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Instituto de Medicina Avançada
Updated: 8 hours 34 min ago

Quem entra na menopausa ainda pode engravidar?

Thu, 07/29/2021 - 10:00

Engravidar é o sonho de muitas mulheres. Porém, este não é um desejo que pode ser realizado em qualquer fase da sua vida. O tempo é um fator preponderante quando a mulher deseja engravidar espontaneamente. E quando a menopausa vai chegando, as chances de uma gestação acontecer se tornam ainda menores. Se você também tem dúvida sobre gravidez na menopausa, continue lendo, pois é sobre isso que falaremos a seguir.

Menopausa: o que é?

A menopausa é o período em que o ciclo reprodutivo da mulher se encerra e acontece, geralmente, a partir dos 40 anos de idade. A característica principal da menopausa é a ausência da menstruação por mais de 12 meses, de forma ininterrupta. Ou seja, sem nenhum ciclo menstrual dentro desse intervalo.

Dos 40 aos 55 anos de idade, há um desequilíbrio hormonal que prejudica a ovulação e provoca incômodos diversos na mulher, como ondas de calor, boca seca, irritação, palpitações, dores de cabeça e alteração da libido. São os sinais mais relatados da menopausa.

O período que antecede a menopausa é chamado de climatério ou pré-menopausa. É uma fase em que a menstruação acontece de forma irregular, com um espaço maior entre uma e outra. Muitas mulheres confundem e acham que estão na menopausa quando, na verdade, ainda estão na fase anterior a ela, principalmente porque os sintomas são os mesmos.

Conhecer o significado desses dois termos é importante para entender de vez a relação entre climatério, menopausa e gestação.

Gravidez na menopausa é possível?

Não. Engravidar de forma natural durante a menopausa não é possível. Como vimos, nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio hormonal com ausência ou redução drástica dos hormônios necessários para o amadurecimento do óvulo e preparação do útero para o recebimento do embrião.

Um ponto importante a ser observado é que à medida que vai envelhecendo, a fertilidade da mulher vai diminuindo. Isso acontece porque a mulher nasce com uma quantidade única de óvulos, que são liberados ao longo de toda a sua vida.

Conforme a idade vai chegando, os óvulos vão diminuindo, reduzindo também as chances de uma fecundação, mesmo que a mulher tenha relações sexuais frequentes durante o período fértil. O ápice da redução dos óvulos é a menopausa, cujas alterações hormonais impedem uma gestação espontânea.

Outro fator impeditivo da gravidez natural nesse período é o não crescimento das paredes do endométrio, fundamental para o acolhimento do embrião.

Gravidez na pré-menopausa

Entretanto, é possível engravidar no período do climatério, estágio que antecede a menopausa. Isso porque, durante o climatério, a mulher ainda apresenta ciclos menstruais, mesmo que irregulares. Portanto, mesmo com baixa produção de óvulos, comum a partir dos 35 anos, ainda é possível que na pré-menopausa a mulher engravide naturalmente, às vezes, sem esperar por aquilo.

Ainda assim, a taxa de gravidez nessa fase é bastante baixa. A partir dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar de forma natural é de cerca de 10%. Dos 40 em diante, essa taxa cai para 5%.

Além disso, a mulher com idade avançada produz óvulos mais frágeis e com menos chances de serem fertilizados ou de se desenvolverem dentro do útero. Por isso, as alterações genéticas e deformações do embrião são comuns quando a gravidez ocorre em mulheres de mais idade.

Fertilização in vitro para uma gravidez tardia

Quando a mulher não consegue engravidar no seu período mais fértil, entre 20 e 35 anos de idade, mas continua com o desejo de ser mãe, a recomendação é optar por um tratamento de gravidez.

A fertilização in vitro é uma opção para a gravidez tardia, que ocorre a partir dos 40 anos de idade, mais especificamente. Junto com a doação de óvulos, esse procedimento pode dar à mulher a oportunidade de gerar um filho, ainda que tenha uma idade mais avançada.

Na fertilização in vitro, há estimulação ovariana para a produção de óvulos. Esses óvulos são retirados e fecundados em ambiente externo. Depois, são levados novamente para o útero para que a gestação se desenvolva.

Quando a mulher não produz mais óvulos ou oferece óvulos de baixa qualidade, ela precisa contar com a ajuda de outra mulher: a doadora de óvulos. O tratamento da FIV, então, é realizado nas duas interessadas.

A doadora é estimulada com uso de hormônios para a produção de óvulos fortes, enquanto a receptora passa por um tratamento para fortalecer o endométrio e o útero a fim de receber o embrião já fecundado.

A fertilização in vitro com ovodoação é uma técnica legalmente reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e aumenta as chances de gravidez tardia em até 50%, bem diferente da taxa natural que fica em torno de 5%.

Precisamos lembrar, entretanto, que a doação de óvulos tem que ser feita de forma espontânea, sem qualquer caráter lucrativo, envolvendo as duas partes.

Os riscos de uma gravidez tardia

Uma gravidez que ocorre quando a mulher tem mais de 40 anos é considerada de risco tanto para a mãe, quanto para o bebê. Diversos problemas podem surgir como diabetes gestacional, aborto espontâneo, aumento da hipertensão arterial gerando quadros de eclâmpsia, alterações genéticas e parto prematuro.

No entanto, isso não quer dizer que a mulher precise abandonar o sonho de ser mãe. Quer dizer que, ao optar por uma gravidez tardia, independente dos motivos que a levaram a essa condição, é preciso redobrar os cuidados e, assim, evitar a incidência dos problemas citados.

O acompanhamento com o obstetra deve acontecer durante todo o período da gravidez, com avaliações frequentes e relatos constantes ao médico, caso seja identificado algum incômodo inesperado ou diferente do esperado para o período.

Como vimos, não há possibilidade de uma gravidez natural quando a mulher está na menopausa. O que pode acontecer é a gravidez durante o climatério, o período que antecede a menopausa, no qual a mulher ainda ovula, mesmo que irregularmente. E, mesmo assim, as chances são reduzidas. A menopausa se caracteriza por 12 ou 24 meses de ausência total de menstruação, inviabilizando a fecundação, simplesmente porque não há óvulo a ser fecundado.

Para mulheres que estão tentando uma gravidez tardia, a opção é a fertilização in vitro, junto com a ovodoação. Ainda que haja riscos, estes são minimizados com controle rigoroso e acompanhamento frequente do médico obstetra, garantindo à mãe e ao bebê uma gestação saudável e segura.

 

Dra. Juliana Amato

 

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Categories: Medical

Cremes são eficazes no tratamento contra as varizes?

Mon, 07/26/2021 - 10:00

Os cremes para varizes são um tipo de produto muito utilizado por mulheres que querem uma solução rápida para as veias aparentes nas pernas. Mas, será que o creme para varizes funciona mesmo como elas pensam? Você acha que as varizes podem ser tratadas apenas com o uso de uma loção ou pomada? Continue lendo e tire as suas conclusões a respeito.

O que são varizes e quais os sintomas?

Antes de sabermos mais sobre creme para varizes, precisamos entender um pouco mais sobre essa doença. As varizes são veias tortuosas, dilatadas e visíveis a olho nu. São mais comuns na região das pernas e acometem mais mulheres do que homens.

O sintoma mais evidente das varizes é a aparência das pernas. As veias ficam saltadas, com cor avermelhada, arroxeada ou esverdeada. Elas se assemelham a teias de aranha e podem ser mais grossas ou mais finas, dependendo da sua profundidade. Outros sintomas das varizes incluem:

  • Dor;
  • Cansaço;
  • Cãibras;
  • Inchaço na região;
  • Desconforto geral;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Pele escurecida;
  • Ferimentos e úlceras de difícil cicatrização são algumas complicações comuns.
O que causa as varizes?

As varizes podem ser causadas por fator genético. Ou seja, se a sua mãe teve ou tem varizes é muito provável que você também venha a ter. Além disso, a doença está muito ligada ao estilo de vida do indivíduo.

Pessoas sedentárias, que passam muito tempo sentadas ou muito tempo em pé, com sobrepeso ou obesidade ou que sofreram algum trauma na região das pernas podem apresentar varizes nos membros inferiores.

Por fim, gestantes também têm forte tendência a sofrer com varizes por causa da alteração hormonal comum nesse período.

As varizes são um sinal claro de uma insuficiência venosa. Isso quer dizer que o sangue que deveria circular pelas pernas, cumprindo o seu papel de levar oxigênio e outras substâncias às demais regiões do corpo, encontra-se bloqueado, não consegue seguir seu fluxo normal.

As varizes são, portanto, veias doentes que se tornaram incapazes de transportar o sangue pelo corpo do jeito correto. O ideal é que o sangue vença a gravidade e vá dos membros inferiores em direção ao resto do corpo.

Como as veias estão dilatadas, esse fluxo se torna mais difícil, o sangue não sobe corretamente e se acumula dentro dos vasos. Ou seja, as varizes não são apenas um problema estético, mas uma questão de saúde, especialmente porque suas complicações podem se tornar ainda mais graves.

Tratamento para varizes

O tratamento para varizes reúne uma série de medidas de contenção da doença e alívio dos sintomas desconfortáveis. O médico vascular pode recomendar:

  • Uso de meias elásticas, importante para conter o avanço da doença e reduzir o inchaço;
  • Medicamentos para controlar a dor;
  • Creme para aplicação local também com o intuito de amenizar dores, inchaço e cansaço;
  • Em casos mais graves, a cirurgia também pode ser indicada. Contudo, cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Creme para varizes funciona?

Saber todas essas informações sobre as varizes é importante para compreender a razão pela qual os cremes podem fazer parte do tratamento da doença. Quando recomendado pelo médico vascular, o creme para varizes tem a função de aliviar os sintomas. Apenas isso.

Ou seja, o creme para varizes não funciona para acabar com as veias doentes. Afinal, como vimos, a causa das varizes não é superficial. Tem um forte fator genético envolvido e também possui vários fatores de risco que estimulam o desenvolvimento da doença.

Desta forma, a solução tópica pode ser usada para aliviar os sintomas, mas não a doença em si. É importante que a paciente tenha essa informação em mente para não criar expectativas impossíveis de serem alcançadas.

O creme faz parte do tratamento, mas não o substitui. Deve ser utilizado junto com as outras recomendações. O que acontece com frequência é a paciente acreditar que pode escolher pelo creme deixando de lado as outras medidas de controle da doença, o que não é verdade.

Portanto, podemos dizer que sim, o creme para varizes funciona, desde que seja utilizado para o objetivo para o qual foi proposto pelo médico. Desta forma, ele reduz o inchaço, diminui as dores, aliviar o desconforto em geral, mas apenas isso. Não faz as varizes desaparecerem.

E o creme que esconde as varizes?

Além do creme que alivia os sintomas das varizes, também existem no mercado alguns tipos de cremes e pomadas que escondem as veias dilatadas. É muito usado por mulheres que se sentem incomodadas em exibir pernas com presença de veias tortuosas e vasos aparentes.

A pomada, que também pode ser chamada de corretivo, cumpre o seu papel: esconder pequenas imperfeições na pele que geram desconforto na mulher. Além de servir para esconder varizes, esses cremes também cobrem picadas de insetos e outras manchas pequenas.

Mas, tem menos efeito ainda no combate às varizes. É uma alternativa para momentos específicos, mas deve ser usado sempre de forma consciente. Jamais com a intenção de eliminar um problema que só pode ser curado com um tratamento completo realizado por um médico especialista.

Não esconda as varizes. Siga o tratamento corretamente.

Em vez de esconder as varizes ou se iludir achando que vai ficar livre do problema com a ajuda de um creme, siga as recomendações do seu médico. Não abandone o tratamento indicado por ele e tome todas as medidas possíveis para ajudar a conter a doença. O que mais você pode fazer para ficar livre das varizes:

  • Evite ficar muito tempo sentada ou muito tempo em pé. Alterne entre uma posição e outra;
  • Eleve as pernas por cerca de 30 minutos todos os dias. É essencial para ajudar o sangue a cumprir o seu trajeto;
  • Perca peso e alivie a sobrecarga sobre os membros inferiores;
  • Largue o cigarro. Fumar adoece a parede dos vasos e das artérias.

Como pudemos perceber, os cremes para varizes funcionam, mas apenas para aliviar sintomas da doença, como dores, inchaço e desconforto nos membros inferiores. Não é, de forma alguma, uma maneira prática, rápida e acessível para eliminar o problema. As varizes são causadas por fatores genéticos, na maioria das vezes, e exigem um tratamento adequado, que reúne uma série de medidas e não apenas a aplicação de um creme corporal.

 

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Quanto tempo esperar entre os ciclos de fertilização In vitro?

