fbpx Amato Consultório Médico | Amato Software

Amato Consultório Médico

Subscribe to Amato Consultório Médico feed Amato Consultório Médico
Instituto de Medicina Avançada
Updated: 3 hours 35 min ago

Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez?

Thu, 05/06/2021 - 10:00

A primeira consulta para um tratamento de gravidez é sempre envolta em muitas dúvidas, ansiedade e medo, mas também é cheia de esperança. Afinal, um grande sonho está prestes a ser realizado e é sempre muito difícil lidar com tantas transformações que estão por vir.

Pensando nisso, resolvemos falar um pouco mais sobre o primeiro encontro da família que pretende engravidar com o médico escolhido para participar desse processo tão delicado. O intuito é sanar algumas dúvidas e aliviar a ansiedade muito frequente nessa fase.

Primeira consulta para tratamento de gravidez: o que esperar?

Bem, o primeiro contato que a família terá com o médico responsável pelo processo de gravidez é básico e, ao mesmo tempo, é bem completo. É um acolhimento básico porque o médico precisa colher informações gerais sobre os futuros papais para ter uma visão ampla do caso.

E também é um encontro completo porque são captados dados essenciais ao sucesso do tratamento. São informações sobre a saúde do casal, doenças hereditárias e pontos similares.

Além disso, o médico pode usar esse encontro para explicar os diferentes tipos de tratamento para engravidar, riscos, possibilidades, sugestões e orientações, impedimentos físicos e legais, dentre outras dúvidas que sempre surgem a respeito. Veja tudo com mais detalhes a seguir.

Investigando a saúde do casal

Normalmente, quando o casal procura uma clínica de fertilidade é porque as tentativas de engravidar naturalmente não deram certo. Nesse momento, eles precisam de ajuda profissional para identificar o que está acontecendo de errado.

Sabendo disso, o médico inicia a conversa tentando entender como foram as tentativas de engravidar, quais técnicas já foram utilizadas, qual é o nível de conhecimento da mulher sobre o seu período de ovulação etc.

Depois, ele procura saber como está a saúde do casal, levando em conta a idade de cada um, sintomas frequentes, hábitos e estilo de vida. Esse momento exige muita honestidade e relato verdadeiro das informações. É a partir desses dados que o médico traçará um plano de ação para alcançar o resultado esperado.

O passo seguinte é o diagnóstico de possíveis impedimentos a uma gravidez natural. O médico solicita alguns exames para saber de onde vem o problema. Nem sempre a pessoa sabe que tem alguma dificuldade interna que impede a gravidez, o que só pode ser constatado através de exames.

Informações sobre a presença de doenças hereditárias

Outro ponto levantado é a existência de alguma doença hereditária na família que, também pode estar afetando algum dos pais, comprometendo a gravidez. Diante de alguma suposição do tipo, o médico também solicita exames para averiguar e confirmar ou não o diagnóstico.

Informações sobre familiares com dificuldade para engravidar

Casos de infertilidade na família também devem ser relatados porque podem estar relacionados a alguma doença genética. Portanto, é importante o casal fazer essa pesquisa com seus familiares para facilitar a análise médica.

Casos de menopausa precoce costumam ser averiguados, uma vez que é uma situação que pode se repetir entre as mulheres do mesmo grupo familiar. E também é um ponto que pode interferir na gravidez.

Solicitação de exames de diagnóstico

Os exames são solicitados para que o médico tenha uma visão mais próxima possível da saúde do casal que deseja engravidar. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em busca de pontos que possam dificultar uma gravidez.

Muitas vezes a mulher acredita que o problema está com ela, mas isso não é uma afirmação correta. O homem também pode ser o responsável pela não gestação. A ausência de sintomas não significa uma saúde em perfeito estado.

Portanto, o casal não deve se assustar com a quantidade ou com o tipo de exames solicitados pelo médico. Todos eles são necessários para um diagnóstico amplo, preciso e completo sobre a saúde de ambos.

Esclarecimentos e dúvidas

A primeira consulta para tratamento da gravidez também deve ser o momento utilizado pelo casal para tirar todas as suas dúvidas ou, pelo menos, aquelas que surgiram faz tempo.

Então, o casal é informado sobre os métodos de fertilidade existentes, possibilidades de uma gravidez múltipla, possíveis riscos da gestação, probabilidade de sucesso do tratamento dentre outras dúvidas que possam surgir.

É importante destacar que a primeira consulta não é utilizada para a indicação do tratamento ideal de gravidez. Apenas com o resultado dos exames em mãos é que o médico pode apresentar as opções que melhor se encaixam na realidade daquele casal.

Como se preparar para a primeira consulta?

Veja a seguir algumas dicas simples que facilitarão muito a sua primeira conversa com o médico responsável pelo seu tratamento.

Busque informações e anote as suas dúvidas

O primeiro contato com o médico tem o objetivo de formar uma base, o pilar do tratamento que será iniciado. Portanto, é importante que o casal tenha uma preparação prévia a respeito do assunto, que pode ser através de leituras e outras fontes de informação.

Em caso de dúvidas, estas podem e devem ser listadas para que, durante o encontro com o médico, elas sejam esclarecidas. Ter o cuidado de listar as dúvidas é importante porque impede o esquecimento momentâneo e a frustração depois.

Informe-se sobre a saúde da sua família

Outro ponto importante é a coleta de informações sobre a família. Fazer uma pesquisa ampla sobre a saúde geral dos familiares, saber se alguma mulher teve dificuldades para engravidar ou teve menopausa precoce é fundamental para ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Seja honesto na entrega de informações

Por fim, precisamos destacar a honestidade nas informações e o cumprimento correto das solicitações. Como dissemos, o tratamento para gravidez cria um laço forte entre médico e casal e essa relação exige o compromisso com a verdade.

Então, é necessário responder a todos os questionamentos, ser verdadeiro nas respostas, ser paciente com a coleta de dados, realizar os exames solicitados e seguir todas as outras orientações repassadas pelo médico.

Como vimos, a primeira consulta para o tratamento de gravidez é um dos momentos mais importantes dessa nova fase na vida do casal que deseja ter um filho. É o momento de conhecer mais sobre o assunto, esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. Também é hora de verificar como está a saúde desse casal e identificar o que está impedindo a gravidez espontânea. Por tudo isso, é essencial que a futura mamãe e o futuro papai estejam comprometidos com esse momento para que, juntos com a equipe médica, alcancem o objetivo tão aguardado que é a chegada de um lindo bebê.

Dra. Juliana Amato

O post Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Câncer de pele representa 27% de todos os casos malignos no Brasil, segundo o INCA

Wed, 05/05/2021 - 10:00

Segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência estimada do câncer de mama em mulheres, no ano de 2020, era de cerca de 66 mil novos casos. Já o de câncer de pele representa 27% de todos os casos malignos no Brasil.

Principais dúvidas que recebo diariamente aqui no consultório:

Quando está indicada a reconstrução mamária?

Antes de tudo é preciso analisar o tratamento oncológico proposto, já que nem sempre a reconstrução da mama com prótese de silicone pode ser realizada de imediato, principalmente, nos casos em que se retira muita pele ou mesmo precedem um tratamento complementar com radioterapia. Dependendo do estadiamento da doença (determinado pelo tamanho da lesão, localização, comprometimento de linfonodos e presença de metástase), a mastectomia (retirada da mama) pode ser indicada e é nesse momento que a reconstrução mamária pode fazer a diferença para o resgate da autoestima e confiança feminina, contribuindo até mesmo para o fortalecimento da batalha contra a doença.

Considero de extrema importância ressaltar que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce. Por isso, não deixe de realizá-la, já que este exame pode diminuir a mortalidade em até 30%, quando feito periodicamente.

Como é o resultado de uma mama reconstruída?

Diferentemente de uma cirurgia estética, a mama reconstruída tem características distintas. Os mamilos, muitas vezes, precisam ser refeitos. A mama reconstruída não terá a mesma aparência da mama saudável, já que pode ficar com cicatrizes e mais endurecida. Por isso, sempre oriento que a paciente busque auxílio psicológico para compreender o momento.

É um direito da mulher ter a mama reconstruída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde no Brasil, assim como a cirurgia plástica da mama oposta para simetrização e harmonização. A reconstrução, imediata ou tardia deve ser individualizada, respeitando tanto o desejo da paciente como as condições clínicas e tratamento aos quais será submetida.

Quais são os sinais na pele que indicam a busca por um especialista e quais são os tipos de câncer de pele?

 

Quando encontrar as seguintes alterações em uma lesão ou pinta suspeita, método conhecido como ABCDE:

A – Assimetria: quando uma parte da lesão é diferente da outra;

B – Borda: irregularidades no contorno;

C – Cor: cores diferentes na mesma pinta ou lesão;

D – Diâmetro: quando for maior de 6 milímetros;

E – Evolução: perceber se a lesão apresenta crescimento, muda de formato ou cor.

 

Feridas que não cicatrizam depois de três semanas ou que sangram facilmente também devem ser investigadas

Há diversos tipos de câncer de pele, porém, os três mais comuns no Brasil são: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, sendo esse último o mais grave, com risco de desenvolver metástase e podendo levar o paciente a óbito.

A dermatologista e o cirurgião plástico trabalham em equipe nos casos de câncer de pele?

Normalmente, o dermatologista é quem faz a suspeita do diagnóstico pela dermatoscopia, exame realizado com lente de aumento. Sendo necessários a biópsia e o estudo anatomopatológico para definição do diagnóstico. Dependendo da localização da lesão, no caso de regiões do corpo mais delicadas e expostas, como a face, o paciente é encaminhado para o cirurgião plástico, que faz a remoção e reconstrução se necessário.

Depois que é feito o estadiamento da doença, ou seja, identificado até onde ela avançou, pode ser necessário o envolvimento de outros especialistas, como o oncologista, para dar seguimento no tratamento.

*Por Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

O post Câncer de pele representa 27% de todos os casos malignos no Brasil, segundo o INCA apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Obesidade está relacionada a pelo menos 13 tipos de câncer

Tue, 05/04/2021 - 10:00

Existe uma relação cada vez mais clara entre o excesso de peso e a obesidade com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer. Estudos mostram que 630 mil pessoas diagnosticadas com algum tipo de câncer podem ter sua doença associada ao sobrepeso e à obesidade. Esse número representa mais de 55% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres e 24% dos diagnósticos entre os homens.

O que mais impressionou nos estudos mais recentes foi que os cânceres relacionados ao excesso de peso e à obesidade foram aqueles que têm sido cada vez mais diagnosticados entre a população mais jovem.

 

Dados da Obesidade no Brasil:

A obesidade entre pessoas com 20 anos ou mais passou de 12,2% para 26,8% entre 2002/2003 e 2019.

– 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso. Entre 2002 e 2003, esse percentual era de 43,3%.

– Entre as pessoas com 18 anos ou mais, 25,9% estavam obesas, totalizando 41,2 milhões.

