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Instituto de Medicina Avançada
Updated: 2 weeks 5 days ago

Como eu sei que estou no meu período fértil?

Thu, 09/30/2021 - 10:00

O período fértil compreende uma fase do ciclo menstrual em que acontece a ovulação. Ou seja, é quando o óvulo é liberado pelo ovário para que seja fecundado pelo espermatozoide. Mas, como eu sei que estou no período fértil?

Você já deve ter feito essa pergunta algumas vezes. O fato é que fazer essa definição não é uma tarefa tão simples como muitas mulheres imaginam, principalmente porque o período fértil depende do ciclo menstrual da mulher. E esse ciclo não é igual para todas elas. Mesmo assim, existem algumas maneiras que podem facilitar essa descoberta. É sobre isso que falaremos a seguir.

O que é o período fértil?

O período fértil é o momento em que o corpo da mulher está propício para que uma gravidez aconteça. Ao manter relações íntimas nesse período, a mulher tem uma grande possibilidade de engravidar, se não tiver algum problema de fertilidade.

O período fértil dura entre 4 e 5 dias e acontece, quase sempre, no meio do ciclo menstrual. Nessa fase, o ovário libera um óvulo que fica disponível para fecundação. Se houver o encontro do óvulo com o espermatozoide, acontece a gravidez. Se não houver, o óvulo é eliminado junto com a menstruação.

Mesmo sendo uma condição natural da mulher, muitas delas não sabem o que é e nem para que serve o período fértil. 

Também acontece de a mulher manter um grande número de relações sexuais, a qualquer dia, acreditando que aumentando a quantidade, mais chances terá de engravidar. Porém, não é assim que funciona.

A mulher que deseja engravidar precisa manter relações íntimas dentro desse período, pois é apenas no período fértil que a gestação pode se concretizar.

Ciclo menstrual e período fértil

O período fértil de cada mulher depende da duração do seu ciclo menstrual. O ciclo começa no primeiro dia da menstruação e termina no começo da menstruação seguinte. Veja abaixo alguns exemplos que facilitarão a sua compreensão:

Ciclo de 28 dias

Considerado o mais comum entre as mulheres, o ciclo de 28 dias apresenta o período fértil entre o 10° e o 14° dia.

Ciclo de 20 ou 25 dias

Quem tem um ciclo mais curto, costuma ter o período fértil entre o 8° e o 10° dia.

Ciclo de 30 ou 35 dias

Já quem tem um ciclo mais longo, apresenta o período fértil entre o 15° até o 19° dia.

Ciclo irregular

E quem tem um ciclo irregular? Como faz para calcular? O ciclo irregular é diferente porque não apresenta uma data fixa para começar e terminar. A mulher pode ter um ciclo de 28 dias, depois um ciclo de 20 dias, seguido de um ciclo de 35 dias, por exemplo.

Nesse caso, o ideal é que ela faça um cálculo médio dos últimos seis meses para ter uma previsão de quando estará ovulando. Ou, usar a calculadora do período fértil, da qual falaremos mais adiante.

Como eu sei que estou no período fértil?

Ainda não está certa quanto ao cálculo do seu período fértil de acordo com o ciclo menstrual? A seguir, mais três dicas que podem ajudar você a tirar essa dúvida: a observação dos sinais do seu corpo, o uso de uma calculadora de período fértil e um teste de farmácia. Confira.

  1. Sinais de que seu corpo está no período fértil

Por ser um momento em que o corpo se torna apto para uma gestação, o organismo costuma apresentar alterações que podem ser percebidas por algumas mulheres. As mais comuns são:

Secreção vaginal mais densa: o muco vaginal nesse período aumenta, e fica mais espesso e resistente, pois também é usado para facilitar o acesso do espermatozoide ao óvulo.

Aumento do desejo sexual: causado devido à elevação da produção da progesterona, que acontece durante esse período de ovulação.

Aumento leve da temperatura: uma alteração também derivada do nível alto de progesterona, que pode ser verificada com a ajuda de um termômetro.

Aumento do apetite: algumas mulheres sentem mais fome durante o período fértil porque o organismo gasta uma quantidade maior de energia na produção e liberação dos óvulos. A preferência costuma ser por alimentos gordurosos e açucarados.

Dor pélvica: caracterizada como uma dor aguda, porém leve, e de curta duração. Também chamada de dor do meio, costuma acontecer na metade do ciclo menstrual.

  1. Calculadora do período fértil

Uma ferramenta que pode ajudar bastante na hora de saber se o seu corpo está pronto para uma fecundação é a calculadora do período fértil. Para isso, basta inserir os dados da sua última menstruação, com o início e o final de cada ciclo.

Em resposta, você recebe a data provável em que seu corpo estará ovulando, o momento ideal para manter relações sexuais sem preservativo e aumentar as chances de uma gravidez.

Veja nossa calculadora de fertilidade.

  1. Teste de ovulação

O teste de ovulação é encontrado facilmente em drogarias e tem resultados excelentes quanto à detecção do período fértil. O teste, também chamado de Teste de LH, identifica o aumento de um hormônio responsável pelo amadurecimento dos folículos, o hormônio luteinizante.

É possível engravidar fora do período fértil?

É possível que a mulher engravide mesmo tendo mantido relações antes do seu período fértil. Como assim? O que acontece é que o espermatozoide permanece vivo dentro do útero da mulher por 3 ou 4 dias e pode coincidir dele encontrar um óvulo que foi liberado cerca de 1, 2 ou 3 dias após a relação sexual.

Suponhamos que uma mulher se relacionou sexualmente com um homem em um dia x, sem preservativo. 3 dias depois, ela começou a ovular. Nesse dia, o óvulo foi fecundado pelo espermatozoide liberado lá atrás, gerando uma gravidez.

Assim, a mulher engravidou no seu período fértil, mas por meio de uma relação que aconteceu fora da ovulação.

Essas são as maneiras mais comuns, e utilizadas pela maioria das mulheres, para saber se estão ou não no período fértil. Obviamente, não são estratégias consideradas cem por cento eficazes, uma vez que estamos falando de alterações biológicas e que podem ser influenciadas por diversas questões do próprio organismo. Ainda assim, são táticas importantes para que a mulher conheça mais o seu corpo, descubra como ele funciona e aprenda a usá-lo a seu favor, especialmente quando desejar uma gravidez.

Por fim, a visita ao ginecologista não deve ser descartada. Ele é o profissional especialista no assunto e que pode tirar todas as dúvidas da mulher em relação à ovulação e fertilidade, podendo, inclusive, sugerir alternativas para acelerar a gestação, seja de modo natural ou artificial.

Dra. Juliana Amato

Veja o que pode impedir a ovulação.

 

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Categories: Medical

7 motivos para incluir o ômega 3 em sua alimentação

Tue, 09/28/2021 - 10:00

O consumo de ômega 3 é um assunto que está sendo muito debatido nos últimos tempos. O motivo é a sua ampla atuação no controle da inflamação do corpo humano, além de causar melhorias em vários aspectos da nossa saúde como um todo. Quem não quer uma vida mais saudável a partir daquilo que põe no prato? Se você também quer saber por que razão deve consumir o ômega 3, continue lendo.

O que é o ômega 3

O ômega 3 é um ácido graxo, isto é, um tipo de gordura saudável, presente em peixes, sementes e alguns vegetais. Também conhecido como gordura do bem por ter inúmeras funções no organismo, o seu consumo é muito indicado.

Apesar de ser essencial ao bom funcionamento do corpo humano, o ômega 3 não é produzido pelo nosso organismo e, por isso, deve ser ingerido a partir de determinados alimentos ou por meio de suplementação.

Ômega 3 e a saúde vascular

O ômega 3 também é fundamental para a saúde do sistema vascular do indivíduo, incluindo suas veias, vasos e artérias. O sistema vascular é responsável pela circulação sanguínea e também pelo transporte de oxigênio para várias partes do corpo.

Entretanto, nem sempre essa tarefa é executada como deveria, sendo interrompida pela aterosclerose. A aterosclerose é uma doença inflamatória que provoca o acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos, impedindo a circulação do sangue.

É uma doença crônica, que atinge o indivíduo desde a infância e causa muitas complicações com o passar do tempo e o avançar da idade. 

O ômega 3 tem uma função importante no controle dessa inflamação crônica. Segundo estudos recentes, a substância consegue controlar os pontos inflamatórios de maneira muito mais eficaz do que medicamentos anti-inflamatórios.

Mas, esse é apenas um dos muitos benefícios dessa gordura. Falaremos mais dele e de outros pontos positivos a seguir.

 

7 motivos para incluir o ômega 3 na sua alimentação

Será que realmente vale a pena investir em alimentos ricos em ômega 3 ou suplementar essa gordura do bem? As respostas para essas perguntas você confere a seguir, na lista de vantagens dessa substância.

  1. Menos inflamação corporal

O principal ponto de ação do ômega 3 é no combate à inflamação crônica que atinge o organismo. Aquela inflamação nociva, que provoca dores e doenças, como a aterosclerose, por exemplo.

Mas, como isso acontece? Quando consumido, o ômega 3 aumenta a concentração da prostaglandina, substância que inibe a ação das ações inflamatórias no corpo humano. Além da aterosclerose, a inflamação crônica pode causar:

  • Câncer;
  • Problemas intestinais;
  • Doenças cardíacas;
  • Artrite e outras.

 

  1. Redução da coagulação sanguínea

Vimos anteriormente que a aterosclerose não permite que o sangue circule livremente pelos vasos, veias e artérias. Esse sangue, quando represado, forma pequenos pedaços chamados de trombos ou coágulos.

Esses trombos podem causar danos graves à saúde do indivíduo, impedindo o sangue e o oxigênio de chegarem aos tecidos, podendo provocar dificuldade respiratória, embolia pulmonar, morte súbita e ataque cardíaco.

O ômega 3 inibe a formação desses coágulos, reduzindo o risco de suas complicações.

  1. Saúde cerebral em dia

O ômega 3 tem um papel fundamental na saúde do nosso cérebro. Ele protege as membranas cerebrais e previne lesões, sendo essencial no combate à uma doença cada dia mais comum: o Alzheimer. 

O consumo frequente dessa gordura diminui a probabilidade da incidência da doença de Alzheimer que, como sabemos, é uma enfermidade que compromete diretamente as funções cerebrais. Quem já sofre com a doença percebe melhorias e redução significativa dos sintomas.

  1. Funções cardíacas protegidas

Estudos recentes já verificaram que pessoas com problemas cardíacos sofrem menos com complicações quando ingerem regularmente níveis adequados de ômega 3.

Além de melhorar a circulação sanguínea, o ômega 3 controla os batimentos cardíacos, prevenindo arritmias, mantém a pressão arterial equilibrada, diminui o risco de aneurisma e infarto, também chamado de ataque cardíaco, e avc, acidente vascular cerebral.

  1. Controle do colesterol

O colesterol é um composto gorduroso que, quando em excesso, fica acumulado nas paredes dos vasos e artérias. Podemos perceber que a sua relação com a aterosclerose é evidente. Portanto, seus efeitos também são similares.

O acúmulo de colesterol dentro dos vasos aumenta a incidência de doenças cardiovasculares, como infartos e derrame cerebral. 

O ômega 3, por sua vez, diminui a concentração de colesterol considerado ruim, o LDL, e aumenta o número de colesterol considerado bom, o HDL.

Tanto o LDL quanto o HDL são lipoproteínas que fazem o transporte do colesterol. A diferença está no trajeto de cada uma delas. O LDL leva o colesterol para os tecidos do corpo, favorecendo o acúmulo de placas de gordura nas artérias, a aterosclerose.

Já o HDL faz o trajeto contrário, levando essa gordura em excesso para o fígado para que ele seja eliminado do nosso organismo.

 

  1. Olhos mais saudáveis

Outra grande vantagem do ômega 3 é a sua influência sobre a saúde ocular. A substância é responsável pela nutrição das células que atuam no controle de doenças oculares, reduzindo o risco de incidência dessas complicações.

Além disso, o ômega 3 também ajuda a barrar a evolução de uma doença ocular comum, a degeneração macular. Apesar do forte fator genético deste problema, já é do conhecimento da Medicina que o ômega 3 retarda o surgimento dos sintomas e também a evolução da doença.

  1. Prevenção e controle do diabetes

O diabetes é uma doença crônica provocada pela presença de glicose no sangue. A doença também é conhecida pela maior suscetibilidade aos processos inflamatórios e também ao estresse oxidativo das células.

O estresse oxidativo pode ser definido como o desequilíbrio provocado pela baixa quantidade de substâncias antioxidantes capazes de combater a ação dos radicais livres dentro do nosso organismo.

O ômega 3 reduz esses processos inflamatórios, aumenta e potencializa a ação dos antioxidantes, ajudando no controle da doença e redução dos seus sintomas. Logo, é um grande aliado dos diabéticos para a garantia de uma vida com mais qualidade.

Vale lembrar, no entanto, que para usufruir de todos os benefícios do ômega 3 é necessário adotar um conjunto de cuidados e hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, fazer exercícios físicos, além de deixar o cigarro e o álcool de lado.

Agora você já tem motivos suficientes para adotar um cardápio mais nutritivo, com boas quantidades de ômega 3. Ou, também pode investir na suplementação, igualmente eficaz e satisfatória. Procure a orientação de um nutricionista e de um médico vascular e saiba como o ômega 3 pode ser ainda mais benéfico para o seu caso em específico.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Categories: Medical

O que pode impedir a ovulação?

Thu, 09/23/2021 - 10:00

A ovulação é uma das fases do ciclo menstrual da mulher. É o momento em que o ovário libera o óvulo em direção ao útero para que ele seja fecundado. Caso haja o encontro entre o óvulo e o espermatozoide, acontece a gravidez. Do contrário, o óvulo é liberado junto com a menstruação.

A ovulação é um acontecimento natural em mulheres saudáveis e acontece todos os meses, geralmente por volta da metade do ciclo menstrual. É o que também chamamos de período fértil, pois é quando há chances reais de uma mulher conseguir engravidar.

Entretanto, existem alguns fatores que podem impedir a ovulação e, consequentemente, atrapalhar a busca pela gravidez. Veja a seguir quais são as razões mais comuns que dificultam ou impossibilitam a fecundação e o que fazer em cada caso.

O que pode impedir a ovulação

Os fatores que impedem a ovulação, e consequentemente causam infertilidade, podem ser de ordem biológica, comportamental ou psicológica, como você verá a seguir:

Uso de anticoncepcional

Tanto o anticoncepcional oral quanto o anticoncepcional do tipo implante impedem a ovulação. Os dois produtos são responsáveis pela liberação de hormônios que restringem a liberação dos óvulos pelos ovários. 

A ação dos hormônios, contudo, ocorre apenas durante o uso da substância. Para reverter a situação e conseguir engravidar, a mulher deve deixar de ingerir ou de aplicar o contraceptivo. No seu próximo ciclo menstrual, a ovulação deve acontecer normalmente com grandes chances de uma gravidez natural, se essa mulher estiver em condições propícias para isso. Alterações hormonais

O desequilíbrio hormonal é um fator preponderante na ausência da ovulação. Isso porque a produção, maturação e liberação do óvulo dependem da ação de vários tipos de hormônios diferentes. Quando um desses falha, a ovulação não se concretiza.

Fazem parte da ovulação os seguintes hormônios, também chamados de hormônios da fertilidade:

  • Hormônio folículo estimulante (FSH): age estimulando o desenvolvimento do óvulo;
  • Hormônio luteinizante (LH): estimula a maturação do óvulo até a sua liberação;
  • Estrogênio: estimula o crescimento do LH, também influenciando no amadurecimento do óvulo.
  • Progesterona: prepara o corpo da mulher para uma provável gestação.

Mas, quais são as causas desse desequilíbrio hormonal? Essa alteração pode acontecer devido a situações diversas da vida da mulher, dentre as quais podemos citar:

  • Estresse;
  • Mudanças bruscas de peso, seja emagrecendo ou engordando rapidamente;
  • Prática de atividades físicas em excesso;
  • Ausência total de exercícios físicos.