Thu, 07/22/2021 - 10:00

A fertilização in vitro é um dos tratamentos para engravidar mais comuns e mais eficazes também. Em média, as taxas de sucesso chegam a 55% por tentativa, chegando ao dobro de chances se comparado a uma gravidez que ocorre de forma espontânea, que tem incidência positiva de 20%. Contudo, um resultado satisfatório depende de inúmeros fatores e quando isso não acontece, a recomendação é uma nova tentativa. Mas, você sabe dizer quanto tempo é preciso esperar entre um ciclo e outro? Falaremos um pouco mais sobre isso a seguir. Confira.

Quando a primeira tentativa não dá certo

Para que a fertilização in vitro dê certo e a gravidez se concretize, é preciso que as condições sejam favoráveis, assim como deve ser em uma gravidez que ocorre naturalmente.

Assim, uma gravidez bem-sucedida depende de embriões saudáveis e sem deformidades e exige que o organismo da mulher esteja em boas condições para receber e acolher esse embrião. Qualquer alteração pode impedir a fixação do embrião no útero ou gerar um aborto espontâneo.

Quando a primeira tentativa de gravidez não tem um resultado positivo, o primeiro passo é identificar as causas dessa falha. O médico faz uma avaliação para diagnosticar o que houve de errado e sugere uma nova investida, com a correção dos problemas encontrados no tratamento anterior.

Desta forma, o médico pode pedir novos exames, fazer novos testes e investigar mais a fundo as causas da infertilidade no casal. É de extrema importância fazer esse novo levantamento de dados para que todas as possíveis causas sejam, de fato, eliminadas ainda na fase anterior ao implante do embrião.

Controlando a ansiedade

É importante deixar claro que o fato de um procedimento não ter dado certo não significa que a causa daquele impedimento ocorrerá novamente nas próximas tentativas. Também não quer dizer que a mulher jamais poderá ter filhos.

É muito comum que o casal tente achar culpados para a falha da gravidez, tenha picos de estresse ou perca a esperança de um dia ter filhos.

Apesar de ser uma reação normal e compreensível, esse tipo de sentimento não deve ser estimulado ou alimentado porque pode prejudicar ainda mais as tentativas futuras, além de não ser, de fato, uma interpretação real dos fatos. Não há um único culpado, mas um conjunto de fatores que podem estar atrapalhando a realização desse sonho.

Apesar da alta taxa de fertilidade da FIV, não podemos esquecer do outro lado: a porcentagem que não alcançou o resultado esperado. Por isso, cada caso deve ser avaliado na sua individualidade com a intenção de descobrir onde está o erro e fazer o possível para saná-lo o mais breve possível.

Quanto tempo esperar entre uma tentativa e outra?

Após um procedimento que não deu certo, o médico recomenda que o casal faça uma nova tentativa de engravidar. E, para isso, não é preciso esperar muito. No mês seguinte já é possível fazer um novo ciclo de fertilização in vitro.

Contudo, é preciso avaliar com ainda mais cuidado todas as condições para um novo tratamento, aumentando as chances de tudo sair como o desejado. O que deve ser observado na próxima tentativa de engravidar:

Idade da mulher

À medida que a mulher envelhece, a quantidade de óvulos que ela possui diminui, bem como a qualidade deles, o que atrapalha a fecundação e impede uma gestação saudável.

Embrião com boas condições

Óvulos de mulher em idade avançada costumam ser mais frágeis e, mesmo após a fecundação pelo espermatozoide, o embrião pode apresentar alguma alteração nos cromossomos, impedindo o seu desenvolvimento dentro do útero.

Endométrio receptivo ao embrião

A transferência do embrião para o útero precisa ocorrer durante a fase em que haja uma boa recepção do endométrio. Do contrário, o embrião é rejeitado e não consegue se fixar na parede uterina. 

Para evitar essa rejeição, a equipe médica deve observar se há a presença de algum problema no órgão como mioma, cisto, endometriose ou qualquer tipo de inflamação impedindo o avanço do processo.

A segunda tentativa pode ser mais eficaz do que a primeira. Por quê?

Sim, há razões para que a segunda tentativa da fertilização in vitro seja mais eficiente do que o primeiro procedimento. Essa afirmação reitera a necessidade do casal em continuar tentando e não desistir diante do primeiro obstáculo. Veja o porquê:

  • O médico já sabe o que não deu certo na primeira vez e tomará todos os cuidados para que tal problema não se repita no próximo procedimento, podendo mudar os medicamentos utilizados ou, até mesmo, a técnica realizada;
  • O casal também poderá corrigir alguns erros cometidos durante o tratamento. Poderão melhorar a alimentação, largar o cigarro e a bebida, fazer atividades físicas, controlar o estresse e a ansiedade, que também são fatores impeditivos da gestação;
  • O estímulo de óvulos ocorrido na primeira tentativa pode permanecer por mais tempo e se estender até o próximo ciclo, aumentando a quantidade de óvulos liberados no mês seguinte.

Por isso, o médico tem total segurança para sugerir uma nova tentativa, uma vez que existem chances reais desse procedimento dar certo e o casal conseguir engravidar, da forma como deseja.

Qual é o limite de tentativas?

Não existe uma quantidade de tentativas de fertilização in vitro permitidas ao casal. O que deve ser levado em conta são as características de cada um, suas condições de saúde, seus desejos, os motivos das falhas e a presença de chances reais da gravidez dar certo.

A fertilização in vitro, assim como todo tratamento para engravidar, não é um jogo de sorte e de tentativas aleatórias. Todas as etapas são realizadas de forma planejada, de acordo com as singularidades de cada casal e após avaliações minuciosas de cada procedimento realizado.

A fertilização in vitro é um dos métodos para engravidar mais utilizados porque possui ótimas taxas de resultados positivos. Contudo, é possível que o procedimento não ocorra como o esperado e o casal tenha que se deparar mais uma vez com uma nova tentativa. Felizmente, não é preciso esperar muito tempo para realizar o sonho de ter um filho e, no mês seguinte, já é possível dar início a um novo tratamento, dessa vez, com maiores chances de dar certo.

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Como acabar com a calcificação nas artérias?

Mon, 07/19/2021 - 10:00

Acabar com a calcificação nas artérias não é considerada uma tarefa simples, mas existem maneiras de tentar atingir esse objetivo. A deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos é decorrente de uma doença muito comum, a aterosclerose. Esta, por sua vez, é provocada pelo envelhecimento natural do corpo e também por um estilo de vida pouco saudável.

A aterosclerose é uma doença crônica, que acompanha o indivíduo por muito tempo e, geralmente, é assintomática. As placas de gordura e cálcio vão se acumulando nas paredes das artérias com o passar do tempo, impedindo o fluxo sanguíneo e causando doenças.

Alguns sinais de que algo não vai bem costumam surgir na velhice e incluem falta de ar, dor no peito, cansaço, palpitações e fadiga. Da aterosclerose surgem complicações graves, como aneurismas, infarto, insuficiência cardíaca e arterial.

O que fazer para acabar com a calcificação nas artérias

O controle e a prevenção da aterosclerose, doença que provoca a calcificação nas artérias, envolvem a adoção de hábitos saudáveis, além de acompanhamento médico. Veja mais detalhes a seguir:

Parar de fumar

O cigarro é um dos fatores de risco mais potentes para a incidência da aterosclerose. O tabagismo está muito associado ao câncer pulmonar, com toda razão, mas nem todo mundo sabe o quanto ele também é agressivo e causador de doenças arteriais e cardiovasculares.

O cigarro possui substâncias que agridem consideravelmente as paredes das artérias e vasos, provocando lesões e facilitando o acúmulo de gordura nesses locais. Além disso, o cigarro reduz a capacidade de contração dos vasos, dificultando o fluxo sanguíneo.

Por fim, a nicotina presente no cigarro dificulta a absorção do oxigênio pelo corpo ao mesmo tempo que facilita o consumo de gordura. Ou seja, quem é fumante e quer acabar com a calcificação das artérias precisa parar de fumar indiscutivelmente.

Tomar medicamento indicado pelo seu médico

O acompanhamento médico é necessário para tratar e prevenir qualquer tipo de doença. Quando inicia o tratamento, o paciente deve seguir as orientações prescritas, inclusive com o uso dos medicamentos receitados.

Evite as possíveis soluções milagrosas, as dicas caseiras e qualquer coisa do tipo, principalmente como substituição a uma terapêutica médica indicada. Confie no conhecimento do seu médico, pois ele tem capacidade de desenvolver o melhor tratamento para o seu caso.

Fazer exercício físico

Também faz parte do tratamento da aterosclerose a prática diária de atividade física. Como benefícios podemos citar o aumento da circulação sanguínea e a diminuição da deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos.

Os exercícios físicos diminuem a quantidade de gordura no corpo, combatendo a obesidade e o sobrepeso e também equilibram os índices de colesterol.

Mas, vale um alerta importante: mexer o corpo deve ser uma tarefa diária e não apenas aos finais de semana. Caminhar todos os dias, por 30 minutos ou mais, já garantem efeitos benéficos à sua saúde e são eficazes na prevenção de muitas doenças, além de reduzir a calcificação nas artérias.

Ter uma dieta saudável

Alimentação saudável é essencial para o combate à aterosclerose. A principal causa do acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos é uma dieta baseada em alimentos gordurosos, bem como os ricos em açúcar, sal e condimentos, como os alimentos processados.

Vale lembrar que uma dieta saudável deve fazer parte da sua rotina, da sua vida diária. Não é apenas um remédio para acabar com a doença e logo depois você pode voltar a comer tudo que gosta. Não é assim que funciona. Se alimentar bem deve ser um estilo de vida.

Também devemos esclarecer uma dúvida muito comum que é a associação errada que muitas pessoas fazem do cálcio nas artérias com o cálcio que consumimos através dos alimentos ou suplementos.

Por conta disso, o paciente evita consumir alimentos que possuem cálcio em sua composição ou deixa de fazer a reposição de cálcio necessária quando sofre com a osteoporose. Na verdade, não é uma dieta pobre em cálcio que vai diminuir a aterosclerose.

A sua dieta deve ser focada em diminuir a gordura e o colesterol e não o cálcio. Por isso, é importante evitar ou, ao menos, reduzir o consumo de queijos amarelos, salames, carnes gordurosas, bacon, frituras, presunto, salsicha, linguiça, alimentos ricos em sal e em açúcar.

Para ficar mais fácil, dê preferência para alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras e vegetais. Prefira também as carnes magras, leite desnatado, queijo branco ou ricota, carne branca e outros.

Controlar a pressão arterial

Outro fator de risco importante para a calcificação das artérias é a hipertensão. Por ser uma doença silenciosa, não apresenta sintomas específicos. Por conta disso, a pessoa acha que a dor de cabeça que sentiu é normal e não procura ajuda médica.

A hipertensão é uma doença grave, crônica e a ausência de sintomas não deve ser vista como uma prova de que está tudo bem. Por esse mesmo motivo, é importante fazer o acompanhamento com o médico periodicamente.

O controle da pressão alta não consiste apenas em ir ao médico uma vez, tomar os remédios prescritos e nunca mais voltar. O tratamento é amplo e inclui acompanhamento médico regular, verificação da pressão frequentemente e ingestão correta dos remédios prescritos.

Além disso, também é necessário investir em uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de sal e também de gordura.

Controlar o colesterol

O colesterol em excesso também é determinante para a calcificação das artérias. A primeira razão é a presença massiva de gordura no organismo, impulsionando a sua absorção e instalação dentro das artérias e vasos.

A segunda razão é o dano causado pelo colesterol às paredes dessas artérias, o mesmo tipo de lesão causada pelo cigarro. Essa lesão favorece a deposição de gordura dentro dos vasos, provocando o endurecimento das artérias e dificultando o fluxo sanguíneo.

O controle do colesterol deve ser feito através de acompanhamento médico regular, uso de medicamentos específicos e passados pelo médico e dieta pobre em gordura. Além disso, deve ser feita a dosagem frequente do colesterol para analisar a eficiência do tratamento.

Todas as medidas listadas aqui são essenciais para acabar com a calcificação nas artérias ou, pelo menos, diminuir a progressão da doença, o que também já é muito importante para a qualidade de vida do paciente. Contudo, deve ser um cuidado rotineiro e contínuo. Assim, é possível não só tratar a aterosclerose, mas também prevenir outras doenças.

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Coito programado: o que é?

Thu, 07/15/2021 - 10:00

O coito programado é uma técnica bastante antiga, e de baixa complexidade, utilizada para aumentar as chances de gravidez diante de casos leves de infertilidade. Diferente dos outros tipos de tratamento, o coito programado é um procedimento simples, porém eficiente com resultados bastante satisfatórios para o casal. Vamos saber mais sobre o assunto?

O que é o coito programado?

O coito programado, também chamado de namoro programado ou relação programada, é um dos tipos de tratamento para engravidar que tem o objetivo de estimular a fertilidade da mulher.

A mulher é acompanhada por uma equipe médica que verifica o período em que o seu corpo estará mais propício para gerar um bebê. Com essa informação, o casal saberá o dia ideal para investir em mais relações sexuais e aumentar as chances de ter um filho.

