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Cirurgia Vascular e Endovascular

Sat, 01/26/2019 - 21:11
Cirurgia Vascular

tratamento de varizes, vasinhos, veias varicosas, mas também artérias, aneurismas, estenoses, fístulas e outros

O que a angiologia e a cirurgia vascular e a cirurgia endovascular trata? O Cirurgião Vascular é o médico responsável pelas doenças que acometem os sistemas arterial, venoso e linfático. Embora seja conhecido mais pelo tratamento de varizes, vasinhos, microvarizes e teleangiectasias, isso é apenas uma parte dessa ampla especialidade e se deve ao fato das varizes serem muito prevalentes em nossa população e possuirem um aspecto estético importante.

O angiologista é o médico responsável pelas doenças clínicas vasculares que não necessitam de cirurgia. Porém é muito difícil separar uma especialidade de outra. Inicialmente porque o paciente que procura o médico não saberá dizer se a conduta será cirúrgica ou não, isso caberá ao médico decidir. Portanto as duas subespecialidades estão intimamente relacionadas, sendo o cirurgião vascular apto a tratar clínicamente das doenças vasculares não cirúrgicas.

O Cirurgião Vascular que possui também titulação para exercer a Cirurgia Endovascular pode utilizar-se de recentes técnicas minimamente invasivas para realizar procedimentos cirurgicos. As novas técnicas endovasculares fornecem uma perspectiva diferente para os pacientes, com tempo de recuperação mais rápido, incisões menores ou ausentes, menos tempo de UTI, internações mais rápidas e outras vantagens.
A grande pergunta é: "Então porque todos não usam cirurgia endovascular para todas as doenças vasculares?"
Porque já existem indicações precisas para o uso das técnicas endovasculares. Em alguns casos a técnica tradicional ainda é superior a endovascular. Por isso é necessária uma cuidadosa investigação e planejamento por cirurgião apto para realizar tanto procedimento tradicional quanto endovascular.

 

Sistema arterial:

O sistema arterial é frequentemente acometido por aterosclerose, que é uma doença evolutiva (surge com a idade) e progressiva. As artérias que apresentam aterosclerose tornam-se estreitas e endurecidas, podendo haver bloqueio da passagem do sangue, levando à isquemia dos tecidos. Isto pode acontecer no coração (infarto do miocárdio), nas pernas (doença arterial obstrutiva periférica) e também nas artérias do pescoço, as carótidas, acarretando isquemia cerebral, que pode ser transitória (AIT - ataque isquemico transitório) ou definitiva (AVC - acidente vascular cerebral). As artérias também podem se dilatar, formando aneurismas, que são potencialmente graves, pois a dilatação do vaso enfraquece a parede com a possibilidade de rompimento do vaso e consequente hemorragia, o chamado aneurisma roto. O aneurisma mais comum é o da aorta abdominal.

- Aterosclerose, Arteriosclerose, Ateriolosclerose

Sistema venoso:

As doenças venosas são as mais frequentes, sendo as varizes e as tromboses venosas as de maior incidência. As varizes são veias em membros inferiores que se apresentam dilatadas e tortuosas, podendo levar a sintomas como dor, peso e cansaço. A trombose venosa é a formação de coágulos dentro das veias, que podem se desprender e ir para o pulmão, causando embolia pulmonar.

 

Sistema linfático:

Os problemas linfáticos são menos frequentes e ocorrem quando os membros inferiores apresentam dificuldade de drenagem da linfa, com formação de edema, que é endurecido e constante.

Exames auxiliares (o cirurgião vascular também pode realizar exames subsidiários de imagem)

A ultrassonografia com Doppler é um exame não invasivo de fácil realização, muito útil na detecção das alterações nos sistemas arteriais e venosos em membros inferiores e superiores e também no sistema carotídeo.

  • Ecodoppler arterial e venoso (Ultrassom)

Tratamentos:

O laser vem ocupando espaço cada vez maior no tratamento das varizes, tornando-os menos invasivo.

