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Cirurgião Vascular em São Paulo
Updated: 2 hours 7 min ago

Angioressonância Magnética

Wed, 02/12/2020 - 14:45

Existem diversos métodos de ressonância magnética para geração da imagem. O “Time-of-Flight” (TOF) não necessita do contraste derivado do gadolínio, mas as imagens não são tão boas para avaliação vascular. Quando contrastada com derivados de gadolínio e em resolução próxima da angiografia convencional, pode ser chamada de angiorresonância.

Angioressonância Magnética Vascular

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Tríade de Virchow

Wed, 02/12/2020 - 14:14

tríade de Virchow é uma teoria elaborada pelo patologista alemão Rudolf Virchow (1821-1902). A tríade é composta por três categorias de fatores que contribuem para a trombose venosa e trombose arterial: Lesão ao endotélio vascular. Estase venosa (Diminuição no fluxo sanguíneo)

Causas de Lesão Endotelial:

  • Trauma ou cirurgia
  • Punção venosa
  • Irritação quimica (medicamento)
  • Valvulopatia ou substituição da válvula cardíaca
  • Aterosclerose
  • Cateteres permanentes

Hipercoagulabilidade

  • Doença maligna (câncer)
  • Gravidez e periodo pós parto
  • Estrogênio (uso hormonal)
  • Trauma ou cirurgia dos membros inferiores, anca, abdome ou pélvis
  • Doença inflamatória intestinal
  • Síndrome nefrótica
  • Sépsis
  • Trombofilia

Estase Venosa

  • Fibrilação auricular
  • Disfunção ventricular esquerda
  • Imobilidade ou paralisisa
  • Insuficiência venosa ou veias varicosas
  • Obstrução venosa devido à tumor, obesidade ou gravidez

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Angiotomografia

Wed, 02/12/2020 - 14:01

A Tomografia Computadorizada, quando realizada sem contraste, permite avaliar outros órgãos não vasculares, a calcificação na parede arterial e aneurisma inflamatório.

Quando a tomografia computadorizada é feita com contraste arterial ou venoso, realizada em aparelho helicoidal com múltiplos canais, é chamada de angiotomografia.

Segmentação de Aorta por reconstrução tridimensional de angiotomografia

A avaliação da angiotomografia em computador é uma ciência a parte, o cirurgião vascular não deve ficar restrito ao laudo do radiologista e sim interpretar por si só as imagens. Por isso o Dr Alexandre Amato ministra o curso OsiriX de planejamento cirúrgico para cirurgiões vasculares há mais de uma década. Viajou o mundo conhecendo e aprendendo com os melhores: Equipe Prof Chiesa em Milão (2008), Equipe que criou o OsiriX – Rosset em Genebra na Suiça (2011) e Equipe Dr Maki Sugimoto na Universidade de Kobe no Japão (2016). Sempre trazendo novidades para o tratamento de seus pacientes no Brasil.     Anterior Próximo

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Não deixe a trombose te parar!

Mon, 02/10/2020 - 18:30
O que é trombose?

É uma doença causada pelo formação do trombo, que nada mais é do que um coágulo nos vasos (artérias ou veias) que interrompe o fluxo de sangue, causando sintomas de dor, inchaço e dificuldades de locomoção quando atinge os membros inferiores (pernas e coxas). Além disso, ela pode causar EMBOLIA PULMONAR (EP) ou, em casos mais raros, um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

A CADA 37 SEGUNDOS UMA PESSOA MORRE POR CAUSA DE UM COÁGULO SANGUÍNEO.

 

A falta de movimento por um longo período é a principal causa da trombose, seja por conta de internações hospitalares, viagens de avião e ônibus, entre outros.

 

 

Fatores de Risco

 

HISTÓRICO FAMILIAR: pessoas com familiares que já tiveram trombose ou doenças cardiovasculares similares, como AVC e Embolia Pulmonar.

PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA: pessoas que apresentam trombofilia, responsável por aumentar a formação de coágulos e obstrução dos vasos sanguíneos.

VARIZES: as varizes são veias dilatadas nas quais o sangue circula mais lentamente, e que favorece a formação de coágulos.

TABAGISMO: o cigarro predispõe à diminuição do fluxo de sangue, o que pode formar coágulos. Pare de fumar!

OBESIDADE: o problema costuma dificultar a movimentação, o que pode levar a longos períodos na mesma posição.

