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Instituto de Medicina Avançada
Updated: 16 hours 24 min ago

Diabetes gestacional

Thu, 02/25/2021 - 16:13

O diabetes gestacional é aquele que ocorre ou é identificado pela primeira vez durante a gravidez, podendo surgir em qualquer mulher e em geral não há sintomas. A frequência desse problema tem aumentando, estando presente em 4% a 14% de todas as gestações.

Durante a gestação ocorre resistência à ação da insulina devido a presença de níveis elevados de alguns hormônios produzidos pela placenta como o cortisol, a prolactina, o lactogênio placentário humano e o hormônio do crescimento placentário humano, e isso leva a descompensação do controle da glicemia em pessoas predispostas levando ao diabetes gestacional.

Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Algumas mulheres têm maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas. São considerados fatores de risco para o diabetes gestacional: idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau, história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

Como na grande maioria das vezes essa situação é assintomática, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da  ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose. Esse exame poderá detectar a presença de diabetes gestacional e assim o tratamento pode ser implementado.

O controle do diabetes gestacional é feito na maioria das vezes através de uma orientação nutricional adequada. A prática de atividade física é uma medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos e só deve ser evitada se houver alguma contraindicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.

Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física tem indicação de associar uso de insulina, que é bastante seguro durante a gestação.

A maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratada de maneira adequada, irá ter um excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.

Após o parto, o aleitamento materno deve ser estimulado, pois pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes permanente depois do nascimento do bebê. Pacientes com diabetes gestacional têm 50% de chance de desenvolver diabetes melito tipo 2 nos próximos 5 a 10 anos e risco em longo prazo de aproximadamente 70%. A prevenção é feita com  a manutenção de uma alimentação balanceada  e com a prática regular de atividades físicas.

Dra. Lorena Lima Amato 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

 

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Categories: Medical

Zika Vírus e a Microcefalia

Thu, 02/25/2021 - 08:52
Na semana passada, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia na região Nordeste, após a identificação do micro-organismo em amostras de sangue e de tecidos dos bebês que apresentavam microcefalia e outras malformações congênitas. O assunto repercutiu em todo o País e colocou todas as gestantes em estado de alerta. Em entrevista para o programa “Bom Dia Gazeta”, o estudante Bruno Capozzi conversou com a neurologista Dra. Marcela Avelino sobre a correlação da microcefalia com o vírus, os sintomas do zika vírus e as formas de tratamento aos bebês que nasceram com esta condição neurológica rara. Fonte: Gazeta AM

 

 

 

JOÃO: Recentemente os noticiários tem divulgado a possível relação entre o surto de microcefalia em crianças com o Zika vírus, o vírus que chegou ao Brasil recentemente e é transmitido pelo mesmo mosquito transmissor da dengue. Para explicar esse assunto tão delicado e novo, vamos conversar agora com Marcela Avelina, ela que é neurologista da AMATO Instituto de Medicina Avançado. Marcela, seja muito bem vinda ao nosso programa.

MARCELA AVELINA: Obrigada, bom dia.

JOÃO: Bom Marcela, primeiro então, teve esse surto de microcefalia, mas explica para nossos ouvintes então, afinal o que é microcefalia?

MARCELA AVELINA: Bem, microcefalia é um sintoma neurológico que se caracteriza por um crânio pequeno, então os médicos é quando o crânio ele tem uma dimensão menor que 32 centímetros, para fins práticos o Ministério da Saúde tem considerado um crânio menor que 33 centímetro atualmente para a gente abranger um número maior de crianças para que a gente possa investigar atualmente o que tem acontecido com essas crianças, para aumentar a sensibilidade e abranger o maior número para que a gente possa considerar o maior número de crianças e investigar melhor o que tem acontecido, mas para envolver essas crianças e investigar a causa dessas crianças com cérebro pequeno e crânio pequeno.

JOÃO: Tem cura para isso? Como que funciona?

MARCELA AVELINA: Na verdade cura não, porque isso envolve uma má formação cerebral, ou seja, já aconteceu o processo de desenvolvimento cerebral, então a gente não tem como reverter o que aconteceu, mas ter reabilitação, essas crianças elas podem ser trabalhadas e incentivadas para que o potencial desse desenvolvimento ele seja aproveitado na melhor maneira possível e essas crianças desenvolvam o seu potencial e cresçam com o melhor que elas podem ganhar.

JOÃO: Nos noticiários a gente tem visto muito uma possível relação desse surto de microcefalia em alguns estados do Brasil com o Zika vírus, o vírus transmitido também aí pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegypti. Como que se dá essa transmissão? Tem realmente uma relação entre o Zika vírus e a microcefalia? E se tem, como funciona?

MARCELA AVELINA: Atualmente a gente não tem como comprovar exatamente uma relação causal, isso é uma possibilidade diante de tudo o que está acontecendo, é a melhor possibilidade que a gente tem, porque o que a gente tem em mãos atualmente é que essas crianças elas tem uma má formação cerebral, elas tem uma microcefalia e tem uma mal formação do próprio desenvolvimento cerebral, com calcificações cerebrais, com anormalidades do córtex cerebral, hidrocefalia, que são bem comuns em infecções que são ditas congênitas, que a criança nasce com a infecção, isso é comum em outras infecções que a gente já conhece, como as infecções por rubéola, toxoplasmose. Só que durante a investigação dessas crianças a gente vê que essas infecções foram negativas, então o mais próximo que a gente tem visto é que essas gestantes durante a gravidez, tiveram infecções com rash, com vermelhidão, que a gente acredita que tenha sido o próprio Zika vírus, então a gente tem, digamos, dados que façam a gente acreditar que a causa mais provável dessa microcefalia dessas crianças, essa microcefalia congênita é o próprio Zika vírus, mas para confirmar como etiológica causal, os nossos dados ainda são insuficientes, porque é uma doença nova, é uma patologia nova que a gente ainda está investigando, é o mais provável. Dessa forma a gente tem que trabalhar com dados que a gente tem em mãos e proteger essas crianças que estão nascendo com os dados que a gente tem em mão. Como etiologia mais provável, a gente acaba atribuindo o mais provável ao próprio Zika vírus. Diante disso, o Zika vírus, como transmitido por um mosquito, que é o mesmo do Aedes aegypti, é o mesmo mosquito da própria dengue que é o Aedes aegypti, é transmitido através da picada do mosquito durante o respato, durante a alimentação que é feita durante o dia a picado do mosquito, então a gente sempre para a gestante durante o dia se protegeram durante o dia, usarem repelente, usaram roupa de manga comprida, evitarem se expor durante o dia em áreas que sejam com muito mosquito, em áreas que sejam próximas a ambiente muito arborizados, em áreas de epidemiologia de dengue, onde estejam acontecendo muitos casos de Zika vírus, áreas que estejam acontecendo muitos casos de chikungunya, são as mesmas áreas que acontecem, geralmente as áreas de dengue, áreas de Zika vírus, de chikunganya, geralmente são as mesmas, porque são os mesmos mosquitos que transmitem os três vírus.

JOÃO: Você comentou que é uma doença nova, uma patologia nova que não se sabe muito a respeito, ao contrário da dengue, da febre amarela, que são mais antigas, o Zika vírus é totalmente novo e a gente não tem muito conhecimento sobre ele. Então, por exemplo, se uma gestante começa a sentir os sintomas do Zika vírus, ela estando grávida, ainda não se sabe exatamente o que tem que fazer para evitar a microcefalia no bebê, porque é uma doença nova?

MARCELA AVELINA: Exato. É uma doença que chegou ao Brasil por volta de março desse não, então o Zika vírus, por exemplo, ela existia na África, ela existia em alguns países da Ásia, é uma doença que a gente sabe caracterizar os sintomas semelhantes a dengue, o próprio Zika vírus em si ele produz sintomas até bem mais brando do que dengue, ele dá uma vermelhidão no corpo, sintoma semelhante a uma conjuntivite, uma dor nas articulações, inchaço nas pernas, dor de cabeças, ás vezes uma diarreia, são sintomas bem mais brandos, mas ninguém associou, por exemplo, o Zika vírus a doenças como microcefalia em filhos de gestantes que tiveram no mundo inteiro, então é uma coisa que é totalmente desconhecida no mundo. Então a gente está estudando tudo isso, é uma coisa muito nova, isso não aconteceu em nenhum país no mundo, então você atribuir isso como um fator causal é algo muito novo, então tudo isso é novo, não só no Brasil como no mundo inteiro, tudo indica que isso pode estar relacionado, mas a gente precisa estudar isso com muita calma, com muita parcimônia, com muito cuidado, não se pode atribuir isso sem muito cuidado, a gente precisa estudar, mas precisa estar preparado para o que vem acontecer.

JOÃO: Terá provavelmente um bom tempo de pesquisa a ser feito, é um assunto muito delicado, muito novo, como você mesmo disse e precisa de toda atenção. Com relação então ao tratamento, você disse que não tem cura para a microcefalia, o que dá para fazer é desenvolver a capacidade cognitiva das crianças que nascem com essa doença, mas o tratamento, de que forma esse desenvolvimento intelectual pode ser feito com as crianças que tem a microcefalia?

MARCELA AVELINA: Essas crianças com microcefalia elas precisam de reabilitação, a reabilitação ela consiste tanto na fisioterapia motora que consiste na parte de estimular essas crianças na marcha, no estímulo da força, consiste também fonoterapia, essas crianças também podem ter dificuldade para a fala, a parte de terapia ocupacional, estímulo pedagógico, isso mais para a frente, então tudo isso precisa de tempo, não dá para prever qual a dificuldade que essas crianças terão, cada criança ela pode ter uma dificuldade diferente de outra, algumas podem ser menos ou mais comprometidas, assumir que uma criança vai ter um excelente prognóstico ou um prognóstico ruim, é arriscar-se bastante, porque o comprometimento diferencia de uma criança para outra assim como o tamanho da microcefalia. A gente consegue prever que as microcefalias são tamanho de crânio e cérebro abaixo de 33 centímetros, de perímetro cefálico abaixo de 33 centímetros, mas o grau de comprometimento cerebral é bastante variável, então isso é muito dependente, é impossível fazer uma previsão de grau de comprometimento, o importante é estímulo, estimular essa criança desde o nascimento, quando mais estímulos essas crianças tiverem, maior é o grau de recuperação e maior o grau de desenvolvimento que essas crianças podem atingir conforme o potencial que elas tem.

JOÃO: Perfeitamente. Marcela Avelina, infelizmente estamos chegando ao final da nossa entrevista, o nosso tempo é curto, mas então eu deixo aí um espaço para que você comente algo que não tenha sido perguntado ou então deixa um recado aí de precação para as gestantes que estão nos ouvindo.

MARCELA AVELINA: É importante dizer para todas as gestantes que assim, essa situação que está acontecendo deve deixar claro que a gente precisa ter um cuidado, que durante esse período de gestação elas devem se proteger, devem usar repelente, devem usar roupas de mangas cumpridas, calças, porque vai chegar um período de uma transmissibilidade, mas que a população também deve tomar consciência que o cuidado deve ser de todo mundo, que acabar com a transmissibilidade do mosquito não só por causa dessa epidemia de Zika vírus, de dengue, isso tudo vale para o ano inteiro, não vale só para esse período de microcefalia, é uma doença que depende de todos nós, depende do cuidado que todos nós temos nas casas da gente, nas casas de todos, porque o mosquito ele depende da gente acabar com o fômite, com os focos de transmissão e que isso também pode ser acabado, e que depende também dos profissionais de saúde para notificaram os casos, para que isso possa ser estudado com mais detalhes para que  a gente possa logo conseguir entender melhor o que está acontecendo, informar melhor a população para que a gente possa chegar logo a melhores conclusões e passar mais informações para que todo mundo ajude a resolver mais e melhor o que está acontecendo no Brasil

JOÃO: Muito bem. Provavelmente terá um bom tempo de pesquisa, porque é um assunto muito importante, já que é uma coisa nova essa possibilidade do Zika vírus estar causando microcefalia, que é uma coisa muito séria, é bastante preocupante, né?

MARCELA AVELINA: Sim, claro, mas eu me deixo aqui a disposição para qualquer dúvida, qualquer esclarecimento maior e quem quiser precisar entrar em contato a gente se coloca sempre a disposição.

JOÃO: Muito obrigado Marcela Avelina, neurologista da AMATO Instituto de Medicina Avançada pelos seus esclarecimentos, é muito bom saber essas coisas, um assunto tão delicado, tão importante e tão novo na nossa rotina, então mais uma vez muito obrigado pela sua participação e pela sua disponibilidade Marcela.

MARCELA AVELINA: Foi um prazer, obrigada.

JOÃO: Nós que agradecemos.

 

 

Publicado originalmente em5 de dezembro de 2015 @ 17:59

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Varizes podem causar trombose?

Wed, 02/24/2021 - 09:41

Uma das maiores preocupações de quem sofre com varizes é o medo de que elas possam causar outra doença bem mais grave: a trombose. Estudos já confirmaram que a trombose pode ser, de fato, uma consequência das varizes. Portanto, quanto mais cedo procurar ajuda com um especialista e tratar as varizes, maiores são as chances de passar longe dessa e de outras complicações.

