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Updated: 23 hours 9 min ago

Diferença entre fertilização in vitro e inseminação intra uterina. FIV vs IIU.

Thu, 05/30/2019 - 10:47

Dra Juliana Amato (CRM 106072) explica a diferença entre fertilização in vitro e inseminação intra uterina. FIV vs IIU. Alta vs baixa complexidade. O que é a fertilização in vitro (FIV)? Em quais situações o método é aplicável? A FIV pode ajudar a engravidar? A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina. Intrauterine Insemination (IUI), Inseminação Intra Uterina (IIU), Inseminação in vitro O procedimento consiste na introdução do esperma capacitado dentro da cavidade uterina da mulher quando ocorre a ovulação. É utilizada quando o volume ou a concentração dos espermatozóides não são suficientes ou quando a mobilidade dos gametas decresce. Esta técnica também pode ser usada quando o muco cervical apresenta problemas. Em geral, neste procedimento, recomenda-se também o estímulo da ovulação na mulher como forma de potencializar os resultados. A taxa de sucesso da inseminação artificial depende muito das causas de infertilidade diagnosticadas. É essencial a permeabilidade em pelo menos uma das trompas, assim como um número mínimo de espermatozoides, para que a técnica funcione.

---transcrição --- Olá meu nome é Juliana Amato. Sou ginecologista e obstetra e hoje nós vamos falar da diferença dos tratamentos entre fertilização in vitro e inseminação intrauterina. Eu recebo muitas mensagens perguntando; e existe muita dúvida sobre o que é um tratamento ou outro. Então vamos lá. A inseminação intrauterina é um tratamento de baixa complexidade em reprodução assistida. Ele consiste em indução da ovulação controle ultrassonografico para monitorar o crescimento dos folículos. Os folículos: existem dentro do nosso ovário e o crescimento deles. é que ocorre a nossa ovulação dentro de cada folículo existe um óvulo. Então ele vai estimular a ovulação. A partir do momento que a gente vê no ultrassom que está para ovular com o marido o parceiro ele vai a um laboratório a gente faz um preparo de sêmen. Um processado seminal com os espermatozoides mais capacitados e coloca, por meio de uma sonda, esses espermatozoides dentro da cavidade uterina da mulher quando ela estiver ovulando. É de baixa complexidade; não é necessário anestesia e é feito em consultório. A gente utiliza mais a inseminação artificial em pacientes abaixo de 35 anos. Que não tenham nenhum fator de risco ou nenhum problema de saúde que impeça a inseminação artificial como uma obstrução tubárea como algum problema masculino com baixa de espermatozoides. É um tratamento mais tranquilo mas que tem as suas indicações não é para ser feito em todos os casais. Já a fertilização in vitro: a fertilização in vitro é tida como um tratamento de alta complexidade. Onde a gente induz a ovulação da mulher por meio de medicações. Essa ovulação é monitorada através de ultrassom transvaginal. Esses folículos crescem e a intenção na fertilização in vitro é que mais de um folículo cresça e que vários folículos cresçam para a gente conseguir um número maior de óvulos para fazer o tratamento dessa paciente. A partir do momento que essa paciente está para ovular nós vamos ao Laboratório de Reprodução Assistida que é um espaço específico. É onde a gente manipula o material biológico. Essa paciente toma uma anestesia enorme de 20 a 30 minutos e por meio de ultrassom transvaginal guiado; por uma agulha a gente aspira esses óvulos. Nesse mesmo momento o parceiro colhe o espermatozoide. A bióloga seleciona os melhores e faz fertilização in vitro em laboratório. O famoso bebê de proveta. Esse processo ele dura mais ou menos 15 a 20 dias. O processo todo entre a estimulação da ovulação e a fertilização in vitro. Ele é usado para Casais acima de 35 anos que tenham algum problema de saúde que cause infertilidade como uma obstrução tubárea; como uma azoospermia no homem ou quando tem um fator associado entre o homem e a mulher ou simplesmente quando já está há muito tempo tentando e não conseguindo engravidar. Essas são basicamente as diferenças entre inseminação artificial e fertilização in vitro. Se você gostou do nosso vídeo se inscreva no canal. Deixe seu like, comente abaixo e ative o sininho de notificação para receber mais vídeos.

Tags: clínica de infertilidadereprodução assistidavideoamatotv 5 Average: 5 (1 vote)
Categories: Medical

Aplicação de vasinhos com sedação

Tue, 05/28/2019 - 18:31
Aplicação de vasinhos

Sem medo e sem dor

Tem medo de agulha? Sente muita dor para secar vasinhos? Tentou uma vez e desistiu? Tentou algumas, insistiu, mas viu que seria muito dificil chegar até o fim?
Bom, ainda bem que há solução!
Iniciamos há muitos anos com as técnicas minimamente invasivas como o laser, o CLaCs, a crioanestesia, a espuma e outras, sempre com o intuito de melhorar os resultados, minimizar a quantidade de sessões necessárias e diminuir a sensação dolorosa. A primeira geração do laser era muito dolorosa. A última geração é muito mais eficaz e menos dolorosa; então, a crioanestesia, técnica de anestesia pelo frio ajudou muito, mas, mesmo assim, ainda havia um resquício de dor.
Agora não mais...
A utilização de sedação com a técnica Annox permite realizar a secagem dos vasinhos com sensação dolorosa próxima de zero, além de grande conforto.
Por isso é importante realizar o procedimento em clínica médica especializada. As técnicas mais atuais são utilizadas para o benefício do paciente.
Além disso, para aquelas pessoas que tem pavor de agulha, fobia de agulha (sabia que tem um nome bonito isso? aicmofobia), também conseguem realizar a secagem dos vasinhos. Por duas razões: o laser não necessita de agulha, mas também por causa da sedação Annox.
A técnica Annox utiliza o gás oxido nitroso, também conhecido como gás do riso. Um grande beneficio do óxido nitroso é o fato de possuir rápida absorção e eliminação (seus efeitos atingem o pico após aproximadamente 3 minutos de inalação e sua meia-vida de eliminação é de aproximadamente 5 minutos), com trabalhos mostrando que em 5 minutos já saiu da circulação 95% do gás. 

