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Instituto de Medicina Avançada
Updated: 52 min 33 sec ago

Aneurisma: dilatação dos vasos

Sun, 06/21/2020 - 21:34

O que é um aneurisma ?
É a distensão de um ponto enfraquecido da parede de qualquer artéria.

Quais são os aneurismas existentes?
De acordo com sua forma, pode ser fusiforme, sacular ou dissecante. Ainda pode ser classificado como congênito, inflamatório, degenerativo ou traumático. Ele aparece com mais freqüência na aorta (a maior artéria do corpo), nas artérias na base do cérebro e na artéria atrás do joelho (poplítea).

Qual o risco dos aneurismas ?
Embora os aneurismas possam produzir sintomas pressionando órgãos vizinhos, o perigo maior é a sua ruptura, que causa hemorragia grave que pode ocasionar a morte.

Qual o tratamento?
O tratamento depende do local e do tipo do aneurisma, sendo que a cirurgia, tradicional ou endovascular, representa a única possibilidade de cura, e a operação pode ou não ser realizada, dependendo de cada caso.

O que é Arteriosclerose ?
Denomina as artérias que se tornaram espessas, sem elasticidade, e duras. Nome popular: endurecimento das artérias. O tipo mais comum de arteriosclerose é a ATEROSCLEROSE. Quando a arteriosclerose ocorre com a formação do ateroma (placas gordurosas no interior das artérias), usa-se o termo ATEROSCLEROSE.

 

 

1. Melissano G, Bertoglio L, Civelli V, Moraes Amato AC, Coppi G, Civilini E, Calori G, De Cobelli F, Del Maschio A, Chiesa R. Demonstration of the Adamkiewicz Artery by Multidetector Computed Tomography Angiography Analysed with the Open-Source Software OsiriX. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2009 Apr. [Epub ahead of print]. Amato ACM, Kahlberg A, Bertoglio L, Melissano G, Chiesa R.
2. Endovascular treatment of a triple paraanastomotic aneurysm after aortobiiliac reconstruction. Jornal Vascular Brasileiro. 2008;v. 7(n. 3):pp. 278-281. Available from: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-54492008000….
3. Chiesa R, Melissano G, Bertoglio L, Campos Moraes Amato A, Tshomba Y, Civilini E, et al. The risk of spinal cord ischemia during thoracic aorta endografting. Acta chirurgica Belgica. 2008;108(5):492-502. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19051455?ordinalpos=1&itool=EntrezSys….

 

Publicado originalmente em7 de April de 2009 @ 19:08

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Categories: Medical

Varizes e Laser

Fri, 06/05/2020 - 19:28

Dúvidas  sobre varizes são extremamente frequentes. Se você possui sintomas ou dúvidas referentes a sua saúde, marque uma consulta com seu médico para que possa fazer o diagnóstico e evitar complicações tardias.

Cirurgia de Varizes com Laser

1)O que são varizes ?

Varizes são veias dilatadas e tortuosas, visíveis a olho nú. Quando com essa aparência tortuosa é denominada de veia varicosa. Enquanto isso, a chamada Insuficiência Venosa Crônica é o termo utilizado quando essa doença venosa crônica é mais grave, incluindo inchaço e alterações de pele e subcutâneo.

2)Varizes é somente um problema estético?

A partir do momento em que passa a causar sintomas, como inchaço, dor, cãibras, sensação de peso, cansaço vespertino em membros inferiores, hiperpigmentação (manchas), dermatite ou eczema (coceira e descamação) deixa de ser um problema somente estético.

 

3)Como é realizada a cirurgia com laser?

É preciso diferenciar a cirurgia a laser para tratamento de varizes do tratamento dos “vasinhos” (teleangiectasias e veias reticulares).

O laser é um dos métodos utilizados para tratamento dos vasos superficiais, ou seja, o feixe de laser é aplicado diretamente na pele, sobre o vaso, e, dependendo do comprimento de onda utilizado ele atua somente alguns tecidos, no caso, nas veias dilatadas (veja perguntas 22 e 23).

O laser também é utilizado para o tratamento endovascular dos vasos varicosos maiores, a técnica consiste na termoablação venosa (EVLT – Endovenous Laser Therapy), ou seja, retirada da veia doente da circulação pelo calor do laser. Diferentemente da técnica tradicional que consiste na retirada da veia cirurgicamente, com o laser é necessário apenas uma punção para a  introdução da fibra ótica por dentro da veia. Esta transmite a energia do laser que pelo aumento da temperatura sangüínea coagula as proteínas da parede do vaso, fazendo com que ele se retraia e consequentemente se oclua, atingindo o resultado esperado, sem a necessidade de arrancar a veia doente. Portanto essa cirurgia é menos traumática e oferece uma recuperação mais rápida.

4) A cirurgia de varizes é um procedimento seguro?
Sim, entretanto, como qualquer outra cirurgia possue riscos e possíveis complicações, por isso só podem ser oferecidas como solução quando esses riscos são minimizados. O tratamento das varizes evoluiu muito nos últimos anos. A técnica tradicional do tratamento das varizes funciona, por isso a evolução das técnicas minimamente invasivas devem oferecer  segurança maior, recuperação mais rápida, menos dor no pós operatório, período menor de internação e repouso e também menos complicações.
Uma avaliação pré operatória do risco cirúrgico é sempre necessária, sendo personalizada e trazendo informações importantes para a prevenção de complicações.
Atualmente, complicações graves da cirurgia tradicional como lesões de artéria femoral, veia femoral, nervo motor, nervos sensitivos e trombose venosa profunda são extremamente raras devidos aos procedimentos e manobras preventivas. As infecções dependem não só da cirurgia em si, mas também da compreensão e adesão do paciente aos cuidados pós operatórios.
A flebite superficial e o linfedema podem ocorrer em poucos casos e tem resolução clínica.

O surgimento de novas teleangiectasias nas áreas das fleboextrações (matting) está relacionado à própria doença de base e neovascularização.
A pigmentação cutânea, ou seja a cor escura no trajeto venoso pode ocorrer, mas, freqüentemente, tem resolução expontânea, necessitando apenas de tempo e paciência. As técnicas minimamente invasivas, onde há menor trauma minimizam essa ocorrência.

 

5) Como é o pós-operatório da cirurgia de varizes?
Na cirurgia tradicional, ocorrem hematomas que é considerado evento normal de resolução lenta porém expontânea.
O pós operatório pode variar de acordo com o médico, gravidade da doença, técnica e procedimento realizado, mas basicamente, na grande maioria dos casos o a cirurgia é realizada em regime de day hospital, ou seja, alta hospitalar no mesmo dia ou dia seguinte, se não houver intercorrências.

O enfaixamento realizado na cirurgia deve ser retirado no dia seguinte.

É necessário alternar períodos de repouso com caminhadas. Sabemos hoje que o repouso absoluto, ou seja, ficar o tempo todo na cama não é benéfico, podendo causar complicações como a trombose venosa. Portanto a deambulação precoce, ou seja inicio da caminhada cedo é muito importante.
O uso de meias elásticas durante o dia e a elevação dos pés da cama durante o repouso previnem o edema e melhoram o retorno venoso, sendo muito importante para um pós operatório tranqüilo. É também necessário evitar tempo prolongado em pé ou sentado.

Recentemente um trabalho publicado na respeitada revista Vascular,  analisou todos trabalhos recentes comparando a técnica tradicional de cirurgia de varizes, com as técnicas endovasculares (laser e radiofrequencia) e mostrou claramente que o retorno as atividades normais e trabalho ocorre muito mais cedo na cirurgia a laser, em torno de 5 dias, e a radiofrequencia em torno de 8, que a cirurgia aberta tradicional . A segurança foi maior com a cirurgia a laser, com menos complicações como trombose, parestesia, queimaduras e infecção.

Brar, R; Nordon, IM, Hinchliffe, R.J. Surgical Management of Varicose Veins: Meta Analysis. p 205-220. vascular. vol 18. n. 4

6) As varizes podem voltar mesmo após a cirurgia?

As mesmas veias, se foram efetivamente tratadas, ou seja se a cirurgia for bem feita, não voltam, entretanto, outras veias doentes podem aparecer com o tempo. Isso é normal, pois tratamos a conseqüência e não a causa primária.
7) Mulheres tem mais varizes do que homens ?

Antes de mais nada as mulheres se vestem com as pernas de fora e não apresentam pelos, portanto qualquer veia tortuosa aparece muito mais nelas. Em segundo lugar as mulheres são mais preocupadas com a saúde e com a estética. Na realidade ainda não está bem definido se existe alguma prevalencia quanto ao sexo.

A prevalencia varia com a população estudada, de modo que ao avaliar a população que procura o médico o resultado é diferente de avaliar a população geral.

Evans, C J, F G Fowkes, C V Ruckley, and A J Lee. “Prevalence of Varicose Veins and Chronic Venous Insufficiency in Men and Women in the General Population: Edinburgh Vein Study.” Journal of epidemiology and community health 53, no. 3 (1999): 149-53.

8) Gravidez causa varizes ?

Não somente mulheres com refluxo venoso (ex: dano valvular) antes da gravidez apresentam varizes depois do parto ou durante a gravidez. Então não é a causa das varizes, mas sim da piora se já houver um problema valvar prévio.
Durante a gravidez ocorre um aumento de 40% do volume sangüíneo durante a gravidez, aumentam também os hormônios que mudam os tecidos dos vasos sangüíneos, esticando-os e os vasos que ali estavam podem ficar mais aparentes. Mas apareceriam de qualquer forma, cedo ou tarde, independente da gravidez. Porém algumas mulheres podem ter varizes por causa da gravidez, mas é um grupo menor que possui síndrome da congestão pélvica e passam por um parto normal. Podendo ter também varizes vulvares ou de coxa proximal.
Portanto a cirurgia de varizes com sintomas no intervalo de duas gestações não só é possível, como recomendável.

Cordts, P R, and T S Gawley. “Anatomic and Physiologic Changes in Lower Extremity Venous Hemodynamics Associated with Pregnancy.” Journal of vascular surgery : official publication, the Society for Vascular Surgery [and] International Society for Cardiovascular Surgery, North American Chapter 24, no. 5 (1996): 763-7.
Sparey, C, G Sissons, N Haddad, S Rosser, and L de Cossart. “Serial Colour Flow Duplex Scanning of the Veins of the Lower Limb Throughout Pregnancy.” British journal of obstetrics and gynaecology 106, no. 6 (1999): 557-62.
Sparey, C, N Haddad, G Sissons, S Rosser, and L de Cossart. “The Effect of Pregnancy on the Lower-Limb Venous System of Women with Varicose Veins.” European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 18, no. 4 (1999): doi:10.1053/ejvs.1999.0870.

9) É necessário esperar ter todos os filhos para somente depois operar de varizes?
Gravidez não causa varizes, embora possa ser um fator agravante de veias insuficientes previamente existentes.
Portanto, quanto antes o tratamento é realizado:
Menos danos serão causados à pele e subcutâneo decorrentes da falha da bomba periférica e estase venosa.
Menos veias terão válvulas danificadas, e, portanto, o tratamento será menor.
Menor extensão da inflamação e portanto a recuperação será mais rápida.
Mais cedo o sofrimento é tratado, antes de uma piora decorrente da gravidez.

Isso só será valido se a cirurgia for planejada com uso do maceramento venoso por ecodoppler, e por técnicas recentes. A cirurgia tradicional, sem o doppler, esse benefício pode não ser notado.
de Cossart, L. “Varicose Veins and Pregnancy.” The British journal of surgery 88, no. 3 (2001): doi:10.1046/j.1365-2168.2001.01708.x.

