

A cirurgia, no entanto, não elimina a doença por completo. Além disso, há um limite de gordura a ser aspirado e o resultado do procedimento varia de acordo com cada paciente. Ou seja, o tratamento cirúrgico não deve ser a única opção de tratamento indicada ou escolhida pela paciente.

Objetivos do tratamento do lipedema

Quando a mulher sofre os incômodos do lipedema, é natural que ela pense em eliminar aquele desconforto, principalmente por causa da questão estética. Entretanto, esse não é o foco principal do tratamento. Os objetivos seguem a ordem de prioridade a seguir:

  1. Evitar a perda da mobilidade

Caso o médico perceba que a paciente poderá ter a sua mobilidade reduzida ou até mesmo perdida em alguns anos, por causa do avanço da doença, ele deve iniciar o tratamento com esse objetivo primordialmente.

  1. Redução dos sintomas

Em segundo lugar, temos o tratamento com foco na redução dos sintomas. É quando o tratamento tenta eliminar os desconfortos provocados pelas dores, cansaço nas pernas, baixa mobilidade, inchaço, hematomas frequentes etc.

  1. Melhora da aparência das pernas

Por fim, temos o terceiro objetivo do tratamento do lipedema que é melhorar a aparência das pernas, reduzindo consideravelmente a quantidade de gordura e dos nódulos que se formam na região.

Percebemos, então, que a estética não é o objetivo central do tratamento da doença, mas proporcionar à mulher uma vida mais saudável e longe do desconforto físico.

A cirurgia é mesmo necessária em todos os casos?

Não. Apesar de todos os efeitos benéficos da lipoaspiração para o controle do lipedema, ela não é obrigatória. Pode ser o melhor a ser efeito nas fases mais agudas da doença, quando a mulher também já está sofrendo com o linfedema, mas não é garantia certa de resultados em nenhum dos casos. Resultados variam entre as mulheres.

Como dissemos, dependendo de cada caso, o tratamento clínico pode ser suficiente para atender às necessidades da mulher naquele momento, sem que ela tenha que recorrer a um procedimento cirúrgico.

O tratamento do lipedema elimina a doença?

O lipedema é uma doença que não tem cura. Além disso, a causa tem origem genética. Portanto, o tratamento não tem o objetivo de acabar de vez com a doença, uma vez que não há como retirar o gene causador do problema.

Tanto o tratamento clínico quanto o tratamento cirúrgico não são definitivos, ou seja, não eliminam o lipedema. Em alguns casos, é possível que a doença volte a se manifestar através dos mesmos sintomas, inclusive com o excesso de gordura nos membros.

Desta forma, entendemos que a mulher deve fazer uma escolha bem pensada, sabendo dos resultados de cada procedimento ao qual ela resolva se submeter.

Assim, ela não mais enxerga a lipoaspiração como algo definitivo, mas sim como um procedimento auxiliar que pode ser tão eficaz quanto o tratamento clínico e que ambos devem caminhar juntos.

Alinhando objetivos com o seu médico

Antes de se submeter a uma cirurgia, é importante que a mulher converse com o seu médico de confiança e conheça a real opinião dele a respeito do seu problema. O objetivo dessa conversa é alinhar objetivos.

Isso é muito importante porque, muitas vezes, a mulher já não aguenta mais sofrer com o lipedema e toma a decisão do tratamento cirúrgico em meio a uma crise inflamatória, acreditando que ficará livre da doença. E não é isso que acontece.

A decisão deve ser feita de forma consciente, com total conhecimento dos fatos e consequências. Todas essas informações devem ser repassadas pelo médico. Por isso, é fundamental estabelecer uma relação de confiança entre as partes.

Como vimos, o tratamento do lipedema existe e deve ser bem alinhado entre médico e paciente, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Claro, é preciso lembrar que o lipedema não tem cura, mas que o tratamento é eficaz para evitar a progressão da doença, garantindo mais qualidade de vida à paciente.

 

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O que é a circulação periférica?

Amato Consultório Médico - Mon, 06/07/2021 - 10:00

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

Veja alimentos antiinflamatórios

 

Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

 

Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.

 

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O que significa o acúmulo de gordura na perna?

Amato Consultório Médico - Fri, 06/04/2021 - 10:30

O acúmulo de gordura na perna quase sempre é compreendido como obesidade. Esse entendimento não é exatamente errado, entretanto, esta não é a única causa da gordura que se instala exatamente nos membros inferiores. O lipedema, por exemplo, é uma doença comum, embora pouco conhecida e diagnosticada, responsável por esse excesso de tecido adiposo nas pernas. A seguir, falaremos mais sobre o lipedema, a relação da doença com a gordura acumulada, como identificar e tratar esse problema.

Acúmulo de gordura na perna: o que pode ser?

Quando falamos da gordura sintomática que se instala prioritariamente nas pernas, já é possível descartar que esse fato esteja relacionado à obesidade. Isso porque quando uma pessoa está com excesso de peso, a gordura se instala no corpo de forma generalizada.

Quando atinge de forma predominante as pernas, essa adiposidade pode ser um sinal de doença vascular, como o lipedema, por exemplo.

Outro problema que também atinge as pernas, e que é confundido com o lipedema, é o linfedema. No entanto, o linfedema não tem a ver com acúmulo de gordura, mas com excesso liquido e, portanto, de inchaço, como veremos adiante.

