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Como acabar com a calcificação nas artérias?

Cirurgia Vascular - Tue, 05/25/2021 - 10:40

Acabar com a calcificação nas artérias não é considerada uma tarefa simples, mas existem maneiras de tentar atingir esse objetivo. A deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos é decorrente de uma doença muito comum, a aterosclerose. Esta, por sua vez, é provocada pelo envelhecimento natural do corpo e também por um estilo de vida pouco saudável.

A aterosclerose é uma doença crônica, que acompanha o indivíduo por muito tempo e, geralmente, é assintomática. As placas de gordura e cálcio vão se acumulando nas paredes das artérias com o passar do tempo, impedindo o fluxo sanguíneo e causando doenças.

Alguns sinais de que algo não vai bem costumam surgir na velhice e incluem falta de ar, dor no peito, cansaço, palpitações e fadiga. Da aterosclerose surgem complicações graves, como aneurismas, infarto, insuficiência cardíaca e arterial.

O que fazer para acabar com a calcificação nas artérias

O controle e a prevenção da aterosclerose, doença que provoca a calcificação nas artérias, envolvem a adoção de hábitos saudáveis, além de acompanhamento médico. Veja mais detalhes a seguir:

Parar de fumar

O cigarro é um dos fatores de risco mais potentes para a incidência da aterosclerose. O tabagismo está muito associado ao câncer pulmonar, com toda razão, mas nem todo mundo sabe o quanto ele também é agressivo e causador de doenças arteriais e cardiovasculares.

O cigarro possui substâncias que agridem consideravelmente as paredes das artérias e vasos, provocando lesões e facilitando o acúmulo de gordura nesses locais. Além disso, o cigarro reduz a capacidade de contração dos vasos, dificultando o fluxo sanguíneo.

Por fim, a nicotina presente no cigarro dificulta a absorção do oxigênio pelo corpo ao mesmo tempo que facilita o consumo de gordura. Ou seja, quem é fumante e quer acabar com a calcificação das artérias precisa parar de fumar indiscutivelmente.

Tomar medicamento indicado pelo seu médico

O acompanhamento médico é necessário para tratar e prevenir qualquer tipo de doença. Quando inicia o tratamento, o paciente deve seguir as orientações prescritas, inclusive com o uso dos medicamentos receitados.

Evite as possíveis soluções milagrosas, as dicas caseiras e qualquer coisa do tipo, principalmente como substituição a uma terapêutica médica indicada. Confie no conhecimento do seu médico, pois ele tem capacidade de desenvolver o melhor tratamento para o seu caso.

Fazer exercício físico

Também faz parte do tratamento da aterosclerose a prática diária de atividade física. Como benefícios podemos citar o aumento da circulação sanguínea e a diminuição da deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos.

Os exercícios físicos diminuem a quantidade de gordura no corpo, combatendo a obesidade e o sobrepeso e também equilibram os índices de colesterol.

Mas, vale um alerta importante: mexer o corpo deve ser uma tarefa diária e não apenas aos finais de semana. Caminhar todos os dias, por 30 minutos ou mais, já garantem efeitos benéficos à sua saúde e são eficazes na prevenção de muitas doenças, além de reduzir a calcificação nas artérias.

Ter uma dieta saudável

Alimentação saudável é essencial para o combate à aterosclerose. A principal causa do acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos é uma dieta baseada em alimentos gordurosos, bem como os ricos em açúcar, sal e condimentos, como os alimentos processados.

Vale lembrar que uma dieta saudável deve fazer parte da sua rotina, da sua vida diária. Não é apenas um remédio para acabar com a doença e logo depois você pode voltar a comer tudo que gosta. Não é assim que funciona. Se alimentar bem deve ser um estilo de vida.

Também devemos esclarecer uma dúvida muito comum que é a associação errada que muitas pessoas fazem do cálcio nas artérias com o cálcio que consumimos através dos alimentos ou suplementos.

Por conta disso, o paciente evita consumir alimentos que possuem cálcio em sua composição ou deixa de fazer a reposição de cálcio necessária quando sofre com a osteoporose. Na verdade, não é uma dieta pobre em cálcio que vai diminuir a aterosclerose.

A sua dieta deve ser focada em diminuir a gordura e o colesterol e não o cálcio. Por isso, é importante evitar ou, ao menos, reduzir o consumo de queijos amarelos, salames, carnes gordurosas, bacon, frituras, presunto, salsicha, linguiça, alimentos ricos em sal e em açúcar.

Para ficar mais fácil, dê preferência para alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras e vegetais. Prefira também as carnes magras, leite desnatado, queijo branco ou ricota, carne branca e outros.

Controlar a pressão arterial

Outro fator de risco importante para a calcificação das artérias é a hipertensão. Por ser uma doença silenciosa, não apresenta sintomas específicos. Por conta disso, a pessoa acha que a dor de cabeça que sentiu é normal e não procura ajuda médica.

A hipertensão é uma doença grave, crônica e a ausência de sintomas não deve ser vista como uma prova de que está tudo bem. Por esse mesmo motivo, é importante fazer o acompanhamento com o médico periodicamente.

O controle da pressão alta não consiste apenas em ir ao médico uma vez, tomar os remédios prescritos e nunca mais voltar. O tratamento é amplo e inclui acompanhamento médico regular, verificação da pressão frequentemente e ingestão correta dos remédios prescritos.

Além disso, também é necessário investir em uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de sal e também de gordura.

Controlar o colesterol

O colesterol em excesso também é determinante para a calcificação das artérias. A primeira razão é a presença massiva de gordura no organismo, impulsionando a sua absorção e instalação dentro das artérias e vasos.

A segunda razão é o dano causado pelo colesterol às paredes dessas artérias, o mesmo tipo de lesão causada pelo cigarro. Essa lesão favorece a deposição de gordura dentro dos vasos, provocando o endurecimento das artérias e dificultando o fluxo sanguíneo.

O controle do colesterol deve ser feito através de acompanhamento médico regular, uso de medicamentos específicos e passados pelo médico e dieta pobre em gordura. Além disso, deve ser feita a dosagem frequente do colesterol para analisar a eficiência do tratamento.

Todas as medidas listadas aqui são essenciais para acabar com a calcificação nas artérias ou, pelo menos, diminuir a progressão da doença, o que também já é muito importante para a qualidade de vida do paciente. Contudo, deve ser um cuidado rotineiro e contínuo. Assim, é possível não só tratar a aterosclerose, mas também prevenir outras doenças.

 

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Hipotireoidismo na infância pode causar déficit de crescimento e sequelas cognitivas no sistema nervoso central

Amato Consultório Médico - Tue, 05/25/2021 - 10:00

Não são só os adultos que podem ter hipotireoidismo (queda na produção dos hormônios da tireoide). A disfunção pode aparecer na infância e as causas principais são o hipotireoidismo congênito, que é quando a criança nasce sem a glândula tireoidiana, e a tireoidite de Hashimoto, a mais comum na fase adulta e também chamada tireoidite autoimune.

A criança pode apresentar déficit de crescimento, sonolência e até puberdade precoce. Em bebês, o hipotireoidismo pode levar a sequelas cognitivas no sistema nervoso central que podem ser permanentes.

A identificação precoce da doença na criança é fundamental para um desenvolvimento saudável. Em bebês, o diagnóstico é feito pelo Teste do Pezinho, que deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia após o nascimento para detectar o hipotireoidismo congênito.

O tratamento é essencialmente com a reposição do hormônio tireoidiano, assim como é feito no adulto. No caso do hipotireoidismo congênito, quando a criança nasce sem a tireoide, ou quando é preciso retirar a tireoide é uma situação definitiva, ou seja, não tem cura.

É preciso cuidados para fazer uma reposição hormonal adequada na criança, já que é necessário tomar a reposição hormonal em jejum, respeitando 30 minutos antes da primeira refeição do dia. A partir de exames laboratoriais é possível deixar a dosagem hormonal em níveis adequados para permitir um desenvolvimento normal da criança.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

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O que são distúrbios vasculares?

Amato Consultório Médico - Mon, 05/24/2021 - 10:00

Chamamos de distúrbios vasculares qualquer doença que comprometa de alguma forma os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio, sangue e demais líquidos por todo o corpo humano.

Assim, todos os distúrbios vasculares, ao atingirem o sistema cardiovascular, também chamado de sistema circulatório, acaba atingindo também o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático, visto que eles se relacionam nas funções que executam.

Distúrbios vasculares: o que são?

Como vimos, distúrbios vasculares são doenças que atingem os sistemas venoso, arterial e linfático prejudicando o correto funcionamento de vasos, veias e artérias. Algumas doenças em outros órgãos também podem surgir por causa de vasos lesionados ou doentes, essa característica peculiar da especialidade que abrange todo o corpo humano.

Em resumo, toda e qualquer alteração que se instale e atrapalhe a função desses sistemas são chamados de distúrbios vasculares. A seguir, veremos alguns exemplos:

 

Quais os principais distúrbios vasculares?

O sistema cardiovascular pode sofrer com a incidência de vários tipos de doenças. Apesar dos pontos em comum, elas não são todas iguais. Confira.

Doenças do sistema linfático

O sistema linfático é o responsável pelo transporte de líquidos presentes nos tecidos para o sistema circulatório. É um sistema importante para o corpo porque transporta proteínas não absorvidas pelos vasos capilares, atua na função imunológica e auxilia na filtragem do sangue.

As doenças mais comuns que atacam o sistema linfático e que são frequentemente tratadas pelo cirurgião vascular são:

Erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada por uma bactéria que atinge os vasos linfáticos. A doença ataca a parte mais externa da pele e compromete especialmente a região das pernas e dos pés. Também é conhecida como vermelhidão por causa da aparência do local atingido.

Outros sintomas da erisipela são as feridas em tons avermelhados, inflamação e dor local. Se não for tratada, a erisipela pode evoluir e provocar ferimentos maiores e de difícil cicatrização. E se surgir com frequência, essa doença também pode gerar complicações causando a temida elefantíase.

A melhor forma de prevenção da erisipela é manter pernas e pés saudáveis, longe de infecções, ferimentos e micoses que podem ser porta de entrada para micro-organismos, causadores deste e de outros problemas.

Linfedema

O linfedema também é uma doença cardiovascular cuja principal característica é o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido proteico em diferentes partes do corpo, especialmente nas pernas e nos braços.

Esse acúmulo geralmente é ocasionado por alguma interrupção no fluxo da linfa pelos vasos, que pode acontecer por causa de algum obstáculo ou por causa de alguma alteração nas paredes dos vasos por onde a linfa circula.

Quando atinge as pernas, o linfedema pode ser resultado da erisipela de repetição, ou seja, quando ocorre muitas vezes em seguida, cada vez com sintomas mais fortes.

Já quando os braços são mais atingidos pelo linfedema, o inchaço costuma ter relação com tratamentos de câncer de mama, em que a cirurgia para retirar o nódulo maligno acaba também removendo alguns linfonodos, prejudicando o funcionamento do sistema linfático.