O ideal é que a mulher mantenha uma rotina regular e equilibrada de exercícios físicos e alimentação saudável para que o corpo não sofra nenhuma alteração que possa comprometer a fertilidade.

SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma doença provocada por distúrbios hormonais que geram o crescimento de cistos nos ovários, podendo impedir a ovulação, além de causar sintomas desagradáveis na mulher, como pelos no rosto, menstruação irregular e alterações de peso.

A SOP é uma dos problemas de fertilidade mais comuns em mulheres e muitas delas não sabem que têm o problema. É importante que a mulher observe o seu corpo e sua menstruação em busca de sinais da doença. 

E, caso esteja tentando engravidar, mas não obtenha sucesso, deve procurar um médico ginecologista o quanto antes para iniciar o tratamento adequado.

Ciclos menstruais irregulares

Chamamos de irregular um ciclo que não segue um padrão para começar e terminar. A ausência desse padrão compromete a ovulação que costuma ocorrer mensalmente.

O ciclo irregular é uma das consequências das alterações hormonais, mas também pode derivar de problemas alimentares, como dietas restritivas, perda excessiva de peso, exercícios físicos exaustivos, estresse e também doenças ginecológicas.

A endometriose, causa comum dos ciclos menstruais irregulares, pode atrapalhar não só a liberação do óvulo, mas também a fecundação e o crescimento do embrião.

A doença, aliás, é um dos principais obstáculos da gravidez, além de provocar sintomas extremamente desconfortáveis na mulher, como cólicas intensas e dor durante a relação sexual.

Cistos no ovário

Os cistos ovarianos são pequenas bolsas de líquido ou de material mais rígido que surgem na região dos ovários. Podem ser benignos e malignos e também atrapalham o ciclo menstrual da mulher, impedindo a ovulação regular.

Normalmente, os cistos não apresentam sintomas, mas quando existem se caracterizam por dores pélvicas e vaginais, sensação de peso no ventre, sangramento fora do período menstrual, menstruação irregular e pressão na hora da evacuação.

Idade e menopausa

À medida que a mulher vai envelhecendo, a sua reserva ovariana vai diminuindo. Isso quer dizer que a quantidade de óvulos fica menor com o passar do tempo. A partir dos 35 anos, esse fato se acentua, sendo ainda mais consistente a partir dos 40, 45 anos.

É nessa fase que a mulher entra na menopausa que é a ausência completa e definitiva da menstruação. A menopausa também pode aparecer de forma precoce, por volta dos 35 anos. Os sintomas mais comuns são ondas de calor, baixa libido, secura vaginal, dores de cabeça e insônia.

Anovulação

A anovulação é o nome da ausência da ovulação. Ou seja, é quando o ovário não consegue liberar o óvulo para a fecundação por causa de alguma doença, alteração hormonal ou também por hábitos pouco saudáveis, como alimentação errada ou exagero na prática de atividade física.

Amenorreia

É chamado de amenorreia o período em que a menstruação não acontece. A amenorreia é bastante comum no começo da menstruação, até os 16 anos da mulher. Mas também pode acontecer ao longo da sua vida, pelos mesmos motivos citados anteriormente.

Como saber se eu estou ovulando?

Algumas mulheres experimentam sintomas característicos da ovulação e que podem ser úteis na hora de identificar o melhor período para manter relações sexuais e engravidar. Assim, você pode observar se o seu corpo apresenta sinais, como:

  • Dor pélvica, em forma de pontada e com duração de cerca de um dia;
  • Muco vaginal mais grosso e pegajoso, parecido com uma gelatina;
  • Aumento da libido e do desejo sexual;
  • Aumento da temperatura corporal;
  • Aumento do apetite.

Para resultados mais precisos, a mulher pode realizar o teste de ovulação que mede o nível de LH, o hormônio luteinizante. Esse hormônio é produzido em alta quantidade durante o período fértil. O teste é encontrado em farmácias e oferece resultados bastante fidedignos.

Como vimos, existem diversos fatores que podem impedir a ovulação, desde alguns hábitos diários até doenças ginecológicas, além de alterações hormonais. Para um diagnóstico correto e individualizado, procure um ginecologista e descubra como ele pode ajudar você a engravidar mais rápido, ainda que apresente alguns dos obstáculos apresentados.

Dra. Juliana Amato

Leia também: Como lidar com os medos e expectativas do tratamento da fertilidade

e Como funciona a fertilização natural

 

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Categories: Medical

Ômega 3: a proteção do coração

Tue, 09/21/2021 - 10:00

Se você já ouviu falar alguma coisa sobre o ômega 3, certamente já escutou, ou leu, que essa substância faz um bem enorme ao coração e artérias. Mas, você sabe dizer por que razão isso acontece? Qual é a influência do ômega 3 na nossa saúde cardiovascular? É sobre essa relação saudável que falaremos a seguir:

Ômega 3: o que é e para que serve

O ômega 3 é um ácido graxo não produzido pelo corpo humano, mas que cumpre uma função poderosa: manter o nosso organismo saudável e longe de inflamações que comprometem o bom funcionamento das células.

É por isso que o ômega 3 também é chamado de gordura boa. Quando falamos em gordura, rapidamente associamos a algo ruim. O ômega 3, por sua vez, é diferente. É aquela gordura que faz bem e que precisa ser consumida em vez de ser evitada.

E o que o ômega 3 consegue fazer pelo nosso corpo? Para que ele serve, de verdade? O ômega 3 auxilia no processo de desinflamação do nosso corpo, combatendo doenças com complicações graves, como a aterosclerose.

Aterosclerose, inflamação e ômega 3

Por estarem diretamente ligados, precisamos abrir um parêntese e falar da aterosclerose, uma doença crônica, silenciosa e perigosa que atinge praticamente toda a população.

É considerada crônica porque pode iniciar na infância, trazendo complicações na vida adulta e na velhice. É silenciosa porque não apresenta sintomas diferenciados, que sejam capazes de facilitar o diagnóstico, a não ser quando está em estágio avançado.

A aterosclerose se caracteriza pela formação de placas de gordura nas paredes das veias e artérias, dificultando a circulação sanguínea. Essa deposição de gordura acontece ao longo do tempo, decorrente de um longo processo inflamatório do organismo.

Com o tempo e todas essas alterações, as paredes das artérias vão se calcificando, se tornando rígidas e dificultando a passagem do sangue com as placas ateroscleróticas calcificadas. Essas impedem o sangue de circular normalmente, que, ao ficar represado, pode formar coágulos, chamados trombos.

Esses trombos impedem o fluxo sanguíneo e podem causar obstruções graves, impedindo não só que o sangue chegue até nossos órgãos, mas também o oxigênio, essencial para a sobrevida de todo o nosso corpo.

O resultado dessa alteração sanguínea são as temidas doenças cardiovasculares, que causam sintomas diversos, como:

Ômega 3: como ele protege o seu coração

O ômega 3 é uma substância essencial no combate à formação dos placas ateroscleróticas e trombos que causam a insuficiência arterial. Isso porque ele atua diretamente no combate à inflamação, um dos principais fatores da aterosclerose.

Como vimos, o acúmulo de placas de gordura nas veias, provocado pela aterosclerose, representa um grande perigo para a saúde cardiovascular. 

Desta forma, quando os índices de ômega 3 estão equilibrados, o nosso corpo está menos inflamado, menos suscetível às doenças diversas, incluindo aquelas que atingem diretamente o nosso coração.

Os principais benefícios do ômega 3 são:

  • Prevenção do infarto;
  • Controle da hipertensão arterial;
  • Regula os batimentos cardíacos;
  • Reduz o risco de morte por derrame;
  • Afasta o risco da aterosclerose;
  • Regula o colesterol, equilibrando os índices de gordura no sangue.

Obviamente, isso não quer dizer que basta suplementar ômega 3 ou começar a consumir todos os alimentos ricos nessa gordura boa que todas as suas doenças irão embora.

O ômega 3 age como um auxiliar, como parte de todo um tratamento que deve ser feito com médicos especialistas, empenhados em tratar o paciente da melhor forma possível. Então, além de uma boa ingestão de ômega 3, é necessário:

Perder peso: reduzir o índice de massa corporal sempre é uma boa atitude, pois gordura em excesso causa diversos problemas físicos e biológicos;

Manter uma alimentação saudável: focar em alimentos naturais, reduzindo o consumo de industrializados, frituras, doces, sorvetes e outras gorduras consideradas nocivas ao coração;

Sair do sedentarismo: fazer atividade física contribui para uma vida saudável por completo. Ajuda a perder peso, melhora a circulação e causa bem-estar físico e mental;

Manter o acompanhamento médico: as orientações médicas não devem ser descartadas de forma alguma;

Dormir bem: ter um sono tranquilo e realmente reparador deve fazer parte da rotina do indivíduo que deseja ter uma vida mais saudável e longe de inflamações;

Largar o cigarro e o álcool: o tabagismo é um dos piores inimigos da saúde das veias e artérias. O álcool em excesso também é muito nocivo e deve ser evitado.

 

Inflamação é sempre ruim?

Na verdade, não. A inflamação também é útil, pois participa do processo de reparação do nosso corpo. E, em geral, o nosso organismo sabe lidar corretamente com os níveis equilibrados de inflamação corporal.

O problema está na inflamação crônica, no excesso e no acúmulo dos processos inflamatórios. Contra esse desequilíbrio, o corpo não tem como lutar sozinho e acaba por desencadear as consequências danosas.

O ômega 3 é esse suporte que o corpo precisa para lidar com a inflamação excessiva.

Apesar de haver algumas opiniões que questionam a eficácia do ômega 3 sobre a  saúde do coração, o fato é que essa relação saudável entre artérias e os ácidos graxos é conhecida há muitos anos e só vem sendo reforçada a cada dia com estudos mais recentes.

 

E onde encontrar o ômega 3?

Os alimentos de origem animal são os que mais possuem ômega 3, mas também é possível encontrar a substância em alimentos de origem vegetal. Manter uma alimentação equilibrada é o mais indicado. Veja só o que incluir no seu cardápio:

  • Sardinha, salmão, atum, cavalinha e arenque;
  • Linhaça, chia, nozes e amêndoas;
  • Azeite extra virgem, óleo de linhaça e demais óleos vegetais;
  • Ostras e frutos do mar;
  • Abacate;
  • Folhas de cor verde escura;
  • Leguminosas: ervilha, feijão e grão-de-bico.

Para garantir uma quantidade ideal de ômega 3 na sua alimentação, é preciso consumir esses alimentos com frequência, como parte da sua dieta diária. Ou seja, não adianta comer uma vez e nunca mais.

E suplementar ômega 3? É possível?

O ômega 3 pode ser consumido através de uma alimentação saudável e natural. Contudo, sabemos que os alimentos mais ricos em ômega 3, como os peixes, são menos consumidos pela população brasileira, principalmente em regiões não costeiras.

Por causa disso, a suplementação, em muitos casos, torna-se necessária. Claro, com a orientação específica de um nutricionista e acompanhamento de um médico vascular.

Quer manter o seu coração saudável, forte e protegido por muito mais tempo? Invista em uma alimentação inteligente, com cardápio variado e com alimentos ricos em ômega 3. Não se esqueça também de cultivar bons hábitos ao longo de toda a sua vida e fazer o controle das doenças já instaladas.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Qual é o período mais fértil para engravidar?

Thu, 09/16/2021 - 10:00

Saber qual é o período mais fértil para engravidar é importante para que a mulher aumente as chances de uma gestação. No entanto, nem todas as mulheres realmente sabem quais são os seus dias férteis ou se confundem com várias orientações diferentes. Se você também tem essa dúvida, veja a seguir como calcular o seu período fértil e como tirar melhor proveito dele.

O que significa período fértil?

O período fértil é o momento em que o corpo da mulher está propício para que ocorra uma fecundação. Ou seja, para que o gameta masculino (espermatozoide) encontre o gameta feminino (óvulo) e, dali, seja gerado um bebê. É o que também chamamos de ovulação.

Enquanto os homens não precisam se preocupar com período fértil, pois produzem espermatozoides o tempo inteiro, as mulheres devem ficar atentas. Esta fase acontece uma vez durante o mês, por volta da metade do ciclo menstrual e dura poucos dias.

A cada ciclo, um óvulo é liberado, podendo permanecer ativo por até 24 horas. Se for penetrado por um espermatozoide, temos o início de uma gravidez. Caso não seja fecundado, este óvulo se degenera e é liberado junto com a menstruação.

Com essa explicação fica mais fácil compreender a importância de identificar o período fértil para, a partir de então, manter relações sexuais e aumentar as chances de engravidar.

Período mais fértil para engravidar: como calcular

Como dissemos, o período fértil compreende o período ovulatório que, na maioria das mulheres, ocorre a partir do 12° até o 16° dia do ciclo menstrual.

Contudo, essa não é uma regra válida para todas as mulheres, já que os ciclos menstruais podem variar bastante. Vejamos alguns exemplos:

Uma mulher que tem um ciclo menstrual regular de 28 dias, tem o período fértil entre o 10° dia e o 14° dia do ciclo. Caso queira engravidar, deve manter relações sexuais com seu parceiro dentro dessa fase, de preferência em dias alternados, ou seja, um dia sim e outro, não.

Já uma mulher que possui um ciclo menstrual mais curto, de 20 ou de 25 dias, não vai ter o seu período fértil entre o 10° e o 14° dia. Nessa situação, ela tem que puxar um pouco mais pra trás. Assim, o seu momento mais fértil vai ser entre o 8° e o 10° dia. É o melhor momento para ter relações sexuais e conseguir fecundar o óvulo.

Também existem aquelas mulheres com ciclos mais longos, que duram de 30 a 35 dias. Nesse caso, ela deve jogar a contagem um pouco mais pra frente. O seu período fértil deverá compreender o 15° dia até o 19° dia. Nesses dias, é necessário manter relações íntimas também dia sim e dia não.

Período mais fértil para engravidar para quem tem ciclo irregular

O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação e termina quando começa o período menstrual seguinte. A mulher que tem o ciclo regular, consegue identificar e calcular facilmente quando será a sua próxima menstruação. Consequentemente, consegue saber o seu período fértil.

Já quem tem um ciclo irregular, não consegue ter uma previsão mais específica da sua próxima menstruação, porque ela não segue um ritmo possível de ser interpretado. Assim, é bem mais difícil prever o período mais propício para uma fecundação.

Nesses casos, o ideal é fazer o cálculo a partir de uma média dos ciclos menstruais dos últimos seis meses. Assim, é possível ter uma certa previsão de quando esta mulher estará ovulando.

Sinais que o corpo apresenta

Outra forma de identificar o período fértil, e que pode ser bem útil para muitas mulheres, é ficar atenta aos sinais que o corpo emite durante essa fase. Apesar de não ser comum a todas as mulheres, muitas delas relatam alterações no organismo durante a fase da ovulação. Os sinais mais comuns são:

Dor

Algumas mulheres relatam dor pélvica no meio do ciclo menstrual. É uma espécie de pontada, também chamada de dor do meio ou dor da ovulação. O incômodo costuma durar um dia ou um dia e meio.

Muco vaginal

O aumento do muco vaginal também é uma reação comum do corpo durante a ovulação. Acontece de a vagina ficar mais úmida, com uma secreção mais grudenta, como uma espécie de gelatina. Caso identifique essa característica, também é viável manter relações sexuais nesse período, sem contraceptivos.

Temperatura

O aumento da temperatura também é muito divulgado como um sinal do corpo quando está ovulando. Contudo, é um sintoma bem mais difícil de ser mensurado por várias razões. A primeira delas é a própria alteração que é muito sutil. A variação da temperatura pode ser de meio grau, causando uma mudança quase imperceptível.

Além disso, essa alteração pode ser causada por uma febre leve, uma mudança de temperatura no quarto, o uso de muitos cobertores, um dia mais quente etc. Ou seja, não é muito confiável. Ainda assim, se preferir, a mulher pode experimentar essa técnica.

O ideal é usar um termômetro para medir a temperatura ainda na cama, antes de colocar os pés no chão.