O que é o lipedema?

O lipedema é considerado uma doença vascular crônica, que atinge basicamente as mulheres e que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas pernas e tornozelos. A gordura se instala de forma simétrica, ou seja, nas duas pernas ao mesmo tempo.

Por causa disso, o corpo de uma mulher que tem lipedema adquire um formato desproporcional. A parte inferior é mais larga e maior do que a parte superior, formada por tronco e braços, embora os braços também possam estar acometidos com lipedema.

De origem genética, o lipedema costuma aparecer após algumas fases da vida da mulher em que há um desequilíbrio hormonal como a puberdade, a gestação e a menopausa.

O lipedema é facilmente confundido com obesidade e, por causa desse equívoco, muitas mulheres convivem com esse problema sem saber ao certo do que se trata. A doença exige um tratamento específico e, para isso, deve ser diagnosticado da forma correta.

Sintomas do lipedema

O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura nas pernas, de forma simétrica, deixando o corpo desproporcional. Além disso, também pode surgir:

  • Inchaço, especialmente quando a mulher passa muito tempo em pé;
  • Hematomas (roxos) frequentes e sem causa específica;
  • Presença de nódulos de gordura;
  • Celulite;
  • Dor nas pernas e nos joelhos, mesmo em repouso;
  • Região sensível ao toque;
  • Região com temperatura mais baixa do que o restante do corpo;
  • Perda da mobilidade, especialmente quando a doença está em estágio mais avançado.

É importante lembrar que esses sintomas podem surgir e desaparecer com frequência e nem sempre surgem todos ao mesmo tempo.

Lipedema X Linfedema: diferenças

Apesar dos nomes semelhantes, essas duas doenças carregam algumas diferenças entre si. A principal delas é o que dá origem ao aumento de volume das pernas.

No lipedema, há acúmulo de gordura doente nas pernas e tornozelos e, em alguns casos, nos braços. No linfedema, há excesso de líquidos devido ao mau funcionamento do sistema linfático, ocasionando o edema ou inchaço.

Esse aumento de volume também é diferente nas duas situações. No lipedema, a gordura atinge as duas pernas proporcionalmente. Enquanto o linfedema pode acometer um só membro, deixando-o maior e mais largo do que o outro.

Enquanto o lipedema é de ordem genética, o linfedema é causado por uma falha no sistema linfático, responsável pelo fluxo da linfa pelos tecidos. A má circulação provoca o acúmulo de líquido e ocasiona o inchaço corporal.

Outra diferença entre essas duas doenças é o fator desencadeante. No lipedema, a mulher já nasce com o problema que se desenvolve devido a alterações hormonais específicas.

Já o linfedema pode surgir após erisipela, cirurgias para tratamento de câncer de mama ou quando o indivíduo passa muito tempo sem se movimentar, como é o caso de pessoas acamadas ou que estão enfrentando um momento pós-cirurgia.

Lipedema X Obesidade: diferenças

O lipedema também é bastante confundido com obesidade, inclusive por alguns médicos, e isso dificulta bastante o diagnóstico e o tratamento, fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A obesidade é considerada uma doença crônica que tem como principal sintoma o acúmulo de gordura em todo o corpo. A causa da doença é, principalmente, a alimentação irregular com excesso de doces, frituras e alimentos industrializados, aliado ao sedentarismo.

Isso quer dizer que manter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas, geralmente, é suficiente para afastar a obesidade. O mesmo não acontece com o lipedema.

Exercícios físicos e boa alimentação podem ajudar a reduzir o índice de gordura corporal, mas não vão eliminar o lipedema. Pois, como já vimos, trata-se de um problema genético.

Outra diferença é que a obesidade pode surgir em qualquer fase da vida do indivíduo. Enquanto isso, o lipedema aparece em momentos específicos na vida da mulher como na adolescência, durante a gravidez e na menopausa. Em homens, o lipedema é muito raro.

Como diagnosticar o lipedema

Quando o acúmulo de gordura nas pernas apresentar também alguns dos sintomas listados acima, é fundamental realizar uma consulta com um cirurgião vascular. Ele é o profissional especialista nesse tipo de problema e pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Também é importante estar alerta para o fato de que a mulher pode sofrer com todas as doenças listadas aqui: lipedema, linfedema e obesidade. A presença de uma não exclui a outra, mas todas devem ser identificadas e tratadas de acordo com suas características próprias.

O diagnóstico do lipedema é feito a partir da exclusão de outras doenças e observação dos sintomas, além da avaliação dos hábitos de vida do paciente. Não há um exame específico que possa comprovar a doença.

Tratamento da doença

Apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento. Por ser uma doença crônica, os sintomas podem acompanhar a vida todo do indivíduo, mas o incômodo é reduzido com a adoção de algumas práticas, como:

  • Exercícios físicos diariamente, de preferência os aeróbicos que ajudam a perder peso e ativam a circulação;
  • Alimentação saudável com foco em alimentos naturais;
  • Drenagem linfática;
  • Roupas de compressão para reduzir o inchaço e aliviar as dores;

O médico vascular também pode prescrever medicamentos e, em último caso, indicar o tratamento cirúrgico com a aspiração da gordura doente. É uma técnica que não elimina o problema, mas reduz o seu desconforto.