 

Doenças do sistema arterial

O sistema arterial é composto por vasos que saem do coração e se ramificam por toda a extensão do corpo. As principais doenças que o atingem são:

Aterosclerose

Uma doença muito comum que atinge o sistema arterial é a aterosclerose. Com o passar da idade, as artérias ficam mais endurecidas, estreitas e comprometidas, bloqueando o fluxo sanguíneo natural. Esse bloqueio provoca isquemias em diferentes partes do corpo como coração, pescoço e pernas.

Isquemias

Quando atinge as artérias do coração, a isquemia provoca diversas reações, dentre elas o ataque cardíaco. Já quando a isquemia acontece nas artérias do pescoço, o resultado é o AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). O AVCI é uma doença que pode levar a óbito em pouquíssimo tempo, além de deixar sequelas que comprometem muito a vida do indivíduo. Portanto, o socorro nesses casos deve ser urgente.

Por fim, temos a isquemia nas pernas, chamada de doença arterial obstrutiva periférica – DAOP, que também é provocada pela má circulação sanguínea. A isquemia causa dor e cansaço nas pernas, mesmo em repouso, ferimentos no local e coloração arroxeada ou azulada nas pontas dos dedos.

Essa doença arterial é bastante grave e, se não for tratada, pode levar a amputações dos membros inferiores. Além disso, é um fator de risco para a incidência de outras doenças arteriais como o AVC.

Estenose

A estenose é o estreitamento das artérias impedindo a livre circulação de sangue e oxigênio para órgãos como o coração. É uma das causas de outras doenças vasculares como o AVC.

Aneurismas

As artérias também podem ficar dilatadas, provocando aneurismas. Essa dilatação é responsável pelo enfraquecimento dos vasos que, por sua vez, podem romper e causar hemorragias. Os principais tipos de aneurisma são:

  • Aneurisma de aorta: primeiro tipo de aneurisma mais comum e que pode atingir a região do tórax (aneurisma de aorta torácico) ou do abdômen (aneurisma de aorta abdominal), esse último caso sendo o mais comum.
  • Aneurisma de ilíaca: segundo tipo de aneurisma mais comum e que atinge as ramificações da aorta, na região abdominal.
  • Aneurisma de vasos viscerais: terceiro tipo mais comum de aneurisma e atinge órgãos específicos como fígado, intestino, rim e baço, ou seja, as vísceras abdominais.
  • Aneurisma de carótida: atinge as artérias localizadas ao lado do pescoço.
  • Aneurisma de artéria renal: compromete especificamente os rins.
Doenças do sistema venoso

O sistema nervoso é responsável pelo transporte do sangue das extremidades do corpo até o coração. 

Varizes

Dentre as doenças que atingem o sistema venoso, a principal delas são as varizes. As varizes se apresentam como veias dilatadas, saltadas e irregulares, que surgem nos membros inferiores de mulheres, grupo mais atingido.

Apesar de muitas pessoas considerarem as varizes como um problema apenas quando elas estão em estágio avançado, é preciso destacar que até os vasinhos pequenos, que aparecem como pequenas ramificações na pele, já são indícios de distúrbios vasculares e precisam de cuidados médicos.

As varizes provocam dor, cansaço, sensação de peso e outros desconfortos, especialmente quando a pessoa fica muito tempo em pé ou sentada. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para doenças mais graves, causando, inclusive, úlceras de difícil cicatrização.

Outras doenças do sistema venoso são:

  • Trombose venosa: entupimento da veia da perna provocado por um coágulo.
  • Tromboflebite: inflamação de veias superficiais da pele causada por coágulos.
  • Úlceras venosas: ferimentos mais agressivos que surgem devido à insuficiência venosa na região das pernas.

Como vimos, os distúrbios vasculares podem se apresentar em uma enorme diversidade de doenças, atingindo sistemas diferentes, porém complementares. Diante de qualquer sintoma que possa sinalizar algum problema de circulação, o indivíduo precisa entrar em contato com o cirurgião vascular para identificar o problema e começar o tratamento antes da evolução da doença.

 

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Cirurgia endoscópica da Coluna torácica

Amato Consultório Médico - Fri, 05/21/2021 - 10:00

Diversas cirurgias já foram descritas para as descompressões na coluna torácica.

A escolha depende do local e consistência da doença (hérnia dura X hérnia mole), sempre evitando manipulação da medula torácica, pois diferentemente da coluna lombar, as estruturas neurais não podem ser afastadas nessa região.

 

Os bons resultados e vantagens da cirurgia endoscópica da coluna (CEC) foram comprovados para o tratamento de hérnias discais e estenoses das colunas lombar e cervical12–4; e é natural estender essas vantagens para endoscopia na coluna torácica.

Embora o acesso transforaminal já esteja estabelecido para a coluna torácica, o acesso interlaminar é igualmente eficiente, e ambas técnicas precisam ser consideradas.

 

Para o tratamento de ossificação do ligamento amarelo posterior há benefício claro do acesso interlaminar/translaminar na coluna torácica 5–8.

 

Em artigo científico que será publicado em breve, demonstramos que os acessos endoscópicos transforaminal e interlaminar para hérnias de disco na coluna torácica são seguros, eficientes e minimamente invasivos, devendo sempre ser considerados!

 

A cirurgia endoscópica da coluna torácica, por ser minimamente invasiva, é especialmente interessante para paciente idosos ou com comorbidades, e também para evitar a necessidade de artrodese da coluna, ou seja fusão das vértebras, que pode ser necessária quando ocorre dano estrutural à coluna.

Prof. Dr. Marcelo Amato

 

Referências

 

  1. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  2. Zheng C, Huang X, Yu J, Ye X. Posterior Percutaneous Endoscopic Cervical Diskectomy: A Single-Center Experience of 252 Cases. World Neurosurg. 2018. doi:10.1016/j.wneu.2018.07.141
  3. Quillo-Olvera J, Lin G-X, Kim J-S. Percutaneous endoscopic cervical discectomy: a technical review. Ann Transl Med. 2018;6(6):100-100. doi:10.21037/atm.2018.02.09
  4. Bucknall V, Gibson JNA. Cervical endoscopic spinal surgery: A review of the current literature. J Orthop Surg. 2018;26(1):1-8. doi:10.1177/2309499018758520
  5. Gibson RDS, Wagner R, Gibson JNA. Full endoscopic surgery for thoracic pathology: an assessment of supportive evidence. EFORT Open Rev. 2021;6(1):50-60. doi:10.1302/2058-5241.6.200080
  6. Cheng XK, Chen B. Percutaneous Endoscopic Thoracic Decompression for Thoracic Spinal Stenosis Under Local Anesthesia. World Neurosurg. 2020;139(May):488-494. doi:10.1016/j.wneu.2020.04.199
  7. Liu L, Li Q, Ao J, Du Q, Xin ZJ, Liao WB. Posterior Percutaneous Endoscopic Technique Through Bilateral Translaminar Osseous Channels for Thoracic Spinal Stenosis Caused by Ossification of the Ligamentum Flavum Combined with Disk Herniation at the T10–11 Level: A Technical Note. World Neurosurg. 2020;133:135-141. doi:10.1016/j.wneu.2019.08.215
  8. Oppenlander ME, Clark JC, Kalyvas J, Dickman CA. Indications and Techniques for Spinal Instrumentation in Thoracic Disk Surgery. Vol 29.; 2016. doi:10.1097/BSD.0000000000000110

 

 

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Por quanto tempo um embrião pode ficar congelado

Amato Consultório Médico - Thu, 05/20/2021 - 10:00

O congelamento de embriões é uma técnica bastante comum realizada durante um tratamento de gravidez. É uma medida de precaução que tem o objetivo de conservar a fertilidade e aumentar as chances de uma mulher engravidar no futuro, se houver esse interesse. É um procedimento que levanta muitas dúvidas e uma das mais recorrentes diz respeito ao tempo em que um embrião pode ficar congelado, além da qualidade desse embrião após certo tempo. É sobre isso que falaremos a partir de agora.

O que é e como funciona o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é um procedimento médico, realizado em uma clínica especialista em fertilidade, no qual alguns embriões são congelados, estando à disposição da mulher quando esta desejar engravidar novamente.

Normalmente, esses embriões são aqueles não fertilizados durante o processo de Fertilização in vitro. Nesse tipo de tratamento, alguns óvulos são capturados e fecundados fora do corpo da mulher. Depois, alguns são introduzidos no útero para que o bebê seja gerado.

Contudo, é importante saber que sempre há uma fecundação maior de óvulos externamente. Entretanto, nem todos são inseridos na mulher porque há o risco de gestação múltipla, o que não é recomendado por questões médicas e legais.

Assim, alguns embriões não são utilizados naquele momento, mas podem ser congelados para uso posterior.

Quando é indicado o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões não acontece de forma aleatória. Existem algumas situações em que a criopreservação é muito útil e, por vezes, necessária. Vejamos a seguir:

Nova tentativa de fertilização

Quando um ou mais óvulos fecundados são injetados na mulher, a esperança de todos é que a gravidez, de fato, se confirme. Contudo, isso pode não acontecer e, em breve, a mulher terá que passar pelo mesmo processo de ovulação estimulada, captura de óvulos e recebimento de embriões.

Com os embriões congelados, as duas primeiras etapas são puladas e o primeiro passo se torna a introdução dos embriões, antes congelados, dentro do útero em uma nova tentativa de gravidez.

Mulher com muita produção de óvulos

Quando passa por um processo de tratamento de gravidez, a mulher pode ter uma superprodução de óvulos o que também viabiliza o congelamento de embriões para gestações futuras ou novas tentativas de fertilização in vitro.

Homem ou mulher pode ter algum problema de fertilização futura

Existem algumas doenças que, quando tratadas, podem prejudicar a fertilidade de homens e mulheres ou comprometer o sistema reprodutor de ambos. É o caso do câncer, por exemplo. Sabendo disso, o casal pode optar pelo congelamento de embriões, enquanto estes ainda estão saudáveis e fortes para a gestação.

Como é feito o congelamento de embriões?

A criopreservação acontece em três etapas, conforme veremos a seguir:

  • A primeira etapa é a inserção desse embrião em um ambiente que evita a formação de cristais de gelo dentro das células.
  • O segundo passo é o armazenamento desse embrião em um recipiente resfriado com nitrogênio líquido. Esse resfriamento acontece muito rapidamente para garantir o máximo de qualidade desses embriões e sobrevivência deles após o descongelamento.
  • Na última etapa, os embriões são etiquetados e permanecem no nitrogênio durante o tempo necessário até a sua utilização.

 

Por quanto tempo um embrião fica congelado?

Não há um tempo limite para o congelamento de embriões. Temos casos de embriões congelados há mais de 30 anos. Esse período pode ser maior ou menor, dependendo das necessidades e interesses da pessoa interessada no processo de fertilização.

