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Updated: 23 hours 47 min ago

Meningioma

Mon, 04/22/2019 - 11:44
Meningioma

Meningioma

São tumores originados nas meninges, tecidos que revestem e protegem o sistema nervoso central. Constituem cerca de 30% dos tumores intracranianos primários.

O meningioma é um tipo de câncer?
     Não, a grande maioria dos meningiomas são benignos. Apenas alguns raros tipos estão associados a características malignas e pior evolução.

Quais são os sintomas?
     Muitos meningiomas são assintomáticos e incidentais. Em autópsias podem ser incidentalmente encontrados em 1,4% dos pacientes. Acometem principalmente pessoas de média idade e mais idosos, com pico na 6a e 7a décadas de vida. Mulheres são mais acometidas do que os homens no geral.
     Os sintomas dependem do local onde está a lesão e são diversas as localizações possíveis. Na região frontal por exemplo, podem causar perda de visão, de olfato e alteração de comportamento. Na região posterior da cabeça podem cursar com alteração da coordenação; na base do crânio, podem causar alteração de nervos cranianos como dificuldade para falar, deglutir ou movimentar a língua. Dor de cabeça, vômitos, perda de força e de sensibilidade também são sintomas possíveis. Praticamente qualquer sintoma neurológico pode ser encontrado, inclusive aqueles relacionados à coluna, haja visto que a medula espinhal também é coberta pelas menínges. Por serem lesões de crescimento muito lento, podem ser descobertos em tamanhos consideravelmente grandes.

O que causa esse tipo de tumor? É genético? Meus filhos podem ter o mesmo problema?
     Alguma célula meníngea, mais especificamente da membrana aracnóidea, começa a se reproduzir defeituosamente e forma o tumor. A causa da maioria dos casos não está bem estabelecida, mas certamente estas células defeituosas apresentam uma susceptibilidade genética para se multiplicarem desta forma.
    Sabe-se que meningiomas podem surgir a partir da radioterapia do sistema nervoso central, mas os casos radio-induzidos são raros e a dose para que o tumor seja causado é muito grande. A influência hormonal na formação dos meningiomas ainda não esta bem estabelecida.
     Os casos familiares também são raros e estão ligados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose.

Qual é o melhor tratamento para esta doença?
     A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença.
     Algumas vezes, estas lesões apresentam difícil tratamento, ou por serem aqueles raros casos malignos ou devido ao complexo acesso cirúrgico, como os meningiomas petro-cliviais, esfeno-orbitários e do seio cavernoso; nestes casos outros tratamentos como a radioterapia e radiocirurgia podem ser utilizados.

Depois da cirurgia eu vou ter uma vida normal? Vou ter alta médica?
     O objetivo principal de qualquer cirurgia neurológica é a preservação da função neurológica. Se já houver algum déficit neurológico antes da cirurgia, converse com o seu neurocirurgião, a respeito das chances de recuperação total.
     De qualquer maneira, o seguimento clínico deve ser feito pelo resto da vida, pois os meningiomas podem recorrer décadas após a ressecção e devem ser monitorados com exames de imagem seriados.

 

Este artigo saiu primeiro no neurocirurgia.com

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Tumores Intracranianos

Wed, 04/17/2019 - 16:19
Tumores intracranianos

O que são tumores?

    Tumor é um termo que indica aumento anormal de um tecido ou de uma região do corpo humano. Pode ser assustador ouvir este nome se associá-lo a câncer intratável e até mesmo a morte antes do previsto. Pode realmente ser uma doença maligna, no entanto, também pode ser uma doença benigna, tratável e que as vezes nem mesmo precisa de intervenção médica, apenas observação. Um tumor geralmente se forma a partir de uma célula defeituosa que se multiplica desordenadamente produzindo outras com o mesmo defeito e resultando no aumento do tecido. O tumor benigno, ao contrário do maligno, geralmente cresce lentamente, sem destruir muito os tecidos ao seu redor e sem enviar metástases para outros órgãos. Metástases geralmente ocorrem quando um tumor invasivo atinge o sangue e, células são transportadas para pontos do corpo distantes do tecido de origem, onde podem crescer e formar outras colônias tumorais.