Em alguns casos, a mulher pode receber uma pequena dose de hormônios para estimular a produção de óvulos pelos ovários. Todo esse processo é acompanhado por meio de exames de imagem, como o ultrassom.

Vantagens do coito programado

O coito programado é um procedimento simples, porém eficaz. Veja porque essa técnica viabiliza e aumenta as chances de uma gravidez natural.

  • O primeiro ponto, e o mais importante, é que o casal passa a saber qual é o momento exato para ter a relação sexual e aumentar as chances de engravidar;
  • Há um estímulo do ovário para que haja a liberação de óvulos de melhor qualidade;
  • O exame de ultrassom diagnostica o crescimento do endométrio, até que ele chegue à espessura ideal para o acolhimento do óvulo, entre 6 e 7 mm. Endométrio com paredes muito finas é uma das causas mais comuns para a não sobrevivência do embrião dentro do útero;
  • Saber qual será o momento propício para a gravidez também ajuda e orienta o homem a se preparar melhor para aquela data. Sabemos que um embrião forte e com ótimas condições de sobrevida depende diretamente da qualidade do espermatozoide.

Assim, o casal também pode usar o tempo que tem disponível até a data do coito programado para evitar ou aumentar a frequência de relações.

Vale lembrar que para gerar um espermatozoide de qualidade, o homem precisa ter relações sexuais em dias alternados, devendo evitar relações diárias. Também não pode passar muito tempo sem ejacular, por exemplo, pela mesma razão.

Indicações e requisitos do coito programado?

O coito programado é indicado para casos leves de infertilidade que, geralmente, são causados por ovulação irregular ou outros distúrbios ovulatórios. Geralmente, é a primeira opção de casais que tentam engravidar há alguns meses sem sucesso.

Também é uma alternativa para mulheres com mais de 35 anos, cuja produção de óvulos é bastante reduzida nesta fase. Caso o médico não encontre uma causa aparente da infertilidade, ele também pode recomendar a técnica do coito programado para a tentativa de gravidez.

Para que o casal possa realizar esse tratamento, é preciso que ele atenda a dois requisitos básicos. São eles:

A mulher deve apresentar tubas uterinas normais, o que é verificado por meio de três exames: 

  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Medição de dosagem hormonal;
  • Histerossalpingografia, exame que verifica a situação do útero e todos os seus componentes.

Já o homem deve ser capaz de produzir espermatozoides em quantidade e qualidade apropriados, o que também é facilmente diagnosticado através do exame espermograma.

Como é realizado o coito programado?

São basicamente três etapas que compõem o método do coito programado: o estímulo ovariano, a indução dos óvulos e a relação sexual na data correta. Saiba mais sobre essas etapas a seguir:

Estímulo ovariano

Na etapa inicial, a mulher recebe alguns hormônios, via oral ou injetável, que têm o objetivo de acelerar o crescimento dos folículos ovarianos, para que sejam produzidos óvulos com a qualidade necessária para a fecundação.

Esse procedimento acontece, em geral, a partir do 2° e 3° dia da menstruação, com doses sucessivas de hormônio ao longo dos próximos 5 ou 12 dias, dependendo do tipo de hormônio utilizado.

Indução ovular

A segunda fase do processo consiste na aplicação de outro hormônio, dessa vez para induzir a liberação de óvulos dentro de um determinado período. 

Esse hormônio é o HCG, também conhecido como hormônio da gravidez. Logo após a indução, o casal é orientado a manter relações sexuais para que o espermatozoide encontre o óvulo que foi liberado algumas horas atrás.

Todo esse processo de estímulo ovariano é complementado e acompanhado por exames de imagem como o ultrassom. É através dele que o médico consegue perceber as alterações no útero e no endométrio, esperadas para a recepção do óvulo e da fecundação.

Um ponto importante que deve ser destacado é em relação à quantidade de óvulos liberados nesse processo. O médico tem o cuidado de induzir a liberação de, no máximo, três óvulos. Essa limitação é para evitar a ocorrência de gestações múltiplas, o que pode ser arriscado para a mulher em idade avançada.

Relação sexual

A parte final desse procedimento é o coito, ou seja, a relação sexual, sem contraceptivo e dentro do período estabelecido pelo médico que acompanha o casal. Esse é o momento tão esperado para o casal, enfim, alcançar uma gravidez e deve ocorrer algumas horas depois do uso do hcg.

Taxa de sucesso do coito programado

O coito programado tem ótima taxa de sucesso. Cerca de 20% dos procedimentos têm um resultado positivo. O tratamento dura, em média, 15 dias desde a injeção de hormônios até a relação sexual. 

15 dias depois do coito, a mulher deve fazer o teste de gravidez para conferir o resultado. Ou seja, em um mês já é possível começar e terminar o tratamento.

Se o resultado do teste de gravidez for negativo, o casal pode continuar tentando engravidar, através dessa mesma técnica. Contudo, após três tentativas seguidas sem sucesso, é recomendado que o casal parta para outras opções de reprodução assistida.

Obviamente, cada caso deve ser avaliado com cuidado pelo médico que acompanha o casal e cabe a eles decidirem o que for melhor e mais conveniente para ambos.

O coito programado é uma técnica de reprodução assistida comumente utilizada por casais que não conseguem engravidar devido a algum problema simples de infertilidade ou quando a mulher apresenta ovulação irregular. É um método bastante simples, rápido e com boa taxa de eficácia. Contudo, a indicação desse ou de outro tratamento deve ser orientada pelo médico que acompanha o casal, de forma individualizada.

 

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Categories: Medical

O que causa a calcificação das artérias?

Mon, 07/12/2021 - 10:00

A calcificação das artérias decorre da presença de uma doença muito comum, crônica e com efeitos bastante perigosos para o indivíduo: a aterosclerose. O principal sintoma da aterosclerose é o impedimento da circulação sanguínea dentro de vasos e artérias de todo o corpo. A seguir, falaremos mais sobre como acontece esse processo de calcificação das artérias e o que fazer para preveni-lo.

Aterosclerose: definição e sintomas

A aterosclerose é uma doença crônica, que atinge o indivíduo desde cedo e o acompanha durante vários anos. Geralmente, costuma apresentar sintomas mais graves durante a velhice. A sua principal característica é a formação de placas nas artérias, dificultando a passagem do sangue.

A aterosclerose pode comprometer o corpo inteiro. Assim, artérias cerebrais, presentes no crânio, artérias coronárias, presentes no coração e os vasos dos membros inferiores e superiores podem ser atingidos pela doença e sofrer calcificação na mesma intensidade.

 

Sintomas

Quando o sangue não consegue seguir seu fluxo normal dentro do corpo, todas as funções do organismo são comprometidas. Afinal, o sangue não é um líquido qualquer. Ele carrega células de oxigênio e outros nutrientes fundamentais ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos.

No entanto, os sinais de que algo não vai bem não aparecem imediatamente com o início da formação daplaca. Como dissemos, a aterosclerose é uma doença crônica e quando os sintomas surgem é porque o corpo já está bastante afetado pelo problema. Os mais comuns são:

  • Tontura;
  • Mal estar generalizado;
  • Dor claudicante, ou seja, dor ao andar que obriga o indivíduo a interromper a caminhada;
  • Sensação de fraqueza e cansaço;
  • Problemas renais;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Confusão mental;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Ferimentos nos membros inferiores provocados pela baixa oxigenação;
  • Dor e pressão na região do peito, associado com dificuldade para respirar.

Por ser uma doença silenciosa, a aterosclerose só é descoberta, muitas vezes, quando o indivíduo sofre um infarto, um derrame ou até mesmo uma morte súbita.

Os sintomas mais graves costumam surgir a partir dos 50 anos e são mais fortes no público masculino.

Aterosclerose e calcificação das artérias

De onde vem o nome calcificação das artérias? As placas de gordura que se formam dentro das artérias e impedem a circulação sanguínea são feitas de gordura, tecidos inflamatórios e também de excesso de cálcio.

Sabemos que o cálcio é um nutriente fundamental para a formação de ossos e dentes. Devemos ingerir diariamente uma quantidade ideal deste nutriente para usufruir de todos os benefícios que ele nos oferece, principalmente com o avançar da idade, quando os ossos se tornam mais fracos.

O problema acontece quando ocorre o acúmulo desse cálcio dentro dos vasos, que NÃO está relacionado com o cálcio ingerido. Junto com tecidos inflamatórios e placas de gordura, o cálcio forma grandes placas enrijecidas e difíceis de serem quebradas pelo corpo.

Como não se dissolvem, as placas funcionam como uma barreira impedindo o fluxo natural do sangue dentro das artérias e provocando todos os malefícios que já vimos anteriormente. É assim que acontece a calcificação das artérias.

Mas, de onde vem o acúmulo de cálcio no organismo? Estudos têm verificado que aquelas pessoas que sofrem com aterosclerose possuem uma inflamação crônica no organismo e estão mais propensas a sofrer com os piores sintomas da doença, como o AVC, o infarto e a morte súbita.

O que causa a aterosclerose

A aterosclerose é uma doença que acompanha o indivíduo durante muito tempo. Por isso, uma das causas é o seu estilo de vida, dentre outros fatores. Saiba mais a seguir:

Má alimentação

A alimentação rica em alimentos gordurosos, açúcar e sódio causa diversos problemas, como o acúmulo de gordura dentro do organismo, um fator de risco para o surgimento de doenças como diabetes e pressão alta. Estas, por sua vez, também influenciam no surgimento da aterosclerose.

Além disso, a má alimentação é uma das causas do sobrepeso junto com o sedentarismo, que também promovem a formação de placas de gordura nos vasos.

Alcoolismo e tabagismo

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, principalmente, do cigarro provocam lesões simultâneas e frequentes nas artérias, facilitando a formação de placas e causando obstruções. Esta é uma das causas mais comuns e deve ser combatida com prioridade. Parar de fumar é essencial.

Sedentarismo

Pessoas com sobrepeso e que não se exercitam frequentemente têm maior probabilidade de apresentar a calcificação nas artérias porque esses maus hábitos favorecem o acúmulo de gordura nos vasos.

Além disso, são fatores de risco também para outras doenças que estimulam o aparecimento da doença, como o diabetes e a hipertensão.

Fator genético

A aterosclerose é mais comum em indivíduos cujo algum membro da família já tenha sofrido com a doença.

Como tratar a aterosclerose

Para tratar a aterosclerose e evitar a calcificação nas artérias, é necessário um tratamento integrado, reunindo todos os profissionais responsáveis pelas áreas atingidas pela doença, como o neurologista, o cirurgião vascular e o cardiologista.

Um dos sintomas da má circulação sanguínea nos membros inferiores, provocado pela aterosclerose, é o surgimento de feridas na região. O primeiro pensamento do paciente é procurar solução para aquele problema que está mais visível.

No entanto, aquele sintoma é apenas a demonstração de algo bem mais grave. É possível que aquela área esteja sendo afetada por uma placa maior de gordura, mas certamente todo o seu corpo está sofrendo com os efeitos danosos da aterosclerose.

Por isso, é fundamental procurar ajuda médica logo que identificar os sintomas e seguir as orientações de cada profissional. Além de tratar e aliviar os sintomas aparentes, o tratamento também visa oferecer uma qualidade de vida melhor para o paciente. Algumas recomendações fundamentais são:

  • Fugir do sedentarismo;
  • Deixar de fumar;
  • Perder peso;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Controlar o diabetes, a hipertensão e o colesterol;
  • Beber bastante água para se manter hidratado e aliviar os sintomas.

Como vimos, a calcificação nas artérias é o resultado de uma doença crônica, muitas vezes assintomática e muito mais comum do que se imagina chamada aterosclerose, que provoca sintomas diversos e consequências graves para a saúde do indivíduo. A melhor maneira de evitar e controlar a doença é manter hábitos saudáveis e realizar consultas frequentes com o seu médico. Ou, pelo menos, buscar ajuda médica logo que identificar algum dos sintomas listados.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Qual a frequência adequada de relações para aumentar as chances de engravidar?

Thu, 07/08/2021 - 10:00

Quando estão tentando engravidar, muitos casais acabam caindo na crença de quanto mais relações eles tiverem, maiores serão as chances dessa gravidez dar certo. Essa ansiedade é natural e compreensiva, uma vez que o processo de gestação desperta, de fato, muitas emoções nos envolvidos. Entretanto, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração antes de aumentar a frequência da relação sexual e é sobre isso que falaremos adiante.

Por que ter relações todos os dias não ajuda?

Parece natural pensar que quanto mais relação um casal tiver, mais rapidamente a mulher vai engravidar. E é isso que muitos deles fazem. No entanto, não é assim que acontece. Ter relações todos os dias não garante que a gravidez ocorra mais rápido.

É preciso levar em conta alguns fatores como o período fértil da mulher e também o intervalo entre as relações, fundamental para a qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem. Falaremos melhor sobre esses dois fatores adiante.