Uma dúvida muito comum é em relação à qualidade desses embriões após o tempo de congelamento, principalmente quando é um período muito longo. Podemos afirmar que esses embriões congelados são tão fortes e aptos para uma gestação quanto os embriões frescos.

Há casos, inclusive, que comprovam que a gravidez a partir de embriões congelados tem mais chance de dar certo porque a mulher não precisa mais se expor à estimulação de produção de óvulos, uma das etapas do tratamento de fertilização.

Apesar de essencial para o sucesso do tratamento, essa superestimulação provocada pelo uso de medicamentos específicos poderia causar pequenos danos às paredes do útero, interferindo na eficiência da gestação.

O que pode influenciar a qualidade desses embriões é o processo de congelamento, armazenamento e descongelamento, que é uma responsabilidade da clínica de fertilização. Daí a importância de buscar uma equipe médica e um consultório responsável e compromissado com os protocolos de segurança e qualidade dos procedimentos que realiza.

No geral, estima-se que 95% dos embriões congelados sobrevivam ao período de armazenamento, o que significa uma perda muito pequena, confirmando a importância da criopreservação.

Sucesso da gravidez a partir de embriões congelados

Como dissemos, os embriões congelados têm a mesma qualidade daqueles considerados frescos, produzidos naquele momento. Contudo, sempre há a possibilidade da mulher não conseguir engravidar com o uso desses embriões, o que também acontece quando são usados óvulos “novos”.

O sucesso dessa gravidez não depende exclusivamente da saúde dos embriões, mas também da idade da mulher e também das suas condições de saúde durante o recebimento dos embriões e no período de gestação.

O que acontece com o embrião congelado e não utilizado?

O congelamento dos embriões tem um objetivo. Contudo, quando a mulher ou o casal não deseja mais manter aquele embrião congelado há, basicamente, três maneiras de solucionar essa questão.

1. Doação para pesquisas de célula-tronco

Embriões com mais de três anos de preservação podem ser doados para pesquisas que estudam as células-tronco embrionárias.

2. Doação para outros casais

Outro casal que deseja engravidar pode receber o embrião congelado, se esse for o interesse de ambas as partes interessadas. A doação pode ocorrer com embriões congelados há mais de três anos e não pode ter fins lucrativos. Ou seja, não é permitido vender os embriões.

3. Descarte

Segundo o que consta na lei, após três anos de congelamento os embriões podem ser descartados definitivamente se nenhuma das opções anteriores fizer sentido para o casal, dono dos óvulos fecundados.

Como vimos, o congelamento de embriões é um procedimento bastante comum realizado nas clínicas de fertilização e não há tempo limite para esse armazenamento, que pode passar de 30 anos. Desde que seja realizado de maneira correta, a criopreservação é um método seguro, não prejudica a qualidade dos embriões, havendo, inclusive, casos de taxas maiores de gravidez com o uso de embriões congelados. A adesão, contudo, deve ser feita após acordo entre equipe médica e os pais, responsáveis pelo material armazenado.

 

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O que causa a calcificação das artérias?

Cirurgia Vascular - Wed, 05/19/2021 - 14:51

A calcificação das artérias decorre da presença de uma doença muito comum, crônica e com efeitos bastante perigosos para o indivíduo: a aterosclerose. O principal sintoma da aterosclerose é o impedimento da circulação sanguínea dentro de vasos e artérias de todo o corpo. A seguir, falaremos mais sobre como acontece esse processo de calcificação das artérias e o que fazer para preveni-lo.

Aterosclerose: definição e sintomas

A aterosclerose é uma doença crônica, que atinge o indivíduo desde cedo e o acompanha durante vários anos. Geralmente, costuma apresentar sintomas mais graves durante a velhice. A sua principal característica é a formação de placas nas artérias, dificultando a passagem do sangue.

A aterosclerose pode comprometer o corpo inteiro. Assim, artérias cerebrais, presentes no crânio, artérias coronárias, presentes no coração e os vasos dos membros inferiores e superiores podem ser atingidos pela doença e sofrer calcificação na mesma intensidade.

 

Sintomas

Quando o sangue não consegue seguir seu fluxo normal dentro do corpo, todas as funções do organismo são comprometidas. Afinal, o sangue não é um líquido qualquer. Ele carrega células de oxigênio e outros nutrientes fundamentais ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos.

No entanto, os sinais de que algo não vai bem não aparecem imediatamente com o início da formação daplaca. Como dissemos, a aterosclerose é uma doença crônica e quando os sintomas surgem é porque o corpo já está bastante afetado pelo problema. Os mais comuns são:

  • Tontura;
  • Mal estar generalizado;
  • Dor claudicante, ou seja, dor ao andar que obriga o indivíduo a interromper a caminhada;
  • Sensação de fraqueza e cansaço;
  • Problemas renais;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Confusão mental;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Ferimentos nos membros inferiores provocados pela baixa oxigenação;
  • Dor e pressão na região do peito, associado com dificuldade para respirar.

Por ser uma doença silenciosa, a aterosclerose só é descoberta, muitas vezes, quando o indivíduo sofre um infarto, um derrame ou até mesmo uma morte súbita.

Os sintomas mais graves costumam surgir a partir dos 50 anos e são mais fortes no público masculino.

Aterosclerose e calcificação das artérias

De onde vem o nome calcificação das artérias? As placas de gordura que se formam dentro das artérias e impedem a circulação sanguínea são feitas de gordura, tecidos inflamatórios e também de excesso de cálcio.

Sabemos que o cálcio é um nutriente fundamental para a formação de ossos e dentes. Devemos ingerir diariamente uma quantidade ideal deste nutriente para usufruir de todos os benefícios que ele nos oferece, principalmente com o avançar da idade, quando os ossos se tornam mais fracos.

O problema acontece quando ocorre o acúmulo desse cálcio dentro dos vasos, que NÃO está relacionado com o cálcio ingerido. Junto com tecidos inflamatórios e placas de gordura, o cálcio forma grandes placas enrijecidas e difíceis de serem quebradas pelo corpo.

Como não se dissolvem, as placas funcionam como uma barreira impedindo o fluxo natural do sangue dentro das artérias e provocando todos os malefícios que já vimos anteriormente. É assim que acontece a calcificação das artérias.

Mas, de onde vem o acúmulo de cálcio no organismo? Estudos têm verificado que aquelas pessoas que sofrem com aterosclerose possuem uma inflamação crônica no organismo e estão mais propensas a sofrer com os piores sintomas da doença, como o AVC, o infarto e a morte súbita.

O que causa a aterosclerose

A aterosclerose é uma doença que acompanha o indivíduo durante muito tempo. Por isso, uma das causas é o seu estilo de vida, dentre outros fatores. Saiba mais a seguir:

Má alimentação

A alimentação rica em alimentos gordurosos, açúcar e sódio causa diversos problemas, como o acúmulo de gordura dentro do organismo, um fator de risco para o surgimento de doenças como diabetes e pressão alta. Estas, por sua vez, também influenciam no surgimento da aterosclerose.

Além disso, a má alimentação é uma das causas do sobrepeso junto com o sedentarismo, que também promovem a formação de placas de gordura nos vasos.

Alcoolismo e tabagismo

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, principalmente, do cigarro provocam lesões simultâneas e frequentes nas artérias, facilitando a formação de placas e causando obstruções. Esta é uma das causas mais comuns e deve ser combatida com prioridade. Parar de fumar é essencial.

Sedentarismo

Pessoas com sobrepeso e que não se exercitam frequentemente têm maior probabilidade de apresentar a calcificação nas artérias porque esses maus hábitos favorecem o acúmulo de gordura nos vasos.

Além disso, são fatores de risco também para outras doenças que estimulam o aparecimento da doença, como o diabetes e a hipertensão.

Fator genético

A aterosclerose é mais comum em indivíduos cujo algum membro da família já tenha sofrido com a doença.

Como tratar a aterosclerose

Para tratar a aterosclerose e evitar a calcificação nas artérias, é necessário um tratamento integrado, reunindo todos os profissionais responsáveis pelas áreas atingidas pela doença, como o neurologista, o cirurgião vascular e o cardiologista.

Um dos sintomas da má circulação sanguínea nos membros inferiores, provocado pela aterosclerose, é o surgimento de feridas na região. O primeiro pensamento do paciente é procurar solução para aquele problema que está mais visível.

No entanto, aquele sintoma é apenas a demonstração de algo bem mais grave. É possível que aquela área esteja sendo afetada por uma placa maior de gordura, mas certamente todo o seu corpo está sofrendo com os efeitos danosos da aterosclerose.

Por isso, é fundamental procurar ajuda médica logo que identificar os sintomas e seguir as orientações de cada profissional. Além de tratar e aliviar os sintomas aparentes, o tratamento também visa oferecer uma qualidade de vida melhor para o paciente. Algumas recomendações fundamentais são:

  • Fugir do sedentarismo;
  • Deixar de fumar;
  • Perder peso;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Controlar o diabetes, a hipertensão e o colesterol;
  • Beber bastante água para se manter hidratado e aliviar os sintomas.

Como vimos, a calcificação nas artérias é o resultado de uma doença crônica, muitas vezes assintomática e muito mais comum do que se imagina chamada aterosclerose, que provoca sintomas diversos e consequências graves para a saúde do indivíduo. A melhor maneira de evitar e controlar a doença é manter hábitos saudáveis e realizar consultas frequentes com o seu médico. Ou, pelo menos, buscar ajuda médica logo que identificar algum dos sintomas listados.

 

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Retirada de excesso de pele após bariátrica é coberta pelo SUS e planos de saúde?

Amato Consultório Médico - Wed, 05/19/2021 - 10:00

Após passar por cirurgias como a bariátrica e colocação de balão intragástrico, muitas pessoas podem apresentar flacidez de pele devido a perda extrema de peso. Nesses casos, a cirurgia plástica pode ser indicada para restabelecer o maior órgão do corpo humano, a pele.

O excesso de tecido que fica após o emagrecimento de uma pessoa que tinha obesidade, por exemplo, pode causar outras doenças, entre elas problemas com atrito de pele que pode resultar em dermatite e infecção de repetição, principalmente, no abdômen. Outros distúrbios oriundos do excesso de pele estão relacionados à autoestima e qualidade de vida.

Portanto, não sendo considerada apenas uma questão estética, mas também de prevenção para outras doenças, a cirurgia tem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde, principalmente, para dermolipectomia abdominal em pacientes com abdômen em avental.

A cirurgia para a retirada de excesso de pele pode ter contraindicações e, por isso, é importante conversar com o médico de confiança e realizar exames antes do procedimento. Anemia, distúrbios psicológicos e outras doenças podem impedir a retirada do tecido.