10) Vasinhos são puramente estéticas e não precisam ser tratadas?
Os chamados popularmente de vasinhos são as teleangiectasias e veias reticulares que podem ser vistos através da pele como veias azuis ou verdes. Como essas veias podem ser vistas superficialmente aparentam ser o problema. Não são.
Essas veias freqüentemente não são o problema em si, são sinais de um outro problema adjacente, a falha da bomba periférica, principal responsável pelo retorno venoso. Com a falha da musculatura os efeitos disso serão percebidos e com o tempo piorarão.
Não adianta tratar somente a conseqüência, é necessário tratar a causa, no caso a falha da bomba periférica. Por isso a necessidade de exames especializados como ultra-som doppler e pletismografia.
O tratamento correto vai retirar as veias varicosas, mas também fará a bomba periférica trabalhar novamente. Reduzindo a probabilidade de novas veias varicosas, dores, eczema de estase ()coceira e descamarão: a pele parece seca) , lipodermatoesclerose (endurecimento da pele) e úlceras (feridas crônicas).

11) Para que operar varizes se elas vão voltar ?

Inicialmente, devemos focar na bomba periférica, responsável pelo retorno venoso, e não somente nas veias varicosas. O ecodoppler é o melhor exame para avaliar a função da musculatura.
Operar sem o mapeamento venoso é possível, porém não é recomendável, pois a cirurgia se baseará somente no aspecto estético, e portanto, com um maior risco de recidiva.
Poucos cirurgiões se mantém atualizados nas últimas técnicas desenvolvidas e muitas vezes a cirurgia é realizada por residentes levando a índices de recidiva de 23% em 1 ano e 76% em 5 anos.
Utilizando as técnicas modernas a recidiva também ocorre, mas não em veias pré existentes, mas sim, em novas veias varicosas (3-4%)

12) Ficar em pé muito tempo causa varizes?

Enquanto o coração leva o sangue para os órgãos pelas artérias, as veias são responsáveis pelo retorno desse sangue, mas o coração sozinho não tem força suficiente para esse retorno. A musculatura da batata da perna é responsável pelo retorno do sangue pelas veias para o coração, e é chamada de bomba periférica ou coração periférico.
A falha da bomba periférica é causada usualmente por deficiências das válvulas venosas. Essas válvulas podem falhar, mas causar sintomas somente mais tarde, quando já ocorreu dano na pele e tecido subcutaneo. Nao existe, no momento, maneira efetiva e definitiva de fazer as válvulas voltarem a funcionar corretamente. O uso da meia elástica (prescrita pelo médico) pode auxiliar o funcionamento dessas válvulas pois diminuem o diâmetro venoso enquanto estão sendo usadas, efeito que desaparece logo após sua retirada.
O fato de ficar muito tempo em pé não causa varizes, mas em pacientes com válvulas danificadas, elas aparecerão mais rapidamente, ficando piores e mais graves. Sendo então um fator de piora, mas não desencadeante de varizes.

13) Varizes passa de pais para filhos?

Isso é a mais pura verdade, na maioria dos casos varizes são hereditárias, são as chamadas varizes primárias. É claro que nem todos desenvolverão a os problemas da falha da bomba periférica, como dor nas pernas, inchaço/edema, coceira, eczema de estase, dermatite ocre (deposição de hemossiderina), lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e subcutâneo), varicorragia (sangramento pelas varizes), úlceras venosas e varizes.
O fato de ter parentes com varizes ou problemas venosos aumenta a probabilidade de ter também, porém não significa que terá. Também o fato de ter varizes não significa que seus filhos terão, embora eles tenham uma probabilidade maior do que a população em geral.
O defeito genético não está completamente elucidado ainda, sendo multifatorial e com herança indefinida, um estudo mostra que é passado aos filhos em 90% dos casos se pai e mãe tiverem a doença; caso somente um dos dois possua a doença, há um risco de 62% em mulheres e 25% em homens; caso nenhum dos dois genitores possua a doença, ainda há um risco de 20%.

Fonte: https://www.veins.co.uk/

Berard A, Abenhaim I, Platt R, et al. (2002) Risk factors for the first time development of venous ulcers of the lower limb: The influence of heredity and physical activity. Angiology 53:647-657
David L. Rimoin, MD, PhD, J. Michael Connor, Reed E. Pyeritz, MD, PhD and Bruce R. Korf, MD, PhD Emery and Rimoin’s Principles and Practice of Medical Genetics e-dition, 5th Edition, Churchill Livingstone, 2007

 

14) Porque não fazer a cirurgia tradicional de retirada das safenas ?
Inicialmente deve ficar claro que a decisão do método cirúrgico é do cirurgião, e somente quando há alternativas viáveis elas devem ser apresentadas como solução e aí sim a escolha é do paciente. Mas, comparando a técnica cirúrgica tradicional com a termoablação por laser, a cirurgia aberta apresenta incisões desnecessárias na cirurgia a laser, a dor no pós operatorio é maior que na cirurgia a laser, embora possa ser controlada medicamentosamente; o tempo de recuperação é mais prolongado do que na cirurgia a laser; em muitos serviços, a anestesia geral ainda é feita na cirurgia tradicional.
A tratamento cirúrgico por laser apresenta uma melhor evolução, tempo de cirurgia menor, menor incidência de complicações, caso ocorram, são freqüentemente de menor intensidade ou gravidade; o retorno às atividades habituais é mais rápido, dependendo muito do caso, mas variando de poucos dias a uma semana.
Um trabalho recente, publicado na respeitada revista Vascular, que analisou todos trabalhos recentes comparando a técnica tradicional de cirurgia de varizes, com as técnicas endovasculares (laser e radiofrequencia) mostra claramente que o retorno as atividades normais e trabalho ocorre muito mais cedo na cirurgia a laser, em torno de 5 dias ,e a radiofrequencia em torno de 8 , que a cirurgia aberta tradicional. A segurança também foi maior com a cirurgia a laser e radiofrequencia, com menos complicações como trombose, parestesia, queimaduras e infecção.

Brar, R; Nordon, IM, Hinchliffe, R.J. Surgical Management of Varicose Veins: Meta Analysis. p 205-220. vascular. vol 18. n. 4

15) Fumar causa varizes ?

O tabagismo é fator de risco para doenças arteriais e coronarianas, principalmente a aterosclerose. Embora haja evidências de que existem algumas substancias no tabaco, com efeitos oxidantes em veias, não existem evidências concretas que o cigarro causa vizinhos ou varizes. Porém, deixemos claro que isso não é motivo para continuar a fumar. O tabagismo é extremamente prejudicial à saúde, e, se continuar fumando, pode não precisar de um cirurgião vascular por causa de varizes, mas a probabilidade de necessitar de um cirurgião vascular por problemas arteriais mais graves, aumenta muito. Faça um check-up médico regularmente, um check-up virtual pode ajudá-lo a identificar o que pode ser melhorado nos seus hábitos de vida para evitar problemas cardiovasculares.

 

16) Dieta e Exercício previnem vasinhos ?

A principal causa de teleangiectasias e veias reticulares, os chamados vasinhos é a genética, como já elucidado previamente, sendo a gravidez e periodos prolongados de pé fatores agravantes.
Manter o peso ideal ajuda a prevenir uma pressão desnecessária em membros quando de pé, mas dieta e exercício não são fatores diretos. Mantenha-se no peso ideal, que assim o peso não será um fator extra.

 

17) Cruzar as pernas quando sentado causa varizes ?

Cruzar as pernas aumenta momentaneamente a pressão nas veias superficiais, mas isso não parece ser um fator importante no desenvolvimento dos vasinhos na maioria das pessoas.

 

18) Vasinhos ocorrem apenas em mulheres ?

Homens não são imunes, mas as mulheres procuram mais o tratamento por causa estética. Teleangiectasias em homens são mais visíveis, maiores e mais escuras, e, quando procuram conselho médico freqüentemente é por sintoma como dor ou desconforto.

 

19) Sem tratar, vasinhos se tornam varizes grandes ?

Os vasinhos em si não se transformam em grandes varizes, porém, como já dito anteriormente, podem alertar para um problema maior, como uma insuficiência venosa e, nesse caso, se não tratar, as veias podem se tornar varicosas. Por isso a importância de tratar os vasinhos com o cirurgião vascular, que se preocupa com o todo e não apenas com o aspecto estético.

 

20) Quando e como podemos evitar as varizes ? Quais as dicas de prevenção para evitar varizes?
Evitar ficar de pé por muito tempo, principalmente se parado; existem algumas profissões de risco como vigias/seguranças, professores, cirurgiões no centro cirúrgico. Manter o peso saudável ou perder peso se estiver com sobrepeso, pois a obesidade é fator de agravamento da doença . Praticar exercícios físicos é sempre bom se não houver outra contra-indicação; dentre os exercícios sugiro os que não causam impacto, como hidroginástica e natação, supervisionados. Uso de meia elástica deve seguir as orientações de seu médico.

 

21) Com relação às aplicações para vasinhos, o que é uma sessão ?
É bom entender que não há uma definição explicita sobre o que é exatamente uma sessão de escleroterapia de varizes. Para alguns é uma picada da injeção. Se forem duas picadas, serão 2 sessões e assim por diante. Para outros, seria 1 ml do produto, ou talvez 2 ou 3 ml. Uma sessão poderia ser também 1 membro, 1 perna, ou um lado da perna ou área pré determinada; talvez uma coxa; ou mesmo uma determinada região do membro. Alguns cronometram o tempo despendido, 1,2,3,4,5 minutos de aplicação, 10 minutos ou mais, e por aí vai. O certo é que cada profissional tem a sua forma de entender a tal sessão, não há consenso. O que vale mesmo é como o angiologista a propõe ao cliente e como ele aceita o tratamento. Por isso é importante perguntar para seu médico o que é uma sessão em sua concepção. O cliente insatisfeito ou que se sente lesado acaba abandonando o tratamento e o médico, o que não é bom para nenhum dos dois. A dica é: converse, pergunte, se interesse pelo assunto.
22)  Qual a melhor técnica para tratamento dos vasinhos? Glicose, crioglicose, polidocanol, espuma ou laser?

Bom, muitos termos e muitas dúvidas, certo? Vou tentar simplificar: não existe uma melhor técnica. Cada técnica tem suas vantagens e desvantagens, de modo que pensando no problema, a melhor solução é a união delas, o uso da melhor técnica para cada vaso e dependendo de cada caso.

Somente o médico especialista pode indicar o melhor tratamento. E o melhor especialista é aquele que tem conhecimento e à sua disposição as técnicas existentes. Portanto uma única técnica pode não ser adequada.

Quanto às técnicas citadas, espuma, glicose, crioglicose e polidocanol, todas são técnicas de escleroterapia, ou seja ablação quimica ou física do vasinho (teleangiectasia ou reticular). A crioglicose ou crioescleroterapia consiste na aplicação de glicose congelada, que fica com uma consistencia gelatinosa, sendo mais efetiva e menos dolorosa que a glicose comum. O polidocanol é uma substância liquida, que quando aplicada a técnica de Tessari transforma-se em espuma. É uma substância esclerosante que foi, há décadas estudada como anestésico local, ou seja, apresenta menor dor à aplicação. Tanto liquida quanto em espuma tem ação esclerosante mas com aplicações diferentes. Por ser uma substância adversa ao organismo, pode apresentar reação alérgica. O uso de espuma com ar ambiente também oferece mais riscos do que o uso de um gás inerte, como o CO2.

Todas as técnicas podem, de alguma forma, manchar a pele, por isso devem ser aplicadas com cuidado e por especialista.

O laser é um método não quimico de ocluir o vasinho (teleangiectasia): o calor gerado coagula o sangue e destrói o vaso, o paciente relata uma pequena sensação de calor no local que é minimizada por técnicas de anestesia térmica.