Então, ter relações sexuais todos os dias para engravidar, sem saber se está no período fértil ou não pode gerar bastante frustração aos dois. Além disso, pode se tornar até um fator impeditivo da gravidez, uma vez que a ejaculação frequente não contribui para a boa qualidade dos espermatozoides.

Frequência ideal de relações para conseguir engravidar

O ideal é que se mantenha 1 relação sexual no período fértil da mulher em dias intercalados. Veja a seguir o porquê desse cuidado.

Período fértil da mulher

O período fértil da mulher é aquele em que o ovário libera o óvulo em direção ao útero para que ele seja fecundado por um espermatozoide. Para o homem não há período fértil, mas para a mulher esse momento existe e é durante esse tempo que a gravidez pode acontecer.

Por isso, ter relações fora do período de ovulação na esperança de engravidar é algo que não funciona porque o espermatozoide chega ao útero, mas não encontra óvulo para fecundar. Portanto, é fundamental que a mulher reconheça o momento realmente propício para uma gravidez.

Intervalos entre uma relação e outra

Até aqui você já sabe que precisa ter relações sexuais com o seu parceiro dentro do período fértil para ter mais chances de engravidar. Além disso, não precisa ter relações diárias, mas sim de maneira intercalada. Ou seja, um dia sim e outro não.

Respeitar esse espaço de tempo entre uma relação e outra é importante por causa de alguns fatores. Quando passa de 1 a 3 dias sem ejacular, o homem garante uma quantidade maior de sêmen, o que também implica em espermatozoides maduros e fortes, mais indicados para aumentar as chances de uma gravidez.

Entretanto, passar muito tempo sem ejacular pode causar o efeito contrário, ou seja, a má qualidade desses espermatozoides. Por isso, o ideal é manter relações com 1 ou 2 dias de intervalo, dentro do período fértil da mulher.

Vale lembrar também que, quando está dentro do útero, o espermatozoide pode sobreviver por até 72 horas, possibilitando a gravidez mesmo em um dia em que não há relação sexual. Enquanto isso, o óvulo tem uma sobrevida de até 24 horas após ser lançado no útero.

Como identificar o período fértil

Mas, como saber qual é o seu período fértil para, então, ter relações sexuais e aumentar as chances de uma gestação? Em primeiro lugar, a mulher precisa saber como funciona o seu ciclo menstrual, identificar os dias em que está mais propícia para engravidar.

Um ciclo regular dura cerca de 28 dias. Começa com o início do período menstrual e termina quando chega a menstruação seguinte. 11 dias depois, a mulher já está em período fértil que pode durar até o 17° dia. Vejamos um exemplo:

Uma mulher que tem um ciclo regular de 28 dias, cujo período menstrual começou no dia 5 de abril, estará no período fértil entre os dias 15 e 21 de abril. Ou seja, o período fértil começa três dias antes da metade do ciclo e termina três dias depois.

Vale fazer essas anotações na agenda para não esquecer e se confundir. De posse dessa informação, a mulher e seu parceiro já podem se programar para manter relações sexuais dentro desses 7 dias, de forma alternada, sem uso de contraceptivo.

Calcule seu próximo dia fértil aqui.

Mulher com ovulação irregular

Quando a mulher não tem um ciclo regular, ou seja, quando a menstruação não segue um padrão de começo e fim, é bem mais difícil identificar o período fértil. Nesses casos, para aumentar as chances de engravidar, o recomendado é que ela mantenha relações sexuais cerca de 3 vezes por semana, logo que a menstruação finalizar.

Além disso, a mulher também pode ficar atenta a alguns sinais que o corpo oferece quando a ovulação está próxima como, por exemplo:

  • Aumento da temperatura corporal;
  • Muco vaginal mais espesso e elástico;
  • Dor uterina leve. Esse sinal é relatado por algumas mulheres e pode acontecer na hora da liberação do óvulo, quando há a ruptura do folículo, gerando um pequeno desconforto na região da pelve.

Quando a mulher com ciclo irregular não consegue engravidar de forma espontânea, ela pode iniciar um tratamento de gravidez. Uma opção é o Coito Programado.

Nesse tratamento, a mulher é acompanhada pelo médico que verifica o momento mais propício para a gravidez, ou seja, o seu período fértil. Também pode haver estimulação dos ovários para uma produção melhor dos óvulos que serão fecundados.

Chances da mulher engravidar no período fértil

Manter relações sexuais dentro do período fértil aumenta as chances de engravidar, mas não garante eficácia de 100%. Um casal saudável, em que a mulher tenha menos de 35 anos, e que mantenha relações sexuais frequentes, tem a probabilidade de 20% de engravidar em um mês. Ou seja, de 10 casais nessas condições, que tentam engravidar em um mês, 2 deles obterá sucesso.

E quando existe algum fator impeditivo para a gestação, como infertilidade no homem ou na mulher, doenças genéticas ou ginecológicas, dentre outras, as chances de uma gravidez reduzem mais ainda. Por isso, diante de uma negativa ao tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica para identificar as razões e fazer o tratamento necessário.

Sendo assim, podemos concluir que manter 1 relação sexual, de maneira alternada, dentro do período fértil é suficiente para que ocorra a tão sonhada gravidez do casal. Para isso, a mulher precisa conhecer seu ciclo menstrual e reconhecer o período em que os óvulos são liberados para encontrar o espermatozoide, ou seja, o período fértil. Se, mesmo com insistência, o resultado for negativo, convém buscar orientação médica e iniciar um tratamento de gravidez, se for o caso.

Dra. Juliana Amato

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Tecnologia aliada à medicina para esculpir o contorno corporal

Wed, 07/07/2021 - 10:00

Mesmo mantendo o peso ideal, praticando atividade física diariamente e adotando uma alimentação saudável e balanceada, muitas pessoas não conseguem eliminar toda a gordura, principalmente a abdominal, e o desejo de chegar ao “tanquinho”, como é chamado o abdômen bem definido, parece ficar cada vez mais distante, chegando até mesmo a desestimular a continuidade da atividade física.

A tecnologia aliada à Medicina fez evoluir a técnica de lipoaspiração para atender a esses pacientes. Existem diversos aparelhos que podem ser associados para refinar a lipoaspiração, possibilitando o médico esculpir o contorno corporal de forma mais segura e precisa, resultando em uma aparência mais “atlética”, com a musculatura mais aparente, como o abdômen definido. Trata-se de uma técnica mais refinada de lipoaspiração.

Existem cânulas de diversos tamanhos, aparelhos vibratórios que auxiliam na aspiração e laser com diferentes espectros de luz.

Nesses casos, a lipoaspiração está baseada na musculatura, delimitando as transições musculares. As cânulas utilizadas são mais finas, possibilitando esculpir melhor os contornos dos músculos. Mas atenção: essa técnica não é recomendada para quem é sedentário e, sim, para quem já está no peso ideal, mas sente dificuldade em definir os músculos na academia.

Há o laser de 980nm (nanômetros), que tem afinidade pelo sangue (o sangue absorve mais a energia gerada pelo laser), destruindo a gordura e causando lipólise, que pode estimular o colágeno e diminuir a flacidez cutânea.

Temos ainda o 1470nm, que possui afinidade pela água e que pode causar lipólise, estimular o colágeno na pele, e ainda é possível preservar um pouco de gordura para lipoenxertia. E existe também o de 1210nm, que sua afinidade é pelos tecidos que ficam ao redor da gordura, soltando-a sem causar lipólise, permitindo o seu uso para lipoenxertia e ainda causando um efeito que estimula o colágeno.

Além desses acima, há também o vaser, que é um ultrassom que solta a gordura e causa a lipólise de acordo com sua configuração, é um aparelho novo e que ainda não está liberado para ser usado no Brasil.

Para que os resultados sejam 100% satisfatórios, é importante o paciente esclarecer todas as suas dúvidas com o médico cirurgião plástico de confiança, sempre credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

*Dr. Fernando Amato

 

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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Qual o melhor tratamento para varizes nas pernas?

Mon, 07/05/2021 - 10:00

As varizes nas pernas são indícios de uma doença venosa crônica, benigna e que atinge prioritariamente o público feminino. As varizes são veias doentes, dilatadas e tortuosas que prejudicam não só a estética das pernas, mas também a qualidade de vida, provocando cansaço, dores e desconforto nos membros inferiores. Felizmente, existem tratamentos para o controle da doença. Veja a seguir quais as técnicas mais indicadas.

Tratamentos mais indicados para varizes nas pernas

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que as varizes são uma doença com predisposição genética. Ou seja, a pessoa já nasce com ela, que se desenvolve ao longo do tempo. Portanto, os tratamentos são utilizados para reduzir essa evolução e atenuar o problema.

Atualmente, a melhor técnica usada para corrigir varizes é a termoablação, um método que consiste no fechamento da veia doente, bloqueando a chegada do fluxo sanguíneo para aquele local.

Termoablação (laser e radiofrequência)

A termoablação é um dos tratamentos mais indicados para as varizes nas pernas por ser um procedimento minimamente invasivo, com resultados mais eficazes e com recuperação mais rápida. No mesmo dia, o paciente já pode voltar às suas atividades normais.

Além disso, é uma técnica mais acessível do ponto de vista financeiro, não deixa cicatrizes e não provoca dores, gerando apenas um leve desconforto. Por fim, a termoablação com laser e radiofrequência não exige internação e é realizada com anestesia local.

Existem duas variações desse tratamento, de acordo com características específicas do problema. São elas:

Laser por dentro da veia: indicada para tratar insuficiência venosa e varizes

A termoablação endovenosa acontece dentro da veia e tem uma eficácia maior no tratamento mais grave de insuficiência venosa e de varizes de calibre maior. São veias mais grossas e em estágio mais avançado.

A técnica consiste na introdução de um cateter através de uma punção. Pelo cateter, é introduzida uma fibra óptica pela qual serão liberados os feixes de laser.

Outra opção é a termoablação por radiofrequência. A técnica é bem semelhante ao método anterior. A diferença é que, em vez de laser, é liberado calor por radiofrequência.

Os dois procedimentos são orientados por meio de um ultrassom e aplicação de anestésico local após a punção.

Laser por fora da veia: indicada para vasinhos e teleangiectasias

Quando o tratamento é voltado para veias mais finas, chamadas de vasinhos, uma opção é o laser aplicado por fora da veia, na parte externa da perna. Também é uma opção para eliminar as veias finas que surgem no rosto, conhecidas como teleangiectasias.

É um método não invasivo que faz a combinação de duas técnicas: o laser e a escleroterapia. A escleroterapia é um tipo de tratamento em que é injetado um produto químico esclerosante no interior da veia para que ela seja destruída ou tenha seu acesso obstruído, ficando impedida de receber sangue.

O laser é utilizado para potencializar a ação da escleroterapia. A anestesia é realizada com o uso de ar gelado, o que diminui bastante qualquer desconforto relacionado à dor.

 

Termoablação e cirurgia convencional de varizes

A termoablação é uma ótima alternativa ao método tradicional de tratamento de varizes que, apesar de também ser eficiente e ainda muito aplicado, é menos vantajoso por vários motivos.

Na cirurgia convencional, as veias doentes são retiradas da perna do indivíduo através de um pequeno corte e com a ajuda de um extrator. Por ser uma técnica mais invasiva, deve ser realizada mediante anestesia geral e dentro de um centro cirúrgico.

Esse tratamento causa um pouco mais de dor, geralmente deixa hematomas na pele e o paciente precisa de mais tempo para voltar às suas atividades de rotina.

No entanto, somente o médico vascular pode definir o melhor tratamento de acordo com as características da doença e de cada paciente. Ambos são eficazes e cumprem bem o seu papel, desde que sejam utilizados respeitando a individualidade de cada caso.

 

As varizes podem voltar após o tratamento?

Como dissemos, as varizes têm origem genética. Portanto, não é possível eliminá-las por completo da vida da paciente. Isso quer dizer que, em alguns casos, as veias doentes podem voltar, ou melhor, veias que estavam saudáveis podem se tornar doentes, e a paciente precisa fazer um novo procedimento em alguns anos. É o que acontece em cerca de 10% das situações.

Entretanto, nos outros 90% dos casos, os resultados são bem mais efetivos e duráveis, não sendo necessária uma nova intervenção médica.

Portanto, reforçamos que as varizes não têm cura, mas os tratamentos existentes na medicina vascular melhoram consideravelmente o aspecto das pernas. Além do benefício estético, os outros sintomas incômodos são eliminados, como o cansaço e as dores, por exemplo.

Vale a pena fazer o tratamento?

Sim, vale a pena investir em um tratamento de varizes nas pernas por inúmeros motivos. O primeiro deles é devido ao fato que as varizes indicam insuficiência venosa, uma doença que, apesar de benigna, provoca vários sintomas desagradáveis.

Além disso, as varizes podem evoluir para outras complicações mais graves, como inchaço, formação de trombos, ressecamento e manchas na pele e surgimento de úlceras. Ou seja, tratar as varizes não é apenas uma questão estética.