Contamos com vários tipos de cirurgias que estão indicadas para a retirada de excesso de pele, salvo as contraindicações acima. Entre os procedimentos temos à disposição abdominoplastia, cruroplastia, braquioplastia, mamoplastia, lipoaspiração, lifting facial, torsoplastia e gluteoplastia. A indicação é individualizada, ou seja, depende da análise do especialista e das condições de saúde do paciente.

Após a realização da cirurgia bariátrica é preciso que o paciente fique com o peso estabilizado de seis meses a dois anos para só então fazer o procedimento de retirada do excesso de pele. O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar e reúne psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, endocrinologista, psiquiatra, gastrocirurgião e cirurgião plástico. A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019, segundo Pesquisa Nacional de Saúde – PNS 2019.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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Hipo e hipertireoidismo podem afetar a saúde psíquica

Amato Consultório Médico - Tue, 05/18/2021 - 10:00

O hipo e o hipertireoidismo, além de causarem diversas disfunções no organismo, podem também afetar a saúde psíquica da pessoa, levando a um quadro semelhante à depressão.

O hipotireoidismo torna o metabolismo e o raciocínio mais lentos, causando sonolência, falta de ânimo, cansaço, discreto ganho de peso e inchaço. O tratamento é feito com a reposição do hormônio tireoidiano chamado levotiroxina, medicação de baixo custo, disponível em todas as farmácias e que não provoca efeitos colaterais.

Já o hipertireoidismo está associado a aceleração do metabolismo, causando irritabilidade, aceleração do pensamento, perda de peso significativa, insônia e palpitação. O tratamento é feito com medicamentos chamados antitireoidianos, que têm como objetivo diminuir a produção do hormônio da tireoide. Nos casos em que a medicação não é suficiente, está indicada a cirurgia para a retirada da glândula tireoide e o radioiodo, tratamento com iodo radioativo, que destrói a glândula.

Tanto o hiper quanto o hipotireoidismo, se não diagnosticados e tratados ou com a dosagem errada da medicação, podem levar – além da depressão – à crise de pânico, estresse, irritabilidade e ansiedade.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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O que é um médico vascular?

Amato Consultório Médico - Mon, 05/17/2021 - 10:00

Você sabe o que é um médico vascular e qual o caminho que ele percorreu para alcançar esse posto e essa titulação? Hoje, falaremos um pouco sobre toda a trajetória do médico e cirurgião vascular, desde a graduação até as especializações. Veremos também por que é importante que o médico esteja atualizado constantemente dentro do seu ramo de atuação e como isso pode interferir na escolha do paciente na hora em que ele precisa tratar de alguma doença vascular.

Como é a formação do Médico Cirurgião Vascular

A formação do médico vascular começa quando ele decide que quer cursar medicina na faculdade e, para isso, se prepara para o vestibular de uma instituição de ensino superior que oferta o curso. Os vestibulares para as faculdades de medicina são sempre muito concorridos e, para conseguir uma vaga, é preciso muita dedicação.

Graduação e Internato

A graduação do médico vascular dura cerca de seis anos. Na graduação, o médico vai formar toda a sua bagagem teórica, aprendendo nos livros e com os professores, tudo relacionado às doenças humanas, seus sintomas e tratamentos.

Esses seis anos da graduação são divididos em quatro anos na faculdade de medicina e os dois últimos anos no internato, dentro do hospital, já cuidando dos pacientes e de suas doenças. Nessa fase, o médico é chamado de interno.

 

Residência em Cirurgia geral

Após o internato, vem a residência que é outro período em que o médico já atua dentro do hospital, dessa vez se dedicando à cirurgia geral. O período de residência na cirurgia geral dura entre 2 e 4 anos e o médico também é avaliado mediante uma prova final.

Nessa fase da residência, o médico já começa a buscar a sua subespecialização. Ou seja, ele já começa a decidir sobre qual área deseja atuar após a formação completa. Quem deseja atuar como cirurgião vascular precisa fazer a residência médica na cirurgia geral. Já quem deseja se tornar um angiologista, pode fazer a residência na clínica médica.

Após essa fase, o médico já tem a formação em cirurgia geral, concluída ao final da residência, e já pode tratar doenças como hérnia, hemorroidas, apendicite e outras doenças abdominais.

 

Residência em Cirurgia Vascular

A segunda residência que o médico tem que enfrentar para se tornar um médico vascular é a residência em cirurgia vascular que também dura entre 2 e 4 anos, com mais uma prova no final desse período.

Esse momento é bem mais dedicado à subespecialidade da cirurgia vascular. Ou seja, o médico está especificando mais ainda as doenças com as quais ele deseja lidar enquanto médico e já está se qualificando bastante com as experiências.

Nessa fase, ele vai tratar doenças vasculares que envolvem o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático. No sistema arterial, algumas doenças comuns são a aterosclerose, o aneurisma e as estenoses.

As doenças venosas mais comuns do sistema venoso são as varizes e a trombose. Por fim, o sistema linfático apresenta as doenças linfáticas como o linfedema e a erisipela.

 

Subespecialização

Após passar pela graduação, internato, residência em cirurgia médica e pela residência em cirurgia vascular, o profissional já é médico, já é cirurgião geral e cirurgião vascular. Agora ele também pode se subespecializar em:

  • Cirurgia endovascular: nesta especialização, o médico aprende os tratamentos mais modernos realizados dentro dos vasos como a colocação de stents e a fazer a embolização, além de outros procedimentos minimamente invasivos. É o que também chamamos de angiorradiologia.
  • Ecografia vascular: especialização em que o médico aprende a realizar exames ultrassonográficos e ecográficos dentro das patologias vasculares. Também é outro título que o médico vascular pode conseguir e acrescentar no seu currículo. 
Quem regula essas titulações médicas

O MEC (Ministério da Educação) é o órgão federal que regula a profissão através das graduações e das residências. As faculdades que oferecem o curso de medicina, por exemplo, precisam passar pelo crivo do MEC antes de começarem as suas atividades. Isto é, precisam ser reconhecidas pelo órgão.

Já os títulos médicos que o profissional vai recebendo durante a sua carreira, como o de cirurgião vascular, especialista em cirurgia endovascular e outros, são ofertados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

 

Carreira acadêmica

Outra opção disponível para o médico vascular é a carreira acadêmica. Após a graduação e todas as residências e especializações já listadas aqui, o médico pode fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, assim, se tornar professor em uma universidade pública ou privada.

Também é uma alternativa muito interessante e extremamente importante porque ele repassa para outros futuros médicos uma carga enorme de conhecimento, se tornando fundamental para a formação com excelência de outros profissionais.


A medicina avança e o médico deve estar preparado

O fato é que, para um médico vascular, assim como para outros especialistas, o estudo nunca acaba. Reunir um bom pacote de especializações pode durar até 12 anos ou mais até chegar naquilo que ele deseja para a sua vida de médico.

A medicina avança muito rapidamente e o médico precisa ficar atento a todas as novidades que surgirem para aprender e aplicar tudo na solução do problema que o seu paciente apresenta.

Muitos procedimentos que hoje são realizados de forma natural e contínua não são ensinados nem no período de graduação e nem nas residências. Muitas dessas inovações surgem depois da formação de muitos profissionais ou ainda não estão disponíveis aqui no nosso país.

Um exemplo é a cirurgia de varizes com laser que é uma técnica nova que chegou aqui no Brasil recentemente e começamos a fazer antes de outros profissionais.

Outro exemplo de procedimento novo é a cirurgia endovascular que também não era realizada no Brasil, mas que fomos procurar saber como funcionava em outros países como a Itália. E de lá trouxemos conhecimentos valiosos a respeito.

Por fim, e não menos importante, temos o lipedema. Um assunto sobre o qual praticamente ninguém falava nada e que conseguimos trazer para o público não apenas informações precisas que facilitam o diagnóstico, mas também excelentes maneiras de tratar a doença.

 

Escolhendo o seu médico vascular

O cirurgião vascular é ultraespecializado em tratamento vascular, arterial, venoso e linfático. Passou por muitos testes de aprendizagem e é capaz de lidar com diversas doenças que afetam as pessoas. Por isso, é importante buscar um cirurgião que tenha passado por todas essas fases, que tenha um bom currículo (que pode ser visto no sistema do curriculo lattes) respaldado pelo MEC e pela SBACV e que entenda que estudar faz parte de toda a vida de um médico. Se aperfeiçoar, buscar conhecimento demonstra comprometimento com o seu trabalho e também com as pessoas que depositam nele a solução dos seus problemas.

 

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Cirurgia endoscópica da coluna cervical – Acesso posterior

Amato Consultório Médico - Fri, 05/14/2021 - 10:00

Todos esses benefícios da cirurgia endoscópica da coluna já conhecidos para o tratamento das doenças da coluna lombar (hérnia de disco, estenoses, cistos facetários, dor facetaria), também podem ser aplicados às doenças da coluna cervical!

Infelizmente a cirurgia endoscópica da coluna cervical é pouco conhecida e existe um certo preconceito à sua realização, o qual pretendo esclarecer:

Vejam o vídeo de cirurgia endoscópica da coluna cervical:

 

  • – incisão na pele de 7mm;
  • – preservação das fibras musculares
  • – procedimento mais rápido (< 1h);
  • – sangramento mínimo;
  • – ausência ou mínima dor pós operatória;
  • – recuperação mais rápida, retorno às atividades em poucos dias;
  • – procedimento ambulatorial (hospital dia): paciente vai embora 3h após o término
  • – alívio mais rápido da dor;
  • – baixa taxa de infecção (associado às vantagens da realização do procedimento em Hospital Dia, nosso índice de infecção nas endoscopias da coluna é “0”);
  • – alto índice de sucesso.

 

 

 

Existem 2 acessos principais às doenças a coluna cervical, o acesso posterior e o acesso anterior. Para realizar a cirurgia convencional por trás, é necessário descolar musculatura, o que leva a dor no pós-operatório. Além disso, as hérnias mais centrais que comprimem a medula, precisam ser tratadas pela frente. Por isso, a cirurgia pela frente se tornou muito comum, e aos poucos a técnica convencional por trás foi sendo abandonada. No entanto, ao realizar a cirurgia pela frente, é necessária a colocação de uma prótese cervical fixa (artrodese) ou móvel (artroplastia); e muitas vezes o disco intervertebral não está tão ruim a ponto de necessitar substituição. Com o avanço tecnológico, que permitiu a prática da cirurgia minimamente invasiva da coluna, o acesso posterior endoscópico percutâneo ganhou novamente seu espaço no tratamento das doenças da coluna cervical, com a enorme vantagem de descomprimir as estruturas nervosas sem a necessidade de colocar próteses e com todos os benefícios acima descritos. Vejam o vídeo de uma cirurgia endoscópica por via posterior!