    Um tumor intracraniano é formado por divisões de células anormais que se encontram dentro do crânio: células ósseas, gliais e meníngeas, neurônios, vasos sanguíneos, nervos cranianos, glândulas e células malignas provenientes de câncer em outros órgãos. O tipo de tumor depende do tipo de célula que ele deriva.     Existem, portanto, diversos tipos de tumores intracranianos, cada um com evolução e características própria. Doenças que podem ser desde facilmente curáveis até rapidamente fatais. A consulta com o neurocirurgião é essencial para esclarecer todas as dúvidas, tipos de tratamento e evolução esperada.   Os tumores cerebrais podem ser hereditários ou genéticos? Quais as causas?      Os tumores cerebrais raramente são hereditários, ou seja, presentes em mais de um membro da família. Algumas exceções são os tumores do sistema nervoso central associados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose, a Doença de Von-Hippel-Lindau e a Cavernomatose familiar.     Foram identificados genes que podem facilitar o surgimento de tumores pelo corpo; e genes que impedem naturalmente a formação de tumores, destruindo células defeituosas. Portanto, tumor pode ser considerado “genético”, mas sua formação é multifatorial, ou seja, além de uma predisposição genética existem outras causas para seu surgimento. Por exemplo, a radiação que é utilizada para radioterapia, ou mesmo para exames como o Rx e Tomografia, podem ser a causa de alguns tumores. Outra hipótese é a influência de infecções virais e de substâncias químicas. No caso do câncer de pulmão as substâncias químicas presentes no cigarro são sabidamente cancerígenas.   Quais são os tumores intracranianos?     Tumores intracranianos podem ser formados pelas estruturas que ocupam a caixa craniana como o osso, meninges (membranas que revestem o cérebro), cérebro, nervos cranianos e vasos sanguíneos; ou por metástases de tumores originários de outros órgãos do corpo.     As metástases, totalizam cerca de metade dos tumores que afetam o cérebro. Os locais de origem mais freqüentes no adulto são o pulmão, mama, pele (melanoma) e próstata. Em crianças: tumores do sangue (leucemia), do sistema linfático (linfoma), dos ossos (sarcoma osteogênico e de Ewing) e dos músculos (rabdomiosarcoma). Nesses casos, o tratamento deve ser voltado tanto para a lesão cerebral como para o órgão que originou o tumor.     O crânio é fonte de diversos tipos de tumores, a maioria deles benignos: osteoma osteóide, osteoblastoma, osteosarcoma, fibroma ossificante, granuloma eosinofilico, cisto ósseo aneurismático. O problema é geralmente identificado como um “caroço” crescendo na cabeça. Muitas vezes o tratamento consiste apenas na observação do desenvolvimento da lesão e a cirurgia pode resolver a maioria dos casos que apresentam crescimento progressivo ou que estejam causando sintomas.     Os meningeomas ou meningiomas, são originados nas membranas que revestem o cérebro (meninges) e estão entre os mais comuns. Como estão localizados logo abaixo do crânio, eles costumam crescer e comprimir o cérebro. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença. Algumas vezes, estas lesões se comportam como malignas, nestes casos outros tratamentos como a radioterapia podem ser utilizados.     Existem diversas células que compõem o cérebro e podem gerar os mais diferentes tumores. Infelizmente, o tipo mais comum, responsável por aproximadamente metade dos tumores primariamente cerebrais, é o glioblastoma multiforme (GBM). Este tumor maligno é bastante agressivo, com grande poder de infiltração dos tecidos ao seu redor. Por não existir tratamento curativo, a cirurgia precisa ser complementada com radioterapia e, as vezes, quimioterapia. Apenas um em cada cinco pacientes com esse tipo de tumor sobrevive mais de dois anos. Em crianças, um tumor maligno e bastante freqüente é o meduloblastoma, nestes a cura vai depender do estágio em que a doença foi descoberta, do grau de ressecção da lesão e da resposta ao tratamento complementar à cirurgia (radioterapia e quimioterapia).     Existem outros tipos de tumores originados nas células cerebrais que podem variar de benigno a maligno, dependendo do grau de diferenciação de suas células. São eles: glioma, astrocitoma, oligodendroglioma, oligoastrocitoma, ependimoma, neurocitoma, gangliogliomas, ganglioneuromas. Existe uma escala da Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificar os tumores: os benignos são grau 1 e os mais malignos como os GBMs são grau 4. O grau 2 pode ser considerado 10 vezes mais maligno que o grau 1; o grau 3, 100 vezes mais; e o grau 4, 1000 vezes mais maligno que o grau 1.     Os tumores grau 1 como o astrocitoma pilocítico, o ependimoma grau 1, o xantoastrocitoma, o ganglioglioma e ganglioneuroma podem ser curados se forem retirados totalmente na cirurgia. É importante salientar que se a retirada total do tumor for causar algum dano neurológico ao paciente, é preferível deixar um pouco de tumor mantendo o paciente sem novos sintomas.    Os tumores dos nervos cranianos mais comums são os schwannomas, neurinomas ou neurilenomas que geralmente acometem os nervos vestibular, acústico e facial. Os sintomas do neurinoma do acústico ou schwannoma vestbular podem ser perda auditiva, tontura, zumbido e perda de equilíbrio. O tratamento cirúrgico é geralmente eficaz. Existe também a alternativa da radiocirurgia quando a cirurgia não pode ser realizada.     Os vasos sanguíneos também podem gerar tumores, geralmente são lesões benignas como o hemangioblastoma. No sentido amplo da palavra tumor, ou seja, algo com efeito expansivo, os cavernomas (angiomas cavernosos) e malformações artério-venosas podem ser considerados tumores e são passíveis de tratamento cirúrgico.   Quando desconfiar de um tumor?     Os sintomas dependem principalmente de onde está situado o tumor e da velocidade de seu crescimento. Quando o tumor é muito agressivo, pode causar dor de cabeça muito forte associada a vômitos e letargia (sonolência excessiva), nestes casos a procura pelo neurocirurgião deve ser imediata. Seguem as manifestações neurológicas que devem estimular o paciente a procurar um especialista e que podem estar relacionadas a tumores no sistema nervoso central: • dor de cabeça (cefaléia),  • desmaios e crises epilépticas (epilepsia) • perda de força (paralisias, plegia ou paresia), • formigamentos (parestesias) e outras alterações da sensibilidade, • alterações visuais (perdas visuais, visão dupla, pontos luminosos) e alterações da fala (gagueira, afasia), • alterações do estado mental (confusão, agitação), perda de memória, • tonturas, alterações do equilíbrio e marcha, • movimentos involuntários (tremores, tics), • alteração do humor (irritabilidade, depressão).       Entretanto, esses sintomas podem estar presentes em doenças mais simples e comuns. Por exemplo, existem mais de 150 tipos diferente de dor de cabeça e a minoria delas está relacionada a uma doença neurológica grave, e ainda, 80% dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça que pode ser bastante intensa e incomodativa, e não estar relacionada a lesão estrutural no cérebro De uma maneira geral, podemos considerar que quanto mais antiga for a dor de cabeça mais benigna ela é. Nos casos de tumor a dor costuma ser de inicio recente e evoluir com piora progressiva além de estar freqüentemente associada a outros sintomas ou sinais no exame neurológico.     Sintomas neurológicos súbitos estão geralmente associados a uma doença vascular como o derrame (AVC), os tumores costumam causar piora progressiva dos sintomas apresentados.   Como se faz o diagnóstico?     A suspeita diagnóstica é feita através da história clínica e do exame neurológico. A partir daí, o neurocirurgião ou neurologista solicitam os exames complementares mais pertinentes para cada caso, que podem ser: Ressonância Nuclear Magnética (RNM), Tomografia Computadorizada (TC) e Arteriografia dos vasos cerebrais.   Qual o tratamento?     O tratamento depende do tipo de tumor, da localização, da idade do paciente e dos sintomas apresentados. As alternativas são: observação, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e radiocirurgia.     Em situações específicas é possível fazer o acompanhamento da doença sem necessidade de submeter o paciente a qualquer tratamento, por exemplo, nos casos de meningiomas muito pequenos.     Geralmente, a cirurgia é o primeiro passo no tratamento dos tumores intracranianos. Sua finalidade é a remoção do máximo de tumor possível sem criar novos danos neurológicos ao paciente. Alguns tumores podem ser curados somente com cirurgia.     A radioterapia é um tratamento complementar onde as células tumorais são irradiadas e destruídas. Utiliza-se uma fonte externa de material radioativo que é direcionada para a lesão. Quanto mais rápido for o crescimento tumoral, maior a eficácia desse tratamento. O radioterapeuta é o médico especialista neste tipo de tratamento e a dose e área a ser irradiada depende da avaliação conjunta deste médico com o neurocirurgião.     A quimioterapia se refere ao uso de medicações injetáveis ou orais que atingem as células tumorais. Na maioria dos tumores intracranianos primários a quimioterapia é apenas adjuvante, ou seja complementar. Mas em alguns casos de tumores com origens em outros órgãos, como por exemplo o germinoma ou linfoma, a quimioterapia é muito importante e decisiva para o tratamento. O oncologista é o médico especialista, responsável por escolher as melhores medicações e dosagens a serem administradas para cada caso.     A radiocirurgia, apesar do nome, não envolve corte ou necessidade de anestesia,  funciona como uma radioterapia em que a dose é concentrada em um pequeno ponto, em uma ou poucas sessões, com mínimo efeito no tecido normal ao redor do tumor. Esse tipo de tratamento é reservado para os casos em que o tumor é pequeno, pouco infiltrativo e localiza-se suficientemente distante de estruturas sensíveis a radiação como o nervo óptico por exemplo.   Conclusões     Existem portanto mais de uma centena de tumores que acometem o espaço intracraniano, converse com o neurocirurgião para obter o máximo de informações a respeito de sua doença, afinal, se a medicina ainda não pode curar todos os tumores, o médico deve ao menos fornecer informações e proporcionar conforto ao paciente aliviando o sofrimento e tratando os sintomas.     O tratamento deve ser individualizado e contar com o apoio multiprofissional, visando sempre a melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares     Este artigo apareceu primeiro no Neurocirurgia.comNeurocirurgiatumorcâncerO que você acha deste artigo?:  0 Sem avaliações
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CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Sun, 04/07/2019 - 20:37
Tratamento com laser e escleroterapia

Varizes e Vasinhos

Na última década diversas tecnologias amadureceram e passaram a integrar o arsenal terapêutico venoso.