"Tenho medo de sentir dor durante a aplicação dos vasinhos" 
Não precisa mais ter medo!

Dessa forma, ele é prontamente absorvido e facilmente administrado, e seu efeito começa rápido e cessa logo após término da inalação, sem efeito residual. Além disso, ele é excretado essencialmente inalterado através dos pulmões (menos de 0,004% é metabolizado em seres humanos). Isto resulta em menor possibilidade de efeitos colaterais e interações medicamentosas, quando comparado a outros agentes anestésicos, que confere maior segurança.

 

Optamos por realizar determinada concentração, que possui a propriedade de induzir sedação consciente, reduzindo significativamente a ansiedade e o sofrimento psicológico dos pacientes durante procedimentos dolorosos.

 

Se você quer realizar secagem de vasinhos sem dor, e sem agulha, essa é a solução que você pode estar procurando.

 

Consulte seu cirurgião vascular habilitado na técnica Annox.

 
Quero marcar consulta com cirurgião vascular que faz a técnica Annox para sedação em secagem de vasinhos
 
*fonte: Use of Nitrous Oxide in Dermatology. 2018

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Dermatite ocre. Tem como clarear as manchas nas pernas?

Mon, 05/27/2019 - 12:23
Tratamento

Dermatite Ocre

As manchas nas pernas causadas pela insuficiência venosa se chamam dermatite ocre. Após o tratamento da causa, é possível o tratamento da mancha? ela clareia?

    -- transcrição --      Olá sou o Dr. Alexandre Amato cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre uma das complicações das varizes que é a dermatite ocre. A dermatite ocre nada mais é do que manchas nas pernas decorrente da hipertensão venosa por um longo período. Então não é uma complicação que aparece no início da doença mas sim do meio para o final. A dermatite ocre muitas vezes incomoda esteticamente porque são manchas escuras que aparecem normalmente abaixo do joelho no tornozelo e muitas vezes por ser uma única apresentação da doença. Essa pessoa pode ser a causa da consulta então vai buscar o tratamento da Mancha na perna. Em primeiro lugar tem que descartar as outras causas de manchas na pele. Existem desde medicações e outras doenças mas sendo a insuficiência venosa a causa principal. O que tem que ser feito inicialmente é o  tratamento da causa. Não adianta tratar a mancha e deixar a causa agindo senão primeiro o que vai piorar com o tempo. Se você faz o tratamento da Mancha e deixa a causa lá a mancha vai voltar muitas vezes volta pior. Então o tratamento da causa da insuficiência venosa muitas vezes se tratar uma safena doente. Tratar uma insuficiência do sistema venoso profundo possivelmente decorrente de uma tromboflebite ou alguma coisa desse tipo. Então tratar a causa com um cirurgião vascular antes e depois tratar a mancha. Sim existe tratamento para a mancha da dermatite ocre. São vários desde o tratamento clínico com medicações tratamento tópico creme, peelings.     [00:01:51] O tratamento com luz intensa pulsada um equipamento que emite uma luz muito forte e ajuda a quebrar esse pigmento e até o último grau do tratamento que é o uso do laser. Então existe um equipamento de laser apropriado para a quebra desse desse pigmento. Então existem vários tratamentos. Existe uma sequência a ser seguida muitas vezes com o tratamento da causa. Já ocorre uma melhora significativa dessa mancha pelo menos aparentemente uma pequena melhora pode ajudar pode ser o suficiente para deixar o paciente feliz e depois para terminar é necessário fazer um tratamento clínico da Mancha com a causa já tratada. Gosta dos nossos vídeos. Curta compartilhe em nosso canal assine as notificações clicando no Sininho ali embaixo. Se você já tiver inscrito no canal que você vai receber os nossos vídeos assim que eles forem publicados. Muito obrigado. Até a próxima.Tags: Vasculardermatitemanchapernas 5 Average: 5 (1 vote)
Categories: Medical

Repouso relativo na cirurgia de varizes. O que é isso?

Thu, 05/23/2019 - 07:27
Cirurgia de Varizes

Repouso Relativo

No pós operatório da cirurgia de varizes é necessário fazer um repouso relativo... mas o que é esse repouso relativo?  

