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Clínica de Fertilidade e Reprodução Humana
Updated: 16 hours 23 min ago

Muco cervical: o que é e como varia no ciclo

Sat, 06/26/2021 - 08:49

Você já prestou atenção na variação do seu muco cervical ao longo do ciclo menstrual? Caso você ainda não tenha percebido, saiba que essas alterações acontecem, são comuns e também muito importantes para que a mulher conheça mais sobre a sua fertilidade. Quem está desejando engravidar ou evitar uma gravidez deve ficar atento a esses sinais que servem como um auxílio na hora de detectar o momento em que o corpo está pronto para uma gestação.

O que é o muco cervical?

O muco cervical é aquela umidade comum na vagina, facilmente percebida quando a mulher faz a higiene íntima, muda de calcinha ou toca o próprio corpo, por exemplo. O muco também é chamado popularmente de corrimento vaginal, mas com um tom um pouco pejorativo.

Na verdade, o muco ou corrimento é uma secreção importante liberada pelo útero através do canal vaginal e tem muitos benefícios, como:

  • Lubrificar o canal vaginal;
  • Facilitar ou atrapalhar o trajeto do espermatozoide até o óvulo;
  • Prevenir a incidência de vírus e bactérias na região íntima;
  • Manter o pH necessário dentro do canal vaginal.

Ou seja, o muco é uma produção normal do organismo e não precisa, nem deve ser eliminada ou julgada como algo sujo ou inadequado. O que devem ser observados são a coloração, a consistência e o odor desse corrimento. São características que podem indicar alguma infecção.

Quando o muco é transparente ou até mesmo branco, com um cheiro característico e com textura gelatinosa, elástica, firme ou pegajosa, a mulher não precisa se preocupar, pois trata-se de uma demonstração natural do seu corpo.

Muco cervical e ciclo menstrual: o que tem a ver?

O muco cervical é liberado durante todo o ciclo menstrual da mulher, mas adquire características diferentes de acordo com cada fase desse período. São essas alterações que permitem à mulher identificar o momento em que o seu corpo está pronto para uma gravidez.

No geral, o corrimento tem uma coloração branca. Mas, quando vai chegando o período da ovulação, que é quando a mulher fica fértil, o muco adquire uma coloração mais transparente e sua textura também muda. O muco se assemelha a uma clara de ovo, de tonalidade clara e textura elástica e pegajosa.

Essas mudanças acontecem por causa do aumento do nível de estrogênio, hormônio feminino que fica mais elevado durante a ovulação. O estrogênio auxilia a estimulação ovariana, participando da formação e liberação dos óvulos.

O muco cervical também funciona como um ajudante natural da fecundação. Ele favorece o trajeto do espermatozoide, facilitando o encontro dele com o óvulo e, como consequência, a gravidez. Esse é mais um motivo que deixa clara a importância do corrimento e, por isso, não deve ser visto como algo negativo.

Concluindo, durante o período fértil, quando o corpo está ovulando, o muco cervical se modifica e surge como um sinal importante para que a mulher programe uma gravidez ou evite ter relações sexuais, caso não deseje ser mãe naquele momento.


Como perceber as alterações do muco cervical?

Para a maioria das mulheres, não é muito fácil identificar as alterações do muco cervical ao longo do ciclo menstrual, seja por desconhecimento, preconceito ou por falta de hábito. Portanto, usar essa característica para identificar os dias férteis não garante um resultado cem por cento correto.

Isso sem contar que o muco também pode ser afetado por outras circunstâncias internas ou externas, como doenças ginecológicas e inflamatórias, relações sexuais, uso de lubrificantes, higiene local ou ingestão de medicamentos.

De qualquer forma, a mulher precisa desenvolver o hábito de observar o seu corpo em diferentes épocas do ciclo menstrual. Assim, ela consegue perceber as alterações com mais facilidade e usá-las a seu favor, seja para engravidar ou não.


O que mais pode ajudar a identificar o período fértil?

O muco pode auxiliar a mulher a descobrir o seu período fértil. É usado, muitas vezes, como um método contraceptivo. Mas, ele não é o único sintoma. Existem outros sinais de alerta que o corpo emite e que sugerem a sua preparação para uma possível gravidez. Confira.

Aumento da libido sexual

A mulher experimenta um aumento do desejo sexual durante o seu período fértil.

Aumento do apetite

O período da ovulação consome muita energia. Por isso, a mulher sente mais fome nesse período. A preferência costuma ser por alimentos açucarados e gordurosos.

Aumento da temperatura

Durante o período fértil, a temperatura da mulher sofre uma leve alteração para cima. Ou seja, a mulher sente o seu corpo mais quente do que o normal. 

A mudança é sutil, cerca de 1 grau, e pode ser influenciada por outras variáveis, mas também serve como um alerta. Basta verificar a temperatura ainda na cama, antes de levantar.

Teste da ovulação

Por fim, temos o teste da ovulação, também chamado de teste de LH. É um teste rápido, prático e muito fácil de usar. Ele mede o nível do hormônio luteinizante (LH) no organismo. Durante a ovulação, o LH tem seus níveis elevados e o teste capta essa variação.

Os resultados do teste de ovulação são bastante realistas e ajudam a mulher a ter uma compreensão mais verdadeira sobre o seu período fértil.

E, claro, não podemos deixar de falar do quanto é importante para a mulher o conhecimento sobre o seu corpo, sua menstruação e seu período fértil. Todas essas informações listadas aqui servem muito pouco se ela não souber de conceitos básicos sobre a sua intimidade.

Como vimos, o muco cervical é um corrimento natural que acontece no canal vaginal da mulher ao longo do seu ciclo menstrual. Essa umidade se acentua durante o período fértil, adquirindo textura e cor diferente, devido às alterações hormonais durante a ovulação.

Essa alteração faz com que muitas mulheres adotem o método do muco cervical para prevenir uma gravidez ou para aumentar as chances de engravidar nesse período. Contudo, por inúmeras razões, essa não é a melhor maneira de garantir ou não a gravidez. O ideal é procurar um ginecologista, especialista em saúde íntima da mulher,e fazer um estudo mais adequado e específico sobre a sua fertilidade.

 

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Categories: Medical

Como calcular a tabelinha

Thu, 06/24/2021 - 17:39

A tabelinha é um dos métodos mais utilizados por mulheres quando elas desejam engravidar mais rapidamente, e também quando elas precisam evitar uma gravidez não desejada. Apesar de ser uma técnica comum, ainda existem muitas dúvidas acerca dessa ferramenta. Se você também não sabe ao certo como calcular a tabelinha, veja a seguir como proceder.

O que é a tabelinha

Antes de tudo, me responda: você sabe o que é a tabelinha? A tabelinha é um método contraceptivo usado para identificar o período fértil da mulher. Ou seja, aqueles dias em que acontece a ovulação e que é o momento ideal para uma gravidez natural.

Para calcular a tabelinha, é preciso saber também o que é o ciclo menstrual. Pois bem, o ciclo menstrual começa no primeiro dia da sua menstruação e termina no início da sua menstruação seguinte. O período fértil normalmente acontece na metade do ciclo e dura cerca de 5 dias.

Mulheres com ciclos regulares, de 28 dias, por exemplo, costumam apresentar o período fértil por volta da metade desse ciclo, ou seja, entre o 10° e o 14° dia.

A tabelinha é usada exatamente para descobrir quando a mulher está fértil e, a partir desta informação, ela pode escolher se mantém relações sexuais desprotegidas ou não, de acordo com o seu objetivo: engravidar ou evitar uma gravidez.

Portanto, a tabelinha serve como um auxiliar no planejamento familiar e reprodutivo da mulher. Ela ajuda a mulher a conhecer o seu corpo e a planejar as suas relações sexuais de acordo com as suas necessidades.

Vale lembrar que o uso da tabelinha só faz sentido se a mulher não usar outros contraceptivos hormonais, como a pílula e o anticoncepcional injetável. Esses métodos impedem a ovulação e, portanto, não permitem que a gravidez aconteça.

Veja a seguir como construir a sua tabelinha.

Como calcular a tabelinha

A tabelinha é um dos métodos mais usados para controlar o período fértil da mulher. A razão é a sua simplicidade. Para executá-la, basta ter um calendário em mãos e conhecer bem como funciona o seu ciclo.

Veja o passo a passo de como calcular a tabelinha de acordo com um ciclo regular de 28 dias (para mulheres com esse ciclo, veja seu período menstrual médio). Teste seu ciclo. Neste exemplo, o ciclo se inicia no dia 10 e termina no dia 7 do mês seguinte.

  1. Pegue um calendário contendo um mês de 30 dias.
  2. Anote nesse calendário o primeiro dia da sua menstruação. Esse será o primeiro dia do seu ciclo menstrual. Os primeiros 9 dias da sua menstruação são aqueles em que há menos chances de engravidar. Marque todos eles no calendário. 

Supondo que você tenha menstruado no dia 10, você vai marcar desde o dia 10 até o dia 18, de acordo com o exemplo citado.

  1. A partir do 10° dia até o 14° dia do seu ciclo menstrual já pode ser considerado o seu período fértil, quando o seu corpo está ovulando. De acordo com o exemplo, o período fértil começa no dia 19 e vai até o dia 23. Manter relações sexuais nessa época, sem preservativo, rende boas chances de uma gravidez espontânea.
  2. Em seguida, marque os outros dias considerados não férteis: 15° dia até o começo da sua próxima menstruação. Isto é, do dia 24 até o dia 7 do mês seguinte.

Pronto, você já tem a sua tabelinha. É só adequá-la à sua rotina e criar uma nova a cada ciclo menstrual.

Para melhorar a visualização, use cores diferentes para os dias de menstruação, para o período não fértil e, principalmente, para o período fértil. Este é o mais importante para que você saiba quando estará apta a engravidar e como acelerar ou evitar essa gestação.

Nesse exemplo simples, você conseguiu identificar:

  • O começo e o fim do seu ciclo
  • Os dias de menstruação
  • O seu período fértil
  • O período não fértil
Tabelinha é um método seguro?

A tabelinha é um método tradicional, popular, acessível, fácil e prático. Também tem a vantagem de não produzir efeito colateral, uma vez que não utiliza hormônios de nenhuma forma.

Apesar das vantagens, não é o mais indicado para evitar uma gravidez, se este for o seu objetivo. Para que os resultados sejam o mais próximo possível da realidade, o ciclo da mulher deve ser regular e ela precisa saber com clareza quando ele começa e termina.

O fato é que a maioria das mulheres possuem ciclos variados e muitas outras apresentam ciclos completamente irregulares, sendo quase impossível prever quando elas estarão férteis ou não. 

Sem contar o fato de que até os ciclos regulares podem sofrer alterações naturais, biológicas comuns do nosso organismo. Por isso, optar apenas pela tabelinha como um método contraceptivo é bastante arriscado.

Se você não deseja engravidar de jeito nenhum, é recomendado o uso de outros métodos contraceptivos, ainda que aliados, na prevenção da gravidez. Já se o seu objetivo é aumentar as chances de uma gestação, sem pressa, a tabelinha pode ajudar.

Para ambos os casos, também é recomendado o uso de aplicativos que acompanham as datas da menstruação. São ferramentas muito fáceis de usar e que ajudam a mulher a ter uma orientação melhor, mais específica sobre o ciclo.

A calculadora do período fértil, por exemplo, é um dispositivo que auxilia a mulher a descobrir quando ela está ovulando, mesmo que tenha ciclos menstruais irregulares.

Tabelinha e as DST’s

É preciso lembrar que quando usada como um método contraceptivo, a tabelinha não protege dos riscos da infecção da mulher e do homem pelas doenças sexualmente transmissíveis. Essas doenças seriam facilmente prevenidas com o uso do preservativo masculino ou feminino.

Esse é um fator que também deve ser levado em consideração na hora de optar por uma forma de prevenir a gravidez. Mais importante do que engravidar ou evitar uma gravidez é cuidar com carinho e responsabilidade da sua saúde íntima, evitando o contágio de doenças venéreas.

Hoje você viu como calcular a tabelinha corretamente e de que forma ela pode ajudar você a conhecer mais o seu corpo e o seu ciclo menstrual. Contudo, espero ter ficado claro que esse método não é considerado o mais indicado para prevenir uma gravidez, visto que é muito instável e depende exclusivamente de um ciclo regular, o que é um pouco raro na maioria das mulheres.

Para informações precisas sobre fertilidade, métodos contraceptivos e demais questões relacionadas à sexualidade da mulher, procure um ginecologista e tire as suas dúvidas.

 

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Quais as chances de engravidar fora do período fértil?

Tue, 06/22/2021 - 09:38

Você já ouviu alguma mulher falar que engravidou fora do período fértil? É uma afirmação comum e gera muitas dúvidas, mas que, quase sempre, representa pouco conhecimento sobre o funcionamento do corpo feminino e seu sistema reprodutivo. Neste artigo, vamos falar se existem e quais as chances de engravidar fora do período fértil. Se você também tem essa dúvida, continue lendo.