Como vimos, o acúmulo de gordura nas pernas pode indicar várias doenças. Contudo, se vier acompanhada de outros sintomas característicos é um forte indicativo de doença vascular, como o lipedema. O recomendado é procurar um médico vascular para diagnosticar e tratar o problema para que a doença não evolua e a paciente não precise sofrer tanto com os desconfortos provocados.

 

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Acúmulo de gordura nas pernas pode ser sinal de lipedema

Cirurgia Vascular - Fri, 06/04/2021 - 10:00

Se você tem gordura acumulada na região das pernas, saiba que este é um sinal do lipedema, uma doença que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada logo após o diagnóstico. O lipedema é uma doença muitas vezes confundida com outras enfermidades, como a obesidade e o linfedema. Cerca de 11% das mulheres sofrem com esse problema, mesmo sem saber. Deseja saber mais sobre o lipedema? Continue lendo.

Lipedema: a doença que provoca acúmulo de gordura nas pernas

O lipedema é uma doença de ordem genética, que atinge majoritariamente as mulheres e cuja principal característica é o excesso de gordura localizada em uma região bem específica do corpo: as pernas.

Essa gordura se espalha nos membros inferiores de forma simétrica, ou seja, de maneira uniforme, podendo se estender até aos tornozelos, sem afetar os pés.

Como saber se é lipedema, obesidade ou linfedema?

Como dissemos, o lipedema é, muitas vezes, confundido com a obesidade. Isso acontece basicamente por falta de conhecimento sobre a doença e também por causa da semelhança do seu sinal mais aparente, que é a gordura acumulada.

O lipedema é uma doença comum, mas não diagnosticada tão frequentemente pelos médicos como deveria. Além disso, quem sofre com algum depósito de gordura costuma associar rapidamente esse problema à obesidade, afinal essa é a sua principal característica também.

Tudo isso faz com que a obesidade seja responsabilizada pelos vários casos de lipedema não identificados pelo mundo inteiro.

Como vimos, cerca de 11% de todas as mulheres sofrem com o lipedema. Essa porcentagem pode ser ainda mais alta caso a doença venha a ser diagnosticada corretamente. Para isso é importante conhecer os outros sintomas do lipedema e o que o diferencia da obesidade e também do linfedema.

Principais sinais do lipedema

Veja a seguir os sintomas mais comuns do lipedema e como eles podem ser usados para excluir outras doenças.

Excesso de gordura nas pernas

A gordura acumulada na perna é o principal sinal do lipedema. Ela se instala nas pernas e nos tornozelos, de forma igualitária. Esse excesso de gordura faz com que o corpo da mulher tenha proporções irregulares. Ou seja, a parte de baixo do tronco fica mais larga do que a parte de cima.

Por isso, é muito comum que mulheres com lipedema apresentem pernas grossas, cintura fina e pouca gordura acumulada na região do abdômen, braços e pés. Em alguns casos, bolsas de gordura podem se instalar nas pernas, deixando a região mais disforme.

A obesidade, por sua vez, provoca excesso de gordura em todas as regiões do corpo, inclusive no rosto, braços, mãos e pés.

Dor na região

A gordura do lipedema é bastante inflamatória e, por isso, pode causar dor ao menor toque e mesmo que a pessoa esteja em repouso. Além de dolorida, a região das pernas também ganha mais sensibilidade do que outras áreas do corpo.

A obesidade e o linfedema não causam dor nas pernas e nem aumentam a sensibilidade dos membros inferiores.

Aumento do inchaço nas pernas

É nesse ponto que o lipedema é confundido com o linfedema. Quando tem lipedema, a mulher sofre também com um inchaço maior nas pernas. Esse inchaço piora bastante quando a pessoa passa muito tempo em pé.

O inchaço ou edema é um dos principais sinais do linfedema, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfa entre músculos e tecidos do corpo. Também é muito chamada de retenção líquida ou retenção hídrica. Entretanto, o inchaço derivado do linfedema não causa dor à mulher.

Além disso, esse tipo de edema pode ocorrer nos braços, pés e mãos do indivíduo e não apenas nas pernas, como é o caso do lipedema.

Hematomas na pele sem causa aparente

Manchas roxas que surgem na região das pernas e quadris sem que a mulher tenha sofrido nenhum trauma também é um fator de alerta para o lipedema.

Essas manchas surgem facilmente por causa da pressão causada pelas inflamações e qualquer toque um pouco mais forte na pele, sem que haja nenhuma intervenção mais agressiva. No linfedema essas manchas não costumam aparecer.

Adolescência, gravidez e menopausa são desencadeadores do lipedema

O lipedema é uma doença genética. Ou seja, a mulher já nasce com predisposição a sofrer com o acúmulo dessa gordura doente nas pernas. No entanto, existem fases da vida da mulher em que o lipedema resolve aparecer. São os períodos em que há bastante movimentação hormonal.

Portanto, se a mulher começou a sofrer com gordura acumulada na parte inferior do corpo durante ou logo após a puberdade, a gravidez ou a menopausa, é possível que ela tenha lipedema.

Essa característica da doença também afasta a obesidade e o linfedema. A obesidade e o linfedema podem se instalar em qualquer fase da vida da mulher e têm causas diferentes, sem relação com fatores hormonais.

Doença com forte fator genético

A mulher que sofre com lipedema certamente possui alguém na família com o mesmo problema e acabou herdando o gene da doença. Essa pessoa pode estar entre os familiares do pai ou da mãe. Portanto, é importante averiguar a situação de todos os parentes.