 

 

23) Como o laser funciona com o vasinhos?

Existem muitos tipos diferentes de laser, que variam desde seu comprimento de onda, potência, método de geração e outros aspectos. Basicamente é uma luz concentrada que atua em determinado tecido. No caso do laser de 980 nm, o foco principal é o pigmento contido na hemoglobina, de modo que ao encontrá-lo, a luz é absorvida e é então gerado calor. Cada laser atua em uma determinada faixa, sendo que não deve haver absorção por outros tecidos.

O Laser emite luz concentrada num comprimento de onda específico do espectro da luz. Cada Laser é absorvido por uma estrutura diferente como: pigmento, sangue ou água. A Ponteira L 1064 (um laser específico) emite pulsos de luz no comprimento de onda, que é ideal para aquecer o sangue contido nos vasos, podendo causar sua constrição e consequente eliminação. A ponteira é movida sobre o trajeto da veia, emitindo pulsos consecutivos. Cada pulso envia um feixe de luz através da pele, com uma claridade e um leve sinal sonoro, acompanhados de uma suave sensação de calor.

 

Entrevista no programa Vida e Saúde na TV:

 

 

Veja entrevista do Dr Alexandre Amato sobre varizes para a TV Universitária (23min)

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Publicado originalmente em13 de November de 2010 @ 19:46

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Categories: Medical

Reembolso médico: guia de uso

Fri, 06/05/2020 - 19:23

   O paciente tem o Código de Defesa do Consumidor ao seu lado, o qual determina que o fornecedor de serviços e produtos deva providenciar a informação adequada sobre o que é oferecido. O dever de informação é princípio primordial nas relações de consumo, assim como o da transparência, que traduz a obrigação de o fornecedor dar ao consumidor conhecimento do conteúdo do contrato que está sendo apresentado.

 

Reembolso:  utilização de moeda própria das operadoras e seguradoras de saúde.

 

* Estela Amaral Tolezani

            Como é sabido, o consumidor tem o direito a livre escolha de médicos, hospitais e serviços de sua preferência, e a operadora de saúde deve oferecer reembolso em todas as categorias, de acordo com o plano escolhido, mediante apresentação de nota, fatura ou recibo.
            Mas o consumidor precisa ficar atento. A previsão de reembolso constante nos contratos não significa que o valor que receberá será satisfatório, ou seja, próximo ao que realmente foi despendido pelo paciente. Muito pelo contrário, na maioria das vezes o valor reembolsado é irrisório. E, mais uma vez, cabe ao consumidor procurar os seus direitos e lutar contra a abusividade da conduta das operadoras.
            Os argumentos são muitos. As operadoras e seguradoras de saúde elaboram o cálculo de reembolso com base em uma tabela própria, cuja cópia não é entregue ao consumidor no momento da contratação, ou enviada com as Condições Gerais. Ainda, utilizam-se de moeda própria, cujo respectivo valor é atribuído de forma unilateral. Portanto, para o consumidor, os cálculos são genéricos e omissos, caracterizando o déficit informativo por parte da operadora.
            O que é pior, quando o consumidor solicita cópia da tabela, recebe a informação de que deve obtê-la no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, onde se encontra registrada, e despender o valor aproximado de R$ 500,00
            O consumidor deve lutar contra essa prática abusiva, pois o reembolso não pode ser realizado na forma como pretendem as seguradoras. Não restam dúvidas de que estão visando apenas o lucro, fruto de uma matemática mirabolante e desconhecida pelos seus associados/segurados.
            O paciente tem o Código de Defesa do Consumidor ao seu lado, o qual determina que o fornecedor de serviços e produtos deva providenciar a informação adequada sobre o que é oferecido. O dever de informação é princípio primordial nas relações de consumo, assim como o da transparência, que traduz a obrigação de o fornecedor dar ao consumidor conhecimento do conteúdo do contrato que está sendo apresentado.
            Portanto, é fácil demonstrar a abusividade das seguradoras em relação ao ínfimo valor reembolsado aos seus associados: basta o consumidor almejar, afinal todos os que contratam um plano de saúde esperam um valor de reembolso próximo ao efetivamente gasto.
 
* Estela Amaral Tolezani é bacharel em Direito pela Universidade São Judas Tadeu, pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Faculdade Autônoma de Direito (FADISP) e membro do Vilhena Silva Advogados.
 

 

Artigo escrito por parte não afiliada. Não nos responsabilizamos pelo conteúdo.

 

Publicado originalmente em22 de December de 2010 @ 13:33

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Categories: Medical

Depressão? Alzheimer? Pode ser um Hematoma Subdural Crônico!

Fri, 06/05/2020 - 19:18

O Hematoma Subdural Crônico (HSDc) geralmente se desenvolve em idosos após traumatismo craniano leve. Pessoas mais jovens também podem apresentar HSDc, especialmente se tiverem algum distúrbio de coagulação, convulsões ou abusarem de álcool.

Os sintomas costumam aparecer de semanas a 1 mês após o evento traumático e são eles: dor de cabeça, confusão, dificuldade de memória ou para falar, paralisias, crises convulsivas, sonolência excessiva. Não é necessário que todos os sintomas estejam presentes para suspeitar do diagnóstico, é muito freqüente que haja apenas dor de cabeça, por exemplo. Em cerca de 20% dos casos, os HSDCs acontecem dos dois lados e o quadro clínico pode ser mais grave com alteração importante da consciência e até mesmo coma.

É importante que se pense nesse diagnóstico em pacientes idosos que comecem a apresentar depressão de rápida instalação, ou mesmo um quadro semelhante ao Alzheimer, mesmo que não se identifique história de queda ou batida de cabeça. Pela fragilidade das veias dentro do crânio do idoso, uma “chacoalhada” imperceptível da cabeça pode levar a um hematoma subdural. O HSDC é uma das causas de demências curáveis!

Em casos de hematomas pequenos, especialmente se não houver sintomas, pode-se optar pela observação clínica e seguimento com imagens. Mas, geralmente, o tratamento do HSDC é cirúrgico. Existem diversas técnicas operatórias que podem ser utilizadas e como não há um consenso com relação a melhor delas, o ideal é a individualização de cada caso; as opções são: trepanações ou trepanação única, craniotomia, uso ou não de dreno subdural, anestesia geral ou sedação com anestesia local. O uso de anticonvulsivantes como prevenção de crises também é controverso e se realizado não deve ser mantido por mais de uma semana. Doenças associadas que comprometam a coagulação do sangue devem ser resolvidas antes ou durante a cirurgia.

 

 

Fonte: Tratado de Clínica Cirúrgica, Tratado de Clínica Médica, Neurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias

 

Publicado originalmente em17 de January de 2011 @ 20:19

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Doutor Cidadão 2010

Fri, 06/05/2020 - 19:13

Participamos novamente do prêmio Doutor Cidadão concedido pela Associação Paulista de Medicina.

O objetivo é premiar aqueles que, além de suas atividades profissionais, reservam parte do tempo a outros serviços importantes para a sociedade.

Esta é a segunda vez que participamos do prêmio Dr. Cidadão, sendo que ganhamos Honra ao Mérito em 2007, com o projeto Check-up Virtual.

Acreditamos que não há perdedores nem ganhadores em um prêmio com esse objetivo. Todos são ganhadores: a sociedade é ganhadora, os médicos são ganhadores, a população é ganhadora e a medicina é ganhadora.

Projeto Check-up Virtual: Impacto da Auto-Avaliação na Consciência de Saúde

As Doenças que mais matam atualmente são as cardiovasculares decorrentes da aterosclerose, como o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, a insuficiência cardíaca e outras. Por isso, o controle adequado dos fatores de risco como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, associados à manutenção do peso ideal e hábitos de vida saudáveis como atividade física regular, ausência de tabagismo e controle do estresse são de extrema importância para a Qualidade de Vida.

O Check-Up Virtual, oferecido no site www.checkup.med.br, foi criado em 2000. É um questionário de auto-avaliação, que retorna ao usuário seu próprio índice de risco cardiovascular extratificado segundo os fatores. Tem como objetivo conscientizar a população usuária da Internet da necessidade de conhecer os fatores de risco removíveis e controláveis que interferem em sua saúde e através dessa informação, adotar medidas preventivas. Para ajudar essa população a melhorar seus hábitos devida, o site também oferece extensa quantidade de informações científicas e atualizadas para leigos, incluindo avaliação do risco de desenvolver diabetes, teste de dependência do fumo, teste de dependência de alcoolismo, teste de estresse, tabela de calorias nos alimentos, calculadora de índice de massa corpórea e avaliação da taxa metabólica basal, entre outros.

Analisamos o resultado desse questionário e seu impacto na saúde dos 195 usuários que responderam o mesmo questionário mais de uma vez de um total de 14.093 questionários. Houve melhora em quase todos os fatores de risco, exceto, obviamente, no fator Idade e Sexo onde 9,2% apresentaram piora. Dos fatores de risco que demonstraram melhora três foram estatisticamente significantes: o “Estresse” com 34,4% de melhorados, “Atividade Física” com 29,7% de melhorados e “Tabagismo” com 22,8% de melhorados. Comparando as respostas entre o primeiro e o ultimo questionário respondido a media aritmética do índice de risco foi de 34,75 no primeiro e 33,16 no segundo, o que representa uma melhora geral nos fatores de risco.

Concluímos que a auto-avaliação online da saúde com o questionário do check-up virtual apresentou alto impacto na consciência de saúde. É um método de avaliação de baixo custo e alta abrangência populacional, que mostra ao individuo como estão seus fatores de risco e mesmo com pequenas melhoras na população estudada, demonstrou ser eficaz devendo ser mais difundido para obter maior abrangência.

 

 

 

 Fatores de risco*

População total

Beneficiados grupo controle(%)

Beneficiados Projetados em todos usuários

Pressão Arterial

47583

13,3

6328

Obesidade

47583

27,3

12990

Colesterol

47583

16,9

8041

Glicemia

47583

11,3

5376

Stress

47583

41,0

19509

Tabagismo

47583

  9,2

4377

Atividade Física

47583

29,7

14132

Hábitos Alimentares

47583

35,9

17082

Resultados extrapolados do projeto

 

Publicado originalmente em11 de November de 2010 @ 22:54

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Dicas para se proteger do câncer

Fri, 06/05/2020 - 19:08

1-   Pare de fumar! Esta é a regra mais importante para prevenir o câncer.

2-   Uma dieta alimentar saudável pode reduzir as chances de câncer em pelo menos 40%. Coma mais frutas, legumes, cereais e menos carnes e alimentos gordurosos. Sua dieta deveria conter diariamente pelo menos 25 gramas de fibras, e a quantidade de gordura não deveria ultrapassar 20% do total de calorias ingeridas.

3-   Procure abrir mão totalmente ou limitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Os homens não devem tomar mais do que dois drinks por dia, enquanto as mulheres devem limitar este consumo a um drink. Além disso, incorpore a prática de exercícios físicos à sua rotina diária. Exercite-se moderadamente durante pelo menos 30 minutos 5 vezes por semana.

4-      A mulher deve fazer um auto-exame das mamas todo mês. Com 35 anos de idade deve submeter-se a uma mamografia de base, com 40 anos, uma ou duas mamografias de segmento e a partir dos 50 anos uma mamografia anual.

5-      A mulher a partir dos 20 anos deve submeter-se anualmente ao exame preventivo do colo do útero (Papanicolau).

6-      O homem deve fazer auto-exame dos testículos todo mês.

7-      Homens e mulheres com mais de 50 anos devem fazer anualmente exame de sangue oculto nas fezes e retossigmoidoscopia a cada 5 anos.