 

Existe também o acesso endoscópico anterior, no entanto, na parte anterior do pescoço passam muitas estruturas importantes e não vale a pena introduzir uma cânula para acessar a coluna sem de fato enxergar por onde esta cânula está passando, pois há risco de lesar estruturas vitais. Na minha opinião, as cirurgias por via anterior precisam ser feitas através de pequena incisão e com instrumentos minimamente invasivos, mas não de forma percutânea. O endoscópio pode ser utilizado para magnificação, no lugar do microscópio, após a exposição do disco intervertebral.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Leia mais em:

Cirurgia Minimamente Invasiva

Dor cervical

Protrusão de Disco

Hérnia de disco

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

Referências:

Shen J, Telfeian AE, Shaaya E, Oyelese A, Fridley J, Gokaslan ZL. Full endoscopic cervical spine surgery. J Spine Surg. 2020;6(2):383-390. doi:10.21037/jss.2019.10.15

Zhang C, Wu J, Xu C, Zheng W, Pan Y, Li C, Zhou Y. Minimally Invasive Full-Endoscopic Posterior Cervical Foraminotomy Assisted by O-Arm-Based Navigation. Pain Physician. 2018 May;21(3):E215-E223. PMID: 29871377.

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Quais as chances de ter gêmeos na inseminação artificial?

Amato Consultório Médico - Thu, 05/13/2021 - 10:00

Quando opta pela inseminação artificial para conseguir engravidar, a mulher não experimenta apenas a satisfação pela busca de um sonho, mas também a preocupação pela possibilidade de ter uma gestação múltipla, ou seja, engravidar de gêmeos. Na maioria das vezes, não é esse o objetivo da mulher, uma vez que a gravidez gemelar provoca realmente uma mudança bastante radical na vida da família, além dos riscos provocados. Mas, quais são, de fato, as chances de uma mulher ter uma gestação múltipla durante o processo de inseminação artificial? Vamos falar um pouco mais sobre isso?

Como ocorre a gestação múltipla espontânea

Em primeiro lugar, precisamos saber por quais razões uma mulher tem uma gestação múltipla. Entendemos por gestação múltipla, ou gravidez gemelar, aquela em que mais de um óvulo é fecundado, podendo gerar dois ou mais bebês de uma única vez.

A gravidez gemelar ocorre, geralmente, 1 vez a cada 80 gestações. Além disso, ela também acontece de forma espontânea de acordo com alguns fatores específicos:

Idade da mulher

A partir dos 35 anos de idade, o ovário da mulher já não funciona de forma equilibrada como antes e passa por momentos de grande produção do hormônio FSH, que é o hormônio responsável por regular e selecionar os óvulos considerados mais saudáveis para a fecundação.

Ao executar essa ação, o FSH pode recrutar mais de um óvulo que se encontra perfeito para a fecundação, resultando em uma gestação múltipla naturalmente espontânea.

Casos de gravidez múltipla na família

Outra razão para a gravidez gemelar espontânea é a presença de casos na família. Isso se deve às questões de hereditariedade. Não é uma regra, mas as chances de uma mulher engravidar de gêmeos, tendo ela algum caso na família, são maiores.

Tratamento de fertilidade

Os tratamentos de fertilidade e reprodução assistida também influenciam na gestação múltipla porque os especialistas criam uma situação mais favorável para a fecundação dos óvulos. Há um tratamento antes, durante e depois da fecundação para garantir que a gravidez, de fato, aconteça.

Por que a inseminação artificial aumenta as chances de ter gêmeos?

Na inseminação artificial a mulher recebe a injeção de hormônios como o FSH que estimula a ovulação, a maturação dos óvulos e seleciona naturalmente aqueles mais fortes para receber o espermatozoide.

Por causa da atuação desse e de outros hormônios, a mulher pode liberar mais de um óvulo saudável e pronto para a fecundação e é por isso que ela pode alcançar uma gravidez gemelar.

A reprodução assistida consiste em um trabalho amplo, em conjunto com os pais, para o alcance de um objetivo em comum: a gravidez saudável.

Para isso, são realizados procedimentos diversos para que o homem produza espermatozoides saudáveis e fortes e a mulher ovule com toda a sua capacidade natural. Potencializando o funcionamento do próprio corpo, as chances de acontecer uma gravidez de gêmeos são bem maiores.

Probabilidade de ter gêmeos na inseminação artificial

Mas, então quais são as chances de ter gêmeos em uma inseminação artificial? Uma gravidez múltipla espontânea pode ocorrer entre 10% e 20% dos casos de gestação. Quando há inseminação artificial, esse número sobe um pouco mais.

De acordo com estudos e resultados já obtidos, as chances de mulheres engravidarem de gêmeos em uma inseminação artificial aumenta para 20% e 30% dos casos assistidos. Obviamente, esse número não é estático e nem definitivo e diversos fatores podem influenciar nessa porcentagem.

Quando uma mulher tem uma gravidez múltipla, com mais de dois bebês, normalmente as pessoas associam o acontecimento a algum tratamento de reprodução assistida. E, de fato, há mais chances de isso acontecer pelos motivos já citados.

Posso escolher ter gêmeos em uma inseminação artificial?

Como já dissemos, tratamentos de fertilidade aumentam as chances de ocorrer uma gestação gemelar. Contudo, apesar de muitos casais terem o sonho de ter filhos gêmeos, essa não é uma opção recomendada e nem permitida pelo Conselho Federal de Medicina.

Na fertilização in vitro, em que há introdução de óvulos fecundados no útero da mulher, existe uma quantidade limite de óvulos injetados. 

  • Em mulheres com até 35 anos de idade, podem ser inseridos até 2 óvulos;
  • Mulheres com idade entre 35 e 40 podem ter até 3 óvulos introduzidos no útero;
  • Em mulheres acima dos 40 anos, o CFM permite a aplicação de apenas 4 óvulos no útero.

Mas, por que esse cuidado? Para evitar que a gestação múltipla aconteça de forma recorrente, já que há uma possibilidade maior de isso acontecer com os tratamentos de fertilidade. E nem sempre esse é o desejo da mulher, além de todos os riscos que esse tipo de gravidez envolve.

Gravidez de gêmeos é de risco?

Gravidez múltipla aumenta sim as probabilidades de riscos diversos tanto para a mulher quanto para os bebês. Bebês gêmeos podem não se desenvolver todos ao mesmo tempo, além de vários tipos de doenças que podem surgir durante os nove meses de gestação.

Por esses motivos é que existe o controle do Conselho Federal de Medicina em relação à injeção de óvulos no útero da mulher e, claro, a não permissão de que casais possam escolher ter filhos gêmeos em uma inseminação artificial ou na fertilização in vitro.

Contudo, cabe salientar que na inseminação artificial a gravidez de gêmeos acontece de maneira natural, com a liberação de dois ou mais óvulos fortes e prontos para a fecundação. Ainda assim, pode implicar em algum risco por causa de inúmeros fatores já conhecidos pela mulher durante o tratamento, como idade, situação do útero e ovários, dentre outros.

Como reduzir os riscos de uma gravidez múltipla?

Além de evitar a fecundação de muitos óvulos, é fundamental o acompanhamento completo da gravidez através de um pré-natal bem realizado e bem orientado por toda a equipe que acompanha a gestante. É o que chamamos de pré-natal de risco.

Assim, a gestante precisa visitar o médico com frequência, realizar um número maior de exames e seguir todas as orientações relatadas pelo médico como ter repouso, manter uma boa alimentação e evitar fazer muito esforço físico.

Hoje vimos que a inseminação artificial aumenta a probabilidade da mulher ter gêmeos. Contudo, essa informação não deve preocupar a mulher e nem afastá-la do sonho de ser mãe. É importante que ela saiba de todas as possibilidades existentes para, junto com a equipe médica, seguir todas as orientações recomendadas. Afinal, o objetivo da reprodução assistida é que a mulher tenha não só um sonho realizado, mas uma gestação saudável para todos.

 

Dra. Juliana Amato

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Identificar o paciente com transtorno dismórfico corporal é o primeiro passo antes da cirurgia plástica

Amato Consultório Médico - Wed, 05/12/2021 - 10:00

O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é caracterizado pela preocupação exagerada de algum defeito na aparência. É uma pessoa que, mesmo com a realização de uma cirurgia plástica, poderá não ficar satisfeita. É muito importante, durante a consulta, identificar esse perfil de paciente.

São pessoas que buscam na cirurgia um resultado que nunca será atingido, ou seja, mesmo que fique excelente, o paciente não visualizará isso e sempre buscará mais e mais procedimentos, podendo colocar a sua vida em risco. A anorexia e a bulimia são transtornos semelhantes e que também levam muitas mulheres à procura da lipoaspiração.

É muito comum receber pacientes com TDC e identificar esse perfil antes do procedimento é fundamental. Desta forma, podemos alinhar com o paciente as expectativas diante do que realmente pode ser alcançado com a cirurgia plástica. Antes do procedimento, eu procuro fazer três consultas com o paciente, aplico questionários que me auxiliam na identificação do TDC, com o objetivo de ouvir deles os seus anseios, expectativas relacionadas ao procedimento desejado, detalhando honestamente para o paciente até o ponto que podemos chegar com a cirurgia.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Endocrinopatias e gestação: diabetes, obesidade e disfunções tireoidianas merecem atenção

Amato Consultório Médico - Tue, 05/11/2021 - 10:00

Várias endocrinopatias podem estar associadas à gestação e as disfunções tireoidianas são as mais prevalentes. Mesmo mulheres que não apresentam problemas com a tireoide podem desenvolver distúrbios na glândula durante a gravidez e todas as endocrinopatias oferecem risco à gestação. Tanto o hiper quanto o hipotireoidismo podem levar a perda fetal, dificuldade de desenvolvimento do feto e ao parto prematuro.

Além de problemas da tireoide, outra doença que merece atenção na gestação é o diabetes. Se não controlado, pode acarretar complicações materno-fetais bem significativas, como eclampsia, nascimento prematuro, macrossomia (recém-nascido com peso igual ou superior a 4 quilos, independentemente da idade gestacional).

A obesidade é uma outra endocrinopatia que pode trazer riscos, principalmente, dificuldades para engravidar. Por isso, é muito importante passar por um check-up com o ginecologista e endocrinologista, mesmo antes da gestação, para prevenir possíveis riscos para a mãe e o bebê, garantindo assim uma evolução normal e saudável da gravidez.

Para quem já está tentando engravidar há algum tempo sem sucesso, é importante averiguar se a tireoide está funcionando bem e se o peso está ideal, pontos importantes para manter a fertilidade adequada. Em relação às mães com diabetes, é preciso que os níveis glicêmicos estejam bem controlados mesmo antes de engravidar, o que faz toda a diferença na gestação e na saúde do bebê.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

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Como prevenir as doenças vasculares?

Amato Consultório Médico - Mon, 05/10/2021 - 10:00

Prevenir a instalação de doenças vasculares é um fator importante na busca diária por uma vida mais saudável e longeva. As doenças vasculares são problemas graves responsáveis por uma porcentagem considerável de mortes no país. Além disso, seus sintomas e complicações comprometem severamente a mobilidade, a realização de atividades diárias, a estética e a saúde mental do indivíduo. Veja a seguir quais são as principais doenças vasculares e o que fazer para preveni-las.