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, danificadas que dificultam a circulação sanguínea. Assim, o sangue circula mais lentamente favorecendo o surgimento de coágulos que, por sua vez, podem provocar a temida trombose.

As varizes possuem algumas causas, mas a mais comum delas é o fator genético. Isso quer dizer que é uma doença hereditária, mas que pode ser agravada por outros fatores como ficar muito tempo na mesma posição, estar acima do peso, ser sedentário, dentre outros.

Varizes provocam trombose?

Sim, as varizes podem ocasionar a trombose por causa da formação dos coágulos. Mas como isso acontece? Vamos tentar explicar de uma maneira simples.

A coagulação do sangue é benéfica para o corpo humano. Acontece quando sofremos um corte e o corpo coagula o sangue para que ele não escorra infinitamente. Com o tempo, naturalmente esse coágulo se dissipa e o sangue volta a circular normalmente.

No caso das varizes, o coágulo surge por causa da má circulação sanguínea, do aspecto viscoso do sangue e de algum dano na parede da veia. Esse coágulo acumulado é o que chamamos de trombose ou tromboflebite que quer dizer: trombo (coágulo) e flebite (inflamação).

A tromboflebite pode ser superficial, quando a veia que originou o problema está na parte mais externa da pele, ou pode ser profunda quando as varizes se encontram em uma região mais interna, como dentro dos músculos da perna. Nesse caso, chamamos de trombose venosa profunda, que é um problema bem mais grave.

Varizes também provocam embolia pulmonar

Como vimos, os coágulos são formados dentro das veias e, por terem uma consistência sólida, partes desse coágulo podem se desprender e chegar até os pulmões, seguindo o mesmo fluxo sanguíneo das veias dilatadas.

Ao chegar aos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos, impedindo a oxigenação da região, função que deveria ser executada pelo sangue que não conseguiu chegar até o seu ponto final, no caso, os pulmões. O resultado desse entupimento é a embolia pulmonar.

A embolia pulmonar é, portanto, uma consequência da trombose. É uma complicação grave que pode causar morte súbita e que tem como uma de suas causas a obstrução das artérias provocadas pela presença de coágulos sanguíneos.

Quer dizer que todo mundo que tem varizes vai ter trombose?

Não. Mas, a possibilidade de que a pessoa com varizes venha a sofrer com a trombose é muito maior do que se ela não tivesse. Portanto, é preciso procurar ajuda médica o quanto antes para investigar o problema e evitar futuras complicações.

Principais sintomas da trombose

Nos seus estágios iniciais, a trombose pode não apresentar sintomas e é por isso que muitas pessoas são pegas de surpresas quando acontece algo mais grave. Com o passar do tempo, alguns sinais podem surgir. São eles:

  • Pernas doloridas e cansadas;
  • Dor muscular;
  • Dor em uma veia específica;
  • Dor no braço;
  • Veias com aspecto endurecido;
  • Aspecto arroxeado ou avermelhado nos pés;
  • Inchaço, vermelhidão e calor na região das veias dilatadas.

No caso de embolia pulmonar, o principal sintoma é a falta de ar uma vez que o trombo (coágulo) causa entupimento das veias, impedindo que o pulmão receba a oxigenação necessária. A embolia pode, inclusive, levar à morte.

Fatores de risco para a trombose

A presença de varizes é um dos principais fatores de risco e aumenta a probabilidade de incidência da doença. Além disso, existem outras condições que facilitam o surgimento do problema.

  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Gestação;
  • Ficar muito tempo sentado ou em pé;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida, muito comum em pessoas acamadas;
  • Fator genético;
  • Maus hábitos: fumar, ingerir álcool em excesso, dormir mal;
  • Doenças crônicas;
  • Pessoas com câncer;
  • Idade: ter mais de 60 anos é um fator de risco. No entanto, a trombose também acomete muitas mulheres com idade entre 20 e 40 anos já que é o período em que elas mais usam anticoncepcional que é um dos causadores dessas veias dilatadas.
Quando começar o tratamento das varizes?

Como dissemos, os sintomas da trombose são silenciosos no início, mas isso não quer dizer que a doença não esteja prejudicando a saúde do indivíduo. Por isso, o tratamento das varizes deve começar logo que elas começarem a surgir.

O tratamento precoce das varizes é uma maneira eficaz de evitar o surgimento da tromboflebite, da trombose venosa e também da embolia pulmonar, três graves problemas de saúde.

 Além disso, com a devida ajuda de um especialista é possível evitar que as varizes se transformem em úlceras na região das pernas que, além de muito dolorosas, são ferimentos de difícil cicatrização.

O tratamento das varizes varia de acordo com a extensão do problema. Após uma avaliação, o médico pode optar por prescrever medicamentos anticoagulantes ou até mesmo por uma cirurgia para desentupir as veias que estão obstruídas.

É possível prevenir a trombose?

Como vimos, uma das causas da trombose são as varizes que, por sua vez, têm origem hereditária, além de inúmeros fatores de risco. Dessa forma, para evitar a trombose é preciso investir no tratamento para as varizes logo que houver alguma alteração na região das pernas.

Além disso, claro, é importante aderir aos hábitos saudáveis, fazendo atividade física com frequência, melhorando a alimentação, deixando o cigarro de lado e tratando outras doenças que por acaso estejam interferindo na sua saúde.

Por fim, é preciso investigar o histórico familiar para saber se há alguém na família com o problema de varizes e, a partir de então, ficar ainda mais atenta aos sintomas e imperfeições na pele.

Pudemos perceber que as varizes podem causar trombose sim e que as consequências são bastante danosas ao corpo. Para evitar essas complicações é fundamental buscar ajuda médica com um especialista logo que notar alguma veia saliente ou dor na região das pernas.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Álcool em gel: herói e vilão em tempos de Covid-19

Wed, 02/24/2021 - 09:26

Em tempos de pandemia da Covid-19, o álcool em gel tornou-se um aliado para combater o novo coronavírus, porém, ao mesmo tempo, ele pode ser um risco para adultos e, principalmente, crianças.

Extremamente inflamável, a chama do álcool em gel é incolor, diferentemente da versão líquida. Portanto, ao usá-lo nas mãos, é preciso esperar secar completamente para se aproximar do fogo, acender fogão, cigarro, churrasqueira etc.

E na quarentena, com as crianças em casa, repletas de energia para gastar, os cuidados devem ser redobrados. Estamos frequentemente pedindo e orientando as crianças a higienizarem as mãos e esquecemos que aquilo é álcool, muito perigoso, passível de provocar queimaduras graves.

Dicas do Dr. Fernando Amato:

  • Em casa, opte por lavar as mãos com água e sabão;
  • Na necessidade de usar o álcool em gel, é muito importante que um adulto supervisione a higienização das crianças;
  • Após passar o álcool em gel nas mãos, aguarde secar para retomar às atividades.”

“Queimaduras são sérias e quando não levam à morte, podem provocar cicatrizes para o resto da vida”, conta Dr. Amato.

 

*Dr. Fernando Amato

 

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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Problemas da maquiagem vencida

Tue, 02/23/2021 - 06:37

Entrevista com Dra Laura no Jornal Meia Hora sobre maquiagem vencida.

Meia Hora – Risco de Usar Maquiagem Vencida

Publicado originalmente em26 de novembro de 2015 @ 09:48

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É preciso emagrecer para operar as varizes?

Mon, 02/22/2021 - 10:00

Você já ouviu falar que para operar as varizes é obrigatório emagrecer? Algumas pessoas encaram a obesidade como um impeditivo para a realização da cirurgia das varizes e acabam deixando de realizar esse procedimento tão importante para a saúde e para a estética do corpo. De fato, perder peso é uma estratégia recomendada por especialistas antes de qualquer cirurgia, mas não chega a ser um obstáculo intransponível. E é sobre isso que falaremos ao longo desse artigo.

Qual é o peso ideal para operar as varizes?

O peso ideal de um indivíduo é definido, atualmente, pelo número do seu IMC (Índice de Massa Corporal). O IMC é um número obtido a partir do peso e da altura de uma pessoa e sugere um valor que deve ser alcançado para que ela esteja dentro do peso indicado para o seu tipo físico.

Obviamente, o IMC não é taxativo, mas é muito útil como uma orientação para aquelas pessoas que não sabem se estão dentro do peso correto, se precisam emagrecer ou, quem sabe, ganhar alguns quilinhos. Contudo, é preciso levar em consideração também o estilo de vida do indivíduo, os seus hábitos, a sua rotina e a existência ou não de doenças que influenciam no aumento do peso corporal.

Ainda assim, vale a pena descobrir qual é o seu IMC e ter um norte em relação ao seu peso atual. A partir daí, traçar estratégias para chegar naquele peso que seria o melhor para cada pessoa. É uma maneira de qualificar alguém como saudável não só para o dia a dia, mas também para a realização de procedimentos médicos como a cirurgia das varizes.

 

Por que é recomendado emagrecer antes de uma cirurgia de varizes?

Bom, em primeiro lugar, emagrecer é recomendado para qualquer pessoa e em qualquer momento da vida porque perder peso sempre é algo vantajoso, na grande maioria das vezes.

Em uma cirurgia de varizes, deve-se evitar operar quando o paciente está muito acima do peso por causa das complicações que são muito mais abrangentes, principalmente quando a cirurgia for tradicional, do tipo aberta, que é mais invasiva e tem um pós-operatório que exige mais cuidados.

Uma cirurgia de varizes realizada em um paciente obeso ocorre em uma área bem maior no corpo. Além disso, há um risco maior de trombose e outras complicações como infecções. Por fim, o paciente obeso já tem a mobilidade reduzida o que fica ainda mais comprometido após o procedimento.

Além disso, é preciso observar também qual é a causa real dos incômodos do paciente. Muitas vezes, ele reclama de dores e cansaço nas pernas, mas a origem do desconforto não são as varizes, mas o peso em excesso.

Nesse caso, mesmo que ele faça a cirurgia, as dores permanecerão, o que não inviabiliza por completo a cirurgia, mas não elimina o desconforto provocado pelo excesso de peso. Assim, emagrecer continua sendo necessário.

E esses são os principais motivos pelos quais o paciente que deseja operar as varizes é orientado a emagrecer. Mas, como dissemos, o emagrecimento não deve ser visto como um impeditivo, até porque, para muitas pessoas, emagrecer é uma tarefa quase impossível por diversos motivos.

Quando o indivíduo precisa fazer a cirurgia de varizes, mas está muito acima do peso é preciso conhecer e escolher outros procedimentos igualmente eficazes. Veja a seguir.

 

E quando a paciente não consegue chegar ao peso ideal?

Emagrecer não é algo assim tão fácil. Nem todas as pessoas têm facilidade em seguir dieta e realizar atividades físicas por diversos motivos. Além disso, existem algumas doenças que dificultam a perda de peso de forma rápida, o que é ainda mais desmotivador para quem necessita emagrecer.

Mas, de forma alguma isso quer dizer que as cirurgias de varizes devem ser proibidas a essas pessoas. Pelo contrário, cabe ao paciente conversar com o seu cirurgião vascular e buscar uma alternativa eficaz e que se encaixe na sua realidade atual.

Pessoas que estão com varizes em estágio avançado, com úlceras, por exemplo, não podem ser impedidas de realizar a cirurgia por causa do peso excessivo. A alternativa é optar por procedimentos menos invasivos como a cirurgia a laser, tão eficaz quanto a tradicional, bem menos invasiva, com menos risco de infecção e com pós-operatório muito mais tranquilo.

Contudo, é preciso salientar que sempre há limites de peso que devem ser respeitados. E o médico pode sim sugerir que o paciente reduza um pouco o seu peso para que a cirurgia possa ocorrer com o mínimo possível de complicações durante e após o procedimento operatório.

 

Dicas para emagrecer

Perder peso não deve ser encarado como algo ruim, mas como uma necessidade para garantir dias mais saudáveis e uma vida mais tranquila, com menos incidências de doenças diversas. Veja a seguir algumas dicas práticas para emagrecer com saúde, que é o mais importante.

  • Substitua alimentos industrializados por alimentos naturais. Coma mais comida de verdade e menos enlatados, embutidos e similares.
  • Faça ao menos seis refeições ao dia, comendo porções pequenas para se manter sempre alimentado e evitar beliscar fora de hora.
  • Beba bastante água durante o dia. Além de melhorar o funcionamento do corpo, a água ajuda a driblar a fome.
  • Coma proteína em todas as refeições. A proteína deixa o estômago satisfeito por mais tempo. Consuma mais carne, ovos, leite e derivados.
  • Durma bem. Descanse seu corpo e sua mente. Assim, você reduz o estresse e se sente menos tentado a comer o tempo inteiro.
  • Reduza o estresse. Altos índices de estresse aumentam a produção do cortisol, hormônio que, em excesso, aumenta o apetite durante o dia.
  • Saia do sedentarismo. A atividade física é fundamental para potencializar o emagrecimento e deve ser praticada diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana.