8-      Os homens com mais de 50 anos devem procurar o médico regularmente para prevenir o câncer de próstata.

9-      Evitar a exposição prolongada ao sol e usar filtro protetor solar fator 15 ou superior.

10-   Fazer regularmente um auto-exame da boca e da pele.

 

 

Fonte: Cancer Free: The Comprehensive Cancer Prevention Program, by Sidneu J. Winawer, M.D., Moshe Shike, M.D., Philip Bashe and Genell Subak-Sharpe (Simon & Schuster, 1995); Cancer Facts & Figures 1995 by the American Cancer Society. (1996-2000 INCA – Ministério da Saúde).

Publicado originalmente em11 de November de 2010 @ 22:10

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O que causa o câncer?

Fri, 06/05/2020 - 19:03

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos; o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos. O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

 

Fonte: Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Nacional de Controle de Tabagismo – CONTAPP. “Falando Sobre Câncer e Seus Fatores de Risco”. Rio de Janeiro, 1996. (1996-2000 INCA – Ministério da Saúde).

 

Publicado originalmente em11 de November de 2010 @ 22:09

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O que é câncer?

Fri, 06/05/2020 - 18:58

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

 

Fonte: 1996-2000 INCA – Ministério da Saúde.

 

Publicado originalmente em11 de November de 2010 @ 22:09

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Você ronca?

Fri, 06/05/2020 - 18:53

O ronco é bastante frequente, principalmente em mulheres e homens acima de 40 anos, respectivamente 24% e 36% dessas pessoas sofrem com esta queixa.

Ele é o ruído causado pela vibração de estruturas da via respiratória  durante a passagem do ar. As principais causas para isso acontecer são:

·      Obstrução nasal: o nariz congestionado resulta em uma necessidade de  maior força inspiratória, consequentemente, maiores chances de colapso de algumas partes da via respiratóriaproduzindo o ronco.

·      Baixo tônus muscular: o relaxamento dos músculos da garganta provocando o estreitamento da via aérea. Em todas as pessoas esses músculos relaxam durante o sono mas em algumas esse relaxamento causa um estreitamento, provocando o som.

Um relaxamento maior ocorre após ingestão de bebidas alcóolicas e uso de medicação indutora de sono, aumentando a chance de aparecimento do ronco.

·      Excesso de tecidos moles na garganta: ganho de peso,  conformação da região do pescoço (circunferência cervical aumentada), aumento dos tecidos linfóides (amígdalas e adenóide) causam obstrução `a passagem do ar.

·      Anatomia do palato mole e úvula: o céu da boca (palato) e a úvula (campainha), quando aumentados estreitam também a passagem do ar .

 

O que é apnéia?

 

Apnéia é sinônimo de parada respiratória, pode ser de duração variável e ocorrer durante o sono devido a oclusão ou semioclusão das VAS.. O distúrbio é comum e acomete todas as idades e ambos os sexos, independentemente do peso, embora seja mais freqüente nos obesos e pessoas com sobrepeso.

 Nem todas as pessoas que roncam apresentam apnéia, apenas uma parcela delas. Nessas pessoas, ocorre um estreitamento que produz o som, mas sem um fechamento da via aérea.

Quase todas as pessoas que têm apnéia roncam. É raro, mas pode acontecer da pessoa ter apnéia sem roncar.

 

Como eu sei se tenho ou não apnéia?

O melhor exame para o diagnéstico se chama Polissonografia. Ele é realizado em  hospitais e clínicas especializadas. O paciente deve dormir durante o exame, enquanto vários parâmetros são monitorizados e avaliados. Com esse exame não só conseguimos saber se o paciente tem ou não apnéia, como também qual é o grau da mesma. Outros distúrbios do sono podem ser também diagnosticados com esse exame.

 

Mas enfim, quais as consequências do ronco e da apnéia ?

O ronco simplesmente, sem apnéia, pode causar problemas no âmbito social, pois o roncador frequentemente é motivo de ridicularização, além de atrapalhar o sono dos que compartilham o ambiente. Além disso, essa respiração bucal noturna pode causar outros problemas como faringites em maior frequência que o normal.

Já a presença da apnéia mostra que o caso é mais grave. A curto prazo já podemos perceber as repercussões, como a sonolência diurna, cansaço e sensação de sono não reparador. Isso ocorre devido a fragmentação do sono.A longo prazo a pnéia já foi associada a hipertensão arterial,

a risco aumentado de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e insuficiência cardíaca congestiva.

 

Qual é o tratamento?

Há vários tipos de tratamento e a decisão do médico sobre qual é melhor para cada paciente leva em consideração diversos fatores, como o grau da apnéia, variações anatômicas do pescoço, nariz e faringe, peso, etc. 

Todos os pacientes que têm ronco e apnéia são orientados a perder peso (quando estão com sobrepeso) e a fazer atividade física.

A avaliação da respiração nasal também é muito importante.

Além disso, as outras opções de tratamento incluem:

·      CPAP (Continuous positive airway pressure): é um aparelho que injeta ar com pressão positiva contínua na via aérea, fazendo com que cessem as apnéias a medida que aumenta a pressão.

·      Cirurgia: existem alguns tipos de cirurgias para ronco e apnéia. As indicações de cada uma dependem do tipo de obstrução, da anatomia de cada paciente e do grau da apnéia.

·      Aparelho intra-oral: é um aparelho que ajuda no posicionamento da língua mais pra frente, ajudando nos casos em que o ronco/ apnéia são devidos a queda da língua para trás durante o sono.

 

Ninguém melhor do que o médico especialista para avaliar qual é o tratamento mais indicado para seu caso.

 

E as crianças, também apresentam apnéia?

 

Como os adultos, elas podem ter um quadro de apenas respiração bucal e roncos mas também podem apresentar apnéias.  Em uma parcela dos casos, o aumento exagerado das amígdalas e/ou adenóides são os responsáveis, e a cirurgia resolve o problema.  Em outros, ocorre o ronco devido `a dificuldade da respiração pelo nariz, que pode ser causada pela rinte alérgica, então o tratamento clínico faz-se necessário.

Os sintomas da apnéia na criança são diferentes do que no adulto. Ela geralmente tem sono agitado, e é impaciente durante o dia, com dificuldade de concentração.

A manutenção da respiração bucal na criança gera várias repercussões no crescimento da face, no posicionamento dos dentes, na fala, no ganho de peso e crescimento como um todo. Também pode haver repercussões no aprendizado e desenvolvimento.

Fonte: Tratado de Clínica Cirúrgica, Tratado de Clínica Médica

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Publicado originalmente em30 de October de 2010 @ 11:34

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Cirurgia da coluna

Fri, 06/05/2020 - 18:48

 Pino, parafuso, bloqueio, remédio, fisioterapia… qual a melhor opção?

    Quando existe apenas um tratamento para determinada doença, é porque este tratamento é curativo ou pelo menos bem eficiente. Quando existem diversos tratamentos para uma só doença, é porque nenhum dos tratamentos é curativo ou eficiente de forma isolada.
    Para cada tipo de problema na coluna existem diversos tratamentos disponíveis. A doença degenerativa da coluna pode ser constituída por: hérnia de disco,  bico de papagaio, canal estreito, escoliose degenerativa, cifose, espondilolistese… e pora cada problema existe uma diversidade de modalidades terapêuticas, sejam elas clínicas, fisioterápicas ou invasivas.  Somente a adequada associação de modalidades terapêuticas é capaz de trazer benefício integral para o paciente.
    Existem indicações bem precisas para o uso de instrumental (parafusos, pinos, hastes, gaiola ou cage, cross-link, placas, próteses) como nos traumas, nas cirurgias de tumores vertebrais,  nas espondilolisteses sintomáticas e refratárias ao tratamento clínico e na doença degenerativa quando há instabilidade.
    Os instrumentais estão se tornando cada vez mais modernos e a sua utilização mais segura, no entanto existem ainda complicações decorrentes do seu uso, como:  falha do sistema, da instalação do sistema, lesão de estruturas neurológicas (raízes, nervos, medula), maior taxa de infecção, maior tempo de internação no pós-operatório, desgaste mais acelerado dos segmentos adjacentes da coluna que não foram fixados e mais dor no pós-operatório. Mesmo quando bem aplicado, o uso isolado destes materiais não resolve o problema sozinho, o paciente deve seguir rigorosamente as orientações pós-operatórias e adotar um programa de reabilitação da coluna.
    Na vigência de um quadro doloroso da coluna em que não há lesão neurológica associada, existem outras alternativas para a cirurgia tradicional ou com instrumentação. Nesses casos podem ser utilizados os bloqueios anestésicos ou infiltrações, rizotomias por radiofreqüência e cirurgia minimamente invasiva.
    Existem também alguns problemas em se adiar uma cirurgia definitiva como por exemplo o aparecimento de dor neuropática ou a piora clínica de um paciente que já tenha idade avançada ou alguma doença associada. Portanto, cabe ao neurocirurgião, definir qual a melhor opção terapêutica para o caso em questão com o consentimento informado do paciente. No entanto, é importante lembrar que nenhum procedimento ou cirurgia para problemas degenerativos da coluna é curativo, a doença chamada de artrose da coluna ou espondilose é uma conjunção de fatores genéticos e ambientais associados, que aparecem ao decorrer da idade; e os procedimentos visam somente o alivio sintomático do paciente, portanto, o processo degenerativo continuará de qualquer maneira e novos problemas poderão acontecer
    Para o êxito do tratamento, cabe ao médico orientar as medidas preventivas para desacelerar o processo de desgaste da coluna, e ao paciente adotá-las de maneira correta e assídua.
 

Fonte: Tratado de Clínica Cirúrgica, Tratado de Clínica Médica, Neurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias

 

Publicado originalmente em25 de October de 2010 @ 21:33

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Geriatria: uma especialidade inteira para a melhor idade

Fri, 06/05/2020 - 18:43

O que é Geriatria?
Geriatria é a especialidade da medicina que se ocupa do envelhecimento: prevenção, diagnóstico e o tratamento de doenças no idoso, além de cuidados gerais necessários para a atenção à saúde em idades avançadas.
Não confundir com Gerontologia, que é um termo mais amplo abrangendo o estudo do envelhecimento em si e englobando diversas ciências que estudam o idoso.

Quando se diz que uma pessoa é idosa?
O conceito de idoso vem mudando no decorre do tempo. Quanto mais se aumenta a expectativa de vida útil, mais tarde o indivíduo é considerado idoso. Esse conceito também é diferente conforme a situação socioeconômica do país e do indivíduo. A Organização Mundial da Saúde estabeleceu a idade de 65 anos para se considerar o indivíduo idoso, nos países desenvolvidos e 60 anos para aqueles em desenvolvimento.
As pessoas não envelhecem na mesma velocidade, assim como, em cada indivíduo, seus órgãos também envelhecem com velocidades diferentes. O processo de envelhecimento é individual, sendo o resultado da interação entre os fatores genéticos e ambientais.

Quais são os objetivos do Geriatria?
Os objetivos da geriatria são manter a autonomia (capacidade de decidir), a independência (capacidade de realizar) e prevenir a Incapacidade, para garantir a qualidade de vida. A prevenção no idoso é fundamental para evitar que os diagnósticos sejam feitos, numa fase tardia, quando a doença já está complicada.
Mesmo o idoso aparentemente saudável requer cuidados especiais, pois as manifestações de doenças são insidiosas, muitas vezes atípicas, sub-clínicas, com sintomas inespecíficos e geralmente não relatados. O processo natural de envelhecimento associado às doenças crônicas, levam à redução da capacidade funcional ao longo da vida.
A geriatria visa:

  • Manutenção da Saúde em idades avançadas
  • Melhora na qualidade de vida do idoso
  • Manutenção do máximo grau de independência e autonomia funcional
  • Prevenção de doenças
  • Diagnóstico e tratamento precoce
  • Extensão da expectativa de vida ativa
  • Reabilitação no caso de doenças com seqüelas
  • Cuidado e apoio durante doenças terminais

O que é a prevenção para idosos?