Teste de ovulação (Teste de LH)

O teste de ovulação tem resultados bastante fidedignos e também é um ótimo indicativo do período fértil da mulher. É um teste encontrado facilmente em farmácias, cujo objetivo é medir a presença do hormônio LH no organismo.

O LH é um hormônio que sofre uma elevação cerca de 24 horas antes da ovulação, sendo muito útil para mulheres com ciclos regulares, facilitando o melhor aproveitamento do período fértil.

É um teste simples e rápido, que usa a urina ou a saliva para detectar a presença desse hormônio em altas quantidades, sinalizando o momento ideal para manter relações sem preservativos, com grandes chances de uma gravidez.

Agora você já sabe qual é o período mais fértil para engravidar, de acordo com o seu ciclo menstrual e também pode ficar atenta aos sinais emitidos pelo seu corpo durante esse período. Em todo caso, não descarte uma consulta com um ginecologista. Ele é o seu aliado na realização desse sonho tão esperado que é a gestação de um filho e pode ajudar você a alcançar esse objetivo.

Dra. Juliana Amato

 

 

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Como podemos envelhecer de forma saudável

Tue, 09/14/2021 - 10:00

Todos nós sabemos que o envelhecimento faz parte do ciclo natural da vida. Portanto, não devemos pensar em evitar a chegada da idade ou permanecer para sempre jovens. A pergunta que deve ser feita, realmente, é: como envelhecer saudável? A resposta para esta questão é muito importante porque ela é a chave de um futuro longo, com mais autonomia, independência, satisfação, sabedoria e bem-estar. Tudo isso, claro, sem deixar de lado a saúde física e mental.

Felizmente, é possível alcançar esse patamar, desde que as orientações sejam seguidas desde o começo. Afinal, construímos hoje o que queremos viver amanhã. Pensando nisso, decidimos elaborar uma lista com as práticas saudáveis mais adequadas para que envelhecer deixe de ser um tormento e se torne algo natural, mais agradável e confortável para todos. O que é envelhecer saudável?

Quando falamos em envelhecer saudável não estamos falando em manter todas as nossas características de quando jovens. Afinal, não é algo possível de acontecer. Envelhecer saudável significa manter todos os aspectos físicos e mentais em boas condições de funcionamento. 

É o que também chamamos de envelhecimento ativo. Não se trata apenas de chegar aos 80 ou 90 anos de qualquer jeito, apresentando doenças, com diversas limitações e quase nenhuma independência. Envelhecer saudável é estar bem em todas as esferas da vida, dentro do que é possível, de acordo com a idade e condições de cada um.

Pensando nisso, estabelecemos cinco aspectos da vida do ser humano que devem ser cultivados diariamente para que se alcance o envelhecimento saudável. São eles:

Saúde física: que envolve o funcionamento do nosso corpo;

Saúde mental e emocional: controle de emoções, sensações e sentimentos;

Saúde financeira: manter uma boa relação com o dinheiro, utilizando-o para cobrir as necessidades diárias;

Convívio social: construir e manter boas relações com o outro, incluindo família, amigos e colegas;

Controle de doenças: fazer a prevenção, o tratamento e o diagnóstico de doenças, um cuidado fundamental para uma vida com mais qualidade.

https://youtu.be/Qv-x5swpBbM

  Como envelhecer saudável?

Como é possível envelhecer de forma saudável? Quando falamos em envelhecimento é muito comum que pensemos lá na frente, como algo muito distante de nós. Seja porque ainda somos jovens ou porque não queremos aceitar a passagem do tempo, é um assunto sobre o qual pouco falamos.

Mas, o fato é que uma vascular.pro/quais-habitos-podem-garantir-uma-melhor-qualidade-de-vida-e-envelhecimento/">velhice com qualidade é construída não no futuro, mas no presente. Construa o seu próprio futuro com as dicas que estão logo abaixo: Alimente-se bem

Esta é a dica mais comum de todas, que todo mundo conhece, mas que a grande maioria das pessoas despreza. A alimentação saudável é um pilar essencial no processo de envelhecimento com qualidade. Isso porque ela interfere diretamente no funcionamento do nosso organismo e reflete no nosso exterior também.

Sabe aquela frase que diz que “somos o que comemos”? Faz todo sentido. Se nos alimentamos mal, nosso corpo estará pouco nutrido, mais frágil e suscetível a doenças. Caso tenhamos uma alimentação rica em nutrientes, nosso corpo estará mais forte e saudável.

Então, a dica é: focar em alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e minerais e que tenham ação anti-inflamatória, como os alimentos com ômega 3. Deixe um pouco de lado os alimentos prontos, muito calóricos, ricos em gordura, açúcar e sal. Mantenha-se hidratado

Beber água é outro ponto importante. A água alimenta, refresca, melhora a atividade do cérebro, auxilia na circulação e na ação do metabolismo, melhora o funcionamento dos rins e demais órgãos, participa da construção muscular, além de muitas outras vantagens.

A água deve ser ingerida ao longo do dia e não apenas quando você estiver com sede. Caso tenha dificuldades em tomar água, instale um lembrete no celular, deixe uma garrafa de água por perto, anote na agenda, mas não se esqueça. Saia do sedentarismo

Fazer exercício físico regularmente é indispensável. Nosso corpo precisa de movimento para se manter forte e ativo. Escolha aquela atividade que você mais gosta e insira na sua rotina. Pode ser uma caminhada, aulas de dança, ciclismo, natação, etc. O importante é se movimentar.  Fuja do estresse

O estresse é extremamente prejudicial à saúde das veias e artérias, atrapalha o sono, abre portas para a instalação de doenças de ordem emocional, influencia no ganho de peso e prejudica o convívio social.

Encontre maneiras de ficar longe do estresse. Procure ver o lado bom das coisas ruins, tenha momentos de lazer, faça coisas interessantes e agradáveis ao longo do dia e não queira fazer mais do que está ao seu alcance. Durma bem

Estabeleça uma rotina do sono e tente mantê-la diariamente. Vá para a cama no mesmo horário todos os dias, acorde no mesmo horário, apague as luzes do quarto, evite luz artificial antes de dormir e deixe as preocupações de lado.

O sono tem o objetivo de descansar o corpo, restaurando-o para o dia seguinte. Por isso, é uma necessidade e não uma perda de tempo, como muitos acham. Descanse

Insira momentos de descanso ao longo do seu dia. Faça pausas entre uma atividade e outra, tire cochilos, leia um livro, cuide do jardim, brinque com o cachorro, etc. Evite também o excesso de trabalho e de obrigações diárias. Fique longe do cigarro

O cigarro é um vilão incomparável quando o assunto é envelhecimento e todo o corpo sofre com esse hábito. A pele apresenta manchas, acne, ressecamento e perda de elasticidade. Os órgãos não funcionam direito e as células envelhecem mais rápido. 

O ideal é largar o cigarro de vez. Para isso, você pode contar com a ajuda de amigos, da família, além de aderir a algum tipo de tratamento médico, com uso de medicamentos e acompanhamento com especialistas. Reduza o consumo do álcool

Se você bebe, reduza o consumo, dando preferência para os tipos de bebidas um pouco mais saudáveis, como o vinho, por exemplo. Se não bebe, continue sem beber e o seu corpo vai agradecer hoje e no futuro. Tenha amigos

Amigos, vizinhos, colegas de trabalho, todos são importantes para o bom convívio social. Cultive as boas amizades e evite a solidão. Precisamos uns dos outros para trocar ideias e experiências e isso também nos deixa mais saudáveis. Vá ao médico regularmente

Use a medicina de forma preventiva e não apenas para tratar doenças. Visite o seu médico regularmente e, caso tenha alguma doença, mantenha-a sob controle com medicamentos, dieta, exercício físico e demais orientações médicas. Perca peso

Através de dieta e de exercício físico você consegue se manter dentro do seu peso ideal, evitando o sobrepeso ou, até mesmo, a obesidade, uma condição comum a tantas pessoas atualmente. Caso tenha dificuldade em emagrecer, procure ajuda médica.

Do ponto de vista vascular, o envelhecimento saudável é ainda mais necessário. As doenças que atingem o sistema vascular, causando entupimento das veias e dificultando a circulação sanguínea, são grandes causadoras de mortes no mundo todo, além de influenciarem negativamente na qualidade de vida do indivíduo. Dessa forma, é primordial que as práticas e os hábitos saudáveis sejam seguidos regularmente, e precocemente, para que os resultados sejam alcançados como se espera.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Como saber se pode ou não ter filhos?

Thu, 09/09/2021 - 10:00

Quando está tentando engravidar e não obtém êxito nas primeiras tentativas, o casal logo desconfia de que há algo errado com a fertilidade de ambos. Mas, como saber se alguém pode ou não ter filhos? Existe alguma alteração física que identifique a infertilidade? É sobre isso que falaremos mais adiante.

Entendendo a infertilidade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 15% dos casais apresentam problemas de infertilidade em todo o mundo. Muitos deles não sabem que possuem essa condição e só procuram saber sobre o assunto quando as tentativas para engravidar são infrutíferas.

Mas, o que é considerado infertilidade? Segundo a OMS, um casal saudável e jovem que mantém relações sexuais frequentemente, sem contraceptivos, pode engravidar facilmente em até um ano. Muitos deles conseguem êxito em apenas 6 meses.

Quando a mulher tem uma idade mais avançada, a partir de 35 anos, por exemplo, o prazo de um ano cai para seis meses. Após esse tempo de tentativas, se a gravidez não se confirmar, o casal já deve ficar em alerta e procurar ajuda médica, pois é possível que haja algum problema de infertilidade.

A infertilidade atinge homens e mulheres e pode ter origem genética ou pode ser adquirida ao longo do tempo, devido à idade, doenças infecciosas e hábitos não saudáveis, dentre outras causas.

Como saber se alguém pode ou não ter filhos

A infertilidade não apresenta sintomas. Desta forma, não é possível detectar com certeza algum sinal que confirme a dificuldade em engravidar, seja no homem ou na mulher. Contudo, existem situações, doenças e fatores de risco que dificultam a fecundação.

Conhecendo um pouco mais sobre essas doenças e seus sintomas e sabendo quais situações diárias devem ser evitadas, é mais fácil saber se você está no caminho certo ou não para alcançar a tão sonhada gravidez.

Infertilidade na mulher Idade

A partir dos 35 anos de idade, a mulher produz óvulos em menor quantidade, dificultando a fecundação.

Ciclo menstrual irregular

Quando tem um ciclo menstrual irregular, a mulher não consegue precisar quando está ovulando, o que atrapalha a tentativa de engravidar.

Menopausa precoce

A menopausa simboliza o fim do período fértil e começa a partir dos 40 anos de idade. Em algumas mulheres, contudo, essa fase chega bem mais cedo, por volta dos 35 anos.

Doenças ginecológicas

As doenças ginecológicas atrapalham o ciclo menstrual, causam inflamações e prejudicam a fertilidade. As mais comuns são:

  • Endometriose

A endometriose é a causa mais comum da infertilidade feminina. O endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero, cresce fora dessa cavidade, atingindo as trompas, a bexiga e o intestino. Costuma provocar cólicas intensas e dores durante a relação sexual.

  • Obstrução nas trompas

É nas trompas que ocorre o encontro entre os gametas masculino e feminino, ou seja, entre o espermatozoide e o óvulo. A obstrução pode acontecer por problemas infecciosos e gerar a gravidez ectópica, fora do útero, sem chances de evoluir.

  • Miomas uterinos

Os miomas são tumores benignos que crescem na parede do útero. Além de causar dores pélvicas, os nódulos alteram o ciclo menstrual e o fluxo menstrual.

A SOP é uma alteração hormonal que provoca o crescimento anormal dos ovários e a produção de microcistos na região. Também é uma das causas mais comuns da infertilidade e pode provocar crescimento excessivo de pelos no rosto, espinhas e ganho de peso, além de alterar o ciclo menstrual.

Sintomas

Os sintomas permitem à mulher ficar um pouco mais atenta às doenças e, possivelmente, associar a uma dificuldade para engravidar. Os mais comuns são:

  • Dores pélvicas fora do período menstrual;
  • Cólicas intensas durante o período menstrual;
  • Dor durante a relação sexual, ao evacuar e ao urinar;
  • Excesso de pelo e de acne no rosto e corpo;
  • Aumento de peso sem uma razão específica;
  • Alterações na menstruação: ciclo irregular, maior ou menor quantidade de sangue, presença de coágulos etc.

 

Infertilidade no homem

A infertilidade masculina corresponde a 40% do total dos casos de infertilidade, segundo a OMS. Uma porcentagem alta e que refuta o pensamento muito comum de que a mulher é que seria responsável por quase todas as situações de infertilidade. As principais causas da infertilidade masculina são:

Alterações hormonais: responsáveis pela baixa produção de esperma.

Varicocele: a causa mais comum da infertilidade masculina se caracteriza pela dilatação excessiva e anormal das veias testiculares.

DSTs: as doenças sexualmente transmissíveis provocam infecções e lesões nos órgãos internos também prejudicando a produção de esperma e de espermatozoides.

Obstruções: os dutos testiculares, responsáveis pelo transporte do esperma, também podem sofrer obstrução, impedindo a sua liberação.

Sintomas

Quando acometido por alguma das doenças citadas acima, o homem pode apresentar sintomas específicos, como:

  • Alterações nos testículos: dor, inflamação, nódulos, ferimentos etc.
  • Falta de desejo sexual
  • Disfunção erétil: dificuldade em manter uma ereção
  • Dificuldade em ejacular ou fluxo baixo
  • Redução dos pelos no rosto e no corpo, resultado das alterações hormonais.
Fatores de risco comuns aos dois

Algumas situações podem prejudicar tanto os homens quanto as mulheres e também devem ser evitadas, caso haja o desejo de engravidar.

  • Maus hábitos alimentares;
  • Obesidade ou baixo peso;
  • Exposição a agentes químicos, pesticidas e agrotóxicos;
  • Uso de cigarro, álcool e outras drogas;
Esterilidade e infertilidade não são a mesma coisa

É muito comum que as pessoas confundam esterilidade com infertilidade, usando os dois termos como sinônimos. Contudo, são nomenclaturas diferentes e, principalmente, não querem dizer a mesma coisa.

A primeira diferença é sobre a característica de cada condição. A infertilidade consiste em uma dificuldade para engravidar, que pode ser causada por inúmeros fatores, desde os congênitos até aqueles adquiridos ao longo da vida.

Já a esterilidade é a impossibilidade de produzir aquilo que é necessário para uma fecundação. Ou seja, o homem estéril não consegue produzir espermatozoides. E a mulher estéril não consegue produzir óvulos. A falta de um ou do outro gameta impossibilita a fecundação e, claro, a gravidez.

Outra diferença é em relação ao tratamento. A infertilidade é reversível, desde que seja feito o tratamento adequado, de acordo com a especificidade de cada caso. Por outro lado, a esterilidade é irreversível. Não tendo como tratar o problema, não há possibilidade de uma gravidez.

Agora você já sabe como saber se pode ou não ter filhos ou, ao menos, já esclareceu algumas de suas dúvidas. Vale lembrar que a infertilidade não tem sintomas. Logo, além de ficar atento às doenças que podem prejudicar uma fecundação, é fundamental buscar ajuda médica para diagnosticar qualquer doença ou alteração de forma correta. Procure o seu médico ginecologista e siga as orientações dele para que, juntos, vocês consigam encontrar uma solução e alcançar a tão sonhada gravidez.

Veja alguns famosos que fizeram tratamento para engravidar.

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Quais hábitos podem garantir uma melhor qualidade de vida e envelhecimento?

Tue, 09/07/2021 - 10:00

Quem não quer envelhecer bem e com saúde? Todos nós queremos, não é verdade? Do ponto de vista físico, a saúde vascular é uma das áreas que mais demandam atenção. Isso porque os vasos sanguíneos são especialmente afetados por uma doença grave, que exige cuidados e que pode ser evitada a partir dos bons hábitos de vida. Estamos falando da aterosclerose.

A aterosclerose é uma doença inflamatória caracterizada pelo surgimento de placas de gordura dentro das artérias. O excesso de gordura impede que a circulação sanguínea aconteça naturalmente, evitando que o oxigênio e outros nutrientes cheguem aos órgãos e tecidos do organismo.