– Um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos estava com excesso de peso.

– Cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos estava com excesso de peso e, entre as pessoas de 40 a 59 anos, a proporção chegava a 70,3%.

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde – PNS 2019

 

Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o excesso de gordura corporal provoca um estado de inflamação crônica e aumento nos níveis de determinados hormônios, que promovem o crescimento de células cancerígenas, aumentando as chances de desenvolvimento da doença.

Manter o peso corporal adequado é uma das formas de se proteger do câncer. Entre as ações de prevenção estão a prática de atividade física, pelo menos três vezes na semana, e ter uma alimentação balanceada, rica em verduras, legumes. Tire da sua rotina os alimentos ultraprocessados.

Pelo menos 13 diferentes tipos de câncer já foram associados ao excesso de peso. Estão nessa lista adenocarcinoma do esôfago, estômago, cólon e reto, fígado, vesícula biliar, pâncreas, colo de útero, ovário, rim e tireoide, câncer de mama pós-menopausa e mieloma múltiplo.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

O post Obesidade está relacionada a pelo menos 13 tipos de câncer apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Cuidado com as complicações das varizes

Mon, 05/03/2021 - 10:00

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem, especialmente nas pernas de mulheres, por conta de vasos doentes. Apesar de gerar um desconforto estético muito grande, esse não é o problema mais grave que as varizes podem causar. Existem outras complicações muito mais danosas causadas pelas varizes e é sobre elas que falaremos a partir de agora.

 

Principais complicações causadas pelas varizes

De imediato, quem sofre com varizes relata como a principal insatisfação o aspecto estético do corpo que fica comprometido. As varizes são muito mais comuns nas pernas de mulheres e essa é uma região que fica exposta com muito mais frequência, principalmente nos dias mais quentes.

Portanto, as veias tortas, sobressalentes, com formatos variados costumam mesmo constranger bastante. Muitas mulheres mudam o seu jeito de se vestir para esconder essas imperfeições na pele. Sendo assim, o efeito estético é sim uma complicação das varizes, mas não é a mais grave como as que serão relatadas a seguir.

 

Úlcera venosa

Essa é a pior complicação de todas. A úlcera é uma grande ferida que surge na perna varicosa quando a doença já está no estágio final. São ferimentos profundos, de difícil cicatrização e que provocam muita dor e desconforto.

A úlcera venosa costuma aparecer quando a pessoa que sofre com varizes passa muito tempo sem tratar o problema, que vai se agravando até chegar nesse ponto crítico. Pessoas que têm uma grave insuficiência venosa também são mais propícias a sofrerem com as úlceras venosas.

As úlceras podem ser únicas, mas também podem surgir de formas múltiplas, mais especificamente na região dos tornozelos. Há um risco alto de infecção que também favorece o surgimento de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental evitar que as varizes cheguem até esse estado.

 

Trombose

A segunda maior complicação das varizes é a trombose, uma doença que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos em lugares que não sofreram traumas e nem sangramentos. As varizes podem provocar dois tipos de trombose: a venosa profunda e a superficial.

 

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda é a mais perigosa porque apresenta coágulos sanguíneos, mais precisamente na região das pernas. Devido à textura rígida desse coágulo, alguma parte dele pode se desprender e seguir em direção à região dos pulmões, através do fluxo natural sanguíneo.

Ao chegar nos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos graves dependendo do seu tamanho e o resultado é a tão temida embolia pulmonar. A embolia pulmonar é, portanto, uma complicação grave das varizes e pode levar à morte súbita do paciente.

Os principais sintomas da trombose são:

  • Dor e inchaço local;
  • Pele avermelhada ou arroxeada;
  • Pernas mais quentes e com aspecto mais rígido do que o normal.

 

Trombose venosa superficial

A segunda variação da trombose é a tromboflebite superficial. É um pouco parecida com a trombose venosa, mas como o próprio nome diz, atinge a parte mais superficial da pele. Por isso, não é tão perigosa quanto a trombose venosa, apesar de também merecer muita atenção.

A tromboflebite é uma inflamação das veias menos profundas provocada pela presença de coágulos sanguíneos. As veias aparecem como verdadeiros cordões na pele, causando ao paciente alguns sintomas incômodos como dores, vermelhidão e inchaço.

 

Dermatite ocre

A dermatite ocre apresenta na região dos pés manchas de aspecto escurecido provocadas pela insuficiência venosa. Por causa dessa má circulação local, o sangue fica estagnado na região aumentando a pressão e causando as manchas.

Tais manchas são muito difíceis de serem removidas, mesmo após o tratamento das varizes. Por isso, é fundamental que se busque ajuda o mais rápido possível para evitar mais esse incômodo estético na pele.

 

Eczema

O eczema parece muito como uma descamação da pele, que pode vir acompanhado de uma coceira. Essa coceira, que parece inofensiva, pode virar uma ferida que, por sua vez, pode se transformar em uma úlcera venosa em um futuro bem próximo, se o tratamento tardar.

O paciente começa a sentir um desconforto na pele varicosa, coça a pele para aliviar esse incômodo, a coceira provoca feridinhas que podem evoluir para um problema mais grave como as úlceras. Mais uma vez, o tratamento das varizes é fundamental para evitar esse efeito colateral.

 

Varicorragia: veias que sangram

A varicorragia pode ser definida como uma veia saltada da pele que pode sangrar por qualquer motivo. É um acontecimento muito comum que se origina por causa da fragilidade das veias doentes.

Como há insuficiência venosa na perna que apresenta varizes, essa região fica com uma quantidade maior de sangue represado, aumentando a pressão local. Assim, as veias podem arrebentar sem um motivo aparente, exemplificando um caso de varicorragia.

É um episódio que acontece muito quando o indivíduo está tomando banho e é surpreendido por uma quantidade de sangue no chão que ele não sabe ao certo de onde vem, até identificar que o sangramento está partindo da perna que apresenta varizes.

Ao se deparar com uma situação como essas, o recomendado é que o paciente deite-se com as pernas elevadas, pressione o local para evitar a perda de mais sangue e faça, em seguida, um curativo para estancar o sangramento.

Depois, obviamente, é preciso procurar a orientação de um médico vascular. A varicorragia é uma complicação das varizes e um sinal de algo que já não estava bem, está começando a piorar.

 

Fator estético

Como já dissemos, a questão estética também é um fator a ser levado em consideração quando falamos em complicações das varizes. Quanto mais doente for a perna varicosa, quanto mais varizes ela tiver, mais vasinhos surgirão se espalhando pela região dos membros inferiores.

As varizes vêm acompanhadas de dores, inchaço, peso nas pernas e podem evoluir para doenças mais graves, como vimos ao longo deste artigo.

Então, a orientação sempre é procurar ajuda médica para tratar as varizes o quanto antes para que não surjam as complicações. Estas são muito mais agressivas, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, como é o caso da embolia pulmonar provocada pela trombose venosa. Portanto, observe o seu corpo e logo que constatar a presença de varizes, procure um médico. As varizes têm tratamento e buscar ajuda evita muitos incômodos futuros.

Prof. Dr. Alexandre Amato

O post Cuidado com as complicações das varizes apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Respiração e controle da hipertensão

Fri, 04/30/2021 - 10:58

A hipertensão arterial sistêmica é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular e constitui problema de saúde pública no Brasil, onde sua prevalência é de cerca de 22% na população. De acordo com a literaturacada incremento de 10 mmHg resulta na duplicação do risco de óbito em pacientes hipertensos. Por ser um fator de risco independente para as duas principais causas de óbito no Brasil, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral, sua prevenção primária por meio de intervenções farmacológicas e não-farmacológicas reduz a morbidade e a mortalidade resultantes da doença.

Dentre as terapias não-farmacológicas, as modificações do estilo de vida, como redução do peso corporal, restrição de sal na dieta, restrição do consumo de álcool e exercício físico de intensidade moderada, são indicadas como recurso no controle clínico da doença. Há evidências recentes de que a redução da freqüência respiratória pelo uso de dispositivos eletrônicos que interagem com o paciente, orientando-o a respirar de maneira mais lenta, diminui a pressão arterial em pacientes com hipertensão arterial de graus leve a resistente.

Os sistemas cardiovascular e respiratório apresentam estreita interrelação em seus mecanismos de controle neural.

Os barorreceptores são sensores de pressão, localizados nas paredes do seio carotídeo e do arco aórtico. Eles transmitem informações sobre a pressão arterial aos centros vasomotores cardiovasculares na base do cérebro.

Os barorreceptores do seio carotídeo são reativos aos aumentos ou diminuições da pressão arterial, enquanto os barorreceptores do arco aórtico são principalmente sensíveis aos aumentos da pressão arterial. Eles funcionam como mecanorreceptores, que percebem a variação da pressão arterial por meio do estiramento.

O aumento da pressão arterial causa aumento do estiramento dos barorreceptores e aumento da frequência de disparo dos nervos aferentes. O contrário ocorre com a redução da pressão arterial. Importante salientar que os barorreceptores são muito sensíveis às variações de pressão e a velocidade de variação da pressão. Os quimiorreflexos são os principais mecanismos de controle e regulação das respostas ventilatórias às mudanças de concentração do oxigênio e gás carbônico arterial. A ativação do quimiorreflexo causa aumento da atividade simpática, frequência cardíaca, pressão arterial e volume minuto.

A respiração é normalmente automática e controlada, inconscientemente pelo centro respiratório localizado na base do cérebro durante o sono e, até quando a pessoa está inconsciente. As pessoas também conseguem controlar a respiração quando querem, por exemplo, durante a fala, ao cantar ou simplesmente prendendo voluntariamente a respiração. Órgãos sensoriais, localizados no cérebro, na aorta e nas artérias carótidas monitoram o sangue e verificam os níveis de oxigênio e dióxido de carbono. Normalmente, uma elevada concentração de dióxido de carbono é o estímulo mais forte para se respirar mais profundamente e com maior frequência. Por outro lado, quando a concentração de dióxido de carbono no sangue é baixa, o cérebro diminui a frequência e a profundidade das respirações. Durante a respiração em repouso, um adulto normal inspira e expira cerca de 15 vezes por minuto.

Desse centro nervoso localizado na região do bulbo, na base do cérebro, partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios: diafragma e músculos intercostais.

Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração O mais importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo, através do tórax até o diafragma. Os sinais para os músculos expiratórios, especialmente os músculos abdominais, são transmitidos para a porção baixa da medula espinhal, para os nervos espinhais que inervam os músculos. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração.

inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.

expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.

Em condições normais, o centro respiratório (CR) produz, a cada 5 segundos, um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma, fazendo-nos inspirar. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a frequência como a amplitude dos movimentos respiratórios, pois  possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam, além de remover adequadamente o gás carbônico. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico, o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios. Dessa forma, tanto a frequência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR.

A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que, frequentemente levam também à hiperventilação, algumas vezes de tal intensidade que o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos), eliminando grande quantidade de dióxido de carbono, precipitando, assim, contrações dos músculos de todo o corpo.

Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos, outras consequências extremamente danosas podem ocorrer, como o desenvolvimento de um quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso, resultando, algumas vezes, em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou mesmo convulsões epilépticas.

Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a valores muito baixos. Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos, onde a pressão de oxigênio é muito baixa ou quando uma pessoa contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos. Sob tais condições, quimiorreceptores localizados nas artérias carótida (do pescoço) e aorta são estimulados e enviam sinais pelos nervos vago e glossofaríngeo, estimulando os centros respiratórios no sentido de aumentar a ventilação pulmonar.

A manipulação do padrão respiratório é um recurso bem razoável para se induzir mudanças reflexas no sistema cardiovascular. A técnica de respiração lenta não é um método novo. Sua prática é bastante antiga no mundo oriental, em práticas do ioga. Alguns estudos demonstram a melhora do controle cardiorrespiratório em pacientes hipertensos e praticantes de ioga que utilizam uma técnica conhecida por Pranayama Bramari, a qual envolve padrões respiratórios lentos, enquanto as práticas que envolvem exercícios respiratórios de alta freqüência apresentam efeitos antagônicos.

 

Prof. Dra. Marisa Amato

 

 

 

  1. Pinheiro CH da J, Medeiros RAR, Pinheiro DGM, Marinho M de JF. Modificação do padrão respiratório melhora o controle cardiovascular na hipertensão essencial. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2007 Jun;88(6):651–9. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2007000600005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
  2. Rasia-Filho AA, Rigatto KV, Lago PD. Mecanismos Neurais Centrais e Periféricos de Gênese e Controle a Curto Prazo da Pressão Arterial: da Fisiologia à Fisiopatologia. Soc Cardiol do Rio Gd do Sul [Internet]. 2004;33(Figura 1):1–7. Available from: http://sociedades.cardiol.br/sbc-rs/revista/2004/02/artigo03.pdf
  3. Barros S de. Efeito da respiração lenta na pressão arterial e na função autonômica em hipertensos. 2017;

O post Respiração e controle da hipertensão apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Cirurgia endoscópica da Coluna – Acesso interlaminar ou translaminar

Fri, 04/30/2021 - 10:00

A cirurgia endoscópica da coluna, realizada pela nossa equipe desde 2013, já está consagrada para o tratamento das hérnias de disco lombares e muito em breve não se falará mais na cirurgia convencional aberta para o tratamento dessas doenças, assim como aconteceu em outras áreas da medicina: ortopedia, urologia, cirurgia gástrica, ginecologia, etc.

 

Assista vídeos do acesso interlaminar para tratamento de hérnia de disco lombar:

 

 

Juntamente com nossas publicações 1,2 que já mostravam as inúmeras vantagens da técnica, muitas outras surgiram. E em 2020, Muthu et al., em uma meta-análise, mostrou a superioridade da cirurgia endoscópica nos quesitos melhora clínica e funcional, tempo de internação hospitalar, complicações gerais e duração da cirurgia3.

De uma forma geral, as as principais vantagens do uso do endoscópio são:

  • menor incisão na pele;
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso;
  • procedimento mais rápido;
  • sangramento mínimo;
  • menos dor pós operatória;
  • recuperação mais rápida;
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia;
  • alívio mais rápido da dor;
  • retorno mais rápido ao trabalho;
  • baixa taxa de infecção (associado às vantagens da realização do procedimento em Hospital Dia, nosso índice de infecção nas endoscopias da coluna é “0”);
  • alto índice de sucesso2–5.

 

Com um pouco de atraso, a ANS, agência que regulamenta as operadoras de saúde no Brasil, incluiu a cirurgia endoscópica da coluna no rol de procedimentos obrigatórios no Brasil em abril de 2021. Ou seja, a partir desta data, o seu convênio é obrigado a autorizar essa cirurgia quando bem indicada pelo especialista em coluna.

Os acessos interlaminar e translaminar vieram completar as possibilidade de tratamento endoscópico das doenças da coluna, de forma que hoje, não existe hérnia de disco que não possa ser tratada por endoscopia.

Esse acesso é realizado por trás da coluna. No nível de L5S1 existe uma janela que permite fácil acesso por trás, a chamada janela interlaminar. Por outro lado, acidentes ósseos naturais dificultam o acesso transforaminal neste nível. Portanto, o acesso interlaminar é ótimo para hérnias de disco no espaço L5S1, e também pode ser utilizado para hérnias centrais ou centro-laterais em níveis mais altos da coluna lombar, através de pequena “raspagem” no osso (translaminar). Por esta via, não há necessidade de se trabalhar no estreito forame intervertebral, portanto, a anestesia pode ser geral, que permite maior conforto ao paciente, despertar rápido e alta 3h após o procedimento.

Não é possível utilizar apenas uma técnica endoscópica para o tratamento de todas às hérnias ou estenoses da coluna. O cirurgião precisa escolher a técnica mais adequada àquela doença e nunca escolher o paciente para a sua técnica!

Prof. Dr. Marcelo Amato

Leia mais em:

Curso de Endoscopia da Coluna

Cirurgia Minimamente Invasiva

Desgaste da Coluna Lombar

Protrusão de Disco

Dor lombar

Hérnia de disco

Espondilolistese e espondilólise

Ciática

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

 

Referências:

  1. Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473
  2. Campos M, Amato M, Aprile BC, Oliveira CA De. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy : Interlaminar versus Transforaminal Exposição à radiação durante discectomia endoscópica lombar percutânea : interlaminar versus transforaminal. 2019.
  3. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  4. Kambin P. Arthroscopic microdiscectomy. 2003;3:60-64.
  5. Hofstetter CP, Ahn Y, Choi G, et al. AOSpine Consensus Paper on Nomenclature for Working-Channel Endoscopic Spinal Procedures. Glob Spine J. 2020;10(2_suppl):111S-121S. doi:10.1177/2192568219887364

 

O post Cirurgia endoscópica da Coluna – Acesso interlaminar ou translaminar apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial?

Thu, 04/29/2021 - 10:00

A inseminação intrauterina (IIU), que também é conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de baixa complexidade que auxilia casais a engravidar. Como ela não é uma opção tão complexa, muitos casais optam por esse tratamento para tentar ter um filho.

Antes de fazer essa escolha, os pacientes precisam se certificar de que a inseminação artificial é indicada para o caso deles e saber mais sobre o tratamento para que eles não tenham dúvidas sobre o procedimento. Dessa forma, o período do tratamento pode ser mais tranquilo.

Existem diversas informações importantes para o casal conferir sobre a inseminação intrauterina, sendo que uma delas é a taxa de sucesso do tratamento. É importante conhecê-la para entender qual é a ajuda que ela fornece e até para descobrir quais atividades podem auxiliar ou prejudicar essa taxa.

Então, neste artigo você vai conferir qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial e quais fatores influenciam nesse valor. Assim, o seu tratamento e de seu parceiro poderá ser mais seguro e tranquilo.

Taxa de sucesso da inseminação artificial

As taxas de sucesso de reprodução humana e de fertilidade variam de acordo com o país e com as clínicas em que os tratamentos são realizados. Afinal, as populações de cada local têm características diferentes, assim como os profissionais de cada clínica.

Um médico especialista em reprodução assistida que atua há bastante tempo, por exemplo, tem mais experiência que um profissional que acabou de começar a carreira e isso pode influenciar nas taxas de suas clínicas.

Por isso, é difícil determinar uma taxa exata de sucesso para os procedimentos. Mas, de acordo com estimativas feitas por especialistas, a taxa de sucesso da inseminação artificial na primeira tentativa oscila entre 15% e 20%.

Esse é um valor relativamente alto, o que é ótimo para quem está tentando engravidar. Mas, além da localização geográfica e da clínica, essa porcentagem também pode variar de acordo com as características do casal.

Fatores que influenciam na taxa de sucesso

Existem fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação artificial e, ainda, há fatores que impedem que esse tratamento seja uma opção para o casal. É fundamental conhecer esses elementos para entender, por exemplo, se você e seu parceiro vão ter essa taxa de 15% a 20% de sucesso, se ela será mais baixa e até se a inseminação não é uma boa alternativa para o seu caso.

Os principais fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação são:

  •         A idade da mulher;
  •         Qualidade do sêmen;
  •         A causa da infertilidade do casal.

A inseminação artificial não é indicada para mulheres com mais de 35 anos. Então, uma mulher de 37 anos, por exemplo, vai ter uma taxa de sucesso menor que a média.

Já a qualidade do sêmen do parceiro é importante, porque se ele não tiver espermatozoides suficientes ou estes tiverem problemas de mobilidade, ou na morfologia, dificilmente haverá a fecundação no útero da mulher.

A infertilidade do casal pode diminuir a taxa de sucesso quando ela interfere na permeabilidade das trompas ou quando o casal tem mais de um fator que provoca a infertilidade.

Mas, quando é uma infertilidade sem causa aparente, por exemplo, estudos indicam que a taxa de sucesso é de aproximadamente 19,9%. Ou seja, ela continua sendo relativamente alta.

Fatores que interferem na fertilidade

Além de fatores que influenciam especificamente na inseminação artificial, existem aqueles que interferem na fertilidade da mulher e também podem diminuir as chances de um tratamento para engravidar ser bem-sucedido.

Um exemplo é o peso da paciente. As taxas de fertilidade costumam diminuir em mulheres que são obesas ou muito magras. Os dados sobre o efeito de diversas dietas nesses casos ainda são escassos, mas existem determinadas ações que interferem na fertilidade e devem ser evitadas por quem está tentando engravidar.

Fumar ou beber regularmente bebidas alcoólicas, por exemplo, diminui os espermatozoides no homem e pode afetar a saúde do bebê. Então, essas práticas devem ser evitadas tanto pelos homens quanto pelas mulheres.

Por outro lado, manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos frequentemente melhora a saúde do casal. Consequentemente, as chances de ocorrer a gravidez também são aprimoradas.

Como saber se a inseminação artificial é para você

Na inseminação intrauterina, o especialista introduz o espermatozoide qualificado na cavidade uterina da mulher, quando ela está ovulando, para que ocorra a fertilização. Esse tratamento é recomendado principalmente nos casos em que há problemas no muco cervical, o parceiro possui poucos espermatozoides ou estes têm problemas na mobilidade.

Mas, a inseminação também pode ser uma opção de tratamento em outros cenários. É importante lembrar apenas que a mulher deve ter permeabilidade em pelo menos uma das trompas e o homem tem que ter um número mínimo de bons espermatozoides para que a inseminação tenha chances de ser bem-sucedida. Sem esses itens, o tratamento não funciona, porque é muito difícil ocorrer a fecundação.

Então, caso você ou seu parceiro apresentem algum desses problemas, a inseminação artificial não é o procedimento indicado para sua situação. Contudo, para ter certeza de qual é o tipo de tratamento mais adequado para o seu caso é necessário consultar um profissional especialista em reprodução assistida.