  ---transcrição --  [00:00:00] Olá sou Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre o pós operatório da cirurgia de varizes e o famoso repouso relativo. Que o próprio nome diz sendo relativo dá margem a interpretações diferentes. Então, em primeiro lugar, sempre siga as orientações pós operatórias do seu médico. Quem a operou. Primeiro porque existem grandes variações nas técnicas cirúrgicas então não sei qual que foi realizada no seu caso e aqui eu vou falar da cirurgia com endolaser que é a cirurgia com laser por dentro da veia que é feita com anestesia local e sedação. Então vamos lá, um princípio geral de todas as cirurgias aqui ficar imobilizado ficar acamado por muito tempo é igual a risco de trombose. Então a mobilidade precoce voltar a se movimentar é sempre desejável a não ser que haja um impedimento para isso e se houver é necessário fazer algum outro meio de prevenção profilaxia de uma trombose desde medicação anticoagulante até o uso de meia elástica ou a bomba de compressão pneumática. Então, falando do repouso o ideal é sempre evitar ficar imóvel parado deitado na cama após uma cirurgia de varizes. Então quanto que eu posso caminhar quando eu posso voltar a caminhar. Então no caso da cirurgia com o laser, recuperação rápida com sedação anestesia local e sedação anestesia local não há necessidade de ficar imóvel na cama e no pós operatório. Deve-se voltar a caminhar o mais precocemente possível fazendo as atividades diárias normais. Obviamente no dia seguinte da cirurgia não vai correr uma maratona não vai fazer uma academia correr 10 km na esteira.     [00:01:55] O ideal é retornar às atividades normais lenta e progressivamente com uma semana já deve estar bem próximo das atividades normais. Até quanto que eu posso fazer. Normalmente o corpo avisa então se sentir alguma dor se sentir algum incômodo é o corpo avisando que alguma coisa está errado você exagerou um pouquinho. Então nessa hora deve se fazer um repouso e deitar. Colocar a perna pra cima e aguardar um pouquinho fazendo essas orientações muitas vezes não é nem necessário o uso de medicamento para a dor no pós operatório. Então, sempre que possível voltar às atividades normais lenta e progressivamente. Usar meia elástica que dá uma segurança é também é um fator de proteção da trombose venosa profunda. E... Regra não negociável: Seguir as orientações do SEU médico que se forem diferentes da minha podem estar baseadas em alguma outra técnica que foi realizada e não necessariamente na cirurgia com laser com sedação e anestesia local. Gosta dos nossos vídeos das nossas orientações? Clica no Sininho aqui. Assine os nossos vídeos receba informação assim que ela foi publicada. Curta nosso nosso vídeo. Compartilhe. Muito obrigado. Até a próxima.Tags: Vascularvarizesvideoamatotv 5 Average: 5 (1 vote)
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Relação entre idade e fertilidade. Gerando bebês na hora certa.

Tue, 05/21/2019 - 20:15
Fertilidade

idade da mulher

Conforme a mulher ultrapassa os 30 anos, e especialmente os 35 anos, a fertilidade diminui de forma importante. Existem também riscos relacionados à gestação, como aborto espontâneo, complicações da gravidez e doenças como a síndrome de Down aumentam de forma significativa. Nesse vídeo Dra. Juliana Amato (CRM 106072 RTE 082356) explica em detalhes, como a idade afeta negativamente a fertilidade da mulher.

Tags: fertilidadeamatotvvideoreprodução assistidareprodução humana 5 Average: 5 (1 vote)
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Compressão Pneumática Intermitente. Bomba! Trata Inchaço.

Thu, 05/16/2019 - 14:26
Inchaço

Compressão Pneumática Intermitente

O que é e para que serve esse aparelho de bomba de compressão pneumática intermitente?   O Dr Alexandre Amato (CRM 108651) Cirurgião Vascular do Instituto Amato explica o que é essa técnica e para que ela serve.

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Workshop para Secretárias

Thu, 05/02/2019 - 11:57

Fizemos nosso 1˚ Workshop para Secretárias no dia 27 de abril. Foi um sucesso. Turma excelente.
 

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Meningioma

Mon, 04/22/2019 - 11:44
Meningioma

Meningioma

São tumores originados nas meninges, tecidos que revestem e protegem o sistema nervoso central. Constituem cerca de 30% dos tumores intracranianos primários.

O meningioma é um tipo de câncer?
     Não, a grande maioria dos meningiomas são benignos. Apenas alguns raros tipos estão associados a características malignas e pior evolução.

Quais são os sintomas?
     Muitos meningiomas são assintomáticos e incidentais. Em autópsias podem ser incidentalmente encontrados em 1,4% dos pacientes. Acometem principalmente pessoas de média idade e mais idosos, com pico na 6a e 7a décadas de vida. Mulheres são mais acometidas do que os homens no geral.
     Os sintomas dependem do local onde está a lesão e são diversas as localizações possíveis. Na região frontal por exemplo, podem causar perda de visão, de olfato e alteração de comportamento. Na região posterior da cabeça podem cursar com alteração da coordenação; na base do crânio, podem causar alteração de nervos cranianos como dificuldade para falar, deglutir ou movimentar a língua. Dor de cabeça, vômitos, perda de força e de sensibilidade também são sintomas possíveis. Praticamente qualquer sintoma neurológico pode ser encontrado, inclusive aqueles relacionados à coluna, haja visto que a medula espinhal também é coberta pelas menínges. Por serem lesões de crescimento muito lento, podem ser descobertos em tamanhos consideravelmente grandes.

O que causa esse tipo de tumor? É genético? Meus filhos podem ter o mesmo problema?
     Alguma célula meníngea, mais especificamente da membrana aracnóidea, começa a se reproduzir defeituosamente e forma o tumor. A causa da maioria dos casos não está bem estabelecida, mas certamente estas células defeituosas apresentam uma susceptibilidade genética para se multiplicarem desta forma.
    Sabe-se que meningiomas podem surgir a partir da radioterapia do sistema nervoso central, mas os casos radio-induzidos são raros e a dose para que o tumor seja causado é muito grande. A influência hormonal na formação dos meningiomas ainda não esta bem estabelecida.
     Os casos familiares também são raros e estão ligados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose.