O entupimento também favorece o surgimento dos trombos, que são coágulos formados por causa do sangue represado. Esses trombos bloqueiam a passagem de sangue e de oxigênio e podem causar, nas veias, a trombose e a embolia pulmonar.

Fatores de risco para o surgimento de doenças

Fatores de risco são situações, condições e hábitos que influenciam no surgimento ou agravamento de doenças. Existem aqueles fatores que não podem ser modificados e os que podem sim ser melhorados. Saiba mais a seguir:

Fatores de risco imutáveis

São chamados imutáveis porque não podem ser alterados. Portanto, resta ao indivíduo conhecê-los e usá-los como um alerta. Desta forma, é possível se antecipar ao surgimento de determinados problemas de saúde. 

Idade

Não é possível parar o tempo. A idade chega para todos e, junto com ela, o envelhecimento das células, tecidos e órgãos. Assim, temos um organismo mais frágil e suscetível às doenças à medida que o tempo vai passando.

Gênero

Algumas doenças também são mais comuns em homens ou mulheres. Um exemplo são as varizes que menos frequentemente atingem o público masculino, mas é extremamente comum no público feminino.

Passado

O passado também não pode ser modificado. Portanto, se você já sofreu algum tipo de doença anteriormente, como infarto, por exemplo, está muito mais suscetível a um novo evento do tipo. 

As doenças com potencial genético também estão inclusas aqui. Alguns problemas de saúde são considerados de ordem hereditária. Então, se um familiar seu tem ou já teve alguma doença com esta característica genética, é possível que você também a tenha.

Telômeros

Os telômeros são a parte final do cromossomo que determina o envelhecimento celular. É por isso que algumas famílias são mais longevas do que outras. A explicação está, entre outros fatores, no tamanho do telômero presente no DNA daquelas pessoas que pertencem à mesma linhagem.

Se não é possível mudar esses fatores, por que conhecê-los? Para facilitar o diagnóstico da doença e ficar atento aos sintomas. Precisamos lembrar que a Medicina é, antes de tudo, preventiva e não apenas voltada para o tratamento de doenças.

Fatores de risco mutáveis

São considerados mutáveis porque podem ser modificados, assim o indivíduo queira e faça por onde essa mudança aconteça. Esses fatores são hábitos ruins que, sozinhos ou em conjunto, aumentam o risco de doenças, principalmente as cardiovasculares. São eles:

Tabagismo

O cigarro é considerado o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, podendo causar hipertensão, infartos, AVC, aneurisma e claudicação intermitente.

Sedentarismo

A falta de exercício físico também favorece o surgimento de doenças porque atrapalha a circulação sanguínea, contribui para o sobrepeso, para o estresse e noites mal dormidas.

Álcool em excesso

Estudos afirmam que um pouco de álcool é eficaz para a dilatação das veias. Já o resveratrol, substância presente no vinho, tem poder antioxidante e ajuda a manter as células longe do envelhecimento precoce. O problema do álcool é o excesso, pois causa envelhecimento vascular e aumenta o risco de várias doenças.

Dislipidemia

É o nível elevado de placas de gordura no sangue, que também pode ser chamado de colesterol elevado. É um fator de risco grave para a aterosclerose.

Obesidade

A ingestão de alimentos muito calóricos tem contribuído para o ganho de peso em todas as faixas etárias do indivíduo, comprometendo a saúde vascular.

Diabetes e hipertensão descontrolados

O diabetes e a hipertensão, conhecida como pressão alta, são doenças com forte fator genético, mas que podem e devem ser controladas com medicação, dieta e acompanhamento médico. Logo, são consideradas mutáveis.

Fator trombogênico

O mesmo acontece com o fator trombogênico. Quem sofre com trombofilia, por exemplo, está mais suscetível à oclusão vascular. Portanto, também deve ficar atento aos sintomas e realizar acompanhamento médico.

Estresse

O indivíduo pode sofrer com o estresse no trabalho, na escola, em casa ou na rua. E a cada vez que esse estresse se torna mais frequente, maiores são os danos à saúde vascular. 

Sono ruim

O sono deve ser reparador. Quando o indivíduo não dorme bem, a inflamação no corpo aumenta, as doenças inflamatórias também e ele se sente menos disposto ao longo do dia seguinte, além de mais estressado também.

Então, quais hábitos garantem uma vida com mais qualidade e saudável?

Conhecendo os fatores de risco que facilitam o surgimento de doenças, é mais fácil identificar aqueles hábitos que devem ser cultivados para se manter mais saudável. Então, as dicas são:

Tenha bons hábitos alimentares: reduza os alimentos prontos, industrializados e prefira os naturais, mais nutritivos e pouco calóricos.

Faça atividades físicas regularmente: não precisa ir à academia se não gostar, mas faça alguma atividade do seu interesse. Vale fazer caminhada, dançar, andar de bicicleta, se exercitar em casa. O que não pode é ficar parado.

Deixe o cigarro de lado: largar o vício do cigarro não é uma tarefa fácil, mas é necessário dar o primeiro passo. Para auxiliar neste processo, você pode contar com a ajuda de medicamentos, terapias e acompanhamento médico.

Evite o álcool ou reduza ao máximo a ingestão: ainda que o álcool tenha alguns benefícios, a sua ingestão não deve ser estimulada. Portanto, quem bebe deve reduzir o consumo e quem não bebe, assim deve permanecer.

Fuja do estresse: evite situações estressantes, tenha momentos de lazer e procure amenizar situações naturalmente estressantes no seu dia a dia.

Perca peso: emagrecer é peça-chave no combate às doenças cardiovasculares. Faça dietas, exercite-se todos os dias e procure a ajuda de profissionais especialistas no assunto, como endocrinologistas e nutricionistas, para resultados mais satisfatórios.

Durma bem: exercício físico, dieta, boa alimentação e controle do estresse são fundamentais para uma boa noite de sono. Organize-se para dormir e acordar no mesmo horário e tenha uma noite de sono realmente restauradora.

https://youtu.be/Qv-x5swpBbM

 

Visite o seu médico regularmente: como já dissemos, a Medicina deve ser preventiva e não deve ser vista apenas como algo para tratar doenças. Por isso, ir ao médico deve ser um hábito cultivado. 

Doenças vasculares, ginecológicas e muitas outras, quando diagnosticadas precocemente, são tratadas com facilidade e os resultados são mais satisfatórios. Então, se você é daqueles que só vai ao médico quando sente que algo não vai bem, é hora de modificar essa prática.

Como vimos, uma vida com qualidade, longeva e feliz é possível, desde que os hábitos saudáveis sejam cultivados todos os dias e não apenas depois que algum problema é detectado. É preciso cuidar do corpo hoje para evitar problemas no futuro. É assim que se pratica e se vive o envelhecimento saudável.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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O que é bom para aumentar a fertilidade?

Thu, 09/02/2021 - 10:00

Procurando dicas para aumentar a fertilidade e engravidar mais rapidamente? Em primeiro lugar, é preciso saber que a fertilidade é um acontecimento natural do corpo humano, que consiste na capacidade de reprodução e gestação de forma natural, sem intervenção externa.

Para isso, espermatozoides e óvulos, os responsáveis pela gravidez, devem estar saudáveis. Além disso, o casal precisa manter relações sexuais dentro do período fértil da mulher, essencial para que haja o encontro entre o gameta masculino e o gameta feminino.

Sabendo disso, vejamos a seguir algumas dicas importantes para aumentar a fertilidade e potencializar as chances de um casal finalmente alcançar uma gestação saudável e feliz.

Probabilidade de uma gravidez natural

De uma maneira geral, a probabilidade de um casal jovem e saudável engravidar varia entre 15% e 20%, a cada ciclo menstrual da mulher, caso eles façam sexo com a frequência adequada, respeitando o período fértil e sem usar contraceptivos.

Atendendo a todos esses requisitos, é esperado que a gravidez aconteça em até doze meses, após o início das tentativas, sendo que a grande maioria consegue engravidar nos primeiros seis meses. Caso isso não aconteça, é necessário investigar a presença de algum problema de fertilidade.

Além do fator idade, que influencia drasticamente na reserva ovariana e, consequentemente, na fecundação dos óvulos, temos também as doenças que podem afetar tanto o homem quanto a mulher e impedir a gestação por vias naturais.

Como aumentar a fertilidade

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações com frequência, dentro do período propício para uma gravidez, algumas mudanças de hábitos podem ser definitivos para potencializar a fertilidade e garantir uma gestação natural. Saiba o que é possível fazer:

Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação saudável não é interessante apenas para uma vida com mais qualidade, mas também para facilitar um processo de gravidez. Inclua no seu cardápio os alimentos naturais e reduza os industrializados, ricos em açúcar e gordura.

Consuma mais frutas, legumes, verduras, vegetais, peixes, aveia, cereais integrais, sementes, oleaginosas, leguminosas e ovos. São alimentos ricos em vitamina B, vitamina A e vitamina E, além de outros nutrientes essenciais para o equilíbrio hormonal e para a saúde do organismo.

Evite o consumo excessivo de café

Não precisa abrir mão do seu café diário, mas evite os excessos. Consuma uma ou duas xícaras pequenas pela manhã e evite a bebida no restante do dia. Ingerir muita cafeína pode ser prejudicial à fertilidade feminina. 

Lembrando que a cafeína está presente também em chás, energéticos e alguns tipos de refrigerante.

Largue o cigarro

Já sabemos que o cigarro é prejudicial para a saúde do corpo como um todo. Em relação à fertilidade, não seria diferente. O cigarro possui em sua composição diversos ingredientes nocivos à saúde do útero, dos ovários e óvulos e também dos espermatozoides.

Mesmo que consiga engravidar mantendo o hábito de fumar, a mulher corre um grande risco de sofrer um aborto espontâneo ao longo da gravidez. Portanto, se o seu desejo é aumentar a fertilidade, largue o cigarro o quanto antes.

Evite o consumo de bebidas alcoólicas

Apesar de não serem tão agressivas ao organismo como o cigarro, as bebidas alcoólicas devem ser ingeridas com moderação, pois também prejudicam a gestação natural.

Reduza o estresse

Inclua momentos de descanso e de lazer na sua rotina, por mais atribulada que ela seja. Combater o estresse é importante para evitar o envelhecimento precoce das células e também as alterações hormonais, danosas ao sistema reprodutivo.

Faça atividades físicas

As atividades físicas mantêm o corpo mais saudável, forte e resistente a doenças e agressões externas, promovendo um ambiente propício e seguro para a gestação de um bebê. 

Se exercitar também reduz a ansiedade, inibe os picos de estresse e melhora o sono potencializando a saúde do homem e da mulher.

Além disso, o exercício físico ajuda a regular o peso corporal, reduzindo o acúmulo de gordura e combatendo o sobrepeso, outro fator que compromete a fertilidade natural. Contudo, convém evitar os excessos.

Não faça uso de drogas

Drogas, sintetizadas ou naturais, também devem ficar longe de quem está tentando engravidar, pois dificultam o processo devido às substâncias que as compõem.

Não se exponha a produtos químicos

Pesticidas, solventes, produtos sintéticos, agrotóxicos e outras substâncias similares atrapalham bastante a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres. 

Algumas destas substâncias estão presentes em cosméticos, produtos de limpeza e higiene, alimentos, alguns enlatados, produtos plásticos etc. Leia os rótulos e saiba mais sobre a origem dos produtos que você consome.

Mantenha um peso saudável

Usando o cálculo simples do IMC (Índice de Massa Corporal), é possível saber se o indivíduo está dentro do peso ideal ou não. Assim, devem ser traçadas metas saudáveis para reduzir o percentual de gordura, ou aumentá-lo, se for o caso, e manter o peso equilibrado.

Mulheres obesas ou muito magras têm dificuldade em engravidar porque o peso afeta diretamente os processos ovulatórios e os ciclos menstruais.

Não consigo engravidar de jeito nenhum. E agora?

Você e o seu parceiro possuem todas as características de um casal apto a engravidar de forma espontânea, seguiram todas as dicas listadas aqui, mas o resultado positivo ainda não veio?

É hora de buscar ajuda médica e tentar entender quais são os motivos que estão impedindo a gestação. Como dissemos, um ano é o prazo máximo para que um casal jovem e saudável engravide naturalmente. Muitos têm êxito em apenas 6 meses de tentativas.

Se não for este o seu caso, convém buscar a orientação médica de um especialista em fertilidade e reprodução humana.

Através de exames clínicos e avaliação do histórico de vida e da genética dos futuros pais do bebê, o médico fará o diagnóstico da causa da infertilidade e traçará estratégias para driblar esse problema, alcançando o resultado tão esperado pelos dois.

Lembrando que tanto o homem quanto a mulher podem apresentar impedimentos reprodutivos. Apesar de ser muito comum que essa responsabilidade recaia sobre a mulher, o fato é que os dois devem ser investigados, uma vez que a infertilidade não está restrita a nenhum indivíduo.

Agora que você já sabe o que é bom para aumentar a fertilidade, já pode colocar as dicas em prática e ampliar as chances de ter uma gestação de forma natural e mais rapidamente. Lembrando que estamos falando de qualidade de vida em geral e não de hábitos que serão incorporados por alguns dias e deixados para lá depois. Cuide do seu corpo, da sua saúde, siga as orientações listadas aqui e, caso ainda não consiga engravidar, procure ajuda de um médico especialista no assunto.

 

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O que é o envelhecimento saudável?

Tue, 08/31/2021 - 09:20

Envelhecer de forma saudável é o desejo de todos nós. Afinal, o processo de envelhecimento é natural e biológico. Já que não é possível evitar, que possamos, ao menos, fazer com que essa fase aconteça da melhor forma possível. Mas, para isso, precisamos saber no que consiste o envelhecimento saudável. Será que atividade física e boa alimentação são suficientes para atingir esse patamar? O que é, de fato, considerado envelhecer com qualidade?

Como definir o envelhecimento saudável?

Envelhecimento saudável pode ser definido como um processo de envelhecimento, em que o indivíduo permanece ativo, além de manter todas as suas necessidades físicas e mentais em funcionamento pleno ou, pelo menos, regular.

Ou seja, envelhecer saudável é envelhecer bem, com a adoção de hábitos considerados saudáveis em todos os campos da vida e não só no aspecto físico, que é o mais estimulado quando falamos em vida longa e com qualidade.

Então, envelhecer com saúde envolve o bem-estar físico, mental, emocional, social e, por que não dizer, financeiro também. Significa experimentar uma velhice com mais segurança, boa expectativa de vida, saúde e amigos.

É, na verdade, um conjunto de ações com um objetivo em comum: chegar em uma idade avançada, conservando toda a potencialidade do indivíduo, dentro daquilo que for possível fazer e de acordo com as limitações típicas da idade.

A busca pela juventude eterna

Práticas para retardar a velhice estão se tornando cada dia mais populares, até mesmo entre o público jovem, ansioso por estender pelo maior tempo possível as suas características vívidas e conservadas.

É o movimento antienvelhecimento, ou anti-aging, que envolve o uso de cosméticos, procedimentos estéticos e outras táticas com o objetivo exclusivo de evitar os sinais claros do envelhecimento e manter-se jovem por muito mais tempo. Outras estratégias visam manter o corpo em órimo funcionamento, como o sistema imunológico, por exemplo.

Apesar da popularização contínua dessas ações, é preciso entender que não existem fórmulas prontas para se manter jovem eternamente. O que existe e deve ser estimulado é a busca pelo envelhecimento saudável, uma vez que esta é uma característica natural de todo indivíduo.

Então, em vez de pensar em ficar eternamente jovem, por que não traçarmos estratégias hoje para que tenhamos uma velhice mais próspera, saudável e feliz?

Reforçando a ideia, lembramos que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estabeleceu o período de 2021 a 2030 como a década dedicada ao envelhecimento saudável, não só com o objetivo de ampliar os anos de vida do indivíduo, mas pensar em medidas para melhorar essa fase.