Os tratamentos para varizes listados aqui são minimamente invasivos, realizados com sedação e anestesia local e com resultados excelentes para os mais diversos graus da doença. Pense em resolver o problema hoje. Não evite o tratamento por medo de ter que refazer no futuro.

Como vimos, na maioria dos casos, não é necessária uma nova intervenção médica. Os bons resultados dependem de um procedimento bem realizado e também dos cuidados que a paciente deve ter após o tratamento para evitar o surgimento de novas varizes, como veremos a seguir.

Como prevenir as varizes

Apesar de serem um problema genético, é possível reduzir um pouco as incidências das varizes adotando algumas medidas saudáveis no dia a dia. As principais são:

  • Fazer atividade física: além de ajudar a perder peso, o exercício físico ativa a circulação sanguínea, fundamental para evitar varizes;
  • Exercitar a panturrilha: a panturrilha é responsável pelo bombeamento de sangue nas pernas e, por isso, deve ser estimulada diariamente.
  • Perder peso: emagrecer é importante por vários motivos e um deles é diminuir o peso do corpo sobre as pernas, o que aumenta o cansaço nos membros;
  • Evitar ficar muito tempo em pé: quando ficamos muito tempo em pé, o sangue não consegue fazer o seu percurso normal para chegar até o coração e fica represado nas pernas;
  • Elevar as pernas: essa posição favorece o retorno do sangue das pernas para a parte superior do corpo, ativando a circulação.

Como vimos, a termoablação é considerado o melhor tratamento para varizes, desde que aplicado da forma correta e de acordo com a necessidade do paciente. É um método moderno, pouco invasivo e com excelente pós-operatório. Para escolher esse ou outro método para eliminar varizes, procure o seu médico vascular de confiança.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Por que meu tratamento de gravidez não está dando certo?

Thu, 07/01/2021 - 10:00

O tratamento de gravidez é uma alternativa muito buscada por casais que não conseguem engravidar de maneira espontânea. Os resultados são bastante positivos. Contudo, nem sempre tudo sai de acordo com o esperado, o que acaba gerando frustração não só nos futuros papais, mas também em toda a equipe médica envolvida nesse processo. Existem muitas dúvidas a respeito dos motivos que impedem um tratamento de gravidez de dar certo e hoje falaremos mais sobre isso.

Minha gravidez não deu certo. E agora?

Dizemos que o tratamento de gravidez falhou quando o resultado não é obtido, ou seja, quando a mulher não conseguiu engravidar ou quando ela sofreu aborto espontâneo ao longo da gestação. O fato é que não existe um único motivo que possa atrapalhar a gravidez assistida.

Existem variáveis diversas que atingem a mulher em maior ou menor grau, impedindo a gestação. Normalmente, essa falha está associada às causas da infertilidade no homem ou na mulher, que os induziram a buscar ajuda médica para engravidar.

É, portanto, uma questão individual que precisa ser averiguada de forma específica. E a primeira coisa que o casal deve fazer é procurar o médico responsável pelo procedimento para tentar descobrir o que deu errado.

 

Possíveis causas de falhas no tratamento de gravidez

Sabemos que o médico responsável pelo procedimento toma todas as precauções possíveis antes de iniciar o tratamento, conhecendo o histórico da paciente, buscando doenças que comprometem a fertilidade tanto no homem quanto na mulher, solicitando exames para fechar diagnósticos etc.

Ainda assim, é possível que alguns fatores prevaleçam e atrapalhem todas as medidas de prevenção aplicadas antes e durante o tratamento, gerando uma frustração em todos. A taxa de sucesso de um tratamento de gravidez como a Fertilização In Vitro, por exemplo, pode chegar a 60% dos casos. Os outros 40% que não deram certo podem ter relação com algumas das causas abaixo. Confira.

Mulher com idade avançada

A partir dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar de maneira espontânea caem consideravelmente. Com o tratamento de gravidez, as chances aumentam, mas, ainda assim, há riscos de um resultado negativo.

Isso acontece por causa do envelhecimento natural do corpo, da redução no número de óvulos produzidos e liberados pela mulher e também porque a idade avançada aumenta as chances de alterações genéticas nos embriões, dificultando e até impedindo o seu desenvolvimento.

Processos inflamatórios crônicos

Doenças ou inflamações que atingem a região do útero são responsáveis por boa parte das falhas na gravidez. Essas alterações podem surgir durante a gestação ou podem não ter sido diagnosticadas durante a fase de preparação da mulher.

Outra possível causa é o fato do endométrio não estar pronto para receber aquele embrião introduzido no útero, o que também pode acontecer devido a processos inflamatórios locais. Como resultado, o embrião não encontra um ambiente satisfatório para o seu desenvolvimento.

Baixa qualidade dos espermatozoides

Ainda que o médico faça a seleção dos melhores espermatozoides para a fecundação do óvulo, é possível que os escolhidos apresentem algum problema ao longo do processo. Geralmente, esses espermatozoides de má qualidade estão mais relacionados aos abortos espontâneos.

Alterações nos embriões

Problemas embrionários são responsáveis pela maioria das falhas na gravidez assistida. No caso da FIV, a transferência de um embrião no momento errado de sua evolução compromete o seu desenvolvimento, impedindo a gravidez.

Além disso, o embrião pode trazer alguma alteração genética não identificada pelo médico durante a avaliação e no processo de escolha. Essa deformidade impede que o embrião tenha a evolução esperada.

O que fazer para reduzir essas falhas?

Como dissemos, cada caso é único e deve ser averiguado de forma individual. O médico precisa identificar e avaliar as possíveis causas da não gestação e tomar medidas de precaução para uma nova tentativa. Existem algumas maneiras de fazer isso. Vejamos.

Estudar alterações genéticas do embrião

Se for essa a provável causa, o médico faz um estudo genético do embrião, avaliando e optando por aqueles que não tenham anormalidades genéticas. Só depois, esses embriões são introduzidos no útero.

Avaliação do endométrio

Se a causa da não gravidez tiver relação com problemas no endométrio, que é uma razão bastante comum, o médico também vai reavaliar essa região uterina, identificar o melhor momento em que o embrião será mais aceito ou prevenir e tratar processos inflamatórios para que eles não comprometam o processo de gestação.

Além dessas medidas, o médico deve sugerir outras estratégias igualmente eficazes para que o casal tenha resultados satisfatórios na próxima tentativa de engravidar. Essas e outras técnicas dependem exclusivamente das características de cada paciente.

O que é possível fazer para aumentar as chances de engravidar durante o tratamento?

Não existe uma lista efetiva de recomendações que possam favorecer a gravidez. Mas, existem algumas dicas que melhoram a fertilidade do casal, uma vez que contribuem para a saúde do corpo como um todo.

  • Reduzir ou eliminar hábitos não saudáveis como o tabagismo e o alcoolismo;
  • Manter uma alimentação saudável com preferência para alimentos naturais, reduzindo industrializados e processados;
  • Sair do sedentarismo e se manter em movimento;
  • Ficar longe de situações de estresse, buscando maneiras de relaxar e descansar sempre que possível;
  • Controlar os níveis de ansiedade, por mais que seja um pouco mais difícil nesse momento tão importante para a família;
  • Por fim, é preciso ter muita paciência. Como vimos, os resultados positivos têm um ótimo índice, porém, não podemos deixar de observar todos os casos que não deram certo. Então, é uma situação normal, mesmo que não seja a ideal.

O importante é continuar insistindo, seguindo os protocolos e recomendações da equipe médica, controlando o que estiver ao seu alcance como o cultivo de bons hábitos, a redução do estresse e da ansiedade e tendo boas noites de sono para que o trajeto em busca da gravidez seja tão satisfatório quanto o resultado esperado.

O tratamento para gravidez traz resultados fantásticos para os casais que sonham em ter filhos, mas, como todo procedimento médico, pode apresentar falhas, sendo estas motivadas por inúmeros fatores. Essas possíveis causas são averiguadas pela equipe médica responsável que sugere alterações no tratamento para a obtenção de resultados satisfatórios para ambas as partes.

Dra. Juliana Amato

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Senado aprova projeto que garante atendimento psicológico, retirada e a substituição do implante mamário em pacientes com câncer

Wed, 06/30/2021 - 10:00

O Senado aprovou um projeto de lei que amplia as garantias para pacientes que precisam passar por reconstrução mamária em decorrência do câncer de mama.

A lei em vigor já obriga planos de saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS)  cobrir a cirurgia de reconstrução, mas agora o projeto em andamento reforça a obrigatoriedade de cobertura para a retirada e a substituição do implante mamário sempre que ocorrerem complicações ou efeitos adversos. O acompanhamento psicológico, desde o diagnóstico, das pacientes que passarem por mutilação total ou parcial da mama também está sendo pleiteado.

O projeto só vem reforçar o que já deveria ser garantido pelo SUS, de acordo com os princípios estabelecidos como universalidade, integralidade e equidade.

Quando falamos em doença, os princípios estabelecidos na criação do SUS devem abordar a necessidade integral do paciente. Neste caso, o paciente com câncer já tem garantida  a cobertura por planos de saúde e pelo SUS. Então, esses dois pontos aprovados pelo Senado corroboram o que diz a Lei, sendo que em algumas instituições, a retirada e a substituição do implante mamário sempre que ocorrerem complicações ou efeitos adversos e o acompanhamento psicológico, desde o diagnóstico, das pacientes que passarem por mutilação total ou parcial da mama, já são realidade.

Acredito que esse projeto de lei pode facilitar recursos para instituições que ainda não estão preparadas para oferecer esse tipo de atendimento ao paciente com câncer. O texto já tinha sido aprovado pela Câmara, mas sofreu mudanças no  Senado. Agora, será devolvido para a análise dos deputados e depois enviado à sanção presidencial.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Você sabe interpretar os rótulos de alimentos?

Tue, 06/29/2021 - 10:00

A leitura do rótulo do alimento no momento da compra é essencial para saber a sua composição, ou seja, do que ele é feito. Mas não é só a composição nutricional que é importante.

É preciso observar o item ‘por quantidade de produto’, que muitas vezes não é por embalagem e que pode ter até três vezes mais a quantidade indicada. A leitura correta da rotulagem de alimentos inclui saber os percentuais de calorias, gorduras saturadas, vitaminas, fibras, proteínas e carboidratos.

Portanto, a escrita %VD na embalagem indica a concentração de cada nutriente por porção do alimento, considerando-se uma dieta de 2.000 calorias por dia. Se na descrição do rótulo constar, por exemplo, 10% de sódio, quer dizer que uma porção do alimento apresenta 10% de sódio total que deve ser ingerido diariamente.

Além das informações nutricionais, é muito importante observar os ingredientes utilizados naquele alimento. Comidas ultraprocessadas apresentam ingredientes que não são alimentos, tais como: conservantes, estabilizantes, aromatizantes, espessantes. Por isso, é recomendado evitar o consumo desse tipo de alimento.

Mesmo com as algumas regras adotadas pela indústria alimentícia recentemente, como indicar se o produto contém ingredientes alergênicos, por exemplo, ainda é preciso melhorias em relação à rotulagem. Quanto mais nomes estranhos estiverem descritos, que você não reconheça como alimento, mais chance de ele ser ultraprocessado e de baixa qualidade nutricional.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Como diminuir as veias das pernas?

Mon, 06/28/2021 - 10:00

Quem sofre com varizes está sempre em busca de técnicas para diminuir as veias das pernas e eliminar de vez o desconforto estético que elas provocam, além do cansaço, da dor e da sensação de peso constante. A seguir, você vai saber o que pode fazer para reduzir essas veias, quais tratamentos são eficazes e o que você pode fazer para se ver livre desse problema.

Varizes: definição e sintomas

As varizes são veias doentes que sofrem com insuficiência venosa. Ou seja, o sangue não circula corretamente, ficando represado nas pernas e gerando veias com as características que você conhece: saltadas, bastante visíveis, tortuosas e dilatadas.

A grande maioria das varizes têm origem genética, ou seja, possuem um fator hereditário que impede que elas sejam eliminadas por completo da vida da paciente. Porém, há tratamentos que podem fazer um excelente controle do problema.

Quem mais sofre com as varizes são as mulheres por causa da ação muito frequente dos hormônios nesse grupo, especialmente durante a fase da gravidez. Apesar da baixa frequência, os homens também podem apresentar problemas de varizes nas pernas.

Os principais sintomas das varizes são:

Quando estão em estágio mais avançado, as varizes também podem causar ressecamento na pele, mudança de tonalidade e úlceras de difícil cicatrização.

As varizes são um problema crônico e acompanham toda a vida da mulher. Apesar de ser benigno, precisa ser tratado por um especialista em doenças vasculares para evitar as complicações como a formação de trombos, ferimentos e outros.

É possível diminuir as veias das pernas?

Sim, é possível diminuir as veias das pernas desde que a pessoa afetada busque o tratamento necessário para o seu caso. Existem no mercado alguns medicamentos que prometem eliminar as varizes, entretanto, o que eles fazem, de fato, é aliviar os sintomas e não a doença em si.