GRAVIDEZ: devido ao aumento das substâncias pró-coagulantes no sangue durante a gravidez, o risco de desenvolvimento de trombose é 6x maior em grávidas.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: um coração fraco não bombeia a mesma quantidade de sangue que um coração saudável, aumentando os riscos de coágulos.

CÂNCER ATIVO: devido a múltiplos fatores, como o aumento de fatores pró-coagulantes (resultado em hipercoagulabilidade), internações prolongadas, uso de cateteres nas veias e até mesmo a própria quimioterapia, pacientes com câncer têm risco aumentado de desenvolver trombose.

TERAPIAS HORMONAIS: há um aumento no risco de desenvolvimento de coágulos em qualquer terapia com estrógeno combinado ou não com progestágenos, sejam anticoncepcionais, sejam terapias usadas na menopausa e, até mesmo, por transgêneros. Apesar disso, são raros os casos associados ao uso desses medicamentos, cuja prescrição deve ser feita por médicos, com base no perfil de cada paciente, após avaliação de elegibilidade.

 

Como prevenir a trombose?

 

Além do acompanhamento médico, algumas iniciativas que podem ajudar a prevenir a trombose são:

  • Ter uma alimentação balanceada;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Movimentar as pernas se ficar longos períodos sentado;
  • Não fumar;
  • Sempre que houver orientação médica, usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa e/ou medicamentos, como anticoagulantes, caso seja necessário.

Em caso de histórico familiar ou sintomas como dor, aumento de temperatura, vermelhidão e rigidez da musculatura principalmente nos membros inferiores, comunique seu médico imediatamente.

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Dietas Cetogênicas. Não comer carboidrato é saudável?

Mon, 02/10/2020 - 07:59

Dieta cetogênica (“ceto”) é uma dieta extremamente restritiva a carboidratos e rica em gorduras.

Uma dieta cetogênica restringe a ingestão de carboidratos a menos de 25 a 50 gramas por dia, na tentativa de melhorar o uso pelo corpo das gorduras ou cetonas (ácidos produzidos pelo fígado) como combustível durante a restrição calórica. Dietas cetogênicas geralmente recomendam que apenas 5% das calorias sejam provenientes de carboidratos, juntamente com 75% de gordura e 20% de proteínas.

A dieta cetogênica foi desenvolvida pela primeira vez na década de 1920 para o tratamento de diabetes e epilepsia pediátrica. Agora ela está associada com a perda de peso e o controle da glicose no sangue em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2.

Usos Médicos De Dietas Cetogênicas

As dietas cetogênicas foram usadas inicialmente para tratar diabetes antes da descoberta da insulina. Essas dietas também foram usadas para tratar epilepsia de difícil controle em crianças. Recentemente, dietas cetogênicas foram promovidas como dietas para perda de peso e para controle da glicemia em pacientes com pré-diabetes e diabetes tipo 2. As dietas ceto podem levar à perda de peso a curto prazo, mas essa perda é semelhante ao que é alcançado com outras abordagens alimentares a longo prazo. As dietas ceto podem melhorar a glicose no sangue a curto prazo em pacientes com diabetes tipo 2, mas há evidências científicas inconclusivas de que essas dietas são superiores a outros regimes de perda de peso a longo prazo. Alegações sobre os benefícios da dieta cetogênica para câncer, demência e doença de Parkinson não são cientificamente comprovadas. Recentemente a dieta tem sido aplicada em pacientes com lipedema com bastante êxito.

Dietas Cetogênicas Melhoram A Saúde?

Dietas cetogênicas resultam em perda de peso para quem usa essa estratégia para reduzir a ingestão calórica geral, limitando todos os alimentos ricos em carboidratos, como pães, massas, arroz, bolos, biscoitos e refrigerantes. A maioria das frutas, legumes e grãos integrais também são excluídas. Atualmente, faltam dados de longo prazo sobre dietas cetogênicas e riscos cardiovasculares, câncer e outras doenças crônicas, e dietas com pouco carboidrato têm sido associadas ao aumento da mortalidade.

Quem Pode Se Beneficiar De Uma Dieta Cetogênica?