Também vale lembrar que é possível que algumas gerações fiquem livres dessa doença. Ou seja, o fator genético não garante que todas as mulheres de todas as gerações sofrerão com o problema. 

Assim, é possível que uma avó tenha lipedema, sua filha não tenha,mas a neta pode apresentar os sintomas da doença. É algo que acontece muito.

O linfedema, por sua vez, não depende tão frequentemente de fator genético. A obesidade é resultado da má alimentação, da falta de atividade física e fatores genéticos. 

Enquanto isso, o linfedema pode surgir por causa de uma má formação congênita ou como consequência de outros problemas como tratamentos contra o câncer, pós-operatórios demorados dentre outros.

Outros sintomas do lipedema

Para conhecer mais a doença e ajudar no diagnóstico do lipedema, outros sintomas também devem ser observados. São eles:

  • Cansaço excessivo nas pernas;
  • Mobilidade reduzida por causa do acúmulo de gordura;
  • Dores e problemas no joelho;
  • Dieta e exercícios físicos não apresentam resultados;
  • Pele sem elasticidade;
  • Pernas com temperatura mais baixa em relação ao resto do corpo.

Como vimos, quando acompanhada de outros sintomas, a gordura acumulada nas pernas pode ser um sinal de lipedema. E quanto mais rápido essa doença for diagnosticada, melhor será o efeito do tratamento e também a qualidade de vida da paciente. Agende uma consulta com o seu médico vascular de confiança logo que identificar algum dos sintomas apresentados.

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Artrodese da coluna lombar & Cirurgia endoscópica da coluna

Amato Consultório Médico - Fri, 06/04/2021 - 10:00

Sabem como os inúmeros benefícios da cirurgia endoscópica da coluna podem ser associados à artrodese da coluna?

 

Nas situações em que somente a descompressão da coluna não é suficiente, pode-se utilizar de tecnologia avançada agregada à endoscopia para realização da fixação da coluna. Isso é possível através de um cage (calço que vai entre as vértebras) que é colocado pelo mesmo canal utilizado pelo endoscópio para o tratamento da doença. O acesso utilizado para a artrodese por endoscopia é o acesso tansforaminal. Esse dispositivo é expansível, ou seja, após ser colocado entre as vértebras, ele aumenta de tamanho para promover a fixação com bom espaçamento entre as vértebras. Veja o vídeo!

 

A artrodese da coluna é um procedimento realizado para causar fusão óssea nas articulações vertebrais. A idéia é promover estabilidade da coluna através da fixação da coluna sem que haja prejuízo significativo da movimentação global. Esse tipo de cirurgia é necessário nas seguintes situações:

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetaria, refratárias aos procedimentos pra dor;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral com instabilidade;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna.

 

A artrodese pode necessitar de outros instrumentais (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, etc. Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Leia mais em:

Cirurgia da Coluna

Espondilolistese

Fratura osteoporótica

Endoscopia da coluna lombar

Endoscopia da coluna cervical

 

Referências

 

Heo DH, Son SK, Eum JH, Park CK. Fully endoscopic lumbar interbody fusion using a percutaneous unilateral biportal endoscopic technique: technical note and preliminary clinical results. Neurosurg Focus. 2017 Aug;43(2):E8. doi: 10.3171/2017.5.FOCUS17146. PMID: 28760038.

 

Ahn Y, Youn MS, Heo DH. Endoscopic transforaminal lumbar interbody fusion: a comprehensive review. Expert Rev Med Devices. 2019 May;16(5):373-380. doi: 10.1080/17434440.2019.1610388. Epub 2019 May 2. PMID: 31044627.

 

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Acúmulo de gordura nas pernas pode ser sinal de lipedema

Amato Consultório Médico - Thu, 06/03/2021 - 10:00

Se você tem gordura acumulada na região das pernas, saiba que este é um sinal do lipedema, uma doença que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada logo após o diagnóstico. O lipedema é uma doença muitas vezes confundida com outras enfermidades, como a obesidade e o linfedema. Cerca de 11% das mulheres sofrem com esse problema, mesmo sem saber. Deseja saber mais sobre o lipedema? Continue lendo.

Lipedema: a doença que provoca acúmulo de gordura nas pernas

O lipedema é uma doença de ordem genética, que atinge majoritariamente as mulheres e cuja principal característica é o excesso de gordura localizada em uma região bem específica do corpo: as pernas.

Essa gordura se espalha nos membros inferiores de forma simétrica, ou seja, de maneira uniforme, podendo se estender até aos tornozelos, sem afetar os pés.

Como saber se é lipedema, obesidade ou linfedema?

Como dissemos, o lipedema é, muitas vezes, confundido com a obesidade. Isso acontece basicamente por falta de conhecimento sobre a doença e também por causa da semelhança do seu sinal mais aparente, que é a gordura acumulada.

O lipedema é uma doença comum, mas não diagnosticada tão frequentemente pelos médicos como deveria. Além disso, quem sofre com algum depósito de gordura costuma associar rapidamente esse problema à obesidade, afinal essa é a sua principal característica também.

Tudo isso faz com que a obesidade seja responsabilizada pelos vários casos de lipedema não identificados pelo mundo inteiro.