Isso é essencial, porque o médico vai analisar o diagnóstico de infertilidade do casal.  Após essa análise qualificada, ele saberá dizer com mais propriedade qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial para vocês ou se o melhor é fazer outro procedimento, como a fertilização in vitro.

Sendo assim, consulte um especialista na área para saber qual tratamento oferece a maior taxa de sucesso para vocês. Caso ainda não tenham feito exames para entender o motivo da dificuldade para engravidar, é necessário realizá-los para ter um diagnóstico.

Em seguida, o ideal é ir ao médico de reprodução assistida para saber qual é o melhor tratamento para vocês, saber mais sobre o procedimento e então decidir se vão realizá-lo.

A Clínica de Reprodução Humana do Amato – Instituto de Medicina Avançada possui uma equipe com profissionais de diferentes especialidades para ser capaz de oferecer uma ampla gama de tratamentos de fertilidade e, assim, ajudar diversos casais.

Então, se você e seu parceiro estão procurando um especialista na área, marque uma consulta conosco. Dessa forma, poderemos ajudá-los a encontrar o tratamento com a melhor taxa de sucesso para vocês. 

 

Dra. Juliana Amato

O post Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Silicone e lipoaspiração ficam no topo das cirurgias estéticas em 2020

Wed, 04/28/2021 - 10:00

Lipoaspiração e colocação de prótese de silicone nas mamas se consolidaram entre as tendências de procedimentos estéticos mais realizados em 2020. Aqui na Clínica Amato, por exemplo, o crescimento foi de 50% nessas modalidades de cirurgias.

 

Um levantamento realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), de dezembro de 2019, mostrou que foram registradas quase 1,5 milhão de cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos. Esses dados colocam o Brasil em primeiro lugar entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, ultrapassando, inclusive, os Estados Unidos.

 

Reconstrução de mama ocupa a primeira posição do ranking entre as pacientes que atendo, infelizmente, uma constatação de que o câncer de mama está aí e a prevenção não pode ser adiada, mesmo diante da pandemia da covid-19.

 

Em segundo lugar está a lipoaspiração, uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo e relacionada ao tratamento de acúmulos de gordura em algumas regiões do corpo como coxas, culote, abdômen, dorso, papada e braços.

 

Uma técnica que ganhou força em 2020 e promete crescer no próximo ano é a lipolaser, um método que antes utilizava um comprimento de onda para fazer lipólise, ou seja, causar destruição da gordura para facilitar a lipoaspiração. Hoje já é possível utilizar equipamentos mais modernos que apenas soltam a gordura, sem destruí-la, facilitando também a lipoaspiração e possibilitando a sua utilização para enxerto de gordura na face, glúteo e mamas.

 

O lipolaser torna o procedimento mais fácil, menos invasivo, possibilitando ao paciente uma recuperação mais rápida com menos riscos de sangramento e formação de hematomas.

Além da reconstrução de mama e lipoaspiração, estão na lista das cirurgias mais realizadas pelo Dr. Amato mamoplastia e mastopexia (cirurgia estética na mama com ou sem silicone), abdominoplastia e câncer de pele.

Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

O post Silicone e lipoaspiração ficam no topo das cirurgias estéticas em 2020 apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Obesidade está entre os fatores de risco para câncer de endométrio

Tue, 04/27/2021 - 10:00

Mais comum em mulheres que já estão na menopausa, o câncer de endométrio pode estar associado à obesidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos em 2020 era de mais de 6.500.

Entre os sintomas, estão o sangramento vaginal mais intenso que o habitual (para mulheres que ainda menstruam) e o sangramento em mulheres que já estão na menopausa.

O câncer de endométrio está associado à obesidade e esta contribui para uma pior evolução da doença. Isso porque o endométrio, que é a camada que fica dentro do útero, é um tecido estrogênio dependente, ou seja, ele precisa de estrogênio para as células se proliferarem. Quanto mais estrogênio a mulher produz mais esse endométrio se prolifera. Em geral, a pessoa com obesidade tem muito estrogênio porque a gordura contribui para essa produção e este excesso estimula o endométrio, aumentado a proliferação e a chance de desenvolver um câncer uterino.

Além da obesidade, diabetes mellitus, uso de estrogênio (usado na reposição hormonal no início da menopausa), menarca precoce e síndrome do ovário policístico também podem contribuir para o aparecimento desse tipo de câncer.

Há outros tipos de câncer relacionados à obesidade, entre eles o de intestino e o câncer de mama.

Um estilo de vida mais saudável, com a prática de atividade física diária e a manutenção do peso corporal são fundamentais para prevenir não só o câncer do endométrio, mas muitas outras doenças.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

O post Obesidade está entre os fatores de risco para câncer de endométrio apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão

Mon, 04/26/2021 - 10:06

É preciso aprender a sentir o sabor dos alimentos, com menos sal!

No Brasil, 50% dos hipertensos ainda não sabem que têm o problema.

A hipertensão afeta mais de 35% da população brasileira.

É responsável por 80% dos casos de acidente vascular cerebral e 60% dos casos de acidente cardiovascular, especialmente doença coronariana mas também aumenta a incidência de doença renal crônica, insuficiência cardíaca, arritmia e demência.

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg)

O diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos. A aferição precisa da pressão arterial é essencial para o diagnóstico e o tratamento adequados da hipertensão. Esta medição talvez seja o procedimento mais comumente realizado na medicina clínica e, embora pareça simples à primeira vista, a medição sub ótima atual leva a um impacto negativo nas decisões de manejo clínico em 20% a 45% dos casos

O tratamento da hipertensão é feito, principalmente, por meio da correção de hábitos alimentares e do sedentarismo. A população brasileira consome em média 12g de sal/dia, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Guia Alimentar do Ministério da Saúde é de 5g de sal/dia (= 1 colher de chá) o que corresponde aproximadamente 2,0 gramas de sódio. É preciso aprender a sentir o sabor dos alimentos, com menos sal!

Na maioria dos casos, também é necessário o uso de medicamentos. O objetivo do tratamento é que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8.

A prevenção da hipertensão, é importante, por isso a pressão deve ser medida regularmente, principalmente na terceira idade,  porque esta  também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é fundamental praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável.

O post Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer

Mon, 04/26/2021 - 10:00

O inchaço, nome popular dado ao edema, é, basicamente, o acúmulo de líquido em determinada região do corpo. Quando ataca pés e tornozelos, pode ser o sinal de alguma doença venosa, linfática, resultado da má circulação sanguínea ou apenas consequência de maus hábitos. Veja a seguir as principais causas do inchaço e o que fazer para amenizar o problema.

Como identificar o inchaço nos pés e tornozelos?

A principal característica do inchaço é o aumento do volume da superfície afetada. Outro sinal de inchaço é o brilho da pele que se torna mais intenso. Além disso, a pessoa pode sentir peso nas pernas, cansaço excessivo, desconforto e até dor, dependendo da motivação do edema.

Uma técnica manual para identificar o inchaço é pressionar a área possivelmente inchada. Havendo uma depressão no local é sinal de que há sim acúmulo de líquido e é o momento, então, de procurar um médico, buscar o diagnóstico correto e começar o tratamento o quanto antes. (Sinal de Godet)

 

Principais causas do inchaço

Existem várias causas para o inchaço nos pés e nos tornozelos. Na maioria das vezes, não chega a ser algo grave e um dia é suficiente para que o edema desapareça. Contudo, quando vem acompanhado de outros sintomas como dor, ferimentos e vermelhidão e também quando dura muitos dias, o inchaço precisa ser analisado com mais cuidado por um especialista.

 

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma das principais causas do inchaço nos pés e nos tornozelos e também é um dos problemas mais delicados, que exigem atenção redobrada. A insuficiência venosa indica uma má circulação na região das pernas e dos pés.

Isso quer dizer que o sangue que deveria circular normalmente pelos membros inferiores não está conseguindo fazer esse trajeto devido a algum bloqueio, como os coágulos sanguíneos, refluxo, que seria o retorno do sangue, por falha das válvulas venosas, ou devido ao mau funcionamento dos músculos da panturrilha, responsável por bombear o sangue.

A má circulação nos membros inferiores originam as varizes que nada mais são do que veias doentes, com algumas variações de tamanho e grau de risco. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para úlceras doloridas e mais difíceis de serem curadas.

 

Linfedema

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de um líquido formado basicamente por proteínas, gorduras e água chamado de linfa. A linfa também é responsável pelo transporte das células de defesa do nosso corpo, os glóbulos brancos.

Os responsáveis pelo transporte da linfa são os vasos linfáticos que têm a ajuda dos gânglios linfáticos para purificar esse líquido e levá-lo de volta ao sangue, de onde a linfa se originou.

Quando acontece algum problema nos vasos ou nos gânglios, esse transporte não acontece e a linfa se acumula, geralmente na região inferior do corpo como as pernas e os pés.

O linfedema tem causa congênita, mas também pode surgir ao longo do tempo devido a inflamações e infecções locais como a erisipela. Também pode aparecer após a realização de cirurgias que comprometam os gânglios linfáticos, dentre outras razões.

O linfedema geralmente não causa dor, apenas o inchaço que pode comprometer um ou os dois pés. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento e quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão os resultados.

 

Lipedema

O lipedema é uma doença muito confundida com a obesidade e também com o linfedema. Porém, tem causas e características diferentes. O lipedema é causado pelo acúmulo desproporcional de gordura doente em regiões específicas do corpo, mais precisamente nos membros inferiores e na região dos quadris.

O lipedema afeta principalmente as mulheres e pode surgir após fases de grande movimentação dos hormônios como a adolescência, a menopausa e a gravidez, por exemplo. Além do inchaço, o lipedema pode gerar dor na região afetada e assimetria no corpo. A parte de cima do tronco fica bastante desproporcional em relação à parte de baixo do corpo.

Como não é uma doença provocada pelo acúmulo de gordura normal, dietas e exercícios não direcionados não conseguem eliminar o lipedema, apenas reduzir um pouco o excesso. O tratamento envolve uma série de medidas, dentre elas a cirurgia para aspiração de gordura.

Além das doenças venosas, existem outras causas para o inchaço dos pés e tornozelos. Por exemplo:

  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Doenças hepáticas;
  • Gestação;
  • Uso excessivo de sal;
  • Ficar muito tempo em pé;
  • Artrose;
  • Traumas;
  • Uso de medicamentos para o tratamento de doenças etc.

Diante de tantas origens do inchaço, é muito importante que o indivíduo conheça o seu corpo e logo que identifique alguma alteração, procure um médico para encontrar a raiz do problema.

 

O que fazer para controlar o inchaço nos pés e tornozelos?

Depois de feito o diagnóstico, é preciso seguir as orientações do médico especialista para reduzir o inchaço e os outros sintomas que o acompanham. Lembrando que cada doença tem um tratamento específico e cabe ao médico prescrever o método mais adequado.