Indivíduos que desejam perder peso usando uma abordagem muito estruturada podem se beneficiar de uma dieta ceto. Para pacientes com pré-diabetes ou diabetes tipo 2, limitar os carboidratos a 5% das calorias pode ajudar a controlar a glicose no sangue, se contribuir para a perda e manutenção do peso. Pacientes com lipedema têm tido melhora sintomática e diminuição da desproporção.

Riscos Potenciais E Efeitos Colaterais De Uma Dieta Cetogênica

É comum sentir fadiga durante o exercício, falta de energia mental, aumento da fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação, náusea e desconforto estomacal. A longo prazo, uma dieta na qual apenas 5% do total de calorias provém de carboidratos torna-se impossível obter quantidades adequadas de fitonutrientes antioxidantes de frutas e vegetais. Nas duas primeiras semanas da dieta, pode haver aumento significativo na produção de urina e nas mudanças de fluidos, o que pode exigir ajuste dos medicamentos para hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes. É importante consultar um médico antes de tentar uma dieta cetogênica. Você deve mudar sua dieta apenas sob a supervisão de um médico e um nutricionista.

Alimentos para comer:

  • + Laticínios integrais
  • + Carne e aves
  • + Vegetais sem amido
  • + Azeite de oliva e óleo de Coco
  • + Nozes, castanhas e sementes
  • + Abacate
  • + Azeitonas

Alimentos para evitar

  • – Cereais (produtos à base de pão)
  • – Farinha de aveia, arroz e quinoa
  • – Tortillas de milho ou farinha
  • – Vegetais ricos em amido
  • – Batata
  • – Feijão
  • – Massas

 

Riscos potenciais e efeitos adversos

Baixa energia física e mental, fome, distúrbios do sono, cãibras musculares, constipação e desconforto estomacal durante as primeiras 2 semanas da dieta. A produção aumentada de urina e as mudanças de fluidos no corpo podem exigir ajuste de pressão arterial, insuficiência cardíaca e medicamentos para diabetes.

 

Fonte: JAMA

 

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Lipedema: síndrome da gordura dolorosa

Fri, 02/07/2020 - 18:33

O lipedema, também conhecido como “síndrome gordurosa dolorosa”, é uma doença crônica que ocorre principalmente em mulheres, caracterizada por excesso de tecido adiposo simétrico bilateral nos quadris e nas pernas superiores e/ou inferiores, combinado com uma tendência de inchaço nas pernas. A gordura pode se acumular nas pernas, coxas, culotes e mesmo braços. Veja área de distribuição do lipedema. A causa do lipedema é desconhecida, mas provavelmente inclui fatores genéticos, metabólicos, inflamatórios e/ou hormonais.

Os sintomas variam de acordo com os pacientes, mas podem incluir:

Excesso de gordura simétrica nas pernas
  • Gordura lipedêmica não afetada pela restrição calórica e/ou exercício
  • Início durante a puberdade, durante ou após a gravidez ou na menopausa
  • Pés, mãos e cabeça são menos afetados
  • Nos estágios iniciais, um tronco esbelto contrasta o excesso de gordura nos quadris, coxas, pernas e nádegas
  • Em fases posteriores, a gordura lipedêmica se manifesta no peito, torso, abdômen e extremidades superiores e a gordura torna-se fibrótica; síndrome metabólica é um risco
  • Braços são afetados em 80% dos casos de lipedema, embora geralmente menos que as pernas
Tegumentar
  • Dor nos tecidos afetados em repouso, em marcha e/ou quando tocado
  • Contusões/hematomas na pele de aparecimento fácil
  • Perda de elasticidade da pele
  • Acrocianose dos pés pode ser vista
Musculoesquelético
  • Marcha anormal devido à gordura da perna que afasta as pernas, levando a lesão no joelho, tornozelo e quadril, pronação do tornozelo
  • hipermobilidade
  • deterioração progressiva da mobilidade, se não tratada
Vascular
  • Inchaço piora com ortostase no verão
  • hipotermia da pele e queixas de extremidades frias
Critério de diagnóstico

O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e deve ser feito por exame físico sistemático. Os diagnósticos diferenciais incluem: obesidade e linfedema. Outras causas de edema da parte inferior das pernas (insuficiência venosa crônica, edema cíclico idiopático, edema devido a doença interna, medicamentos e edema ortostático) devem ser consideradas. É difícil distinguir entre formas leves de lipedema e variações “normais” de gordura. O uso de uma abordagem funcional com foco nas limitações das atividades da vida diária é recomendado.