Como vimos, cerca de 11% de todas as mulheres sofrem com o lipedema. Essa porcentagem pode ser ainda mais alta caso a doença venha a ser diagnosticada corretamente. Para isso é importante conhecer os outros sintomas do lipedema e o que o diferencia da obesidade e também do linfedema.

Principais sinais do lipedema

Veja a seguir os sintomas mais comuns do lipedema e como eles podem ser usados para excluir outras doenças.

Excesso de gordura nas pernas

A gordura acumulada na perna é o principal sinal do lipedema. Ela se instala nas pernas e nos tornozelos, de forma igualitária. Esse excesso de gordura faz com que o corpo da mulher tenha proporções irregulares. Ou seja, a parte de baixo do tronco fica mais larga do que a parte de cima.

Por isso, é muito comum que mulheres com lipedema apresentem pernas grossas, cintura fina e pouca gordura acumulada na região do abdômen, braços e pés. Em alguns casos, bolsas de gordura podem se instalar nas pernas, deixando a região mais disforme.

A obesidade, por sua vez, provoca excesso de gordura em todas as regiões do corpo, inclusive no rosto, braços, mãos e pés.

Dor na região

A gordura do lipedema é bastante inflamatória e, por isso, pode causar dor ao menor toque e mesmo que a pessoa esteja em repouso. Além de dolorida, a região das pernas também ganha mais sensibilidade do que outras áreas do corpo.

A obesidade e o linfedema não causam dor nas pernas e nem aumentam a sensibilidade dos membros inferiores.

Aumento do inchaço nas pernas

É nesse ponto que o lipedema é confundido com o linfedema. Quando tem lipedema, a mulher sofre também com um inchaço maior nas pernas. Esse inchaço piora bastante quando a pessoa passa muito tempo em pé.

O inchaço ou edema é um dos principais sinais do linfedema, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfa entre músculos e tecidos do corpo. Também é muito chamada de retenção líquida ou retenção hídrica. Entretanto, o inchaço derivado do linfedema não causa dor à mulher.

Além disso, esse tipo de edema pode ocorrer nos braços, pés e mãos do indivíduo e não apenas nas pernas, como é o caso do lipedema.

Hematomas na pele sem causa aparente

Manchas roxas que surgem na região das pernas e quadris sem que a mulher tenha sofrido nenhum trauma também é um fator de alerta para o lipedema.

Essas manchas surgem facilmente por causa da pressão causada pelas inflamações e qualquer toque um pouco mais forte na pele, sem que haja nenhuma intervenção mais agressiva. No linfedema essas manchas não costumam aparecer.

Adolescência, gravidez e menopausa são desencadeadores do lipedema

O lipedema é uma doença genética. Ou seja, a mulher já nasce com predisposição a sofrer com o acúmulo dessa gordura doente nas pernas. No entanto, existem fases da vida da mulher em que o lipedema resolve aparecer. São os períodos em que há bastante movimentação hormonal.

Portanto, se a mulher começou a sofrer com gordura acumulada na parte inferior do corpo durante ou logo após a puberdade, a gravidez ou a menopausa, é possível que ela tenha lipedema.

Essa característica da doença também afasta a obesidade e o linfedema. A obesidade e o linfedema podem se instalar em qualquer fase da vida da mulher e têm causas diferentes, sem relação com fatores hormonais.

Doença com forte fator genético

A mulher que sofre com lipedema certamente possui alguém na família com o mesmo problema e acabou herdando o gene da doença. Essa pessoa pode estar entre os familiares do pai ou da mãe. Portanto, é importante averiguar a situação de todos os parentes.

Também vale lembrar que é possível que algumas gerações fiquem livres dessa doença. Ou seja, o fator genético não garante que todas as mulheres de todas as gerações sofrerão com o problema. 

Assim, é possível que uma avó tenha lipedema, sua filha não tenha,mas a neta pode apresentar os sintomas da doença. É algo que acontece muito.

O linfedema, por sua vez, não depende tão frequentemente de fator genético. A obesidade é resultado da má alimentação, da falta de atividade física e fatores genéticos. 

Enquanto isso, o linfedema pode surgir por causa de uma má formação congênita ou como consequência de outros problemas como tratamentos contra o câncer, pós-operatórios demorados dentre outros.

Outros sintomas do lipedema

Para conhecer mais a doença e ajudar no diagnóstico do lipedema, outros sintomas também devem ser observados. São eles:

  • Cansaço excessivo nas pernas;
  • Mobilidade reduzida por causa do acúmulo de gordura;
  • Dores e problemas no joelho;
  • Dieta e exercícios físicos não apresentam resultados;
  • Pele sem elasticidade;
  • Pernas com temperatura mais baixa em relação ao resto do corpo.

Como vimos, quando acompanhada de outros sintomas, a gordura acumulada nas pernas pode ser um sinal de lipedema. E quanto mais rápido essa doença for diagnosticada, melhor será o efeito do tratamento e também a qualidade de vida da paciente. Agende uma consulta com o seu médico vascular de confiança logo que identificar algum dos sintomas apresentados.

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Dia Mundial da Conscientização da Obesidade Infantil: quarentena pode ser uma oportunidade para restabelecer hábitos saudáveis

Amato Consultório Médico - Thu, 06/03/2021 - 09:04

Segundo dados divulgados pela Organização Internacional World Obesity, atualmente cerca de 158 milhões de crianças entre 5 e 19 anos convivem com o excesso de peso, e esse número deve aumentar para 254 milhões em 2030 em todo o mundo. A obesidade infantil já é considerada uma epidemia mundial.