Como vimos, as varizes são de origem genética e não existe ainda nenhum tratamento que possa mudar a genética de uma pessoa para que ela não venha mais sofrer com veias doentes.

Além de um tratamento de qualidade, existem também algumas recomendações indicadas para evitar o surgimento das varizes, antes e depois do tratamento, ou aliviar os seus sintomas. Para isso, é preciso ficar atento aos fatores de risco da doença, sobre os quais falaremos mais adiante.

Como tratar as varizes?

A microcirurgia e o uso do laser, de forma associada, é uma das técnicas mais apropriadas para combater as varizes.

Microcirurgia

Na microcirurgia, são realizados minúsculos furinhos na perna da paciente e, com a ajuda de um extrator, os vasos são retirados. Todo o procedimento é realizado com anestesia local, em ambiente hospitalar e o paciente fica internado por algumas horas.

Aproveitando a anestesia, o médico também pode fazer a aplicação da escleroterapia. Nessa técnica é injetada uma substância química que esclerosa a veia doente, obstruindo-a e evitando que ela receba sangue das veias nutridoras. Com isso, a veia doente desaparece.

Laser e escleroterapia

A microcirurgia também pode ser associada ao laser. Nessa situação, após o procedimento inicial de retirada das veias prejudicadas, o paciente retorna ao médico em algumas semanas para avaliar o resultado.

Havendo ainda a presença de algumas varizes, estas são tratadas com a escleroterapia e com a ajuda do laser para potencializar os resultados.

A microcirurgia é um tratamento eficiente, com ótima recuperação do paciente, deixa poucos hematomas e quase nenhuma dor. Em algumas horas o indivíduo já pode realizar as suas tarefas habituais.

Portanto, se você deseja diminuir as veias das pernas, não há alternativa a não ser procurar um cirurgião vascular e iniciar um tratamento para a remoção dessas varizes. É um procedimento rápido, indolor e que devolve a qualidade de vida para quem sofre com o problema.

 

Fatores de risco e como evitar varizes

Como falamos anteriormente, existem algumas situações que favorecem o surgimento ou agravamento das varizes. Veja a seguir quais são e o que fazer para lidar com eles.

Sexo feminino

As mulheres são as mais afetadas pelas varizes por causa de fatores hormonais. Portanto, o que deve ser feito é ficar mais atento aos sinais e buscar ajuda médica logo que perceber alguma alteração nas pernas indicando varizes.

Sobrepeso

O excesso de peso influencia diretamente no surgimento das varizes porque a gordura em grande quantidade aumenta a pressão sobre as veias e dificulta a circulação sanguínea. Além disso, o sobrepeso exige um esforço físico maior das pernas, o que eleva ainda mais os sintomas da doença.

Sedentarismo

A falta de exercício físico dificulta a perda de peso e também prejudica a circulação sanguínea, especialmente na região das pernas, o que é essencial para o combate às varizes. A recomendação é a prática diária de atividade física, sem necessidade de grandes esforços.

Aliás, uma prática que não pode faltar é o estímulo da panturrilha. Essa parte da perna é que faz o bombeamento do sangue na região dos membros inferiores e precisa ser exercitada todos os dias.

Ficar muito tempo em pé

Nos membros inferiores, o sangue circula de baixo para cima, ou seja, da região das pernas em direção ao coração. Quando o indivíduo passa muito tempo em pé ou em outra posição que não favoreça a circulação, o sangue fica represado e as chances das varizes surgirem aumentam.

Por isso, é importante evitar essa prática, procurando sentar-se de vez em quando e elevar as pernas, se possível. Além de favorecer a circulação, ter esse cuidado evita a pressão exercida sobre as pernas e alivia o cansaço no final do dia.

Outra dica importante, aliás, é elevar as pernas antes de dormir, pelos motivos já citados. É uma posição que estimula e facilita a circulação sanguínea na região, fundamental para uma perna saudável.

Histórico familiar

O fator genético da doença faz com que pessoas que tenham casos de varizes na família sejam mais atingidas futuramente com a doença. Portanto, esse é um fator que deve servir de estímulo para uma consulta com um médico vascular.

Essas são as recomendações para quem deseja diminuir as veias das pernas de uma forma segura, realmente eficaz e em pouco tempo. A microcirurgia é um procedimento rápido, cada dia mais aperfeiçoado e com resultados extremamente satisfatórios. Aliado a isso, é fundamental manter hábitos saudáveis no dia a dia, eficazes não só para evitar varizes, mas para garantir uma vida com mais qualidade.

 

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Tratamento endoscópico da Síndrome de Baastrup

Fri, 06/25/2021 - 10:00

A Doença de Baastrup, também conhecida doença da coluna que beija (kissing spine disease) ou bursite interespinhosa lombar é causada pelo contato anormal entre os processos espinhosos lombares (espinhas) que resulta em alterações degenerativas (artrose, desgaste).

Não é uma doença comum, mas sua prevalência aumenta com a idade, e também em motoristas profissionais de veículos pesados, ginastas e atletas, possivelmente relacionado aos movimentos repetidos de flexão e extensão da coluna. Há relação também com hiperlordose, ou seja, pessoas que tem a curvatura lombar acentuada.

 

Quadro clínico

 

A doença causa dor e tensão no meio da coluna lombar, que geralmente piora com a extensão da coluna e alivia com a flexão.

A doença de Baastrup não causa compressão dos nervos por si só, mas pode estar acompanhada de outras alterações de generativas como hérnias de disco e osteófitos (bico de papagaio) e aí sim causar dor irradiada, perda de sensibilidade e força nos membros inferiores.

A sintomatologia costuma aumentar progressivamente, conforme a doença evolui, se tornando quase constante e aparecendo ao movimentar a região lombar, com a consequente limitação, especialmente de extensão da coluna.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico pode ser feito com exames de imagem como o RaioX simples, tomografia ou ressonância magnética. As imagens mostram o contato entre os processos espinhosos associado à falsas articulações que podem estar inflamadas.

 

Outras alterações degenerativas associadas podem ser encontradas, como abaulamentos discais, anterolistese, estenose de canal, etc. Nesses casos, chegar ao diagnóstico causa é mais difícil, já que os sintomas não podem ser atribuídos, de forma exclusiva, à esta síndrome.

 

 

Tratamento

 

O tratamento inicial para Síndrome de Baastrup é realizado com analgésicos, inflamatórios e fisioterapia. Se o paciente não apresentar melhora, podem ser realizadas infiltrações/bloqueios na coluna, direcionadas aparelho de radioscopia. As infiltrações costumam aliviar os sintomas, aumentar a mobilidade da coluna e precisam ser associadas à reabilitação para melhor resultado.

Na falha dos tratamentos acima, indica-se tratamento cirúrgico cujo objetivo é ampliar o espaço entre os processos espinhosos para que eles parem de se tocar e inflamar durante os movimentos de extensão da coluna. Hoje esse tipo de cirurgia é realizada através da endoscopia da coluna, ou seja, não é necessária cirurgia aberta!

 

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências:

 

Alonso F, Bryant E, Iwanaga J, Chapman JR, Oskouian RJ, Tubbs RS. Baastrup’s Disease: A Comprehensive Review of the Extant Literature. World Neurosurg. 2017 May;101:331-334. doi: 10.1016/j.wneu.2017.02.004. Epub 2017 Feb 10. PMID: 28192272.

 

Lin WT, Xie FQ, Lin SH, Yang RB, Shen HW, Cai XF, Chen W, Wang ZY. Full-Endoscopic Approach Forchronic Low Back Pain from Baastrup’s Disease: Interspinous Plasty. Orthop Surg. 2021 Mar 29. doi: 10.1111/os.12988. Epub ahead of print. PMID: 33783125.

 

 

 

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Os 3 principais tratamentos para engravidar

Thu, 06/24/2021 - 10:00

Engravidar de maneira natural é o desejo de toda mulher que deseja ser mãe, contudo essa não é a realidade de muitas delas. Segundo dados da OMS, cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva apresentam algum problema de infertilidade. Felizmente, a medicina desenvolveu algumas técnicas eficazes que auxiliam o casal que sonha em ter um filho. A seguir, falaremos sobre os três principais tratamentos para engravidar e também sobre o melhor momento para buscar ajuda de uma clínica de fertilidade.

3 tratamentos mais comuns para engravidar

Existem vários tipos de tratamentos para gravidez. Hoje, falaremos dos três mais comuns e mais realizados atualmente. Para facilitar a compreensão, dividimos esses métodos em dois níveis de complexidade: baixa e alta. Veja a seguir:

Tratamentos de baixa complexidade

Os tratamentos de baixa complexidade são assim chamados porque exigem menos intervenções e procedimentos médicos ao longo do tratamento. São métodos mais simples, rápidos, acessíveis e de fácil execução. O processo de fecundação acontece dentro do útero da mulher.

  1. Coito programado ou namoro programado

O objetivo desse tratamento é fazer com que o casal consiga engravidar de maneira natural, mantendo relações sexuais dentro do período de maior ovulação da mulher, aumentando as chances de fecundação do óvulo pelo espermatozoide.

Para isso, a equipe médica acompanha e monitora aquele que será o período mais fértil da mulher e orienta o melhor momento para a relação sexual.

Quando a mulher apresenta uma ovulação irregular, o médico pode fazer a aplicação de hormônios que estimulam o amadurecimento e a liberação dos óvulos para um acompanhamento mais preciso do momento certo para o ato sexual.

  1. Inseminação intrauterina (Inseminação artificial)

A inseminação artificial também é um método de baixa complexidade que estimula a fecundação natural do óvulo, dentro do útero da mulher. A técnica consiste em algumas etapas. O primeiro passo é a coleta do esperma do homem na tentativa de capturar os espermatozoides mais fortes e resistentes.

Em seguida, esses espermatozoides são introduzidos dentro do útero da mulher para que eles fecundem o óvulo liberado. Para aumentar as chances de fecundação, pode ser que a mulher precise ter o ovário estimulado, assim como acontece no coito programado.

A inseminação artificial é um procedimento bastante popular e é indicado para aqueles casais que não conseguem engravidar, mesmo sem uma causa aparente ou quando o homem tem algum problema que atinja a qualidade dos seus espermatozoides.

Como vimos, é feita uma seleção criteriosa de espermatozoides, sendo introduzidos no útero apenas aqueles mais resistentes, com boa movimentação e ausência de má-formação.

 

Tratamentos de alta complexidade

Os tratamentos de alta complexidade possuem etapas mais detalhadas e, por isso, mais complexas. De todos, a fertilização in vitro (FIV) é a mais comum e a mais utilizada.

  1. Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é um tratamento de gravidez em que a fecundação acontece fora do útero da mulher. Todo o processo ocorre dentro de ambiente hospitalar, em um laboratório da clínica de reprodução.

O processo começa com a coleta dos óvulos, na mulher, e do sêmen, no homem. Mais uma vez, a mulher recebe hormônios para estimular a ovulação e o amadurecimento dos folículos e facilitar a captura. Em seguida, o melhor espermatozoide é escolhido, capturado e injetado no óvulo, ocorrendo a fecundação.

Os óvulos fecundados são monitorados por alguns dias até que atinjam as condições esperadas para serem, enfim, introduzidos no útero da mulher e assim continuar o processo de gravidez. Vale lembrar que há um limite de óvulos fecundados e introduzidos, uma medida importante para evitar a gestação múltipla.

A fertilização in vitro atende a um grande número de casos de infertilidade. É indicada em casos de vasectomia, laqueadura, doenças ginecológicas como a endometriose ou lesões uterinas que dificultem a gravidez, obstrução das tubas uterinas, mulheres com idade avançada, dentre outros casos.

Também é uma técnica eficaz para situações em que o casal já passou por diversas tentativas de engravidar, mas não obteve sucesso.

 

Quando eu sei que preciso de tratamento para engravidar?

Essa dúvida é muito recorrente e é muito importante fazer esse esclarecimento porque pode auxiliar casais que há anos tentam engravidar naturalmente, não conseguem e acreditam que não existe nenhum problema de ordem biológica impedindo a gravidez.

Primeiro, é preciso saber que um casal jovem, com até 35 anos, com ótimas condições de saúde e que mantenha relação sexual frequente sem usar métodos contraceptivos, pode engravidar em pouco tempo após as primeiras tentativas.

Quando esse tempo ultrapassa 12 meses, um ano, é hora de buscar ajuda médica para saber o que está impedindo a gravidez.

Mulher com idade avançada tem menos chance de engravidar naturalmente

Para a mulher, o tempo se torna um fator impeditivo à medida que a idade vai chegando. Mulheres com idade entre 25 e 30 anos tem até 85% de chances de engravidar em um ano de tentativas. A partir dos 31 e até os 35 anos, essa taxa cai para 80%, mas ainda é muito grande, com ótimas chances de uma gravidez natural.