Há muito se sabe que nenhuma técnica única é perfeita para o tratamento de todas as teleangiectasias, reticulares e varizes.

Não existe pílula milagrosa, ou pomada mágica.

Cada técnica é mais adequada para determinado tipo de vaso, e, por isso o planejamento terapêutico é essencial, e não pode ser escolhido como se escolhe diferentes marcas de shampoo.

O grande segredo está em identificar a melhor técnica para determinado tipo de lesão e paciente, o que deve ser realizado pelo cirurgião vascular.

Por exemplo, um paciente pode ter alguma contra indicação ou aversão a certo tratamento, que para outro pode ser o ideal.

Portanto, não existe a “receita de bolo”, um padrão que funciona para todo mundo, e deve ser personalizado pelo cirurgião vascular seguindo as características e necessidades de cada paciente.

Os aparelhos, tecnologias e métodos existentes são nada mais do que ferramentas na mão de um artista, que deve escolher a mais adequada para o objetivo do tratamento.

Imagine um pincel na mão de Leonardo da Vinci e o mesmo pincel na mão de outro mortal qualquer, o resultado será sempre diferente. Assim como tenho certeza que Leonardo talvez não conseguisse fazer sua melhor obra de arte usando um computador.

O uso que se faz das ferramentas é mais importante do que a ferramenta em si para o resultado final.

Porém, novas ferramentas, após adequada avaliação podem apresentar resultados mais consistentes, reprodutíveis e com menos riscos, e devemos sempre que possível acrescentá-los à pratica.

A associação de métodos no tratamento dos vasinhos há muito tempo é vista como uma alternativa mais eficaz para o tratamento, utilizando diferentes técnicas para diferentes vasos.

Ao associar métodos, aumenta-se a eficácia, sem atingir limites perigosos.

O CLaCs é acrônimo para CrioLaser e CrioEsclero, duas técnicas que quando associadas se potencializam.

O Criolaser consiste na aplicação de anestesia pelo frio e laser, ou seja a diminuição da temperatura local para atingir estado de ausência ou minimização de dor, a crioanestesia, além da proteção do calor gerado pelo laser.

No momento em que a anestesia pelo frio é atingida, é feito o disparo do laser que causa lesão térmica no vaso.

Após isso é realizado a crioesclero, que consiste na injeção de glicose, substância tradicional para a escleroterapia, mas nesse momento congelada a quase -30˚C.

A glicose congelada, causa dano térmico ao vaso, agora não pelo calor, mas pelo frio, e também dano osmolar pela sua alta concentração. Potencializando assim o efeito do laser inicial e trazendo resultados mais rápidos.

A glicose sozinha é muito segura, mas com potencial baixo de esclerosar os vasos. Sozinha, requer dezenas de sessões para funcionar.

Todo o procedimento é guiado por técnica de realidade aumentada, ou seja, a projeção na própria pele do paciente de suas veias, agora captadas por aparelho dedicado de infravermelho, o flebovisualizador.

Com o procedimento guiado pelo infravermelho e utilizando criolaser associado à crioesclerose, aumenta-se a gama dos vasos passíveis de serem tratados sem cirurgia, com menos dor e menos picadas.

A técnica não elimina a necessidade de cirurgia em alguns casos, mas aumenta a quantidade de vasos que podem ser tratados e com menos sessões.

A flebosuite consiste no local onde o procedimento é realizado, deve ser local de alta luminosidade, com os equipamentos necessários para congelar o ar e a glicose, e equipamento de laser e realidade aumentada para visualização de vasos difíceis.

Outros equipamentos que podem fazer parte da sala de procedimentos é a radiofrequência, termocoagulação, flebovisualizadores, lupas e outros.

 

 

Marque consulta com Dr Alexandre Amato

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Glândulas adrenais

Sat, 04/06/2019 - 21:16
Glândula adrenal

Suprarrenal

As glândulas adrenais (ou suprarrenais) se localizam logo acima dos rins e secreta vários hormônios: aldosterona, cortisol e androgênios. As doenças que afetam essa glândula podem resultar em falta ou excesso de um ou mais desses esteroides.

 

As doenças adrenais podem ser causadas por problemas genéticos em sua formação, como a hiperplasia adrenal congênita (detectada pelo teste do pezinho); doenças infecciosas (AIDS, tuberculose, fungos) e autoimunes (adrenalite autoimune).

 

 

Existe fadiga adrenal?

 

Esse diagnóstico não existe!

 

As pessoas que se sentem cronicamente cansadas, com sensação de fraqueza ou indispostas podem estar apresentando sintomas decorrentes de várias outras doenças que exibem fadiga como sintoma como sobrecarga de trabalho, estresses da vida cotidiana, má qualidade do sono, ou até mesmo distúrbios psico-afetivo como depressão. 

 

Existem doenças relacionadas às glândulas adrenais que geram insuficiência adrenal, mas tais doenças são graves e raras, com tratamentos específicos, e devem ser tratadas por um endocrinologista. Suspeite de informações contidas na internet que preconizam tratamento para o termo ‘fadiga adrenal’, pois estas são enganosas.

 

 

 

Cuide-se e entregue sua saúde para quem irá tratá-la como responsabilidade. 

endocrinologiahormônioO que você acha deste artigo?:  0 Sem avaliações
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Androgênios na mulher

Sat, 04/06/2019 - 21:13
Androgenios na mulher

testosterona

Atualmente, há um aumento crescente de profissionais que dosam os níveis de testosterona em mulheres. Alguns profissionais de saúde, inclusive, têm com muita frequência "diagnosticado" mulheres como tendo deficiência de testosterona, e indicando tratamentos de "reposição" desse hormônio. Em mulheres, 50% dos androgênios são produzidos pelos ovários e 50% pela glândulas adrenaislocalizadas bilateralmente acima dos rins. Sabe-se que, de fato, o os níveis de androgênios nas mulheres diminuem com a idade devido à falência ovariana. No entanto, não há falência completa dessa produção já que os ovários, na menopausa, param a produção somente de estrogênios mas não androgênios. Além disso, as adrenais ainda continuam a sua produção hormonal normalmente. Mulheres que retiraram os ovários (ooforectomia) ou as adrenais (adrenalectomia) têm alguma chance de ter deficiência androgênica e devem ser devidamente avaliadas pelo especialista na área hormonal, o endocrinologista. Portanto, salvo em situações raras, não há contexto para se falar em deficiência androgênica na mulher que tenha seus ovários e suas glândulas adrenais funcionantes. 
    As dosagens laboratoriais de testosterona disponíveis atualmente nos melhores laboratórios, são voltadas para medir níveis masculinos, ou seja, essas dosagens começam a ter precisão somente com níveis em torno de 100 ng/dL. Para os níveis habituais presentes em mulheres normais, que encontram-se em torno de 20 a 50 ng/dL, esses testes não têm sensibilidade e especificidade suficientes para identificar deficiência androgênica. Ou seja, a dosagem de testosterona em mulheres na tentativa de detectar deficiência androgênica é equivocada e inútil. Essa dosagem se torna ainda mais descabida em mulheres jovens e em uso de anticoncepcionais orais, que em sua maioria interferem nos testes laboratoriais, falseando resultados. 
    Muitos médicos ainda atribuem sintomas muito frequentes na maioria da população atual como fadiga crônica, estresse, diminuição da libido à essas dosagens hormonais errôneas justificando o uso indiscriminado de medicamentos que elevem os níveis de testosterona nessas mulheres. O problema é que esses sintomas, muito provavelmente não são consequência da deficiência androgênica e sim podem ser consequência de outras várias doenças como exemplo depressão, apnéia do sono, que ficarão mascaradas com um tratamento inadequado.
    A sociedade americana de endocrinologia assim como a brasileira vêm frequentemente alertando contra esses falsos diagnósticos de "deficiência androgênica em mulheres" e tratamentos equivocados. 
    Para não colocar em risco a sua saúde, procure seu médico de confiança para mais informações. Cuide da sua saúde com responsabilidade.
 