Além dos fatores genéticos, responsáveis por 70% das causas da obesidade, há também o estilo de vida da criança. As telas dos smartphones e o vídeo games aliados à baixa qualidade nutricional dos alimentos consumidos pelas crianças e falta de exercícios físicos contribuem para que a obesidade infantil atinja patamares assustadores.

A família precisa ser o grande elo para a quebra crescente da obesidade entre as crianças. Não é proibir, mas colocar limites para ficar na frente da televisão e celulares. Arrumar atividades com a criança que gastem energia, como andar de skate, brincar de pega-pega, o que fazíamos na nossa época de infância.

Outro ponto é a questão alimentar. Salgadinhos, muito doce, tudo isso é prejudicial. É preciso oferecer frutas, folhas verdes, legumes. É uma troca, nem sempre muito bem vista pela criança, mas que aos poucos faz toda a diferença na qualidade de vida. E muito importante: a família deve dar o exemplo e se comprometer a seguir a mesma alimentação, já que crianças seguem exemplos.

Quarentena – Com a pandemia de covid-19, atividade física e alimentação saudável podem até parecer metas impossíveis. Porém pode ser uma boa oportunidade de criar hábitos mais saudáveis. Para muitos pais que estão em home office, esse pode ser um momento ideal para se aproximar da criança e criar hábitos saudáveis e, consequentemente, estreitar o relacionamento de parceria e confiança.

Dicas:

 

  • Criança precisa de rotina, inclusive na hora de comer. Horários estabelecidos para as refeições, que ajudam a diminuir a chance de escapar e comer aquele salgadinho.
  • Até para beber água é importante ter uma rotina, fique atento a isso. A água pode inibir a vontade de comer. Não beber água, pelo menos, 30 minutos antes das refeições.
  • O suco de limão sem açúcar pode ser também um grande aliado para quebrar a vontade de doces, salgadinhos, refrigerantes etc.
  • Outra estratégia é não comer doces e salgadinhos direto do pacote, coloque em um pote uma quantidade determinada para que não haja exagero!
  • Comer um alimento de desejo de vez em quando não é o problema, desde que isso não se torne rotina.
  • Deixar frutas à disposição e ao alcance da criança é uma ótima dica para incentivar a alimentação saudável.

Dra. Lorena Lima Amato

 

 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

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Você sabe o que é lipodistrofia?

Amato Consultório Médico - Wed, 06/02/2021 - 10:00

Lipodistrofia é a disposição anormal da gordura no corpo, seja pelo aumento (hipertrofia) ou pela diminuição e ausência (atrofia) da gordura. Algumas formas podem ser hereditárias e estarem relacionadas a síndromes. Mas também pode ter relação com doenças como o HIV e a esclerodermia. A lipodistrofia causada pelo uso da terapia antirretroviral vem se tornando cada vez mais frequente em todas as regiões do mundo, sendo um dos distúrbios frequentes em pacientes infectados pelo vírus HIV. Além disso, outros medicamentos sistêmicos e locais (como insulina e corticoide) podem causar alteração da deposição da gordura.

 

O diagnóstico é, principalmente, clínico. A investigação inicia com perguntas genéricas e específicas para entendimento das queixas do paciente e conhecimento dos seus antecedentes pessoais e familiares. Dessa forma é possível identificar fatores que favoreçam o seu desenvolvimento e até condições hereditárias e genéticas.

Durante a consulta é importante uma avaliação corporal completa para caracterizar a distribuição anormal de gordura. Medidas antropométricas como o índice de massa corporal (IMC – relação entre peso e altura) e exames complementares como RX, ultrassom, densitometria, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico.

Muitas doenças sistêmicas associadas à lipodistrofia necessitam de equipe médica multidisciplinar, como o infectologista, nos portadores de HIV, e o endocrinologista, em doenças metabólicas.

 

Lipodistrofia Ginoide (LDG) – Conhecida popularmente como celulite, a LDG é uma alteração estrutural e inflamatória do tecido subcutâneo que causa modificações na pele, deixando-a com aquele aspecto ondulado da epiderme, semelhante à “casca de laranja” em algumas áreas do corpo. O problema atinge até 90% das pacientes, praticamente em todas as etapas da vida, começando pela puberdade.

 

A LDG pode ser tratada com diversos procedimentos. Entre eles estão a lipoaspiração, que pode liberar as traves do subcutâneo; lipolaser, que pode soltar as traves e estimular o colágeno; lipoenxertia, que consiste no preenchimento do subcutâneo com gordura, melhorando o aspecto de depressão; e os bioestimuladores de colágeno (Radiesse, Sculptra, Elleva, Ellanse), que melhoram o aspecto com o estímulo da produção do colágeno. O mais importante é saber quando utilizar essas opções e associá-las sempre que possível!

 

Lipodistrofia por insulina – O manejo do diabetes mellitus pode ser responsável por eventos adversos cutâneos, incluindo a lipodistrofia, que se desenvolvem no local das injeções de insulina.