Cirurgia convencional / aberta

  • Cirurgia endovascular minimamente invasiva, Angiorradiologia, Radiologia Intervencionista
  • Laser

O cirurgião vascular também pode realizar diversos tratamentos que fazem interface com outras especialidades como:

Tags: angiorradiologiaendovascularangiologiaVascularvasinhosvazinhosaneurisma
Categories: Medical

Atividade física e seu benefícios

Wed, 01/23/2019 - 20:07
Exercício Físico

e o coração

Os benefícios do exercício físico vão muito além do condicionamento cardio pulmonar e desenvolvimento de massa muscular, ocorre um efeito psicológico e social altamente eficaz. Praticar esporte ou exercitar-se significa reduzir a depressão, a ansiedade e as perturbações neurovegetativas, além de manter o peso, a pressão arterial e o colesterol dentro dos níveis da normalidade.
A capacidade física fica maior, resultando em menor esforço físico para executar determinada tarefa. Há maior disposição não somente para o trabalho, como também para o lazer; maior resistência para as doenças de um modo geral. Isso leva a um agradável bem-estar, maior autoconfiança e uma saudável alegria de viver.
Quem consegue incluir a atividade física entre seus hábitos pessoais, com certeza está evitando diversos problemas consequentes ao sedentarismo da vida moderna e poderá usufruir as vantagens proporcionadas pelo progresso, com maior qualidade de vida.
Todos os órgãos da economia humana têm seu comportamento alterado, em maior ou menor intensidade, pelo exercício ou pela imobilidade.
O exercício físico é um excelente remédio. Não só para reduzir risco de doenças como também para ajudar pacientes em reabilitação. Quem está em tratamento cardíaco, vascular, pulmonar, neurológico ou ortopédico, por exemplo, tem na atividade física um eficiente meio de curar-se mais depressa.
Claro que pacientes devem seguir orientação médica antes de iniciar qualquer programa de atividade física. E quem é hipertenso ou tem problemas no coração precisa realizar exames complementares, que fornecerão as informações necessárias para a continuidade segura dos exercícios.
Durante o exercício, a pressão arterial e a freqüência dos batimentos cardíacos aumentam. Isso é natural, pois a atividade exige maior oxigenação do organismo. Existem porém níveis perigosos de freqüência cardíaca. São perigosos porque pode ocorrer uma alteração do ritmo dos batimentos e prejuízo para a irrigação dos músculos do coração. Nesse caso ocorre a estafa do músculo cardíaco, que pode até provocar a morte.
A freqüência cardíaca não pode exceder certo limite. Acima dele é arriscado praticar exercícios.
A freqüência cardíaca varia conforme a idade e o condicionamento físico de cada um. O atleta, por exemplo, durante o repouso apresenta freqüência cardíaca muito mais baixa do que uma pessoa comum. Cada um tem sua faixa de freqüência, dentro da qual pode fazer exercício sem perigo.
É importante, portanto, que cada um tenha seu próprio programa de exercícios. O atleta necessita trabalhar numa faixa de freqüência cardíaca mais elevada enquanto indivíduos sedentários e sadios devem, de um modo geral, exercitar-se em faixas mais baixas. A medida que vão se condicionando, eventualmente podem exercitar-se com maior intensidade. O condicionamento leva um indivíduo a realizar o mesmo esforço físico, cada vez mais facilmente.
Classificação dos exercícios
Aeróbico ou aeróbio – é aquele que gasta oxigênio para produção de energia, diz-se das atividades isotônicas, aquelas em que o indivíduo “teoricamente” se desloca. Essas atividades melhoram a aptidão cardiopulmonar.
Anaeróbico ou Anaeróbio – é aquele que utiliza outra fonte energética, a do ácido lático, e diz-se das atividades isométricas àquelas em que teoricamente o indivíduo não sai do lugar. Estas hipertrofiam a massa muscular. Esse tipo de atividade aumenta muito a pressão arterial e dependendo da intensidade, às vezes pode ser contra-indicada para hipertensos.
Todos os exercícios, na realidade são mistos, sendo um pouco mais aeróbicos ou anaeróbios.
Um programa de exercícios, deve ser completo, tendo uma fase de alongamento, outra predominantemente aeróbica, em seguida outra mais anaeróbia e finalmente um relaxamento.
Atualmente, existe uma infinidade de modalidades de exercícios físicos, para todos os tipos de gosto
 