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Imposto de renda (2019) e despesas da saúde.

Sun, 03/31/2019 - 10:58
Imposto de Renda

Como declarar

Frequentemente explicamos como declarar o reembolso médico no imposto de renda e aqui exatamente porque as despesas médicas podem gerar um dos maiores benefícios ao contribuinte na declaração do Imposto de Renda. Como esse tipo de gasto pode ser totalmente deduzido — não há limites de valor como no caso de despesas com educação — ele ajuda a reduzir a base de cálculo do imposto, que define se você terá imposto a pagar ou a restituir.
Afinal, o que estamos declarando?
Por exemplo, se você tem uma casa, você não vai pagar um Imposto de Renda só por tê-la (aí entra o IPTU). Ainda assim, seguindo a ideia da prestação de contas, a Receita vai querer saber que esse seu bem existe e, portanto, você deve declará-lo.

 Existem dois tipos de declaração. Você pode fazer uma declaração completa ou simplificada.

 Ao fazer a declaração completa, você poderá abater algumas despesas que teve ao longo do ano-calendário como, por exemplo, com educação, médicos, e outras despesas com seus dependentes, respeitando os devidos limites.


Exemplo: se você teve uma renda tributável anual de R$100 mil, mas gastou R$30 mil com despesas médicas, irá pagar imposto só sobre os R$ 70 mil de diferença

. Sim, as despesas médicas não reembolsadas são dedutíveis.
Ao fazer a declaração simplificada, você não declara as suas despesas. Em vez disso, o sistema deduz uma porcentagem automática (20% de sua receita, limitada a R$16.754,34) sem, portanto, lançar despesas de forma individual.

Parece confuso, né? Mas, fique tranquilo. O próprio programa da Receita faz as contas para você, na aba “Opção pela Tributação”. Cabe a você escolher o que é mais vantajoso, ou seja, onde irá pagar menos imposto. No caso da restituição, onde terá maior recebimento.

O sistema até varia as cores para facilitar: em verde, quando é imposto a restituir. Em preto, quando é imposto a pagar.

 

O contribuinte pode incluir no modelo completo de declaração de Imposto de Renda todos os gastos com saúde relacionados a tratamento próprio, de dependentes ou alimentandos, sem limite.

 

A regra vale somente para os que optarem pelo modelo completo, já que o simplificado prevê um desconto padrão de 20%, limitado a R$ 16.754,34, que substitui todas as deduções permitidas.

 

Deduções? Só na declaração completa!

A dedução das despesas médicas é válida apenas no modelo completo da declaração. Quem opta pelo modelo simplificado não pode fazer nenhum abatimento porque é concedido um desconto de 20% sobre a base de cálculo do imposto —limitado ao valor de 16.754,34 reais— que substitui todas as deduções.

Enquanto no modelo completo as despesas médicas realizadas durante o ano são declaradas para reduzir o valor sobre o qual é aplicado o imposto, na declaração simplificada o programa da declaração calcula a base de cálculo e apenas aplica um desconto de 20% sobre ela, sem observar exatamente quais gastos foram realizados no ano, que podem ter ultrapassado esse porcentual.

 

Para saber qual tipo de declaração é melhor, é recomendável informar todos os gastos dedutíveis. Ao final do preenchimento da declaração, o programa da Receita dirá, de forma automática, se seria melhor abater as despesas uma a uma no modelo completo ou se você ganha mais com o desconto simplificado.

 

 

O que pode e o que não pode

 

Apesar de ser ilimitado, o gasto com despesas médicas deve respeitar as regras do regulamento do IR. Pagamentos efetuados a médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e cirurgia plástica fazem parte da lista permitida pela Receita Federal. (Veja com mais detalhes aqui)

 

Também podem ser incluídos os gastos com plano de saúde, hospitais e procecimentos em hospitais dia, com exames de laboratório e serviços de radiologia, aparelhos ortopédicos e próteses dentárias. Por outro lado, ficam de fora os gastos com remédios e enfermeiros, a não ser que eles constem de conta emitida pelo hospital.

 

As despesas com saúde devem ser informadas na ficha Pagamentos Efetuados. Eventualmente, caso desconfie de alguma irregularidade, a Receita pode pedir a comprovação dos gastos realizados para tratamento médico. Sendo assim, é fundamental guardar todos os comprovantes, onde devem constar o nome, endereço e número do CPF ou do CNPJ de quem recebeu os pagamentos. Basta abrir um campo "novo" e escolher o código do pagamento efetuado. Ao escolher o código 10 - Médicos no Brasil, por exemplo, você deverá informar se a despesa foi efetuada com titular, dependente ou alimentando, declarar nome e CPF do profissional, valor pago e o valor reembolsado pelo plano de saúde, se for o caso.

 

Os comprovantes devem ser guardados por pelo menos cinco anos a partir da data da entrega. Se a declaração for retificada, guarde pelo prazo de cinco anos a contar da última retificação. Podem ser usados como comprovantes os recibos, notas fiscais e informes enviados pelo plano de saúde que contenham o nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos, a assinatura do prestador do serviço e o nome do beneficiário (caso não seja o próprio titular da declaração). Um cheque nominal endereçado ao médico também serve como comprovante.

 

Lembramos que a receita federal cruza o valor declarado como pago pelo contribuinte, na declaração de imposto de renda, com a DMED – Declaração de Serviços Médicos enviado por todos os estabelecimentos de saúde informando o paciente o pagante e os respectivos CPF.

 
Plano de saúde reembolsou parte da despesa médica; como declaro no IR? (Situação em que o custo foi maior do que o valor reembolsado.)

É preciso lançar o valor integral pago na ficha Pagamentos Efetuados. Preencha também a linha Parcela Não Dedutível/Valor Reembolsado, informando o valor que foi reembolsado pelo plano de saúde.