O que são doenças vasculares?

Doenças vasculares são aquelas que atingem e prejudicam o bom funcionamento do sistema vascular, formado pelos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de sangue e outras substâncias por toda a extensão do corpo humano.

O principal efeito das doenças vasculares é a interrupção da circulação sanguínea pelo corpo, causando complicações graves como acúmulo de líquido, acúmulo de sangue, formação de coágulos e lesões nas veias e nas artérias.

 

Principais doenças vasculares e como prevenir

Existe uma série de doenças que atingem o sistema vascular e o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. As principais serão listadas a seguir com suas respectivas medidas de prevenção.

Varizes

As varizes talvez sejam as doenças vasculares mais comuns e mais conhecidas da população em geral. Caracterizam-se por veias dilatadas, saltadas e avermelhadas, algumas com formatos semelhantes a teias de aranha e que provocam dor, inchaço e cansaço nas pernas.

As varizes podem ser de dois tipos: primárias, de origem genética e secundárias, adquiridas devido a algum fator externo.

Prevenção de varizes de origem genética

Ao identificar alguém na família com histórico de varizes, a mulher já deve tomar precauções para evitar que esse problema também a atinja, já que ela está dentro do fator de risco. O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para investigar e antecipar o tratamento da veia doente.

Outra técnica de prevenção é o uso da meia elástica de leve compressão. É um hábito que reduz bastante o surgimento das varizes. As meias de compressão estimulam a circulação sanguínea e aliviam sintomas como o inchaço e o cansaço, muito comum naquelas pessoas que ficam muito tempo em pé ou passam o dia sentadas por conta do trabalho.

A prática de hábitos saudáveis também é outra forma de prevenir as varizes. Portanto, é importante fazer atividade física, exercitar os músculos, especialmente da panturrilha e evitar hábitos nocivos como o uso do cigarro e o álcool em excesso.

Prevenção das varizes de origem secundária

As varizes secundárias geralmente são adquiridas após algum trauma ou devido a complicações como a trombose venosa. Nesse caso, é preciso evitar esses acidentes e tratar qualquer complicação vascular previamente identificada para evitar as varizes. E, claro, levar uma vida ativa com prática de hábitos saudáveis.

 

Trombose venosa

A trombose venosa se caracteriza pela presença de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo a circulação. Pode ser superficial quando atinge a parte mais externa das veias e pode ser profunda quando está entre os músculos das pernas.

Por ser uma doença que também tem um fator genético forte, uma das medidas de prevenção é buscar orientação de um cirurgião vascular antes que surjam os primeiros sintomas. A trombose pode ser uma complicação das varizes e, por isso, é preciso ficar atento.

Outro ponto importante de prevenção é perder peso. A obesidade é uma das causas da trombose venosa. Além disso, é recomendado o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas de forma constante.

 

Aneurisma periférico

O aneurisma periférico caracteriza-se pela dilatação de uma artéria na região das pernas, devido à presença de coágulos, impedindo a circulação. Pode causar inchaço, dor e vermelhidão local, além de outros problemas de circulação.

A melhor prevenção é a consulta com o cirurgião vascular para diagnóstico precoce da doença, bem como o início do tratamento o quanto antes.

 

Pé diabético

O pé diabético é uma doença que atinge pessoas que têm diabetes e os principais sintomas são: calos, rachaduras, micoses, ferimentos, mudança na tonalidade da pele, dor e infecções. A má circulação sanguínea é um dos grandes causadores dessa doença.

Como medida de prevenção, o primeiro passo é manter o diabetes controlado. Aliado a isso, é necessário redobrar os cuidados com os pés usando calçados confortáveis, evitando andar descalço, evitar cortes na região dos membros inferiores, secar bem os pés para evitar micoses e tratar com urgência qualquer feridinha que possa surgir.

 

Doença arterial obstrutiva periférica

Ocorre quando há alguma obstrução ou estreitamento das artérias dos membros inferiores. Geralmente é provocada pelo acúmulo de placas de gordura no sangue, além do envelhecimento natural do corpo.

Algumas medidas de prevenção consistem em: controlar os índices de colesterol, manter uma alimentação saudável, perder peso, evitar o tabagismo, controlar o diabetes e a hipertensão e sair do sedentarismo.

Além disso, é fundamental buscar ajuda médica, já que a doença apresenta sintomas leves, porém, desconfortáveis e que exigem o tratamento correto.

 

Quais são os fatores de risco para as doenças vasculares

Além das causas comuns das doenças vasculares, existem os fatores de risco. São situações, hábitos ou condições que envolvem o indivíduo aumentando o risco da incidência dessas doenças. É importante conhecer esses fatores para aprender a lidar melhor com eles.

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Ficar muito tempo em pé
  • Ficar muito tempo sentado
  • Alimentação rica em gordura, frituras e demais alimentos pouco saudáveis
  • Histórico familiar de doenças vasculares
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Altos índices de colesterol
  • Idade avançada
  • Ter sofrido com outras doenças vasculares no passado
  • Problemas cardíacos

 

É muito importante estar ciente desses fatores de risco porque eles também podem funcionar como um método de prevenção geral para as doenças vasculares. Ao analisar os seus hábitos e o seu estilo de vida, o indivíduo pode promover mudanças na sua rotina e afastar o surgimento dessas e de outras enfermidades.

Como vimos, existem diferentes tipos de doenças vasculares e a prevenção de cada uma delas depende do conhecimento prévio das suas causas. Contudo, algumas orientações são básicas e comuns a todas, como a consulta periódica com um médico vascular, profissional especializado no tratamento dessas doenças e que pode antecipar o diagnóstico de algum problema, antes do surgimento dos sintomas. Além disso, é fundamental manter hábitos saudáveis e tentar evitar, dentro do possível, os fatores de risco que também influenciam no surgimento e agravamento da doença.

 

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Cirurgia endoscópica da Coluna – Acesso Transforaminal

Amato Consultório Médico - Fri, 05/07/2021 - 10:00

O acesso transforaminal é realizado pelo lado da coluna; o endoscópio é direcionado ao forame intervertebral, local por onde a raíz nervosa sai da coluna. É ótimo acesso para hérnias nos níveis mais altos e também para as hérnias que são bem laterais, como as hérnias foraminais ou extra-foraminais. Este acesso é realizado com anestesia local e sedação, o que leva à possibilidade de conversar com o paciente durante a cirurgia.

 

Assista vídeos do acesso transforaminal para tratamento de hérnia de disco lombar

 

 

 

 

A endoscopia para cirurgia da coluna não é apenas um procedimento, mas sim uma técnica cirúrgica que além das inúmeras vantagens, constitui uma maneira revolucionária de enxergar o problema. Assim como algumas décadas atrás o microscópio cirúrgico trouxe melhoria nos resultados operatórios e o endoscópio revolucionou a gastrocirurgia e a neurocirurgia; esta técnica faz o mesmo para a cirurgia de coluna quando bem utilizada. Apesar de já existir há bastante tempo, o seu uso demorou a se estabelecer no Brasil, mas é realizada pela nossa equipe desde 2013.

 

Entre as diversas vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, especificamente com relação à técnica transforaminal, estão as seguintes:

  • – realizado com sedação e anestesia local
  • – incisão na pele de apenas 7-8mm;
  • – separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso;
  • – procedimento mais rápido;
  • – sangramento desprezível;
  • – ausência ou mínima dor pós operatória;
  • – recuperação mais rápida;
  • – o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia;
  • – alívio mais rápido da dor;
  • – retorno mais rápido ao trabalho;
  • – baixa taxa de infecção (associado às vantagens da realização do procedimento em Hospital Dia, nosso índice de infecção hospital é zero “0”)

 

Não deixe de nos consultar para tirar todas suas dúvidas!

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências:

  1. Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473
  2. Campos M, Amato M, Aprile BC, Oliveira CA De. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy : Interlaminar versus Transforaminal Exposição à radiação durante discectomia endoscópica lombar percutânea : interlaminar versus transforaminal. 2019.
  3. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  4. Kambin P. Arthroscopic microdiscectomy. 2003;3:60-64.
  5. Hofstetter CP, Ahn Y, Choi G, et al. AOSpine Consensus Paper on Nomenclature for Working-Channel Endoscopic Spinal Procedures. Glob Spine J. 2020;10(2_suppl):111S-121S. doi:10.1177/2192568219887364

 

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Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez?

Amato Consultório Médico - Thu, 05/06/2021 - 10:00

A primeira consulta para um tratamento de gravidez é sempre envolta em muitas dúvidas, ansiedade e medo, mas também é cheia de esperança. Afinal, um grande sonho está prestes a ser realizado e é sempre muito difícil lidar com tantas transformações que estão por vir.

Pensando nisso, resolvemos falar um pouco mais sobre o primeiro encontro da família que pretende engravidar com o médico escolhido para participar desse processo tão delicado. O intuito é sanar algumas dúvidas e aliviar a ansiedade muito frequente nessa fase.

Primeira consulta para tratamento de gravidez: o que esperar?

Bem, o primeiro contato que a família terá com o médico responsável pelo processo de gravidez é básico e, ao mesmo tempo, é bem completo. É um acolhimento básico porque o médico precisa colher informações gerais sobre os futuros papais para ter uma visão ampla do caso.

E também é um encontro completo porque são captados dados essenciais ao sucesso do tratamento. São informações sobre a saúde do casal, doenças hereditárias e pontos similares.

Além disso, o médico pode usar esse encontro para explicar os diferentes tipos de tratamento para engravidar, riscos, possibilidades, sugestões e orientações, impedimentos físicos e legais, dentre outras dúvidas que sempre surgem a respeito. Veja tudo com mais detalhes a seguir.

Investigando a saúde do casal

Normalmente, quando o casal procura uma clínica de fertilidade é porque as tentativas de engravidar naturalmente não deram certo. Nesse momento, eles precisam de ajuda profissional para identificar o que está acontecendo de errado.

Sabendo disso, o médico inicia a conversa tentando entender como foram as tentativas de engravidar, quais técnicas já foram utilizadas, qual é o nível de conhecimento da mulher sobre o seu período de ovulação etc.

Depois, ele procura saber como está a saúde do casal, levando em conta a idade de cada um, sintomas frequentes, hábitos e estilo de vida. Esse momento exige muita honestidade e relato verdadeiro das informações. É a partir desses dados que o médico traçará um plano de ação para alcançar o resultado esperado.

O passo seguinte é o diagnóstico de possíveis impedimentos a uma gravidez natural. O médico solicita alguns exames para saber de onde vem o problema. Nem sempre a pessoa sabe que tem alguma dificuldade interna que impede a gravidez, o que só pode ser constatado através de exames.

Informações sobre a presença de doenças hereditárias

Outro ponto levantado é a existência de alguma doença hereditária na família que, também pode estar afetando algum dos pais, comprometendo a gravidez. Diante de alguma suposição do tipo, o médico também solicita exames para averiguar e confirmar ou não o diagnóstico.