Algumas orientações que podem ser úteis em todos os casos são as relacionadas a seguir:

Fazer exercícios físicos: além de favorecer a circulação, se exercitar contribui para a perda de peso que também é excelente para diminuir o inchaço.

Manter uma alimentação saudável: beber bastante água, reduzir o sal, consumir menos industrializados, comer mais produtos naturais são maneiras de reduzir o acúmulo de líquido. Veja a dieta antiinflamatória.

Elevar as pernas: à noite, antes de dormir, ponha um travesseiro sob as pernas e mantenha-as elevadas para facilitar a circulação do sangue.

Meias de compressão: também são alternativas para estimular a circulação e aliviar o cansaço e o peso nas pernas.

Drenagem linfática: ótima indicação para eliminar líquidos, dissolver nódulos e aliviar as dores locais. Porém, vale lembrar que a drenagem deve ser feita por um profissional e é diferente daquela realizada por motivos estéticos.

Evite diuréticos: muitas pessoas tomam diuréticos na intenção de reduzir o inchaço, mas isso é um erro que deve ser evitado, principalmente sem avaliação médica. O diurético elimina água, mas também joga fora minerais e outras substâncias importantes para o corpo, causando a desidratação. Seu uso é restrito para algumas situações muito específicas.

Logo que o seu corpo consumir água novamente, volta à mesma situação anterior. O inchaço é apenas um sintoma e não a doença. Portanto, foque em tratar a causa do inchaço e não o sintoma.

O inchaço nos pés e nos tornozelos nem sempre é considerado um sintoma grave, mas dependendo da proporção, do tempo de duração e de outros sinais que o acompanham podem sim indicar uma doença que inspire cuidados imediatos, como as doenças venosas. O melhor a fazer é procurar orientação médica o quanto antes para solucionar de vez o problema.

Prof. Dr. Alexandre Amato

O post Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Cirurgia Endoscópica da Coluna

Sat, 04/24/2021 - 13:09

A cirurgia endoscópica da coluna tem se tornado cada vez mais popular devido às inúmeras vantagens que a técnica proporciona, entre elas, trauma cirúrgico reduzido, rápida recuperação, melhora da dor lombar e preservação da altura discal1–6. A evolução da endoscopia da coluna acompanhou o avanço tecnológico na área dos equipamentos de vídeo, cânulas de trabalho coaxiais, óticas,  aparelhos de radiofrequência, além do desenvolvimento de novos acessos anatômicos, que ocorreu na última década. Apesar das artroscopias em geral terem sido firmemente estabelecida muitos anos antes da artroscopia espinhal se tornar uma opção viável, e de forma similar, a endoscopia ter se tornado padrão ouro para um grande número de doenças nas áreas de ginecologia, urologia e cirurgia geral, assim como qualquer técnica revolucionária, muitos ainda desconfiavam da endoscopia para a cirurgia de coluna7. Apenas em 2020 a superioridade da cirurgia endoscópica para discectomia lombar se tornou evidente 8 e cada vez mais, naturalmente se mostrará superior para estenose de canal lombar, hérnia de disco cervical, estenoses torácicas, cistos, tumores, e também para as técnicas de fusão.

 

Cabe ressaltar, que a técnica endoscópica considerada aqui é realizada sob irrigação contínua e o canal de trabalho encontra-se dentro da ótica, também chamada de “full-endoscopy”, “underwater” ou “truly endoscopic”1,3,4,7,9,10. Isso porque outras técnicas minimamente invasivas, com o uso de sistemas retráteis tubulares, por microscopia ou endoscopia assistida, mostraram não ter vantagem clínica relevante quando comparada à microdiscectomia e inclusive podem haver taxas de complicação mais altas até mesmo que a cirurgia aberta convencional7,9. Outro fator que possa ter dificultado a aceitação científica da endoscopia de coluna desde seu início na década de 1980, é a diversidade de formas de realizá-la, algumas vezes com resultados pobres, por exemplo, como as descompressões endoscópicas simples do espaço intradiscal ou descompressões indiretas pela técnica “in-out” que não representam mais o estado atual da arte, que é a extração direta dos fragmentos discais do espaço epidural ou forame e descompressão direta das estruturas neurais sob controle visual total.

 

Amato Hospital Dia

Desde 2013 realizamos a cirurgia endoscópica da coluna em São Paulo e, a partir de 2015 no Amato Hospital Dia, com uma sala cirúrgica desenhada exatamente para esse tipo de cirurgia e equipada com equipamento de ponta, sendo o primeiro Hospital no Brasil dedicado à esse tipo de cirurgia! Apesar de nossa equipe operar também nos principais hospitais de São Paulo, o Amato Hospital Dia é o lugar mais adequado e equipado para realização da cirurgia endoscópica da coluna. Veja abaixo as possibilidades de tratamento com a cirurgia endoscópica da coluna:

 

Cirurgia Endoscópica da coluna lombar

 

Cirurgia Endoscópica da coluna cervical

 

Cirurgia Endoscópica da coluna torácica
  • acesso tranforaminal, interalaminar/translaminar e transtorácico para hérnias de disco ou estenose de canal por ossificação de ligamento amarelo (canal estreito)

 

Outras cirurgias minimamente invasivas

 

Referências:
  1. Amato MCM, Aprile BC, de Oliveira CA, Carneiro VM, de Oliveira RS. Experimental Model for Interlaminar Endoscopic Spine Procedures. World Neurosurg. 2019;129:55-61. doi:10.1016/j.wneu.2019.05.199
  2. Amato M, Aprile B, de Oliveira C. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy: Interlaminar versus Transforaminal. Arq Bras Neurocir Brazilian Neurosurg. 2019. doi:10.1055/s-0039-1677883
  3. Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473
  4. Amato MCM, Aprile BC, Oliveira CA de, Carneiro VM, Oliveira RS de. Experimental model for transforaminal endoscopic spine. Acta Cir Bras. 2018;33(12):1078-1086. doi:10.1590/s0102-865020180120000005
  5. Choi KC, Kim J-S, Park C-K. Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy as an Alternative to Open Lumbar Microdiscectomy for Large Lumbar Disc Herniation. Pain Physician. 2016;19(2):E291-300. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26815256.
  6. Markovic M, Zivkovic N, Spaic M, et al. Full-endoscopic interlaminar operations in lumbar compressive lesions surgery: prospective study of 350 patients. "Endos" study. J Neurosurg Sci. 2016.
  7. Birkenmaier C, Komp M, Leu HF, Wegener B, Ruetten S. The current state of endoscopic disc surgery: review of controlled studies comparing full-endoscopic procedures for disc herniations to standard procedures. Pain Physician. 2013;16(4):335-344. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23877449.
  8. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  9. Teli M, Lovi A, Brayda-Bruno M, et al. Higher risk of dural tears and recurrent herniation with lumbar micro-endoscopic discectomy. Eur Spine J. 2010;19(3):443-450. doi:10.1007/s00586-010-1290-4
  10. Hofstetter CP, Ahn Y, Choi G, et al. AOSpine Consensus Paper on Nomenclature for Working-Channel Endoscopic Spinal Procedures. Glob Spine J. 2020;10(2_suppl):111S-121S. doi:10.1177/2192568219887364

O post Cirurgia Endoscópica da Coluna apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro?

Thu, 04/22/2021 - 15:07

Há algumas décadas, geralmente as mulheres já estavam casadas e tinham filhos até os 30 anos. Atualmente, entre os 20 e 30 anos, boa parte das mulheres tem outras prioridades, como estudar, trabalhar e crescer no mercado de trabalho.

Sendo assim, as mulheres que têm vontade de gerar uma criança acabam deixando a gestação para mais tarde. Essa mudança é bastante compreensível e é importante deixar claro que não há uma idade certa na vida de ninguém para ter filhos, algo como o momento perfeito.

Contudo, as mulheres que desejam engravidar precisam saber que a idade influencia na fertilização e no sucesso de tratamentos de fertilidade. Dessa maneira, elas podem se planejar para realizar seus desejos.

Se você quer saber como esse fator influencia em sua fertilidade e qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro, continue lendo nosso artigo.

Relação entre idade e fertilidade

A idade influencia na fertilidade de uma mulher, porque toda menina já nasce com um número pré-definido de óvulos. Uma mulher costuma nascer com cerca de 5 milhões de óvulos e, ao longo do tempo, ela vai gastando esses gametas.

Quando acontece a menstruação, por exemplo, a mulher começa a gastar seus óvulos mensalmente já que ela ovula em todo ciclo menstrual. Então, aos 35 anos, normalmente a mulher já perdeu mais da metade de seus óvulos.

Por isso, os médicos afirmam que a idade ideal para uma mulher engravidar é até os 35 anos. Um casal fértil que não apresenta nenhum problema de saúde e tem menos de 35 anos, por exemplo, tem aproximadamente 20% de chance ao mês de engravidar de forma natural.

Essa porcentagem já é baixa, mas após os 35 anos ela diminui ainda mais. Cerca de 50% das mulheres com mais de 35 anos têm mais dificuldade para engravidar, sendo a chance mensal disso acontecer de 10% a 15%.

No caso dos homens, a idade não é um fator que prejudica tanto a fertilidade, porque eles continuam produzindo espermatozoides com o passar dos anos. Entretanto, é importante lembrar que a quantidade e qualidade dessa produção é afetada pela idade do homem.

Então, a idade do parceiro também pode diminuir as chances de gravidez do casal. O comum é que a partir dos 47 anos a qualidade e quantidade dos espermatozoides comecem a diminuir.

Melhor idade para fazer a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de fertilidade que ajuda casais a conseguirem engravidar, apesar de uma ou mais dificuldades que estejam impedindo os parceiros de realizarem esse desejo.

Nele, a fecundação é feita em laboratório e depois o embrião é transferido para o útero da paciente. Esse tratamento aumenta consideravelmente as chances de uma mulher engravidar, mas ele também é afetado pela idade da paciente. Isto é, as taxas de sucesso da FIV costumam diminuir conforme a idade da mulher avança.

Por essa razão, o indicado é que a mulher não deixe para fazer o tratamento com uma idade muito avançada. O Conselho Federal de Medicina recomenda fazer a fertilização até os 50 anos, pois depois dessa idade as possibilidades de haver complicações na gravidez aumentam.

Mas, assim como na forma natural, quanto mais nova a paciente, maiores serão as chances de o tratamento ser bem-sucedido. Então, se a mulher fizer o tratamento com 35 anos ou uma idade mais próxima dessa faixa, as chances de sucesso serão maiores.

Diferenças no tratamento de FIV de acordo com a idade

Existe uma ação realizada durante o tratamento da FIV que é usada como uma tentativa de fazer com que as chances de a paciente engravidar não diminuam drasticamente devido à sua idade.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que pode mudar conforme a idade da mulher é o número de embriões transferidos para seu útero. A regra é a seguinte:

  •         Até 35 anos: é permitido colocar 2 embriões, pois a chance de gravidez é alta;
  •         Dos 36 aos 40: é possível transferir 3 embriões para o útero da paciente;
  •         Acima dos 40 anos: até 4 embriões podem ser transferidos para o útero.