Andar - este talvez seja o “primeiro passo” para fazermos o mínimo em atividade física. Os grandes andarilhos têm vida longa. De nada precisamos para começarmos a andar a não ser termos a benção de poder andar. Para tal exercício não precisamos de local especial, de equipamentos, de aparelhagem, de instrumentos, de professor e nem mesmo de parceiro que, aliás, geralmente não falta. É atividade individual por excelência. Podemos escolher o local, a hora, a distância, o ritmo, a velocidade. Tudo isso a nossa maneira e vontade. Enquanto não estabelecemos o programa que faremos “vamos andando” até que o encontremos a modalidade que traga prazer associado.
Existem diversas formas de atividade física e com certeza o mínimo que se faça é bem melhor do que não fazer nada
Aí vão algumas sugestões: subir e descer escada, dançar, nadar, hidroginastica,  pular corda, patinar, pedalar, eliptico ou step, remar, esquiar, diversas modalidades de aulas que cada academia dá um nome diferente. A yoga e o pilates, também tem sua contribuição aeróbica, apesar de ser em menor intensidade. Assim como diversos esportes como futebol, tênis, vôlei e outros que exigem treinamento físico concomitante.
Perigo no fim de semana
É importante ressaltar também que não existe “poupança física”. Não adianta ser um esportista de fim de semana. Isso não acumula ganhos nem rende juros para os outros dias em que não se faz nada. Pior: é muito perigoso.
Também é arriscado recomeçar uma prática esportiva depois de um longo período de inatividade. Mesmo que você tenha sido um campeão no passado, lembre-se: seu físico não é mais o mesmo. É bom ser cuidadoso, prudente e não abusar, para não correr risco de vida.
 
Artigo publicado primeiramente em Cardiologia.pro pela Dra. Marisa Amato.

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Categories: Medical

Radiofrequência para a coluna

Tue, 01/08/2019 - 23:22

     A Radiofreqüência é um procedimento minimamente invasivo, realizado com sedação e anestesia local, que se tornou uma grande esperança para o tratamento da dor crônica da coluna (dor cervicaldor lombarhérnia de disco). O procedimento está indicado para pacientes que não melhoram com o tratamento clínico, pacientes que não podem ou não querem ser submetidos a cirurgias abertas (como a artrodese) e também para pacientes que já foram operados da coluna e não melhoraram.

      Quando o paciente apresenta boa resposta às infiltrações da coluna, ou seja, a estrutura responsável por gerar dor no paciente foi bem identificada a partir dos bloqueios diagnósticos e terapêuticos, a radiofreqüência pode ser utilizada. Este aparelho leva a lesão de ramos nervosos responsáveis pela dor, preservando a parte do nervo que é responsável pela sensibilidade e pela força. A Radiofreqüencia Convencional funciona através do calor, causando lesão térmica nas estruturas alvo. A Radiofreqüencia Pulsada gera ondas seguidas de pausa, ou seja, a temperatura não eleva tanto quanto na convencional, e a corrente elétrica gerada modula as sinapses nervosas, acabando com a transmissão dos estímulos dolorosos.

      A partir de janeiro de 2014 a utilização da Radiofreqüencia para dor lombar foi incluída no rol de procedimentos da ANS, ou seja, os convênios são obrigados a autorizar o procedimento se houver indicação para tal.

      A Rizotomia facetária por radiofrequência é a lesão dos ramos mediais dorsais do nervo espinhal. Este ramo nervoso é responsável pela inervação das articulações facetárias. Estas estruturas são freqüentemente responsáveis por quadros dolorosos na coluna, lombar, torácica e cervical. Se houve boa resposta ao bloqueio lombar, o procedimento tem altas chances de ser bem sucedido, deixando o paciente livre de dor por muito tempo e até mesmo resolvendo o problema, evitando cirurgias mais agressivas da coluna.