 
Fonte: Uol Imposto de RendaLeonardisVitreoSebastião Luiz Gonçalves dos Santos, membro do Conselho Regional de Contabilidade de SP, Exame

 

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Categories: Medical

Cirurgia Vascular e Endovascular

Sat, 01/26/2019 - 21:11
Cirurgia Vascular

tratamento de varizes, vasinhos, veias varicosas, mas também artérias, aneurismas, estenoses, fístulas e outros

O que a angiologia e a cirurgia vascular e a cirurgia endovascular trata? O Cirurgião Vascular é o médico responsável pelas doenças que acometem os sistemas arterial, venoso e linfático. Embora seja conhecido mais pelo tratamento de varizes, vasinhos, microvarizes e teleangiectasias, isso é apenas uma parte dessa ampla especialidade e se deve ao fato das varizes serem muito prevalentes em nossa população e possuirem um aspecto estético importante.

O angiologista é o médico responsável pelas doenças clínicas vasculares que não necessitam de cirurgia. Porém é muito difícil separar uma especialidade de outra. Inicialmente porque o paciente que procura o médico não saberá dizer se a conduta será cirúrgica ou não, isso caberá ao médico decidir. Portanto as duas subespecialidades estão intimamente relacionadas, sendo o cirurgião vascular apto a tratar clínicamente das doenças vasculares não cirúrgicas.

O Cirurgião Vascular que possui também titulação para exercer a Cirurgia Endovascular pode utilizar-se de recentes técnicas minimamente invasivas para realizar procedimentos cirurgicos. As novas técnicas endovasculares fornecem uma perspectiva diferente para os pacientes, com tempo de recuperação mais rápido, incisões menores ou ausentes, menos tempo de UTI, internações mais rápidas e outras vantagens.
A grande pergunta é: "Então porque todos não usam cirurgia endovascular para todas as doenças vasculares?"
Porque já existem indicações precisas para o uso das técnicas endovasculares. Em alguns casos a técnica tradicional ainda é superior a endovascular. Por isso é necessária uma cuidadosa investigação e planejamento por cirurgião apto para realizar tanto procedimento tradicional quanto endovascular.

 

Sistema arterial:

O sistema arterial é frequentemente acometido por aterosclerose, que é uma doença evolutiva (surge com a idade) e progressiva. As artérias que apresentam aterosclerose tornam-se estreitas e endurecidas, podendo haver bloqueio da passagem do sangue, levando à isquemia dos tecidos. Isto pode acontecer no coração (infarto do miocárdio), nas pernas (doença arterial obstrutiva periférica) e também nas artérias do pescoço, as carótidas, acarretando isquemia cerebral, que pode ser transitória (AIT - ataque isquemico transitório) ou definitiva (AVC - acidente vascular cerebral). As artérias também podem se dilatar, formando aneurismas, que são potencialmente graves, pois a dilatação do vaso enfraquece a parede com a possibilidade de rompimento do vaso e consequente hemorragia, o chamado aneurisma roto. O aneurisma mais comum é o da aorta abdominal.

- Aterosclerose, Arteriosclerose, Ateriolosclerose

Sistema venoso:

As doenças venosas são as mais frequentes, sendo as varizes e as tromboses venosas as de maior incidência. As varizes são veias em membros inferiores que se apresentam dilatadas e tortuosas, podendo levar a sintomas como dor, peso e cansaço. A trombose venosa é a formação de coágulos dentro das veias, que podem se desprender e ir para o pulmão, causando embolia pulmonar.

 

Sistema linfático:

Os problemas linfáticos são menos frequentes e ocorrem quando os membros inferiores apresentam dificuldade de drenagem da linfa, com formação de edema, que é endurecido e constante.

Exames auxiliares (o cirurgião vascular também pode realizar exames subsidiários de imagem)

A ultrassonografia com Doppler é um exame não invasivo de fácil realização, muito útil na detecção das alterações nos sistemas arteriais e venosos em membros inferiores e superiores e também no sistema carotídeo.

  • Ecodoppler arterial e venoso (Ultrassom)

Tratamentos:

O laser vem ocupando espaço cada vez maior no tratamento das varizes, tornando-os menos invasivo.

Cirurgia convencional / aberta

  • Cirurgia endovascular minimamente invasiva, Angiorradiologia, Radiologia Intervencionista
  • Laser

O cirurgião vascular também pode realizar diversos tratamentos que fazem interface com outras especialidades como:

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Atividade física e seu benefícios

Wed, 01/23/2019 - 20:07
Exercício Físico

e o coração

Os benefícios do exercício físico vão muito além do condicionamento cardio pulmonar e desenvolvimento de massa muscular, ocorre um efeito psicológico e social altamente eficaz. Praticar esporte ou exercitar-se significa reduzir a depressão, a ansiedade e as perturbações neurovegetativas, além de manter o peso, a pressão arterial e o colesterol dentro dos níveis da normalidade.
A capacidade física fica maior, resultando em menor esforço físico para executar determinada tarefa. Há maior disposição não somente para o trabalho, como também para o lazer; maior resistência para as doenças de um modo geral. Isso leva a um agradável bem-estar, maior autoconfiança e uma saudável alegria de viver.
Quem consegue incluir a atividade física entre seus hábitos pessoais, com certeza está evitando diversos problemas consequentes ao sedentarismo da vida moderna e poderá usufruir as vantagens proporcionadas pelo progresso, com maior qualidade de vida.
Todos os órgãos da economia humana têm seu comportamento alterado, em maior ou menor intensidade, pelo exercício ou pela imobilidade.
O exercício físico é um excelente remédio. Não só para reduzir risco de doenças como também para ajudar pacientes em reabilitação. Quem está em tratamento cardíaco, vascular, pulmonar, neurológico ou ortopédico, por exemplo, tem na atividade física um eficiente meio de curar-se mais depressa.
Claro que pacientes devem seguir orientação médica antes de iniciar qualquer programa de atividade física. E quem é hipertenso ou tem problemas no coração precisa realizar exames complementares, que fornecerão as informações necessárias para a continuidade segura dos exercícios.
Durante o exercício, a pressão arterial e a freqüência dos batimentos cardíacos aumentam. Isso é natural, pois a atividade exige maior oxigenação do organismo. Existem porém níveis perigosos de freqüência cardíaca. São perigosos porque pode ocorrer uma alteração do ritmo dos batimentos e prejuízo para a irrigação dos músculos do coração. Nesse caso ocorre a estafa do músculo cardíaco, que pode até provocar a morte.
A freqüência cardíaca não pode exceder certo limite. Acima dele é arriscado praticar exercícios.
A freqüência cardíaca varia conforme a idade e o condicionamento físico de cada um. O atleta, por exemplo, durante o repouso apresenta freqüência cardíaca muito mais baixa do que uma pessoa comum. Cada um tem sua faixa de freqüência, dentro da qual pode fazer exercício sem perigo.
É importante, portanto, que cada um tenha seu próprio programa de exercícios. O atleta necessita trabalhar numa faixa de freqüência cardíaca mais elevada enquanto indivíduos sedentários e sadios devem, de um modo geral, exercitar-se em faixas mais baixas. A medida que vão se condicionando, eventualmente podem exercitar-se com maior intensidade. O condicionamento leva um indivíduo a realizar o mesmo esforço físico, cada vez mais facilmente.
Classificação dos exercícios
Aeróbico ou aeróbio – é aquele que gasta oxigênio para produção de energia, diz-se das atividades isotônicas, aquelas em que o indivíduo “teoricamente” se desloca. Essas atividades melhoram a aptidão cardiopulmonar.
Anaeróbico ou Anaeróbio – é aquele que utiliza outra fonte energética, a do ácido lático, e diz-se das atividades isométricas àquelas em que teoricamente o indivíduo não sai do lugar. Estas hipertrofiam a massa muscular. Esse tipo de atividade aumenta muito a pressão arterial e dependendo da intensidade, às vezes pode ser contra-indicada para hipertensos.
Todos os exercícios, na realidade são mistos, sendo um pouco mais aeróbicos ou anaeróbios.
Um programa de exercícios, deve ser completo, tendo uma fase de alongamento, outra predominantemente aeróbica, em seguida outra mais anaeróbia e finalmente um relaxamento.
Atualmente, existe uma infinidade de modalidades de exercícios físicos, para todos os tipos de gosto
 