Essa é a legislação da Anvisa, porém é fundamental afirmar que o profissional especializado e a paciente decidem juntos quantos embriões serão transferidos para o útero. O número só não pode ultrapassar esses estipulados para cada faixa etária.

Além disso, é preciso lembrar que outros fatores influenciam no sucesso do tratamento, como a causa da infertilidade do casal. Mas, essa é uma técnica usada para diminuir a influência do fator idade.

Planejamento para engravidar

Além de aumentar a quantidade de embriões transferidos para o útero, o que toda mulher pode fazer para elevar suas chances de engravidar é um planejamento. Se a mulher tem certeza de que deseja ficar grávida no futuro, ela pode começar a se planejar anos antes da época em que deseja engravidar ou de ter um parceiro. Para isso, uma ótima opção é realizar um congelamento de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos

No congelamento de óvulos, primeiro é feito um estímulo ovariano por meio de medicações para que seja possível recrutar vários óvulos da mulher. Em seguida, o especialista retira esses óvulos e os congela em laboratório para que a paciente possa usá-los no futuro.

Uma grande vantagem do congelamento de óvulos é que a idade em que esse procedimento é realizado é a idade que os gametas terão quando forem descongelados.

Então, digamos que uma mulher congelou seus óvulos com 33 anos. Se ela for utilizá-los quando tiver 40 anos, os seus óvulos ainda terão 33. Isso é muito relevante, porque quanto mais velho o óvulo, maiores são as chances de ele ter uma cromossomopatia.

Com o aumento da idade do óvulo, por exemplo, aumenta também a chance de o bebê nascer com algum tipo de síndrome, como a de Down. Sendo assim, ao congelar os óvulos, a mulher protege sua fertilidade e diminui as chances de ocorrer uma cromossomopatia na gravidez.

Por isso, se você deseja se tornar mãe após os 35 anos, fazer o congelamento de óvulos é uma forma interessante de se planejar, aumentar suas chances de engravidar e de ter uma gravidez mais tranquila.

Pense no assunto, analise suas vontades e caso queira saber mais sobre o congelamento de óvulos, marque uma consulta conosco. Dessa forma, vamos poder lhe ajudar em seu planejamento.

 

O post Qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Quais os sintomas de problemas no sistema linfático

Mon, 04/19/2021 - 10:00

O sistema linfático é um conjunto de vasos e linfonodos responsáveis por fazer o transporte de linfa, presente nos tecidos, para o sistema circulatório. Também é um sistema de defesa, com atuação direta na proteção de células e absorção de substâncias importantes para o corpo humano. Como a principal função do sistema linfático é o transporte de líquido, não é difícil identificar o momento em que essa atividade não está sendo executada corretamente. Logo que esse transporte é interrompido ou sofre algum dano, o corpo apresenta sinais e é sobre esses indicadores que falaremos mais adiante.

Sintomas de problemas no sistema linfático

Como saber se o seu sistema linfático está normal ou se está sofrendo com alguma alteração anormal? Conhecendo os sinais que o seu corpo apresenta. Vejamos agora quais são.

 

Edema (inchaço)

O edema, popularmente chamado de inchaço, é a principal demonstração de que há alguma coisa errada com o nosso sistema linfático. Ora, se os vasos linfáticos realizam o transporte de linfa pelo corpo é compreensível que, diante de uma falha, esse líquido fique estagnado.

O resultado é o acúmulo desse material dentro dos vasos, resultando no inchaço. Esse acúmulo pode ser gerado devido ao mal funcionamento dos vasos e também por algum tipo de obstrução local ou lesão.

Assim, sempre que o indivíduo apresenta inchaço no corpo de forma prolongada, sem uma causa aparente ou após alguma intervenção cirúrgica, precisa consultar um médico especialista para verificar a causa real desse edema.

Quando atinge pernas e pés, o edema é facilmente perceptível a olho nu e também quando a área afetada é pressionada. O retorno gradual da pele após a pressão indica o maior ou menor grau do problema.

O linfedema é uma das doenças mais comuns do sistema linfático que provoca inchaço, membros assimétricos e erisipela, da qual falaremos adiante.

 

Erisipela

A erisipela é uma infecção que atinge a parte mais externa da pele do indivíduo, provocada por uma bactéria. Essa bactéria entra no organismo através de pequenas fissuras como ferimentos, rachaduras e até mesmo micoses.

A erisipela atinge basicamente pernas e pés e os idosos são os mais propensos a sofrer com a doença por causa da fragilidade do sistema linfático. Os principais sintomas dessa infecção são:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Pele escurecida;
  • Febre;
  • Bolhas e ferimentos, nos casos mais graves.

Alguns pacientes também relatam sintomas como febre, indisposição, fadiga e mal-estar generalizado antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas físicos da erisipela.

 

Elefantíase

A elefantíase é o nome popular da Filariose, uma infecção provocada por um verme que entra na pele do indivíduo através da picada de um mosquito contaminado. Esse verme chega até os vasos linfáticos, provocando alterações na circulação local ocasionando o inchaço completamente anormal de um dos membros inferiores.

A perna afetada por essa infecção apresenta uma aparência deformada e rígida, extremamente diferente da perna não atingida, se assemelhando a pata de um elefante. Por isso, a popularização do nome “elefantíase”.

A elefantíase é uma das doenças mais incapacitantes do sistema linfático, além de causar no paciente severas crises de insatisfação com o próprio corpo, devido à deformidade estética.

 

Ausência de dor

A dor não é um sintoma clássico nas doenças do sistema linfático. É muito comum os pacientes não relatarem esse tipo de desconforto quando procuram um médico. Aliás, a dor é um excelente sintoma que ajuda a diferenciar do lipedema. Contudo, a ausência de dor não indica a ausência de um problema.

No caso do linfedema, por exemplo, o inchaço provocado pela distribuição irregular da linfa pelos vasos linfáticos, não causa dor ao paciente. Isso acaba por fazer com que ele pense que está tudo normal. Mesmo sem dor, é preciso observar os outros sintomas e procurar o médico diante de qualquer alteração significativa.

É importante lembrar que a dor pode aparecer caso haja alguma infecção local, como a própria erisipela, da qual falamos anteriormente. Por isso é tão importante ficar atento aos sinais e analisar cada novidade que o corpo apresentar.

 

Assimetria: uma perna diferente da outra

Outro sintoma muito comum das doenças do sistema linfático é a assimetria das pernas. Isto é, as pernas do paciente atingido não têm a mesma aparência quando comparadas entre si. Geralmente, uma é mais inchada do que a outra, evidenciando o acúmulo de líquido naquele local específico.

Nem sempre esse sintoma vem acompanhado de outros. O indivíduo pode não relatar dor, alteração de cor, ferimentos e nenhuma outra característica que sinalize algum problema a não ser uma perna mais grossa do que a outra. Porém, esse sintoma já é um sinal do linfedema, o inchaço provocado pela má circulação da linfa.

 

Pés também são atingidos

O corpo inteiro pode apresentar sintomas de que o sistema linfático não vai bem, inclusive os pés. Em muitos casos, inclusive, é observando os próprios tornozelos que o indivíduo percebe que há algo de errado com o seu corpo, que existe um inchaço anormal nos membros inferiores.

Com o passar do tempo, e na ausência de tratamento, esse inchaço pode se agravar, reduzindo cada vez mais a mobilidade do indivíduo que acaba ficando mais cansado ao executar atividades rotineiras, tendo que depender cada vez mais de outras pessoas.

 

Paciente sente piora ao ficar de pé

A posição vertical dos membros inferiores piora a situação de quem tem alguma doença do sistema linfático. O motivo é a dificuldade que os vasos apresentam em realizar o transporte do líquido de baixo para cima, uma vez que estão lesionados ou em mal funcionamento.

Por isso, ficar muito tempo em pé não é recomendado, pois é um hábito que sobrecarrega o sistema circulatório, além de provocar dores, cansaço nas pernas, além de outros desconfortos.

 

Paciente sente melhora ao elevar as pernas

Se ficar muito tempo em pé é desconfortável, elevar os membros inferiores gera um verdadeiro alívio para quem apresenta linfedema ou alguma outra doença linfática. Manter as pernas elevadas estimula a circulação, favorece o trajeto do líquido pelo corpo, de baixo para cima, reduzindo o inchaço.

O ideal é que o paciente apoie as pernas sobre algum travesseiro macio na hora de dormir e eleve as pernas outras vezes ao longo do dia para evitar o cansaço extremo e diminuir a retenção líquida.

Como vimos, os problemas do sistema linfático são facilmente perceptíveis através da observação minuciosa e atenta dos sinais que as doenças apresentam. Obviamente, é preciso uma consulta com um médico especialista para confirmar ou eliminar suspeitas. Contudo, é muito importante que o paciente aprenda a observar o seu corpo em busca de alterações que indiquem algum problema de saúde e busque ajuda logo que perceber alguma anormalidade.

 

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

O post Quais os sintomas de problemas no sistema linfático apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Explante mamário é uma das tendências para 2021

Sat, 04/17/2021 - 17:01

Explante mamário (retirada da prótese de silicone) é o destaque entre as tendências de cirurgias plásticas para 2021. Isso porque vem crescendo o número de mulheres que decidem não querer mais ter uma prótese por questões estéticas ou por causa de alguma complicação relacionada ao implante de silicone ou com o implante. A síndrome ASIA e a Doença do Silicone estão entre elas:

 

  • A Síndrome ASIA apresenta sinais e sintomas de doenças autoimunes e que aparecem após a colocação do implante (o implante é o gatilho para esses sinais e sintomas). Fatores genéticos, familiares com antecedentes de doença inflamatória e autoimune são mais propensos a desenvolver essa síndrome.

 

  • A Doença do Silicone é um termo mais genérico e pode englobar todas as complicações do implante de silicone.

 

Em 2020, a procura pelo explante aumentou cerca de 100% em seu consultório e maior parte das pacientes buscaram o explante porque estavam insatisfeitas com o resultado estético e tinham sintomas nas mamas como dor e deformidade por causa do implante.

 

As doenças relacionadas ao implante de silicone são raras, mas existem. Por isso, o especialista chama atenção para os seguintes sintomas: queda de cabelo, unha quebradiça, irritabilidade, insônia, cansaço, alteração de humor e depressão.

 

Lipoaspiração – Em 2021, a lipoaspiração permanece entre as tendências, já que nem sempre a alimentação saudável, equilibrada e a prática diária de atividades físicas fazem sumir aquela gordura localizada no abdômen.