Como é feito o procedimento?
      Para procedimentos na coluna lombar, o paciente fica de bruços. Na coluna cervical, a posição pode variar de acordo com a estrutura alvo. Os parâmetros vitais ficam monitorizados por aparelhos. É realizada uma sedação com medicamentos endovenosos e anestesia no local de introdução da agulha. As agulhas são inseridas e posicionadas com precisão com auxílio do intensificador de imagens (Figura). Não existe corte. Durante o procedimento, o paciente conversa com o médico e pode relatar qualquer desconforto. O procedimento dura cerca de 45 minutos e, logo após, o paciente está liberado para ir pra casa.
 
 
 
Referências:
Rathmell JP. Atlas of Image-Guided Intervention in Regional Anesthesia and Pain Medicine. Lipincott Williams&Wilkins. Philadelphia 2006.
O’Connor T, Abram S. Atlas of Pain Injection Techniques. Churchill Livingstone. London 2003

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Dr. Alexandre Amato

Tue, 01/08/2019 - 23:14

Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler

Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler

Prof. Dr. Alexandre Amato

Sistema Vascular Artérias e Veias Cirurgia de vasos Equipe de Cirurgia Vascular Artérias e Veias Vasos Doutorado pela USP Doutorado pela mais conceituada Universidade do país Médico pela PUC Cirurgião Médico formado numa das mais conceituadas escolas médicas do país Especialista em Cirurgia Vascular Varizes com laser, Aneurisma, Carótida, Lipedema Especialista Endovascular Embolização de miomas, colocação de stent, aneurismas, estenoses Especialista Ecodoppler Ultrassom vascular, mapeamento duplex, duplex scan

Doutor pela USP.

Professor Assistente de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro.

Médico assistente do departamento de cirurgia vascular do Ospedale San Raffaele - "Vita-Salute" Università de Milão, sob direção do Prof. Roberto Chiesa.

Titulo de Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Titulo de Especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Medica Brasileira e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Titulo de Especialista e área de atuação em Angioradiologia e Cirurgia Endovascular pela Associação Medica Brasileira e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Diplomado pela Faculdade de Medicina de Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Prêmio "Cássio Rosa" de melhor desempenho e currículo na área de Cirurgia Geral.

 

Diretor de Informática do Centro Acadêmico Vital Brazil de 2000 a 2001. 2º Tenente Médico da Reserva da Aeronáutica. Cirurgião Geral do Hospital da Aeronáutica de São Paulo em 2005. Autor de cinco capítulos no livro "Tratado de Clínica Cirúrgica" e um capítulo no livro "Tratado de Clínica Médica". Editor da revista virtual Cultura & Saúde (www.culturaesaude.med.br). Autor do livro "Procedimentos Médicos: Técnica e Tática" e co-autor do livro "Metodologia da Pesquisa Científica" da editora Roca.

Publicou artigos científicos em revistas nacionais e internacionais, e artigos de divulgação científica no site Check-up MED (www.checkup.med.br) e na revista Suplemento Cultural da Associação Paulista de Medicina. Desenvolvedor do sistema informatizado de Avaliação de Risco Cirúrgico (www.riscocirurgico.com.br) e avaliação de fatores de risco no site Check-up MED.

Tags: Cirurgia VascularCirurgia EndovascularangiorradiologiaCirurgia GeralEcodoppler VascularEspecialidade: Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia vascularConselho Regional (CRM): CRM 108651 RQE 29069 RQE 29069-1 RQE 29069-2 RQE 29112Currículo: ResearchGateMicrosoft Academic ResearchLattesGoogle Scholar
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Dicas para pacientes ajudarem seus médicos