Informações sobre familiares com dificuldade para engravidar

Casos de infertilidade na família também devem ser relatados porque podem estar relacionados a alguma doença genética. Portanto, é importante o casal fazer essa pesquisa com seus familiares para facilitar a análise médica.

Casos de menopausa precoce costumam ser averiguados, uma vez que é uma situação que pode se repetir entre as mulheres do mesmo grupo familiar. E também é um ponto que pode interferir na gravidez.

Solicitação de exames de diagnóstico

Os exames são solicitados para que o médico tenha uma visão mais próxima possível da saúde do casal que deseja engravidar. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em busca de pontos que possam dificultar uma gravidez.

Muitas vezes a mulher acredita que o problema está com ela, mas isso não é uma afirmação correta. O homem também pode ser o responsável pela não gestação. A ausência de sintomas não significa uma saúde em perfeito estado.

Portanto, o casal não deve se assustar com a quantidade ou com o tipo de exames solicitados pelo médico. Todos eles são necessários para um diagnóstico amplo, preciso e completo sobre a saúde de ambos.

Esclarecimentos e dúvidas

A primeira consulta para tratamento da gravidez também deve ser o momento utilizado pelo casal para tirar todas as suas dúvidas ou, pelo menos, aquelas que surgiram faz tempo.

Então, o casal é informado sobre os métodos de fertilidade existentes, possibilidades de uma gravidez múltipla, possíveis riscos da gestação, probabilidade de sucesso do tratamento dentre outras dúvidas que possam surgir.

É importante destacar que a primeira consulta não é utilizada para a indicação do tratamento ideal de gravidez. Apenas com o resultado dos exames em mãos é que o médico pode apresentar as opções que melhor se encaixam na realidade daquele casal.

Como se preparar para a primeira consulta?

Veja a seguir algumas dicas simples que facilitarão muito a sua primeira conversa com o médico responsável pelo seu tratamento.

Busque informações e anote as suas dúvidas

O primeiro contato com o médico tem o objetivo de formar uma base, o pilar do tratamento que será iniciado. Portanto, é importante que o casal tenha uma preparação prévia a respeito do assunto, que pode ser através de leituras e outras fontes de informação.

Em caso de dúvidas, estas podem e devem ser listadas para que, durante o encontro com o médico, elas sejam esclarecidas. Ter o cuidado de listar as dúvidas é importante porque impede o esquecimento momentâneo e a frustração depois.

Informe-se sobre a saúde da sua família

Outro ponto importante é a coleta de informações sobre a família. Fazer uma pesquisa ampla sobre a saúde geral dos familiares, saber se alguma mulher teve dificuldades para engravidar ou teve menopausa precoce é fundamental para ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Seja honesto na entrega de informações

Por fim, precisamos destacar a honestidade nas informações e o cumprimento correto das solicitações. Como dissemos, o tratamento para gravidez cria um laço forte entre médico e casal e essa relação exige o compromisso com a verdade.

Então, é necessário responder a todos os questionamentos, ser verdadeiro nas respostas, ser paciente com a coleta de dados, realizar os exames solicitados e seguir todas as outras orientações repassadas pelo médico.

Como vimos, a primeira consulta para o tratamento de gravidez é um dos momentos mais importantes dessa nova fase na vida do casal que deseja ter um filho. É o momento de conhecer mais sobre o assunto, esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. Também é hora de verificar como está a saúde desse casal e identificar o que está impedindo a gravidez espontânea. Por tudo isso, é essencial que a futura mamãe e o futuro papai estejam comprometidos com esse momento para que, juntos com a equipe médica, alcancem o objetivo tão aguardado que é a chegada de um lindo bebê.

Dra. Juliana Amato

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Câncer de pele representa 27% de todos os casos malignos no Brasil, segundo o INCA

Amato Consultório Médico - Wed, 05/05/2021 - 10:00

Segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência estimada do câncer de mama em mulheres, no ano de 2020, era de cerca de 66 mil novos casos. Já o de câncer de pele representa 27% de todos os casos malignos no Brasil.

Principais dúvidas que recebo diariamente aqui no consultório:

Quando está indicada a reconstrução mamária?

Antes de tudo é preciso analisar o tratamento oncológico proposto, já que nem sempre a reconstrução da mama com prótese de silicone pode ser realizada de imediato, principalmente, nos casos em que se retira muita pele ou mesmo precedem um tratamento complementar com radioterapia. Dependendo do estadiamento da doença (determinado pelo tamanho da lesão, localização, comprometimento de linfonodos e presença de metástase), a mastectomia (retirada da mama) pode ser indicada e é nesse momento que a reconstrução mamária pode fazer a diferença para o resgate da autoestima e confiança feminina, contribuindo até mesmo para o fortalecimento da batalha contra a doença.

Considero de extrema importância ressaltar que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce. Por isso, não deixe de realizá-la, já que este exame pode diminuir a mortalidade em até 30%, quando feito periodicamente.

Como é o resultado de uma mama reconstruída?

Diferentemente de uma cirurgia estética, a mama reconstruída tem características distintas. Os mamilos, muitas vezes, precisam ser refeitos. A mama reconstruída não terá a mesma aparência da mama saudável, já que pode ficar com cicatrizes e mais endurecida. Por isso, sempre oriento que a paciente busque auxílio psicológico para compreender o momento.

É um direito da mulher ter a mama reconstruída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde no Brasil, assim como a cirurgia plástica da mama oposta para simetrização e harmonização. A reconstrução, imediata ou tardia deve ser individualizada, respeitando tanto o desejo da paciente como as condições clínicas e tratamento aos quais será submetida.

Quais são os sinais na pele que indicam a busca por um especialista e quais são os tipos de câncer de pele?

 

Quando encontrar as seguintes alterações em uma lesão ou pinta suspeita, método conhecido como ABCDE:

A – Assimetria: quando uma parte da lesão é diferente da outra;

B – Borda: irregularidades no contorno;

C – Cor: cores diferentes na mesma pinta ou lesão;

D – Diâmetro: quando for maior de 6 milímetros;

E – Evolução: perceber se a lesão apresenta crescimento, muda de formato ou cor.

 

Feridas que não cicatrizam depois de três semanas ou que sangram facilmente também devem ser investigadas

Há diversos tipos de câncer de pele, porém, os três mais comuns no Brasil são: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, sendo esse último o mais grave, com risco de desenvolver metástase e podendo levar o paciente a óbito.

A dermatologista e o cirurgião plástico trabalham em equipe nos casos de câncer de pele?

Normalmente, o dermatologista é quem faz a suspeita do diagnóstico pela dermatoscopia, exame realizado com lente de aumento. Sendo necessários a biópsia e o estudo anatomopatológico para definição do diagnóstico. Dependendo da localização da lesão, no caso de regiões do corpo mais delicadas e expostas, como a face, o paciente é encaminhado para o cirurgião plástico, que faz a remoção e reconstrução se necessário.

Depois que é feito o estadiamento da doença, ou seja, identificado até onde ela avançou, pode ser necessário o envolvimento de outros especialistas, como o oncologista, para dar seguimento no tratamento.

*Por Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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Obesidade está relacionada a pelo menos 13 tipos de câncer

Amato Consultório Médico - Tue, 05/04/2021 - 10:00

Existe uma relação cada vez mais clara entre o excesso de peso e a obesidade com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer. Estudos mostram que 630 mil pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer podem ter sua doença associada ao sobrepeso e à obesidade. Esse número representa mais de 55% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres e 24% dos diagnósticos entre os homens.

O que mais impressionou nos estudos mais recentes foi que os cânceres relacionados ao excesso de peso e à obesidade foram aqueles que têm sido cada vez mais diagnosticados entre a população mais jovem.

 

Dados da Obesidade no Brasil:

A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019.

– 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso. Entre 2002 e 2003, esse percentual era de 43,3%.

– Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 25,9% estavam obesas, totalizando 41,2 milhões.

– Um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos estava com excesso de peso.

– Cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos estava com excesso de peso e, entre as pessoas de 40 a 59 anos, a proporção chegava a 70,3%.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde – PNS 2019

 

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o excesso de gordura corporal provoca um estado de inflamação crônica e aumento nos níveis de determinados hormônios, que promovem o crescimento de células cancerígenas, aumentando as chances de desenvolvimento da doença.

Manter o peso corporal adequado é uma das formas de se proteger do câncer. Entre as ações de prevenção estão a prática de atividade física, pelo menos três vezes na semana, e ter uma alimentação balanceada, rica em verduras, legumes. Tire da sua rotina os alimentos ultraprocessados.

Pelo menos 13 diferentes tipos de câncer já foram associados ao excesso de peso. Estão nessa lista adenocarcinoma do esôfago, estômago, cólon e reto, fígado, vesícula biliar, pâncreas, colo de útero, ovário, rim e tireoide, câncer de mama pós-menopausa e mieloma múltiplo.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Cuidado com as complicações das varizes

Amato Consultório Médico - Mon, 05/03/2021 - 10:00

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem, especialmente nas pernas de mulheres, por conta de vasos doentes. Apesar de gerar um desconforto estético muito grande, esse não é o problema mais grave que as varizes podem causar. Existem outras complicações muito mais danosas causadas pelas varizes e é sobre elas que falaremos a partir de agora.

 

Principais complicações causadas pelas varizes

De imediato, quem sofre com varizes relata como a principal insatisfação o aspecto estético do corpo que fica comprometido. As varizes são muito mais comuns nas pernas de mulheres e essa é uma região que fica exposta com muito mais frequência, principalmente nos dias mais quentes.

Portanto, as veias tortas, sobressalentes, com formatos variados costumam mesmo constranger bastante. Muitas mulheres mudam o seu jeito de se vestir para esconder essas imperfeições na pele. Sendo assim, o efeito estético é sim uma complicação das varizes, mas não é a mais grave como as que serão relatadas a seguir.

 

Úlcera venosa

Essa é a pior complicação de todas. A úlcera é uma grande ferida que surge na perna varicosa quando a doença já está no estágio final. São ferimentos profundos, de difícil cicatrização e que provocam muita dor e desconforto.

A úlcera venosa costuma aparecer quando a pessoa que sofre com varizes passa muito tempo sem tratar o problema, que vai se agravando até chegar nesse ponto crítico. Pessoas que têm uma grave insuficiência venosa também são mais propícias a sofrerem com as úlceras venosas.

As úlceras podem ser únicas, mas também podem surgir de formas múltiplas, mais especificamente na região dos tornozelos. Há um risco alto de infecção que também favorece o surgimento de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental evitar que as varizes cheguem até esse estado.

 

Trombose

A segunda maior complicação das varizes é a trombose, uma doença que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos em lugares que não sofreram traumas e nem sangramentos. As varizes podem provocar dois tipos de trombose: a venosa profunda e a superficial.