Como pudemos perceber, emagrecer é uma orientação recomendada a todas as pessoas por causa das muitas consequências benéficas como bem-estar, redução da incidência de várias doenças, aumento de disposição física dentre outras. Contudo, estar acima do peso jamais deve ser considerado um obstáculo intransponível para a cirurgia de varizes. É verdade que no caso da tradicional cirurgia aberta, há riscos de complicações. No entanto, existem outros meios de remover as varizes, mesmo com excesso de peso como a cirurgia a laser que é menos invasiva e oferece baixos riscos. O ideal é que o paciente converse com o seu médico e, junto com ele, decida o que é melhor, mais vantajoso e mais seguro.

 

 

 

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Derrame

Mon, 02/22/2021 - 06:55

Entrevista com Dr Marcelo Amato sobre Derrame.

Derrame

Publicado originalmente em26 de novembro de 2015 @ 09:39

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TPM

Fri, 02/19/2021 - 09:14

Entrevista com Dra Juliana Amato sobre Tensão Pré Menstrual, TPM, na “Saúde da mulher”

 

Saude Da Mulher – Tpm – Dra Juliana

Publicado originalmente em26 de novembro de 2015 @ 09:36

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Puberdade tardia não tratada pode desencadear osteoporose e depressão

Thu, 02/18/2021 - 17:29

Muito se fala da puberdade precoce, mas você sabia que também existe a puberdade tardia? Ela pode ocorrer devido a algumas alterações genéticas e síndromes relacionadas, porém, em alguns casos ela é idiopática, ou seja, não há causa aparente.

 

Os pais devem procurar o endocrinologista quando não existir sinais de caracteres sexuais secundários. Em meninas são o aparecimento da mama e dos pelos pubianos. Nos meninos, também surgem os pelos pubianos e o aumento no volume testicular e do comprimento peniano.

 

O momento de buscar ajuda médica é quando nenhum desses sinais ocorrer até os 13 anos em meninas e 14 anos em meninos. O tratamento do atraso puberal depende da causa. Muitas vezes, é feito com a reposição dos respectivos hormônios femininos e masculinos.

 

A puberdade tardia pode comprometer a vida da pessoa na fase adulta porque, além dos aspectos psicossociais que acometem os pré-adolescentes, caso não haja tratamento, a ausência de produção de hormônios masculinos e femininos (que é o que representa a puberdade) pode levar a consequências importantes à saúde como anemia grave, osteoporose, baixa massa muscular e depressão.

Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Lábio leporino: equipe multidisciplinar leva bem-estar e qualidade de vida à criança

Wed, 02/17/2021 - 14:22

Este mês trago um tema que pode preocupar muitos pais: o lábio leporino. Consiste em uma deformidade congênita causada pelo fechamento incompleto dos lábios durante a gestação.

A fenda labial, muitas vezes, está associada à fenda palatina, que consiste na deformidade do palato, composto por estruturas que formam o céu da boca e o assoalho da cavidade nasal.

Esse fechamento ocorre entre a quarta e a 12ª semana de vida, sendo o período mais crítico entre a quarta e sexta semana, por isso já é possível fazer o diagnóstico pelo ultrassom morfológico, realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação.

O lábio leporino pode ter causa genética, mas também está associado ao tabagismo e uso de medicamentos durante a gestação como: fenitoína, fenobarbital, isotretinoína, corticoides e outros.

Essa condição pode se apresentar em diferentes graus, unilateral ou bilateral, comprometendo apenas o lábio, apenas o palato, ou ambos.

Essa falha no fechamento labial e do palato pode cursar com alterações no nariz, alterações da audição, com otites de repetição, alteração na mastigação e alimentação, com deformidades na dentição, dificuldades na fala e fonação, além de poder causar até alterações respiratórias. Em poucos casos está associado a outras síndromes genéticas, com outras alterações.

Por poder apresentar diversas alterações, a criança deve contar com um acompanhamento multidisciplinar, entre eles, os especialistas das áreas de Cirurgia plástica, Fonoaudiologia, Otorrinolaringologia, Odontologia e Psicologia. O tratamento é prolongado podendo necessitar de várias etapas cirúrgicas. Por isso requer paciência e dedicação, e depende do desenvolvimento completo da face, que ocorre entre os 17 e 18 anos de idade.

Se você que está lendo esse artigo é mãe ou pai de um bebê com esse diagnóstico, o primeiro passo é obter informação de qualidade, em fontes confiáveis. Converse com seu médico e mantenha tranquilidade, pois o tratamento evoluiu bastante e hoje já é possível proporcionar qualidade de vida e bem-estar a crianças nessa condição.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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Coletor menstrual

Wed, 02/17/2021 - 07:34

Entrevista com Dra Juliana Amato sobre coletores menstruais na revista Women’s Health.

Trocar o absorvente descartável por um copinho lavável?

Womens Health Dra Juliana

Publicado originalmente em26 de novembro de 2015 @ 09:30

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Qual é a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

Tue, 02/16/2021 - 11:00

Um casal que está procurando um tratamento de fertilidade hoje em dia logo percebe que existem diversos procedimentos disponíveis que auxiliam mulheres a engravidarem. Mas, cada um deles possui características distintas e é indicado para casos específicos.

Com tantas opções, é comum que as pessoas façam confusão e não entendam exatamente como funciona cada procedimento. Uma dúvida comum entre os pacientes, por exemplo, é qual é a diferença entre a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Para acabar com as incertezas sobre os dois tratamentos, vamos explicar a seguir quais são as diferenças entre eles.

Como é a inseminação artificial

A inseminação intrauterina, conhecida também como artificial, é um tratamento de baixa complexidade em reprodução assistida. Nesse modelo, primeiro é realizada a indução da ovulação e um controle ultrassonográfico para monitorar o crescimento dos folículos (que contêm os óvulos).

Em seguida, perto da ovulação, o parceiro faz a coleta de espermatozoides e um profissional seleciona os melhores entre os colhidos. Após a seleção, os espermatozoides com maior potencial são colocados na cavidade uterina da mulher por meio de uma sonda. Essa etapa acontece quando a paciente está ovulando.

A inseminação artificial é um procedimento simples realizado no consultório do especialista e a mulher nem precisa tomar anestesia. Ela tem duração aproximada de 12 dias. Depois da inseminação dos espermatozoides, o casal tem que esperar cerca de 15 dias para conferir se a mulher está grávida.

Como funciona a fertilização in vitro

Já a fertilização in vitro (FIV) é considerada um tratamento de alta complexidade entre os realizados atualmente. Nesse procedimento, primeiro é feita a indução da ovulação e um monitoramento do crescimento dos folículos por meio de ultrassons transvaginais. Aqui, o ideal é que cresçam diversos folículos para aumentar as chances de gravidez.

Quando a mulher está perto de sua ovulação, ela vai até um laboratório especializado em reprodução assistida para fazer a aspiração dos óvulos. Esse procedimento é realizado através da ultrassom vaginal guiada por agulha e a paciente precisa tomar uma anestesia para fazê-lo.

Enquanto a mulher faz a aspiração dos óvulos, o parceiro realiza a coleta dos espermatozoides em laboratório. Um biólogo separa os melhores espermatozoides e, em seguida, os reúne com os óvulos para que a fecundação aconteça em laboratório. É por essa razão que a FIV é muito conhecida também como “bebê de proveta”.

Após a formação dos embriões, alguns dos que mostraram maior potencial são transferidos para o útero da mulher por meio de um cateter. Essa transferência é tranquila e a paciente não precisa de anestesia.

A FIV acontece principalmente em um laboratório especializado e geralmente ela dura de 15 a 20 dias. Depois da transferência embrionária, é preciso esperar aproximadamente duas semanas para conferir se o tratamento foi bem-sucedido.

Diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro

Ao conhecer as etapas de cada procedimento, já é possível perceber certas distinções. Contudo, nem todas elas ficam claras somente com esses detalhes. Por isso, listamos abaixo as principais diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro:

Fecundação

A principal diferença entre os dois tratamentos é o local da fecundação. Na inseminação, a fecundação do embrião é feita no interior do útero da mulher. O tratamento apenas auxilia no encontro do espermatozoide com o óvulo, que pode não acontecer naturalmente devido a um problema da parceira ou do parceiro. 

Algumas condições que dificultam esse encontro são, por exemplo, problemas na ejaculação e irregularidade na ovulação.

Já na fertilização in vitro, a fecundação acontece em um laboratório, onde são reunidos os melhores óvulos e espermatozoides do casal. E após a fertilização, embriões já desenvolvidos são transferidos para o útero da mulher. É por essa razão que a FIV é considerada mais complexa que os demais procedimentos.

Local do tratamento

A inseminação artificial é realizada predominantemente no consultório do médico responsável pelo tratamento. Afinal, o acompanhamento do crescimento dos folículos e a transferência dos espermatozoides para a cavidade uterina são feitos na clínica do especialista. Somente a coleta dos espermatozoides é feita em laboratório.

Por outro lado, a fertilização in vitro é distribuída entre laboratório e clínica, sendo que as principais etapas são realizadas no primeiro ambiente. Lá é onde acontece a aspiração dos óvulos, a coleta dos espermatozoides e a fertilização do embrião. Já na clínica, são feitos o monitoramento da indução da ovulação e a transferência dos embriões para o útero.

Custo

Como têm complexidades distintas, os custos de cada tratamento também são diferentes. A inseminação tem um valor mais acessível, pois demanda menos equipamentos de laboratórios e é realizada com procedimentos mais simples. Sendo assim, o honorário da equipe é mais baixo.

A FIV possui um custo maior, porque precisa de mais procedimentos e esses são mais complexos, como a aspiração dos óvulos e a transferência embrionária. Além disso, esse tratamento demanda uma estrutura e equipamentos melhores. O laboratório, por exemplo, deve oferecer um ambiente organizado, limpo, equipado e seguro para a fecundação dos óvulos e espermatozoides.

Indicação

Cada tratamento tem suas particularidades, portanto, eles são indicados para diferentes casos de infertilidade. A inseminação intrauterina é recomendada especialmente para casais que têm menos de 35 anos e não apresentam um fator de risco ou problema de saúde que impeça a inseminação (como obstrução tubária ou baixo nível de espermatozoides).

A FIV geralmente é recomendada para os pacientes que:

  •         Têm mais de 35 anos;
  •         Apresentam um problema de saúde que causa a infertilidade, como obstrução tubária, azoospermia ou um fator associado entre o homem e a mulher;
  •         Parceiros que estão tentando engravidar a bastante tempo e ainda não obtiveram sucesso.

Esse procedimento também é interessante para mulheres que têm problemas na ovulação e necessitam da doação de óvulos para engravidar.

Apesar de haver essas recomendações, lembre-se de que somente um médico especialista na área pode dizer qual é o tratamento mais adequado para você e seu parceiro. 

Isso é essencial, porque o profissional analisa o histórico de ambos, a causa da infertilidade e assim indica o procedimento que tem mais chances de oferecer um bom resultado para o casal.

Então, agora que você sabe quais são as diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro, marque uma consulta conosco para descobrir qual procedimento é o melhor para seu caso. 

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Pé diabético

Tue, 02/16/2021 - 06:40
Uma das maiores causas de amputação no Brasil A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.   A Diabetes é uma das doenças mais comuns na atualidade, atingindo cerca de 9% da população mundial. No Brasil as pesquisas indicam prevalência de 5%, podendo chegar a mais de 20% após os 50 anos de idade, sendo um pouco mais comum em mulheres. Em 2012, a Federação Internacional da Diabetes estimou em nosso país 13,4 milhões de doentes. Além do impressionante número, chama a atenção o fato de cerca de metade dos doentes não saberem que são portadores do problema. Isso é muito grave. Esta população não está tomando a única atitude que poderia minimizar o impacto da doença, que é o seu controle.   Como o problema se instala?   A diabetes começa de forma silenciosa  e sem dar sinais. Com os anos, o descontrole metabolico se acumula no organismo e, eventualmente, o primeiro sintoma pode ser uma complicação grave. Os pés dos portadores de diabetes estão particularmente em risco. Em sua evolução, a dibetes leva a perda de sensibilidade dos pés, à diminuição da circulação do sangue, a perda da capacidade de cicatrização e de defesa contra infecção. Segundo a American Diabetes Foundation, um diabético tem entre 15 e 45 vezes mais chance de sofrer uma amputação e isto está muito ligado a dois pontos que são justamente uma infecção e a falta de circulação de sangue. A falta de sensibilidade facilita a ocorrência de lesões nos pés, gerando o que chamamos de porta de entrada para germes ou bactérias. Como a capacidade de defesa nos diabéticos é diminuida, esta infecção pode se alastrar mais rapidamente, e pior, sem gerar sintomas em um primeiro momento, atrasando o diagnóstico e o tratamento. A presença de diabetes mal controlada leva à deterioração das artérias das pernas após algum tempo, prejudicando a condução do sangue até os pés, com chance de gangrena e amputação. Dois terços dessa população tem problemas circulatórios nas pernas e/ou em outros locais como o coração, rins e olhos (retina).   Prevenção:   A melhor forma de prevenir complicações é o diagnóstico e controle precoce do diabetes associado aos cuidados com os pés. O diabético deve examinar seus pés todos os dias à procura de pequenos ferimentos, evitar unhas mal cuidadas, tratar micoses entre os dedos, hidratar a pele e observar alterações da aparência normal do pé. Se houver limitação da visão, algo infelizmente não raro entre os diabéticos, uma segunda pessoa deve auxiliar nesta tarefa. O consumo excessivo de alcool acelera a perda de sensibilidade e deve ser evitado. O uso de sapatos adequados que sejam largos, macios e confortáveis é imprescindível, assim como sua inspeção antes de calçar a procura de objetos em seu interior. O diabético deve evitar ao máximo andar descalço ou com os pés desprotegidos, assim como colocar os pés em qualquer tipo de banho de imersão em água aquecida.   Tratamento:   O tratamento vai depender da forma como este pé está afetado e o grau de comprometimento dos diversos tecidos que o compõe. No caso de haver falta de circulação e na presença de uma ferida, é possível que seja necessário o restabelecimento da circulação para poder ocorrer a cicatrização dessa lesão. Esse restabelecimento se da por meio de cirurgias convencionais e endovasculares que permitem ao sangue fluir melhor em regiões onde antes não conseguia chegar de forma adequada e suficiente. Se houver uma ferida, mas a circulação estiver preservada, eventualmente cuidados locais baseados em curativos pode ser a terapia de escolha. Sempre que houver infecção associada, o emprego de antibióticos é recomendado. Infecções leves e superficiais podem ser inicialmente tratadas de forma ambulatorial com acompanhamento dos curativos e medicações por via oral, entretanto, quando a infecção for mais acentuada ou profunda, normalmente é recomendada a internação para cuidados específicos que envolvem além dos curativos, muitas vezes cirurgias para limpeza local e antibióticos injetáveis com maior poder de alcançar área em risco. Infelizmente, uma parte não desprezível dos pacientes portadores de pés diabéticos com complicações circulatórias e infecciosas graves procura o médico apenas em uma fase muito avançada. Em situações extremas, onde a chance de salvar este é ou mesmo esta perna gravemente comprometida for muito pequena, e ao mesmo tempo gera um grande risco de morte ao paciente. Nestas situações limites pode ser necessária a amputação desta parte do corpo. Todos os esforços devem ser empregados a fim de que se evite estas situações limites, e a melhor forma de evitá-las é a prevenção e o tratamento precoce, mesmo das menores e mais “inocentes” lesões.   Dica   Se você julga que seu pé, ou de um familiar, esteja em risco e possa ter um problema circulatório, converse com seu vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre prevenção, as melhores técnicas de investigação e sobre o tratamento desta perigosa complicação e pode, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar este problema.   Fonte: SBACV e Prof. Dr. Alexandre Amato