Tue, 01/08/2019 - 12:32

Algumas dicas de como aumentar as chances de ser diagnosticado e tratado corretamente.
1) Conheça o histórico da sua família – e lembre seu médico disso: Não assuma que seu médico lembre daquela vez que você disse a ele que duas tias morreram de câncer de mama, ou que seu avô e seu pai tem histórico de malformação cerebrovascular. Estudos demonstram que o histórico familiar pode ser um melhor preditor de doença que testes genéticos. Descubra sobre sobre o histórico familiar, escreva, e assegure-se de que seu médico saiba disso – especialmente se você está doente e o médico está tentando definir o que está errado. Atualmente os melhores consultórios possuem prontuários eletrônicos e permitem que os médicos de diversas especialidades interajam e vejam o histórico armazenado, facilitando o diagnóstico e aumentando as chances de tratamento.
2) Pergunte: um médico típico atende aproximadamente 30 pacientes por dia, gastando 30 minutos ou menos com cada um. É muito comum ser referenciado a um especialista e começar o tratamento sem ter todas as suas questões respondidas. Aproveite para perguntar tudo que precisar antes de iniciar o tratamento.  
3) Não acredite que o Doutor Google irá te salvar: a melhor tecnologia existente está disponível nos dias de hoje, aliás, sempre esteve disponível. Estudos mostram que o melhor meio de se obter um diagnóstico correto é ter um médico que junte as peças da sua doença, com seu histórico familiar, com exames tradicionais e de baixa tecnologia. Se eu tivesse que escolher entre fazer um teste altamente tecnológico e um teste que o médico ficaria uma hora conversando comigo, pensando no meu caso, e juntando todas as peças, eu escolheria o médico.
4) Nem sempre confie nos exames de laboratório: alguns testes, como a revisão da biópsia, podem estar errados em até 40% das vezes. Por que? Porque interpretar esses exames é questão de julgamento e experiencia. Laboratórios podem ser confiáveis ou não, pergunte sempre para seu médico qual laboratório ele recomenda. Alguns exames, que são examinadores dependentes, como por exemplo o ultrassom e o ecodoppler, podem variar muito dependendo da experiência do examinador.

Há um número muito grande de doenças que podem parecer outras doenças. É aí que o julgamento clínico e a experiencia são essenciais. Apenas porque um teste te da a resposta de sim ou não, não significa que ele está certo. -  Dr. Lisa Sanders, Colunista do New York Times

Essas dicas para os pacientes podem nos ajudar muito na nossa prática clínica diária. São preciosidades que podem melhorar nosso raciocínio clínico e proporcionar uma maior resolutividade.
Fonte: Academia Médica

 

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Depressão e Envelhecimento

Tue, 01/08/2019 - 12:26

A tristeza é um sentimento normal após situações de perda, frustação e outras adversidades. É uma reação adaptativa a um novo cenário, que leva a pessoa a um momento de maior retraimento e reflexão para  recuperar forças e rever expectativas . A depressão é uma síndrome com um conjunto de sintomas presentes há mais de duas semanas com alterações de humor (falta da capacidade de sentir prazer, tristeza, irritabilidade, apatia), alterações do sono, alterações da concentração, alterações do apetite e sintomas corporais.
Como é feito o diagnóstico de depressão?
De acordo com DSM- IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e utilizado mundialmente, os critérios para o diagnóstico de depressão maior são:
 A.O individuo deve ter por um período mínimo de duas semanas cinco ou mais dos seguintes sintomas sendo obrigatório os sintomas 1 e/ou 2
1. Humor deprimido (tristeza, e angustia importante) ou,
2. Perda do prazer e interesse por quase todas as atividades (anedonia). O individuo não acha mais “graça” em atividades que até eram prazerosas.
Mais quatro sintomas
3. Perda ou ganho de peso não relacionados com dieta.
4. Insônia ou excesso de sono quase todos os dias.
5. Agitação ou lentificação dos movimentos, observado pro outras pessoas.
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
7. Diminuição da memória, da concentração, indecisão.
8. Pensamentos de morte e ideação suicida
B. Não satisfazem os critérios de estado misto (bipolar)
C. Os sintomas causam sofrimento e prejuízo no funcionamento social e ocupacional.
D. Os sintomas não são devidos ao abuso de drogas (álcool e ilícitas), não se devem a medicamentos e não são causados por outras doenças (exemplo doenças da tireoide).
E. Os sintomas não são devidos à reação de luto.
 
Como se apresenta a depressão na população idosa?
A depressão é altamente prevalente nos idosos. Nessa faixa etária ocorrem diversos eventos de vida estressores que favorecem o surgimento da depressão tais como: viuvez, doença de familiar, dor crônica, limitações por doenças, déficit visual e auditivo, vivência de debilidade física e intelectual, uso de diversos medicamentos  e outros.
 