Portanto, envelhecer não deve ser visto como algo negativo, mas um privilégio. Já dizia meu avô: “A alternativa é muito pior.” Além disso, é importante desfazer a ideia de que envelhecer é sinônimo de doença e vulnerabilidade. E é nesse ponto que entra o envelhecimento saudável como única alternativa possível para combater essa ideia tão difundida.

https://youtu.be/Qv-x5swpBbM

Importância do envelhecimento saudável ativo

O envelhecimento saudável, como já dissemos, envolve todas as esferas da vida do indivíduo. E também tem a ver com a participação ativa dele em todas essas áreas. 

Assim, consideramos que alguém segue uma velhice saudável quando procura seguir um cardápio nutritivo diariamente, quando se movimenta com frequência, e quando está longe de hábitos altamente nocivos, como o cigarro e o álcool.

Também podemos incluir o controle de doenças, o devido acompanhamento médico, as atividades intelectuais, a participação no trabalho para aqueles que ainda estão na ativa e a contribuição em atividades voluntárias para os que estão aposentados

Além disso, o exercício da cidadania, a participação em grupos locais de convivência, como igrejas, associações e grupos de dança também fazem parte de uma vida socialmente ativa.

Então, não basta fazer uma caminhada todos os dias e seguir uma dieta prescrita pelo médico. Envelhecer saudável é isso, mas é muito mais. É envelhecer mantendo a sua participação na sociedade, de acordo com as suas características atuais. 

É continuar contribuindo para o bem-estar da família, dos amigos e da sociedade em geral dentro do que ele consegue fazer, mesmo que com algumas limitações em determinados casos. E por que isso é tão importante?

Quando se mantém ativo, o indivíduo consegue ficar mais tempo afastado dos problemas de ordem funcional, garantindo uma independência maior na execução de suas atividades e sofrendo menos com as comparações e as limitações externas e internas.

Uma vida social ativa também deixa o indivíduo com o organismo fortalecido e menos suscetível às doenças físicas, mentais e emocionais. 

Os cuidados começam ainda na juventude

Os jovens de hoje são os idosos de amanhã. O que essa frase quer dizer? Para termos um envelhecimento saudável no futuro, precisamos começar esse projeto de vida durante a juventude. O intuito é a prevenção e manutenção da saúde e não apenas o conserto do que já não funciona tão bem.

Então, quanto mais cedo houver a conscientização do que deve ser feito e o quanto antes esses hábitos forem postos em prática, melhores serão os resultados.

Como envelhecer da melhor maneira possível

Envelhecer bem não depende apenas de nós, é fato. Uma vida longa e saudável precisa de uma grande rede de apoio que inclui aspectos financeiros, econômicos, educacionais e de saúde. Mas, é possível fazer a nossa parte, executando aquilo que está ao nosso alcance. E o que seria? Conheça agora os cinco pilares do envelhecimento saudável:

Prática de atividade física

Sair do sedentarismo é fundamental para a saúde física e mental de todos. A prática deve ser diária, de acordo com as condições de cada indivíduo.

Alimentação saudável

Focar em uma alimentação consciente e nutritiva é primordial. Alimentar-se não é apenas saciar a fome, mas também se manter saudável, com um peso equilibrado e com o organismo em pleno funcionamento.

Saúde emocional

Não é só o corpo que precisa estar em condições favoráveis, mas a mente também. Se sentir parte de um grupo, capaz de executar atividades importantes, ter autonomia para fazer o que gosta são alguns pontos que elevam a autoestima e favorecem o equilíbrio emocional. Veja artigo sobre a depressão e o envelhecimento.

Convívio social

Estabelecer ou manter o convívio social com amigos, parentes, colegas de trabalho e outras pessoas próximas também sustenta o envelhecimento saudável. É a base de uma participação ativa em sociedade.

Controle de doenças

Fazer o acompanhamento médico de forma regular auxilia no tratamento de doenças, controle de sintomas e prevenção de muitas outras. 

O envelhecimento saudável deve ser visto como um objetivo a ser alcançado a longo prazo, mas com ações executadas a partir do tempo presente. E, claro, reforçando que não se trata de acrescentar muitos e muitos anos de vida, mas viver todos os anos com saúde e equilíbrio físico e mental.

 

Leia também: 5 formas que a ciência tem para prever a morte

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Endoscopia da Coluna – Estenose de Canal

Fri, 08/27/2021 - 13:41

A Estenose de canal é o estreitamento do local por onde passam a medula e as raízes nervosas, dentro da coluna. Essa doença acontece devido ao processo de artrose ou desgaste da coluna que ocorre com a idade associado a uma predisposição genética, e pode restringir os movimentos da perna quando acomete a coluna torácica e lombar, ou de todos os membros quando acomete a coluna cervical. 

De forma mais detalhada, as estenoses de canal podem ser formada por um conjunto de todas aquelas alterações decorrentes do desgaste: as famosas hérnias de disco, bicos de papagaio (osteofitose), cistos facetários, hipertrofia e ossificação de ligamento amarelo e deformidades como as listeses e escolioses. 

A boa notícia é que a endoscopia de coluna, além de ser excelente método de tratamento para as hérnias de disco lombar, também é aplicado para as estenoses da coluna. 

Sintomas Lombares

Os pacientes, geralmente após os 50 anos, quando apresentam estenose lombar começam a se queixar de peso ou dormência nas pernas ao caminhar. Antes conseguiam andar 30 minutos até que os sintomas aparecessem, esse tempo vai reduzindo e após alguns minutos andando, as pernas podem adormecer, perder força ou então doer, e a pessoa é obrigada a parar para descansar, geralmente em posição curvando a coluna. 

Ao curvar a coluna, o canal é ampliado, e o paciente apresenta um alívio imediato, porém transitório dos sintomas. 

Sintomas Cervicais

Se a estenose estiver causando compressão das raízes nervosas (radiculopatia cervical), o paciente se queixará de dor, formigamentos e fraqueza nos braços ou mãos. Se o maior problema da estenose for a compressão medular (mielopatia cervical), poderá haver fraqueza dos membros com rigidez (espasticidade), câimbras, movimentos involuntários, distúrbios esfincterianos e aumento dos reflexos dos membros. Às vezes os pacientes referem uma sensação de choque elétrico no corpo que desce do pescoço em direção aos pés quando fazem uma flexão muito brusca do pescoço, este é o famoso sinal de Lhermitte e está diretamente relacionada ao sofrimento da medula cervical. 

Diagnóstico

O diagnóstico da estenose de canal, assim como de qualquer outra doença, começa por uma boa história clínica e exame físico. Os principais exames complementares utilizados são:

Radiografia simples da coluna (Raio X): podem mostrar os osteófitos (bicos de papagaio) e outras desgastes na coluna ósseas, bem como escorregamentos entre as vértebras (listeses) e outras deformidades.

Tomografia computadorizada: importante para a programação de alguns casos cirúrgicos por mostrar muito bem as estruturas ósseas.

Ressonância magnética: principal exame complementar para avaliação da estenose de canal, por apresentar definição melhor do que qualquer outro exame para avaliação das estruturas neurais e os desgastes presentes na estenose de canal

Eletroneuromiografia: nos dá informação sobre a função dos nervos e dos músculos. Importante para ajudar a definir quais são as raízes nervosas afetadas e qual o grau de acometimento das mesmas. Também ajuda a diferenciar a estenose de canal de outras doenças que afetam o sistema nervoso periférico, como diabetes e alcoolismo.

Potencial evocado motor e sensitivo: muito utilizado para o acompanhamento intra-operatório das cirurgias, para ajudar a preservar e garantir a boa descompressão neural durante o procedimento. Pode também ser utilizado para avaliar a condição da medula e das raízes nervosas antes da cirurgia. 

Tratamento

Dependendo do grau de compressão e dos sintomas, o tratamento pode ser clínico com medicamentos e fisioterapia. Quando não está melhorando, ou então já há prejuízo das funções neurais, a cirurgia deve ser considerada. É sempre importante lembrar que a cirurgia é apenas a primeira etapa do tratamento, que envolve especialmente a prevenção do problema em outros segmentos da coluna. Hábitos de vida saudáveis como alimentação, sono e atividade física tardam o envelhecimento do corpo e consequentemente da coluna. Postura incorreta é também um dos grandes vilões, portanto atenção deve ser dada às atividades do dia a dia, que possam aumentar a sobrecarga na coluna vertebral. Manutenção do peso corpóreo nos níveis adequados e a prática regular de atividade física são medidas preventivas importantes para evitar o desgaste da coluna. Os exercícios mais recomendados são os de baixo impacto, os exercícios isométricos que visam o fortalecimento da musculatura de sustentação da coluna sem forçar as articulações e, evitar os exercícios com carga axial desproporcional às condições físicas do corpo, ou seja cuidado extra com exercícios de musculação que utilizem levantamento de peso!

A técnica de descompressão por vídeo é uma alternativa recente e moderna que permite que o procedimento seja feito em Hospital Dia, ou seja, sem necessidade de internação hospitalar, o paciente faz a cirurgia e cerca 3 horas após o procedimento, vai pra casa andando e geralmente já com melhora dos sintomas.

Perguntas Freqüentes

Qual anestesia se faz para o tratamento endoscópico da estenose de canal?

Se a estenose for foraminal, pode ser realizado o acesso endoscópico transforaminal, e nesse caso, as cirurgias podem ser realizadas tanto com o paciente sob anestesia geral ou sob sedação. A endoscopia interlaminar lombar, utilizada para a estenose de canal central ou estenose de recesso lateral, é realizada sob anestesia geral. Dessa forma, a escolha do tipo de anestesia depende de cada caso, condições do paciente e da preferência do cirurgião especialista em coluna.

Qual o tamanho do corte?

Para as cirurgias endoscópicas de hérnia de disco lombar a incisão é de 7-8mm. Em alguns casos de estenose a incisão pode ser um pouco maior, em torno de 1 a 1,2cm. Ou seja, depende também de cada caso. O importante é que, independente do tamanho do corte, a técnica endoscópico preconiza a afastamento das fibras musculares, ou seja o músculo é totalmente poupado. 

Preciso ficar internado após a cirurgia endoscópica de coluna?

Não. A cirurgia é realizada em sistema de Hospital Dia. O Paciente recebe alta cerca de 3h após o procedimento. 

Após a cirurgia endoscópica, a estenose pode voltar?

Recidiva de hérnia de disco pode acontecer, em nossa casuística em menos de 5% dos casos. No entanto, recidiva de estenose é muito rara. Como o estreitamento de canal demora anos para acontecer, com boa orientação e pequenos ajustes nos hábitos de vida, o paciente pode apresentar cura da estenose após a cirurgia. 

A cirurgia por vídeo é melhor?

Os estudos mais recentes que comparam diferentes técnicas, especialmente para o tratamento de hérnia de disco lombar, mostram a superioridade da endoscopia da coluna, especialmente em termos de alta mais precoce, retorno mais rápido às atividades profissionais e esportivas, menos dor no pós-operatório e melhora funcional mais rápida. Na estenose de canal, está muito claro que as técnicas de descompressão, o que inclui a endoscopia de coluna, é superior às técnicas de fusão (artrodese), mesmo quando há espondilolistese (escorregamento da vértebra). 

 

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências

Amato MCM, Aprile BC, Oliveira CA De. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy : Interlaminar versus Transforaminal Exposição à radiação durante discectomia endoscópica lombar percutânea : interlaminar versus transforaminal. 2019.

Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473

Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814

Ruetten S, Hahn P, Oezdemir S, Baraliakos X, Merk H, Godolias G, et al. Full-endoscopic uniportal decompression in disc herniations and stenosis of the thoracic spine using the interlaminar, extraforaminal, or transthoracic retropleural approach. J Neurosurg Spine. 2018;29(2):157–68. 

Cheng XK, Chen B. Percutaneous Endoscopic Thoracic Decompression for Thoracic Spinal Stenosis Under Local Anesthesia. World Neurosurg [Internet]. 2020;139(May):488–94. Available from: https://doi.org/10.1016/j.wneu.2020.04.199

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Qual o melhor remédio para engravidar rápido?

Thu, 08/26/2021 - 10:00

Engravidar rápido é o desejo da maioria das mulheres e dos casais quando eles decidem que chegou a hora de ter filhos. Para isso, muitos tentam recorrer a métodos ou remédios que possam acelerar esse processo. Mas, será que realmente existe alguma maneira de engravidar mais rapidamente do que o normal? Falaremos mais sobre isso adiante.

Quanto tempo uma gravidez demora para acontecer?

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações sexuais sem proteção durante o período fértil da mulher, o esperado é que a gravidez tenha 80% de chances de acontecer.

Essa porcentagem pode diminuir devido a fatores diversos, como idade mais avançada da mulher, relações que acontecem apenas fora do período fértil, baixa qualidade dos espermatozoides ou outros problemas de fertilidade.

Quando o casal reúne características propícias para a gravidez, o que se espera é que em até 12 meses ele alcance a tão sonhada gestação. Passado esse tempo, é hora de procurar ajuda médica para identificar o que está impedindo a gravidez.

O tempo estimado de gravidez muda quando a mulher tem uma idade mais avançada. Mulheres com mais de 35 anos, por exemplo, podem tentar engravidar de forma natural por até 6 meses. 

O tempo é mais curto porque, quanto mais o tempo passa, menores são as chances da gravidez ocorrer nessa faixa etária. Quanto mais jovem a mulher, mais chances de engravidar rápido ela tem. A probabilidade vai diminuindo à medida que o tempo vai passando.

Depois de um ano de tentativas infrutíferas, essa mulher também deve procurar orientação de um especialista em reprodução para entender o que está acontecendo.

 

Remédio para engravidar rápido: existe?

A resposta é não. Na verdade, até existem alguns medicamentos disponíveis no mercado que prometem corrigir a infertilidade em casos mais leves, como baixa ovulação nas mulheres ou alguma alteração no espermatozoide.

Entretanto, o efeito desses medicamentos é bem mais demorado do que um processo de fertilização natural e do que um tratamento de gravidez. E, claro, qualquer remédio deve ser prescrito por um médico ginecologista, após avaliações individuais de cada caso.

Mais do que pensar em um remédio para engravidar rápido, o casal que deseja ter um filho o quanto antes deve seguir pelo caminho correto que é conhecer o seu corpo, suas limitações, identificar problemas, procurar ajuda médica e fazer os ajustes necessários sugeridos.

 

Como engravidar mais rápido

Para que a gravidez aconteça só existe uma maneira: o óvulo deve ser fecundado por um espermatozoide. A partir daí o embrião é formado e a gestação se inicia. O encontro entre o gameta feminino e o gameta masculino acontece durante o período fértil da mulher. Assim, as dicas são:

  • Conhecer e identificar o período fértil da mulher;
  • Manter relações sexuais durante esse período, sem contraceptivos e em dias alternados para garantir espermatozoides mais fortes;
  • Entender que mulheres mais jovens engravidam mais rápido do que mulheres mais velhas e que o tempo de espera para uma gravidez é diferente nos dois casos;
  • Buscar ajuda médica especializada após um tempo de tentativas frustradas de gravidez para detectar algum problema de fertilidade e começar o tratamento o quanto antes.

 

Como aumentar a fertilidade

A principal estratégia para engravidar é respeitar o ciclo biológico da mulher e manter relações sexuais durante o período fértil. Para ajudar nesse processo, existem alguns hábitos que podem ser adotados:

Manter uma alimentação saudável e favorável à fertilidade
  • Priorize alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos, pois estes interferem na qualidade dos espermatozoides;
  • Alimentos ricos em zinco também fortalecem os espermatozoides. São exemplos o fígado de galinha, a carne vermelha e o feijão;
  • Mulheres devem consumir alimentos ricos em ácido fólico, pois além de ajudar a engravidar, evitam malformações no feto. São exemplos a soja, o trigo e os vegetais e hortaliças de cor verde-escura;
  • Frutas cítricas aumentam a imunidade, reduzem inflamações e infecções;
  • Alimentos ricos em selênio: peixes e ovos;

 

Fazer exercícios físicos frequentemente

A prática diária de atividade física contribui para a saúde geral do organismo e também ajuda na redução de peso, fundamental para a ovulação acontecer.