Andar - este talvez seja o “primeiro passo” para fazermos o mínimo em atividade física. Os grandes andarilhos têm vida longa. De nada precisamos para começarmos a andar a não ser termos a benção de poder andar. Para tal exercício não precisamos de local especial, de equipamentos, de aparelhagem, de instrumentos, de professor e nem mesmo de parceiro que, aliás, geralmente não falta. É atividade individual por excelência. Podemos escolher o local, a hora, a distância, o ritmo, a velocidade. Tudo isso a nossa maneira e vontade. Enquanto não estabelecemos o programa que faremos “vamos andando” até que o encontremos a modalidade que traga prazer associado.
Existem diversas formas de atividade física e com certeza o mínimo que se faça é bem melhor do que não fazer nada
Aí vão algumas sugestões: subir e descer escada, dançar, nadar, hidroginastica,  pular corda, patinar, pedalar, eliptico ou step, remar, esquiar, diversas modalidades de aulas que cada academia dá um nome diferente. A yoga e o pilates, também tem sua contribuição aeróbica, apesar de ser em menor intensidade. Assim como diversos esportes como futebol, tênis, vôlei e outros que exigem treinamento físico concomitante.
Perigo no fim de semana
É importante ressaltar também que não existe “poupança física”. Não adianta ser um esportista de fim de semana. Isso não acumula ganhos nem rende juros para os outros dias em que não se faz nada. Pior: é muito perigoso.
Também é arriscado recomeçar uma prática esportiva depois de um longo período de inatividade. Mesmo que você tenha sido um campeão no passado, lembre-se: seu físico não é mais o mesmo. É bom ser cuidadoso, prudente e não abusar, para não correr risco de vida.
 
Artigo publicado primeiramente em Cardiologia.pro pela Dra. Marisa Amato.

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Radiofrequência para a coluna

Tue, 01/08/2019 - 23:22

     A Radiofreqüência é um procedimento minimamente invasivo, realizado com sedação e anestesia local, que se tornou uma grande esperança para o tratamento da dor crônica da coluna (dor cervicaldor lombarhérnia de disco). O procedimento está indicado para pacientes que não melhoram com o tratamento clínico, pacientes que não podem ou não querem ser submetidos a cirurgias abertas (como a artrodese) e também para pacientes que já foram operados da coluna e não melhoraram.

      Quando o paciente apresenta boa resposta às infiltrações da coluna, ou seja, a estrutura responsável por gerar dor no paciente foi bem identificada a partir dos bloqueios diagnósticos e terapêuticos, a radiofreqüência pode ser utilizada. Este aparelho leva a lesão de ramos nervosos responsáveis pela dor, preservando a parte do nervo que é responsável pela sensibilidade e pela força. A Radiofreqüencia Convencional funciona através do calor, causando lesão térmica nas estruturas alvo. A Radiofreqüencia Pulsada gera ondas seguidas de pausa, ou seja, a temperatura não eleva tanto quanto na convencional, e a corrente elétrica gerada modula as sinapses nervosas, acabando com a transmissão dos estímulos dolorosos.

      A partir de janeiro de 2014 a utilização da Radiofreqüencia para dor lombar foi incluída no rol de procedimentos da ANS, ou seja, os convênios são obrigados a autorizar o procedimento se houver indicação para tal.

      A Rizotomia facetária por radiofrequência é a lesão dos ramos mediais dorsais do nervo espinhal. Este ramo nervoso é responsável pela inervação das articulações facetárias. Estas estruturas são freqüentemente responsáveis por quadros dolorosos na coluna, lombar, torácica e cervical. Se houve boa resposta ao bloqueio lombar, o procedimento tem altas chances de ser bem sucedido, deixando o paciente livre de dor por muito tempo e até mesmo resolvendo o problema, evitando cirurgias mais agressivas da coluna.

Como é feito o procedimento?
      Para procedimentos na coluna lombar, o paciente fica de bruços. Na coluna cervical, a posição pode variar de acordo com a estrutura alvo. Os parâmetros vitais ficam monitorizados por aparelhos. É realizada uma sedação com medicamentos endovenosos e anestesia no local de introdução da agulha. As agulhas são inseridas e posicionadas com precisão com auxílio do intensificador de imagens (Figura). Não existe corte. Durante o procedimento, o paciente conversa com o médico e pode relatar qualquer desconforto. O procedimento dura cerca de 45 minutos e, logo após, o paciente está liberado para ir pra casa.
 
 
 
Referências:
Rathmell JP. Atlas of Image-Guided Intervention in Regional Anesthesia and Pain Medicine. Lipincott Williams&Wilkins. Philadelphia 2006.
O’Connor T, Abram S. Atlas of Pain Injection Techniques. Churchill Livingstone. London 2003

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Dr. Alexandre Amato

Tue, 01/08/2019 - 23:14

Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler

Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler

Prof. Dr. Alexandre Amato

Sistema Vascular Artérias e Veias Cirurgia de vasos Equipe de Cirurgia Vascular Artérias e Veias Vasos Doutorado pela USP Doutorado pela mais conceituada Universidade do país Médico pela PUC Cirurgião Médico formado numa das mais conceituadas escolas médicas do país Especialista em Cirurgia Vascular Varizes com laser, Aneurisma, Carótida, Lipedema Especialista Endovascular Embolização de miomas, colocação de stent, aneurismas, estenoses Especialista Ecodoppler Ultrassom vascular, mapeamento duplex, duplex scan

Doutor pela USP.

Professor Assistente de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro.

Médico assistente do departamento de cirurgia vascular do Ospedale San Raffaele - "Vita-Salute" Università de Milão, sob direção do Prof. Roberto Chiesa.

Titulo de Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Titulo de Especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Medica Brasileira e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Titulo de Especialista e área de atuação em Angioradiologia e Cirurgia Endovascular pela Associação Medica Brasileira e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Diplomado pela Faculdade de Medicina de Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Prêmio "Cássio Rosa" de melhor desempenho e currículo na área de Cirurgia Geral.