A depressão no idoso é semelhante a  do adulto jovem ?
Não, muitas vezes ocorre uma depressão “mascarada” onde o idoso não refere sintomas como  tristeza e  angustia, predominando a  apatia observada pelos familiares e  sintomas físicos que erroneamente são atribuídos  a velhice como dores, palpitação, tontura, falta de ar e alteração do sono e memória.

Como diferenciar a reação de luto normal dos quadros depressivos?
No luto normal predomina a profunda tristeza, mas o individuo realiza atividades habituais quando estimulado. Devemos pensar na depressão quando estão presentes sentimentos de culpa, minusvalia, sintomas psicomotores com lentificação extrema  e alucinações
 
Como o médico faz o diagnóstico de depressão?
O diagnóstico é feito na entrevista médica utilizando critérios como os supracitados (DSM –IV). É fundamental na primeira consulta se solicitar exames complementares, para descartar outras doenças que pode ser a causa dos sintomas depressivos. O médico que atende idosos, também deve saber diferenciar a depressão dos quadros de demência, como por exemplo, a doença de Alzheimer. São essenciais também  as informações do familiar e do cuidador.
 
Como é o tratamento?
Na maioria dos casos o tratamento é farmacológico através do uso de antidepressivos. Na população geriátrica o tipo de antidepressivo deve ser criteriosamente escolhido, considerando que esse grupo  possui outras  doenças crônicas e faz uso de vários medicamentos,  evitando –se assim o risco das reações adversas.
A combinação da intervenção farmacológica e da psicoterapia  potencializa o tratamento.
 
Qual o prognóstico?
No primeiro ou segundo episódio de depressão o tratamento é muito eficaz,  com resultados tão bons  quanto nos mais jovens.
 
 
Dr. Marcos Galan Morillo
CRM 58571
Geriatria Clinica e Preventiva e Clinica Médica
Mestre pela UNIFESP
Especialista pela AMB
 
 
 
Fonte:Amato, MCM; Amato, CM; Amato, MCM; Morillo, MG. Manual para o médico generalista. 2˚ edição. 2012 (no prelo)

 

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Categories: Medical

Sedentarismo, o mal do século.

Tue, 01/08/2019 - 12:12

Sedentarismo: saia já do sofá.

Com a rotina contemporânea muitas doenças metabólicas tem surgido e têm sido demonstradas como fatores de risco para doenças graves.
A Síndrome Metabólica é caracterizada pela associação de fatores de riscos para doenças cardiovasculares como: diabetes, hipertensão, dislepidemia e obesidade; todas estas agravadas por estilo de vida sedentário.

Para elucidar esse assunto, recentemente, foi publicado um artigo no Phys. Act. Health que comparava o nível de sedentarismo (baixo, médio, alto) e a predisposição para Síndrome Metabólica. Nesse estudo, pôde-se observar que quanto maior o grau de sedentarismo apresentado pelos pacientes maior o risco para apresentar doenças relacionadas à Síndrome Metabólica. O estudo ainda demonstrou que pacientes com grau alto e médio de sedentarismo apresentavam, respectivamente, 76% e 65% maior risco quando comparados a pacientes com baixo índice de  sedentarismo. Portanto, você não precisa ser um praticante assíduo de exercícios físicos, basta ter hábitos de vida menos sedentários para diminuir o seu risco de doenças metabólicas. Lembre-se disso quando pega um elevador ao invés de escadas, quando vai de carro a lugares poucos metros distantes! Comece já um novo estilo de vida mudando  pequenas rotinas no seu dia a dia, e veja os benefícios! 
Autor: Pollyana Takao
Equipe de Endocrinologia
 
Fonte: The effects of sedentary behavior on metabolic syndrome independent of physical activity and cardiorespiratory fitness.

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Categories: Medical

Cálculo Renal ("pedra no rim") e Cólica Renal

Tue, 01/08/2019 - 12:05
Litrotripsia extracorpórea

Litrotripsia extracorpórea

A formação de cálculos renais (popularmente conhecida como "pedra nos rins" ou urolitíase) é muito comum.  Estudos demonstram que de 5 a 10 pessoas a cada 100, vão desenvolver cálculos na via urinária em algum momento das suas vidas. Estes cálculos são formações sólidas de uma série de substâncias como o oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato de cálcio ou cistina.
 