 

Manter o peso equilibrado

O excesso de gordura prejudica a ovulação e pode atrapalhar a gravidez. Por isso, a obesidade é um fator que impede a gestação rápida. Já mulheres muito magras também enfrentam esse problema, uma vez que não ovulam.

 

Parar de fumar

O cigarro e o álcool são fatores extremamente prejudiciais para a gravidez. Quem está em processo de tratamento para engravidar deve deixar de lado esses hábitos nocivos à saúde.

 

O que pode dificultar a gravidez

Existem diversos fatores que podem comprometer a fertilidade e atrapalhar a fecundação. Podemos citar:

  • Uso de anticoncepcionais: cujo objetivo é justamente evitar a gravidez;
  • Menopausa: fase em que a mulher está deixando de ovular e não pode mais engravidar. O climatério é o período que antecede a menopausa e também dificulta a gestação uma vez que a ovulação é reduzida;
  • Presença de ovários policísticos: os cistos nos ovários provocam irregularidade no ciclo menstrual, comprometendo bastante as tentativas de engravidar;
  • Doenças ginecológicas: obstrução das trompas, inflamações uterinas e endometriose são fatores que também impedem uma gravidez mais rápida;
  • Problemas no homem: sim, o homem também pode apresentar alterações nos espermatozoides, inviabilizando a gravidez;
  • Maus hábitos alimentares, sedentarismo e peso desequilibrado.
E quando a gravidez não acontece, o que fazer?

Quando a gravidez não acontece de forma espontânea, o casal pode optar por um tratamento para engravidar. Existem vários métodos disponíveis e que se encaixam nas características de cada casal. O processo não é demorado e, em alguns casos, um mês é o suficiente para que haja resultados positivos e a gravidez se concretize.

Portanto, em caso de tentativas repetitivas e infrutíferas de tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica. Após uma breve conversa com o casal, o médico pedirá exames para saber como está a saúde dos dois e indicará o que ele acredita ser o melhor método de gravidez, de acordo com as características de cada um.

Como vimos, não há um remédio para engravidar rápido. O que existem são estratégias diversas que podem ajudar o casal a realizar o sonho de ter um bebê. A primeira delas é respeitar o período fértil. Se não der certo, é necessário buscar ajuda médica para identificar possíveis problemas de infertilidade, seguir o tratamento recomendado, além de manter sempre hábitos saudáveis em geral.

Dra. Juliana Amato

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Como funciona o teste de gravidez de farmácia

Wed, 08/25/2021 - 11:57

O teste de gravidez de farmácia é uma maneira prática e acessível de identificar uma possível gravidez. Quando a menstruação atrasa, muitas mulheres recorrem ao teste de farmácia em busca de uma resposta que possa aliviar a ansiedade e aplacar a dúvida em relação à gestação, seja ela desejada ou não. Mas, você sabe como funciona esse tipo de teste? Como ele detecta se a mulher está grávida ou não? Saiba mais a seguir.

Teste de gravidez de farmácia: como funciona e quais são os tipos?

O teste de farmácia tem o objetivo de identificar se a mulher está iniciando uma gestação ou não. Mas, como ele chega nesse resultado? 

O teste leva em consideração a presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana, o HCG. O hormônio é liberado apenas por mulheres grávidas, cerca de 5 ou 7 dias após a fecundação do óvulo, e pode ser detectado por meio da avaliação da urina ou do sangue, mediante um exame laboratorial.

É por isso que se o teste identificar o HCG na urina, ele vai dar um resultado positivo para uma gravidez. E, se não encontrar, vai dar o resultado negativo. 

Em relação aos tipos de testes, existem várias opções no mercado. Os mais comuns usam uma espécie de palheta ou bastão que devem entrar em contato com a urina.

Na hora de mostrar o resultado de cada teste, as listras são as mais populares. Geralmente, duas listras sugerem um resultado positivo, enquanto uma listra sugere um resultado negativo.

Contudo, também temos aqueles testes que já apresentam o nome “positivo” ou “negativo”, um sinal de “+” ou de “-” e, os mais sofisticados, emitem uma espécie de alarme em caso positivo.

Alguns testes também são mais sensíveis e podem identificar a presença do HCG ainda quando ele está em uma quantidade mínima no organismo feminino. Mas, no geral, todos cumprem bem o seu papel.

Teste de farmácia é confiável?

Desde que todo o processo seja feito corretamente, o teste de farmácia é confiável, sim. Em 99% dos casos, o resultado é preciso. Esta é uma ótima porcentagem, principalmente se levarmos em conta o valor custo-benefício do produto e sua simplicidade de execução.

Entretanto, existem inúmeras variáveis que podem interferir no desfecho final. Afinal, quais são os riscos de sair um resultado errado? Existem algumas situações que podem sim comprometer a eficácia do teste de gravidez. Veja só:

Fazer o teste no dia errado

O teste de gravidez deve ser feito depois que a mulher perceber que a sua menstruação está atrasada. Lembre que o hormônio só é liberado quando há a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Ou seja, cerca de 5 dias após a fecundação do óvulo.

Ao fazer o exame antes disso, é possível que o resultado seja negativo, a mulher acredite que não esteja grávida e seja surpreendida depois. Caso o resultado seja negativo e a menstruação não desça, o recomendado é refazer o teste cerca de 3 ou 5 dias depois.

Ainda sobre o melhor momento para realizar o teste, a dica é utilizar a primeira urina que é liberada pela manhã, logo ao acordar. É quando o HCG está mais concentrado, facilitando a identificação através do teste.

Ter um ciclo irregular

Mulheres com ciclos irregulares não conseguem precisar o dia em que a menstruação tem que descer e nem o período ovulatório. Por isso, podem fazer o teste em dias errados e obter um resultado equivocado.

Ciclos regulares são aqueles com a quantidade habitual de dias entre uma menstruação e outra. Quando a mulher tem um ciclo regular de 28 dias, por exemplo, ela está ovulando por volta da metade do ciclo e pode fazer o teste logo alguns dias depois desse período.

Como vimos, o hormônio HCG é liberado alguns dias depois que o óvulo foi fecundado, quando o embrião já se instalou na parede interna do útero.

Quando a mulher tem um ciclo irregular, a dica é esperar mais alguns dias depois da possível ovulação e só depois fazer o teste. E, claro, não descartar o exame de sangue para confirmar ou não as suas suspeitas.

Não executar o teste corretamente

É bem simples usar o teste de farmácia, mas pode sim acontecer algum engano na sua manipulação. O correto é seguir todas as orientações que constam na embalagem, principalmente em relação ao tempo da permanência da palheta em contato com o xixi.

Confira um passo a passo simples:

  1. Faça xixi em um recipiente limpo, de preferência pela manhã cedo;
  2. Insira a ponta do teste na urina e aguarde o tempo indicado na embalagem;
  3. Retire e pouse o teste em uma superfície plana;
  4. Aguarde o tempo informado e confira o resultado.

Nem todos os testes são iguais. Portanto, observe com cuidado todas as recomendações de cada produto.

Dicas na hora de usar o teste de gravidez

Além de seguir todas as orientações listadas anteriormente para um resultado eficaz do teste de gravidez, fique atento aos seguintes pontos:

  • Data de validade do teste;
  • Autorização pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária);
  • Situação da embalagem (não pode estar violada);
  • Algum resultado deve aparecer, negativo ou positivo. Do contrário, o produto deve estar com defeito.
O teste de gravidez de farmácia substitui o exame de sangue?

Não. Apesar da eficácia do teste de farmácia, ele não deve ser o único mecanismo utilizado para atestar ou não uma gravidez. Como pudemos perceber, os testes vendidos em farmácia são produtos que podem sim falhar por inúmeras questões. 

Portanto, o exame de sangue é essencial para confirmar ou descartar a gravidez sendo ainda mais eficaz e rápido na detecção do HCG. Por causa desta característica, o exame de sangue pode ser feito até mesmo antes de a menstruação atrasar.

Assim, se a mulher manteve relações sexuais de forma desprotegida durante o seu período fértil, desconfia que está grávida e quer tirar de vez essa dúvida, ela deve recorrer ao exame de sangue, cujo resultado é imediato e muito mais seguro.

Agora você já sabe como funciona o teste de gravidez de farmácia e sabe também que pode contar com ele para verificar se está grávida ou não. Para resultados precisos e corretos, siga todas as instruções com cuidado, observe o seu ciclo menstrual e faça o exame no dia certo. Lembrando que o teste de farmácia é um grande aliado da mulher nessa fase de descoberta, mas não substitui um exame de sangue e nem uma consulta prévia com um ginecologista.

Dra. Juliana Amato

 

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Quais são os benefícios do Ômega 3 para a saúde?

Mon, 08/23/2021 - 10:00

Você já deve ter ouvido falar muitas vezes sobre o ômega 3 e o quanto ele é importante para a saúde do organismo. Mas, você sabe dizer o que é o ômega 3, quais são as vantagens nutricionais que ele oferece e por que isso acontece? Apesar de ser um assunto muito debatido atualmente, ainda existem muitas dúvidas a respeito do tema e é por isso que resolvemos falar um pouco mais sobre isso.

O que é o ômega 3

O ômega 3 é um tipo de gordura saudável encontrada em peixes, frutos do mar e sementes. Por não ser produzida pelo nosso organismo, para garantir os seus benefícios é necessário ingeri-lo através do consumo destes alimentos.

O ômega 3 é formado por três tipos de ácidos graxos. São eles: ALA, EPA E DHA. Esses ácidos graxos possuem ação anti-inflamatória e a ingestão deles é recomendada para prevenir e tratar problemas inflamatórios corporais, além dos circulatórios.

Popularmente, o ômega 3 também é conhecido como gordura boa ou gordura do bem por causa dos seus efeitos nutritivos. Além dos peixes e das sementes, o ômega 3 também pode ser consumido através da suplementação, com a ingestão de cápsulas.

Ômega 3 e a saúde das artérias

Como vimos, o ômega 3 tem ação anti-inflamatória. E o que isso tem a ver com a saúde das suas artérias? Tudo a ver. Uma das doenças inflamatórias mais comuns e mais perigosas para o indivíduo é a aterosclerose.

A aterosclerose é uma doença inflamatória que promove a formação de placas de gordura dentro das artérias e veias de todo o corpo humano. Essas placas são formadas basicamente por gordura e cálcio.

O acúmulo destas substâncias provoca enrijecimento das paredes das artérias e, com o passar do tempo, causa também a obstrução dos vasos, com formação de trombos, prejudicando o fluxo sanguíneo e a entrega de oxigênio e outros nutrientes para órgãos e tecidos do corpo humano.

A obstrução provocada pela aterosclerose é a grande responsável por doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC (acidente vascular cerebral). O AVC é uma das causas mais comuns de mortes em todo o mundo.

A aterosclerose é uma doença crônica, que não surge de uma hora para outra, mas vai evoluindo com o passar do tempo e a prática constante dos maus hábitos alimentares, além de estar atrelada a vários fatores de risco. 

Por ser uma doença com poucos sintomas, que costumam se manifestar apenas quando o problema está em estágio avançado, a aterosclerose é difícil de ser diagnosticada.

Ômega 3 e o combate à inflamação

A propriedade anti-inflamatória do ômega 3 é o que faz com que essa gordura seja tão valorizada e utilizada no tratamento e combate às doenças inflamatórias, como a aterosclerose.

Essa relação positiva entre o ômega 3 e o controle de doenças cardiovasculares já foi percebido há muitos anos pelos pesquisadores que investigaram a vida dos esquimós, cuja alimentação era baseada em peixes e frutos do mar.

O índice de doenças cardiovasculares entre esse público era muito menor do que entre outras pessoas. O ômega 3 inibia a formação das placas de gordura.

Assim como acontece com a aterosclerose, a ação anti-inflamatória do ômega 3 reduz a incidência de vários tipos de câncer, pois protege as células dos danos celulares, potencializa o funcionamento do cérebro, além de garantir muitos outros benefícios, como veremos a seguir.

Benefícios do ômega 3

E o que mais o ômega 3 pode fazer pela sua saúde? Combater as inflamações é apenas uma das muitas propriedades desta gordura. Veja a seguir todos as vantagens encontradas:

  • Reduz a quantidade de açúcar no sangue, melhorando a resistência à insulina e ajudando a controlar o diabetes;
  • Alívio dos sintomas da artrite, mais uma doença de origem inflamatória;
  • Melhora a visão;
  • Estimula o funcionamento cerebral, prevenindo o envelhecimento precoce;
  • É bom para a memória e para a cognição;
  • Auxilia no tratamento dos sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • Diminui os sintomas da depressão e outras doenças de ordem emocional;
  • Auxilia no processo de emagrecimento e equilíbrio do peso corporal;
  • Reduz os índices de colesterol, mantendo os vasos sanguíneos saudáveis;
  • Ajuda a tratar as doenças respiratórias;
  • Diminui o risco das doenças neurológicas, como o Alzheimer que provoca problemas de memória, falta de concentração e atenção, além de dificuldades de raciocínio;
  • Sua ação antioxidante previne o envelhecimento precoce da pele;
  • Ajuda na recuperação muscular após o exercício físico.
Onde encontrar o ômega 3

O ômega 3 não é produzido pelo corpo humano. Logo, deve ser consumido através da ingestão de suas fontes naturais e as principais são:

Sardinha: em lata ou natural, a sardinha é fonte riquíssima de ômega 3, além de ter bastante cálcio e vitamina D em sua composição.

Arenque: outro peixe rico em gordura boa, mas dê preferência para aqueles criados livres e não em cativeiros, pois estes têm uma concentração menor da substância.

Salmão: além de ser um peixe com uma grande porcentagem de ômega 3 em sua composição, o salmão também é muito saboroso. É considerado um dos peixes mais saudáveis dentre as outras opções, pois possui selênio, potássio e vitamina D.

Atum: pode ser encontrado em lata ou na versão natural, sendo mais uma opção de alimento rico em ômega 3.

Chia e linhaça: duas sementes com alto poder de nutrição, com grande presença de ômega 3 e ricas em fibras. Podem ser usadas em sucos, vitaminas, sopas ou saladas. Contudo, tenha o cuidado de romper a casca antes de digeri-las. O óleo de semente de linhaça também é uma opção interessante.

Nozes: ¼ de xícara de nozes já oferece uma quantidade importante de ômega 3, além de fibras e proteínas.

Feijão, ovos, abóbora, camarão, couve, espinafre, alface, castanhas e azeite também são alimentos com boa oferta de ômega 3 e que devem fazer parte do seu cardápio diário.

Suplementação: a suplementação também é uma opção para quem não consegue atingir a quantidade diária indicada, que é cerca de 250 mg para adultos. Mas, deve ser prescrita por um médico para evitar os excessos.

Importante lembrar que o fato desse ácido graxo ser de extrema importância para a saúde não quer dizer que ele pode ser consumido de forma indiscriminada. O excesso pode causar o efeito contrário ao esperado.

Agora que você já conhece os benefícios do ômega 3 para a saúde, já pode incluir as fontes dessa gordura no seu cardápio e dar mais importância a ela a partir de então. O seu organismo agradece. Caso queira suplementar, busque a orientação de um médico e esteja sempre atento para evitar o consumo inadequado dessa gordura.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Como funciona a fertilização natural?

Thu, 08/19/2021 - 10:00

A fertilização natural ainda é um assunto que desperta muitas dúvidas em homens e também em mulheres. Saber como funciona todo esse processo é fundamental para quem está tentando engravidar, seja de forma espontânea ou com ajuda médica. Se você também tem essa dúvida, a leitura desse artigo é muito importante para você. Confira.

Fertilização natural: o que é?

A fertilização natural é o processo de fecundação de um óvulo dentro do corpo da mulher, sem nenhuma intervenção externa médica. É a maneira natural de uma gravidez acontecer, que também podemos chamar de gravidez espontânea.

 

Como acontece a fertilização natural

A fertilização natural acontece quando o óvulo é liberado pela mulher e encontra no caminho o espermatozoide, liberado pelo homem durante a ejaculação.

O que parece um processo simples e natural, nem sempre acontece tão facilmente por causa de inúmeros fatores, o que leva muitos casais a procurarem um tratamento de gravidez após tentativas frustradas de uma gestação espontânea.