  • Corrigir os hábitos deletérios como alimentação não balanceada, inatividade física, tabagismo, obesidade, abuso de drogas;
  • Não postergar diagnósticos e tratamento adequado das doenças;
  • Usar medicamentos racionalmente (prescrição consciente, início e término, respeito à orientação, uso x abuso, evitar auto-medicação, efeitos “mágicos”);
  • Orientação quanto a vacinas;
  • Equilibrar os ambientes emocionais;
  • Ampliar a rede de apoio;
  • Não deixar que o idoso crie expectativas de “rejuvenescimento ou da eterna juventude”;
  • Estimular a prática de atividade física: aeróbica para o aumento de da capacidade cardiorrespiratória, e exercícios resistidos (musculação) visando aumentar a força muscular, melhorar o equilíbrio,a massa óssea prevenir quedas, bem como unir os benefícios físicos aos sociais;
  • Adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas conseqüências, muitas vezes de prognóstico sombrio;
  • Educar os cuidadores dos idosos dependentes, bem como reconhecer o seu adoecimento.

Quando se deve consultar um médico geriatra?
Teoricamente o idoso deve se consultar de rotina com o médico geriatra, da mesma maneira que uma criança consulta o pediatra para fazer a puericultura, ou seja verificar suas condições nutricionais, vacinas, uso adequado de medicação, etc.
Qualquer indivíduo acima de 60 anos que tenha algum sintoma ou queira programar sua velhice com saúde, independentemente, de estar fazendo tratamento com algum especialista, deve procurar orientação com o Geriatra. Esse profissional tem a visão mais abrangente dos problemas do paciente idoso. Sua função nesse contexto é diferente da do especialista e muito bem definida.
O grupo de idosos, definido pela Organização Mundial de Saúde, em situação de risco, abaixo relacionados, devem necessariamente consultar o geriatra.

  • Idosos com mais de 80 anos;
  • Os que vivem sozinhos;
  • Mulheres idosas, sobretudo viúvas ou solteiras;
  • Os que vivem em instituições;
  • Aqueles socialmente isolados;
  • Idosos sem filhos;
  • Aqueles com limitações graves ou disfunções;
  • Casais de idosos em que um deles é incapacitado ou está muito doente;
  • Aqueles com poucos recursos financeiros

 

Publicado originalmente em20 de October de 2010 @ 20:50

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Prolapso da Valva Mitral

Fri, 06/05/2020 - 18:38

O que é prolapso da valva mitral?
Para entender o prolapso da valva mitral precisamos, em primeiro lugar, saber o que é valva mitral. O coração tem quatro valvas com função de direcionar o sangue sempre no mesmo sentido. A mitral é formada por duas cúspides e fica do lado esquerdo do coração, entre o átrio e o ventrículo, impedindo que durante a contração cardíaca, quando o sangue é impulsionado para ser distribuído ao organismo, ele volte para trás.
Prolapso da valva mitral é o aumento de uma de suas cúspides que, por ocasião da contração cardíaca, torna-se proeminente para dentro do átrio.

Qual a gravidade dessa doença?
A gravidade do prolapso é variável, depende de seu tamanho, que pode ser pequeno e não apresentar nenhuma regurgitação, ou até muito grande, causando insuficiência mitral importante.

Quais os sintomas do prolaso?
Os pacientes com prolapso geralmente sentem fadiga, palpitação, dor no peito e frequentemente apresentam a síndrome do pânico.

Como eu sei se tenho prolapso?
O diagnóstico pode ser feito apenas pelo exame clínico realizado por um cardiologista, ou seja, mais precisamente pela ausculta cardíaca, e eventualmente, complementado com eletrocardiograma, radiografia de tórax, e ecodoplercardiograma.

Qual o melhor tratamento?
Não existe tratamento clínico definitivo para essa doença, entretanto suas intercorrências como arritmia, insuficiência cardíaca, endocardite, devem ser tratadas.
Quando o prolapso torna a valva insuficiente pode haver necessidade de tratamento cirúrgico, o qual, na maioria das vezes, é reparado com êxito.

O que é profilaxia?
Profilaxia são os cuidados que se deve ter para evitar o aparecimento de uma doença ou de suas complicações. No caso do prolaso, a profilaxia deve ser feita para evitar a Endocardite, ou seja a infecção na valva mitral.

Quem precisa fazer profilaxia?
Todos os pacientes com prolapso que apresentam “sopro” devem fazer profilaxia. Essa exigência deve ser mais rigorosa se o paciente for do sexo masculino com idade superior a quarenta anos.
A alteração no fluxo cardíaco pela valva mitral facilita a deposição de microorganismos que, em situação normal passariam livrememente por esse local sendo eliminados pela defesa natural do organismo. Aí depositados eles podem crescer, proliferar e formar um foco de infecção, chamado de “endocardite” que pode não ter uma boa evolução.

Quando é necessário fazer profilaxia?
A profilaxia deve ser feita nas intervenções com risco de infecção, tais como:
1. Procedimentos que levam a sangramento oral; 2. amigdalectomias; 3.  Broncoscopia; 4. Procedimentos no esofágo; 5. Manipulação das vias biliares; 6. Cirurgia de próstata; 7. Cistoscopia; 8. Dilatação uretral; 9. Procedimentos cruentos no trato urinário;  10. Manipulação de tecido infectado; 11. Histerectomia vaginal; 12. Parto normal na presença de infecção e outros
      
É importante saber:

Um caso é diferente do outro. O motivo de haver mais de uma pessoa na mesma família, não significa que a evolução seja semelhante e nem que outros membros daquela família venham obrigatoriamente a ter essa síndrome.

 

Fonte:  Tratado de Clínica Médica, Cardiopatias Valvares

 

Publicado originalmente em20 de October de 2010 @ 20:30

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O Estresse e o Coração + 17 dicas antiestresse

Fri, 06/05/2020 - 18:33

O que é o estresse?

           Essa palavra deriva do inglês, sendo, utilizada na física como o grau de deformação sofrido por um material quando submetido a esforço ou tensão. Na medicina, é utilizada para expressar o esforço de adaptação dos mamíferos para enfrentar situações que o organismo entende como ameaça à vida ou ao equilíbrio interior. Nos primórdios, o anseio do homem era apenas a sobrevivência. O homem da caverna quando via um leão em busca de sua próxima refeição, precisava reagir rapidamente. Aquele que não era suficientemente rápido ou forte para responder a essa ameaça não precisava preocupar-se, pois serviria de refeição para os leões. A resposta de luta ou fuga era necessária e sua rapidez, vital para a sobrevivência. Essa é a chamada reação de alerta, fundamental para a sobrevivência humana em momentos críticos.

A reação de alerta tem a função de resolver situações críticas, como a fuga, anteriormente mencionada. Ao perceber a ameaça, o cérebro emite ordens para mobilizar imediatamente a defesa que é ativada com a descarga de adrenalina no sangue, para manter o estado de alerta. Isso acontece normalmente quando o organismo precisa de respostas rápidas e de curta duração. Nessas ocasiões, o coração bate mais rápido, a respiração muda, a pressão arterial eleva-se, as artérias dos músculos dilatam-se e transpiramos. Nessa hora, há desvio de sangue do cérebro, do coração e dos rins, prejudicando a irrigação desses órgãos em favor dos músculos periféricos. Tudo isso acontece para que haja maior irrigação sangüínea (e oxigenação) nas extremidades e o indivíduo possa, por exemplo, fugir de uma situação perigosa.

Que doenças o  estresse pode ocasionar no coração?

Quando essa reação passa a ser constante ele afeta a saúde. Pode-se esperar que a pressão arterial elevada resulte do nível excessivo de adrenalina circulante. Isso pode levar a arritmias cardíacas e até ao infarto do miocárdio. Não é só o coração que o stress afeta, diminui a resistência imunológica, propicia o aparecimento de gastrite, úlceras, e outras doenças.
As pessoas reagem de maneiras diferentes ao mesmo estímulo, dependendo de suas características genéticas, culturais, sociais, experiências vividas e obviamente, conforme sua educação. No ser humano, a personalidade e as características emocionais são fundamentais na configuração do padrão da resposta comportamental ao estresse.
Atualmente, encontra-se amplamente estabelecida a visão de que o estresse é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e infarto do miocárdio. Esta idéia é inferida tanto pela observação de que os indivíduos estressados apresentam maior incidência  dessas doenças, como também por elas ocorrem prevalentemente nas sociedades ocidentais urbanizadas e industrializadas. Em outras palavras, são características da sociedade moderna e competitiva, na qual os indivíduos despendem muita energia na tentativa de se adaptarem às situações continuamente alteradas.
Já está amplamente demonstrado que, quando membros de uma determinada sociedade com níveis pressóricos normais experimentam a modernização ocidental, é comum a elevação dos valores médios da Pressão Arterial. Um grande número de estudos indica que a hipertensão é uma doença rara ou quase não existente em sociedades que mantêm um estilo de vida tradicional e que fundamentalmente apareceu quando a urbanização e o padrão de vida ocidental foram amplamente adotados. Este fenômeno tem sido atribuído ao fato de que a vida moderna demanda dos indivíduos uma crescente sobrecarga adaptativa com repercussões emocionais e orgânicas visíveis.

Dicas para evitar o estresse:

 1 –Desenvolva o autocontrole – enfrente os problemas sem se envolver emocionalmente . Crie em torno de si uma barreira psicológica para se proteger das agressões corriqueiras, como as cobranças sociais ou aquelas próprias de sua personalidade.

2 –Analise e identifique os agentes estressores modificáveis – faça periodicamente uma revisão das coisas do dia a dia que  são irritantes e que podem ser modificadas. Ex.:ruído do celular, tipo de musica, etc.

3 –Analise e identifique os agentes estressores não modificáveis – e se você não pode alterá-los, o problema já está por si só resolvido. A sua angustia não vai interferir na evolução, portanto, não se preocupe,tudo na vida passa, independentemente de nossas preocupações.

4 –Não tenha pressa – use o tempo adequadamente e com inteligência.

5 –Faça agenda do dia – programa-se de forma adequada, com tempo suficiente para cada tarefa.

6 –Ninguém é perfeito – faça as coisas da melhor forma que puder e esqueça a perfeição. Ela é uma utopia. O ótimo é inimigo do bom.

7 –Trabalhe para viver – não viva só para trabalhar.

8 –Seja espontâneo – procure manter sempre boas relações.

9 –Não fique se cobrando o tempo todo – seja tolerante consigo mesmo.

10 –Administre seus relacionamentos – deixe as pessoas falarem até concluírem seus pensamentos, não interrompa

11 – Nada de excessos – procure atingir os objetivos dentro de seus limites e critérios. Veja o exemplo da água: segue sempre pelo caminho que estiver descendo, nunca subindo. Siga sua própria predisposição física e sua estrutura psicológica. Se você forçar, poderá “explodir”. E todo o esforço terá sido em vão.

12 –Hobby – Diversifique suas atividades – procure se interessar por outras coisas alem do trabalho, é importante ter uma atividade de lazer que dê prazer.

13 –Durma o suficiente– o tempo de sono é variável de uma pessoa para outra, entre 6 a 9 horas. Respeite a sua necessidade. Não se prive de dormir e também não queira dormir mais do que o necessário.