 

Um artigo da Divisão de Diabetes, Nutrição e Doenças Metabólicas, do Departamento de Medicina do Hospital Universitário Sart Tilman, na Bélgica, explica que a infusão contínua de insulina subcutânea e injeções de análogos de insulina com uma sequência de aminoácidos alterada em comparação com a insulina nativa pode causar lipodistrofia em pacientes diabéticos.

Ou seja, quando o rodízio de áreas onde a insulina é aplicada não acontece ou quando uma agulha é utilizada diversas vezes, ocorre uma distribuição anormal da gordura nessa região. Além do surgimento de nódulos, inchaço e endurecimento da pele, a lipodistrofia também retarda a absorção da insulina pelo corpo, sendo assim, muito prejudicial ao diabético.

Nestes casos, a recomendação é não aplicar a insulina na região em que a condição já apareceu e intercalar os locais das injeções dentro da área do corpo escolhida.

Lipodistrofia trocantérica – A que mais incomoda as mulheres já que acúmulo de gordura fica localizado na região do culote.

Neste caso, o tratamento pode envolver lipoaspiração, dermolipectomias – remoção cirúrgica do excesso de pele, podendo associar lifting glúteo e lifting de coxas – drenagem linfática feita por um profissional de confiança do médico cirurgião e fisioterapia dermatofuncional. Vale lembrar que uma boa forma de prevenir a gordura localizada é mantendo um estilo de vida saudável com boa alimentação e atividades físicas diárias.

Para pacientes que apresentam lipoatrofia (redução significativa de gordura nas pernas, braços, bumbum e rosto), o tratamento de correção pode ser feito mediante lipoenxertia – técnica de cirurgia plástica que usa a gordura do próprio corpo como preenchimento.

 

Durante o procedimento, é realizada lipoaspiração em partes do corpo com mais gordura acumulada como barriga, costas ou coxas. Depois de tratada, essa gordura é enxertada na região pretendida com agulhas finas.      O procedimento pode até ser feito com anestesia local, com ou sem sedação e a recuperação é bastante rápida. Os sintomas mais comuns no pós-operatório são dor discreta e controlável, pequeno desconforto, inchaço ou hematoma.

Os impactos causados pelas deformidades corporais incluem depressão, prejuízos nas relações sociais e a má aceitação da própria imagem corporal. “Neste caso, mais do que um tratamento estético, a cirurgia plástica pode ajudar a reconstruir a autoestima dessas pessoas, contribuindo para o seu bem-estar e qualidade de vida. É uma questão que vai muito além da imagem.

 

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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O que significa o acúmulo de gordura na perna?

Cirurgia Vascular - Tue, 06/01/2021 - 10:07

O acúmulo de gordura na perna quase sempre é compreendido como obesidade. Esse entendimento não é exatamente errado, entretanto, esta não é a única causa da gordura que se instala exatamente nos membros inferiores. O lipedema, por exemplo, é uma doença comum, embora pouco conhecida e diagnosticada, responsável por esse excesso de tecido adiposo nas pernas. A seguir, falaremos mais sobre o lipedema, a relação da doença com a gordura acumulada, como identificar e tratar esse problema.

Acúmulo de gordura na perna: o que pode ser?

Quando falamos da gordura sintomática que se instala prioritariamente nas pernas, já é possível descartar que esse fato esteja relacionado à obesidade. Isso porque quando uma pessoa está com excesso de peso, a gordura se instala no corpo de forma generalizada.

Quando atinge de forma predominante as pernas, essa adiposidade pode ser um sinal de doença vascular, como o lipedema, por exemplo.

Outro problema que também atinge as pernas, e que é confundido com o lipedema, é o linfedema. No entanto, o linfedema não tem a ver com acúmulo de gordura, mas com excesso liquido e, portanto, de inchaço, como veremos adiante.

O que é o lipedema?

O lipedema é considerado uma doença vascular crônica, que atinge basicamente as mulheres e que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas pernas e tornozelos. A gordura se instala de forma simétrica, ou seja, nas duas pernas ao mesmo tempo.

Por causa disso, o corpo de uma mulher que tem lipedema adquire um formato desproporcional. A parte inferior é mais larga e maior do que a parte superior, formada por tronco e braços, embora os braços também possam estar acometidos com lipedema.

De origem genética, o lipedema costuma aparecer após algumas fases da vida da mulher em que há um desequilíbrio hormonal como a puberdade, a gestação e a menopausa.

O lipedema é facilmente confundido com obesidade e, por causa desse equívoco, muitas mulheres convivem com esse problema sem saber ao certo do que se trata. A doença exige um tratamento específico e, para isso, deve ser diagnosticado da forma correta.

Sintomas do lipedema

O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura nas pernas, de forma simétrica, deixando o corpo desproporcional. Além disso, também pode surgir:

  • Inchaço, especialmente quando a mulher passa muito tempo em pé;
  • Hematomas (roxos) frequentes e sem causa específica;
  • Presença de nódulos de gordura;
  • Celulite;
  • Dor nas pernas e nos joelhos, mesmo em repouso;
  • Região sensível ao toque;
  • Região com temperatura mais baixa do que o restante do corpo;
  • Perda da mobilidade, especialmente quando a doença está em estágio mais avançado.

É importante lembrar que esses sintomas podem surgir e desaparecer com frequência e nem sempre surgem todos ao mesmo tempo.

Lipedema X Linfedema: diferenças

Apesar dos nomes semelhantes, essas duas doenças carregam algumas diferenças entre si. A principal delas é o que dá origem ao aumento de volume das pernas.