Publicado originalmente em23 de novembro de 2015 @ 15:10

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Como eliminar varizes nas nádegas? Varizes em lugares incomuns.

Mon, 02/15/2021 - 11:00

As varizes são veias defeituosas que se tornam mais aparentes, dilatadas e tortuosas quando não conseguem resistir à pressão da circulação do sangue dentro delas, por causa das paredes frágeis. Apesar de ser um problema que atinge basicamente os membros inferiores, as varizes também podem surgir em locais inusitados como o rosto, o abdome, o tórax, a vagina, a virilha e as nádegas.

A causa, a identificação e o tratamento desse tipo de varizes são diferentes de acordo com a natureza delas e sua localização. Hoje, vamos falar mais sobre essas varizes que surgem em lugares incomuns e apresentar maneiras de eliminá-las do corpo. Vamos lá?

Varizes no rosto? Sim, pode acontecer

O rosto é uma região que também pode sofrer com as varizes. Nesse caso, elas são chamadas de teleangiectasias, que são os famosos vasinhos. Outro nome comum para esse tipo de variz é a aranha vascular por causa do seu formato característico, com algumas ramificações.

As teleangiectasias podem surgir devido à pressão do sangue nas veias doentes, mas também podem ser originadas por questões genéticas e hormonais. Tanto é que a gravidez é um fator de risco para o problema.

Nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio natural dos hormônios, o que faz com que a pressão do sangue aumente e provoque as veias dilatadas em diversas partes do corpo, inclusive no rosto.

As varizes no rosto, geralmente, são assintomáticas, mas algumas mulheres relatam dor na região, além de peso e inchaço. No entanto, o incômodo maior é o fator estético, uma vez que as varizes surgem em uma região exposta como o rosto, causando grande desconforto, sobretudo, às mulheres.

Para tratar as varizes no rosto, o mais indicado é o tratamento a laser já que essa é uma região com baixa pressão venosa e as chances de êxito são maiores.

Varizes no tórax e abdome? O que são?

Diferente dos vasinhos que surgem no rosto, as varizes que surgem no tórax e no abdome podem ser resultado de algum problema nos órgãos internos como lesões no útero ou no fígado.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito da maneira correta, com identificação da origem do problema. A partir desse diagnóstico é que é possível indicar o tratamento ideal.

Varizes nas nádegas, virilhas e vagina: o que são?

Além das nádegas, as varizes também podem aparecer na vagina e na virilha. Apesar de ser um problema recorrente, ele é pouco diagnosticado, muitas vezes, por falta de conhecimento do assunto, e por ficar numa área mais escondida.

As varizes nas nádegas costumam ser a consequência de uma doença bem mais grave, chamada de síndrome da congestão pélvica ou varizes pélvicas. Nesse caso, além de surgirem nas nádegas e regiões próximas, as varizes também podem aparecer ao redor do útero, trompas e ovários, e até mesmo nos membros inferiores.

No geral, quem faz esse diagnóstico é o ginecologista através de exames de imagem ou até mesmo durante o parto cesariana, em que é possível observar as varizes ao redor do útero e alertar a paciente.

A congestão pélvica acontece quando o sangue da região fica represado por causa do mau funcionamento das veias do útero, aumentando a pressão e provocando dores. Durante a gravidez, os sintomas das varizes pélvicas costumam aumentar bastante.

Um detalhe interessante e que vale a pena ser observado é que quem tem varizes na região das pernas tem mais tendência a apresentar varizes na região do útero.

Os principais sintomas das varizes pélvicas são:

Complicações das varizes pélvicas

Além de causar diversos e dolorosos incômodos, as varizes pélvicas também podem trazer complicações para as mulheres, principalmente quando as veias estão localizadas na região dos lábios vaginais. O aumento da pressão na região afetada pode ocasionar o que chamamos de varicorragia, isto é, quando a veia doente estoura provocando sangramento intenso.

É muito comum acontecer essa ruptura durante o parto normal, devido à enorme pressão que acontece na região da vagina. É por isso que, em casos mais graves de varizes pélvicas, o obstetra opta pelo parto do tipo cesariana, reduzindo o risco da varicorragia.

Como eliminar as varizes pélvicas?

As varizes dos membros inferiores geralmente são tratadas com a escleroterapia com aplicação de glicose ou espuma. No entanto, o tratamento das varizes pélvicas é totalmente diferente.

A recomendação é que seja feita a embolização da veia varicosa. O procedimento é muito simples, eficaz e pouco invasivo. É aplicada a anestesia local na paciente e introduzido um cateter com uma substância que obstrui a veia doente dentro do útero, fazendo com que ela murche e seja absorvida pelo organismo.

Consequentemente, as veias aparentes localizadas nas nádegas, vagina e virilha também somem e murcham, levando junto os sintomas nada agradáveis das varizes pélvicas.

Como já dissemos, o diagnóstico das varizes pélvicas é um acontecimento recente, mas não porque a doença não existia. Esse problema era comumente confundido com doenças ginecológicas com sintomas semelhantes como a endometriose, por exemplo.

Porém, o avanço da medicina, o olhar mais atento dos profissionais, a modernização e o fácil acesso aos exames de imagem possibilitaram que as varizes pélvicas fossem descobertas mais rapidamente, facilitando o tratamento e os bons resultados.

É preciso fazer cirurgia em todos os casos?

Não. A cirurgia para eliminar as varizes provocadas pela congestão pélvica só é recomendada se o médico ginecologista, junto com o cirurgião vascular, identificarem essa necessidade, de acordo com os sintomas relatados pela paciente.

Outro procedimento que alguns médicos recomendam para combater as varizes é a histerectomia, ou seja, a remoção total do útero. No entanto, essa é uma técnica muito agressiva e desnecessária, uma vez que podemos optar pela embolia, um tratamento eficaz, com resultados rápidos, pouco invasivo e bem menos agressivo para as mulheres.   

Como vimos, as varizes pélvicas não são um problema apenas estético, mas que indicam que algo mais grave está acontecendo dentro do útero da mulher. As varizes pélvicas são, muitas vezes, confundidas com outras doenças ginecológicas, por causa dos sintomas semelhantes. Para um diagnóstico correto, o médico ginecologista e o cirurgião vascular devem trabalhar em conjunto, visando sempre o melhor para cada paciente e seu caso particular.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Vida pós aneurisma

Mon, 02/15/2021 - 08:43

O Dr Marcelo Amato participou da reportagem sobre a vida após aneurisma. Veja abaixo.

 

Revista Aneurisma – Nº 1

 

•O que é aneurisma? Como ele ocorre? 

Os aneurismas cerebrais são lesões caracterizadas por dilatações ou lobulações das paredes das artérias intracranianas. A maneira mais fácil de entender é imaginar uma bolha na parede de um cano e que, dependendo da fragilidade de sua parede e da pressão exercida, esta bolha pode estourar e causar um vazamento de sangue no cérebro ou ao redor dele.

 

•Quais tipos diferentes de aneurisma existentes e quais as principais diferenças entre eles? 

Dentre os tipos de aneurismas, 98% são os saculares, que são formados pela existência de defeito congênito na parede dos vasos associado aos fatores que levam ao estresse hemodinâmico nessas artérias, especialmente a pressão alta.  Os outros 2% são aneurismas fusiformes, geralmente decorrentes da deposição acentuada de gordura e cálcio na parede desses vasos ou aneurismas micóticos, que estão relacionados a quadros infecciosos. 

 

•Quais são os principais sintomas do problema? 

A hemorragia subaracnóidea, ou HSA, é a principal forma de apresentação clínica. É uma das formas de Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC) hemorrágico.  Além desta apresentação mais comum, os aneurismas intracranianos podem se manifestar por compressão de nervos cranianos, que ocorre por aumento do volume do aneurisma em regiões específicas do cérebro. 

 

•O paciente que sofre com um ou mais aneurismas pode ficar com algum tipo de sequela? Qual? 

O paciente pode ter 5 aneurismas e não ter sintomas. O risco de sequela existe se um desses aneurismas se tornar sintomático. Ou seja, o aneurisma precisa romper ou comprimir alguma estrutura cerebral para que haja algum déficit neurológico e consequentemente o risco de sequela. As possíveis sequelas são as mais variadas possíveis, já que praticamente qualquer estrutura cerebral pode ser atingida. Mais frequentemente, notam-se déficits motores, déficits na fala e déficits cognitivos. 

 

•Quantos tipos de tratamento existem para a doença? Existe algum meio sem ser o operatório? 

O tratamento consiste em excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando-se desta forma a ruptura e sangramento, que quando ocorre, pode ser fatal em 1/3 dos casos e deixar seqüelas clínicas limitantes em até metade dos pacientes que sobrevivem.

    Tradicionalmente, o tratamento do aneurisma cerebral se faz através da colocação cirúrgica de um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma, excluindo-se desta forma a passagem de sangue para o interior do saco aneurismático. Este procedimento é realizado através de craniotomia, ou seja, uma pequena abertura no crânio. O cérebro não é cortado, apenas dissecado e afastado para que a artéria com aneurisma, que geralmente se situa embaixo do cérebro seja encontrada e tratada. O procedimento é realizado com anestesia geral, dura cerca de 4 horas e, atualmente, é considerado bastante seguro e eficaz.

    Em 1991, com a introdução por Gulglielmi das espirais metálicas com destacamento controlado, disponibilizou-se uma nova alternativa ao tratamento dos aneurismas cerebrais, até então tratados preferencialmente por via cirúrgica. A utilização destas espirais metálicas (molas delicadas de platina) permitiu a realização do tratamento do aneurisma cerebral pela técnica de embolização endovascular. Neste procedimento, é realizada uma pequena punção na artéria femoral (virilha), por onde se conduz um micro cateter até o interior do saco aneurismático. O procedimento, realizado em um angiógrafo,  utiliza visualização em tempo real sob Raios-X para identificação das estruturas vasculares quando preenchidas por contraste iodado. Com o micro cateter no interior do aneurisma, sucessivas espirais metálicas são introduzidas no interior do saco aneurismático até a sua exclusão circulatória. 

    A embolização endovascular dos aneurismas cerebrais permitiu uma abordagem terapêutica eficaz e segura, associada a menores taxas de morbidade e de mortalidade. Entretanto, a melhor escolha terapêutica entre as modalidades, cirúrgica ou endovascular, deverá ser analisada de forma multidisciplinar levando-se em conta o melhor tipo de abordagem para cada tipo de aneurisma e de paciente. A embolização também é considerada um procedimento cirúrgico. 

Alguns casos podem ser conduzidos sem cirurgia, são aqueles aneurismas que nunca se romperam e que apresentam risco muito baixo de sangramento devido seu tamanho e localização .

 

 

•Como é realizado o tratamento para o problema? Alguma medicação terá de ser tomada por toda a vida? 