 

Diretor de Informática do Centro Acadêmico Vital Brazil de 2000 a 2001. 2º Tenente Médico da Reserva da Aeronáutica. Cirurgião Geral do Hospital da Aeronáutica de São Paulo em 2005. Autor de cinco capítulos no livro "Tratado de Clínica Cirúrgica" e um capítulo no livro "Tratado de Clínica Médica". Editor da revista virtual Cultura & Saúde (www.culturaesaude.med.br). Autor do livro "Procedimentos Médicos: Técnica e Tática" e co-autor do livro "Metodologia da Pesquisa Científica" da editora Roca.

Publicou artigos científicos em revistas nacionais e internacionais, e artigos de divulgação científica no site Check-up MED (www.checkup.med.br) e na revista Suplemento Cultural da Associação Paulista de Medicina. Desenvolvedor do sistema informatizado de Avaliação de Risco Cirúrgico (www.riscocirurgico.com.br) e avaliação de fatores de risco no site Check-up MED.

Tags: Cirurgia VascularCirurgia EndovascularangiorradiologiaCirurgia GeralEcodoppler VascularEspecialidade: Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia vascularConselho Regional (CRM): CRM 108651 RQE 29069 RQE 29069-1 RQE 29069-2 RQE 29112Currículo: ResearchGateMicrosoft Academic ResearchLattesGoogle Scholar
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Dicas para pacientes ajudarem seus médicos

Tue, 01/08/2019 - 12:32

Algumas dicas de como aumentar as chances de ser diagnosticado e tratado corretamente.
1) Conheça o histórico da sua família – e lembre seu médico disso: Não assuma que seu médico lembre daquela vez que você disse a ele que duas tias morreram de câncer de mama, ou que seu avô e seu pai tem histórico de malformação cerebrovascular. Estudos demonstram que o histórico familiar pode ser um melhor preditor de doença que testes genéticos. Descubra sobre sobre o histórico familiar, escreva, e assegure-se de que seu médico saiba disso – especialmente se você está doente e o médico está tentando definir o que está errado. Atualmente os melhores consultórios possuem prontuários eletrônicos e permitem que os médicos de diversas especialidades interajam e vejam o histórico armazenado, facilitando o diagnóstico e aumentando as chances de tratamento.
2) Pergunte: um médico típico atende aproximadamente 30 pacientes por dia, gastando 30 minutos ou menos com cada um. É muito comum ser referenciado a um especialista e começar o tratamento sem ter todas as suas questões respondidas. Aproveite para perguntar tudo que precisar antes de iniciar o tratamento.  
3) Não acredite que o Doutor Google irá te salvar: a melhor tecnologia existente está disponível nos dias de hoje, aliás, sempre esteve disponível. Estudos mostram que o melhor meio de se obter um diagnóstico correto é ter um médico que junte as peças da sua doença, com seu histórico familiar, com exames tradicionais e de baixa tecnologia. Se eu tivesse que escolher entre fazer um teste altamente tecnológico e um teste que o médico ficaria uma hora conversando comigo, pensando no meu caso, e juntando todas as peças, eu escolheria o médico.
4) Nem sempre confie nos exames de laboratório: alguns testes, como a revisão da biópsia, podem estar errados em até 40% das vezes. Por que? Porque interpretar esses exames é questão de julgamento e experiencia. Laboratórios podem ser confiáveis ou não, pergunte sempre para seu médico qual laboratório ele recomenda. Alguns exames, que são examinadores dependentes, como por exemplo o ultrassom e o ecodoppler, podem variar muito dependendo da experiência do examinador.

Há um número muito grande de doenças que podem parecer outras doenças. É aí que o julgamento clínico e a experiencia são essenciais. Apenas porque um teste te da a resposta de sim ou não, não significa que ele está certo. -  Dr. Lisa Sanders, Colunista do New York Times

Essas dicas para os pacientes podem nos ajudar muito na nossa prática clínica diária. São preciosidades que podem melhorar nosso raciocínio clínico e proporcionar uma maior resolutividade.
Fonte: Academia Médica

 

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Depressão e Envelhecimento

Tue, 01/08/2019 - 12:26

A tristeza é um sentimento normal após situações de perda, frustação e outras adversidades. É uma reação adaptativa a um novo cenário, que leva a pessoa a um momento de maior retraimento e reflexão para  recuperar forças e rever expectativas . A depressão é uma síndrome com um conjunto de sintomas presentes há mais de duas semanas com alterações de humor (falta da capacidade de sentir prazer, tristeza, irritabilidade, apatia), alterações do sono, alterações da concentração, alterações do apetite e sintomas corporais.
Como é feito o diagnóstico de depressão?
De acordo com DSM- IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e utilizado mundialmente, os critérios para o diagnóstico de depressão maior são:
 A.O individuo deve ter por um período mínimo de duas semanas cinco ou mais dos seguintes sintomas sendo obrigatório os sintomas 1 e/ou 2
1. Humor deprimido (tristeza, e angustia importante) ou,
2. Perda do prazer e interesse por quase todas as atividades (anedonia). O individuo não acha mais “graça” em atividades que até eram prazerosas.
Mais quatro sintomas
3. Perda ou ganho de peso não relacionados com dieta.
4. Insônia ou excesso de sono quase todos os dias.
5. Agitação ou lentificação dos movimentos, observado pro outras pessoas.
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
7. Diminuição da memória, da concentração, indecisão.
8. Pensamentos de morte e ideação suicida
B. Não satisfazem os critérios de estado misto (bipolar)
C. Os sintomas causam sofrimento e prejuízo no funcionamento social e ocupacional.
D. Os sintomas não são devidos ao abuso de drogas (álcool e ilícitas), não se devem a medicamentos e não são causados por outras doenças (exemplo doenças da tireoide).
E. Os sintomas não são devidos à reação de luto.
 
Como se apresenta a depressão na população idosa?
A depressão é altamente prevalente nos idosos. Nessa faixa etária ocorrem diversos eventos de vida estressores que favorecem o surgimento da depressão tais como: viuvez, doença de familiar, dor crônica, limitações por doenças, déficit visual e auditivo, vivência de debilidade física e intelectual, uso de diversos medicamentos  e outros.
 
A depressão no idoso é semelhante a  do adulto jovem ?
Não, muitas vezes ocorre uma depressão “mascarada” onde o idoso não refere sintomas como  tristeza e  angustia, predominando a  apatia observada pelos familiares e  sintomas físicos que erroneamente são atribuídos  a velhice como dores, palpitação, tontura, falta de ar e alteração do sono e memória.

Como diferenciar a reação de luto normal dos quadros depressivos?
No luto normal predomina a profunda tristeza, mas o individuo realiza atividades habituais quando estimulado. Devemos pensar na depressão quando estão presentes sentimentos de culpa, minusvalia, sintomas psicomotores com lentificação extrema  e alucinações
 
Como o médico faz o diagnóstico de depressão?
O diagnóstico é feito na entrevista médica utilizando critérios como os supracitados (DSM –IV). É fundamental na primeira consulta se solicitar exames complementares, para descartar outras doenças que pode ser a causa dos sintomas depressivos. O médico que atende idosos, também deve saber diferenciar a depressão dos quadros de demência, como por exemplo, a doença de Alzheimer. São essenciais também  as informações do familiar e do cuidador.
 