No lipedema, há acúmulo de gordura doente nas pernas e tornozelos e, em alguns casos, nos braços. No linfedema, há excesso de líquidos devido ao mau funcionamento do sistema linfático, ocasionando o edema ou inchaço.

Esse aumento de volume também é diferente nas duas situações. No lipedema, a gordura atinge as duas pernas proporcionalmente. Enquanto o linfedema pode acometer um só membro, deixando-o maior e mais largo do que o outro.

Enquanto o lipedema é de ordem genética, o linfedema é causado por uma falha no sistema linfático, responsável pelo fluxo da linfa pelos tecidos. A má circulação provoca o acúmulo de líquido e ocasiona o inchaço corporal.

Outra diferença entre essas duas doenças é o fator desencadeante. No lipedema, a mulher já nasce com o problema que se desenvolve devido a alterações hormonais específicas.

Já o linfedema pode surgir após erisipela, cirurgias para tratamento de câncer de mama ou quando o indivíduo passa muito tempo sem se movimentar, como é o caso de pessoas acamadas ou que estão enfrentando um momento pós-cirurgia.

Lipedema X Obesidade: diferenças

O lipedema também é bastante confundido com obesidade, inclusive por alguns médicos, e isso dificulta bastante o diagnóstico e o tratamento, fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A obesidade é considerada uma doença crônica que tem como principal sintoma o acúmulo de gordura em todo o corpo. A causa da doença é, principalmente, a alimentação irregular com excesso de doces, frituras e alimentos industrializados, aliado ao sedentarismo.

Isso quer dizer que manter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas, geralmente, é suficiente para afastar a obesidade. O mesmo não acontece com o lipedema.

Exercícios físicos e boa alimentação podem ajudar a reduzir o índice de gordura corporal, mas não vão eliminar o lipedema. Pois, como já vimos, trata-se de um problema genético.

Outra diferença é que a obesidade pode surgir em qualquer fase da vida do indivíduo. Enquanto isso, o lipedema aparece em momentos específicos na vida da mulher como na adolescência, durante a gravidez e na menopausa. Em homens, o lipedema é muito raro.

Como diagnosticar o lipedema

Quando o acúmulo de gordura nas pernas apresentar também alguns dos sintomas listados acima, é fundamental realizar uma consulta com um cirurgião vascular. Ele é o profissional especialista nesse tipo de problema e pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Também é importante estar alerta para o fato de que a mulher pode sofrer com todas as doenças listadas aqui: lipedema, linfedema e obesidade. A presença de uma não exclui a outra, mas todas devem ser identificadas e tratadas de acordo com suas características próprias.

O diagnóstico do lipedema é feito a partir da exclusão de outras doenças e observação dos sintomas, além da avaliação dos hábitos de vida do paciente. Não há um exame específico que possa comprovar a doença.

Tratamento da doença

Apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento. Por ser uma doença crônica, os sintomas podem acompanhar a vida todo do indivíduo, mas o incômodo é reduzido com a adoção de algumas práticas, como:

  • Exercícios físicos diariamente, de preferência os aeróbicos que ajudam a perder peso e ativam a circulação;
  • Alimentação saudável com foco em alimentos naturais;
  • Drenagem linfática;
  • Roupas de compressão para reduzir o inchaço e aliviar as dores;

O médico vascular também pode prescrever medicamentos e, em último caso, indicar o tratamento cirúrgico com a aspiração da gordura doente. É uma técnica que não elimina o problema, mas reduz o seu desconforto.

Como vimos, o acúmulo de gordura nas pernas pode indicar várias doenças. Contudo, se vier acompanhada de outros sintomas característicos é um forte indicativo de doença vascular, como o lipedema. O recomendado é procurar um médico vascular para diagnosticar e tratar o problema para que a doença não evolua e a paciente não precise sofrer tanto com os desconfortos provocados.

 

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Iniciamos o Mês de conscientização do Lipedema: Junho

Cirurgia Vascular - Tue, 06/01/2021 - 10:00

Junho é o mês de conscientização do Lipedema, uma doença muito comum, porém deixada em segundo plano. O lipedema foi descrito pela primeira vez como doença na clínica Mayo pelos cirurgiões vasculares Dr Hines e Dr Allen em 1940. O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo e linfático que afeta as pernas e, às vezes, os braços, mas não os pés ou mãos. São 81 anos desde a primeira citação. No Brasil a mesma doença foi descrita pelo Prof. Irany Novah Moraes, como lipofilia membralis. Estima-se que o lipedema atinja até 11% das mulheres, sendo caracterizado por diferença de tamanho entre tronco e membros. Frequentemente há diferença significativa de medidas entre a parte de cima e de baixo do corpo. A dificuldade de comprar botas também é mencionada. Por ser um problema genético, com incidência familiar entre 16 a 45%, muitas pessoas acreditam que seja uma questão de composição corporal familiar, aceitando o problema como característica da família. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, pois nódulos de gordura são sensíveis ao toque, e associado à fragilidade capilar, ou seja, frequentes roxos nas pernas. O lipedema é frequentemente confundido com linfedema e obesidade, por isso a conscientização é importante. Começando em primeiro de junho, o mês é dedicado à conscientização do público leigo e profissional na existência dessa doença.

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