Qual é o melhor tratamento para esta doença?
     A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença.
     Algumas vezes, estas lesões apresentam difícil tratamento, ou por serem aqueles raros casos malignos ou devido ao complexo acesso cirúrgico, como os meningiomas petro-cliviais, esfeno-orbitários e do seio cavernoso; nestes casos outros tratamentos como a radioterapia e radiocirurgia podem ser utilizados.

Depois da cirurgia eu vou ter uma vida normal? Vou ter alta médica?
     O objetivo principal de qualquer cirurgia neurológica é a preservação da função neurológica. Se já houver algum déficit neurológico antes da cirurgia, converse com o seu neurocirurgião, a respeito das chances de recuperação total.
     De qualquer maneira, o seguimento clínico deve ser feito pelo resto da vida, pois os meningiomas podem recorrer décadas após a ressecção e devem ser monitorados com exames de imagem seriados.

 

Este artigo saiu primeiro no neurocirurgia.com

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Tumores Intracranianos

Wed, 04/17/2019 - 16:19
Tumores intracranianos

O que são tumores?

    Tumor é um termo que indica aumento anormal de um tecido ou de uma região do corpo humano. Pode ser assustador ouvir este nome se associá-lo a câncer intratável e até mesmo a morte antes do previsto. Pode realmente ser uma doença maligna, no entanto, também pode ser uma doença benigna, tratável e que as vezes nem mesmo precisa de intervenção médica, apenas observação. Um tumor geralmente se forma a partir de uma célula defeituosa que se multiplica desordenadamente produzindo outras com o mesmo defeito e resultando no aumento do tecido. O tumor benigno, ao contrário do maligno, geralmente cresce lentamente, sem destruir muito os tecidos ao seu redor e sem enviar metástases para outros órgãos. Metástases geralmente ocorrem quando um tumor invasivo atinge o sangue e, células são transportadas para pontos do corpo distantes do tecido de origem, onde podem crescer e formar outras colônias tumorais.