Não existe medicação que possa ser usada para tratar o aneurisma. Caso o procedimento realizado seja endovascular, existe a possibilidade de utilizar um stent, semelhante ao que é utilizado nos cateterismos cardíacos, nesses casos pode ser necessário utilizar uma medicação por tempo indeterminado para manter o stent funcionando. Se algum fator de risco para o desenvolvimento do aneurisma for identificado, este deverá ser tratado também, geralmente, com o auxílio de medicações. 

 

•Existem fatores de risco para o desenvolvimento da doença? (Como maus hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, fator hereditário, entre outros) 

O tabagismo e a hipertensão arterial são fatores de risco muito importantes para o desenvolvimento de aneurismas cerebrais. Familiares de primeiro grau de pacientes que tiveram ou tem aneurisma cerebral também têm um risco maior e devem passar em consulta com o especialista. Na avaliação populacional, mulheres e negros têm uma prevalência maior deste tipo de doença. É muito raro na infância e adolescência e mais comum após os 40-50 anos de idade.

 

•Como identificar se a pessoa está sofrendo um aneurisma? Quais são os primeiros socorros para essa vítima? 

Na maioria das vezes, os aneurismas não dão sintomas até que ocorra ruptura e sangramento, quando geralmente se manifestam pela hemorragia subaracnóide (HSA), que é uma situação clínica grave e uma urgência médica. Os pacientes costumam apresentar dor de cabeça muito forte e súbita após um esforço físico demasiado ou estresse emocional, a dor é seguida de perda de consciência na maioria das vezes. Os primeiros socorros são os básicos para o suporte de vida, destacando o encaminhamento urgente a um hospital capacitado.

 

•Se uma pessoa sofre com constantes dores de cabeça, um dos principais sintomas do problema, quando ela deverá desconfiar desse desconforto e procurar ajuda médica? 

Constantes dores de cabeça não são características desta doença. Essa é uma preocupação frequente e errônea da população. Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência e/ou vômitos. A rigidez de nuca é outro sinal muito frequente da hemorragia subaracnóidea, algumas vezes difícil do paciente notar, mas facilmente identificada pelo médico. Existem sim casos que começam com dores mais leves e o paciente pode acabar se prejudicando de uma demora no atendimento neurológico, mas esses não são a regra. Por isso o paciente sempre deve procurar ajuda médica se estiver preocupado, mas em casos de aneurisma cerebral é muito mais frequente que ele seja levado ao hospital em uma situação de urgência. 

 

•A dor de cabeça pode ser o indício de outras doenças graves? Quais? 

Existem inúmeros tipos de dor de cabeça, na maioria das vezes são dores primárias, ou seja que não têm uma causa subjacente. Os sinais de alerta para uma doença mais grave são: dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do usual; dor que acorda a pessoa no meio da madrugada; vômitos associados a dor de cabeça em paciente que não saiba sofrer de enxaqueca; febre; algum sinal ou sintoma neurológico associado como perda de força, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda de coordenação ou equilíbrio. Com esses sinais de alerta o médico deverá investigar as cefaléias secundárias, ou seja, que tem uma causa definida e podem ser inúmeras dependendo das características do paciente e da história clínica. Entre essas causas estão os tumores, infecções como meningite ou abscessos, hidrocefalia, hematomas espontâneos, trombose venosa, vasculite, entre outras. 

 

•Existe alguma diferença entre a dor de cabeça sintomática do aneurisma e uma dor de cabeça sintomática de outras doenças? 

Como previamente mencionado: “Diferente daquela dor que começa mais fraca e vai aumentando lentamente, a dor do aneurisma é súbita e certamente a dor de cabeça mais forte que a pessoa já teve, na maioria das vezes vem acompanhada de perda de consciência.”

 

 

 Dr Marcelo Amato

Publicado originalmente em18 de novembro de 2015 @ 16:41

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10 Perguntas sobre laser e varizes

Fri, 02/12/2021 - 08:15
O reconhecimento do laser como melhor opção vem aumentando pelo mundo. A recente publicação das diretrizes europeias de 2015, e pela diretriz americana de 2012 reconhecendo o método como melhor opção trouxe mais força ao método. Não é um procedimento experimental, embora seja recente.     Como é o procedimento de varizes a laser? O laser é energia ótica e térmica aplicada à veia para fechá-la. Existem duas maneiras de utilizá-lo. Por dentro da veia ou por fora. A tecnica endovenosa serve para as veias maiores e insuficientes como as safenas, e a técnica transdérmica serve para as varizes superficiais, como as teleangiectasias e reticulares, que sao os chamados vasinhos.   Qual a diferença em relação ao método tradicional? Comparando com a cirurgia convencional, a técnica a laser não arranca a veia fora, e sim fecha e exclui ela da circulação. Dessa forma, sendo menos agressiva, a recuperação é bem mais comoda e rápida.  Quando falamos do laser transdermico, devemos compará-lo à escleroterapia, ou “aplicação” dos vasinhos. Ele permite maior possibilidade de tratamento e menos sessões, principalmente quando associado a outras técnicas.   O método é menos invasivo? Sim, muito menos. Enquanto a cirurgia tradicional requer cortes e dissecção, o laser endovenoso é feito através de punção, ou seja um furinho apenas. Além disso, como não há o arrancamento da safena, não há grandes sangramentos e portanto menos hematomas e equimoses.    Quando o tratamento de varizes a laser é indicado ao paciente? Recentemente o Guideline (diretriz) europeu colocou o laser venoso como indicação IA e a cirurgia tradicional como IIB, ou seja, o mundo já está percebendo os beneficios da técnica e não é nada experimental. Isso pode ser compreendido de várias maneiras e resumindo é: a cirurgia tradicional funciona, mas se há a possibilidade de oferecer o laser como tratamento, este deve ter a preferência.   Qual o tempo de recuperação da cirurgia de varizes a laser? Em torno de uma semana. Muitos pacientes já estão bem muito antes. Enquanto na cirurgia tradicional a recuperação ficava em torno de 15 a 30 dias. Além disso, com o laser, no dia seguinte atividades diárias já devem ser retomadas.   Também pode ser usado na cirurgia da safena da perna? Sim, o laser endovenoso deve ser usado nas safenas, e pode ser usado em outras veias doentes também, como as perfurantes insuficientes e outras veias menos famosas.   Com a cirurgia a laser é possível acabar de vez com as varizes? Acabar de vez com as varizes é complicado. A doença, quando primária, tem um componente genético importante, então, por mais que todas as veias doentes sejam retiradas e tratadas, por carregar a genética para isso, outras veias podem ficar doentes no futuro. O que é possível, é eliminar todas, ou a maioria das veias doentes, tendo um benefício circulatório e consequentemente estético.   Como prevenir o aparecimento das varizes? Como a genética não é possivel mudar, devemos atuar nos fatores predisponentes, como a obesidade, os hormônios e os fatores agravantes, como alterações posturais e a profissão. Ou seja, evitar a obesidade com dieta saudável e exercicio físico, que também melhora a musculatura da panturrilha. Evitar uso de hormônios, se possível. E, com relação à profissão, aqueles que ficam muito tempo de pé e parado, devem se movimentar mais, e, se indicado pelo vascular, usar meia elástica.    A cirurgia pode ser feita por homens e mulheres? Ambos sofrem de varizes, a diferença é que as mulheres procuram ajuda médica antes, porque se incomodam com a questão estética. Os homens muitas vezes chegam no consultorio em fases mais avançadas da doença. E, para ambos, a cirurgia pode ser o tratamento indicado.   É verdade que mulheres tem mais propensão a ter varizes? Por quê? Como disse antes, tanto homens como mulheres sofrem de varizes, mas as mulheres procuram o tratamento mais cedo porque se incomodam com a estética das pernas. Por causa disso, a procura nos consultórios é maior pelas mulheres, mas isso não quer dizer que os homens não tem varizes, apenas que não estão procurando tratamento nas fases iniciais. As mulheres tem também a influencia dos hormonios e a piora por causa da gravidez, que aumentam as varizes.   Autor: Prof Dr Alexandre Amato

Publicado originalmente em15 de novembro de 2015 @ 20:31

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Ganho de peso na gestação

Thu, 02/11/2021 - 10:23

A gravidez é um momento repleto de particularidades para a vida das mulheres. Tanto a gravidez planejada quanto a não planejada, leva à mudanças psíquicas intensas pela vinda breve de um filho, situação que muda muito a vida da mulher. Mas não são só mudanças psíquicas, as mudanças corporais são também muito intensas. Muitas mudanças são inevitáveis e inerentes à gestação, e umas das mais óbvias é o aumento do peso, provocado não só pela presença do feto em crescimento, mas também por retenção de água, aumento do volume de sangue circulante, ganho de gordura, aumento da massa muscular do útero, etc.

Nesse contexto, de ter que nutrir um novo ser que cresce em nosso ventre, além da ansiedade inerente ao momento único, vem a vontade de “comer por dois”, hábito muitas vezes muito estimulado por familiares. No entanto, esse é um mito que não deve ser seguido e o ganho de peso excessivo na gestação pode trazer consequências ruins para mãe e para o bebê.

Quando a mulher engravida, os seguintes fatores colaboram para o aumento do peso:

  • Peso médio do feto: 3,2 a 3,6 kg.
  • Aumento das reservas de gordura do corpo: 2,7 a 3,6 kg.
  • Aumento do volume de sangue circulante no organismo: 1,4 a 1,8 kg.
  • Retenção de líquidos: 0,9 a 1,4 kg.
  • Peso do líquido amniótico: 0,9 kg.
  • Aumento de peso das mamas: 0,45 a 1,4 kg.
  • Aumento de peso do útero: 0,9 kg.
  • Peso da placenta: 0,7 kg.

Isso significa que uma grávida que apresentava um peso normal antes da gravidez deve ganhar, em média, algo em torno de 11 a 14,5 kg até o final da gestação.

O que define as diferenças entre o ganho de peso entre uma gestante e outra é aumento das reservas de gordura, ou seja, é o quanto cada grávida engorda.

No Brasil, quase metade das mulheres adultas apresentam-se com sobrepeso quando engravidam, e 17% são obesas. A obesidade pré-gestação, portanto, é muito frequente.

 

Existem muitas restrições dos próprios profissionais de saúde para o adequado manejo das gestantes obesas. Uma das justificativas dadas por esses profissionais é o próprio preconceito com o tema obesidade e a forma “ofensiva” com que algumas pacientes se sentem quando taxadas como obesas na fase inicial de gestação.

 

As consequências do ganho de peso excessivo na gestação são: aumento da necessidade de cesarianas, maior risco de partos prematuros, maior risco de terem bebês grandes e com elevado peso ao nascimento (macrossomia, bebês que nascem com mais de 4 kg), risco aumentado de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.

 

Além disso, mulheres que ganham peso excessivamente durante a gravidez têm maior risco de não conseguirem voltar para o seu peso pré-gestacional, consequentemente, persistindo com sobrepeso ou até mesmo obesidade.

Também é importante notar que quanto maior o peso da gestante antes de engravidar, menor deve ser o ganho de peso durante a gestação, como pode ser visto na tabela abaixo:

 

Portanto, comer de forma equilibrada, fracionada em pequenas refeições ao dia, assim como manter-se fisicamente ativa na gestação não só é essencial à saúde da mãe e bebê como previne ganho de peso excessivo na gestação e suas consequências.

Por Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Tensão Pré Menstrual (TPM)

Thu, 02/11/2021 - 08:25
O que é a TPM? Em que dias do mês ela acontece? TPM se refere a Tensão Pré menstrual, atualmente denominada Síndrome Pré Menstrual trata-se do conjunto de sintomas psíquicos e físicos que ocorre antes da menstruação, geralmente com duração variável mas que pode chegar até 10 dias de duração e melhora com o inicio do sangramento. Muito importante observar se estes sintomas cessam com o início da menstruação pois se não, não estamos falando de TPM e a causa deve ser investigada pelo seu médico.
Todas as mulheres têm TPM? Nem todas as mulheres tem TPM. Mulheres que nunca tiveram os sintomas quando passam por uma situação difícil como stress exacerbado, problemas familiares entre outros, por terem o nível de Serotonina diminuído nesta fase podem apresentar os sintomas. Já mulheres que tem mães com histórico de TPM tem maior chance de ter os sintomas peri menstruais. Depende muito do momento de cada mulher, assim como em fases da vida mais alegres e promissoras os sintomas da TPM são amenizados ou inexistem pelo aumento nos níveis de Serotonina.
Existem quatro tipos de TPM. Quais são eles e quais suas características principais?
A Classificação dos tipos de TPM foi criada para facilitar o diagnóstico do sintoma mais exacerbado durante a fase e facilitar a proposta de tratamento visando melhorar o que mais incomoda nesta fase.  
  • Tipo A – o sintoma mais prevalente é a ansiedade, mas podem ocorrer alterações de humor, insônia e irritabilidade. Neste caso o aconselhado é a pratica de atividade física onde ha liberação de endorfinas e dá uma sensação prazerosa associada a uma alimentação equilibrada.
  • Tipo D- há prevalência dos sintomas depressivos. A mulher fica mais irritada , as vezes violenta, com baixa de auto estima e sentimentos negativos. O uso de antidepressivos neste tipo só é feito em casos graves e com indicação e acompanhamento médico. Atividade física e alimentação equilibrada são sempre indicados.
  • Tipo C- o foco aqui é a compulsão alimentar. Desejo por doces, comidas mais gordurosas e pesadas e pode vir associada a dores de cabeça. Neste caso a atividade física e alimentação equilibrada rica em ômêga 3 ameniza a compulsão. Podem ser associados ansiolíticos ou óleo de Prímula sob orientação e controle sempre de um médico.
  • Tipo H – o sintoma prevalente é o inchaço, que esta relacionado ao aumento da retenção de líquidos pelo organismo. A mulher sente ganho de peso, aumento abdominal pelo inchaço, dor nas mamas. Aqui a indicação é a diminuição da ingesta de sal na comida e de café e produtos que contenham cafeína.
 