  • SINTOMAS

    Os cálculos são formados nos cálices renais e muitas vezes são assintomáticos enquanto estão localizados dentro deste órgão (chamados então de nefrolitíase). Quando os cálculos saem do rim e entram na pelve renal ou  no ureter (canal que transporta a urina do rim à bexiga), chamada de ureterolitíase, podem causar a cólica renal ("cólica nefrética"). Caracteriza-se por dor muito intensa na região lombar (nas costas) do lado acometido, muitas vezes com irradiação para a região genital do mesmo lado. 
    A dor é causada por dilatação de todo o sistema coletor devido à obstrução do sistema urinário, inclusive do rim acometido.

  • DIAGNÓSTICO

    O paciente com suspeita de nefrolitíase ou ureterolitíase deve consultar com o urologista e realizar exames de imagem na tentativa de determinar a presença de cálculos, localização  e o seu tamanho. Para isso, podemos lançar mão de exames como:
Raio-x: pouca radiação. Muitos cálculos são de difícil visibilização por este método. No entanto, quando é visível, é ótimo método para acompanhamento durante o tratamento.
 
Ultrassonografia: exame com boa acurácia para investigação de nefrolitíase (quando os cálculos são maiores do que 4mm). Quando o cálculo está no ureter médio, há muita dificuldade em se identificar a pedra, no entanto, pode-se determinar se há ou não dilatação do sistema coletor à montante.
 
 
Tomografia de Abdome e Pelve (sem contraste): exame considerado padrão-ouro para avaliação de urolitíase. Tem como desvantagem a alta radiação.
 
 

  • TRATAMENTO

1) NEFROLITÍASE (CÁLCULO NO RIM)
    LECO/LEOC (Litotripsia Externa por Ondas de Choque): método pouco invasivo, onde há fragmentação do cálculo renal ou no ureter proximal (próximo ao rim), sem incisões na pele ou necessidade de endoscopia do sistema urinário. Indicada em cálculos de 5mm a 1,5cm (a depender da sua localização). Contra-indicada em casos de infecção urinária, gestação ou em pacientes em uso de anticoagulantes ou AAS (ácido acetil salicílico) = pelo risco de sangramento e formação de hematoma renal.
 
URETEROSCOPIA FLEXÍVEL
    Procedimento realizado sem incisões, através da endoscopia do sistema urinário através de um instrumento flexível (ureteroscópio flexível) que permite alcançar o rim devido às deflexões que o aparelho proporciona. Utiliza como fontes de energia o laser. A retirada dos cálculos se faz através de sondas extratoras de cálculos.
NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
    Procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão na pele (aproximadamente 3cm) com abertura e dilatação do rim até o seu sistema coletor (onde são encontrados os cálculos). Utiliza-se uma fonte de energia para se fragmentar os cálculos e uma pinça remove os fragmentos de cálculos. É recomendada para pacientes com cálculos maiores do que 2,0cm. Possui menor morbi mortalidade do que a cirurgia aberta (com grandes incisões).  Suas contra-indicações são pionefrose (infecção grave do rim com saída de pus do sistema coletor) e gestação. Anticoagulantes ou AAS devem ser suspensos, conforme orientação do médico, antes do procedimento.
2) URETEROLITÍASE (CÓLICA RENAL)
    URETEROLITOTRIPSIA SEMI-RÍGIDA ou FLEXÍVEL
    Procedimento endoscópico para a extração de cálculos no ureter. É um procedimento com baixa morbi mortalidade e alta taxa de sucesso. Utiliza-se um instrumento que pode ser semi-rígido ou flexível (optando-se pelo segundo quando o primeiro não consegue atingir o cálculo devido a dificuldades anatômicas ou pelo fato do cálculo encontrar-se muito próximo ao rim).
    Utiliza-se uma fonte de energia (laser, ultrassom ou pneumático) e a retirada dos fragmentos se faz através de sondas extratoras de cálculos.
Autor: Dr Alvaro Bosco
 

 

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