    Um tumor intracraniano é formado por divisões de células anormais que se encontram dentro do crânio: células ósseas, gliais e meníngeas, neurônios, vasos sanguíneos, nervos cranianos, glândulas e células malignas provenientes de câncer em outros órgãos. O tipo de tumor depende do tipo de célula que ele deriva.     Existem, portanto, diversos tipos de tumores intracranianos, cada um com evolução e características própria. Doenças que podem ser desde facilmente curáveis até rapidamente fatais. A consulta com o neurocirurgião é essencial para esclarecer todas as dúvidas, tipos de tratamento e evolução esperada.   Os tumores cerebrais podem ser hereditários ou genéticos? Quais as causas?      Os tumores cerebrais raramente são hereditários, ou seja, presentes em mais de um membro da família. Algumas exceções são os tumores do sistema nervoso central associados a síndromes genéticas como a Neurofibromatose, a Doença de Von-Hippel-Lindau e a Cavernomatose familiar.     Foram identificados genes que podem facilitar o surgimento de tumores pelo corpo; e genes que impedem naturalmente a formação de tumores, destruindo células defeituosas. Portanto, tumor pode ser considerado “genético”, mas sua formação é multifatorial, ou seja, além de uma predisposição genética existem outras causas para seu surgimento. Por exemplo, a radiação que é utilizada para radioterapia, ou mesmo para exames como o Rx e Tomografia, podem ser a causa de alguns tumores. Outra hipótese é a influência de infecções virais e de substâncias químicas. No caso do câncer de pulmão as substâncias químicas presentes no cigarro são sabidamente cancerígenas.   Quais são os tumores intracranianos?     Tumores intracranianos podem ser formados pelas estruturas que ocupam a caixa craniana como o osso, meninges (membranas que revestem o cérebro), cérebro, nervos cranianos e vasos sanguíneos; ou por metástases de tumores originários de outros órgãos do corpo.     As metástases, totalizam cerca de metade dos tumores que afetam o cérebro. Os locais de origem mais freqüentes no adulto são o pulmão, mama, pele (melanoma) e próstata. Em crianças: tumores do sangue (leucemia), do sistema linfático (linfoma), dos ossos (sarcoma osteogênico e de Ewing) e dos músculos (rabdomiosarcoma). Nesses casos, o tratamento deve ser voltado tanto para a lesão cerebral como para o órgão que originou o tumor.     O crânio é fonte de diversos tipos de tumores, a maioria deles benignos: osteoma osteóide, osteoblastoma, osteosarcoma, fibroma ossificante, granuloma eosinofilico, cisto ósseo aneurismático. O problema é geralmente identificado como um “caroço” crescendo na cabeça. Muitas vezes o tratamento consiste apenas na observação do desenvolvimento da lesão e a cirurgia pode resolver a maioria dos casos que apresentam crescimento progressivo ou que estejam causando sintomas.     Os meningeomas ou meningiomas, são originados nas membranas que revestem o cérebro (meninges) e estão entre os mais comuns. Como estão localizados logo abaixo do crânio, eles costumam crescer e comprimir o cérebro. A cirurgia é o tratamento mais eficaz para esse tipo de tumor e geralmente é possível a remoção total com cura da doença. Algumas vezes, estas lesões se comportam como malignas, nestes casos outros tratamentos como a radioterapia podem ser utilizados.     Existem diversas células que compõem o cérebro e podem gerar os mais diferentes tumores. Infelizmente, o tipo mais comum, responsável por aproximadamente metade dos tumores primariamente cerebrais, é o glioblastoma multiforme (GBM). Este tumor maligno é bastante agressivo, com grande poder de infiltração dos tecidos ao seu redor. Por não existir tratamento curativo, a cirurgia precisa ser complementada com radioterapia e, as vezes, quimioterapia. Apenas um em cada cinco pacientes com esse tipo de tumor sobrevive mais de dois anos. Em crianças, um tumor maligno e bastante freqüente é o meduloblastoma, nestes a cura vai depender do estágio em que a doença foi descoberta, do grau de ressecção da lesão e da resposta ao tratamento complementar à cirurgia (radioterapia e quimioterapia).     Existem outros tipos de tumores originados nas células cerebrais que podem variar de benigno a maligno, dependendo do grau de diferenciação de suas células. São eles: glioma, astrocitoma, oligodendroglioma, oligoastrocitoma, ependimoma, neurocitoma, gangliogliomas, ganglioneuromas. Existe uma escala da Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificar os tumores: os benignos são grau 1 e os mais malignos como os GBMs são grau 4. O grau 2 pode ser considerado 10 vezes mais maligno que o grau 1; o grau 3, 100 vezes mais; e o grau 4, 1000 vezes mais maligno que o grau 1.     Os tumores grau 1 como o astrocitoma pilocítico, o ependimoma grau 1, o xantoastrocitoma, o ganglioglioma e ganglioneuroma podem ser curados se forem retirados totalmente na cirurgia. É importante salientar que se a retirada total do tumor for causar algum dano neurológico ao paciente, é preferível deixar um pouco de tumor mantendo o paciente sem novos sintomas.    Os tumores dos nervos cranianos mais comums são os schwannomas, neurinomas ou neurilenomas que geralmente acometem os nervos vestibular, acústico e facial. Os sintomas do neurinoma do acústico ou schwannoma vestbular podem ser perda auditiva, tontura, zumbido e perda de equilíbrio. O tratamento cirúrgico é geralmente eficaz. Existe também a alternativa da radiocirurgia quando a cirurgia não pode ser realizada.     Os vasos sanguíneos também podem gerar tumores, geralmente são lesões benignas como o hemangioblastoma. No sentido amplo da palavra tumor, ou seja, algo com efeito expansivo, os cavernomas (angiomas cavernosos) e malformações artério-venosas podem ser considerados tumores e são passíveis de tratamento cirúrgico.   Quando desconfiar de um tumor?     Os sintomas dependem principalmente de onde está situado o tumor e da velocidade de seu crescimento. Quando o tumor é muito agressivo, pode causar dor de cabeça muito forte associada a vômitos e letargia (sonolência excessiva), nestes casos a procura pelo neurocirurgião deve ser imediata. Seguem as manifestações neurológicas que devem estimular o paciente a procurar um especialista e que podem estar relacionadas a tumores no sistema nervoso central: • dor de cabeça (cefaléia),  • desmaios e crises epilépticas (epilepsia) • perda de força (paralisias, plegia ou paresia), • formigamentos (parestesias) e outras alterações da sensibilidade, • alterações visuais (perdas visuais, visão dupla, pontos luminosos) e alterações da fala (gagueira, afasia), • alterações do estado mental (confusão, agitação), perda de memória, • tonturas, alterações do equilíbrio e marcha, • movimentos involuntários (tremores, tics), • alteração do humor (irritabilidade, depressão).       Entretanto, esses sintomas podem estar presentes em doenças mais simples e comuns. Por exemplo, existem mais de 150 tipos diferente de dor de cabeça e a minoria delas está relacionada a uma doença neurológica grave, e ainda, 80% dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça que pode ser bastante intensa e incomodativa, e não estar relacionada a lesão estrutural no cérebro De uma maneira geral, podemos considerar que quanto mais antiga for a dor de cabeça mais benigna ela é. Nos casos de tumor a dor costuma ser de inicio recente e evoluir com piora progressiva além de estar freqüentemente associada a outros sintomas ou sinais no exame neurológico.     Sintomas neurológicos súbitos estão geralmente associados a uma doença vascular como o derrame (AVC), os tumores costumam causar piora progressiva dos sintomas apresentados.   Como se faz o diagnóstico?     A suspeita diagnóstica é feita através da história clínica e do exame neurológico. A partir daí, o neurocirurgião ou neurologista solicitam os exames complementares mais pertinentes para cada caso, que podem ser: Ressonância Nuclear Magnética (RNM), Tomografia Computadorizada (TC) e Arteriografia dos vasos cerebrais.   Qual o tratamento?     O tratamento depende do tipo de tumor, da localização, da idade do paciente e dos sintomas apresentados. As alternativas são: observação, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e radiocirurgia.     Em situações específicas é possível fazer o acompanhamento da doença sem necessidade de submeter o paciente a qualquer tratamento, por exemplo, nos casos de meningiomas muito pequenos.     Geralmente, a cirurgia é o primeiro passo no tratamento dos tumores intracranianos. Sua finalidade é a remoção do máximo de tumor possível sem criar novos danos neurológicos ao paciente. Alguns tumores podem ser curados somente com cirurgia.     A radioterapia é um tratamento complementar onde as células tumorais são irradiadas e destruídas. Utiliza-se uma fonte externa de material radioativo que é direcionada para a lesão. Quanto mais rápido for o crescimento tumoral, maior a eficácia desse tratamento. O radioterapeuta é o médico especialista neste tipo de tratamento e a dose e área a ser irradiada depende da avaliação conjunta deste médico com o neurocirurgião.     A quimioterapia se refere ao uso de medicações injetáveis ou orais que atingem as células tumorais. Na maioria dos tumores intracranianos primários a quimioterapia é apenas adjuvante, ou seja complementar. Mas em alguns casos de tumores com origens em outros órgãos, como por exemplo o germinoma ou linfoma, a quimioterapia é muito importante e decisiva para o tratamento. O oncologista é o médico especialista, responsável por escolher as melhores medicações e dosagens a serem administradas para cada caso.     A radiocirurgia, apesar do nome, não envolve corte ou necessidade de anestesia,  funciona como uma radioterapia em que a dose é concentrada em um pequeno ponto, em uma ou poucas sessões, com mínimo efeito no tecido normal ao redor do tumor. Esse tipo de tratamento é reservado para os casos em que o tumor é pequeno, pouco infiltrativo e localiza-se suficientemente distante de estruturas sensíveis a radiação como o nervo óptico por exemplo.   Conclusões     Existem portanto mais de uma centena de tumores que acometem o espaço intracraniano, converse com o neurocirurgião para obter o máximo de informações a respeito de sua doença, afinal, se a medicina ainda não pode curar todos os tumores, o médico deve ao menos fornecer informações e proporcionar conforto ao paciente aliviando o sofrimento e tratando os sintomas.     O tratamento deve ser individualizado e contar com o apoio multiprofissional, visando sempre a melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares     Este artigo apareceu primeiro no Neurocirurgia.comNeurocirurgiatumorcâncerO que você acha deste artigo?:  0 Sem avaliações
Categories: Medical