A partir dos 35 anos de idade, o tempo se torna mais escasso para a mulher. A sua capacidade de engravidar naturalmente cai para 50% ao ano. E, a partir dos 40 anos, a taxa de fertilidade cai mais ainda, dessa vez para 20% ao ano.

Portanto, uma mulher com mais de 35 anos que tenta uma gravidez há mais de seis meses e não tem resultados positivos, precisa fazer um tratamento para engravidar e contar com a ajuda da medicina para realizar o sonho de ser mãe.

Essas e outras informações devem ser levadas em conta na hora em que o casal para e avalia o motivo das tentativas de gravidez não estarem dando certo. É preciso analisar fatores como saúde biológica de ambos, idade da mulher, problemas genéticos e outras doenças que impedem a fertilidade.

Os tratamentos para engravidar surgiram como uma alternativa para aqueles casais que não conseguem gerar um filho de maneira natural. Esta é uma situação bastante comum, embora muitas pessoas não saibam que têm problemas de fertilidade. Em muitos casos, só há a percepção desse fato depois de inúmeras tentativas de engravidar que resultam em dolorosas frustrações. Nessa hora, a clínica de reprodução assistida surge como uma aliada apresentando ao casal o método que melhor se encaixa na sua individualidade e que possa ajudá-lo a alcançar o objetivo tão esperado: um resultado positivo.

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Cresce número de pacientes que querem retirar o silicone

Wed, 06/23/2021 - 10:00

Uma cirurgia vem ganhando destaque nos consultórios dos cirurgiões plásticos. É o explante, procedimento que retira as próteses de silicone. Pode ser realizada por questões estéticas ou complicações, o que têm sido mais comumente relatadas pelas pacientes que buscam o explante.

A doença do silicone e a síndrome ASIA estão cada vez mais ganhando destaque. É verdade que a cirurgia plástica traz muitos benefícios, incluindo a melhora da autoestima, mas não se pode ofuscar os riscos também presentes.

A doença do silicone é um termo genérico, que pode englobar as complicações relacionadas ao implante. Porém, muitos a associam apenas com toxicidade do silicone, que extravasa do implante sem ele estar rompido. Essa situação é chamada de bleeding.

É importante lembrar que é comum formar, ao redor de qualquer material implantado, uma cápsula. No caso dos implantes mamários essa cápsula pode ficar endurecida, com deformidade visível e até causar dor. Apesar de raro, existe um linfoma relacionado ao implante mamário e, nesse caso, a cirurgia para remoção do implante é a indicação. A prótese deve ser retirada em bloco, ou seja, o implante intacto dentro de sua cápsula.

Implantes rompidos podem ter o silicone migrado para os linfonodos da axila, gerando dor, desconforto e até prejudicando a drenagem linfática da mama e dos braços.

Já no caso da síndrome Ásia, o implante de silicone serve como gatilho para desenvolver sintomas semelhantes aos das doenças reumatológicas como dor nas articulações do corpo, cansaço, distúrbios do sono, perda de cabelo, olho e boca secos.

Para colocar um implante mamário é necessário que o cirurgião seja sincero com a paciente, expondo todos esses riscos, e a paciente precisa ter maturidade para que nessa escolha seja levada em conta os benefícios e os riscos existentes. Por isso, antes da cirurgia, é importante conversar com o médico sobre todas as dúvidas. A confiança entre médico e paciente é fundamental nessa decisão.

Mamoplastia de Aumento – Além da importância da amamentação, as mamas são o símbolo da sensualidade feminina e, por isso, desempenham papel importante na estética do corpo, na qualidade de vida e na autoestima da mulher.

A mamoplastia de aumento com implante de silicone é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo e, geralmente, são as mulheres mais jovens que procuram pelo procedimento.

Entre as principais dúvidas que a paciente deve esclarecer durante a consulta pré-cirurgia está o tamanho da prótese. A escolha do volume não deve ser banalizada e deve-se levar em consideração muitas informações como o diâmetro do tórax, o formato das mamas, a elasticidade da pele e o desejo da paciente.

Volumes exagerados, segundo o especialista, aumentam os riscos de complicação cirúrgica e a insatisfação, que variam desde alterações na pele com estrias, configurações com o posicionamento do implante, dificuldade de cicatrização e a exposição do implante.

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

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Lipedemas afetam especialmente as mulheres?

Mon, 06/21/2021 - 10:00

Se você já ouviu falar alguma vez sobre lipedema, deve ter percebido que a referência sempre é ao corpo feminino. Mulheres com pernas grossas, com grandes deposições de gordura e parte superior do corpo mais estreita são os exemplos mais comuns.

O fato é que, sim, as mulheres fazem parte do grupo que é afetado prioritariamente pelo lipedema. Estudos realizados por pesquisadores e médicos especialistas sugerem que cerca de 11% da população sofre com o lipedema, uma doença crônica que não tem cura.

Apesar da alta porcentagem, muitas dessas mulheres nem imaginam que têm o problema. Isso acontece porque o lipedema é facilmente confundido com outras doenças com sintomas semelhantes, como a obesidade e o linfedema.

Portanto, o número de mulheres com lipedema pode ser até maior do que o identificado, uma vez que faltam diagnósticos precisos que classifiquem a doença do jeito correto.

Médicos e pacientes precisam se atentar mais aos sintomas e, através de avaliações e exames, descobrir o que de fato está afetando aquela mulher. E, só a partir daí, indicar o tratamento adequado.

Por que o lipedema afeta as mulheres?

Cerca de 11% das mulheres têm o lipedema, como já foi dito. Raros são os casos em que os homens são afetados pela doença. Mas, por que isso acontece? Por que essa incidência tão grande e preponderante no público feminino?

Analisando as causas do lipedema, conseguimos identificar as razões pelas quais ele atinge prioritariamente as mulheres. Veja a seguir:

Forte fator genético

Uma das causas do lipedema é a predisposição genética. Cerca de 60% das mulheres já nascem com os genes que geram o acúmulo da gordura nas pernas. Esses genes, apesar de sabermos que existem, ainda não foram identificados. Desta forma, não há como alterá-los.

Portanto, uma mulher cuja mãe, tia ou avó tenha sofrido com o lipedema tem uma probabilidade muito grande de também apresentar a característica. Um detalhe importante é que o lipedema não se apresenta, necessariamente, em todas as gerações.

Pode ser que em uma ou outra geração da família ele não se desenvolva. Mas, isso não quer dizer que a doença não vá surgir nos próximos descendentes. É quase como uma característica genética que pode se manifestar ou não, mesmo com um intervalo de tempo grande entre os seus portadores.

Desencadeado por alterações hormonais

Até aqui você já sabe que o lipedema tem origem genética. Mas, quando ele começa a surgir de fato? O lipedema tem uma relação direta com a presença e desequilíbrio de alguns hormônios presentes fortemente no público feminino, que são os hormônios de crescimento e sexuais.

Por isso, o lipedema se manifesta após fases da mulher em que ela sofre com grandes alterações hormonais relacionadas ao desenvolvimento corporal e sexualidade. São elas:

Final da puberdade

Momento em que ocorre a transição da fase infantil para a adolescência. Geralmente, vai dos 8 aos 13 anos de idade nas mulheres. A adolescente começa a acumular gordura, e apresenta sinais leves do lipedema.

Gestação

Momento em que a mulher passa por uma grande mudança física e hormonal. Além de engordarem muito na gravidez, devido a razões próprias desta fase, as mulheres experimentam momentos de altos e baixos nos hormônios. É esse desnivelamento que faz surgir o lipedema.

Outro fator que pode piorar a doença é a depressão pós-parto, que faz com que as mulheres busquem na comida em excesso uma saída para a tristeza profunda e para as crises de ansiedade. As alterações que a gravidez provoca na vida da mulher são muito intensas.

Concluindo, a gravidez é um fator preponderante para o surgimento ou agravamento do lipedema. Inclusive, faz parte de vários relatos de mulheres que perceberam o aumento exacerbado de gordura nas pernas nessa fase da vida.

Menopausa

A menopausa é o período que marca o final do ciclo reprodutivo da mulher. A menstruação vai embora e os hormônios, mais uma vez, ficam bastante bagunçados. Também é um período propício para o lipedema aparecer. A menopausa acontece em média a partir dos 45 anos.

Observe os sinais e procure ajuda

Como identificar o lipedema e buscar ajuda? Apesar de ser confundido quase sempre com a obesidade e com o linfedema, os sintomas do lipedema possuem pontos distintos que facilitam a sua descoberta. Veja abaixo:

Gordura acumulada nas pernas

O principal sintoma do lipedema é a gordura que se deposita na região dos membros inferiores. Em alguns casos, pode atingir os braços também, mas não é tão comum. Por mais que faça dietas e perca peso, a mulher não consegue eliminar essa gordura das coxas.

Inchaço que não diminui

O inchaço se assemelha com retenção líquida, mas é diferente porque é um inchaço permanente. É um dos sintomas que confundem o lipedema com o linfedema.

Hematomas frequentes

Por causa da fragilidade capilar provocada pelo lipedema, a mulher apresenta manchas roxas constantes. Na maioria das vezes ela não sabe o que causou aquele hematoma. O que acontece é que, com a sensibilidade da região, qualquer atrito, por menor que seja, é capaz de formar lesões.

Dor nas pernas

A dor surge nos membros inferiores de forma generalizada, o que pode levar ao diagnóstico do linfedema por engano. Mesmo em repouso, as pernas doem. O joelho apresenta dor também e, além disso, as pernas ficam extremamente cansadas no final do dia.

Celulites em excesso

A celulite na mulher com lipedema acontece de forma exagerada. Quando apalpa as pernas, a mulher costuma sentir nódulos internos, muitas vezes doloridos.

Corpo assimétrico

Como se deposita nas pernas, o excesso de gordura deixa o corpo assimétrico. Ou seja, a parte de baixo do corpo é mais larga do que a parte de cima. É como se a parte superior não combinasse com a parte inferior, como se não pertencessem à mesma mulher.

Muitas mulheres já ouviram de médicos algumas afirmações como “emagreça que a gordura das pernas somem”, “é problema de família, não há o que fazer”, “é só gordura acumulada” etc. A verdade é que o lipedema é o acúmulo de gordura doente. Provoca dor e vários desconfortos, inclusive a perda da mobilidade. É uma doença crônica, que não tem cura, mas tem tratamento. Quanto mais rápido ela for descoberta, melhores serão os resultados. 

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Quando a cirurgia vascular é indicada

Mon, 06/21/2021 - 10:00

A cirurgia vascular é uma das especializações da medicina com foco no tratamento de doenças que atingem o sistema arterial, venoso e o sistema linfático. Existe uma grande variedade de enfermidades que se enquadram nessa classificação. Porém, alguns sintomas são bem específicos e podem servir de indicação para a consulta com um especialista. Veja a seguir em que situações é recomendada a busca por ajuda médica com um médico vascular.

Dor frequente nas pernas

A dor nas pernas é um sintoma bastante comum das doenças vasculares. Geralmente, é uma dor latejante ou com sensação de queimação. Também podem surgir cãibras, que são contrações involuntárias dos músculos das pernas.

Doenças dos sistema linfático

As doenças que atacam o sistema linfático não costumam apresentar dor. Entretanto, pacientes infectados com a erisipela, por exemplo, costumam relatar desconfortos nesse sentido.

A erisipela é uma doença infecciosa, provocada por uma bactéria que penetra na pele através de algum ferimento. Pode causar dor, inchaço, vermelhidão, ferimentos, além de outros sintomas.

Doenças do sistema arterial

Quando o indivíduo sofre com alguma doença que atinge o sistema arterial, a dor nas pernas também é frequente. Geralmente, é uma dor mais fácil de identificar porque tem uma característica típica que é a claudicação.

A pessoa começa a andar e a dor nas pernas surge logo em seguida. Para que a dor vá embora, ela precisa cessar os movimentos e repousar. A pessoa retoma o seu trajeto, mas pára novamente quando a dor se manifesta mais uma vez, e assim por diante.

Doenças do sistema venoso

Já as doenças que atacam o sistema nervoso incluem a dor da claudicação venosa e também a sensação de peso nas pernas. Esse desconforto costuma acontecer no final do dia e se confunde com o cansaço após atividades diárias. Um exemplo é a trombose que, quando associada ao inchaço, pode provocar essa dor característica.

Inchaço nas pernas

O inchaço é um sintoma muito frequente quando o indivíduo sofre com doenças venosas, linfáticas e no lipedema. Por outro lado, não é um sinal comum em doenças arteriais.

O inchaço também pode vir acompanhado por dores que atormentam o paciente, mesmo quando ele está em repouso.

A doença que mais atinge o sistema linfático, com apresentação de inchaço, é o linfedema. O linfedema se caracteriza pelo acúmulo de líquidos em determinadas regiões do corpo, como pernas, pés, braços e até no rosto.

O linfedema pode ter origem primária, quando tem relação com fatores genéticos, mas também pode ser do tipo secundário, quando deriva de uma erisipela ou de um trauma local.