 

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda é a mais perigosa porque apresenta coágulos sanguíneos, mais precisamente na região das pernas. Devido à textura rígida desse coágulo, alguma parte dele pode se desprender e seguir em direção à região dos pulmões, através do fluxo natural sanguíneo.

Ao chegar nos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos graves dependendo do seu tamanho e o resultado é a tão temida embolia pulmonar. A embolia pulmonar é, portanto, uma complicação grave das varizes e pode levar à morte súbita do paciente.

Os principais sintomas da trombose são:

  • Dor e inchaço local;
  • Pele avermelhada ou arroxeada;
  • Pernas mais quentes e com aspecto mais rígido do que o normal.

 

Trombose venosa superficial

A segunda variação da trombose é a tromboflebite superficial. É um pouco parecida com a trombose venosa, mas como o próprio nome diz, atinge a parte mais superficial da pele. Por isso, não é tão perigosa quanto a trombose venosa, apesar de também merecer muita atenção.

A tromboflebite é uma inflamação das veias menos profundas provocada pela presença de coágulos sanguíneos. As veias aparecem como verdadeiros cordões na pele, causando ao paciente alguns sintomas incômodos como dores, vermelhidão e inchaço.

 

Dermatite ocre

A dermatite ocre apresenta na região dos pés manchas de aspecto escurecido provocadas pela insuficiência venosa. Por causa dessa má circulação local, o sangue fica estagnado na região aumentando a pressão e causando as manchas.

Tais manchas são muito difíceis de serem removidas, mesmo após o tratamento das varizes. Por isso, é fundamental que se busque ajuda o mais rápido possível para evitar mais esse incômodo estético na pele.

 

Eczema

O eczema parece muito como uma descamação da pele, que pode vir acompanhado de uma coceira. Essa coceira, que parece inofensiva, pode virar uma ferida que, por sua vez, pode se transformar em uma úlcera venosa em um futuro bem próximo, se o tratamento tardar.

O paciente começa a sentir um desconforto na pele varicosa, coça a pele para aliviar esse incômodo, a coceira provoca feridinhas que podem evoluir para um problema mais grave como as úlceras. Mais uma vez, o tratamento das varizes é fundamental para evitar esse efeito colateral.

 

Varicorragia: veias que sangram

A varicorragia pode ser definida como uma veia saltada da pele que pode sangrar por qualquer motivo. É um acontecimento muito comum que se origina por causa da fragilidade das veias doentes.

Como há insuficiência venosa na perna que apresenta varizes, essa região fica com uma quantidade maior de sangue represado, aumentando a pressão local. Assim, as veias podem arrebentar sem um motivo aparente, exemplificando um caso de varicorragia.

É um episódio que acontece muito quando o indivíduo está tomando banho e é surpreendido por uma quantidade de sangue no chão que ele não sabe ao certo de onde vem, até identificar que o sangramento está partindo da perna que apresenta varizes.

Ao se deparar com uma situação como essas, o recomendado é que o paciente deite-se com as pernas elevadas, pressione o local para evitar a perda de mais sangue e faça, em seguida, um curativo para estancar o sangramento.

Depois, obviamente, é preciso procurar a orientação de um médico vascular. A varicorragia é uma complicação das varizes e um sinal de algo que já não estava bem, está começando a piorar.

 

Fator estético

Como já dissemos, a questão estética também é um fator a ser levado em consideração quando falamos em complicações das varizes. Quanto mais doente for a perna varicosa, quanto mais varizes ela tiver, mais vasinhos surgirão se espalhando pela região dos membros inferiores.

As varizes vêm acompanhadas de dores, inchaço, peso nas pernas e podem evoluir para doenças mais graves, como vimos ao longo deste artigo.

Então, a orientação sempre é procurar ajuda médica para tratar as varizes o quanto antes para que não surjam as complicações. Estas são muito mais agressivas, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, como é o caso da embolia pulmonar provocada pela trombose venosa. Portanto, observe o seu corpo e logo que constatar a presença de varizes, procure um médico. As varizes têm tratamento e buscar ajuda evita muitos incômodos futuros.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Qual o melhor tratamento para varizes nas pernas?

Cirurgia Vascular - Mon, 05/03/2021 - 09:06

As varizes nas pernas são indícios de uma doença venosa crônica, benigna e que atinge prioritariamente o público feminino. As varizes são veias doentes, dilatadas e tortuosas que prejudicam não só a estética das pernas, mas também a qualidade de vida, provocando cansaço, dores e desconforto nos membros inferiores. Felizmente, existem tratamentos para o controle da doença. Veja a seguir quais as técnicas mais indicadas.

Tratamentos mais indicados para varizes nas pernas

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que as varizes são uma doença com predisposição genética. Ou seja, a pessoa já nasce com ela, que se desenvolve ao longo do tempo. Portanto, os tratamentos são utilizados para reduzir essa evolução e atenuar o problema.

Atualmente, a melhor técnica usada para corrigir varizes é a termoablação, um método que consiste no fechamento da veia doente, bloqueando a chegada do fluxo sanguíneo para aquele local.

Termoablação (laser e radiofrequência)

A termoablação é um dos tratamentos mais indicados para as varizes nas pernas por ser um procedimento minimamente invasivo, com resultados mais eficazes e com recuperação mais rápida. No mesmo dia, o paciente já pode voltar às suas atividades normais.

Além disso, é uma técnica mais acessível do ponto de vista financeiro, não deixa cicatrizes e não provoca dores, gerando apenas um leve desconforto. Por fim, a termoablação com laser e radiofrequência não exige internação e é realizada com anestesia local.

Existem duas variações desse tratamento, de acordo com características específicas do problema. São elas:

Laser por dentro da veia: indicada para tratar insuficiência venosa e varizes

A termoablação endovenosa acontece dentro da veia e tem uma eficácia maior no tratamento mais grave de insuficiência venosa e de varizes de calibre maior. São veias mais grossas e em estágio mais avançado.

A técnica consiste na introdução de um cateter através de uma punção. Pelo cateter, é introduzida uma fibra óptica pela qual serão liberados os feixes de laser.

Outra opção é a termoablação por radiofrequência. A técnica é bem semelhante ao método anterior. A diferença é que, em vez de laser, é liberado calor por radiofrequência.

Os dois procedimentos são orientados por meio de um ultrassom e aplicação de anestésico local após a punção.

Laser por fora da veia: indicada para vasinhos e teleangiectasias

Quando o tratamento é voltado para veias mais finas, chamadas de vasinhos, uma opção é o laser aplicado por fora da veia, na parte externa da perna. Também é uma opção para eliminar as veias finas que surgem no rosto, conhecidas como teleangiectasias.

É um método não invasivo que faz a combinação de duas técnicas: o laser e a escleroterapia. A escleroterapia é um tipo de tratamento em que é injetado um produto químico esclerosante no interior da veia para que ela seja destruída ou tenha seu acesso obstruído, ficando impedida de receber sangue.

O laser é utilizado para potencializar a ação da escleroterapia. A anestesia é realizada com o uso de ar gelado, o que diminui bastante qualquer desconforto relacionado à dor.

 

Termoablação e cirurgia convencional de varizes

A termoablação é uma ótima alternativa ao método tradicional de tratamento de varizes que, apesar de também ser eficiente e ainda muito aplicado, é menos vantajoso por vários motivos.

Na cirurgia convencional, as veias doentes são retiradas da perna do indivíduo através de um pequeno corte e com a ajuda de um extrator. Por ser uma técnica mais invasiva, deve ser realizada mediante anestesia geral e dentro de um centro cirúrgico.

Esse tratamento causa um pouco mais de dor, geralmente deixa hematomas na pele e o paciente precisa de mais tempo para voltar às suas atividades de rotina.

No entanto, somente o médico vascular pode definir o melhor tratamento de acordo com as características da doença e de cada paciente. Ambos são eficazes e cumprem bem o seu papel, desde que sejam utilizados respeitando a individualidade de cada caso.

 

As varizes podem voltar após o tratamento?

Como dissemos, as varizes têm origem genética. Portanto, não é possível eliminá-las por completo da vida da paciente. Isso quer dizer que, em alguns casos, as veias doentes podem voltar, ou melhor, veias que estavam saudáveis podem se tornar doentes, e a paciente precisa fazer um novo procedimento em alguns anos. É o que acontece em cerca de 10% das situações.

Entretanto, nos outros 90% dos casos, os resultados são bem mais efetivos e duráveis, não sendo necessária uma nova intervenção médica.

Portanto, reforçamos que as varizes não têm cura, mas os tratamentos existentes na medicina vascular melhoram consideravelmente o aspecto das pernas. Além do benefício estético, os outros sintomas incômodos são eliminados, como o cansaço e as dores, por exemplo.

Vale a pena fazer o tratamento?

Sim, vale a pena investir em um tratamento de varizes nas pernas por inúmeros motivos. O primeiro deles é devido ao fato que as varizes indicam insuficiência venosa, uma doença que, apesar de benigna, provoca vários sintomas desagradáveis.

Além disso, as varizes podem evoluir para outras complicações mais graves, como inchaço, formação de trombos, ressecamento e manchas na pele e surgimento de úlceras. Ou seja, tratar as varizes não é apenas uma questão estética.

Os tratamentos para varizes listados aqui são minimamente invasivos, realizados com sedação e anestesia local e com resultados excelentes para os mais diversos graus da doença. Pense em resolver o problema hoje. Não evite o tratamento por medo de ter que refazer no futuro.

Como vimos, na maioria dos casos, não é necessária uma nova intervenção médica. Os bons resultados dependem de um procedimento bem realizado e também dos cuidados que a paciente deve ter após o tratamento para evitar o surgimento de novas varizes, como veremos a seguir.

Como prevenir as varizes

Apesar de serem um problema genético, é possível reduzir um pouco as incidências das varizes adotando algumas medidas saudáveis no dia a dia. As principais são:

  • Fazer atividade física: além de ajudar a perder peso, o exercício físico ativa a circulação sanguínea, fundamental para evitar varizes;
  • Exercitar a panturrilha: a panturrilha é responsável pelo bombeamento de sangue nas pernas e, por isso, deve ser estimulada diariamente.
  • Perder peso: emagrecer é importante por vários motivos e um deles é diminuir o peso do corpo sobre as pernas, o que aumenta o cansaço nos membros;
  • Evitar ficar muito tempo em pé: quando ficamos muito tempo em pé, o sangue não consegue fazer o seu percurso normal para chegar até o coração e fica represado nas pernas;
  • Elevar as pernas: essa posição favorece o retorno do sangue das pernas para a parte superior do corpo, ativando a circulação.

Como vimos, a termoablação é considerado o melhor tratamento para varizes, desde que aplicado da forma correta e de acordo com a necessidade do paciente. É um método moderno, pouco invasivo e com excelente pós-operatório. Para escolher esse ou outro método para eliminar varizes, procure o seu médico vascular de confiança.

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