CLaCs - Laser e Escleroterapia no tratamento de vasinhos

Sun, 04/07/2019 - 20:37
Tratamento com laser e escleroterapia

Varizes e Vasinhos

Na última década diversas tecnologias amadureceram e passaram a integrar o arsenal terapêutico venoso.

Há muito se sabe que nenhuma técnica única é perfeita para o tratamento de todas as teleangiectasias, reticulares e varizes.

Não existe pílula milagrosa, ou pomada mágica.

Cada técnica é mais adequada para determinado tipo de vaso, e, por isso o planejamento terapêutico é essencial, e não pode ser escolhido como se escolhe diferentes marcas de shampoo.

O grande segredo está em identificar a melhor técnica para determinado tipo de lesão e paciente, o que deve ser realizado pelo cirurgião vascular.

Por exemplo, um paciente pode ter alguma contra indicação ou aversão a certo tratamento, que para outro pode ser o ideal.

Portanto, não existe a “receita de bolo”, um padrão que funciona para todo mundo, e deve ser personalizado pelo cirurgião vascular seguindo as características e necessidades de cada paciente.

Os aparelhos, tecnologias e métodos existentes são nada mais do que ferramentas na mão de um artista, que deve escolher a mais adequada para o objetivo do tratamento.

Imagine um pincel na mão de Leonardo da Vinci e o mesmo pincel na mão de outro mortal qualquer, o resultado será sempre diferente. Assim como tenho certeza que Leonardo talvez não conseguisse fazer sua melhor obra de arte usando um computador.

O uso que se faz das ferramentas é mais importante do que a ferramenta em si para o resultado final.

Porém, novas ferramentas, após adequada avaliação podem apresentar resultados mais consistentes, reprodutíveis e com menos riscos, e devemos sempre que possível acrescentá-los à pratica.

A associação de métodos no tratamento dos vasinhos há muito tempo é vista como uma alternativa mais eficaz para o tratamento, utilizando diferentes técnicas para diferentes vasos.

Ao associar métodos, aumenta-se a eficácia, sem atingir limites perigosos.

O CLaCs é acrônimo para CrioLaser e CrioEsclero, duas técnicas que quando associadas se potencializam.

O Criolaser consiste na aplicação de anestesia pelo frio e laser, ou seja a diminuição da temperatura local para atingir estado de ausência ou minimização de dor, a crioanestesia, além da proteção do calor gerado pelo laser.

No momento em que a anestesia pelo frio é atingida, é feito o disparo do laser que causa lesão térmica no vaso.

Após isso é realizado a crioesclero, que consiste na injeção de glicose, substância tradicional para a escleroterapia, mas nesse momento congelada a quase -30˚C.

A glicose congelada, causa dano térmico ao vaso, agora não pelo calor, mas pelo frio, e também dano osmolar pela sua alta concentração. Potencializando assim o efeito do laser inicial e trazendo resultados mais rápidos.

A glicose sozinha é muito segura, mas com potencial baixo de esclerosar os vasos. Sozinha, requer dezenas de sessões para funcionar.

Todo o procedimento é guiado por técnica de realidade aumentada, ou seja, a projeção na própria pele do paciente de suas veias, agora captadas por aparelho dedicado de infravermelho, o flebovisualizador.

Com o procedimento guiado pelo infravermelho e utilizando criolaser associado à crioesclerose, aumenta-se a gama dos vasos passíveis de serem tratados sem cirurgia, com menos dor e menos picadas.