 

A tecnologia aliada à Medicina fez evoluir a técnica de lipoaspiração para atender a esses pacientes. Existem diversos aparelhos que podem ser associados para refinar a lipoaspiração, possibilitando o médico esculpir o contorno corporal de forma mais segura e precisa, resultando em uma aparência mais harmônica e até evidenciando melhor a musculatura.

 

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

O post Explante mamário é uma das tendências para 2021 apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

A infertilidade do casal pode estar relacionada à obesidade

Sat, 04/17/2021 - 15:34

*Por Dra. Lorena Lima Amato

Por ser uma doença crônica, a obesidade pode causar diabetes, hipertensão e outras várias repercussões deletérias para o organismo, entre elas a infertilidade em homens e mulheres.

Muitos passam por essa situação e nunca relacionam a doença com a causa da baixa fertilidade. A perda de peso, além de melhorar todos os aspectos relacionados à saúde e bem-estar, pode ser o caminho que faltava para a desejada gestação.

Mas como a obesidade interfere na fertilidade?

Em mulheres, a obesidade diminui os níveis de hormônios femininos aumentando o nível dos hormônios masculinos. Esses vão levar a irregularidade menstrual, àquelas manifestações de excesso de hormônio masculino como acne, pelos no corpo – chamado de hirsutismo – e à anovulação.

A ovulação é processo essencial para gravidez, para garantir a fertilidade. As mulheres com obesidade, frequentemente, têm períodos de anovulação, o que reduz a fertilidade.

Em homens com excesso de peso acontece a queda dos níveis de testosterona, que vai influenciar na libido, podendo levar a disfunção erétil e, o que muitos não sabem, é que o excesso de peso leva a disfunção dos espermatozoides, tanto em quantidade como em qualidade.

Homens e mulheres conseguem reverter essa causa da infertilidade com a perda de peso. Vejo pacientes tentando várias estratégias medicamentosas e tratamentos médicos para engravidar, mas nunca relacionam a infertilidade com o excesso de peso. Perder peso, além de melhorar a qualidade de vida como um todo, pode ser a solução do problema do casal.

 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

O post A infertilidade do casal pode estar relacionada à obesidade apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

E nasce aqui, no Instituto Amato o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema

Sat, 04/17/2021 - 12:58

Uma das grandes dificuldades da doença vascular chamada lipedema é a ausência de exames laboratoriais e de imagem com critérios bem definidos para auxiliar na definição diagnóstica. Exames eram pedidos, e, mesmo com o lipedema, os laudos vinham “normais”. Portanto, os médicos dependiam unica e exclusivamente da anamnese (conversa com o paciente) e do exame físico. Agora não mais.

O Dr Alexandre Amato, juntamente com sua equipe, criou e publicou internacionalmente o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para o diagnóstico do lipedema.

Temos a consciência que a divulgação e adoção dos critérios ultrassonográficos levará muito tempo ainda, porém este é o primeiro e essencial passo, que coloca o Brasil no centro da pesquisa mundial sobre o lipedema.

 

  1. Amato ACM, Saucedo DZ, Santos K da S, Benitti DA. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebol J Venous Dis [Internet]. 2021 Apr 15;026835552110023. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02683555211002340

Ultrasound criteria for lipedema diagnosis by Alexandre Amato on Scribd

 

 

 

O post E nasce aqui, no Instituto Amato o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Como funciona a fertilização in vitro?

Thu, 04/15/2021 - 10:00

A fertilização in vitro (FIV) é um tipo de tratamento para fertilidade que é bastante falado, porém boa parte das pessoas não sabe realmente como ele funciona. É muito importante que os casais que estão pensando em fazer um tratamento para engravidar conheçam os detalhes desse procedimento.

Isso é fundamental, porque assim eles descobrem quais são as etapas do tratamento, entendem se ele é adequado para o cenário deles e ainda podem ficar mais tranquilos caso façam a FIV. Afinal, eles sabem por quais etapas têm que passar.

Então, se você e seu parceiro estão pensando em fazer um tratamento de fertilidade, precisam conhecer verdadeiramente a fertilização in vitro. Pensando nisso, vamos explicar neste post como ela funciona e suas principais características.

O que é a fertilização in vitro

A FIV é um tratamento de alta complexidade, em que é realizada a coleta de óvulos e espermatozoides, da mulher e do homem para que a fecundação seja feita em laboratório. Após a formação do embrião, esse é colocado no útero da mulher.

Muito conhecida também como bebê de proveta, a fertilização in vitro já é realizada no Brasil há mais de 30 anos, sendo que o primeiro bebê de FIV do país nasceu em 1984. Desde então, a técnica evoluiu e continua auxiliando casais inférteis a realizarem o sonho de serem pais.

Como funciona a FIV

A fertilização in vitro é realizada em etapas bem definidas e todos os pacientes que estão passando pelo tratamento precisam cumprir essas fases. Abaixo, explicamos detalhadamente cada etapa para que você entenda como funciona a FIV:

Indução da ovulação

O primeiro passo que deve ser realizado na FIV é sempre a indução da ovulação da mulher, que é feita por meio de medicações. Em casa, a paciente injeta em si mesma os medicamentos e a indução é monitorada com ultrassons transvaginais. Esses exames devem ser feitos em uma clínica  pelo médico ou médica especialista em tratamentos de fertilidade.

Com a indução da ovulação, os folículos da mulher crescem. A ideia na fertilização in vitro é justamente que mais de um folículo cresça, porque assim haverá um número maior de óvulos para realizar o tratamento. Dessa forma, as chances de a FIV ser bem-sucedida também são maiores.

Aspiração dos óvulos e coleta de espermatozoides

Quando a paciente está para ovular, começa a segunda etapa do tratamento: a aspiração dos óvulos e coleta dos espermatozoides. A aspiração dos óvulos deve acontecer sempre em um laboratório de reprodução assistida, que é o espaço onde é feita a manipulação de materiais biológicos.

No laboratório, a paciente toma uma anestesia e dorme entre 20 a 30 minutos. Nesse momento, por meio de um ultrassom transvaginal guiado por uma agulha, os óvulos são aspirados pelo profissional. Enquanto a paciente faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta de espermatozoides.

Fertilização in vitro

Após a aspiração de óvulos e a coleta de espermatozoides, um biólogo especializado do laboratório seleciona os melhores entre todos os elementos coletados e faz a fertilização in vitro também em laboratório. Os embriões se formam e começam a evoluir ainda nesse ambiente.

Uma curiosidade é que essa escolha pelos melhores elementos pode levar até horas. Isso acontece porque o profissional responsável por essa etapa analisa diversos critérios para ter certeza de que está selecionando os melhores e, assim, está aumentando as chances de sucesso do tratamento.

Transferência do embrião

Após a formação dos embriões, os que mostrarem maior potencial são transferidos para o útero da paciente. Geralmente, mais de um embrião é colocado no útero para que haja mais chances de ocorrer a gravidez.

A transferência embrionária é um procedimento muito tranquilo, em que o médico insere os embriões no útero da mulher por meio de um cateter. Não é necessário tomar anestesia e após 20 ou 30 minutos, a paciente já pode ir para casa. Depois de, aproximadamente, duas semanas, a mulher deve fazer o teste de gravidez para descobrir se o tratamento funcionou.

Quanto tempo dura o tratamento

A fertilização in vitro, desde a ovulação até a fecundação em laboratório, dura aproximadamente de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, a paciente deve esperar cerca de duas semanas para realizar o exame de gravidez e conferir se o procedimento foi bem-sucedido.

Sendo assim, o tratamento completo da FIV geralmente dura cerca de 1 mês. Caso a primeira tentativa não funcione, se desejar, o casal pode tentar novamente a FIV. Nesse cenário, o indicado é descobrir o que motivou a falha na primeira tentativa e esperar pelo menos 2 ciclos naturais de ovulação para tentar novamente. Assim, os ovários da mulher já vão ter voltado ao tamanho normal e ao padrão de nível hormonal.

Para quem é indicado a FIV

Esse tipo de tratamento de fertilidade pode ser indicado em diversos casos. Em geral, ele é recomendado para:

  •         Casais que têm mais de 35 anos;
  •         Pacientes que têm algum problema de saúde conhecido que causa a infertilidade, como uma azoospermia, obstrução tubária ou quando há fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Casais que estão tentando engravidar há bastante tempo e ainda não conseguiram.

A fertilização in vitro também é uma boa opção para as mulheres que têm dificuldades para produzir óvulos. Afinal, com a FIV, elas podem tentar engravidar com óvulos de doadoras.

Esse tratamento é considerado de alta complexidade, mas muitas pessoas optam por ele, porque a FIV é capaz de auxiliar em diversos casos e já trouxe bons resultados para milhares de famílias ao redor do mundo.

Se você e seu parceiro estão tentando engravidar há algum tempo e ainda não obtiveram sucesso, a FIV pode ser uma boa opção para solucionar essa dificuldade. 

Contudo, lembre-se de que vocês devem consultar um especialista na área e fazer exames para que o profissional possa entender melhor o caso. Só então ele vai dizer se a fertilização in vitro é o tratamento adequado para vocês.

Aqui na Clínica Reprodução Humana e Fertilização do Amato – Instituto de Medicina Avançada temos profissionais capacitados e especializados em tratamentos de fertilidade. Então, se você e seu parceiro ainda não sabem aonde ir para descobrir mais sobre o seu caso, marque uma consulta conosco para que possamos ajudá-los. 

 

 

O post Como funciona a fertilização in vitro? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

O que o linfedema pode causar?

Mon, 04/12/2021 - 10:00

O linfedema se caracteriza pelo tamanho irregular de determinada região do corpo, provocado pelo acúmulo anormal de um líquido rico em proteínas, chamado linfa. O indivíduo que sofre com o linfedema apresenta inchaços, mais precisamente na região inferior do corpo. Além de todo o desconforto motivado por esse inchaço, o linfedema também pode causar complicações como a erisipela e a elefantíase. Saiba mais sobre as consequências do linfedema a seguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é uma doença que provoca o acúmulo de linfa em todo o corpo, mas com foco maior nas pernas e nos pés. Esse excesso de linfa acontece quando os vasos linfáticos possuem alguma obstrução ou lesão que impede a circulação normal dessa substância.

Assim, o corpo não consegue fazer a drenagem correta do líquido, fazendo com que ele fique armazenado dentro dos canais linfáticos, causando o inchaço, principal sintoma da doença.

O linfedema pode ser de origem primária, quando tem causa genética e também pode ser resultado de uma intervenção externa, como procedimentos cirúrgicos, caracterizando assim uma origem secundária.

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento. Os cuidados começam com a visita ao médico e cumprimento das orientações repassadas que, geralmente, são:

  • A prática regular de atividade física;
  • O uso de roupas de compressão;
  • Drenagem linfática manual;
  • Cirurgia.

Todas as medidas de tratamento têm como objetivo reduzir a quantidade de líquido acumulado e assim garantir ao paciente uma vida com mais qualidade.

 

Complicações do linfedema?