O que é o período fértil

Para entender sobre gravidez fora do período fértil é preciso saber, antes, o que é esse tal período fértil. Bom, chamamos de período fértil aquele espaço de tempo em que a mulher pode engravidar. Isso porque é nessa fase que ocorre a ovulação.

Ovulação é o momento em que o ovário libera o óvulo que deverá ser fecundado pelo espermatozoide. Se esse encontro acontecer, uma gravidez começa a partir dali. Se o espermatozóide não penetrar o óvulo, ele é eliminado junto com a menstruação.

O período fértil acontece todos os meses, geralmente na metade do ciclo menstrual, e dura cerca de 5 dias. O ciclo começa no primeiro dia da menstruação e termina quando começa a menstruação seguinte.

Assim, o período fértil são aqueles 5 dias em que o corpo da mulher está com um óvulo disponível, pronto para receber o espermatozoide e iniciar uma gravidez. É o que acontece se essa mulher mantiver relações sexuais com seu parceiro, sem preservativo.

 

É possível engravidar fora do período fértil?

Depois de ter compreendido o que é o período fértil, é mais fácil saber por que não é possível engravidar fora dele. A fecundação é o encontro do gameta feminino (óvulo) com o gameta masculino (espermatozóide). A ausência de um dos dois gametas impossibilita a gravidez.

Mesmo que a mulher mantenha relações sexuais sem preservativo, ela não engravida se não houver um óvulo para ser fecundado. E esse óvulo só é liberado durante o período fértil. Então, é praticamente impossível engravidar fora do período fértil porque não ocorre ovulação.

Essa é uma das muitas diferenças entre o homem e a mulher quando o assunto é fertilidade. O homem produz espermatozóides o tempo inteiro, mas a mulher só ovula uma vez por mês e libera apenas um óvulo a cada período fértil.

Para que haja a gravidez, esses dois momentos devem coincidir.

Período fértil e ciclos irregulares

Como vimos, o período fértil, geralmente, acontece na metade do ciclo menstrual da mulher. Por que dizemos “geralmente”? Porque não é uma regra, visto que muitas mulheres possuem ciclos irregulares.

Algumas mulheres têm ciclos certinhos, de 25, 28 ou 30 dias, por exemplo. É mais fácil calcular o período fértil. Outras mulheres, no entanto, não seguem essa regularidade. Podem ter um ciclo de 25 dias, o próximo de 35 dias, o seguinte de 30 dias e assim por diante.

Nesse caso, é um pouco mais difícil identificar a ovulação. Muitas mulheres com ciclos irregulares se confundem na hora de calcular o período fértil, engravidam e acham que a fecundação aconteceu fora da ovulação. Na verdade, elas estavam no período fértil e, por isso, engravidaram.

 

Ciclos regulares também podem variar

Mulheres com ciclos regulares controlam mais facilmente o período fértil. Muitas delas conseguem identificar o melhor momento para manter relações sexuais e alcançar, ou evitar, a gravidez.

Contudo, erros também podem acontecer e a mulher pode se enganar em relação a essa contagem. Isso porque nenhum ciclo é 100% regular. Mesmo que haja uma variação bem pequena, ela pode acontecer.

Então, a mulher com ciclo regular também pode achar que engravidou fora do período fértil quando, na verdade, estava exatamente dentro do período da ovulação. Por isso, a gravidez se concretizou. É preciso que haja o gameta masculino e o feminino para a fecundação, lembra?

Tabelinha é um método bom para calcular o período fértil?

A tabelinha é um método muito utilizado pelas mulheres quando elas querem ter mais controle sobre o corpo e saber quando é possível engravidar ou não. Contudo, não é uma ferramenta 100% eficaz porque só funciona com um ciclo extremamente regular. Então, não engloba todas as mulheres.

Sem contar que até quem tem um ciclo regular pode sofrer variações por questões biológicas, o que invalida todo esse processo de controle de dias férteis ou inférteis.

Veja como saber se está no seu período fértil.

Relações sexuais fora do período fértil podem resultar em gravidez. Entenda.

Um acontecimento muito frequente e que talvez seja o que confunde muito a cabeça das mulheres é quando elas engravidam mesmo tendo mantido relações sexuais bem antes do seu período fértil. Quando isso acontece, elas acreditam que houve gravidez fora da ovulação.

É totalmente possível uma fecundação nessas condições. A mulher marca a sua tabelinha, identifica o período fértil e tem o cuidado de manter relações sexuais alguns dias antes da ovulação. Para sua surpresa, a gravidez acontece.

Nesse caso, a fecundação tem a ver com o tempo de vida do espermatozoide. Em condições saudáveis, e desde que encontre uma situação propícia para a sua sobrevivência, o espermatozóide permanece vivo e pronto para penetrar um óvulo por até 5 dias dentro do corpo da mulher. Veja a frequencia ideal de relações para conseguir uma gravidez.

Portanto, se o período fértil da mulher iniciou no dia 15, por exemplo, e ela manteve relações sexuais sem contraceptivo até o dia 10 ou 11, é possível que ocorra uma gravidez, já que o espermatozoide estará ativo até o dia 15 ou 16, dentro do seu corpo.

E é por isso que a mulher engravida mesmo sem manter relações sexuais dentro do seu período fértil, desde que esta relação tenha acontecido alguns dias antes. O espermatozoide continuou vivo, à espera do óvulo, e esse encontro acabou acontecendo logo que ela entrou no período fértil, quando ocorreu a ovulação.

Essa, aliás, é mais uma diferença entre a mulher e o homem em relação à fertilidade. Na mulher, o óvulo tem uma sobrevida de até 36 horas (cerca de um dia e meio), enquanto o espermatozoide pode sobreviver por até 120 horas (5 dias), mas em média 48 a 72 horas depois da ejaculação. Os espermatozoides que sobrevivem por mais tempo são os que carregam cromossomos X – se eles fecundarem um óvulo, darão origem a uma menina. Eles são mais lentos e economizam energia. Já os espermatozóides Y, que dão origem a meninos, são mais rápidos, gastam mais energia e vivem menos. 

Agora você já sabe quais as chances de engravidar fora do período fértil e entendeu que elas são quase inexistentes. Também descobriu os motivos pelos quais muitas mulheres acreditam que isso tenha acontecido com elas e que, na verdade, trata-se de um engano, falha na hora de calcular o ciclo menstrual ou por causa da sobrevida do espermatozóide. Para resultados mais precisos e honestos sobre fertilidade, converse com o seu ginecologista e tire todas as suas dúvidas.

 

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Como eu sei que estou no meu período fértil?

Fri, 06/18/2021 - 13:05

O período fértil compreende uma fase do ciclo menstrual em que acontece a ovulação. Ou seja, é quando o óvulo é liberado pelo ovário para que seja fecundado pelo espermatozoide. Mas, como eu sei que estou no período fértil?

Você já deve ter feito essa pergunta algumas vezes. O fato é que fazer essa definição não é uma tarefa tão simples como muitas mulheres imaginam, principalmente porque o período fértil depende do ciclo menstrual da mulher. E esse ciclo não é igual para todas elas. Mesmo assim, existem algumas maneiras que podem facilitar essa descoberta. É sobre isso que falaremos a seguir.

O que é o período fértil?

O período fértil é o momento em que o corpo da mulher está propício para que uma gravidez aconteça. Ao manter relações íntimas nesse período, a mulher tem uma grande possibilidade de engravidar, se não tiver algum problema de fertilidade.

O período fértil dura entre 4 e 5 dias e acontece, quase sempre, no meio do ciclo menstrual. Nessa fase, o ovário libera um óvulo que fica disponível para fecundação. Se houver o encontro do óvulo com o espermatozoide, acontece a gravidez. Se não houver, o óvulo é eliminado junto com a menstruação.

Mesmo sendo uma condição natural da mulher, muitas delas não sabem o que é e nem para que serve o período fértil. 

Também acontece de a mulher manter um grande número de relações sexuais, a qualquer dia, acreditando que aumentando a quantidade, mais chances terá de engravidar. Porém, não é assim que funciona.

A mulher que deseja engravidar precisa manter relações íntimas dentro desse período, pois é apenas no período fértil que a gestação pode se concretizar.

Ciclo menstrual e período fértil

O período fértil de cada mulher depende da duração do seu ciclo menstrual. O ciclo começa no primeiro dia da menstruação e termina no começo da menstruação seguinte. Veja abaixo alguns exemplos que facilitarão a sua compreensão:

Ciclo de 28 dias

Considerado o mais comum entre as mulheres, o ciclo de 28 dias apresenta o período fértil entre o 10° e o 14° dia.

Ciclo de 20 ou 25 dias

Quem tem um ciclo mais curto, costuma ter o período fértil entre o 8° e o 10° dia.

Ciclo de 30 ou 35 dias

Já quem tem um ciclo mais longo, apresenta o período fértil entre o 15° até o 19° dia.

Ciclo irregular

E quem tem um ciclo irregular? Como faz para calcular? O ciclo irregular é diferente porque não apresenta uma data fixa para começar e terminar. A mulher pode ter um ciclo de 28 dias, depois um ciclo de 20 dias, seguido de um ciclo de 35 dias, por exemplo.

Nesse caso, o ideal é que ela faça um cálculo médio dos últimos seis meses para ter uma previsão de quando estará ovulando. Ou, usar a calculadora do período fértil, da qual falaremos mais adiante.

Como eu sei que estou no período fértil?

Ainda não está certa quanto ao cálculo do seu período fértil de acordo com o ciclo menstrual? A seguir, mais três dicas que podem ajudar você a tirar essa dúvida: a observação dos sinais do seu corpo, o uso de uma calculadora de período fértil e um teste de farmácia. Confira.

  1. Sinais de que seu corpo está no período fértil

Por ser um momento em que o corpo se torna apto para uma gestação, o organismo costuma apresentar alterações que podem ser percebidas por algumas mulheres. As mais comuns são:

Secreção vaginal mais densa: o muco vaginal nesse período aumenta, e fica mais espesso e resistente, pois também é usado para facilitar o acesso do espermatozoide ao óvulo.

Aumento do desejo sexual: causado devido à elevação da produção da progesterona, que acontece durante esse período de ovulação.

Aumento leve da temperatura: uma alteração também derivada do nível alto de progesterona, que pode ser verificada com a ajuda de um termômetro.

Aumento do apetite: algumas mulheres sentem mais fome durante o período fértil porque o organismo gasta uma quantidade maior de energia na produção e liberação dos óvulos. A preferência costuma ser por alimentos gordurosos e açucarados.

Dor pélvica: caracterizada como uma dor aguda, porém leve, e de curta duração. Também chamada de dor do meio, costuma acontecer na metade do ciclo menstrual.

  1. Calculadora do período fértil

Uma ferramenta que pode ajudar bastante na hora de saber se o seu corpo está pronto para uma fecundação é a calculadora do período fértil. Para isso, basta inserir os dados da sua última menstruação, com o início e o final de cada ciclo.

Em resposta, você recebe a data provável em que seu corpo estará ovulando, o momento ideal para manter relações sexuais sem preservativo e aumentar as chances de uma gravidez.

Veja nossa calculadora de fertilidade.

  1. Teste de ovulação

O teste de ovulação é encontrado facilmente em drogarias e tem resultados excelentes quanto à detecção do período fértil. O teste, também chamado de Teste de LH, identifica o aumento de um hormônio responsável pelo amadurecimento dos folículos, o hormônio luteinizante.

É possível engravidar fora do período fértil?

É possível que a mulher engravide mesmo tendo mantido relações antes do seu período fértil. Como assim? O que acontece é que o espermatozoide permanece vivo dentro do útero da mulher por 3 ou 4 dias e pode coincidir dele encontrar um óvulo que foi liberado cerca de 1, 2 ou 3 dias após a relação sexual.

Suponhamos que uma mulher se relacionou sexualmente com um homem em um dia x, sem preservativo. 3 dias depois, ela começou a ovular. Nesse dia, o óvulo foi fecundado pelo espermatozoide liberado lá atrás, gerando uma gravidez.

Assim, a mulher engravidou no seu período fértil, mas por meio de uma relação que aconteceu fora da ovulação.

Essas são as maneiras mais comuns, e utilizadas pela maioria das mulheres, para saber se estão ou não no período fértil. Obviamente, não são estratégias consideradas cem por cento eficazes, uma vez que estamos falando de alterações biológicas e que podem ser influenciadas por diversas questões do próprio organismo. Ainda assim, são táticas importantes para que a mulher conheça mais o seu corpo, descubra como ele funciona e aprenda a usá-lo a seu favor, especialmente quando desejar uma gravidez.

Por fim, a visita ao ginecologista não deve ser descartada. Ele é o profissional especialista no assunto e que pode tirar todas as dúvidas da mulher em relação à ovulação e fertilidade, podendo, inclusive, sugerir alternativas para acelerar a gestação, seja de modo natural ou artificial.