Em primeiro lugar, para que a fecundação aconteça, a mulher precisa ter relações sexuais dentro do seu período fértil. É durante esse período que o óvulo é liberado pelos ovários. Esse processo acontece todos os meses e faz parte do ciclo menstrual da mulher.

Assim, a mulher precisa saber qual é o momento mais propício para manter relações com seu parceiro e, assim, conseguir fecundar o óvulo liberado. Esse óvulo fica disponível por 24 horas. Não havendo fecundação, o óvulo morre.

Muitas pessoas acreditam que o encontro do óvulo com o espermatozoide acontece dentro do útero, mas a verdade é que a fecundação ocorre mesmo ainda dentro das trompas, durante o trajeto desse óvulo para o útero. E esse é o motivo pelo qual as mulheres com trompas obstruídas não conseguem levar uma gravidez adiante.

 

Ovulação, dias férteis e gravidez

A ovulação é o período em que ocorre a liberação do óvulo e acontece por volta de 12 a 16 antes do primeiro dia de menstruação. É uma fase em que há uma liberação maior de hormônio, o corpo se prepara para receber o espermatozoide e para a fecundação.

Os dias férteis são aqueles em que a fecundação, de fato, pode ocorrer, pois é quando o óvulo é liberado pelo corpo feminino. Normalmente, o período fértil se estende do 11º ao 17º dia após a menstruação. São nesses dias que a mulher tem mais chances de engravidar e que as relações sexuais devem acontecer.

Um ponto interessante, e que nem sempre os casais se atentam, é em relação ao papel do espermatozoide nessa fase. Enquanto o óvulo sobrevive apenas 24 horas após a sua liberação, o espermatozoide pode sobreviver até 5 dias dentro do corpo da mulher.

Então, mesmo que a relação sexual aconteça fora do período fértil é possível a mulher engravidar, pois quando o seu óvulo for liberado, ele poderá encontrar o espermatozoide que se encontra por ali há, pelo menos, cinco dias.

Saber de todos esses detalhes é importante quando a mulher deseja engravidar de maneira espontânea porque ela ganha mais autonomia para programar as relações sexuais de acordo com a sua rotina e com as ações do seu corpo.

 

Formação do embrião

Dando prosseguimento ao processo de fertilização natural, quando o óvulo e o espermatozoide se encontram, eles formam o embrião, após algumas transformações celulares. Alguns dias depois, esse embrião chega no útero e se fixa nas paredes do endométrio. A partir daí acontece a tão esperada gestação.

Como dissemos, o processo de fecundação é bem simples, mas nem sempre acontece da forma como o esperado. Tanto o homem quanto a mulher podem apresentar algum problema que compromete ou impede esse encontro entre óvulo e espermatozoide ou não permite a continuidade da gestação. Podemos citar:

  • Baixa reserva de óvulos, muito comum em mulheres com idade avançada;
  • Má qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem;
  • Inflamações pélvicas, mais precisamente na parede do endométrio;
  • Obstruções nas trompas uterinas etc.

Todos esses problemas podem ser corrigidos após intervenção médica em maior ou menor grau, possibilitando a gravidez.

 

Fertilização natural e Fertilização in vitro

Quando o casal não consegue engravidar de maneira espontânea e natural, ele pode procurar um tratamento para gravidez, descobrindo e tratando as causas da infertilidade. Um dos procedimentos mais comuns é a fertilização in vitro, que também é um dos tratamentos com melhores índices de resultados positivos.

A fertilização in vitro acontece em algumas etapas. A primeira delas é a estimulação ovariana em que a mulher recebe alguns medicamentos para que o óvulo amadureça, seja liberado.

Depois de liberado, esse óvulo é capturado pelo médico. Logo em seguida, o homem também tem seus espermatozoides recolhidos. O próximo passo é a fecundação dos gametas (óvulo e espermatozoide) em ambiente externo, fora do corpo da mulher.

Após a fecundação, o embrião fica em cultivo por alguns dias e é transferido para o útero da mulher quando estiver em condições de se desenvolver e começar, de fato, a gestação. Esse é o passo final da fertilização in vitro. Após 12 dias, já é possível ter o resultado do processo.

 

Fertilização in vitro natural

A fertilização in vitro é um procedimento considerado mais complexo e com intervenção médica direta, como vimos na descrição mais acima. Logo, a fecundação não pode ser chamada de natural. Entretanto, também existe a opção da fertilização in vitro com menos impacto na mulher.

Estamos falando da fertilização in vitro natural. Nesse tratamento, a mulher não recebe medicação para estimular a produção de óvulos. É aproveitado o óvulo liberado normalmente durante a ovulação.

A fertilização in vitro em ciclo natural tem algumas vantagens. Um deles é o custo mais baixo do tratamento, tornando-o mais acessível a um número maior de casais. Também não há efeitos colaterais, que normalmente surgem devido aos hormônios utilizados na indução ovariana.

Apesar das vantagens, as chances de fecundação podem ser um pouco mais baixas do que a fertilização in vitro tradicional. O ideal é que a recomendação de um ou outro procedimento para engravidar seja orientado pelo médico que acompanha o casal em seu tratamento de fertilidade.

Com as informações listadas aqui, pudemos saber de forma mais detalhada como acontece a fertilização natural. Podemos defini-la como o encontro espontâneo entre óvulo e espermatozoide, dentro do corpo da mulher, tendo como consequência a gravidez. Para que ocorra, a mulher precisa manter relações sexuais dentro do período fértil e o casal não pode ter problemas de fertilidade.

Havendo algum impedimento da gravidez espontânea, o casal pode optar pela fertilização in vitro clássica, natural ou outros procedimentos disponíveis, sempre com indicação médica e de acordo com as características de cada caso.

 

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Por que devemos nos alimentar com consciência?

Mon, 08/16/2021 - 10:00

Alimentação consciente é a experiência de comer ou beber com atenção total ao que está sendo ingerido. Um processo que começa com a escolha de cada ingrediente ou alimento. Também faz parte da alimentação com consciência a percepção dos impactos dos alimentos sobre o nosso corpo, além de saber o real motivo por trás daquelas escolhas. Mas, por que nos alimentar com consciência é assim tão importante? A seguir, você vai entender os motivos.

Por que investir na alimentação com consciência?

A alimentação consciente é um hábito pouquíssimo praticado. Normalmente, somos acostumados a fazer todas as refeições no modo automático, comendo rapidamente para dar tempo de fazer a tarefa seguinte. Algo comum na vida corrida que levamos.

O fato é que toda essa rapidez e desconhecimento nos estimula a manter uma alimentação errada, dando pouca ou nenhuma atenção aos valores nutricionais dos alimentos, comprometendo a nossa saúde.

Diante disso, podemos listar alguns motivos importantes para que a alimentação consciente faça parte da rotina de todos:

 

Compreensão sobre o que você come

Qual a quantidade de água que você tomou ontem? E o que comeu no almoço? Você sabe? Poucas pessoas têm a resposta para estas perguntas. Quando você pratica a alimentação consciente, é mais fácil ter domínio sobre as suas escolhas e optar pelo que faz bem a você e não pelo que dizem ser o certo.

De acordo com o conceito de bio individualidade, e que tem tudo a ver com a alimentação consciente, o que é bom para um não necessariamente é para o outro. E assim vamos fazendo nossas escolhas baseados no que realmente funciona para nós.

 

Conhecimento aprofundado sobre o seu corpo

Você já deve ter ouvido aquela frase “Somos o que comemos”. De fato, o que consumimos todos os dias possui influência direta no nosso organismo. E essa influência pode ser para o bem ou não. Não é difícil entender isso, uma vez que existem os alimentos que são mais nutritivos e outros nem tanto.

Quando você pratica a alimentação consciente, você consegue perceber como funciona o seu corpo em relação aos alimentos que consome. Como vimos, cada indivíduo reage de forma diferente a determinados alimentos.

Então, ter consciência do que se come permite perceber se algum sintoma ou sensação está relacionado ao alimento ingerido. E, depois, realizar testes substituindo esses itens.

 

Autoconhecimento emocional e alimentar

Quando você pára e começa a perceber o que o motivou a fazer uma refeição, você conhece melhor as suas emoções e suas necessidades biológicas também. Será que você come porque está com fome ou porque está entediado, cansado, nervoso ou ansioso?

 

Registrar as refeições ao longo do dia e também as suas emoções permite fazer um parâmetro e descobrir a relação entre uma coisa e outra. 

Então, se, em um dia, você preferiu um hambúrguer no almoço em vez de uma refeição tradicional, e verificou que estava tensa com um trabalho para entregar, você consegue identificar alguma relação de causa e efeito.

 

Escolhas alimentares melhores

A alimentação consciente permite que você se torne mais seletivo nas suas escolhas diárias, preferindo o que lhe faz bem e evitando ou reduzindo o consumo do que causa desconforto. Você se torna responsável direto pelo que faz consigo mesmo.

 

É claro que não estamos falando de nenhum milagre. Estamos falando de autoconhecimento e responsabilidade. Se você sabe que o doce em excesso deixa você mais cansado e indisposto, além de favorecer o ganho de peso, você vai diminuir, mas não eliminar de vez se não quiser.

 

Alimentação com consciência: a base da dieta anti-inflamatória estratégica

A dieta anti-inflamatória estratégica trata-se de uma reeducação alimentar que ajuda o indivíduo a retirar da sua alimentação aqueles itens com potencial inflamatório e que podem causar doenças ou agravar problemas já existentes..

É aqui que entra a alimentação com consciência. É ela que nos permite identificar, através da observação do nosso corpo, quais são os efeitos de alguns alimentos que comemos na nossa saúde em geral.

Depois que identifica quais alimentos inflamam, o recomendado é que o indivíduo retire-os do seu cardápio ou, ao menos, reduza a sua ingestão. Geralmente, o corpo humano reage bem a agentes externos inflamatórios, mas desde que esteja saudável.

Quando o corpo já está altamente inflamado ou vulnerável por causa de alguma alteração, qualquer novo acréscimo de agente inflamatório pode ser a gota d’água, o que faltava para o copo transbordar.

Então, a dieta anti-inflamatória estratégica estimula o consumo de alimentos naturais que podem influenciar diretamente em um corpo equilibrado e saudável, livre de inflamações.

Para isso, os alimentos possuem em sua composição substâncias conhecidas naturalmente pela ação contrária à inflamação. São antioxidantes, vitaminas, minerais, fibras dietéticas e ácidos graxos. 

A dieta também pode ajudar na perda de peso, apesar de não ser esse o foco. O emagrecimento é esperado porque a base da dieta anti-inflamatória são os alimentos naturais e pouco calóricos.

Além disso, são ricos em fibras que dão saciedade, estimulam o funcionamento do intestino, e também aceleram o metabolismo, agilizando a queima de gordura.

 

E como praticar a alimentação consciente

O primeiro passo é avaliar os seus hábitos alimentares e identificar em que circunstâncias você faz as suas refeições. Perceba o local, as pessoas com quem você divide o espaço, os alimentos que você põe no prato, o que faz enquanto come e como se sente após cada refeição.

 

Na prática, o que você pode fazer:

  • Evitar distrações na hora das refeições, deixando de lado a televisão ou o celular;
  • Dedicar tempo à cada refeição, mastigando bem os alimentos e saboreando cada ingrediente;
  • Escolher um ambiente saudável, calmo e confortável para se alimentar;
  • Fazer a própria comida, se possível, usando ingredientes saudáveis e naturais;
  • Fazer sempre que possível as melhores escolhas dentro de uma oferta variada de opções;
  • Sentar para comer, evitando refeições rápidas todos os dias;
  • Elaborar um diário alimentar e registrar tudo que consome e o que bebe ao longo do dia;
  • Anotar as suas emoções ao longo dos dias e tentar descobrir alguma relação entre elas e a comida;
  • Observar também os sinais do seu corpo, verificando se são consequências de algum alimento, fazendo substituições e observando se há mudança nos sintomas.

Estabelecer uma rotina de alimentação consciente pode não ser algo fácil, devido à rotina agitada das pessoas. Mas, sem dúvidas, é um desafio que vale a pena porque os benefícios são inúmeros, especialmente na questão da saúde do corpo humano, além, claro, do autoconhecimento alimentar e emocional, também essenciais para uma vida com mais qualidade.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Aborto espontâneo: veja alguns sinais que podem indicar um aborto?

Thu, 08/12/2021 - 10:00

Quando um casal consegue engravidar, a descoberta é motivo de comemoração. Novos planos são traçados e a expectativa é de que tudo dê certo e saia como o planejado. Infelizmente, não é sempre que isso acontece. O aborto espontâneo é um dos acontecimentos mais comuns e quase todas as mulheres passarão por isso um dia. Veja a seguir por que isso acontece e como identificar um aborto natural.

Aborto espontâneo: o que é?

Podemos definir o aborto espontâneo como um acontecimento involuntário que põe fim a uma gravidez. Ou seja, o aborto acontece por circunstâncias que não têm relação com o desejo da mulher. Geralmente, ocorre devido a alguma ocorrência anormal na própria gestação.

O período em que há um risco maior de um aborto espontâneo é quando a gestação está entre 12 e 22 semanas, ou seja, por volta dos três meses até cinco meses e meio. Nesse último caso, é chamado de aborto tardio devido ao tempo prolongado da gestação até o momento da interrupção.

Sinais de um aborto espontâneo

Como identificar a ocorrência de um aborto natural? Bom, existem alguns sintomas comuns a essa situação. Saiba mais a seguir.

Sangramento

O sangramento que indica um aborto espontâneo pode acontecer em qualquer fase da gravidez. A mulher pode identificar uma perda pequena ou maior de sangue durante este evento. Acompanhado desse sangramento, podem surgir coágulos sanguíneos, além de uma forte dor abdominal.

Esse momento se assemelha com uma cólica menstrual mais forte do que as tradicionais, com dores não só na região pélvica, mas também na região lombar. Outro ponto importante a se observar é a coloração do sangue que, geralmente, é muito mais vivo quando a gravidez já está um pouco mais avançada.

Bebê deixou de crescer

Uma das formas mais comuns de acompanhamento da evolução da gestação é o monitoramento do crescimento do bebê através do exame de ultrassom. Quando o médico percebe, através desse exame de imagem, que o bebê não está crescendo como o esperado, também é um sinal de alerta que pode indicar a morte do feto dentro do útero da mãe.

Ausência de movimentos do feto

A partir dos dois meses de gestação, algumas mulheres já sentem o bebê fazendo movimentos dentro da barriga. Quando esses movimentos desaparecem por mais de cinco horas seguidas ou após uma perda significativa de sangue é provável que tenha ocorrido um aborto espontâneo.

Além disso, a mulher também pode deixar de sentir todos os outros sintomas que ocorriam enquanto estava grávida, como náuseas, dor nas mamas, sonolência etc. Como a gravidez foi interrompida, os sintomas da gestação também desaparecem.

Quando o aborto acontece devido a alguma infecção interna, a mulher também pode sentir um mal-estar generalizado, uma sensação de que está doente. Alguns sintomas são febre, dor no corpo, calafrios, moleza e desânimo.

O que pode provocar um aborto espontâneo

Como dissemos, o aborto que acontece forma natural é muito comum, especialmente nos primeiros meses da gravidez e atinge uma porcentagem significativa de mulheres gestantes nessa fase. As causas mais comuns do aborto espontâneo são:

  • Idade avançada da mulher: em uma gravidez tardia, os óvulos têm uma qualidade menor, inviabilizando a gravidez;
  • Má formação fetal, geralmente devido a alguma alteração genética e que impede que o embrião se desenvolva;
  • Traumas na região da barriga;
  • Infecções e outras alterações uterinas, como obstrução das trompas;
  • Hipertensão e diabetes descontrolados;
  • Problemas hormonais;
  • Trombofilias;
  • Uso frequente de álcool, cigarro e drogas ilícitas.
Mais comum do que se imagina

O aborto espontâneo é um acontecimento bastante comum e nem todas as mulheres que passam por essa situação conseguem identificar o que, de fato, está acontecendo. Isso porque nem sempre a mulher percebe que o atraso menstrual é, na verdade, uma gravidez.