14 –Não fume –  o hábito de fumar geralmente está ligado a problemas emocionais.  Quando é usado como efeito tranqüilizador em momentos de estresse, medo, desconforto ou pressão, o indivíduo torna-se intolerante a essas tensões e apóia-se na fumaça para suportá-las. Só que, na realidade, tem efeito estimulante e, muitas vezes acaba deixando o indivíduo cada vez mais tenso.

15 –Não beba em excesso– o efeito sobre o humor varia entre as pessoas, e a maioria delas torna-se mais ruidosa e desembaraçada, outros ficam mais morosos e contidos.  Com o tempo o desempenho intelectual e  são prejudicados, mas os indivíduos costumam ser incapazes de avaliar esse prejuízo por si mesmos.

16 –Pratique esporte – exercitar-se fisicamente significa reduzir a depressão, a ansiedade e as perturbações neurovegetativas.  Há maior disposição  para o trabalho, como também para o lazer, maior resistência às doenças de um modo geral. Diminui o grau de estresse, a sensação de fadiga, melhora o sono, o humor, o estado psicológico e o relacionamento pessoal. Aumenta a autoconfiança e  leva a uma saudável alegria de viver.

17 –Exercícios de relaxamento – deixe-se relaxar, começando pelos pés e subindo até a cabeça, atingindo assim o corpo todo. O relaxamento deve ser consciente. Durante o relaxamento observe a respiração, mas procure não interferir nela. Imagine-se em um lugar tranqüilo, numa bela e ampla paisagem que dê uma idéia do infinito. Um nascer de sol, por exemplo, uma praia,ou mar.

Fonte:  Tratado de Clínica Médica, Cardiopatias Valvares

 

Publicado originalmente em20 de October de 2010 @ 20:22

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Neurocisticercose (Cisticercose do sistema nervoso central)

Fri, 06/05/2020 - 18:28

O que é neurocisticercose?

Cisticercose é a infecção causada pela forma cística da tênia do porco, Taenia solium, e a neurocisticercose é quando ocorre o acometimento do sistema nervoso central (SNC).

Como se adquire a neurocisticercose?

O homem pode adoecer de duas formas:
1 – ao ingerir carne de porco contendo o cisticerco (Cysticercus cellulosae), que são “caroços” observados na carne, esta é a forma larvária da T. solium. Desta forma o homem adquire a teníase e a larva passa a viver no seu intestino.
2- ao ingerir acidentalmente os ovos da larva que são liberados junto com as fezes do homem infectado, podendo levar a outra forma da doença que é a cisticercose. Desta forma, os “caroços” antes vistos na carne do porco, podem se alojar, agora, nos tecidos humanos, como os músculos e tecido nervoso.

 

Para se adquirir a cisticercose é necessário que os ovos da tênia atinjam o estomago do homem, o que pode acontecer de duas maneiras:
1 – a auto-infecção, quando os ovos de um indivíduo infectado são transferidos da região perianal para a boca, ou quando os ovos são regurgitados do intestino para o estômago;
2 – a heteroinfecção, ingestão dos ovos por intermédio de água ou alimentos contaminados. Esta é a maneira mais importante de aquisição da doença.
As formas de transmissão dessa doença explicam a associação de sua alta incidência com as más condições de saneamento básico. No Brasil, é particularmente encontrada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná. Esse fato pode também ser explicado pelos maiores recursos destas regiões para se fazer exames e portanto o diagnóstico.
A cisticercose é a parasitose mais freqüente do SNC sendo responsável por muitas internações hospitalares e seqüelas neurológicas graves. Ao mesmo tempo, é muito comum a identificação de cisticercos mortos, em exames de imagem realizados de rotina, e que não apresentam mais risco.

 

 

Quais são os sintomas da neurocisticercose?

Os sintomas dependem da localização, do número e do estágio de desenvolvimento dos cistos. O período de incubação dura de quatro a cinco anos, ou seja, os sintomas podem aparecer anos depois da ingestão dos ovos da tênia. Os sintomas geralmente surgem quando os cistos começam a envelhecer e provocam uma resposta inflamatória do hospedeiro. Os pacientes podem apresentar convulsões, danos neurológicos (paralisias ou dormências em um segmento do corpo), sinais de aumento de pressão intracraniana (dor de cabeça, vômitos e torpor), alteração do comportamento, meningite (febre, dor de cabeça, rigidez do pescoço), entre outros sintomas. Clique aqui para acessar os sintomas que podem aparecer em uma doença neurológica.

Como se faz o diagnóstico da neurocisticercose?

O médico deve suspeitar da neurocisticercose quando estiver frente a qualquer distúrbio neurológico, cognitivo ou de personalidade em pessoa proveniente de área em que a doença é freqüente. A teníase, ou seja, infestação intestinal pela tênia pode auxiliar no diagnóstico, mas nem sempre está presente junto com a cisticercose.
Após o exame neurológico, o especialista pode determinar a provável localização do problema e a partir daí escolher o melhor exame de imagem pra confirmação do local e planejamento terapêutico: Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética (RNM). Algumas vezes a RNM pode determinar o diagnóstico se a imagem do cisto for bem característica. O exame de líquor, realizado através de punção lombar também pode fazer esse diagnóstico. Uma última alternativa, caso os outros exames não tenham sido suficientes, é a biópsia da lesão. Muitas vezes, o diagnóstico de certeza não é necessário, pois se a suspeita for forte e a evolução clínica compatível, o tratamento já deve ser instituído.

Qual o tratamento da neurocisticercose?

O melhor tratamento, como todos sabem, é a prevenção. A infecção por vermes adultos pode ser evitada pelo cozimento completo da carne suína. E a prevenção da cisticercose pode ser feita através de hábitos corretos de higiene pessoal e alimentação. Em regiões onde a freqüência dessa doença é alta, o controle pode ser difícil apesar dos cuidados individuais, e nestes casos, os órgãos públicos devem procurar nos sítios, fazendas e criadouros, porcos que estejam doentes para que o tratamento seja feito direto na fonte do problema.
Uma pessoa infectada por T. solium deve ser tratada imediata e cuidadosamente para eliminar os vermes adultos, devendo, juntamente com seus contatos próximos, ser examinada pelo especialista para descartar a possibilidade de infecção concomitante por cisticercose. O tratamento da infecção intestinal é semelhante ao de outras verminoses e realizado através de medicamentos por via oral.
O tratamento da cisticercose tem como objetivo a redução da resposta inflamatória. Portanto nem todos os pacientes devem ser tratados, pois os cistos podem já estar mortos ou a resposta inflamatória ao uso do medicamento pode ser pior que a doença. O tratamento pode ser, portanto, apenas a observação, uso de drogas anti-parasitárias e anti-inflamatórios hormonais e eventualmente a cirurgia.
As formas da doença que geralmente precisam de tratamento cirúrgico são aquelas que evoluem com aumento da pressão intracraniana: dor de cabeça forte, vômitos, alteração do nível de consciência. Esses sintomas podem aparecer pois o cisto pode se comportar como um tumor (clique aqui e veja tumores intracranianos), podem causar uma inflamação muito grande e conseqüentemente inchaço cerebral ou podem obstruir a circulação do liquido céfalo-raquidiano (liquor).
A cirurgia pode ser realizada para retirar o cisto que está causando problema, para descomprimir o cérebro que está sofrendo com o inchaço ou para desobstruir a circulação de liquor através de neuroendoscopia ou derivação liquórica, cirurgia também conhecida como válvula, derivação ventrículo-peritoneal, shunt ou derivação ventricular.
A neurocisticercose que acomete a coluna ou medula espinhal, também tem indicação de cirurgia se estiver comprimindo os nervos ou medula.

Como é a evolução da doença?

As cistos que se encontram dentro do cérebro apresentam melhor evolução, sejam eles de tamanho habitual necessitando de medicação parasiticida, sejam eles gigantes através do tratamento cirúrgico. As formas da doença que causam obstrução da circulação de liquor, especialmente se acompanhadas de inflamação importante e da necessidade de implantação de derivações, apresentam uma evolução mais complicada, com internações freqüentes e deterioração neurológica.
De uma forma geral, quanto menor a inflamação, melhor o prognóstico e portanto, quanto mais rápido for instituído o tratamento, melhor será seu resultado.

 

Fonte: Tratado de Clínica Cirúrgica

 

Publicado originalmente em4 de October de 2010 @ 20:28

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Rinite

Fri, 06/05/2020 - 18:23

O que é a Rinite?
Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz.

Há vários tipos de rinite, entre eles estão a alérgica e a medicamentosa.
A rinite medicamentosa é outro tipo de rinite e também muito freqüente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, sem saber quais os riscos que estão correndo. Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la.
A rinite alérgica é muito comum, principalmente onde o ambiente é poluído e a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo.

A Rinite é contagiosa?
A rinite alérgica não é contagiosa, não passa de pessoa para pessoa. Os pais podem transmitir para os filhos através dos genes; por isso filhos de pais alérgicos têm maior chance de manifestar a rinite alérgica durante a vida comparado com os que não têm antecedentes de alergia na família.

A Rinite tem cura?
A rinite alérgica tem tratamento, mas não tem cura. Quem tem rinite alérgica pode viver sem sintomas, como qualquer um, quando a rinite é tratada corretamente.

O que faz a rinite piorar?
Quanto mais se entrar em contato com as substâncias que causam alergia, piores são os sintomas. Os agentes irritantes da atmosfera poluída pioram muito os sintomas, assim como substâncias químicas, produtos de limpeza, poeira, pêlos de animais. Fumaça de cigarro, inseticida, tintas, combustíveis e até perfumes também podem piorar a rinite alérgica.

Como prevenir a rinite?
A melhor forma de tratar a rinite alérgica é a prevenção, com medidas para diminuir a presença de agentes que causam a alergia na sua casa e nos ambientes que você mais frequenta.
 

O PAPEL MAIS IMPORTANTE NO TRATAMENTO DA RINITE ALÉRGICA É SEU

 

Evite a poeira doméstica: retire tudo o que possa juntar poeira em sua casa; evite tapetes, carpetes, cortinas grossas; os pisos devem ser lisos; passe sempre um pano úmido sobre os móveis e no chão; deixe os ambientes sempre abertos para arejá-los e para que o sol entre neles o maior tempo possível.

Evite agentes e substâncias irritantes.

O quarto:
O local é muito importante
É normalmente o ambiente mais contaminado por ácaros e nele você passa várias horas dormindo, portanto é o local mais importante e merece muita atenção e cuidados.
O colchão deve ser forrado para impedir a passagem de poeira, assim como os travesseiros.
Use edredons, desde que não sejam de penas, em lugar de cobertores de lã, e lave-os a cada 10 dias.
Coloque as roupas no armário e as de lã, em sacos plásticos fechados.
Bichos de pelúcia armazenam muita poeira; livre-se deles ou lave-os a cada 10 dias.
Não permita nunca que animais de estimação entrem no quarto.
Paredes úmidas e frias, com vazamentos devem ser identificadas e os vazamentos devem ser reparados para eliminar a umidade. Lugares com mofo e manchas devem ser limpos.

A poeira doméstica:
Poeira no ambiente doméstico é a maior causa de sintomas como nariz entupido e escorrendo, coceira e espirros durante todo o ano. A poeira de casa também causa tosse e piora a asma.
A poeira de casa é uma mistura de vários detritos. Entre eles há as bactérias, os fungos e os ácaros.
O ácaro gosta de ambientes quentes e úmidos, sem luz. Ele não sobrevive em lugares secos e ensolarados. Este inseto vive em lençóis, tapetes, carpetes, colchões, roupas, armários e bancos de automóveis, onde as condições são favoráveis.

E os animais ?