Veja o que pode impedir a ovulação.

 

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O que pode impedir a ovulação?

Fri, 06/18/2021 - 09:54

A ovulação é uma das fases do ciclo menstrual da mulher. É o momento em que o ovário libera o óvulo em direção ao útero para que ele seja fecundado. Caso haja o encontro entre o óvulo e o espermatozoide, acontece a gravidez. Do contrário, o óvulo é liberado junto com a menstruação.

A ovulação é um acontecimento natural em mulheres saudáveis e acontece todos os meses, geralmente por volta da metade do ciclo menstrual. É o que também chamamos de período fértil, pois é quando há chances reais de uma mulher conseguir engravidar.

Entretanto, existem alguns fatores que podem impedir a ovulação e, consequentemente, atrapalhar a busca pela gravidez. Veja a seguir quais são as razões mais comuns que dificultam ou impossibilitam a fecundação e o que fazer em cada caso.

O que pode impedir a ovulação

Os fatores que impedem a ovulação, e consequentemente causam infertilidade, podem ser de ordem biológica, comportamental ou psicológica, como você verá a seguir:

Uso de anticoncepcional

Tanto o anticoncepcional oral quanto o anticoncepcional do tipo implante impedem a ovulação. Os dois produtos são responsáveis pela liberação de hormônios que restringem a liberação dos óvulos pelos ovários

A ação dos hormônios, contudo, ocorre apenas durante o uso da substância. Para reverter a situação e conseguir engravidar, a mulher deve deixar de ingerir ou de aplicar o contraceptivo. No seu próximo ciclo menstrual, a ovulação deve acontecer normalmente com grandes chances de uma gravidez natural, se essa mulher estiver em condições propícias para isso. Alterações hormonais

O desequilíbrio hormonal é um fator preponderante na ausência da ovulação. Isso porque a produção, maturação e liberação do óvulo dependem da ação de vários tipos de hormônios diferentes. Quando um desses falha, a ovulação não se concretiza.

Fazem parte da ovulação os seguintes hormônios, também chamados de hormônios da fertilidade:

  • Hormônio folículo estimulante (FSH): age estimulando o desenvolvimento do óvulo;
  • Hormônio luteinizante (LH): estimula a maturação do óvulo até a sua liberação;
  • Estrogênio: estimula o crescimento do LH, também influenciando no amadurecimento do óvulo.
  • Progesterona: prepara o corpo da mulher para uma provável gestação.

Mas, quais são as causas desse desequilíbrio hormonal? Essa alteração pode acontecer devido a situações diversas da vida da mulher, dentre as quais podemos citar:

  • Estresse;
  • Mudanças bruscas de peso, seja emagrecendo ou engordando rapidamente;
  • Prática de atividades físicas em excesso;
  • Ausência total de exercícios físicos.

O ideal é que a mulher mantenha uma rotina regular e equilibrada de exercícios físicos e alimentação saudável para que o corpo não sofra nenhuma alteração que possa comprometer a fertilidade.

SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma doença provocada por distúrbios hormonais que geram o crescimento de cistos nos ovários, podendo impedir a ovulação, além de causar sintomas desagradáveis na mulher, como pelos no rosto, menstruação irregular e alterações de peso.

A SOP é uma dos problemas de fertilidade mais comuns em mulheres e muitas delas não sabem que têm o problema. É importante que a mulher observe o seu corpo e sua menstruação em busca de sinais da doença. 

E, caso esteja tentando engravidar, mas não obtenha sucesso, deve procurar um médico ginecologista o quanto antes para iniciar o tratamento adequado.

Ciclos menstruais irregulares

Chamamos de irregular um ciclo que não segue um padrão para começar e terminar. A ausência desse padrão compromete a ovulação que costuma ocorrer mensalmente.

O ciclo irregular é uma das consequências das alterações hormonais, mas também pode derivar de problemas alimentares, como dietas restritivas, perda excessiva de peso, exercícios físicos exaustivos, estresse e também doenças ginecológicas.

A endometriose, causa comum dos ciclos menstruais irregulares, pode atrapalhar não só a liberação do óvulo, mas também a fecundação e o crescimento do embrião.

A doença, aliás, é um dos principais obstáculos da gravidez, além de provocar sintomas extremamente desconfortáveis na mulher, como cólicas intensas e dor durante a relação sexual.

Cistos no ovário

Os cistos ovarianos são pequenas bolsas de líquido ou de material mais rígido que surgem na região dos ovários. Podem ser benignos e malignos e também atrapalham o ciclo menstrual da mulher, impedindo a ovulação regular.

Normalmente, os cistos não apresentam sintomas, mas quando existem se caracterizam por dores pélvicas e vaginais, sensação de peso no ventre, sangramento fora do período menstrual, menstruação irregular e pressão na hora da evacuação.

Idade e menopausa

À medida que a mulher vai envelhecendo, a sua reserva ovariana vai diminuindo. Isso quer dizer que a quantidade de óvulos fica menor com o passar do tempo. A partir dos 35 anos, esse fato se acentua, sendo ainda mais consistente a partir dos 40, 45 anos.

É nessa fase que a mulher entra na menopausa que é a ausência completa e definitiva da menstruação. A menopausa também pode aparecer de forma precoce, por volta dos 35 anos. Os sintomas mais comuns são ondas de calor, baixa libido, secura vaginal, dores de cabeça e insônia.

Anovulação

A anovulação é o nome da ausência da ovulação. Ou seja, é quando o ovário não consegue liberar o óvulo para a fecundação por causa de alguma doença, alteração hormonal ou também por hábitos pouco saudáveis, como alimentação errada ou exagero na prática de atividade física.

Amenorreia

É chamado de amenorreia o período em que a menstruação não acontece. A amenorreia é bastante comum no começo da menstruação, até os 16 anos da mulher. Mas também pode acontecer ao longo da sua vida, pelos mesmos motivos citados anteriormente.

Como saber se eu estou ovulando?

Algumas mulheres experimentam sintomas característicos da ovulação e que podem ser úteis na hora de identificar o melhor período para manter relações sexuais e engravidar. Assim, você pode observar se o seu corpo apresenta sinais, como:

  • Dor pélvica, em forma de pontada e com duração de cerca de um dia;
  • Muco vaginal mais grosso e pegajoso, parecido com uma gelatina;
  • Aumento da libido e do desejo sexual;
  • Aumento da temperatura corporal;
  • Aumento do apetite.

Para resultados mais precisos, a mulher pode realizar o teste de ovulação que mede o nível de LH, o hormônio luteinizante. Esse hormônio é produzido em alta quantidade durante o período fértil. O teste é encontrado em farmácias e oferece resultados bastante fidedignos.

Como vimos, existem diversos fatores que podem impedir a ovulação, desde alguns hábitos diários até doenças ginecológicas, além de alterações hormonais. Para um diagnóstico correto e individualizado, procure um ginecologista e descubra como ele pode ajudar você a engravidar mais rápido, ainda que apresente alguns dos obstáculos apresentados.

Leia também: Como lidar com os medos e expectativas do tratamento da fertilidade

e Como funciona a fertilização natural

 

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Qual é o período mais fértil para engravidar?

Wed, 06/16/2021 - 12:09

Saber qual é o período mais fértil para engravidar é importante para que a mulher aumente as chances de uma gestação. No entanto, nem todas as mulheres realmente sabem quais são os seus dias férteis ou se confundem com várias orientações diferentes. Se você também tem essa dúvida, veja a seguir como calcular o seu período fértil e como tirar melhor proveito dele.

O que significa período fértil?

O período fértil é o momento em que o corpo da mulher está propício para que ocorra uma fecundação. Ou seja, para que o gameta masculino (espermatozoide) encontre o gameta feminino (óvulo) e, dali, seja gerado um bebê. É o que também chamamos de ovulação.

Enquanto os homens não precisam se preocupar com período fértil, pois produzem espermatozoides o tempo inteiro, as mulheres devem ficar atentas. Esta fase acontece uma vez durante o mês, por volta da metade do ciclo menstrual e dura poucos dias.

A cada ciclo, um óvulo é liberado, podendo permanecer ativo por até 24 horas. Se for penetrado por um espermatozoide, temos o início de uma gravidez. Caso não seja fecundado, este óvulo se degenera e é liberado junto com a menstruação.

Com essa explicação fica mais fácil compreender a importância de identificar o período fértil para, a partir de então, manter relações sexuais e aumentar as chances de engravidar.

Período mais fértil para engravidar: como calcular

Como dissemos, o período fértil compreende o período ovulatório que, na maioria das mulheres, ocorre a partir do 12° até o 16° dia do ciclo menstrual.

Contudo, essa não é uma regra válida para todas as mulheres, já que os ciclos menstruais podem variar bastante. Vejamos alguns exemplos:

Uma mulher que tem um ciclo menstrual regular de 28 dias, tem o período fértil entre o 10° dia e o 14° dia do ciclo. Caso queira engravidar, deve manter relações sexuais com seu parceiro dentro dessa fase, de preferência em dias alternados, ou seja, um dia sim e outro, não.

Já uma mulher que possui um ciclo menstrual mais curto, de 20 ou de 25 dias, não vai ter o seu período fértil entre o 10° e o 14° dia. Nessa situação, ela tem que puxar um pouco mais pra trás. Assim, o seu momento mais fértil vai ser entre o 8° e o 10° dia. É o melhor momento para ter relações sexuais e conseguir fecundar o óvulo.

Também existem aquelas mulheres com ciclos mais longos, que duram de 30 a 35 dias. Nesse caso, ela deve jogar a contagem um pouco mais pra frente. O seu período fértil deverá compreender o 15° dia até o 19° dia. Nesses dias, é necessário manter relações íntimas também dia sim e dia não.

Período mais fértil para engravidar para quem tem ciclo irregular

O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação e termina quando começa o período menstrual seguinte. A mulher que tem o ciclo regular, consegue identificar e calcular facilmente quando será a sua próxima menstruação. Consequentemente, consegue saber o seu período fértil.

Já quem tem um ciclo irregular, não consegue ter uma previsão mais específica da sua próxima menstruação, porque ela não segue um ritmo possível de ser interpretado. Assim, é bem mais difícil prever o período mais propício para uma fecundação.

Nesses casos, o ideal é fazer o cálculo a partir de uma média dos ciclos menstruais dos últimos seis meses. Assim, é possível ter uma certa previsão de quando esta mulher estará ovulando.

Sinais que o corpo apresenta

Outra forma de identificar o período fértil, e que pode ser bem útil para muitas mulheres, é ficar atenta aos sinais que o corpo emite durante essa fase. Apesar de não ser comum a todas as mulheres, muitas delas relatam alterações no organismo durante a fase da ovulação. Os sinais mais comuns são:

Dor

Algumas mulheres relatam dor pélvica no meio do ciclo menstrual. É uma espécie de pontada, também chamada de dor do meio ou dor da ovulação. O incômodo costuma durar um dia ou um dia e meio.

Muco vaginal

O aumento do muco vaginal também é uma reação comum do corpo durante a ovulação. Acontece de a vagina ficar mais úmida, com uma secreção mais grudenta, como uma espécie de gelatina. Caso identifique essa característica, também é viável manter relações sexuais nesse período, sem contraceptivos.

Temperatura

O aumento da temperatura também é muito divulgado como um sinal do corpo quando está ovulando. Contudo, é um sintoma bem mais difícil de ser mensurado por várias razões. A primeira delas é a própria alteração que é muito sutil. A variação da temperatura pode ser de meio grau, causando uma mudança quase imperceptível.

Além disso, essa alteração pode ser causada por uma febre leve, uma mudança de temperatura no quarto, o uso de muitos cobertores, um dia mais quente etc. Ou seja, não é muito confiável. Ainda assim, se preferir, a mulher pode experimentar essa técnica.

O ideal é usar um termômetro para medir a temperatura ainda na cama, antes de colocar os pés no chão.

Teste de ovulação (Teste de LH)

O teste de ovulação tem resultados bastante fidedignos e também é um ótimo indicativo do período fértil da mulher. É um teste encontrado facilmente em farmácias, cujo objetivo é medir a presença do hormônio LH no organismo.

O LH é um hormônio que sofre uma elevação cerca de 24 horas antes da ovulação, sendo muito útil para mulheres com ciclos regulares, facilitando o melhor aproveitamento do período fértil.

É um teste simples e rápido, que usa a urina ou a saliva para detectar a presença desse hormônio em altas quantidades, sinalizando o momento ideal para manter relações sem preservativos, com grandes chances de uma gravidez.

Agora você já sabe qual é o período mais fértil para engravidar, de acordo com o seu ciclo menstrual e também pode ficar atenta aos sinais emitidos pelo seu corpo durante esse período. Em todo caso, não descarte uma consulta com um ginecologista. Ele é o seu aliado na realização desse sonho tão esperado que é a gestação de um filho e pode ajudar você a alcançar esse objetivo.