Quando não tratado corretamente, o linfedema pode causar diversas complicações ao paciente. Dentre elas, destacamos o escurecimento da pele, dor local, vermelhidão, ferimentos, coceira, indisposição e baixa mobilidade. Além disso, outras duas complicações do linfedema merecem uma atenção especial: a erisipela de repetição e a elefantíase. Saiba mais a seguir.

Erisipela de repetição

A erisipela é uma infecção comum, causada por uma bactéria que se localiza no membro inferior, no tecido subcutâneo da pele. A infecção causada pela doença provoca vermelhidão na pele, também chamada de hiperemia.

A hiperemia é a grande circulação ou a congestão sanguínea em um local específico da pele.

Para que essa bactéria cause infecção, ela precisa de uma porta de entrada, um meio para chegar até a região interna do corpo humano. Esse acesso existe quando o paciente apresenta algum ferimento ou fissura na pele que, por menor que seja, permite a entrada da bactéria.

Até mesmo a micose, muito comum nos pés, pode ser porta de entrada para a ação da bactéria causadora da erisipela, uma vez que os fungos causadores da micose geram pequenas rachaduras na pele, favorecendo a entrada desses micro-organismos.

Além da pele avermelhada, a pessoa que sofre com erisipela pode apresentar:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Bolhas;
  • Pele com ferimentos indicando a necrose dos tecidos locais.

O tratamento da erisipela deve ser rápido com o uso de antibióticos orais indicados pelo médico, além de muito repouso e elevação do membro afetado para tentar reduzir o inchaço.

O profissional indicado para tratar essa doença é o cirurgião vascular, mas o médico que atende no posto de saúde pode perfeitamente fazer um acolhimento e acompanhamento inicial.

Isso porque a recomendação é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o dano se torne maior e com consequências mais graves para o indivíduo.

Por isso, se você apresenta sinais da erisipela e a consulta com o seu médico vascular vai demorar, não espere. Procure um clínico geral o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para o paciente, pois ele sofrerá menos danos futuros.

Erisipela de repetição

Sabemos que aquele que tem erisipela, futuramente apresentará inchaço na pele, além da erisipela por repetição. A erisipela por repetição atinge o indivíduo que possui alguma doença venosa, insuficiência ou alteração vascular que serve como fator de risco para novos casos.

Além do linfedema, pessoas que têm diabetes descontrolada ou obesidade também estão mais suscetíveis à erisipela de repetição. A razão é a má circulação sanguínea, uma das consequências dessas enfermidades.

A erisipela é considerada de repetição porque se torna resistente aos medicamentos e aparece frequentemente, sempre que o linfedema ou outra doença venosa apresenta sinais mais aparentes, quando está em crise, por exemplo.

Vale lembrar que a erisipela é uma doença grave que pode levar o indivíduo a óbito, uma vez que a necrose de tecidos pode atingir regiões mais profundas da pele, elevando os níveis de amputações e de infecções.

 

Elefantíase

A elefantíase é a segunda consequência do linfedema, embora muitas vezes seja confundida com a própria doença. Ou seja, muitas pessoas acreditam que o linfedema e a elefantíase são a mesma coisa. Na verdade, a elefantíase pode ser uma complicação do linfedema.

A elefantíase é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em algumas partes do corpo, deixando a região atingida totalmente disforme e irregular, em comparação com outras áreas. Geralmente, as pernas são as mais atingidas.

A doença é provocada, normalmente, por um parasita que entra no organismo através da picada de um mosquito. Contudo, ela também é resultado do linfedema secundário, aquele que surge após alguma intervenção cirúrgica no corpo.

Também chamada de filariose, a elefantíase deixa a pele afetada com um aspecto muito enrugado e inchado, muito semelhante à pele de um elefante. Daí vem a denominação da doença.

Devido ao inchaço extremo, a elefantíase compromete gravemente a mobilidade do indivíduo, interferindo na sua autonomia, além de prejudicar bastante a estética e a autoestima do paciente. Outros sintomas da elefantíase são:

  • Coceira na pele;
  • Dor local;
  • Pele avermelhada e inchada;
  • Dores em diversos locais como cabeça, músculos e membros inferiores;
  • Febre e mal-estar.

O linfedema é uma doença que causa inchaço em regiões diferentes do corpo, mas atinge especialmente os membros inferiores. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos vasos linfáticos devido a alguma obstrução ou lesão local. As causas podem ser de origem genética ou devido a procedimentos cirúrgicos para tratamento de doenças como o câncer de mama, por exemplo. O linfedema deve ser tratado o quanto antes para evitar as complicações, das quais destacamos a erisipela por repetição e a elefantíase. Se você apresenta algum dos sintomas listados aqui, procure orientação médica o quanto antes.

Prof. Dr. Alexandre Amato

O post O que o linfedema pode causar? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Qual hormônio ajuda a engravidar?

Thu, 04/08/2021 - 10:00

Hormônios são substâncias essenciais para o organismo humano, porque desempenham diversos papeis no corpo que contribuem para que ele funcione de forma adequada. Eles auxiliam, por exemplo, a regular a pressão arterial, a controlar a glicemia no organismo, no desenvolvimento dos indivíduos e até nas possibilidades de uma mulher engravidar.

Existe mais de um hormônio que influencia no sucesso de uma gravidez e, caso haja qualquer alteração neles, a mulher pode ter dificuldades para engravidar ou manter uma gestação.

É fundamental que uma mulher que deseja engravidar conheça esses hormônios, porque uma alteração em uma ou mais dessas substâncias pode ser a causa de infertilidade da paciente.

Então, para que você os conheça, listamos abaixo quais são os hormônios que ajudam uma mulher a engravidar!

Hormônios que ajudam a engravidar Estrogênio

O estrogênio é conhecido como o principal hormônio sexual feminino, porque ele é responsável pelo desenvolvimento físico e sexual das mulheres. É esse hormônio que atua, por exemplo, na formação e no amadurecimento do endométrio, do sistema reprodutor e dos seios.

Além disso, o estrogênio é importante para que ocorra a gravidez. Isso porque ele auxilia no crescimento folicular, no amadurecimento do óvulo, na circulação na membrana uterina e na união do espermatozoide com o óvulo.

Então, se uma mulher tiver pouco ou muito estrogênio no organismo, ela pode apresentar problemas para engravidar. Por isso, é muito importante que um especialista analise a quantidade de estrogênio no corpo da mulher que está tentando engravidar.

Dessa forma, ele saberá se a infertilidade é causada pelo estrogênio e qual é o melhor tratamento para o caso.

FSH e LH

O hormônio folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH) têm como principal função no organismo estimular o crescimento do folículo, que é um revestimento que protege o óvulo antes de ocorrer a ovulação.

O FSH e o LH também influenciam na produção e na liberação dos óvulos, porque eles atuam na regulação da função hormonal e do desenvolvimento dos ovários. Esses hormônios ainda são importantes para os homens que estão tentando ter filhos, pois eles atuam nos testículos aumentando a produção de espermatozoides.

Devido à importância do crescimento folicular para uma gravidez, atualmente existem diversos medicamentos de tratamento de fertilidade que possuem o FSH em suas composições.

Esses remédios podem ser usados em determinados tratamentos, como o de indução da ovulação e de inseminação artificial. Mas, é importante ressaltar que a utilização deles sempre deve ser recomendada e orientada pelo médico responsável pelo tratamento.

HCG

Gonadotrofina coriônica humana (HCG) é um hormônio que faz parte do mesmo grupo do FSH e LH, mas que possui diferentes funções no organismo. O HCG não auxilia a mulher a engravidar, porém ele é conhecido como hormônio da gravidez, porque só começa a ser produzido no corpo quando a mulher está grávida.

A função dele é manter o corpo lúteo, uma estrutura que se desenvolve no ovário após a ovulação, no início da gestação até que a placenta se forme e possa assumir a produção de estrogênio e progesterona. O HCG ainda é responsável por inibir a menstruação durante a gestação.

A molécula desse hormônio é dividida em duas partes. Uma é bem parecida com o FSH e o LH, já a outra é única. Esta, que é chamada de beta, é o elemento que os testes de gravidez verificam justamente porque ela geralmente só é produzida em altos níveis quando uma mulher está grávida.

Progesterona

A progesterona é um hormônio importante tanto antes da gravidez quanto durante. Ele é essencial para que a gestação aconteça, porque ele é produzido pelo ovário no ciclo menstrual justamente para preparar o endométrio para a implantação do embrião no útero. Ou seja, a progesterona prepara o organismo feminino para a gravidez.

Já durante a gestação, o hormônio garante que a gravidez seja segura e ainda atua na preparação das glândulas mamárias para a produção de leite depois que o bebê nascer.

Caso uma mulher grávida tenha um nível baixo de progesterona, ela pode tomar um suplemento do hormônio para que a gravidez seja mais segura. Entretanto, novamente quem deve indicar a suplementação é o médico que acompanha a gestação. 

Isso é essencial, porque ele sabe realmente se é necessário o suplemento e como a paciente deve consumir esse medicamento.

TSH

Os hormônios estimulantes da tireoide (TSH) realizam diversas atividades no organismo para garantir que ele vai funcionar de forma adequada. Em relação à gravidez eles são importantes, porque atuam com a progesterona e o estrogênio para promover o funcionamento dos ovários e auxiliar no amadurecimento dos óvulos.

Então, se a mulher apresenta falta ou excesso de TSH em seu organismo, ela pode ter problemas de infertilidade. Afinal, os ovários e o crescimento dos óvulos são afetados por essa alteração.

Por isso, quando uma mulher busca saber sua causa de infertilidade é necessário analisar os níveis de TSH em seu organismo.

Prolactina

A prolactina é bastante conhecida como o hormônio responsável pela produção de leite materno, já que atua nas glândulas mamárias estimulando a formação da bebida. Mas, ela também é importante para a gravidez, pois é a prolactina que libera a gonadotrofina (gnRH) no organismo durante o ciclo menstrual. E é a gnRH que libera o FSH e o LH que vão estimular o crescimento do folículo na mulher.

Sendo assim, níveis alterados de prolactina no organismo também podem prejudicar a fertilidade de uma mulher. Se uma moça apresenta esse hormônio em excesso, por exemplo, o cérebro entende que ela já está amamentando e para de colaborar com o desenvolvimento folicular.

Como os hormônios listados aqui ajudam a engravidar e a manter uma gestação segura, eles precisam estar equilibrados no organismo da mulher que deseja ter um filho.

Se você estiver enfrentando dificuldades para engravidar, deve se consultar com um especialista para que ele verifique se todos os hormônios estão equilibrados em seu organismo. De acordo com o diagnóstico, ele poderá lhe indicar o melhor tratamento para seu caso.

Agora que você sabe quais hormônios ajudam a engravidar, veja também se existem pré-requisitos para ser elegível a um tratamento de fertilidade!

Dra. Juliana Amato

O post Qual hormônio ajuda a engravidar? apareceu primeiro em Amato.

Categories: Medical

Pages