Existe tratamento para a TPM? Sim, a recomendação a todas as mulheres que passam pela TPM todo mês é que se exercitem e tenham uma alimentação saudável e balanceada. Como disse anteriormente cada sintoma prevalente tem uma abordagem específica e deve ser conversado com seu médico se tem a indicação de uso de outras medicações associadas. Para quem não tem contra indicações para o uso de anticoncepcionais este também é muito utilizado pois impede as alterações hormonais bruscas do ciclo menstrual, mas com deve ser utilizado com cautela e sempre com indicação e orientação de seu ginecologista já que não é uma medicação sem riscos.     Autor: Dra Juliana Amato

Publicado originalmente em15 de novembro de 2015 @ 20:08

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Uso de máscara leva a procedimentos estéticos que valorizam a região dos olhos

Wed, 02/10/2021 - 14:18

O uso de máscara chegou por aqui em março de 2020 e seguirá sendo acessório obrigatório. Com isso, a região dos olhos ganha destaque e já é motivo para buscas por tratamentos estéticos que valorizem o olhar.
Procedimentos e cirurgias que favoreçam o terço superior da face, como olhos e testa, é uma tendência que estamos percebendo nesse tempo de Covid-19.
A seguir, detalho as principais cirurgias para a região dos olhos:
Toxina Botulínica – Por meio de aplicação, o procedimento reduz e previne o aparecimento de rugas de expressão nos músculos faciais, principalmente nas regiões dos olhos (pés de galinha), testa ou no espaço entre as sobrancelhas. Já é possível notar o efeito a partir do 2º, 3º dia após a aplicação e é recomendado que seja repetida em intervalos entre quatro a seis meses.
Blefaroplastia – É a cirurgia plástica das pálpebras. Ela pode ser feita por meio da ressecção de pele em excesso, retirada, reposicionamento e até enxerto de gordura. Pode estar associado a alguma correção de deformidade, entre elas a ptose palpebral.
Lifting Frontal – Também conhecido como elevação da testa, o lifting frontal tem como objetivo diminuir as rugas e reposicionar tecidos, principalmente a sobrancelha para harmonização da face. Esse procedimento é indicado para quem está incomodado com as linhas de expressão ou outros sinais de envelhecimento na região superior do rosto. Esse tratamento também pode incluir toxina botulínica, preenchimento e fios de sustentação.

 

Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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Tratamento minimamente invasivo da coluna

Wed, 02/10/2021 - 08:08

Entrevista com Dr Marcelo Amato, neurocirurgião, sobre técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da coluna no programa Freud Explica.

 

Transcrição

 

 

Taty Ades: Olá, boa tarde, que bom ter vocês comigo mais uma vez. Eu sou Taty Ades, esse é o “Freud Explica”. Hoje gente, é um tema bem diferente… quando você sente dor na coluna, você procura qual médico, ortopedista? Vamos falar de coluna e neurocirurgia e para falar com a gente eu tenho o doutor Marcelo Amato, neurocirurgião, doutor obrigada pela presença.

Dr. Marcelo Amato: Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.

Taty Ades: E gente, para me ajudar a conduzir a entrevista mais uma vez o meu amigo Mauricio Andrade

Orador C; Boa tarde, boa tarde doutor.

Dr. Marcelo Amato: Boa tarde.

JB Oliveira: Boa tarde a todos.

Taty Ades: Então vamos lá, doutor para começar, na verdade é uma cirurgia minimamente invasiva, quer dizer, muito pouco invasiva da coluna, como é que é, o que que é essa cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: é um conjunto de técnicas que visam o tratamento da doença da coluna trazendo uma menor agressão ao corpo da pessoa, então dessa forma o paciente ele consegue ter uma recuperação mais rápido, um retorno mais rápido das atividades, então pela invasão ser menor, os tecidos cicatrizam de uma maneira mais rápido então ele tem menos dor no pós operatório então, é um conjunto de técnicas que visa a resolução do problema com uma menor agressividade para o paciente.

Taty Ades: E o que eu falei agora a pouco, quer dizer, geralmente tem dor na coluna a gente busca o ortopedista, quer dizer, a gente realmente acho que é interessante essa pauta, porque você não faz uma ligação com a neurocirurgia, é algo novo essa cirurgia ou não, ou estamos desinformados?

Dr. Marcelo Amato: Não é isso comum em todos os pacientes tem essa dúvida mesmo e quem mais encaminha paciente para o neurocirurgia é o ortopedista, então muitas vezes o paciente está com problema na coluna ele procura realmente o ortopedista que tem uma formação geral, mas que não necessariamente opere a coluna e ai ele encaminha para o neurocirurgião ou para um ortopedista que seja especialista em coluna, existe essa possibilidade, então antigamente até… a gente estava comentando ali fora, os ortopedistas tinham a técnica deles, a neurocirurgiões tinham a técnica deles, o neurocirurgião aprendia com o neurocirurgião e ficava ali, talvez mesmo pela dificuldade de divulgação das técnicas e hoje é um negócio meio misturado não tem a técnica do ortopedista ou do neurocirurgião, é aquela técnica que é melhor para o paciente é o que vai ser feito em cada caso.

Taty Ades: Pensando nessas, quais as possibilidades, quais os problemas de coluna que você pode de repente fazer essa cirurgia e serem resolvidos?

Dr. Marcelo Amato: Bom, os pacientes que mais se beneficiam das técnicas minimamente invasivas são os pacientes com as doenças degenerativas que são, as famosas hérnias de disco, famosas bico de papagaio, é logico que pacientes que tem fraturas, tumores ou deformidades da coluna eles também podem se beneficiar de algumas técnicas minimamente invasivas, mas realmente aquelas doenças relacionadas com a hérnia de disco, esses são os pacientes que vão se beneficiar mais.

Orador C; Então, doutor eu queria saber, interessante você é neurocirurgião e fazendo essa técnica minimamente invasiva com relação a coluna, então qual que é a relação da neurocirurgia ou da neurologia com relação a parte da coluna do corpo?

Dr. Marcelo Amato: Da mesma forma que o crânio ele envolve o cérebro, a coluna ela envolve a medula e os nervos, então a gente também faz cirurgia de crânio, mas isso é mais fácil para a população em geral entender que o neurocirurgião ele não opera só o cérebro ele opera o crânio também, mas se a gente for falar não, da medula e ai talvez a dúvida ele volte, “poxa, mas quem será que opera a medula? Ortopedista…” então, a relação é essa, a coluna ele envolve o tecido nervoso ainda, então por isso que a gente está… o neurocirurgião está habilitado a tratar tanto as doenças da medula, dos nervos como também da coluna.

JB Oliveira: É, a gente estava ali falando lá fora também com essa relação do ortopedista, do neurocirurgião, existe uma…quase não existe uma divisão com relação a isso quando se fala nos problemas relativos a coluna, aos crânio, já não existe mais uma separação efetivamente entre uma coisa e outra?

Dr. Marcelo Amato: Existem algumas doenças especificas que são mais tratadas pelo neurocirurgiões isso em relação a coluna e outras doenças que são historicamente ai mais tratadas pelos ortopedistas então, se a gente falar, por exemplo, um tumor dentro da medula essa é uma doença típica da coluna, mas que é o neurocirurgião que cuida. Por outro lado, deformidades da coluna como escolioses, desiquilíbrio sagital então, algumas doenças que trazem uma deformidade muito grande da coluna geralmente são tratadas pelo ortopedista isso historicamente ai como eu disse isso já está se mesclando, então a gente tem… eu trabalho com ortopedista, tenho a chance a gente tem a chance de trocar essas ideias e as técnicas, a gente vê que a formação é diferente, mas a ideia realmente é chegar no melhor para o paciente.

Taty Ades: Pois é importante isso que você está falando é importante ter esse trabalho em equipe também…

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: O ortopedista te passando informações ou vice-versa…?

Dr. Marcelo Amato: Uhum.

Orador C; Que assim, eu ouço muito falar, mas eu não sei, ainda bem por enquanto eu não sei o que é uma hérnia de disco, como que você pode definir para nós explicar como acontece a hérnia de disco?

Orador A E tanta gente tem…

Orador C; Tanta gente tem e tanta gente acha que tem também, às vezes também pode ser que não tenha.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades: E geralmente a pessoa está com dor ela logo fala “nossa’ deve ser uma hérnia de disco” a primeira coisa que…

Dr. Marcelo Amato: É a maior culpada…

Taty Ades: Exatamente e realmente é alta a porcentagem de pessoas que tem a hérnia?

Dr. Marcelo Amato: O problema de coluna tem uma taxa, uma incidência muito alta, para vocês terem uma ideia é a segunda maior causa de procura ao médico só perde para resfriado, infecções de vias aéreas superiores, é a dor na coluna então, é muito comum, agora eu digo que em 50 por cento desses casos de dor na coluna a gente nunca vai descobrir o que foi que causou, se foi uma hérnia de disco, se foi só uma dor muscular, uma pequena dor na articulação, a gente não vai descobrir, porque geralmente os pacientes passam alguns dias, algumas semanas faz um repouso toma medicação e melhora, quando a dor ela insiste mais tempo e que exige uma investigação é quando a gente descobre ali exatamente qual que é a causa da dor. E é assim, o disco ele é uma estrutura responsável pelo amortecimento ele fica entre uma vertebra e outra então, quando a gente está andando ele está amortecendo ali o impacto entre uma vertebra e outra então, quando o disco ele é formado por uma estrutura mais rígida por fora que a gente chama de ângulo fibroso e uma estrutura mais gelatinosa, os pacientes gostam de comparar ele entendem muito quando a gente fala do bubbaloo então, que é aquele chicletezinho que tem a partezinha mais mole dentro, então imagina naquele chiclete você faz uma pressão maior e a parte de dentro extravasa, não é tão liquido como no chiclete então, é mais cartilagem mesmo…

Taty Ades: Fica imaginando a dor…. ‘nossa’!

Dr. Marcelo Amato: E acontece que os nervos e alguns níveis da coluna também a medula passam muito próximo do disco então, quando extravasa essa parte de dentro que é o núcleo pulposo ocorre uma compressão do nervo e também uma reação inflamatória muito importante e isso é o que causa a dor a dor típica da hérnia de disco na coluna lombar, por exemplo, é uma dor começa na coluna e irradia para perna então, esses nervos eles vão, vão para a perna, no caso a coluna cervical vai para o braço eles estão eles dão essa dor irradiada.

Taty Ades: Tenho os problema de escoliose, lordose, e esse cifose, então eu sei que realmente é terrível porque assim, é uma dor que espalha até a planta do pé e a dor da coluna ela é cruel mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

Taty Ades:  Com a cirurgia, quer dizer, a pessoa com a hérnia vamos imaginar, ela realmente tem uma recuperação de não sentir mais dor, ela tem essa possibilidade?

Dr. Marcelo Amato: Esse é o objetivo, então como eu vinha falando, 90 por cento dos casos de hérnia de disco, não são nem de dor na coluna a gente já chegou ao diagnóstico de hérnia de disco 90 por cento desses pacientes eles vão melhorar com tratamento clínico sem precisar da cirurgia, então a gente reserva cirurgia par aos casos mais graves quando existe uma perda de função neurológica, ou seja, o paciente está perdendo força ou está perdendo sensibilidade e a dor é incapacitante esses casos vão precisar de cirurgia. Tem outros pacientes que tem uma dor mais leve, moderado nem tem tanta … não tem problema neurológico, mas está com a dor está tentando tratamento clinico ali um mês, dois meses, não resolveu ai esse paciente também tem indicação de cirurgia, mas de uma forma geral quanto mais rápido a gente opera maior a chance do paciente melhorar da dor, então é uma paciente que a gente tem que seguir de perto, porque a gente tem que tentar o tratamento clínico, porque 90 por cento deles vão melhorar com tratamento clínico, mas a gente também não pode atrasar muito a cirurgia, porque senão a melhora da dor ela é parcial às vezes, então depende muito do paciente, do tipo de hérnia, do tipo de doença de comodidade, se ele vai melhorar totalmente ou não, mas esse é sempre o nosso objetivo.

Taty Ades: Ok.

JB Oliveira: E a longo prazo o não tratamento o que pode causar a pessoa?

Dr. Marcelo Amato: É… eu acho que esse ponto é muito importante, porque muitos pacientes tem medo da cirurgia, então ok, se o paciente acabou de começar com quadro de dor, não tem nenhuma disfunção neurológica e quer tentar mais tempo o tratamento clínico desde que esteja com acompanhamento m´médico é aceitável, mas se o paciente já está perdendo força num membro ou está perdendo sensibilidade ou a dor está atrapalhando o paciente não consegue mais trabalhar, esse paciente ele deve conversar bem com seu médico e esses casos tem muito benefício da cirurgia e se não operar realmente ele pode ficar com uma sequela.