Por fim, temos as doenças venosas que atingem o sistema venoso. Uma doença bem comum é o fleboedema, que é o inchaço derivado de alguma doença venosa. Geralmente, acontece quando, devido à insuficiência venosa, o sangue fica represado, impedido de circular.

Sensação de perna pesada

A sensação frequente de perna pesada é outro fator que deve servir de alerta, pois pode ser indício de algum problema vascular. Essa sensação também pode vir acompanhada de uma dor mal caracterizada, difícil de descrever.

O desconforto geralmente acontece na região da panturrilha e costuma aparecer no final do dia, depois que a pessoa fica muito tempo em pé. Muitas vezes é confundida com retenção de líquidos, mas pode indicar uma doença linfática comum: o lipedema.

O lipedema é o acúmulo de gordura doente em partes específicas do corpo, como as pernas. A gordura se instala de forma simétrica, deixando as duas pernas mais grossas. Enquanto isso, a parte de cima do tronco aparece menor, gerando um corpo desproporcional.

Veias dilatadas

As veias dilatadas, tortuosas e aparentes também são chamadas de varizes, uma doença que deriva da insuficiência venosa ou do adoecimento dos vasos.

As varizes podem vir acompanhadas de dor ou não. A ausência de dor, no entanto, não significa que não existe um problema. Qualquer sinal de varizes já é indicativo que há algum problema com a circulação sanguínea.

Histórico familiar de doenças vasculares

Algumas doenças vasculares estão associadas à genética e têm predisposição familiar. São exemplos os aneurismas abdominais que ocorrem com predominância em irmãos e outros familiares.

O mesmo acontece com linfedemas de origem primária, com forte fator genético, e as varizes que também podem surgir em indivíduos cujos pais já sofrem com o problema.

A trombofilia também é outra doença que aparece com mais frequência em pessoas com histórico familiar da doença, bem como o lipedema, do qual já falamos anteriormente.

Então, se alguém da sua família apresenta alguma das doenças citadas, é indicado que você também procure orientação do seu médico de confiança.

Síndrome das pernas inquietas

É muito fácil identificar a síndrome das pernas inquietas. Como o próprio nome já diz, o indivíduo sente necessidade de movimentar as pernas o tempo inteiro, mesmo quando está em repouso. Também é chamada de pernas balançantes.

Esse sintoma é muito comum em doenças venosas e precisa ser avaliado por um médico para identificar a causa do problema.

Coceira nas pernas

Sintoma típico de doenças dermatológicas, a coceira também pode indicar algum problema com o sistema venoso. A coceira é considerada uma dor, pois caminha pelas mesmas vias nervosas da dor facilmente perceptível. No entanto, é bem mais fraca do que a dor comum que conhecemos.

A coceira pode ser resultado de um eczema provocado por uma hipertensão venosa que, por sua vez, acontece devido ao sangue represado na região das pernas. Ou seja, também é um sintoma da insuficiência venosa e precisa ser investigado por um especialista.

Formigamento nas pernas

O formigamento é, na maioria das vezes, um problema neurológico. Entretanto, em alguns casos, é indicativo de alguma alteração de origem vascular, chegando a uma porcentagem de 10% de todos os casos.

Então, doenças que causam lesões de nervo, como a diabetes, costumam apresentar parestesia e disestesia, que é aquela sensação incômoda de formigamento. Além disso, o formigamento também pode derivar de uma isquemia dos vasos que irrigam os nervos.

Sendo assim, contrariando o que muitas pessoas acham, o formigamento não está relacionado exclusivamente a problemas circulatórios.

Esses são os sinais aos quais o indivíduo deve ficar atento. Ao constatar algum deles, precisa buscar orientação do seu médico vascular para identificar alguma alteração de origem vascular e iniciar o tratamento o quanto antes.

 

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Tratamento endoscópico de protrusão ou abaulamento discal

Fri, 06/18/2021 - 10:00

Já ouviram falar de nucleotomia e anuloplastia para protrusão discal, abaulamento do disco ou hérnia de disco contida?

A nucleotomia e anuloplastia podem ser realizadas de diversas formas: laser, radiofrequência, “jato de água”, mecanicamente, por endoscopia, etc.

Importante salientar que esses procedimentos não são adequados para hérnias de disco extrusas, ou seja quando o núcleo do disco se deslocou para fora deste. No entanto, funcionam muito bem para os pacientes que apresentam dor discogênica, ou compressões nervosas causadas por hérnias de disco contidas.

Vejam vídeos sobre o assunto:

 

São realizados de forma percutânea, ou seja, sem corte, e destinam-se a aliviar a pressão dentro do disco e eliminar os sintomas associados a compressão das estruturas nervosas adjacentes aos discos, com a vantagem de reduzir o trauma cirúrgico proporcionando melhor recuperação do paciente.

 

Sinônimos: discectomia percutânea, descompressão percutânea de disco, percutaneous laser disc decompression (PLDD), nucleoplastia percutânea, nucleólise percutânea a laser, descompressão assistida a laser, IDET, Spine-jet, nucleotomia mecânica, anuloplastia por radiofrequência.

 

E qual a vantagem de realizar o procedimento por endoscopia?

 

Todas as demais técnicas de nucleotomia e anuloplastia são realizadas através da inserção dos instrumentos guiados por radioscopia (fluoroscopia ou intensificador de imagem). Apesar deste equipamento trazer a certeza de que os instrumentos estão bem posicionados no disco, não é possível checar se a descompressão do nervo foi eficaz ou não. Tanto que alguns autores que defendem a realização do PLDD, sugerem que o procedimento seja realizado até 5 vezes, caso não tenha sido bem sucedido.

Realizar o procedimento POR ENDOSCOPIA, permite ao cirurgião a visualização dos nervos e demais estruturas, permitindo que a descompressão seja realizada de forma eficaz e segura, ou seja, entre todas os métodos citados, é o único que proporciona visão direta do problema. Além disso, a endoscopia permite a utilização simultânea do laser ou da radiofrequência, desta forma trazendo os mesmos benefícios que as demais técnicas.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências

 

Lee SH, Kang HS. Percutaneous endoscopic laser annuloplasty for discogenic low back pain. World Neurosurg. 2010 Mar;73(3):198-206; discussion e33. doi: 10.1016/j.surneu.2009.01.023. Epub 2009 Mar 27. PMID: 20860958.

 

Ahn Y, Lee SH. Outcome predictors of percutaneous endoscopic lumbar discectomy and thermal annuloplasty for discogenic low back pain. Acta Neurochir (Wien). 2010 Oct;152(10):1695-702. doi: 10.1007/s00701-010-0726-2. Epub 2010 Jul 7. PMID: 20607314.

 

Liu KC, Yang SK, Ou BR, Hsieh MH, Tseng CE, Chang CW, Chen SH. Using Percutaneous Endoscopic Outside-In Technique to Treat Selected Patients with Refractory Discogenic Low Back Pain. Pain Physician. 2019 Mar;22(2):187-198. PMID: 30921984.

 

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É necessário fazer repouso após transferência de embriões?

Thu, 06/17/2021 - 10:00

A transferência de embriões é a última etapa de um tratamento para gravidez, como a fertilização in vitro. É quando os embriões são inseridos no útero da mulher para que esta, finalmente, realize o tão esperado sonho de ser mãe. Nesse momento, sempre surgem algumas dúvidas a respeito da necessidade do repouso após o recebimento desses embriões. Os dias de repouso indicados variam de acordo com cada médico e isso deixa a mulher um pouco confusa. Hoje vamos falar qual é a importância desse descanso e por quanto tempo ele é necessário.

De onde vem a indicação do repouso após a transferência de embriões?

Em primeiro lugar, precisamos destacar que a dúvida da mulher em relação ao repouso após transferência de embriões é muito válida, uma vez que ela está ansiosa para que a gravidez seja confirmada, depois de ter passado por inúmeras etapas do tratamento.

Assim, o que estiver ao seu alcance para fazer com que a gravidez realmente aconteça ela deseja fazer. E o repouso é um dos pontos bastante debatidos não só entre médicos, mas também entre outras mulheres que realizam algum tipo de fertilização.

Segundo alguns médicos, o repouso seria uma maneira de garantir que os embriões injetados no útero não se desprendessem de lá, por causa de algum movimento mais brusco realizado pela mulher. Estando em repouso, o risco de perder esses embriões seria menor.

Contudo, essa afirmação não pode ser considerada totalmente correta porque em uma gravidez que acontece naturalmente não há esse descanso, pelo menos não nessa fase inicial. Quando a mulher tem uma gravidez de risco ela precisa de repouso, mas não é uma realidade de todo o público feminino.

Além do mais, o próprio útero se encarrega de armazenar esses embriões dentro da sua cavidade e realizar o processo de fecundação, mantendo-os seguros e prontos para a evolução. Portanto, o descanso é sim importante, como veremos a seguir, mas não é um pré-requisito obrigatório.

 

Repousar ou não após transferência de embriões?

Nós, enquanto equipe médica, realizamos os mais diversos tipos de tratamento para a fertilidade. A nossa recomendação em relação ao repouso da mulher após transferência de embriões é que ela descanse sim, mas apenas no dia exato da injeção de embriões no útero.

O ideal é que ela não faça atividades físicas e nem realize nenhum outro tipo de esforço que exija muito dela. Trata-se de uma forma de precaução, levando em conta que muitas mulheres que experimentam o tratamento para engravidar possuem dificuldades próprias para levar uma gravidez adiante.

O descanso também é uma maneira de fazer com que ela relaxe naquele dia que, por si só, já é muito cheio de ansiedade, que ela aproveite o momento para saborear esse passo tão esperado. A saúde mental da mulher, o alívio do estresse também são muito importantes para uma gravidez saudável.

Além de ser um fator interessante para aliviar a ansiedade, o repouso após transferência de embriões é válido para o conforto da mulher. Após receber os embriões, a mulher pode sentir algum desconforto na região do ventre como uma dor leve, por exemplo.

Nesse caso, o repouso é uma recomendação apenas pensada no bem-estar da mulher naquele momento. Ficar deitada, relaxar, descansar é importante para reduzir o incômodo do procedimento realizado momentos antes.

Quantos dias de descanso são necessários

Como dissemos, um dia de repouso é suficiente para que o corpo da mulher comece a se preparar para fazer crescer um bebê dentro dele. Alguns médicos recomendam o repouso absoluto de dois, três e até doze dias para garantir a gravidez, baseados na afirmação anterior de que os embriões poderiam se perder do útero.

Mas, além de não ser uma orientação com fundamentação científica, chega a ser também nada prático para a vida de uma mulher que, além de estar em tratamento para ser mãe, ainda precisa desempenhar diversos papéis ao longo do seu dia.

Ficar sem fazer nada durante todo esse tempo não acelera a gravidez e ainda pode elevar os níveis de ansiedade e frustração se, no final, a gravidez não vingar, o que pode acontecer por inúmeros fatores.

Voltando às atividades de rotina

Após o período de descanso, a mulher pode voltar à sua rotina normal de atividades. Ir ao trabalho, estudar, fazer tarefas domésticas etc. Porém, deve evitar exercícios físicos e outras atividades que exijam grande esforço físico como pegar peso, subir e descer escadas, limpeza pesada em casa dentre outras tarefas.

Esse cuidado deve permanecer até o 12º dia, que é quando é feito o exame beta-hcg que vai confirmar ou não a gravidez. É importante frisar que a coleta de óvulos é um procedimento cirúrgico e exige cuidados posteriores.

O que fazer para aumentar as chances da gravidez dar certo

Se o repouso absoluto por longos 12 dias não é indicação para a gravidez dar certo, o que a mulher pode fazer para aumentar as chances do resultado do exame dar positivo? Apesar de não haver nenhuma dica cem por cento eficaz, existem algumas orientações que podem ser úteis.

  • Manter uma alimentação saudável, evitando ingerir álcool, excesso de café e consumindo mais legumes, frutas e verduras.
  • Evitar manter relações sexuais dentro desse período inicial para que o útero não tenha contrações que possam prejudicar os embriões recentemente instalados.
  • Não usar produtos químicos no cabelo ou em outras partes do corpo, pois podem ser absorvidos pelo organismo e afetar os embriões.
  • Não se automedicar. Procurar sempre a orientação do médico que a acompanha antes de ingerir qualquer medicamento.
  • Evitar o cigarro, que é extremamente prejudicial para a saúde do corpo em geral.

Como vimos, o repouso após a transferência de embriões é uma recomendação médica importante porque ajuda a reduzir a ansiedade na mulher, a aliviar o estresse típicos desse momento delicado que é a busca pela gravidez. Também é útil caso a mulher sinta algum desconforto ou após alguma complicações durante o procedimento. Entretanto, o repouso não é uma maneira de aumentar as chances da gravidez dar certo. Por isso, um ou dois dias, no máximo, são suficientes para a mulher se sentir melhor após receber os embriões. Nos dias seguintes, evitar esforço em excesso e cultivar hábitos saudáveis em geral.

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