Os animais são parte da nossa vida cotidiana. Infelizmente, pessoas alérgicas devem se precaver quanto a trazer animais para dentro de casa.
Os animais podem causar alergia através de sua saliva, urina ou pêlos. Além disso, pêlos e penas acumulam ácaros.

Evite também:
Ambientes com pessoas fumando ou lugares enfumaçados. Se possível, ninguém na casa deve fumar.
Evite contato com substâncias que tenham cheiro forte (tintas,
querosene etc.).
Produtos de limpeza: use aqueles que não fazem mal, que tenham odor mais ameno.
Use perfumes que não causam alergia ou não use perfume. Evite substâncias em sprays.
Use máscara para fazer faxina ou deixe alguém que não tenha alergia fazê-la por você.
Não use produtos químicos ou combustíveis.
 
Tratamento médico:
Quando os sintomas permanecem mesmo com os cuidados acima pode ser necessário o uso de alguma medicacão. O médico otorrinolaringologista e/ou o imunologista devem ser consultados para a correta avaliação e acompanhamento.

Conseqüências:
A obstrução nasal da rinite pode causar várias conseqüências além do incômodo com seus sintomas: problemas de sono e roncos, desalinhamento dos dentes devido `a respiração bucal, voz anasalada etc.

Fonte: Tratado de Clínica Cirúrgica, Tratado de Clínica Médica

 

Publicado originalmente em4 de October de 2010 @ 20:16

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Hidrocefalia

Fri, 06/05/2020 - 18:18

Qual o melhor tratamento, válvula ou endoscopia?

O que é hidrocefalia?

 

O cérebro é envolvido por um liquido chamado de líquor ou liquido céfalo-raquidiano (LCR) cujas funções básicas são hidratar e proteger. Este liquido está presente também dentro do cérebro em algumas cavidades que são chamadas de ventrículos. O acúmulo deste liquido dentro dessas cavidades com conseqüente dilatação dos ventrículos é chamado de hidrocefalia.

Quais são os sintomas?

 

Em recém-nascidos ou crianças pequenas, pode acontecer o seguinte:

  • irritabilidade
  • letargia ou sonolência excessiva
  • apnéias ou paradas respiratórias
  • alteração do formato do crânio, cabeça grande ou que cresce rapidamente
  • fontanela dilatada, ou seja,  “moleira” aberta, abaulada e tensa
  • dificuldade para andar, desequilíbrio
  • atraso do desenvolvimento neuropsicomotor

 

Nas crianças mais velhas e em adultos, os sintomas incluem:

  • dor de cabeça
  • vômitos
  • dificuldade para enxergar
  • letargia ou sonolência excessiva

 

A hidrocefalia pode também evoluir de forma lenta e ir prejudicando o cérebro aos poucos, com isso a pessoa pode sofrer problemas de aprendizagem, de concentração, de raciocínio lógico, de memória de curto prazo, problemas de coordenação, de organização, dificuldades de localização têmporo-espacial, de motivação, ou dificuldades na visão.

Em idosos existe uma doença chamada de Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN), nestes casos, os pacientes geralmente desenvolvem dificuldade para caminhar, incontinência urinária (perdem urina na roupa) e deficiência cognitiva, caracterizada principalmente pela perda de memória.

 

Quais são as causas?

 

As hidrocefalias podem aparecer na vida intra-uterina (hidrocefalias congênitas) ou podem ser adquiridas ao longo da infância ou fase adulta por uma diversidade de causas. O líquor se acumula nos ventrículos por uma obstrução em alguma via de passagem (hidrocefalia obstrutiva) ou por um desequilíbrio entre a velocidade de produção do LCR e a capacidade de absorção (hidrocefalia comunicante).

As principais causas de hidrocefalia comunicante são:

  • hemorragias ou sangramentos intracranianos
  • traumatismos cranianos
  • infecções (meningite)
  • idiopática, ou seja, sem causa aparente

 

E as principais causas de hidrocefalia obstrutiva são:

  • congênitas (malformações cerebrais)
  • tumores
  • cistos

 

Como se faz o diagnóstico?

 

O especialista suspeita de hidrocefalia a partir dos sinais e sintomas apresentados acima. Alguns dados do exame neurológico podem comprovar a suspeita, mas geralmente são necessários exames complementares para a confirmação: ultra-som transfontanelar, tomografia e ressonância magnética do crânio.

 

Qual o melhor tratamento? Endoscopia ou válvula?Na maioria dos casos a hidrocefalia é tratada com as derivações, popularmente conhecida como válvulas. Estes sistemas são compostos de um cateter que fica em contato com o líquor dentro do ventrículo e está ligado a uma válvula que limita a quantidade de líquido a ser drenado. A outra extremidade do catéter é passada por baixo da pele até uma outra cavidade do corpo que possa receber este líquido, geralmente a cavidade abdominal.

Muitas formas de hidrocefalia podem ser tratadas por neuroendoscopia: através de um furo no crânio, uma câmera de vídeo é introduzida até o ventrículo, a partir dai é possível comunicar o ventrículo com outro espaço intracraniano chamado de cisterna, desta forma o líquor circula mais facilmente e pode tratar a hidrocefalia.

A endoscopia tem a vantagem de tratar a hidrocefalia sem que um material estranho tenha de ser colocado dentro do organismo, no entanto, nem sempre é possível utilizar esta técnica.Procure o neurocirurgião para esclarecer todas as dúvidas com relação ao seu tipo de hidrocefalia, qual a melhor forma de tratamento e possíveis complicações.

 

 

 

Fonte: Tratado de Clínica CirúrgicaNeurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias

 

Publicado originalmente em4 de October de 2010 @ 19:55

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Tumores Intracranianos (Tumores Cerebrais)

Fri, 06/05/2020 - 18:13

O que são tumores?

  Tumor é um termo que indica aumento anormal de um tecido ou de uma região do corpo humano. Pode ser assustador ouvir este nome se associá-lo a câncer intratável e até mesmo a morte antes do previsto. Pode realmente ser uma doença maligna, no entanto, também pode ser uma doença benigna, tratável e que as vezes nem mesmo precisa de intervenção médica, apenas observação. Um tumor geralmente se forma a partir de uma célula defeituosa que se multiplica desordenadamente produzindo outras com o mesmo defeito e resultando no aumento do tecido. O tumor benigno, ao contrário do maligno, geralmente cresce lentamente, sem destruir muito os tecidos ao seu redor e sem enviar metástases para outros órgãos. Metástases geralmente ocorrem quando um tumor invasivo atinge o sangue e, células são transportadas para pontos do corpo distantes do tecido de origem, onde podem crescer e formar outras colônias tumorais. Um tumor intracraniano é formado por divisões de células anormais que se encontram dentro do crânio: células ósseas, gliais e meníngeas, neurônios, vasos sanguíneos, nervos cranianos, glândulas e células malignas provenientes de câncer em outros órgãos. O tipo de tumor depende do tipo de célula que ele deriva. Existem, portanto, diversos tipos de tumores intracranianos, cada um com evolução e características própria. Doenças que podem ser desde facilmente curáveis até rapidamente fatais. A consulta com o neurocirurgião é essencial para esclarecer todas as dúvidas, tipos de tratamento e evolução esperada.   Os tumores cerebrais podem ser hereditários ou genéticos? Quais as causas? Os tumores cerebrais raramente são hereditários, ou seja, presentes em mais de um membro da família. Algumas exceções são os tumores do sistema nervoso central associados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose, a Doença de Von-Hippel-Lindau e a Cavernomatose familiar. Foram identificados genes que podem facilitar o surgimento de tumores pelo corpo; e genes que impedem naturalmente a formação de tumores, destruindo células defeituosas. Portanto, tumor pode ser considerado “genético”, mas sua formação é multifatorial, ou seja, além de uma predisposição genética existem outras causas para seu surgimento. Por exemplo, a radiação que é utilizada para radioterapia, ou mesmo para exames como o Rx e Tomografia, podem ser a causa de alguns tumores. Outra hipótese é a influência de infecções virais e de substâncias químicas. No caso do câncer de pulmão as substâncias químicas presentes no cigarro são sabidamente cancerígenas.   Quais são os tumores intracranianos? Tumores intracranianos podem ser formados pelas estruturas que ocupam a caixa craniana como o osso, meninges (membranas que revestem o cérebro), cérebro, nervos cranianos e vasos sanguíneos; ou por metástases de tumores originários de outros órgãos do corpo. As metástases, totalizam cerca de metade dos tumores que afetam o cérebro. Os locais de origem mais freqüentes no adulto são o pulmão, mama, pele (melanoma) e próstata. Em crianças: tumores do sangue (leucemia), do sistema linfático (linfoma), dos ossos (sarcoma osteogênico e de Ewing) e dos músculos (rabdomiosarcoma). Nesses casos, o tratamento deve ser voltado tanto para a lesão cerebral como para o órgão que originou o tumor. O crânio é fonte de diversos tipos de tumores, a maioria deles benignos: osteoma osteóide, osteoblastoma, osteosarcoma, fibroma ossificante, granuloma eosinofilico, cisto ósseo aneurismático. O problema é geralmente identificado como um “caroço” crescendo na cabeça. Muitas vezes o tratamento consiste apenas na observação do desenvolvimento da lesão e a cirurgia pode resolver a maioria dos casos que apresentam crescimento progressivo ou que estejam causando sintomas. Os meningeomas ou meningiomas, são originados nas membranas que revestem o cérebro (meninges) e estão entre os mais comuns. Como estão localizados logo abaixo do crânio, eles costumam crescer e comprimir o cérebro. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença. Algumas vezes, estas lesões se comportam como malignas, nestes casos outros tratamentos como a radioterapia podem ser utilizados. Existem diversas células que compõem o cérebro e podem gerar os mais diferentes tumores. Infelizmente, o tipo mais comum, responsável por aproximadamente metade dos tumores primariamente cerebrais, é o glioblastoma multiforme (GBM). Este tumor maligno é bastante agressivo, com grande poder de infiltração dos tecidos ao seu redor. Por não existir tratamento curativo, a cirurgia precisa ser complementada com radioterapia e, as vezes, quimioterapia. Apenas um em cada cinco pacientes com esse tipo de tumor sobrevive mais de dois anos. Em crianças, um tumor maligno e bastante freqüente é o meduloblastoma, nestes a cura vai depender do estágio em que a doença foi descoberta, do grau de ressecção da lesão e da resposta ao tratamento complementar à cirurgia (radioterapia e quimioterapia). Existem outros tipos de tumores originados nas células cerebrais que podem variar de benigno a maligno, dependendo do grau de diferenciação de suas células. São eles: glioma, astrocitoma, oligodendroglioma, oligoastrocitoma, ependimoma, neurocitoma, gangliogliomas, ganglioneuromas. Existe uma escala da Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificar os tumores: os benignos são grau 1 e os mais malignos como os GBMs são grau 4. O grau 2 pode ser considerado 10 vezes mais maligno que o grau 1; o grau 3, 100 vezes mais; e o grau 4, 1000 vezes mais maligno que o grau 1.  Os tumores grau 1 como o astrocitoma pilocítico, o ependimoma grau 1, o xantoastrocitoma, o ganglioglioma e ganglioneuroma podem ser curados se forem retirados totalmente na cirurgia. É importante salientar que se a retirada total do tumor for causar algum dano neurológico ao paciente, é preferível deixar um pouco de tumor mantendo o paciente sem novos sintomas. Os tumores dos nervos cranianos mais comums são os schwannomas, neurinomas ou neurilenomas que geralmente acometem os nervos vestibular, acústico e facial. Os sintomas do neurinoma do acústico ou schwannoma vestbular podem ser perda auditiva, tontura, zumbido e perda de equilíbrio. O tratamento cirúrgico é geralmente eficaz. Existe também a alternativa da radiocirurgia quando a cirurgia não pode ser realizada. Os vasos sanguíneos também podem gerar tumores, geralmente são lesões benignas como o hemangioblastoma. No sentido amplo da palavra tumor, ou seja, algo com efeito expansivo, os cavernomas (angiomas cavernosos) e malformações artério-venosas podem ser considerados tumores e são passíveis de tratamento cirúrgico.   Quando desconfiar de um tumor?   Os sintomas dependem principalmente de onde está situado o tumor e da velocidade de seu crescimento. Quando o tumor é muito agressivo, pode causar dor de cabeça muito forte associada a vômitos e letargia (sonolência excessiva), nestes casos a procura pelo neurocirurgião deve ser imediata. Seguem as manifestações neurológicas que devem estimular o paciente a procurar um especialista e que podem estar relacionadas a tumores no sistema nervoso central:
  • dor de cabeça (cefaléia),
  • desmaios e crises epilépticas (epilepsia),
  • perda de força (paralisias, plegia ou paresia),
  • formigamentos (parestesias) e outras alterações da sensibilidade,
  • alterações visuais (perdas visuais, visão dupla, pontos luminosos) e alterações da fala (gagueira, afasia),
  • alterações do estado mental (confusão, agitação), perda de memória,
  • tonturas, alterações do equilíbrio e marcha,
  • movimentos involuntários (tremores, tics),
  • alteração do humor (irritabilidade, depressão).
  Entretanto, esses sintomas podem estar presentes em doenças mais simples e comuns. Por exemplo, existem mais de 150 tipos diferente de dor de cabeça e a minoria delas está relacionada a uma doença neurológica grave, e ainda, 80% dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça que pode ser bastante intensa e incomodativa, e não estar relacionada a lesão estrutural no cérebro De uma maneira geral, podemos considerar que quanto mais antiga for a dor de cabeça mais benigna ela é. Nos casos de tumor a dor costuma ser de inicio recente e evoluir com piora progressiva além de estar freqüentemente associada a outros sintomas ou sinais no exame neurológico. Sintomas neurológicos súbitos estão geralmente associados a uma doença vascular como o derrame (AVC), os tumores costumam causar piora progressiva dos sintomas apresentados.   Como se faz o diagnóstico?   A suspeita diagnóstica é feita através da história clínica e do exame neurológico. A partir daí, o neurocirurgião ou neurologista solicitam os exames complementares mais pertinentes para cada caso, que podem ser: Ressonância Nuclear Magnética (RNM), Tomografia Computadorizada (TC) e Arteriografia dos vasos cerebrais.   Qual o tratamento?   O tratamento depende do tipo de tumor, da localização, da idade do paciente e dos sintomas apresentados. As alternativas são: observação, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e radiocirurgia. Em situações específicas é possível fazer o acompanhamento da doença sem necessidade de submeter o paciente a qualquer tratamento, por exemplo, nos casos de meningiomas muito pequenos. Geralmente, a cirurgia é o primeiro passo no tratamento dos tumores intracranianos. Sua finalidade é a remoção do máximo de tumor possível sem criar novos danos neurológicos ao paciente. Alguns tumores podem ser curados somente com cirurgia. A radioterapia é um tratamento complementar onde as células tumorais são irradiadas e destruídas. Utiliza-se uma fonte externa de material radioativo que é direcionada para a lesão. Quanto mais rápido for o crescimento tumoral, maior a eficácia desse tratamento. O radioterapeuta é o médico especialista neste tipo de tratamento e a dose e área a ser irradiada depende da avaliação conjunta deste médico com o neurocirurgião. A quimioterapia se refere ao uso de medicações injetáveis ou orais que atingem as células tumorais. Na maioria dos tumores intracranianos primários a quimioterapia é apenas adjuvante, ou seja complementar. Mas em alguns casos de tumores com origens em outros órgãos, como por exemplo o germinoma ou linfoma, a quimioterapia é muito importante e decisiva para o tratamento. O oncologista é o médico especialista, responsável por escolher as melhores medicações e dosagens a serem administradas para cada caso. A radiocirurgia, apesar do nome, não envolve corte ou necessidade de anestesia,  funciona como uma radioterapia em que a dose é concentrada em um pequeno ponto, em uma ou poucas sessões, com mínimo efeito no tecido normal ao redor do tumor. Esse tipo de tratamento é reservado para os casos em que o tumor é pequeno, pouco infiltrativo e localiza-se suficientemente distante de estruturas sensíveis a radiação como o nervo óptico por exemplo.   Conclusões Existem portanto mais de uma centena de tumores que acometem o espaço intracraniano, converse com o neurocirurgião para obter o máximo de informações a respeito de sua doença, afinal, se a medicina ainda não pode curar todos os tumores, o médico deve ao menos fornecer informações e proporcionar conforto ao paciente aliviando o sofrimento e tratando os sintomas. O tratamento deve ser individualizado e contar com o apoio multiprofissional, visando sempre a melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares   Fonte: Neurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias, Tratado de Clínica Cirúrgica