 

 

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Como saber se pode ou não ter filhos?

Mon, 06/14/2021 - 11:20

Quando está tentando engravidar e não obtém êxito nas primeiras tentativas, o casal logo desconfia de que há algo errado com a fertilidade de ambos. Mas, como saber se alguém pode ou não ter filhos? Existe alguma alteração física que identifique a infertilidade? É sobre isso que falaremos mais adiante.

Entendendo a infertilidade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 15% dos casais apresentam problemas de infertilidade em todo o mundo. Muitos deles não sabem que possuem essa condição e só procuram saber sobre o assunto quando as tentativas para engravidar são infrutíferas.

Mas, o que é considerado infertilidade? Segundo a OMS, um casal saudável e jovem que mantém relações sexuais frequentemente, sem contraceptivos, pode engravidar facilmente em até um ano. Muitos deles conseguem êxito em apenas 6 meses.

Quando a mulher tem uma idade mais avançada, a partir de 35 anos, por exemplo, o prazo de um ano cai para seis meses. Após esse tempo de tentativas, se a gravidez não se confirmar, o casal já deve ficar em alerta e procurar ajuda médica, pois é possível que haja algum problema de infertilidade.

A infertilidade atinge homens e mulheres e pode ter origem genética ou pode ser adquirida ao longo do tempo, devido à idade, doenças infecciosas e hábitos não saudáveis, dentre outras causas.

Como saber se alguém pode ou não ter filhos

A infertilidade não apresenta sintomas. Desta forma, não é possível detectar com certeza algum sinal que confirme a dificuldade em engravidar, seja no homem ou na mulher. Contudo, existem situações, doenças e fatores de risco que dificultam a fecundação.

Conhecendo um pouco mais sobre essas doenças e seus sintomas e sabendo quais situações diárias devem ser evitadas, é mais fácil saber se você está no caminho certo ou não para alcançar a tão sonhada gravidez.

Infertilidade na mulher Idade

A partir dos 35 anos de idade, a mulher produz óvulos em menor quantidade, dificultando a fecundação.

Ciclo menstrual irregular

Quando tem um ciclo menstrual irregular, a mulher não consegue precisar quando está ovulando, o que atrapalha a tentativa de engravidar.

Menopausa precoce

A menopausa simboliza o fim do período fértil e começa a partir dos 40 anos de idade. Em algumas mulheres, contudo, essa fase chega bem mais cedo, por volta dos 35 anos.

Doenças ginecológicas

As doenças ginecológicas atrapalham o ciclo menstrual, causam inflamações e prejudicam a fertilidade. As mais comuns são:

A endometriose é a causa mais comum da infertilidade feminina. O endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero, cresce fora dessa cavidade, atingindo as trompas, a bexiga e o intestino. Costuma provocar cólicas intensas e dores durante a relação sexual.

  • Obstrução nas trompas

É nas trompas que ocorre o encontro entre os gametas masculino e feminino, ou seja, entre o espermatozoide e o óvulo. A obstrução pode acontecer por problemas infecciosos e gerar a gravidez ectópica, fora do útero, sem chances de evoluir.

  • Miomas uterinos

Os miomas são tumores benignos que crescem na parede do útero. Além de causar dores pélvicas, os nódulos alteram o ciclo menstrual e o fluxo menstrual.

  • SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma alteração hormonal que provoca o crescimento anormal dos ovários e a produção de microcistos na região. Também é uma das causas mais comuns da infertilidade e pode provocar crescimento excessivo de pelos no rosto, espinhas e ganho de peso, além de alterar o ciclo menstrual.

Sintomas

Os sintomas permitem à mulher ficar um pouco mais atenta às doenças e, possivelmente, associar a uma dificuldade para engravidar. Os mais comuns são:

  • Dores pélvicas fora do período menstrual;
  • Cólicas intensas durante o período menstrual;
  • Dor durante a relação sexual, ao evacuar e ao urinar;
  • Excesso de pelo e de acne no rosto e corpo;
  • Aumento de peso sem uma razão específica;
  • Alterações na menstruação: ciclo irregular, maior ou menor quantidade de sangue, presença de coágulos etc.

 

Infertilidade no homem

A infertilidade masculina corresponde a 40% do total dos casos de infertilidade, segundo a OMS. Uma porcentagem alta e que refuta o pensamento muito comum de que a mulher é que seria responsável por quase todas as situações de infertilidade. As principais causas da infertilidade masculina são:

Alterações hormonais: responsáveis pela baixa produção de esperma.

Varicocele: a causa mais comum da infertilidade masculina se caracteriza pela dilatação excessiva e anormal das veias testiculares.

DSTs: as doenças sexualmente transmissíveis provocam infecções e lesões nos órgãos internos também prejudicando a produção de esperma e de espermatozoides.

Obstruções: os dutos testiculares, responsáveis pelo transporte do esperma, também podem sofrer obstrução, impedindo a sua liberação.

Sintomas

Quando acometido por alguma das doenças citadas acima, o homem pode apresentar sintomas específicos, como:

  • Alterações nos testículos: dor, inflamação, nódulos, ferimentos etc.
  • Falta de desejo sexual
  • Disfunção erétil: dificuldade em manter uma ereção
  • Dificuldade em ejacular ou fluxo baixo
  • Redução dos pelos no rosto e no corpo, resultado das alterações hormonais.
Fatores de risco comuns aos dois

Algumas situações podem prejudicar tanto os homens quanto as mulheres e também devem ser evitadas, caso haja o desejo de engravidar.

  • Maus hábitos alimentares;
  • Obesidade ou baixo peso;
  • Exposição a agentes químicos, pesticidas e agrotóxicos;
  • Uso de cigarro, álcool e outras drogas;
Esterilidade e infertilidade não são a mesma coisa

É muito comum que as pessoas confundam esterilidade com infertilidade, usando os dois termos como sinônimos. Contudo, são nomenclaturas diferentes e, principalmente, não querem dizer a mesma coisa.

A primeira diferença é sobre a característica de cada condição. A infertilidade consiste em uma dificuldade para engravidar, que pode ser causada por inúmeros fatores, desde os congênitos até aqueles adquiridos ao longo da vida.

Já a esterilidade é a impossibilidade de produzir aquilo que é necessário para uma fecundação. Ou seja, o homem estéril não consegue produzir espermatozoides. E a mulher estéril não consegue produzir óvulos. A falta de um ou do outro gameta impossibilita a fecundação e, claro, a gravidez.

Outra diferença é em relação ao tratamento. A infertilidade é reversível, desde que seja feito o tratamento adequado, de acordo com a especificidade de cada caso. Por outro lado, a esterilidade é irreversível. Não tendo como tratar o problema, não há possibilidade de uma gravidez.

Agora você já sabe como saber se pode ou não ter filhos ou, ao menos, já esclareceu algumas de suas dúvidas. Vale lembrar que a infertilidade não tem sintomas. Logo, além de ficar atento às doenças que podem prejudicar uma fecundação, é fundamental buscar ajuda médica para diagnosticar qualquer doença ou alteração de forma correta. Procure o seu médico ginecologista e siga as orientações dele para que, juntos, vocês consigam encontrar uma solução e alcançar a tão sonhada gravidez.

Veja alguns famosos que fizeram tratamento para engravidar.

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O que é bom para aumentar a fertilidade?

Thu, 06/10/2021 - 16:55

Procurando dicas para aumentar a fertilidade e engravidar mais rapidamente? Em primeiro lugar, é preciso saber que a fertilidade é um acontecimento natural do corpo humano, que consiste na capacidade de reprodução e gestação de forma natural, sem intervenção externa.

Para isso, espermatozoides e óvulos, os responsáveis pela gravidez, devem estar saudáveis. Além disso, o casal precisa manter relações sexuais dentro do período fértil da mulher, essencial para que haja o encontro entre o gameta masculino e o gameta feminino.

Sabendo disso, vejamos a seguir algumas dicas importantes para aumentar a fertilidade e potencializar as chances de um casal finalmente alcançar uma gestação saudável e feliz.

Probabilidade de uma gravidez natural

De uma maneira geral, a probabilidade de um casal jovem e saudável engravidar varia entre 15% e 20%, a cada ciclo menstrual da mulher, caso eles façam sexo com a frequência adequada, respeitando o período fértil e sem usar contraceptivos.

Atendendo a todos esses requisitos, é esperado que a gravidez aconteça em até doze meses, após o início das tentativas, sendo que a grande maioria consegue engravidar nos primeiros seis meses. Caso isso não aconteça, é necessário investigar a presença de algum problema de fertilidade.

Além do fator idade, que influencia drasticamente na reserva ovariana e, consequentemente, na fecundação dos óvulos, temos também as doenças que podem afetar tanto o homem quanto a mulher e impedir a gestação por vias naturais.

Como aumentar a fertilidade

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações com frequência, dentro do período propício para uma gravidez, algumas mudanças de hábitos podem ser definitivos para potencializar a fertilidade e garantir uma gestação natural. Saiba o que é possível fazer:

Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação saudável não é interessante apenas para uma vida com mais qualidade, mas também para facilitar um processo de gravidez. Inclua no seu cardápio os alimentos naturais e reduza os industrializados, ricos em açúcar e gordura.

Consuma mais frutas, legumes, verduras, vegetais, peixes, aveia, cereais integrais, sementes, oleaginosas, leguminosas e ovos. São alimentos ricos em vitamina B, vitamina A e vitamina E, além de outros nutrientes essenciais para o equilíbrio hormonal e para a saúde do organismo.

Evite o consumo excessivo de café

Não precisa abrir mão do seu café diário, mas evite os excessos. Consuma uma ou duas xícaras pequenas pela manhã e evite a bebida no restante do dia. Ingerir muita cafeína pode ser prejudicial à fertilidade feminina. 

Lembrando que a cafeína está presente também em chás, energéticos e alguns tipos de refrigerante.

Largue o cigarro

Já sabemos que o cigarro é prejudicial para a saúde do corpo como um todo. Em relação à fertilidade, não seria diferente. O cigarro possui em sua composição diversos ingredientes nocivos à saúde do útero, dos ovários e óvulos e também dos espermatozoides.

Mesmo que consiga engravidar mantendo o hábito de fumar, a mulher corre um grande risco de sofrer um aborto espontâneo ao longo da gravidez. Portanto, se o seu desejo é aumentar a fertilidade, largue o cigarro o quanto antes.

Evite o consumo de bebidas alcoólicas

Apesar de não serem tão agressivas ao organismo como o cigarro, as bebidas alcoólicas devem ser ingeridas com moderação, pois também prejudicam a gestação natural.

Reduza o estresse

Inclua momentos de descanso e de lazer na sua rotina, por mais atribulada que ela seja. Combater o estresse é importante para evitar o envelhecimento precoce das células e também as alterações hormonais, danosas ao sistema reprodutivo.

Faça atividades físicas

As atividades físicas mantêm o corpo mais saudável, forte e resistente a doenças e agressões externas, promovendo um ambiente propício e seguro para a gestação de um bebê. 

Se exercitar também reduz a ansiedade, inibe os picos de estresse e melhora o sono potencializando a saúde do homem e da mulher.

Além disso, o exercício físico ajuda a regular o peso corporal, reduzindo o acúmulo de gordura e combatendo o sobrepeso, outro fator que compromete a fertilidade natural. Contudo, convém evitar os excessos.

Não faça uso de drogas

Drogas, sintetizadas ou naturais, também devem ficar longe de quem está tentando engravidar, pois dificultam o processo devido às substâncias que as compõem.

Não se exponha a produtos químicos

Pesticidas, solventes, produtos sintéticos, agrotóxicos e outras substâncias similares atrapalham bastante a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres. 

Algumas destas substâncias estão presentes em cosméticos, produtos de limpeza e higiene, alimentos, alguns enlatados, produtos plásticos etc. Leia os rótulos e saiba mais sobre a origem dos produtos que você consome.

Mantenha um peso saudável

Usando o cálculo simples do IMC (Índice de Massa Corporal), é possível saber se o indivíduo está dentro do peso ideal ou não. Assim, devem ser traçadas metas saudáveis para reduzir o percentual de gordura, ou aumentá-lo, se for o caso, e manter o peso equilibrado.

Mulheres obesas ou muito magras têm dificuldade em engravidar porque o peso afeta diretamente os processos ovulatórios e os ciclos menstruais.

Não consigo engravidar de jeito nenhum. E agora?

Você e o seu parceiro possuem todas as características de um casal apto a engravidar de forma espontânea, seguiram todas as dicas listadas aqui, mas o resultado positivo ainda não veio?

É hora de buscar ajuda médica e tentar entender quais são os motivos que estão impedindo a gestação. Como dissemos, um ano é o prazo máximo para que um casal jovem e saudável engravide naturalmente. Muitos têm êxito em apenas 6 meses de tentativas.

Se não for este o seu caso, convém buscar a orientação médica de um especialista em fertilidade e reprodução humana.