A técnica não elimina a necessidade de cirurgia em alguns casos, mas aumenta a quantidade de vasos que podem ser tratados e com menos sessões.

A flebosuite consiste no local onde o procedimento é realizado, deve ser local de alta luminosidade, com os equipamentos necessários para congelar o ar e a glicose, e equipamento de laser e realidade aumentada para visualização de vasos difíceis.

Outros equipamentos que podem fazer parte da sala de procedimentos é a radiofrequência, termocoagulação, flebovisualizadores, lupas e outros.

 

 

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Glândulas adrenais

Sat, 04/06/2019 - 21:16
Glândula adrenal

Suprarrenal

As glândulas adrenais (ou suprarrenais) se localizam logo acima dos rins e secreta vários hormônios: aldosterona, cortisol e androgênios. As doenças que afetam essa glândula podem resultar em falta ou excesso de um ou mais desses esteroides.

 

As doenças adrenais podem ser causadas por problemas genéticos em sua formação, como a hiperplasia adrenal congênita (detectada pelo teste do pezinho); doenças infecciosas (AIDS, tuberculose, fungos) e autoimunes (adrenalite autoimune).

 

 

Existe fadiga adrenal?

 

Esse diagnóstico não existe!

 

As pessoas que se sentem cronicamente cansadas, com sensação de fraqueza ou indispostas podem estar apresentando sintomas decorrentes de várias outras doenças que exibem fadiga como sintoma como sobrecarga de trabalho, estresses da vida cotidiana, má qualidade do sono, ou até mesmo distúrbios psico-afetivo como depressão. 

 

Existem doenças relacionadas às glândulas adrenais que geram insuficiência adrenal, mas tais doenças são graves e raras, com tratamentos específicos, e devem ser tratadas por um endocrinologista. Suspeite de informações contidas na internet que preconizam tratamento para o termo ‘fadiga adrenal’, pois estas são enganosas.

 

 

 

Cuide-se e entregue sua saúde para quem irá tratá-la como responsabilidade. 

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Androgênios na mulher

Sat, 04/06/2019 - 21:13
Androgenios na mulher

testosterona

Atualmente, há um aumento crescente de profissionais que dosam os níveis de testosterona em mulheres. Alguns profissionais de saúde, inclusive, têm com muita frequência "diagnosticado" mulheres como tendo deficiência de testosterona, e indicando tratamentos de "reposição" desse hormônio. Em mulheres, 50% dos androgênios são produzidos pelos ovários e 50% pela glândulas adrenaislocalizadas bilateralmente acima dos rins. Sabe-se que, de fato, o os níveis de androgênios nas mulheres diminuem com a idade devido à falência ovariana. No entanto, não há falência completa dessa produção já que os ovários, na menopausa, param a produção somente de estrogênios mas não androgênios. Além disso, as adrenais ainda continuam a sua produção hormonal normalmente. Mulheres que retiraram os ovários (ooforectomia) ou as adrenais (adrenalectomia) têm alguma chance de ter deficiência androgênica e devem ser devidamente avaliadas pelo especialista na área hormonal, o endocrinologista. Portanto, salvo em situações raras, não há contexto para se falar em deficiência androgênica na mulher que tenha seus ovários e suas glândulas adrenais funcionantes. 
    As dosagens laboratoriais de testosterona disponíveis atualmente nos melhores laboratórios, são voltadas para medir níveis masculinos, ou seja, essas dosagens começam a ter precisão somente com níveis em torno de 100 ng/dL. Para os níveis habituais presentes em mulheres normais, que encontram-se em torno de 20 a 50 ng/dL, esses testes não têm sensibilidade e especificidade suficientes para identificar deficiência androgênica. Ou seja, a dosagem de testosterona em mulheres na tentativa de detectar deficiência androgênica é equivocada e inútil. Essa dosagem se torna ainda mais descabida em mulheres jovens e em uso de anticoncepcionais orais, que em sua maioria interferem nos testes laboratoriais, falseando resultados. 
    Muitos médicos ainda atribuem sintomas muito frequentes na maioria da população atual como fadiga crônica, estresse, diminuição da libido à essas dosagens hormonais errôneas justificando o uso indiscriminado de medicamentos que elevem os níveis de testosterona nessas mulheres. O problema é que esses sintomas, muito provavelmente não são consequência da deficiência androgênica e sim podem ser consequência de outras várias doenças como exemplo depressão, apnéia do sono, que ficarão mascaradas com um tratamento inadequado.
    A sociedade americana de endocrinologia assim como a brasileira vêm frequentemente alertando contra esses falsos diagnósticos de "deficiência androgênica em mulheres" e tratamentos equivocados. 
    Para não colocar em risco a sua saúde, procure seu médico de confiança para mais informações. Cuide da sua saúde com responsabilidade.
 

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Imposto de renda (2019) e despesas da saúde.

Sun, 03/31/2019 - 10:58
Imposto de Renda

Como declarar

Frequentemente explicamos como declarar o reembolso médico no imposto de renda e aqui exatamente porque as despesas médicas podem gerar um dos maiores benefícios ao contribuinte na declaração do Imposto de Renda. Como esse tipo de gasto pode ser totalmente deduzido — não há limites de valor como no caso de despesas com educação — ele ajuda a reduzir a base de cálculo do imposto, que define se você terá imposto a pagar ou a restituir.
Afinal, o que estamos declarando?
Por exemplo, se você tem uma casa, você não vai pagar um Imposto de Renda só por tê-la (aí entra o IPTU). Ainda assim, seguindo a ideia da prestação de contas, a Receita vai querer saber que esse seu bem existe e, portanto, você deve declará-lo.