Taty Ades: Doutor, a Paula pergunta o seguinte, “tenho uma dor que não se diagnostica nunca, espalha pelo corpo inicia na nuca sempre a nunca fica muito rígida como uma pedra e perco os movimentos além de formigamento no corpo, o que poderia ser isso? Sinto muita enxaqueca também”. Paula

Dr. Marcelo Amato: Eu recebo muitas perguntas de pacientes como o caso dela e muito difícil a gente com algumas palavras tentar chegar num diagnóstico, então até os pacientes muitas vezes eles querem fazer o exame para… mas o mais importante é o exame neurológico, então essa paciente precisa fazer o exame neurológico detalhado para ver exatamente se esse formigamento se ele realmente é uma perda de sensibilidade que vai fazer a gente pensar numa hérnia de disco cervical, por exemplo, esse quadro que ela me diz ele é compatível com a hérnia de disco cervical, dor na nuca, formigamento nos braços, como a hérnia a coluna cervical no meio dela passa a medula que dá informação para o nosso cérebro do corpo inteiro, então teoricamente os sintomas eles podem aparecer nos membros inferiores, nos membros superiores, então é uma possibilidade, mas por outro lado também uma fibromialgia é uma possibilidade para esse paciente então…

Taty Ades: Também, né?

Dr. Marcelo Amato: Também, não dá para gente saber só com essas informações.

Taty Ades:Ou uma artrite talvez…?

Taty Ades: é o meu caso, bom saber, porque eu tenho fibromialgia e é uma dor assim transtorna a gente. E ai nesse caso eu tenho até uma pergunta para vocês, a dor na coluna seja causada por uma hérnia de disco ou algum outro problema da própria coluna ela pode começar gerar algum tipo de transtorno psicológico da pessoa por causa da dor constante dia a dia, hora a hora e isso pode gerar também algum tipo de transtorno na pessoa?

Dr. Marcelo Amato: Sim, com certe e é muito comum a gente vê essas cosias caminhando junto então, paciente que tem dor crônica é muito cursar com depressão e o oposto é verdadeiro também, paciente que é deprimido também tem mais dor.

Taty Ades: Sim, eu recebo muito em consultório Mau e doutor, pessoas que tem se queixam de quadros de fibromialgia realmente, mas são casos de somatização, porque algumas persistem após o tratamento, quer dizer, a melhora do quadro depressivo, mas existe por exemplo, inclusive uma pessoa que eu estou pensando agora que em dois meses quer dizer, verbalizando que ela sentia e no processo terapêutico a dor desapareceu ela n ao tem mais sintoma algum, como outras coisas que ela tinha, ulcera, gastrite, quer dizer, então eu concordo eu acho que é bom ficar atento sempre a esse lado emocional também, quer dizer… tem os dois lados um vai levar o outro.

Dr. Marcelo Amato: E é importante a gente também ressaltar que muitos pacientes que são depressivos ou que tem fibromialgia que tem dor no corpo inteiro esses pacientes também podem ter hérnia de disco então, muitas vezes esses pacientes às vezes são mal interpretados e fala “ah, não, é fibromialgia” e não sei o que…

JB Oliveira: Mal orientados, na verdade, podem ser também…?

Dr. Marcelo Amato: Sim.

JB Oliveira: eu vejo, eu conheço muitas pessoas que acabam fazendo um auto diagnostico que é uma coisa perigosíssima, tanto em situações psicológicas, como em situações fisiológicas, porque acabam conversando com outro que tem uma dor assim muito parecida pode não ser a mesma coisa e ela acaba fazendo um auto diagnostico e entrando em situações que realmente acabam lesando a pessoa.

Taty Ades: Olha, aqui gente, do que a gente está falando, o Lucas de São Paulo ele diz, “Doutor, é possível alguma intervenção cirúrgica para fibromialgia?” Porque cada vez mais gente, casos de fibromialgia realmente está… a gente vê cada vez mais, quer dizer, acredito que não… como é que é?

Dr. Marcelo Amato: É… eu pessoalmente eu não trato a fibromialgia, eu sempre peço acompanhamento ou de um reumatologia ou de um fisiatra para seguir esses paciente junto comigo, mas é o que eu falei, o paciente com fibromialgia ele pode ter uma dor relacionada a coluna e ele geralmente tem uma sensibilidade maior então, às vezes uma hérnia de disco que não traria sintomas numa pessoa que não tem fibromialgia, pode trazer para ele e ai para esses casos específicos pode…

Taty Ades: Que ele fica mais sensível a dor seja qual for…

Dr. Marcelo Amato: Exatamente.

Taty Ades: a fibromialgia deixa a pessoa mais sensível em geral, não é?

Dr. Marcelo Amato: Tem alguns paciente com fibromialgia que cursaram com uma hérnia de disco lombar e ai alguns procedimento minimamente invasiva para ajudar na dor, às vezes o paciente que estava, que já estava controlando a fibromialgia apareceu essa outra dor, fez um procedimento melhorou ai ele voltou ao patamar estável dele, então assim um tratamento cirúrgico direto…

Taty Ades: Suportável, né…

Dr. Marcelo Amato: Tratamento direto assim, cirurgia para fibromialgia não tem, mas para as coisas que podem vir associada, sim.

JB Oliveira: Então, normalmente pós cirurgia, quanto tempo em recuperação, é demorado, é dolorido, tem sequela ou não, se caso a pessoa não seja boa cirurgia vamos dizer assim, ou se mesmo bem sucedida a pessoa pode ter alguma sequela, o pós operatório é demorado, como é que fica?

Dr. Marcelo Amato: Bom, são diversas técnicas minimamente invasivas que a gente usa, eu vou falar um pouco mais da cirurgia endoscópica da coluna, que é uma técnica que a gente consegue usar para uma gama maior ai de pacientes, então em geral para uma hérnia de disco simples ou essa cirurgia endoscópica ela é ambulatorial então, o paciente ele vai no dia para cirurgia para clínica, para o hospital e vai embora no mesmo dia então, a cirurgia ela é feita com uma anestesia local e uma sedação, não precisa de anestesia geral, então dura em torno de 40 minutos a 1 hora.

Taty Ades: Que coisa, a gente imagina aquela…

Dr. Marcelo Amato: É cirurgia de coluna

JB Oliveira: Coisa da idade média…

Dr. Marcelo Amato: E então, logo depois o paciente fica ali umas duas, três horas no pós operatório depois vai para casa, vai andando para casa, então é logico que depois precisa ficar ali uma semana de repouso e dependendo da atividade do paciente na segunda semana ele pode voltar as atividades profissionais, a não ser que ele seja… use a força física para trabalhar ai a gente tem que deixar um pouco mais de tempo. A sua outra pergunta…? Ah, foi com relação a sequelas…

JB Oliveira: Sequelas, ahãm.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente lida muito próximo das estruturas nervosas, das raízes nervosas, da medula em alguns casos, isso é o que mais preocupa os pacientes se vai sair da cirurgia com alguma sequela neurológica, é importante ressaltar que a cirurgia ela é feita justamente para evitar uma sequela então, é aquele paciente que está piorando da força tem que operar logo para não….

Taty Ades: Sim, sim, para que não tenha outros problemas…

Dr. Marcelo Amato: É, então hoje em dia a gente usa técnicas muito seguras e que minimizam o máximo esse risco, mas mesmo assim é possível, é um risco baixo, mas é um risco. Complicações da cirurgia minimamente invasivas elas são muito menores quando a gente comprar com a cirurgia convencional então, o corte é menor ou às vezes até inexistente, porque é muitas delas a gente faz com agulhas então a lesão do tecido é muito menor, o paciente tem menos dor no pós operatório, a recuperação é mais rápida então, isso tudo traz um conforto melhor ai para o paciente, realmente e é uma cirurgia mais confortável digamos assim.

JB Oliveira: Fico imaginando como era antigamente isso, como é que…

Taty Ades: Nem imagine…

JB Oliveira: Como é que se tratava isso há 40 anos atrás…?

Taty Ades: Vou deixar essa resposta para o doutor responder depois do nossos intervalinho, tá bom gente, a gente já volta.

Orador D: Olá, eu sou o J.B.Oliveira, quero convidar você para assistir o nosso programa “Conversando com São Paulo”, pela TV Geração Z, conto com você.

Orador E: Alô, galera do bem, estou aqui para lembrar a vocês que toda quarta-feira a gente está apresentando o programa “Lucimara Parisi”, sobre os mais diversos assuntos, mas de cada 15 dias a gente fala sobre os Et’s, eu estou aqui com a maior ufóloga do país Ângela Pascoal, esclarecendo várias dúvidas, você internauta pode mandar a sua mensagem que a gente vai esclarecer, eles existem, eles estão perto ou não? Confira toda quartas-feiras ás 21 horas aqui na TV Geração Z.

Orador F: Olá, eu sou Amanda Pereira, quarta-feira as 19 horas ao vivo aqui na TV GZ, nós temos um encontro marcado, é nosso happy hour, o nosso programa “atualidade TV” com olhar para a mulher contemporânea atual múltipla ou para você que quer entender um pouquinho mais essa mulher.

Taty Ades: De volta com “Freud explica” hoje falando de cirurgia da coluna. Antes de entrar nas questões o Mauricio deixou uma questão para o doutor, Mau, por favor, só uma…

JB Oliveira: Eu havia perguntado como é que isso era feito no passado, como é que acontecei, se existiam mais casos talvez de problema na cirurgia, isso 40 anos atrás como é que era detectado isso e como é que era feita a cirurgia?

Dr. Marcelo Amato: 40 anos atrás a gente realmente tinha uma dificuldade técnica até para diagnosticar casos facilmente hoje diagnósticos como a ressonância magnética, por exemplo,

Taty Ades: Realmente, acho que seria uma (ininteligível) mesmo…

Dr. Marcelo Amato: e certamente existiam outros métodos de diagnostico era utilizado antes da ressonância, tomografia antes da tomografia o raio x com injeção de contraste que é a melografia, então a gente conseguia identificar o problemas e a gente conseguia tratar, mas os cortes realmente eles eram maiores, porque às vezes não se encontrava nos exames de imagem, nos exames complementares, mas se encontrava na cirurgia, então a cirurgia ela era ´pum pouco exploratória também, a gente tinha que explorar achar o problema e resolver, mas era resolvido.

JB Oliveira: Antes da Taty perguntar, eu queria a gente conversando aqui agora a pouco, sobre a questão da dor pontual, da gente ter uma dor nas costas muito intensa, muito agudas às vezes, e isso é uma dor muscular e a gente confundir às vezes ‘não, eu tenho um problema na coluna, eu tenho um problema na coluna” eu queria que o senhor falasse um pouquinho sobre isso.

Dr. Marcelo Amato: Realmente assim, a musculatura ela envolve toda a nossa estrutura óssea, articular ai, então a musculatura ela vai estar sempre envolvida na dor, então num caso de hérnia de disco a musculatura ela trava mesmo e o paciente às vezes “’nossa’ eu travei não consegui me mexer” porque a musculatura ela se contrai para tentar proteger a estrutura que está danificada e na ausência de uma hérnia de disco realmente a musculatura ela tem esse poder de contrair de uma forma muito intensa dá contraturas e o paciente ter dor intensa mesmo e o que a gente estava comentando é que realmente quando a dor ela é mais muscular ela vai mudando às vezes de lugar, então uma hora ela está aqui do lado direito outra hora está do lado…

Taty Ades: É, vai migrando…

Dr. Marcelo Amato: Eu inverti os lados aqui, esquerdo, direito, tudo bem. Mas ela vai migrando, diferente da hérnia de disco que realmente se tem uma hérnia com compressão neurológica é um, dois nervos que estão apertados e vão doer sempre aquele trajeto, naquele local, naquela perna, então isso dá algumas dicas para gente se o problema é muscular ou se ele é neurológico ou se ele é da hérnia de disco.

JB Oliveira: ah, legal isso.

Taty Ades: Vamos ver Elaine Luz, Elaine, beijão para você. “Boa tarde Taty, há dois anos comecei apresentar uma dor insuportável no ombro esquerdo e o diagnóstico do ortopedista foi capsulite adesiva, a reumatologista falou em fibromialgia, mas disse que era um diagnóstico de exclusão, remédios e fisioterapias não apresentaram melhora e com o tempo a dor começou a se manifestar no direito, hoje o braço esquerdo melhorou espontaneamente, mas fiquei ligeira redução de movimentos e o braço direito ainda está bem limitado apesar de ter diminuído as dores que são maiores em caso de esforço, paralelamente eu estava passando por um luto muito difícil, a capsulite adesiva pode ser também psicossomática tal como a fibromialgia?” Doutro o que seria capsulite adesiva?