Através de exames clínicos e avaliação do histórico de vida e da genética dos futuros pais do bebê, o médico fará o diagnóstico da causa da infertilidade e traçará estratégias para driblar esse problema, alcançando o resultado tão esperado pelos dois.

Lembrando que tanto o homem quanto a mulher podem apresentar impedimentos reprodutivos. Apesar de ser muito comum que essa responsabilidade recaia sobre a mulher, o fato é que os dois devem ser investigados, uma vez que a infertilidade não está restrita a nenhum indivíduo.

Agora que você já sabe o que é bom para aumentar a fertilidade, já pode colocar as dicas em prática e ampliar as chances de ter uma gestação de forma natural e mais rapidamente. Lembrando que estamos falando de qualidade de vida em geral e não de hábitos que serão incorporados por alguns dias e deixados para lá depois. Cuide do seu corpo, da sua saúde, siga as orientações listadas aqui e, caso ainda não consiga engravidar, procure ajuda de um médico especialista no assunto.

 

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Qual o melhor remédio para engravidar rápido?

Tue, 04/27/2021 - 13:51

Engravidar rápido é o desejo da maioria das mulheres e dos casais quando eles decidem que chegou a hora de ter filhos. Para isso, muitos tentam recorrer a métodos ou remédios que possam acelerar esse processo. Mas, será que realmente existe alguma maneira de engravidar mais rapidamente do que o normal? Falaremos mais sobre isso adiante.

Quanto tempo uma gravidez demora para acontecer?

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações sexuais sem proteção durante o período fértil da mulher, o esperado é que a gravidez tenha 80% de chances de acontecer.

Essa porcentagem pode diminuir devido a fatores diversos, como idade mais avançada da mulher, relações que acontecem apenas fora do período fértil, baixa qualidade dos espermatozoides ou outros problemas de fertilidade.

Quando o casal reúne características propícias para a gravidez, o que se espera é que em até 12 meses ele alcance a tão sonhada gestação. Passado esse tempo, é hora de procurar ajuda médica para identificar o que está impedindo a gravidez.

O tempo estimado de gravidez muda quando a mulher tem uma idade mais avançada. Mulheres com mais de 35 anos, por exemplo, podem tentar engravidar de forma natural por até 6 meses. 

O tempo é mais curto porque, quanto mais o tempo passa, menores são as chances da gravidez ocorrer nessa faixa etária. Quanto mais jovem a mulher, mais chances de engravidar rápido ela tem. A probabilidade vai diminuindo à medida que o tempo vai passando.

Depois de um ano de tentativas infrutíferas, essa mulher também deve procurar orientação de um especialista em reprodução para entender o que está acontecendo.

 

Remédio para engravidar rápido: existe?

A resposta é não. Na verdade, até existem alguns medicamentos disponíveis no mercado que prometem corrigir a infertilidade em casos mais leves, como baixa ovulação nas mulheres ou alguma alteração no espermatozoide.

Entretanto, o efeito desses medicamentos é bem mais demorado do que um processo de fertilização natural e do que um tratamento de gravidez. E, claro, qualquer remédio deve ser prescrito por um médico ginecologista, após avaliações individuais de cada caso.

Mais do que pensar em um remédio para engravidar rápido, o casal que deseja ter um filho o quanto antes deve seguir pelo caminho correto que é conhecer o seu corpo, suas limitações, identificar problemas, procurar ajuda médica e fazer os ajustes necessários sugeridos.

 

Como engravidar mais rápido

Para que a gravidez aconteça só existe uma maneira: o óvulo deve ser fecundado por um espermatozoide. A partir daí o embrião é formado e a gestação se inicia. O encontro entre o gameta feminino e o gameta masculino acontece durante o período fértil da mulher. Assim, as dicas são:

  • Conhecer e identificar o período fértil da mulher;
  • Manter relações sexuais durante esse período, sem contraceptivos e em dias alternados para garantir espermatozoides mais fortes;
  • Entender que mulheres mais jovens engravidam mais rápido do que mulheres mais velhas e que o tempo de espera para uma gravidez é diferente nos dois casos;
  • Buscar ajuda médica especializada após um tempo de tentativas frustradas de gravidez para detectar algum problema de fertilidade e começar o tratamento o quanto antes.

 

Como aumentar a fertilidade

A principal estratégia para engravidar é respeitar o ciclo biológico da mulher e manter relações sexuais durante o período fértil. Para ajudar nesse processo, existem alguns hábitos que podem ser adotados:

Manter uma alimentação saudável e favorável à fertilidade
  • Priorize alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos, pois estes interferem na qualidade dos espermatozoides;
  • Alimentos ricos em zinco também fortalecem os espermatozoides. São exemplos o fígado de galinha, a carne vermelha e o feijão;
  • Mulheres devem consumir alimentos ricos em ácido fólico, pois além de ajudar a engravidar, evitam malformações no feto. São exemplos a soja, o trigo e os vegetais e hortaliças de cor verde-escura;
  • Frutas cítricas aumentam a imunidade, reduzem inflamações e infecções;
  • Alimentos ricos em selênio: peixes e ovos;

 

Fazer exercícios físicos frequentemente

A prática diária de atividade física contribui para a saúde geral do organismo e também ajuda na redução de peso, fundamental para a ovulação acontecer.

 

Manter o peso equilibrado

O excesso de gordura prejudica a ovulação e pode atrapalhar a gravidez. Por isso, a obesidade é um fator que impede a gestação rápida. Já mulheres muito magras também enfrentam esse problema, uma vez que não ovulam.

 

Parar de fumar

O cigarro e o álcool são fatores extremamente prejudiciais para a gravidez. Quem está em processo de tratamento para engravidar deve deixar de lado esses hábitos nocivos à saúde.

 

O que pode dificultar a gravidez

Existem diversos fatores que podem comprometer a fertilidade e atrapalhar a fecundação. Podemos citar:

  • Uso de anticoncepcionais: cujo objetivo é justamente evitar a gravidez;
  • Menopausa: fase em que a mulher está deixando de ovular e não pode mais engravidar. O climatério é o período que antecede a menopausa e também dificulta a gestação uma vez que a ovulação é reduzida;
  • Presença de ovários policísticos: os cistos nos ovários provocam irregularidade no ciclo menstrual, comprometendo bastante as tentativas de engravidar;
  • Doenças ginecológicas: obstrução das trompas, inflamações uterinas e endometriose são fatores que também impedem uma gravidez mais rápida;
  • Problemas no homem: sim, o homem também pode apresentar alterações nos espermatozoides, inviabilizando a gravidez;
  • Maus hábitos alimentares, sedentarismo e peso desequilibrado.
E quando a gravidez não acontece, o que fazer?

Quando a gravidez não acontece de forma espontânea, o casal pode optar por um tratamento para engravidar. Existem vários métodos disponíveis e que se encaixam nas características de cada casal. O processo não é demorado e, em alguns casos, um mês é o suficiente para que haja resultados positivos e a gravidez se concretize.

Portanto, em caso de tentativas repetitivas e infrutíferas de tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica. Após uma breve conversa com o casal, o médico pedirá exames para saber como está a saúde dos dois e indicará o que ele acredita ser o melhor método de gravidez, de acordo com as características de cada um.

Como vimos, não há um remédio para engravidar rápido. O que existem são estratégias diversas que podem ajudar o casal a realizar o sonho de ter um bebê. A primeira delas é respeitar o período fértil. Se não der certo, é necessário buscar ajuda médica para identificar possíveis problemas de infertilidade, seguir o tratamento recomendado, além de manter sempre hábitos saudáveis em geral.

 

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Como funciona a fertilização natural?

Sat, 04/24/2021 - 10:47

A fertilização natural ainda é um assunto que desperta muitas dúvidas em homens e também em mulheres. Saber como funciona todo esse processo é fundamental para quem está tentando engravidar, seja de forma espontânea ou com ajuda médica. Se você também tem essa dúvida, a leitura desse artigo é muito importante para você. Confira.

Fertilização natural: o que é?

A fertilização natural é o processo de fecundação de um óvulo dentro do corpo da mulher, sem nenhuma intervenção externa médica. É a maneira natural de uma gravidez acontecer, que também podemos chamar de gravidez espontânea.

 

Como acontece a fertilização natural

A fertilização natural acontece quando o óvulo é liberado pela mulher e encontra no caminho o espermatozoide, liberado pelo homem durante a ejaculação.

O que parece um processo simples e natural, nem sempre acontece tão facilmente por causa de inúmeros fatores, o que leva muitos casais a procurarem um tratamento de gravidez após tentativas frustradas de uma gestação espontânea.

Em primeiro lugar, para que a fecundação aconteça, a mulher precisa ter relações sexuais dentro do seu período fértil. É durante esse período que o óvulo é liberado pelos ovários. Esse processo acontece todos os meses e faz parte do ciclo menstrual da mulher.

Assim, a mulher precisa saber qual é o momento mais propício para manter relações com seu parceiro e, assim, conseguir fecundar o óvulo liberado. Esse óvulo fica disponível por 24 horas. Não havendo fecundação, o óvulo morre.

Muitas pessoas acreditam que o encontro do óvulo com o espermatozoide acontece dentro do útero, mas a verdade é que a fecundação ocorre mesmo ainda dentro das trompas, durante o trajeto desse óvulo para o útero. E esse é o motivo pelo qual as mulheres com trompas obstruídas não conseguem levar uma gravidez adiante.

 

Ovulação, dias férteis e gravidez

A ovulação é o período em que ocorre a liberação do óvulo e acontece por volta de 12 a 16 antes do primeiro dia de menstruação. É uma fase em que há uma liberação maior de hormônio, o corpo se prepara para receber o espermatozoide e para a fecundação.

Os dias férteis são aqueles em que a fecundação, de fato, pode ocorrer, pois é quando o óvulo é liberado pelo corpo feminino. Normalmente, o período fértil se estende do 11º ao 17º dia após a menstruação. São nesses dias que a mulher tem mais chances de engravidar e que as relações sexuais devem acontecer.

Um ponto interessante, e que nem sempre os casais se atentam, é em relação ao papel do espermatozoide nessa fase. Enquanto o óvulo sobrevive apenas 24 horas após a sua liberação, o espermatozoide pode sobreviver até 5 dias dentro do corpo da mulher.

Então, mesmo que a relação sexual aconteça fora do período fértil é possível a mulher engravidar, pois quando o seu óvulo for liberado, ele poderá encontrar o espermatozoide que se encontra por ali há, pelo menos, cinco dias.

Saber de todos esses detalhes é importante quando a mulher deseja engravidar de maneira espontânea porque ela ganha mais autonomia para programar as relações sexuais de acordo com a sua rotina e com as ações do seu corpo.

 

Formação do embrião

Dando prosseguimento ao processo de fertilização natural, quando o óvulo e o espermatozoide se encontram, eles formam o embrião, após algumas transformações celulares. Alguns dias depois, esse embrião chega no útero e se fixa nas paredes do endométrio. A partir daí acontece a tão esperada gestação.

Como dissemos, o processo de fecundação é bem simples, mas nem sempre acontece da forma como o esperado. Tanto o homem quanto a mulher podem apresentar algum problema que compromete ou impede esse encontro entre óvulo e espermatozoide ou não permite a continuidade da gestação. Podemos citar:

  • Baixa reserva de óvulos, muito comum em mulheres com idade avançada;
  • Má qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem;
  • Inflamações pélvicas, mais precisamente na parede do endométrio;
  • Obstruções nas trompas uterinas etc.

Todos esses problemas podem ser corrigidos após intervenção médica em maior ou menor grau, possibilitando a gravidez.

 

Fertilização natural e Fertilização in vitro

Quando o casal não consegue engravidar de maneira espontânea e natural, ele pode procurar um tratamento para gravidez, descobrindo e tratando as causas da infertilidade. Um dos procedimentos mais comuns é a fertilização in vitro, que também é um dos tratamentos com melhores índices de resultados positivos.

A fertilização in vitro acontece em algumas etapas. A primeira delas é a estimulação ovariana em que a mulher recebe alguns medicamentos para que o óvulo amadureça, seja liberado.

Depois de liberado, esse óvulo é capturado pelo médico. Logo em seguida, o homem também tem seus espermatozoides recolhidos. O próximo passo é a fecundação dos gametas (óvulo e espermatozoide) em ambiente externo, fora do corpo da mulher.

Após a fecundação, o embrião fica em cultivo por alguns dias e é transferido para o útero da mulher quando estiver em condições de se desenvolver e começar, de fato, a gestação. Esse é o passo final da fertilização in vitro. Após 12 dias, já é possível ter o resultado do processo.

 

Fertilização in vitro natural

A fertilização in vitro é um procedimento considerado mais complexo e com intervenção médica direta, como vimos na descrição mais acima. Logo, a fecundação não pode ser chamada de natural. Entretanto, também existe a opção da fertilização in vitro com menos impacto na mulher.