Atualmente, não existe teste definitivo para lipedema. O diagnóstico é feito com base no histórico médico e inspeção manual e palpação de gordura. Os critérios para o diagnóstico incluem o seguinte:

  • Ocorrência quase exclusiva em mulheres
  • Manifestação bilateral e simétrica com envolvimento mínimo dos pés
  • Edema com depressão mínima com sinal negativo de Kaposi-Stemmer
  • Dor, sensibilidade à pressão
  • Maior fragilidade vascular; fácil sofrer contusões
  • Alargamento persistente após elevação das extremidades ou perda de peso

 

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Contato

Wed, 01/29/2020 - 19:15

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  • Amato - Instituto de Medicina Avançada - São Paulo/SP
  • Consultório no Hospital Albert Einstein - São Paulo/SP
  • Cord - São Caetano do Sul
Área de Interesse
  • Tratamento de varizes com laser / Endovascular
  • Tratamento de Lipedema
  • Tratamento endovascular avançado de aneurismas
  • Tratamento otimizado de estenose de carótidas
  • Embolização de miomas
  • Outros
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Lipedema

Wed, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

Doença Lipedema Linfedema Obesidade Lipo-linfedema Insuficiencia Venosa Característica Depósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos Deposito de gordura generalizado Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema Sexo F M/F M/F F M/F Quando inicia Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa) Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimento Qualquer idade Durante mudanças hormonais Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão Associação com dieta Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta com restrição calórica inefetiva Dieta e perda de peso são efetivas Dieta com restrição calórica inefetiva Sem relação com a ingestão calórica Edema/Inchaço Edema não depressível Edema depressível Sem edema Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais Sinal típico no exame físico Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer positivo Sinal de Stemmer negativo Sinal de Stemmer negativo ou positivo   Dor? Provavelmente dor nas áreas afetadas Sem dor inicialmente Sem dor Dor em áreas afetadas Provavelmente dor Frequencia na população Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas Baixa >30% dos norte americanos Desconhecido 30% dos norte americanos Celulite/Erisipela Sem história de celulite História possível de celulite ou erisipela   Provavelmente história de celulite Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite Genética/Hereditariedade Provavelmente história famíliar História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar Provavelmente história famíliar Provavelmente história famíliar de lipedema Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  https://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm, 3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema 5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184 6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnosed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported “However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population”. [28] corresponds to “Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641 9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856 10) van der Krabben, Tatjana “Lipedema got a ICD-10 code!” https://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+LipeseBlog+%28LIPESE+Blog%29 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem https://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description



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Lipedema

Wed, 01/29/2020 - 09:00

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com grande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de gordura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura lipedemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”, “celulite”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Também conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

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Diagnóstico diferencial

 

DoençaLipedemaLinfedemaObesidadeLipo-linfedemaInsuficiencia VenosaCaracterísticaDepósitos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pésDepósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãosDeposito de gordura generalizadoDepósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torsoEdema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edemaSexoFM/FM/FFM/FQuando iniciaDurante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)Após cirurgia que afeta o sistema linfático ou ao nascimentoQualquer idadeDurante mudanças hormonaisEm torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensãoAssociação com dietaDieta com restrição calórica inefetivaDieta com restrição calórica inefetivaDieta e perda de peso são efetivasDieta com restrição calórica inefetivaSem relação com a ingestão calóricaEdema/InchaçoEdema não depressívelEdema depressívelSem edemaMuito edema, um pouco depressível, alguma fibroseFrequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciaisSinal típico no exame físicoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer positivoSinal de Stemmer negativoSinal de Stemmer negativo ou positivo Dor?Provavelmente dor nas áreas afetadasSem dor inicialmenteSem dorDor em áreas afetadasProvavelmente dorFrequencia na populaçãoMelhor estimativa é de 11% das mulheres adultasBaixa>30% dos norte americanosDesconhecido30% dos norte americanosCelulite/ErisipelaSem história de celuliteHistória possível de celulite ou erisipela Provavelmente história de celuliteFrequente coceira e manchas na pelo confundidas com celuliteGenética/HereditariedadeProvavelmente história famíliarHistória familiar não provável a não ser que seja linfedema familiarProvavelmente história famíliarProvavelmente história famíliar de lipedemaProvavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema continua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de número e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestão completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consciente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem
  • Lipoedema

 

Bibliografia

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