Dr. Marcelo Amato: Não é um termo que a gente utiliza na nossa rotina, até provavelmente o problema dela é no ombro, não na coluna, então foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Que ela migra de um para o outro…. e…

Dr. Marcelo Amato: provavelmente ela tem dificuldade de movimentação do ombro, do braço, então não… esses casos até pode ter alguma dor relacionada a coluna envolvida, mas geralmente não é da coluna, quando a dor é mais no ombro, muda de lado, tem dor ao movimentação, provavelmente não é problema da coluna.

Taty Ades: Quando se inicia no ombro geralmente não é da coluna então…?

Dr. Marcelo Amato: Tem algumas raízes nervosas da coluna cervical, então hérnias de disco na coluna cervical elas podem dar uma dor no pescoço e que irradia para o ombro às vezes até para o braço.

Taty Ades: Mas é porque está irradiando do pescoço, ok.

Dr. Marcelo Amato: Porque está irradiando, então é difícil diferenciar então, realmente o paciente precisa procurar o médico, porque alguns testes a gente faz o exame clínico para diferenciar se a dor é do ombro ou se a dor é da coluna.

Taty Ades: OK. Então vamos lá…

JB Oliveira: De repente essa capsulite é uma bursite?

Orador B; Sim, pode ser.

Taty Ades: É possível, né…

Dr. Marcelo Amato: Realmente foge um pouco da minha especialidade.

Taty Ades: Pode ser, exatamente. E quanto à questão Elaine de psicossomático eu responderia que tudo pode ser, mas essa é uma visão minha, eu acho que muitas coisas podem ser. Aqui a Denise, “doutor Marcelo, em que se diferencia cirurgia minimamente invasiva e como é essa procedimento?”.

Dr. Marcelo Amato: Bom, a gente já veio falando algumas coisas aqui, mas a ideia é realmente que é uma cirurgia que traga uma agressão menor ao organismo do paciente, então os cortes são menores às vezes a gente nem usa corte, a gente usa agulhas e diferente do procedimento convencional para uma hérnia de disco, por exemplo, que a gente precisa fazer um corte um pouco maior, o paciente precisa passar por uma anestesia geral diferente da anestesia local e da sedação que a gente usa nos procedimento minimamente invasivos. A cirurgia convencional ela também não é, na hora que a gente fala não é coisa que era feita há 40 anos atrás, ela precisa direcionar, ele evoluiu…

JB Oliveira: Ela evoluiu….

Taty Ades: O Mau gostou dessa ideia…

JB Oliveira:  É uma dúvida medieval que eu tive…

Dr. Marcelo Amato: Mas ela evoluiu muito e importante falar isso, porque não são todos os pacientes que são candidatos ideias para uma cirurgia minimamente invasiva, então tem alguns tipos de doenças, de pacientes que não vão poder passar por uma cirurgia minimamente invasiva e ai parece que fica um monstro da cirurgia convencional, mas não é, cirurgia evoluiu muito também feita com muita segurança hoje em dia e estamos ai resolvendo os problemas dos pacientes com essas cirurgias também.

Taty Ades: Olha aqui, a Camila gente, ela pergunta “Doutor, após a cirurgia para hérnia de disco poderei fazer ginastica?” a pessoa volta as atividades?

Dr. Marcelo Amato:  É, essa pergunta eu acho fantástica, porque os pacientes tem muito medo e às vezes até mesmo alguns médicos ficam com medo de não especialistas de falar, não, pode fazer, porque está com medo de piorar a situação, então a ideia é que faça sim, logico que cada paciente vai precisar de um tempo de recuperação, pacientes que tem uma atividade física já habitual vão voltar mais rápido com certeza, do que aquele que não faz nada e “não, gora eu tive a hérnia eu preciso fazer, preciso me fortalecer e tal” esse ai provavelmente vai precisar de mais cuidado, uma fisioterapia, um preparo para poder voltar as atividades, mas a ideia é que volte sim.

Taty Ades: Que volte, legal, legal.

Dr. Marcelo Amato: é que tem algumas atividades que a gente sabe que são ruins para coluna, então atividades de muito impacto, atividade competitiva, de contato, então lutas por exemplo, que a gente não tem como garantir.

Taty Ades: Aeróbica…

Dr. Marcelo Amato: É a atividade aeróbica dependendo do tipo dá para fazer.

JB Oliveira: Jiu jitsu…

Dr. Marcelo Amato: Pois é Jiu jitsu é… tem gente com disco cervical e que luta e quer muito voltar, difícil… porque é muito ariscado.

JB Oliveira: Você havia falado para gente com relação ao desgaste que gera a hérnia de disco e disse também que há vários tipos de hérnia de disco, mas normalmente a hérnia ela pode ser gerada, ela pode acontecer sozinha ou acontece por causa de uma má postura, desenvolvimento de uma atividade mais intensa, por que ela acontece?

Dr. Marcelo Amato: Bom, é uma doença degenerativa então, o paciente ele geralmente ele tem uma predisposição genética a apresentar hérnia de disco e tem um outro fator que também como a predisposição genética a gente não controla que é o envelhecimento da coluna, agora existe os fatores ambientais que eles são extremamente importantes para desenvolvimento ou não da hérnia de disco.

Taty Ades: Já estou imaginando que o tabagismo vai estar nessa história, acertei? Sei porque ele sempre está.

Dr. Marcelo Amato: Existem muitos estudos que mostrando.

Taty Ades: Em tudo, não é?

Dr. Marcelo Amato: Com certeza, com certeza, prejudica sim, mas principalmente postura, atividade física que é feita de forma errada ou de menos ou de mais também prejudica pode predispor o caso a uma hérnia de disco, alguma profissão da pessoa também tem algumas….

JB Oliveira: Sedentarismo também.

Dr. Marcelo Amato: Com certeza sedentarismo também e é o que eu vejo hoje pessoas cada vez mais jovens tendo hérnia de disco pelo sedentarismo então, eu acho que eu respondi a sua pergunta.

Orador C; Sim, sim.

Taty Ades: Doutor a questão do medo que a gente estava até falando no intervalo, a Daniela pergunta o seguinte “Boa tarde, eu tenho a hérnia de disco bem na região cervical, meu medo de operar é de ficar tetraplégica, existe esse perigo?” a gente estava comentando no intervalo justamente esse medo que as pessoas têm da coluna com a paralisia, quer dizer, pode ter esse perigo ou…?

Dr. Marcelo Amato: Realmente a medula cervical ela transmite praticamente toda função do nosso cérebro para o corpo, então uma lesão na medula cervical ela pode deixar o paciente tetraplégico, mas a cirurgia hoje em dia é o que a gente tem falado, ela é muito seguro a gente tem técnicas que estão cada vez mais seguras trazendo esse risco lá para baixo então, falar que não pode acontecer eu vou estar mentindo, mas realmente o risco de sequelas com os procedimentos para coluna hoje em dia são baixos e é importante ressaltar que a cirurgia quando ela está indicada de uma certa forma ela está querendo evitar que essas coisas aconteçam então, é questão a gente tem sempre que pesar o risco e o benefício do procedimento, a pessoa vai se beneficiar vai ficar sem risco de ficar tetraplégico pela doença eventualmente então, isso precisa ser pesado logico respeitando caso a caso.

JB Oliveira: é você disse uma coisa legal que é a cirurgia ela é para evitar e não para provocar, para evitar uma sequela em função do problema e não a pós cirurgia gerar o problema, na verdade a cirurgia é para evitar.

Taty Ades: é importante isso, ressaltar porque as pessoas ainda tem muito medo.

JB Oliveira: Que pensam que fazer a cirurgia elas vão ficar sequeladas.

Dr. Marcelo Amato: Só fazer uma ressalva para também não ficar mal interpretado que às vezes as pessoas tem uma hérnia de disco e ficam muito preocupadas com isso e acham que vão ficar tetraplégico por causa da hérnia de disco, então é importante ressaltar que a hérnia de disco não é um tumor que vai crescendo e cada hora e um dia vai ficar tetraplégico, não é assim, então se o quadro está estável o sintomas desapareceram, a pessoa não precisa ficar preocupada é tocar a vida, porque os pacientes eles ficam ansiosos, “não, eu quero fazer uma ressonância porque eu tive uma hérnia de disco ai 3 anos atrás e depois eu nunca vi como que estava”, “não, mas você está sentindo alguma coisa?”, “não, não estou sentindo nada” eu falei “então, não precisa investigar dessa forma’ porque esses pacientes a gente vê que gera uma ansiedade muito grande neles e desnecessária, não é uma tumor não é que vai ficar.

Taty Ades: Por favor gente…

Dr. Marcelo Amato: É.

Taty Ades: Aqui a Rita de Belo Horizonte “A escoliose pode ser tratada com cirurgia? até hoje não achei tratamento adequado” eu também não Rita. E é uma dor realmente eu que tenho escoliose, olha, é complicado e a gente tem sempre que star ajeitando a postura, porque senão você percebe você já está, o ombro já vai indo é complicado mesmo.

Dr. Marcelo Amato: Certamente existe cirurgia para escoliose, sempre os procedimentos para coluna eles devem ser acompanhados de um tratamento clínico então, certamente o paciente não pode jogar toda esperança na cirurgia então, como a gente falou, é uma doença degenerativa então, ela… para a hérnia de disco, para a escoliose vai operar aquele problema naquela região tem que lembrar que a coluna é grande tem outras regiões para cuidar, mas se ela está com sintomas certamente ela precisa procurar ajuda porque existe tratamento cirúrgico sim.

JB Oliveira: ai existe também algum tipo de vamos falar no sentido contrário vai, alguma medicina de prevenção no caso para evitar o que eu possa a vir a ter independente se ´é degenerativo ou se é uma coisa genética?

Dr. Marcelo Amato: Eu gosto de combater o sedentarismo, eu como melhor maneira de evitar os problemas de coluna então, não tem uma formula magica como eu falei exercício de mais ou de menos pode prejudicar então, a pessoa tem que encontrar o meio termo, o que vai ser adequado para ela, mas eu acho que a principal maneira de prevenir é realmente com postura adequada e atividade física adequada de forma equilibrada é o que a gente pode fazer, a predisposição genética ou o envelhecimento não tem como lutar com isso então, a gente tem que realmente brigar para que a prevenção seja feita de forma adequada.

JB Oliveira: em todos os sentidos da saúde, acredito que a gente evitar o sedentarismo e cultivar ai o melhor situação possível da saúde da gente.

Taty Ades: é prevenção é muito importante.

JB Oliveira: É a prevenção sempre.

Taty Ades: Aqui o Carlos doutor diz o seguinte, “como saber se preciso procurar ortopedista ou um neurocirurgião quando sinto dores na coluna, existem sintomas específicos?”

Dr. Marcelo Amato: Se o sintomas está relacionado a coluna ele pode procurar o ortopedista ou o neurocirurgião, no Brasil a gente tem essa livre escolha em outros países geralmente o paciente tem que passar com o clínico geral e ele encaminhas, mas no Brasil é livre escolha e o neurocirurgião pode atende-lo como primeiro ate4ndimento sem dúvida.

Taty Ades: Ok, OK, Geralmente pensa no ortopedista primeiro…

Dr. Marcelo Amato: Com certeza.

JB Oliveira: Aliás eu não tinha a mínima ideia de que podia entrar com neurocirurgião, não sabia, como muita gente também não deve saber e agora acho legal as pessoas estarem mais informadas, isso é extremamente importante, falou em osso como dizia meu avô, falou em osso vai no ortopedista.

Taty Ades: É verdade, é verdade.

JB Oliveira: E eu acho que umas das coisas mais importantes, talvez a primeira coisa mais importante da saúde talvez seja informação as pessoas estarem informadas do que elas podem, porque muita gente acaba evitando muitas tratamento e acaba como eu disse assim, fazendo auto diagnostico e se tratando em casa com as coisas antigas pode funcionar ou não, não importa, mas acabam evitando o tratamento ir no médico, porque elas não sabem, porque elas não têm informação e eu acredito que informação é uma das coisas mais importantes com relação à saúde.

Dr. Marcelo Amato: concordo.

Taty Ades: Doutor, considerações finais eu gostaria de deixar, logico está passando no ‘gc’ o site Amato e o telefone, você gostaria de deixar mais algum contato, e-mail?

Dr. Marcelo Amato: Eu queria agradecer muito a oportunidade aqui de estar falando para eventualmente se eu consegui ajudar uma ou outra pessoa com alguma informação eu já fico satisfeito.

Taty Ades: Com certeza ajudou muito.

Dr. Marcelo Amato: Então…

Taty Ades: Então, o contato é o…

Dr. Marcelo Amato: Do site…

Taty Ades: Do site que está passando, está ‘joia’, muito obrigada.

Dr. Marcelo Amato: Imagina, eu que agradeço.

Taty Ades: Mau, mais uma vez obrigada.

JB Oliveira: Obrigado, estamos aqui.

Taty Ades: Sempre ajudando aqui.

JB Oliveira: Obrigado doutor, você me ajudou muito hoje.

Taty Ades: ‘Gente’ a semana que vem a gente vai receber…. vamos falar de luto, a gente vai receber uma mãe que perdeu um filho e ela vai estar contando para gente essa experiência tão dolorosa e a superação como é que foi para ela superar, ela escreveu um livro sobre isso. Então, eu vejo vocês na semana que vem, um beijo muito grande, até lá.

Fim da transcrição.

Publicado originalmente em12 de novembro de 2015 @ 16:40

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