Estamos falando da fertilização in vitro natural. Nesse tratamento, a mulher não recebe medicação para estimular a produção de óvulos. É aproveitado o óvulo liberado normalmente durante a ovulação.

A fertilização in vitro em ciclo natural tem algumas vantagens. Um deles é o custo mais baixo do tratamento, tornando-o mais acessível a um número maior de casais. Também não há efeitos colaterais, que normalmente surgem devido aos hormônios utilizados na indução ovariana.

Apesar das vantagens, as chances de fecundação podem ser um pouco mais baixas do que a fertilização in vitro tradicional. O ideal é que a recomendação de um ou outro procedimento para engravidar seja orientado pelo médico que acompanha o casal em seu tratamento de fertilidade.

Com as informações listadas aqui, pudemos saber de forma mais detalhada como acontece a fertilização natural. Podemos defini-la como o encontro espontâneo entre óvulo e espermatozoide, dentro do corpo da mulher, tendo como consequência a gravidez. Para que ocorra, a mulher precisa manter relações sexuais dentro do período fértil e o casal não pode ter problemas de fertilidade.

Havendo algum impedimento da gravidez espontânea, o casal pode optar pela fertilização in vitro clássica, natural ou outros procedimentos disponíveis, sempre com indicação médica e de acordo com as características de cada caso.

 

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Aborto espontâneo: veja alguns sinais que podem indicar um aborto?

Wed, 04/21/2021 - 10:19

Quando um casal consegue engravidar, a descoberta é motivo de comemoração. Novos planos são traçados e a expectativa é de que tudo dê certo e saia como o planejado. Infelizmente, não é sempre que isso acontece. O aborto espontâneo é um dos acontecimentos mais comuns e quase todas as mulheres passarão por isso um dia. Veja a seguir por que isso acontece e como identificar um aborto natural.

Aborto espontâneo: o que é?

Podemos definir o aborto espontâneo como um acontecimento involuntário que põe fim a uma gravidez. Ou seja, o aborto acontece por circunstâncias que não têm relação com o desejo da mulher. Geralmente, ocorre devido a alguma ocorrência anormal na própria gestação.

O período em que há um risco maior de um aborto espontâneo é quando a gestação está entre 12 e 22 semanas, ou seja, por volta dos três meses até cinco meses e meio. Nesse último caso, é chamado de aborto tardio devido ao tempo prolongado da gestação até o momento da interrupção.

Sinais de um aborto espontâneo

Como identificar a ocorrência de um aborto natural? Bom, existem alguns sintomas comuns a essa situação. Saiba mais a seguir.

Sangramento

O sangramento que indica um aborto espontâneo pode acontecer em qualquer fase da gravidez. A mulher pode identificar uma perda pequena ou maior de sangue durante este evento. Acompanhado desse sangramento, podem surgir coágulos sanguíneos, além de uma forte dor abdominal.

Esse momento se assemelha com uma cólica menstrual mais forte do que as tradicionais, com dores não só na região pélvica, mas também na região lombar. Outro ponto importante a se observar é a coloração do sangue que, geralmente, é muito mais vivo quando a gravidez já está um pouco mais avançada.

Bebê deixou de crescer

Uma das formas mais comuns de acompanhamento da evolução da gestação é o monitoramento do crescimento do bebê através do exame de ultrassom. Quando o médico percebe, através desse exame de imagem, que o bebê não está crescendo como o esperado, também é um sinal de alerta que pode indicar a morte do feto dentro do útero da mãe.

Ausência de movimentos do feto

A partir dos dois meses de gestação, algumas mulheres já sentem o bebê fazendo movimentos dentro da barriga. Quando esses movimentos desaparecem por mais de cinco horas seguidas ou após uma perda significativa de sangue é provável que tenha ocorrido um aborto espontâneo.

Além disso, a mulher também pode deixar de sentir todos os outros sintomas que ocorriam enquanto estava grávida, como náuseas, dor nas mamas, sonolência etc. Como a gravidez foi interrompida, os sintomas da gestação também desaparecem.

Quando o aborto acontece devido a alguma infecção interna, a mulher também pode sentir um mal-estar generalizado, uma sensação de que está doente. Alguns sintomas são febre, dor no corpo, calafrios, moleza e desânimo.

O que pode provocar um aborto espontâneo

Como dissemos, o aborto que acontece forma natural é muito comum, especialmente nos primeiros meses da gravidez e atinge uma porcentagem significativa de mulheres gestantes nessa fase. As causas mais comuns do aborto espontâneo são:

  • Idade avançada da mulher: em uma gravidez tardia, os óvulos têm uma qualidade menor, inviabilizando a gravidez;
  • Má formação fetal, geralmente devido a alguma alteração genética e que impede que o embrião se desenvolva;
  • Traumas na região da barriga;
  • Infecções e outras alterações uterinas, como obstrução das trompas;
  • Hipertensão e diabetes descontrolados;
  • Problemas hormonais;
  • Trombofilias;
  • Uso frequente de álcool, cigarro e drogas ilícitas.
Mais comum do que se imagina

O aborto espontâneo é um acontecimento bastante comum e nem todas as mulheres que passam por essa situação conseguem identificar o que, de fato, está acontecendo. Isso porque nem sempre a mulher percebe que o atraso menstrual é, na verdade, uma gravidez.

No entanto, essa gravidez não evolui e em poucos dias ou semanas acontece o desprendimento do óvulo, gerando o sangramento. Diante disso, a mulher pode achar que a menstruação atrasou e depois chegou de maneira um pouco mais intensa, com cólicas e alguns coágulos sanguíneos.

Essa situação é comum e acontece com frequência, principalmente em mulheres jovens, com vida sexual ativa nos períodos férteis do seu ciclo menstrual. 

Se a interrupção tiver ocorrido no comecinho da gravidez, os sinais são mais leves. À medida que a gravidez evolui, os sintomas de um aborto são mais fortes e perceptíveis.

O que fazer após o aborto natural

Quando o aborto espontâneo acontece no começo da gravidez e sem relação com infecções, o aborto espontâneo precoce, geralmente o corpo se encarrega de expulsar qualquer vestígio do embrião através do sangramento vaginal. Nesses casos, a mulher deve procurar um médico para confirmar o ocorrido, mas normalmente não há necessidade de outros procedimentos invasivos.

A cirurgia é indicada nos casos em que o aborto é tardio, ou seja, quando acomete a mulher em um estágio mais avançado da gravidez. Nesses casos, algum material pode ficar retido dentro do útero, sendo necessário fazer a retirada desse excesso.

Como lidar com o psicológico após o aborto natural

O aborto espontâneo é uma situação muito difícil para o casal que está planejando uma gravidez ou que, mesmo sem planejamento, já estava se adequando à nova realidade. Para a mulher, é algo bem mais complexo, principalmente porque a gestante se sente culpada pelo ocorrido, na maioria das vezes.

Quando o casal está realizando um processo de gravidez assistida, após meses tentando engravidar de forma natural e sem sucesso, o aborto pode ser ainda mais estressante. A orientação principal é tentar entender o que houve e descobrir as razões que impediram a gestação de prosseguir.

Em seguida, o casal já pode fazer uma nova tentativa, dessa vez com muito mais chances de a gravidez dar certo, já que todas as precauções serão tomadas para que o problema não se repita na próxima gestação.

Mais importante ao casal, no entanto, é acolher a dor e a tristeza e se permitir viver o momento de perda, sem buscar culpados ou desistir de engravidar por achar que nunca vai conseguir. Com um acompanhamento médico contínuo e bem realizado é possível alcançar o tão esperado sonho da gravidez.

 

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Para quem a fertilização in vitro é indicada?

Sat, 04/17/2021 - 15:16

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes em um tratamento de gravidez. O procedimento é um pouco mais complexo do que os demais métodos, uma vez que os embriões são fecundados fora do corpo da mulher e transferidos para o útero posteriormente. Saiba mais sobre a fertilização in vitro e em quais situações ela é indicada.

O que é a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica utilizada para ajudar casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de engravidar. O processo é dividido em várias etapas que incluem:

  • Estimulação ovariana;
  • Captura de óvulos de boa qualidade;
  • Captação de espermatozoides sadios e fortes;
  • Fecundação em ambiente externo;
  • Introdução do embrião no útero da mulher.
Indicações da fertilização in vitro

Quando o casal procura uma clínica de reprodução assistida para tentar engravidar, ele ainda não sabe o que está impedindo a gestação natural. Portanto, a indicação de um ou outro método depende do resultado da investigação médica. Alguns dos casos mais comuns são:

Baixa reserva ovariana

Diferente do homem que produz espermatozoides durante toda a sua vida, a mulher possui uma reserva única de óvulos, que começam a ser liberados logo que ela inicia o seu ciclo reprodutivo, ou seja, quando começa a primeira menstruação.

Todos os meses esses óvulos são liberados dentro do ciclo menstrual e vão diminuindo na sua quantidade à medida que o tempo vai passando. A idade, portanto, é uma das principais causas da baixa produção de óvulos pelo corpo feminino.

Por causa dessa baixa reserva, a fecundação espontânea se torna mais difícil de acontecer, uma vez que há poucos óvulos à disposição dos espermatozoides. E a fertilização in vitro pode resolver esse problema através da estimulação ovariana.

Baixa produção de espermatozoides

Os homens produzem espermatozoides durante toda a vida, mas também podem apresentar redução nesse processo devido a algumas situações específicas como ejaculações frequentes ou alguma doença que atinja o seu sistema reprodutor.

Além disso, alguns espermatozoides podem não ser fortes o suficiente para viabilizar uma fecundação. Nesse caso, a FIV também é uma indicação precisa e correta.

Como vimos anteriormente, uma das fases da fertilização in vitro é a coleta e a escolha de espermatozoides saudáveis, com mais chances de fecundar um óvulo com sucesso.

Obstrução tubária bilateral

A obstrução das trompas é uma condição prejudicial à gravidez e que pode trazer consequências danosas à mulher, caso a gestação aconteça. 

As trompas desempenham um papel fundamental durante o processo de fecundação. São elas que capturam o óvulo liberado durante a ovulação e é dentro das trompas que acontece o encontro entre óvulo e espermatozoide. 

A obstrução tubária bilateral, que atinge as duas trompas, não só dificulta a gestação, mas também a torna extremamente arriscada. Essa obstrução pode fazer com que a gravidez ocorra dentro das tubas uterinas, gerando o que chamamos de gravidez ectópica, ou seja, fora do útero.

Quando isso acontece, a gravidez não evolui e o crescimento do feto pode causar o rompimento das trompas, causando desde hemorragias e dores fortes até a morte da mulher.

Caso suspeite desse problema, o médico pode solicitar um exame, chamado de histerossalpingografia, que avalia a saúde das trompas e assim identificar possíveis bloqueios na região.

A obstrução tubária é causada por doenças e infecções ginecológicas e também pode ser consequência de alguma cirurgia na região pélvica. Não apresenta sintomas e a mulher geralmente só descobre o problema quando busca ajuda médica após inúmeras tentativas para engravidar, porém, sem sucesso.

Diante dessa situação, a mulher pode optar por uma cirurgia para tentar desobstruir as trompas ou engravidar através da fertilização in vitro, em que o embrião é inserido diretamente na cavidade uterina.

Idade materna avançada

A idade da mulher é um fator predominante quando o objetivo é engravidar. Por volta dos 20 anos de idade, as chances de uma gravidez espontânea acontecer chegam a 80%. A partir dos 35 anos, essa taxa cai para 10% e, após os 40 anos, as chances de uma gravidez natural chegam a 5%.

Ou seja, quanto mais idade a mulher tem, menor é a probabilidade de ela conceber um filho de forma espontânea, mantendo relações sexuais dentro do período fértil. Isso tudo acontece por causa da baixa produção de óvulos que, como já vimos, cai bastante com o decorrer do tempo.

Assim, uma mulher que esperou mais tempo para engravidar pode conseguir realizar o seu sonho de ser mãe optando pela fertilização in vitro, ainda que esteja em uma idade mais avançada.

É importante lembrar que a gravidez tardia pode acarretar problemas para a mãe e para o bebê. Por isso, deve ser acompanhada de perto pela equipe médica responsável pelo processo de reprodução assistida.

Tentativas de engravidar que ultrapassam um ano

Um ano é um período considerado suficiente para que casais jovens e saudáveis consigam engravidar, desde que estejam mantendo relações sexuais frequentes, dentro do período fértil. 

Caso a gravidez não aconteça, mesmo sem uma causa aparente que impeça a fecundação, é hora de tentar identificar o problema e solucioná-lo.

A infertilidade pode atingir mulheres e homens e apenas uma análise detalhada da saúde de ambos pode afirmar com clareza quais são as causas desse problema. Dentre as principais razões, podemos destacar:

Cabe ao médico identificar o fator impeditivo da gravidez e sugerir ao casal algum método de reprodução assistida para driblar a infertilidade. A fertilização in vitro é uma opção com ótimas taxas de sucesso, especialmente em casais mais jovens.