 Existem dois tipos de declaração. Você pode fazer uma declaração completa ou simplificada.

 Ao fazer a declaração completa, você poderá abater algumas despesas que teve ao longo do ano-calendário como, por exemplo, com educação, médicos, e outras despesas com seus dependentes, respeitando os devidos limites.


Exemplo: se você teve uma renda tributável anual de R$100 mil, mas gastou R$30 mil com despesas médicas, irá pagar imposto só sobre os R$ 70 mil de diferença

. Sim, as despesas médicas não reembolsadas são dedutíveis.
Ao fazer a declaração simplificada, você não declara as suas despesas. Em vez disso, o sistema deduz uma porcentagem automática (20% de sua receita, limitada a R$16.754,34) sem, portanto, lançar despesas de forma individual.

Parece confuso, né? Mas, fique tranquilo. O próprio programa da Receita faz as contas para você, na aba “Opção pela Tributação”. Cabe a você escolher o que é mais vantajoso, ou seja, onde irá pagar menos imposto. No caso da restituição, onde terá maior recebimento.

O sistema até varia as cores para facilitar: em verde, quando é imposto a restituir. Em preto, quando é imposto a pagar.

 

O contribuinte pode incluir no modelo completo de declaração de Imposto de Renda todos os gastos com saúde relacionados a tratamento próprio, de dependentes ou alimentandos, sem limite.

 

A regra vale somente para os que optarem pelo modelo completo, já que o simplificado prevê um desconto padrão de 20%, limitado a R$ 16.754,34, que substitui todas as deduções permitidas.

 

Deduções? Só na declaração completa!

A dedução das despesas médicas é válida apenas no modelo completo da declaração. Quem opta pelo modelo simplificado não pode fazer nenhum abatimento porque é concedido um desconto de 20% sobre a base de cálculo do imposto —limitado ao valor de 16.754,34 reais— que substitui todas as deduções.

Enquanto no modelo completo as despesas médicas realizadas durante o ano são declaradas para reduzir o valor sobre o qual é aplicado o imposto, na declaração simplificada o programa da declaração calcula a base de cálculo e apenas aplica um desconto de 20% sobre ela, sem observar exatamente quais gastos foram realizados no ano, que podem ter ultrapassado esse porcentual.

 

Para saber qual tipo de declaração é melhor, é recomendável informar todos os gastos dedutíveis. Ao final do preenchimento da declaração, o programa da Receita dirá, de forma automática, se seria melhor abater as despesas uma a uma no modelo completo ou se você ganha mais com o desconto simplificado.

 

 

O que pode e o que não pode

 

Apesar de ser ilimitado, o gasto com despesas médicas deve respeitar as regras do regulamento do IR. Pagamentos efetuados a médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e cirurgia plástica fazem parte da lista permitida pela Receita Federal. (Veja com mais detalhes aqui)

 

Também podem ser incluídos os gastos com plano de saúde, hospitais e procecimentos em hospitais dia, com exames de laboratório e serviços de radiologia, aparelhos ortopédicos e próteses dentárias. Por outro lado, ficam de fora os gastos com remédios e enfermeiros, a não ser que eles constem de conta emitida pelo hospital.

 

As despesas com saúde devem ser informadas na ficha Pagamentos Efetuados. Eventualmente, caso desconfie de alguma irregularidade, a Receita pode pedir a comprovação dos gastos realizados para tratamento médico. Sendo assim, é fundamental guardar todos os comprovantes, onde devem constar o nome, endereço e número do CPF ou do CNPJ de quem recebeu os pagamentos. Basta abrir um campo "novo" e escolher o código do pagamento efetuado. Ao escolher o código 10 - Médicos no Brasil, por exemplo, você deverá informar se a despesa foi efetuada com titular, dependente ou alimentando, declarar nome e CPF do profissional, valor pago e o valor reembolsado pelo plano de saúde, se for o caso.

 

Os comprovantes devem ser guardados por pelo menos cinco anos a partir da data da entrega. Se a declaração for retificada, guarde pelo prazo de cinco anos a contar da última retificação. Podem ser usados como comprovantes os recibos, notas fiscais e informes enviados pelo plano de saúde que contenham o nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos, a assinatura do prestador do serviço e o nome do beneficiário (caso não seja o próprio titular da declaração). Um cheque nominal endereçado ao médico também serve como comprovante.

 

Lembramos que a receita federal cruza o valor declarado como pago pelo contribuinte, na declaração de imposto de renda, com a DMED – Declaração de Serviços Médicos enviado por todos os estabelecimentos de saúde informando o paciente o pagante e os respectivos CPF.

 
Plano de saúde reembolsou parte da despesa médica; como declaro no IR? (Situação em que o custo foi maior do que o valor reembolsado.)

É preciso lançar o valor integral pago na ficha Pagamentos Efetuados. Preencha também a linha Parcela Não Dedutível/Valor Reembolsado, informando o valor que foi reembolsado pelo plano de saúde.

 
Fonte: Uol Imposto de RendaLeonardisVitreoSebastião Luiz Gonçalves dos Santos, membro do Conselho Regional de Contabilidade de SP, Exame

 

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