 

Publicado originalmente em10 de September de 2010 @ 15:47

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Angioma Cavernoso do Sistema Nervoso Central (Angiomas, Cavernoma)

Fri, 06/05/2020 - 18:08

 

O angioma cavernoso também é conhecido como malformação cavernosa, hemangioma cavernoso, cavernoma ou malformação arteriovenosa criptogênica. Pode estar localizado no encéfalo (cérebro e cerebelo), medula espinhal e nervos cranianos. É uma doença relativamente rara, com incidência na população de 0,5 a 0,7%.

Acredita-se que na maioria das vezes estas lesões sejam congênitas, no entanto sabe-se que podem aparecer depois do nascimento, especialmente em casos de irradiação cerebral. Os angiomas cavernosos em 16 a 33% dos casos apresentam-se múltiplos e nestes há uma grande associação com a herança familiar. A ausência de tecido nervoso normal no meio destas lesões é o que as diferencia de outras malformações como telangiectasias, malformações arterio-venosas (MAV) e angiomas venosos. A Ressonância Nuclear Magnética é bastante sensível e específica para se fazer o diagnóstico, diferenciar de tumores e programar a cirurgia. No entanto, após um sangramento agudo a identificação do angioma cavernoso pode ser difícil; o inchaço associado ao sangramento costuma desaparecer em 4 a 6 semanas, este é portanto o tempo adequado para se repetir uma Ressonância em caso de dúvida. Geralmente, os angiomas cavernosos não causam sintomas. Quando os fazem, não costumam causar risco de vida devido ao baixo fluxo sanguíneo destas malformações vasculares. Há três principais tipos de manifestação clínica: 1.     crises epilépticas; 2.     dor de cabeça e dano neurológico progressivo 3.     sangramento no sistema nervoso (cerebral, cerebelar ou medular) com dano neurológico súbito É importante conhecer a chance de sangramento destas lesões para que se possa programar o tratamento. Vários fatores incluindo idade, sexo, localização, tamanho, multiplicidade e forma de apresentação clínica tornam complexa a avaliação do risco de hemorragia, mas de uma forma geral, varia de 0,25% a 3,8% por ano. Aparentemente existe um maior risco de hemorragia após o primeiro evento: 4,5% a 23%. Mulheres parecem apresentar maior risco de hemorragia, principalmente durante a gravidez devido às mudanças hormonais. Outro possível fator de risco é a idade, com maior probabilidade de sangramento em jovens. Outro fator importante a ser considerado é o risco de um paciente com angioma cavernoso apresentar crises epilépticas (convulsão) que pode variar de 1,5% a 4,8% ao ano. Quase todos os pacientes sem sintomas devem ser observados, pois eles podem assim permanecer por tempo indefinido, e se ocorrer uma hemorragia, geralmente é pequena e sem grandes danos neurológicos. O tratamento conservador também é relevado se a malformação estiver associada com epilepsia bem controlada clinicamente, e se o paciente for idoso ou não apresentar condições clínicas para o tratamento cirúrgico, ou se o paciente apresentar múltiplos angiomas e a lesão sintomática atual não puder ser determinada. Se a malformação estiver localizada em região crítica do cérebro, e o paciente apresentar apenas uma hemorragia ou sintomas mínimos o tratamento conservador também pode ser considerado. No tratamento conservador, sugere-se acompanhamento clínico e radiológico com Ressonância Magnética a cada 6 meses por 2 anos e se a lesão permanecer estável, pode-se ampliar o intervalo para 1 ano. As lesões que causam sintomas devem ser tratadas agressivamente visto o alto índice de recorrência e os resultados positivos da cirurgia levando a maior expectativa e melhor qualidade de vida. Em pacientes com história curta e benigna de epilepsia, a remoção do angioma cavernoso e do hematoma adjacente está associada a alta taxa de sucesso no controle de crises epilépticas. Pacientes com sangramentos recorrentes também são geralmente submetidos à cirurgia. Em ambas situações o tratamento conservador pode ser considerado quando a lesão está localizada em uma região com grande risco cirúrgico. Tratamento com radioterapia ou radiocirurgia não deve ser considerado, pois não há evidência de benefício e portanto não compensam as complicações envolvidas nesses procedimentos. Leia Mais: Angioma Cavernoso Fonte: Neurocirurgia Pediátrica – Fundamentos e Estratégias, Tratado de Clínica Cirúrgica

 

Publicado originalmente em28 de August de 2010 @ 14:43

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Cirurgia Minimamente Invasiva

Fri, 06/05/2020 - 18:03

             A cirurgia minimamente invasiva tem como objetivo a máxima preservação da anatomia com a mínima agressão ao organismo, mas suficiente para resolver o problema. Os vários benefícios são: cicatriz cirúrgica reduzida, menos dor pós-operatória, menor taxa de complicações, recuperação mais rápida, alta hospitalar precoce, retorno mais rápido as atividades habituais e maior conforto do paciente.

            A utilização de equipamentos cirúrgicos modernos como o microscópio, a endoscopia e técnicas percutâneas possibilitam o avanço contínuo da cirurgia minimamente invasiva. No entanto, algumas técnicas consideradas minimamente invasivas tem sido utilizadas sem que haja comprovação científica de sua superioridade em relação às cirurgias convencionais. Todos os benefícios citados acima devem ser considerados para que a técnica seja eficaz e minimamente invasiva, ou seja, nada adianta a cicatriz não aparecer se a doença não for tratada.                         No Amato Consultório Médico, estamos aptos a realizar tanto os procedimentos modernos quanto os convencionais. Somos partidários do avanço tecnológico e, principalmente da individualização de cada caso, escolhendo a melhor cirurgia para cada paciente e nunca escolhendo o paciente para determinada cirurgia. Procedimentos neurocirúrgicos minimamente invasivos realizados pela equipe:
  • Neuroendoscopia
  • Estereotaxia
  • Técnicas percutâneas para tratamento de dor na coluna (bloqueio, radiofreqüência, rizotomia, vertebroplastia e cifoplastia)
  • Microcirurgia e vídeo-endoscopia para tratamento de Hérnia de Disco
  Fonte: Manual para o Médico Generalista, Tratado de Clínica Cirúrgica

 

Publicado originalmente em22 de August de 2010 @ 17:44

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Cirurgia Vascular: Varizes, vasinhos e veias – opções de tratamentos, cirurgia com Laser ou tradicional

Fri, 06/05/2020 - 17:58
Entrevista realizada pela Universidade de Santo Amaro e apresentada na TV Unisa com o Dr. Alexandre Amato.<br/> Varizes. 23:51

 

Veja também:

Publicado originalmente em13 de July de 2010 @ 19:53

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