Além dos casos citados, a fertilização in vitro também é uma alternativa para:

  • Casais homoafetivos;
  • Mulheres que desejam uma gravidez independente;
  • Mulheres que realizaram laqueadura ou que tentaram reverter a cirurgia, sem sucesso;
  • Casais sem causa definida de infertilidade;
  • Pacientes oncológicos que desejam engravidar futuramente e precisam congelar seus óvulos e espermatozoides etc.

Como vimos, a fertilização in vitro é uma das maneiras mais eficazes de alcançar uma gravidez, mesmo que a mulher ou o homem apresente algum problema de fertilidade. De toda forma, a indicação do melhor método deve ser realizada pelo médico, de acordo com a individualidade de cada paciente.

 

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Quem entra na menopausa ainda pode engravidar?

Tue, 04/13/2021 - 19:13

Engravidar é o sonho de muitas mulheres. Porém, este não é um desejo que pode ser realizado em qualquer fase da sua vida. O tempo é um fator preponderante quando a mulher deseja engravidar espontaneamente. E quando a menopausa vai chegando, as chances de uma gestação acontecer se tornam ainda menores. Se você também tem dúvida sobre gravidez na menopausa, continue lendo, pois é sobre isso que falaremos a seguir.

Menopausa: o que é?

A menopausa é o período em que o ciclo reprodutivo da mulher se encerra e acontece, geralmente, a partir dos 40 anos de idade. A característica principal da menopausa é a ausência da menstruação por mais de 12 meses, de forma ininterrupta. Ou seja, sem nenhum ciclo menstrual dentro desse intervalo.

Dos 40 aos 55 anos de idade, há um desequilíbrio hormonal que prejudica a ovulação e provoca incômodos diversos na mulher, como ondas de calor, boca seca, irritação, palpitações, dores de cabeça e alteração da libido. São os sinais mais relatados da menopausa.

O período que antecede a menopausa é chamado de climatério ou pré-menopausa. É uma fase em que a menstruação acontece de forma irregular, com um espaço maior entre uma e outra. Muitas mulheres confundem e acham que estão na menopausa quando, na verdade, ainda estão na fase anterior a ela, principalmente porque os sintomas são os mesmos.

Conhecer o significado desses dois termos é importante para entender de vez a relação entre climatério, menopausa e gestação.

Gravidez na menopausa é possível?

Não. Engravidar de forma natural durante a menopausa não é possível. Como vimos, nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio hormonal com ausência ou redução drástica dos hormônios necessários para o amadurecimento do óvulo e preparação do útero para o recebimento do embrião.

Um ponto importante a ser observado é que à medida que vai envelhecendo, a fertilidade da mulher vai diminuindo. Isso acontece porque a mulher nasce com uma quantidade única de óvulos, que são liberados ao longo de toda a sua vida.

Conforme a idade vai chegando, os óvulos vão diminuindo, reduzindo também as chances de uma fecundação, mesmo que a mulher tenha relações sexuais frequentes durante o período fértil. O ápice da redução dos óvulos é a menopausa, cujas alterações hormonais impedem uma gestação espontânea.

Outro fator impeditivo da gravidez natural nesse período é o não crescimento das paredes do endométrio, fundamental para o acolhimento do embrião.

Gravidez na pré-menopausa

Entretanto, é possível engravidar no período do climatério, estágio que antecede a menopausa. Isso porque, durante o climatério, a mulher ainda apresenta ciclos menstruais, mesmo que irregulares. Portanto, mesmo com baixa produção de óvulos, comum a partir dos 35 anos, ainda é possível que na pré-menopausa a mulher engravide naturalmente, às vezes, sem esperar por aquilo.

Ainda assim, a taxa de gravidez nessa fase é bastante baixa. A partir dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar de forma natural é de cerca de 10%. Dos 40 em diante, essa taxa cai para 5%.

Além disso, a mulher com idade avançada produz óvulos mais frágeis e com menos chances de serem fertilizados ou de se desenvolverem dentro do útero. Por isso, as alterações genéticas e deformações do embrião são comuns quando a gravidez ocorre em mulheres de mais idade.

Fertilização in vitro para uma gravidez tardia

Quando a mulher não consegue engravidar no seu período mais fértil, entre 20 e 35 anos de idade, mas continua com o desejo de ser mãe, a recomendação é optar por um tratamento de gravidez.

A fertilização in vitro é uma opção para a gravidez tardia, que ocorre a partir dos 40 anos de idade, mais especificamente. Junto com a doação de óvulos, esse procedimento pode dar à mulher a oportunidade de gerar um filho, ainda que tenha uma idade mais avançada.

Na fertilização in vitro, há estimulação ovariana para a produção de óvulos. Esses óvulos são retirados e fecundados em ambiente externo. Depois, são levados novamente para o útero para que a gestação se desenvolva.

Quando a mulher não produz mais óvulos ou oferece óvulos de baixa qualidade, ela precisa contar com a ajuda de outra mulher: a doadora de óvulos. O tratamento da FIV, então, é realizado nas duas interessadas.

A doadora é estimulada com uso de hormônios para a produção de óvulos fortes, enquanto a receptora passa por um tratamento para fortalecer o endométrio e o útero a fim de receber o embrião já fecundado.

A fertilização in vitro com ovodoação é uma técnica legalmente reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e aumenta as chances de gravidez tardia em até 50%, bem diferente da taxa natural que fica em torno de 5%.

Precisamos lembrar, entretanto, que a doação de óvulos tem que ser feita de forma espontânea, sem qualquer caráter lucrativo, envolvendo as duas partes.

Os riscos de uma gravidez tardia

Uma gravidez que ocorre quando a mulher tem mais de 40 anos é considerada de risco tanto para a mãe, quanto para o bebê. Diversos problemas podem surgir como diabetes gestacional, aborto espontâneo, aumento da hipertensão arterial gerando quadros de eclâmpsia, alterações genéticas e parto prematuro.

No entanto, isso não quer dizer que a mulher precise abandonar o sonho de ser mãe. Quer dizer que, ao optar por uma gravidez tardia, independente dos motivos que a levaram a essa condição, é preciso redobrar os cuidados e, assim, evitar a incidência dos problemas citados.

O acompanhamento com o obstetra deve acontecer durante todo o período da gravidez, com avaliações frequentes e relatos constantes ao médico, caso seja identificado algum incômodo inesperado ou diferente do esperado para o período.

Como vimos, não há possibilidade de uma gravidez natural quando a mulher está na menopausa. O que pode acontecer é a gravidez durante o climatério, o período que antecede a menopausa, no qual a mulher ainda ovula, mesmo que irregularmente. E, mesmo assim, as chances são reduzidas. A menopausa se caracteriza por 12 ou 24 meses de ausência total de menstruação, inviabilizando a fecundação, simplesmente porque não há óvulo a ser fecundado.

Para mulheres que estão tentando uma gravidez tardia, a opção é a fertilização in vitro, junto com a ovodoação. Ainda que haja riscos, estes são minimizados com controle rigoroso e acompanhamento frequente do médico obstetra, garantindo à mãe e ao bebê uma gestação saudável e segura.

 

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Quanto tempo esperar entre os ciclos de fertilização In vitro?

Mon, 04/12/2021 - 08:00

A fertilização in vitro é um dos tratamentos para engravidar mais comuns e mais eficazes também. Em média, as taxas de sucesso chegam a 55% por tentativa, chegando ao dobro de chances se comparado a uma gravidez que ocorre de forma espontânea, que tem incidência positiva de 20%. Contudo, um resultado satisfatório depende de inúmeros fatores e quando isso não acontece, a recomendação é uma nova tentativa. Mas, você sabe dizer quanto tempo é preciso esperar entre um ciclo e outro? Falaremos um pouco mais sobre isso a seguir. Confira.

Quando a primeira tentativa não dá certo

Para que a fertilização in vitro dê certo e a gravidez se concretize, é preciso que as condições sejam favoráveis, assim como deve ser em uma gravidez que ocorre naturalmente.

Assim, uma gravidez bem-sucedida depende de embriões saudáveis e sem deformidades e exige que o organismo da mulher esteja em boas condições para receber e acolher esse embrião. Qualquer alteração pode impedir a fixação do embrião no útero ou gerar um aborto espontâneo.

Quando a primeira tentativa de gravidez não tem um resultado positivo, o primeiro passo é identificar as causas dessa falha. O médico faz uma avaliação para diagnosticar o que houve de errado e sugere uma nova investida, com a correção dos problemas encontrados no tratamento anterior.

Desta forma, o médico pode pedir novos exames, fazer novos testes e investigar mais a fundo as causas da infertilidade no casal. É de extrema importância fazer esse novo levantamento de dados para que todas as possíveis causas sejam, de fato, eliminadas ainda na fase anterior ao implante do embrião.

Controlando a ansiedade

É importante deixar claro que o fato de um procedimento não ter dado certo não significa que a causa daquele impedimento ocorrerá novamente nas próximas tentativas. Também não quer dizer que a mulher jamais poderá ter filhos.

É muito comum que o casal tente achar culpados para a falha da gravidez, tenha picos de estresse ou perca a esperança de um dia ter filhos.

Apesar de ser uma reação normal e compreensível, esse tipo de sentimento não deve ser estimulado ou alimentado porque pode prejudicar ainda mais as tentativas futuras, além de não ser, de fato, uma interpretação real dos fatos. Não há um único culpado, mas um conjunto de fatores que podem estar atrapalhando a realização desse sonho.

Apesar da alta taxa de fertilidade da FIV, não podemos esquecer do outro lado: a porcentagem que não alcançou o resultado esperado. Por isso, cada caso deve ser avaliado na sua individualidade com a intenção de descobrir onde está o erro e fazer o possível para saná-lo o mais breve possível.

Quanto tempo esperar entre uma tentativa e outra?

Após um procedimento que não deu certo, o médico recomenda que o casal faça uma nova tentativa de engravidar. E, para isso, não é preciso esperar muito. No mês seguinte já é possível fazer um novo ciclo de fertilização in vitro.

Contudo, é preciso avaliar com ainda mais cuidado todas as condições para um novo tratamento, aumentando as chances de tudo sair como o desejado. O que deve ser observado na próxima tentativa de engravidar:

Idade da mulher

À medida que a mulher envelhece, a quantidade de óvulos que ela possui diminui, bem como a qualidade deles, o que atrapalha a fecundação e impede uma gestação saudável.

Embrião com boas condições

Óvulos de mulher em idade avançada costumam ser mais frágeis e, mesmo após a fecundação pelo espermatozoide, o embrião pode apresentar alguma alteração nos cromossomos, impedindo o seu desenvolvimento dentro do útero.

Endométrio receptivo ao embrião

A transferência do embrião para o útero precisa ocorrer durante a fase em que haja uma boa recepção do endométrio. Do contrário, o embrião é rejeitado e não consegue se fixar na parede uterina. 

Para evitar essa rejeição, a equipe médica deve observar se há a presença de algum problema no órgão como mioma, cisto, endometriose ou qualquer tipo de inflamação impedindo o avanço do processo.

A segunda tentativa pode ser mais eficaz do que a primeira. Por quê?

Sim, há razões para que a segunda tentativa da fertilização in vitro seja mais eficiente do que o primeiro procedimento. Essa afirmação reitera a necessidade do casal em continuar tentando e não desistir diante do primeiro obstáculo. Veja o porquê:

  • O médico já sabe o que não deu certo na primeira vez e tomará todos os cuidados para que tal problema não se repita no próximo procedimento, podendo mudar os medicamentos utilizados ou, até mesmo, a técnica realizada;
  • O casal também poderá corrigir alguns erros cometidos durante o tratamento. Poderão melhorar a alimentação, largar o cigarro e a bebida, fazer atividades físicas, controlar o estresse e a ansiedade, que também são fatores impeditivos da gestação;
  • O estímulo de óvulos ocorrido na primeira tentativa pode permanecer por mais tempo e se estender até o próximo ciclo, aumentando a quantidade de óvulos liberados no mês seguinte.

Por isso, o médico tem total segurança para sugerir uma nova tentativa, uma vez que existem chances reais desse procedimento dar certo e o casal conseguir engravidar, da forma como deseja.

Qual é o limite de tentativas?

Não existe uma quantidade de tentativas de fertilização in vitro permitidas ao casal. O que deve ser levado em conta são as características de cada um, suas condições de saúde, seus desejos, os motivos das falhas e a presença de chances reais da gravidez dar certo.

A fertilização in vitro, assim como todo tratamento para engravidar, não é um jogo de sorte e de tentativas aleatórias. Todas as etapas são realizadas de forma planejada, de acordo com as singularidades de cada casal e após avaliações minuciosas de cada procedimento realizado.