Como é o tratamento?
Na maioria dos casos o tratamento é farmacológico através do uso de antidepressivos. Na população geriátrica o tipo de antidepressivo deve ser criteriosamente escolhido, considerando que esse grupo  possui outras  doenças crônicas e faz uso de vários medicamentos,  evitando –se assim o risco das reações adversas.
A combinação da intervenção farmacológica e da psicoterapia  potencializa o tratamento.
 
Qual o prognóstico?
No primeiro ou segundo episódio de depressão o tratamento é muito eficaz,  com resultados tão bons  quanto nos mais jovens.
 
 
Dr. Marcos Galan Morillo
CRM 58571
Geriatria Clinica e Preventiva e Clinica Médica
Mestre pela UNIFESP
Especialista pela AMB
 
 
 
Fonte:Amato, MCM; Amato, CM; Amato, MCM; Morillo, MG. Manual para o médico generalista. 2˚ edição. 2012 (no prelo)

 

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Sedentarismo, o mal do século.

Tue, 01/08/2019 - 12:12

Sedentarismo: saia já do sofá.

Com a rotina contemporânea muitas doenças metabólicas tem surgido e têm sido demonstradas como fatores de risco para doenças graves.
A Síndrome Metabólica é caracterizada pela associação de fatores de riscos para doenças cardiovasculares como: diabetes, hipertensão, dislepidemia e obesidade; todas estas agravadas por estilo de vida sedentário.

Para elucidar esse assunto, recentemente, foi publicado um artigo no Phys. Act. Health que comparava o nível de sedentarismo (baixo, médio, alto) e a predisposição para Síndrome Metabólica. Nesse estudo, pôde-se observar que quanto maior o grau de sedentarismo apresentado pelos pacientes maior o risco para apresentar doenças relacionadas à Síndrome Metabólica. O estudo ainda demonstrou que pacientes com grau alto e médio de sedentarismo apresentavam, respectivamente, 76% e 65% maior risco quando comparados a pacientes com baixo índice de  sedentarismo. Portanto, você não precisa ser um praticante assíduo de exercícios físicos, basta ter hábitos de vida menos sedentários para diminuir o seu risco de doenças metabólicas. Lembre-se disso quando pega um elevador ao invés de escadas, quando vai de carro a lugares poucos metros distantes! Comece já um novo estilo de vida mudando  pequenas rotinas no seu dia a dia, e veja os benefícios! 
Autor: Pollyana Takao
Equipe de Endocrinologia
 
Fonte: The effects of sedentary behavior on metabolic syndrome independent of physical activity and cardiorespiratory fitness.

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Cálculo Renal ("pedra no rim") e Cólica Renal

Tue, 01/08/2019 - 12:05
Litrotripsia extracorpórea

Litrotripsia extracorpórea

A formação de cálculos renais (popularmente conhecida como "pedra nos rins" ou urolitíase) é muito comum.  Estudos demonstram que de 5 a 10 pessoas a cada 100, vão desenvolver cálculos na via urinária em algum momento das suas vidas. Estes cálculos são formações sólidas de uma série de substâncias como o oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato de cálcio ou cistina.
 

  • SINTOMAS

    Os cálculos são formados nos cálices renais e muitas vezes são assintomáticos enquanto estão localizados dentro deste órgão (chamados então de nefrolitíase). Quando os cálculos saem do rim e entram na pelve renal ou  no ureter (canal que transporta a urina do rim à bexiga), chamada de ureterolitíase, podem causar a cólica renal ("cólica nefrética"). Caracteriza-se por dor muito intensa na região lombar (nas costas) do lado acometido, muitas vezes com irradiação para a região genital do mesmo lado. 
    A dor é causada por dilatação de todo o sistema coletor devido à obstrução do sistema urinário, inclusive do rim acometido.

  • DIAGNÓSTICO

    O paciente com suspeita de nefrolitíase ou ureterolitíase deve consultar com o urologista e realizar exames de imagem na tentativa de determinar a presença de cálculos, localização  e o seu tamanho. Para isso, podemos lançar mão de exames como:
Raio-x: pouca radiação. Muitos cálculos são de difícil visibilização por este método. No entanto, quando é visível, é ótimo método para acompanhamento durante o tratamento.
 
Ultrassonografia: exame com boa acurácia para investigação de nefrolitíase (quando os cálculos são maiores do que 4mm). Quando o cálculo está no ureter médio, há muita dificuldade em se identificar a pedra, no entanto, pode-se determinar se há ou não dilatação do sistema coletor à montante.
 
 
Tomografia de Abdome e Pelve (sem contraste): exame considerado padrão-ouro para avaliação de urolitíase. Tem como desvantagem a alta radiação.
 
 

  • TRATAMENTO

1) NEFROLITÍASE (CÁLCULO NO RIM)
    LECO/LEOC (Litotripsia Externa por Ondas de Choque): método pouco invasivo, onde há fragmentação do cálculo renal ou no ureter proximal (próximo ao rim), sem incisões na pele ou necessidade de endoscopia do sistema urinário. Indicada em cálculos de 5mm a 1,5cm (a depender da sua localização). Contra-indicada em casos de infecção urinária, gestação ou em pacientes em uso de anticoagulantes ou AAS (ácido acetil salicílico) = pelo risco de sangramento e formação de hematoma renal.
 
URETEROSCOPIA FLEXÍVEL
    Procedimento realizado sem incisões, através da endoscopia do sistema urinário através de um instrumento flexível (ureteroscópio flexível) que permite alcançar o rim devido às deflexões que o aparelho proporciona. Utiliza como fontes de energia o laser. A retirada dos cálculos se faz através de sondas extratoras de cálculos.
NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA
    Procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão na pele (aproximadamente 3cm) com abertura e dilatação do rim até o seu sistema coletor (onde são encontrados os cálculos). Utiliza-se uma fonte de energia para se fragmentar os cálculos e uma pinça remove os fragmentos de cálculos. É recomendada para pacientes com cálculos maiores do que 2,0cm. Possui menor morbi mortalidade do que a cirurgia aberta (com grandes incisões).  Suas contra-indicações são pionefrose (infecção grave do rim com saída de pus do sistema coletor) e gestação. Anticoagulantes ou AAS devem ser suspensos, conforme orientação do médico, antes do procedimento.
2) URETEROLITÍASE (CÓLICA RENAL)
    URETEROLITOTRIPSIA SEMI-RÍGIDA ou FLEXÍVEL
    Procedimento endoscópico para a extração de cálculos no ureter. É um procedimento com baixa morbi mortalidade e alta taxa de sucesso. Utiliza-se um instrumento que pode ser semi-rígido ou flexível (optando-se pelo segundo quando o primeiro não consegue atingir o cálculo devido a dificuldades anatômicas ou pelo fato do cálculo encontrar-se muito próximo ao rim).
    Utiliza-se uma fonte de energia (laser, ultrassom ou pneumático) e a retirada dos fragmentos se faz através de sondas extratoras de cálculos.
Autor: Dr Alvaro Bosco
 

 

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