No entanto, essa gravidez não evolui e em poucos dias ou semanas acontece o desprendimento do óvulo, gerando o sangramento. Diante disso, a mulher pode achar que a menstruação atrasou e depois chegou de maneira um pouco mais intensa, com cólicas e alguns coágulos sanguíneos.

Essa situação é comum e acontece com frequência, principalmente em mulheres jovens, com vida sexual ativa nos períodos férteis do seu ciclo menstrual. 

Se a interrupção tiver ocorrido no comecinho da gravidez, os sinais são mais leves. À medida que a gravidez evolui, os sintomas de um aborto são mais fortes e perceptíveis.

O que fazer após o aborto natural

Quando o aborto espontâneo acontece no começo da gravidez e sem relação com infecções, o aborto espontâneo precoce, geralmente o corpo se encarrega de expulsar qualquer vestígio do embrião através do sangramento vaginal. Nesses casos, a mulher deve procurar um médico para confirmar o ocorrido, mas normalmente não há necessidade de outros procedimentos invasivos.

A cirurgia é indicada nos casos em que o aborto é tardio, ou seja, quando acomete a mulher em um estágio mais avançado da gravidez. Nesses casos, algum material pode ficar retido dentro do útero, sendo necessário fazer a retirada desse excesso.

Como lidar com o psicológico após o aborto natural

O aborto espontâneo é uma situação muito difícil para o casal que está planejando uma gravidez ou que, mesmo sem planejamento, já estava se adequando à nova realidade. Para a mulher, é algo bem mais complexo, principalmente porque a gestante se sente culpada pelo ocorrido, na maioria das vezes.

Quando o casal está realizando um processo de gravidez assistida, após meses tentando engravidar de forma natural e sem sucesso, o aborto pode ser ainda mais estressante. A orientação principal é tentar entender o que houve e descobrir as razões que impediram a gestação de prosseguir.

Em seguida, o casal já pode fazer uma nova tentativa, dessa vez com muito mais chances de a gravidez dar certo, já que todas as precauções serão tomadas para que o problema não se repita na próxima gestação.

Mais importante ao casal, no entanto, é acolher a dor e a tristeza e se permitir viver o momento de perda, sem buscar culpados ou desistir de engravidar por achar que nunca vai conseguir. Com um acompanhamento médico contínuo e bem realizado é possível alcançar o tão esperado sonho da gravidez.

 

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O que é uma alimentação consciente?

Mon, 08/09/2021 - 10:00

Você saberia dizer, com certeza, quais alimentos consumiu dois dias atrás? É muito provável que você não tenha uma resposta completa para esta pergunta. A grande maioria das pessoas não sabe dizer nem o que comeram no café da manhã no dia anterior, ou precisam fazer um grande esforço para obter esta informação. Quando falamos em alimentação consciente, estamos falando em ter clareza sobre o que se ingere diariamente. Além disso, compreender como aquele alimento impacta na sua vida e na sua saúde. 

O que é alimentação consciente?

Seguir uma alimentação consciente é se alimentar com discernimento, sabendo o que está comendo, por que está comendo determinado alimento, identificando de que forma aquele alimento impacta na sua saúde física e mental.

Você pode até falar “Ah, meu prato tem arroz, feijão e carne. Como ser mais consciente do que isso. Eu sei certinho o que tem no meu prato”. Tudo bem, mas você sabe por que escolheu estes alimentos para comer hoje? Sabe como o seu corpo reage a eles? Já fez essa relação algum dia?

A consciência é justamente o contrário do desconhecimento, da aceitação simples e fácil do que lhe é imposto ou determinado sem questionamentos. 

Você come esse alimento porque gosta, porque não deu tempo de fazer outra coisa ou porque todo mundo está comendo e este é o hábito da sua família e pronto?

Outra pergunta que vale a pena fazer para despertar a consciência ao se alimentar é o objetivo da sua alimentação. Você come porque está com fome ou porque está ansioso, nervoso, triste, irritado, cansado, etc?

Quando você percebe quais são os impactos dos alimentos na sua vida e como a sua forma de se alimentar contribui para isso, é muito mais fácil entender como tudo funciona e, assim, despertar a sua consciência alimentar.

Por que estimular uma alimentação consciente?

Qual é a razão disso tudo, de tanto falar em alimentação consciente? Simples. É através da alimentação consciente que podemos mudar a nossa relação com os alimentos que pomos no prato e saber, finalmente, como eles estão associados à nossa saúde.

Vez ou outra você faz isso, acredito. Quando diz “Ah, não como tal alimento porque ele me deixa com azia, sonolenta, com prisão de ventre, etc”.

A vida corrida, estressante e movimentada normalmente impede que tenhamos essa consciência em relação a todos os alimentos. Principalmente quando os sintomas que eles despertam não são assim tão perceptíveis.

Por isso, a importância de criar o hábito de escolher bem o que pôr no prato, de acordo com as nossas necessidades, e perceber no corpo os resultados daquela escolha. A partir daí, avaliar se é viável continuar se alimentando daquela forma ou se é melhor fazer as devidas substituições.

Bio Individualidade na alimentação: o que significa

Bio quer dizer vida e individualidade é um conjunto de características próprias e específicas, que todos nós temos. Em resumo, bio individualidade quer dizer que todos nós, seres humanos e vivos, temos prazeres, gostos, corpos e organismos diferentes.

E como usar o conceito de bio individualidade na alimentação? Ora, se somos indivíduos diversos, naturalmente uma comida que funciona bem para um pode não funcionar tão bem para o outro. 

Cada corpo funciona diferente um do outro. O que faz bem para mim pode não fazer bem para você. Ainda que eu consuma a mesma fruta que você, em mim esta fruta pode despertar algum mal-estar e enquanto para você pode ser bastante saborosa e confortável.

Vivenciamos isso diariamente dentro da nossa casa, no ambiente de trabalho ou na escola. Acontece com crianças, adolescentes, adultos e idosos. Somos seres diversos, apesar de termos muito em comum.

E é por isso que não é possível indicar uma dieta única para todo mundo. Claro que existem aqueles alimentos que são considerados saudáveis para todos e precisam fazer parte de um cardápio regular, mas até mesmo estes podem e devem ser substituídos por similares, caso o organismo do indivíduo não responda bem à sua ingestão.

A importância do autoconhecimento na alimentação

Perceber como o seu corpo funciona e reage a cada alimento que você consome. É isso que chamamos de autoconhecimento alimentar. Alimentos são usados para saciar a fome, mas a composição de alguns deles pode prejudicar o funcionamento do organismo.

Além disso, é fundamental identificar o que leva você a se alimentar de determinada forma. E só é possível perceber isso fazendo uma avaliação diária em cima dos seus hábitos alimentares. Então, vale a pena se questionar:

Como você faz as suas refeições? Em que ambiente esse momento acontece? Qual horário e por quê? Com quem você divide esse momento e qual o motivo disso? Como você se sente?

Quais alimentos consome e por quê? Como se sente depois de ingeri-los? Acha que algum deles não cai bem?

Como o seu corpo está atualmente? Disposto ou sonolento? Sente dores frequentes? Está acima do peso? 

Tudo que consumimos impacta na nossa saúde física e mental e no nosso bem-estar, afinal, nós somos o que comemos. Quando tivermos total consciência disso, será muito mais fácil fazer as escolhas corretas desde o café da manhã até o momento da ceia.

Como aprender a se alimentar de forma consciente

Devido à vida agitada que todos nós levamos é compreensível que nem todas as pessoas consigam fazer um acompanhamento consciente do que comem. Mas, tudo é uma questão de hábito e com algumas dicas é possível fazer isso dar certo. Veja só:

  • Entenda o motivo da sua fome
  • Valorize o horário das refeições
  • Evite ver televisão ou ficar ao celular durante o tempo em que se alimenta
  • Mastigue bem os alimentos e sinta o sabor deles
  • Coma coisas gostosas e que lhe façam se sentir bem
  • Comece um diário alimentar (veja o livro Dieta Antiinflamatória Estratégica)
  • Observe as reações do seu corpo
  • Faça as alterações necessárias

A alimentação consciente é a peça-chave para que possamos transformar a nossa relação com a comida e, finalmente, perceber como ela faz bem ou mal para o nosso corpo. Os alimentos não são iguais e nossos organismos também não. E quando o corpo apresenta sinais de desequilíbrio, o primeiro ponto a observar é a forma como estamos nos alimentando. Para isso, invista em uma boa dose de autoconhecimento. Uma prática que deve ser diária e constante. 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Agosto – Mês do Aleitamento Materno: Amamentar pode evitar obesidade infantil e diabetes

Fri, 08/06/2021 - 09:35

Você que está grávida ou com bebê pequeno já pensou sobre amamentação? Ao contrário do que muitos pensam, sucesso na amamentação em geral exige muita informação e rede de apoio. Os benefícios de amamentar seu bebê são inúmeros. No entanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 38% das crianças no mundo são amamentadas exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses de vida.

 

A última pesquisa sobre aleitamento feita pelo Ministério da Saúde, abrangendo todo o país, ocorreu em 2009 e apontou que somente 41 % das crianças menores de seis meses recebem alimentação exclusivamente por aleitamento.

 

A amamentação pode reduzir o risco de excesso de peso ou obesidade infantil, e de diabetes. Além disso, o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, melhorando inclusive aspectos imunológicos. Como se não bastassem os benefícios para o bebê, as mamães que amamentam têm menor risco de câncer de mama, ovário, e perdem peso mais rapidamente após a gestação.

 

Sabemos que amamentação não é fácil. A mulher deve estar preparada desde a gestação. E manter-se bem informada sobre as possíveis dificuldades, os erros de pega, os mitos envolvendo o aleitamento… tudo isso ajuda no sucesso da amamentação.

 

Se você deseja amamentar seu filho, informe-se e peça ajuda aos profissionais que lhe assistem e à sua família!

 

Com ajuda, o sucesso é mais fácil!

Dra. Lorena Lima Amato

 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Para quem a fertilização in vitro é indicada?

Thu, 08/05/2021 - 10:00

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes em um tratamento de gravidez. O procedimento é um pouco mais complexo do que os demais métodos, uma vez que os embriões são fecundados fora do corpo da mulher e transferidos para o útero posteriormente. Saiba mais sobre a fertilização in vitro e em quais situações ela é indicada.

O que é a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica utilizada para ajudar casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de engravidar. O processo é dividido em várias etapas que incluem:

  • Estimulação ovariana;
  • Captura de óvulos de boa qualidade;
  • Captação de espermatozoides sadios e fortes;
  • Fecundação em ambiente externo;
  • Introdução do embrião no útero da mulher.
Indicações da fertilização in vitro

Quando o casal procura uma clínica de reprodução assistida para tentar engravidar, ele ainda não sabe o que está impedindo a gestação natural. Portanto, a indicação de um ou outro método depende do resultado da investigação médica. Alguns dos casos mais comuns são:

Baixa reserva ovariana

Diferente do homem que produz espermatozoides durante toda a sua vida, a mulher possui uma reserva única de óvulos, que começam a ser liberados logo que ela inicia o seu ciclo reprodutivo, ou seja, quando começa a primeira menstruação.

Todos os meses esses óvulos são liberados dentro do ciclo menstrual e vão diminuindo na sua quantidade à medida que o tempo vai passando. A idade, portanto, é uma das principais causas da baixa produção de óvulos pelo corpo feminino.

Por causa dessa baixa reserva, a fecundação espontânea se torna mais difícil de acontecer, uma vez que há poucos óvulos à disposição dos espermatozoides. E a fertilização in vitro pode resolver esse problema através da estimulação ovariana.

Baixa produção de espermatozoides

Os homens produzem espermatozoides durante toda a vida, mas também podem apresentar redução nesse processo devido a algumas situações específicas como ejaculações frequentes ou alguma doença que atinja o seu sistema reprodutor.

Além disso, alguns espermatozoides podem não ser fortes o suficiente para viabilizar uma fecundação. Nesse caso, a FIV também é uma indicação precisa e correta.

Como vimos anteriormente, uma das fases da fertilização in vitro é a coleta e a escolha de espermatozoides saudáveis, com mais chances de fecundar um óvulo com sucesso.

Obstrução tubária bilateral

A obstrução das trompas é uma condição prejudicial à gravidez e que pode trazer consequências danosas à mulher, caso a gestação aconteça. 

As trompas desempenham um papel fundamental durante o processo de fecundação. São elas que capturam o óvulo liberado durante a ovulação e é dentro das trompas que acontece o encontro entre óvulo e espermatozoide. 

A obstrução tubária bilateral, que atinge as duas trompas, não só dificulta a gestação, mas também a torna extremamente arriscada. Essa obstrução pode fazer com que a gravidez ocorra dentro das tubas uterinas, gerando o que chamamos de gravidez ectópica, ou seja, fora do útero.

Quando isso acontece, a gravidez não evolui e o crescimento do feto pode causar o rompimento das trompas, causando desde hemorragias e dores fortes até a morte da mulher.

Caso suspeite desse problema, o médico pode solicitar um exame, chamado de histerossalpingografia, que avalia a saúde das trompas e assim identificar possíveis bloqueios na região.

A obstrução tubária é causada por doenças e infecções ginecológicas e também pode ser consequência de alguma cirurgia na região pélvica. Não apresenta sintomas e a mulher geralmente só descobre o problema quando busca ajuda médica após inúmeras tentativas para engravidar, porém, sem sucesso.

Diante dessa situação, a mulher pode optar por uma cirurgia para tentar desobstruir as trompas ou engravidar através da fertilização in vitro, em que o embrião é inserido diretamente na cavidade uterina.

Idade materna avançada

A idade da mulher é um fator predominante quando o objetivo é engravidar. Por volta dos 20 anos de idade, as chances de uma gravidez espontânea acontecer chegam a 80%. A partir dos 35 anos, essa taxa cai para 10% e, após os 40 anos, as chances de uma gravidez natural chegam a 5%.

Ou seja, quanto mais idade a mulher tem, menor é a probabilidade de ela conceber um filho de forma espontânea, mantendo relações sexuais dentro do período fértil. Isso tudo acontece por causa da baixa produção de óvulos que, como já vimos, cai bastante com o decorrer do tempo.

Assim, uma mulher que esperou mais tempo para engravidar pode conseguir realizar o seu sonho de ser mãe optando pela fertilização in vitro, ainda que esteja em uma idade mais avançada.

É importante lembrar que a gravidez tardia pode acarretar problemas para a mãe e para o bebê. Por isso, deve ser acompanhada de perto pela equipe médica responsável pelo processo de reprodução assistida.

Tentativas de engravidar que ultrapassam um ano

Um ano é um período considerado suficiente para que casais jovens e saudáveis consigam engravidar, desde que estejam mantendo relações sexuais frequentes, dentro do período fértil. 

Caso a gravidez não aconteça, mesmo sem uma causa aparente que impeça a fecundação, é hora de tentar identificar o problema e solucioná-lo.

A infertilidade pode atingir mulheres e homens e apenas uma análise detalhada da saúde de ambos pode afirmar com clareza quais são as causas desse problema. Dentre as principais razões, podemos destacar:

Cabe ao médico identificar o fator impeditivo da gravidez e sugerir ao casal algum método de reprodução assistida para driblar a infertilidade. A fertilização in vitro é uma opção com ótimas taxas de sucesso, especialmente em casais mais jovens.

Além dos casos citados, a fertilização in vitro também é uma alternativa para:

  • Casais homoafetivos;
  • Mulheres que desejam uma gravidez independente;
  • Mulheres que realizaram laqueadura ou que tentaram reverter a cirurgia, sem sucesso;
  • Casais sem causa definida de infertilidade;
  • Pacientes oncológicos que desejam engravidar futuramente e precisam congelar seus óvulos e espermatozoides etc.

Como vimos, a fertilização in vitro é uma das maneiras mais eficazes de alcançar uma gravidez, mesmo que a mulher ou o homem apresente algum problema de fertilidade. De toda forma, a indicação do melhor método deve ser realizada pelo médico, de acordo com a individualidade de cada paciente.

 

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