A fertilização in vitro é um dos métodos para engravidar mais utilizados porque possui ótimas taxas de resultados positivos. Contudo, é possível que o procedimento não ocorra como o esperado e o casal tenha que se deparar mais uma vez com uma nova tentativa. Felizmente, não é preciso esperar muito tempo para realizar o sonho de ter um filho e, no mês seguinte, já é possível dar início a um novo tratamento, dessa vez, com maiores chances de dar certo.

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Coito programado: o que é?

Sun, 04/04/2021 - 15:35

O coito programado é uma técnica bastante antiga, e de baixa complexidade, utilizada para aumentar as chances de gravidez diante de casos leves de infertilidade. Diferente dos outros tipos de tratamento, o coito programado é um procedimento simples, porém eficiente com resultados bastante satisfatórios para o casal. Vamos saber mais sobre o assunto?

O que é o coito programado?

O coito programado, também chamado de namoro programado ou relação programada, é um dos tipos de tratamento para engravidar que tem o objetivo de estimular a fertilidade da mulher.

A mulher é acompanhada por uma equipe médica que verifica o período em que o seu corpo estará mais propício para gerar um bebê. Com essa informação, o casal saberá o dia ideal para investir em mais relações sexuais e aumentar as chances de ter um filho.

Em alguns casos, a mulher pode receber uma pequena dose de hormônios para estimular a produção de óvulos pelos ovários. Todo esse processo é acompanhado por meio de exames de imagem, como o ultrassom.

Vantagens do coito programado

O coito programado é um procedimento simples, porém eficaz. Veja porque essa técnica viabiliza e aumenta as chances de uma gravidez natural.

  • O primeiro ponto, e o mais importante, é que o casal passa a saber qual é o momento exato para ter a relação sexual e aumentar as chances de engravidar;
  • Há um estímulo do ovário para que haja a liberação de óvulos de melhor qualidade;
  • O exame de ultrassom diagnostica o crescimento do endométrio, até que ele chegue à espessura ideal para o acolhimento do óvulo, entre 6 e 7 mm. Endométrio com paredes muito finas é uma das causas mais comuns para a não sobrevivência do embrião dentro do útero;
  • Saber qual será o momento propício para a gravidez também ajuda e orienta o homem a se preparar melhor para aquela data. Sabemos que um embrião forte e com ótimas condições de sobrevida depende diretamente da qualidade do espermatozoide.

Assim, o casal também pode usar o tempo que tem disponível até a data do coito programado para evitar ou aumentar a frequência de relações.

Vale lembrar que para gerar um espermatozoide de qualidade, o homem precisa ter relações sexuais em dias alternados, devendo evitar relações diárias. Também não pode passar muito tempo sem ejacular, por exemplo, pela mesma razão.

Indicações e requisitos do coito programado?

O coito programado é indicado para casos leves de infertilidade que, geralmente, são causados por ovulação irregular ou outros distúrbios ovulatórios. Geralmente, é a primeira opção de casais que tentam engravidar há alguns meses sem sucesso.

Também é uma alternativa para mulheres com mais de 35 anos, cuja produção de óvulos é bastante reduzida nesta fase. Caso o médico não encontre uma causa aparente da infertilidade, ele também pode recomendar a técnica do coito programado para a tentativa de gravidez.

Para que o casal possa realizar esse tratamento, é preciso que ele atenda a dois requisitos básicos. São eles:

A mulher deve apresentar tubas uterinas normais, o que é verificado por meio de três exames: 

  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Medição de dosagem hormonal;
  • Histerossalpingografia, exame que verifica a situação do útero e todos os seus componentes.

Já o homem deve ser capaz de produzir espermatozoides em quantidade e qualidade apropriados, o que também é facilmente diagnosticado através do exame espermograma.

Como é realizado o coito programado?

São basicamente três etapas que compõem o método do coito programado: o estímulo ovariano, a indução dos óvulos e a relação sexual na data correta. Saiba mais sobre essas etapas a seguir:

Estímulo ovariano

Na etapa inicial, a mulher recebe alguns hormônios, via oral ou injetável, que têm o objetivo de acelerar o crescimento dos folículos ovarianos, para que sejam produzidos óvulos com a qualidade necessária para a fecundação.

Esse procedimento acontece, em geral, a partir do 2° e 3° dia da menstruação, com doses sucessivas de hormônio ao longo dos próximos 5 ou 12 dias, dependendo do tipo de hormônio utilizado.

Indução ovular

A segunda fase do processo consiste na aplicação de outro hormônio, dessa vez para induzir a liberação de óvulos dentro de um determinado período. 

Esse hormônio é o HCG, também conhecido como hormônio da gravidez. Logo após a indução, o casal é orientado a manter relações sexuais para que o espermatozoide encontre o óvulo que foi liberado algumas horas atrás.

Todo esse processo de estímulo ovariano é complementado e acompanhado por exames de imagem como o ultrassom. É através dele que o médico consegue perceber as alterações no útero e no endométrio, esperadas para a recepção do óvulo e da fecundação.

Um ponto importante que deve ser destacado é em relação à quantidade de óvulos liberados nesse processo. O médico tem o cuidado de induzir a liberação de, no máximo, três óvulos. Essa limitação é para evitar a ocorrência de gestações múltiplas, o que pode ser arriscado para a mulher em idade avançada.

Relação sexual

A parte final desse procedimento é o coito, ou seja, a relação sexual, sem contraceptivo e dentro do período estabelecido pelo médico que acompanha o casal. Esse é o momento tão esperado para o casal, enfim, alcançar uma gravidez e deve ocorrer algumas horas depois do uso do hcg.

Taxa de sucesso do coito programado

O coito programado tem ótima taxa de sucesso. Cerca de 20% dos procedimentos têm um resultado positivo. O tratamento dura, em média, 15 dias desde a injeção de hormônios até a relação sexual. 

15 dias depois do coito, a mulher deve fazer o teste de gravidez para conferir o resultado. Ou seja, em um mês já é possível começar e terminar o tratamento.

Se o resultado do teste de gravidez for negativo, o casal pode continuar tentando engravidar, através dessa mesma técnica. Contudo, após três tentativas seguidas sem sucesso, é recomendado que o casal parta para outras opções de reprodução assistida.

Obviamente, cada caso deve ser avaliado com cuidado pelo médico que acompanha o casal e cabe a eles decidirem o que for melhor e mais conveniente para ambos.

O coito programado é uma técnica de reprodução assistida comumente utilizada por casais que não conseguem engravidar devido a algum problema simples de infertilidade ou quando a mulher apresenta ovulação irregular. É um método bastante simples, rápido e com boa taxa de eficácia. Contudo, a indicação desse ou de outro tratamento deve ser orientada pelo médico que acompanha o casal, de forma individualizada.

 

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Qual a frequência adequada de relações para aumentar as chances de engravidar?

Sat, 04/03/2021 - 16:33

Quando estão tentando engravidar, muitos casais acabam caindo na crença de quanto mais relações eles tiverem, maiores serão as chances dessa gravidez dar certo. Essa ansiedade é natural e compreensiva, uma vez que o processo de gestação desperta, de fato, muitas emoções nos envolvidos. Entretanto, existem alguns fatores que devem ser levados em consideração antes de aumentar a frequência da relação sexual e é sobre isso que falaremos adiante.

Por que ter relações todos os dias não ajuda?

Parece natural pensar que quanto mais relação um casal tiver, mais rapidamente a mulher vai engravidar. E é isso que muitos deles fazem. No entanto, não é assim que acontece. Ter relações todos os dias não garante que a gravidez ocorra mais rápido.

É preciso levar em conta alguns fatores como o período fértil da mulher e também o intervalo entre as relações, fundamental para a qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem. Falaremos melhor sobre esses dois fatores adiante.

Então, ter relações sexuais todos os dias para engravidar, sem saber se está no período fértil ou não pode gerar bastante frustração aos dois. Além disso, pode se tornar até um fator impeditivo da gravidez, uma vez que a ejaculação frequente não contribui para a boa qualidade dos espermatozoides.

Frequência ideal de relações para conseguir engravidar

O ideal é que se mantenha 1 relação sexual no período fértil da mulher em dias intercalados. Veja a seguir o porquê desse cuidado.

Período fértil da mulher

O período fértil da mulher é aquele em que o ovário libera o óvulo em direção ao útero para que ele seja fecundado por um espermatozoide. Para o homem não há período fértil, mas para a mulher esse momento existe e é durante esse tempo que a gravidez pode acontecer.

Por isso, ter relações fora do período de ovulação na esperança de engravidar é algo que não funciona porque o espermatozoide chega ao útero, mas não encontra óvulo para fecundar. Portanto, é fundamental que a mulher reconheça o momento realmente propício para uma gravidez.

Intervalos entre uma relação e outra

Até aqui você já sabe que precisa ter relações sexuais com o seu parceiro dentro do período fértil para ter mais chances de engravidar. Além disso, não precisa ter relações diárias, mas sim de maneira intercalada. Ou seja, um dia sim e outro não.

Respeitar esse espaço de tempo entre uma relação e outra é importante por causa de alguns fatores. Quando passa de 1 a 3 dias sem ejacular, o homem garante uma quantidade maior de sêmen, o que também implica em espermatozoides maduros e fortes, mais indicados para aumentar as chances de uma gravidez.

Entretanto, passar muito tempo sem ejacular pode causar o efeito contrário, ou seja, a má qualidade desses espermatozoides. Por isso, o ideal é manter relações com 1 ou 2 dias de intervalo, dentro do período fértil da mulher.

Vale lembrar também que, quando está dentro do útero, o espermatozoide pode sobreviver por até 72 horas, possibilitando a gravidez mesmo em um dia em que não há relação sexual. Enquanto isso, o óvulo tem uma sobrevida de até 24 horas após ser lançado no útero.

Como identificar o período fértil

Mas, como saber qual é o seu período fértil para, então, ter relações sexuais e aumentar as chances de uma gestação? Em primeiro lugar, a mulher precisa saber como funciona o seu ciclo menstrual, identificar os dias em que está mais propícia para engravidar.

Um ciclo regular dura cerca de 28 dias. Começa com o início do período menstrual e termina quando chega a menstruação seguinte. 11 dias depois, a mulher já está em período fértil que pode durar até o 17° dia. Vejamos um exemplo:

Uma mulher que tem um ciclo regular de 28 dias, cujo período menstrual começou no dia 5 de abril, estará no período fértil entre os dias 15 e 21 de abril. Ou seja, o período fértil começa três dias antes da metade do ciclo e termina três dias depois.

Vale fazer essas anotações na agenda para não esquecer e se confundir. De posse dessa informação, a mulher e seu parceiro já podem se programar para manter relações sexuais dentro desses 7 dias, de forma alternada, sem uso de contraceptivo.

Calcule seu próximo dia fértil aqui.

Mulher com ovulação irregular

Quando a mulher não tem um ciclo regular, ou seja, quando a menstruação não segue um padrão de começo e fim, é bem mais difícil identificar o período fértil. Nesses casos, para aumentar as chances de engravidar, o recomendado é que ela mantenha relações sexuais cerca de 3 vezes por semana, logo que a menstruação finalizar.

Além disso, a mulher também pode ficar atenta a alguns sinais que o corpo oferece quando a ovulação está próxima como, por exemplo:

  • Aumento da temperatura corporal;
  • Muco vaginal mais espesso e elástico;
  • Dor uterina leve. Esse sinal é relatado por algumas mulheres e pode acontecer na hora da liberação do óvulo, quando há a ruptura do folículo, gerando um pequeno desconforto na região da pelve.

Quando a mulher com ciclo irregular não consegue engravidar de forma espontânea, ela pode iniciar um tratamento de gravidez. Uma opção é o Coito Programado.

Nesse tratamento, a mulher é acompanhada pelo médico que verifica o momento mais propício para a gravidez, ou seja, o seu período fértil. Também pode haver estimulação dos ovários para uma produção melhor dos óvulos que serão fecundados.

Chances da mulher engravidar no período fértil

Manter relações sexuais dentro do período fértil aumenta as chances de engravidar, mas não garante eficácia de 100%. Um casal saudável, em que a mulher tenha menos de 35 anos, e que mantenha relações sexuais frequentes, tem a probabilidade de 20% de engravidar em um mês. Ou seja, de 10 casais nessas condições, que tentam engravidar em um mês, 2 deles obterá sucesso.

E quando existe algum fator impeditivo para a gestação, como infertilidade no homem ou na mulher, doenças genéticas ou ginecológicas, dentre outras, as chances de uma gravidez reduzem mais ainda. Por isso, diante de uma negativa ao tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica para identificar as razões e fazer o tratamento necessário.

Sendo assim, podemos concluir que manter 1 relação sexual, de maneira alternada, dentro do período fértil é suficiente para que ocorra a tão sonhada gravidez do casal. Para isso, a mulher precisa conhecer seu ciclo menstrual e reconhecer o período em que os óvulos são liberados para encontrar o espermatozoide, ou seja, o período fértil. Se, mesmo com insistência, o resultado for negativo, convém buscar orientação médica e iniciar um tratamento de gravidez, se for o caso.

 

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