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Updated: 2 hours 24 min ago

O que causa gordura nas coxas?

Mon, 06/14/2021 - 10:00

O excesso de gordura nas coxas é uma característica muito comum em mulheres. Normalmente, essa condição está associada à obesidade que, por sua vez, tem origem na má alimentação e falta de atividade física. Mas, o que muitas pessoas não sabem, principalmente as mulheres, é que nem sempre a gordura que se acumula nas coxas se trata de obesidade. Há uma chance enorme de ser uma outra doença: o lipedema. Nesse artigo, vamos falar mais sobre esse problema pouco diagnosticado, mas cada vez mais comum no público feminino.

Gordura nas coxas: um sinal do lipedema

O lipedema é uma doença genética, que atinge principalmente as mulheres. Raros são os casos em que os homens são acometidos por esse problema. A principal característica dessa doença é o acúmulo exacerbado de gordura na região das pernas, especialmente nas coxas.

Quando a mulher sofre com o lipedema, é comum que o seu corpo tenha uma proporção diferenciada. A parte de baixo é mais larga enquanto a parte de cima é mais estreita. Frequentemente, a mulher usa um número menor de roupa na parte superior e um número maior na parte inferior.

A gordura se instala nessa região de maneira simétrica, ou seja, atingindo as duas pernas de uma vez, fazendo surgir nódulos doloridos e manchas roxas.

De onde vem o lipedema

A doença tem um histórico familiar forte por causa da ação dos genes. Esses genes podem atingir várias gerações de mulheres, ainda que em alguma destas gerações passe totalmente despercebida. Portanto, o lipedema é uma doença com predisposição genética e quem sofre com a doença hoje certamente tem na sua família algum antepassado que também já passou pela mesma condição.

Além do fator genético, o surgimento do lipedema também está associado a alguns hormônios sexuais e hormônios de crescimento.

É por isso que muitas mulheres relatam que começaram a acumular gordura nas coxas após momentos específicos da sua vida, como a puberdade, a gravidez e a menopausa. É exatamente nessas fases que acontece um maior desequilíbrio hormonal.

Como tratar a doença e eliminar a gordura acumulada

O lipedema é uma doença crônica e não tem cura. É importante deixar essa informação clara para que o indivíduo tenha uma visão mais realista da situação. Provavelmente são vários genes envolvidos na origem da doença, mas nenhum deles foi detectado ainda.

Entretanto, apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento e este deve ser iniciado o mais cedo possível, logo após a identificação dos sintomas. A rapidez no diagnóstico favorece o tratamento e também os resultados satisfatórios.

O tratamento do lipedema consiste em uma série de cuidados orientados e prescritos pelo cirurgião vascular, especialista responsável por essa doença. Podemos citar:

  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Alimentação saudável, com preferência para alimentos anti-inflamatórios;
  • Uso de meias de compressão;
  • Realização de drenagem linfática;
  • Elevação das pernas para facilitar a circulação;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Cirurgia de remoção da gordura, chamada de lipoaspiração.

O tratamento do lipedema pode ser clínico ou cirúrgico. A indicação de um ou outro deve ser feita exclusivamente pelo médico que acompanha o caso, de acordo com a fase da doença, as condições físicas da paciente e da resposta ao tratamento.

Outros sintomas do lipedema

A gordura nas coxas é o principal sintoma do lipedema e serve de alerta para as mulheres que apresentam essa característica. Contudo, não é o único indicativo. Também é importante observar:

Dor nas pernas

Pernas doloridas, sensíveis ao toque, mesmo estando em repouso. A dor acontece porque a gordura do lipedema é uma gordura doente, que inflama muito fácil e, por isso, é muito sensível, provocando dor mesmo em momentos de descanso.

Hematomas na pele

Manchas roxas na pele, que a mulher não sabe de onde vieram e que surgem repentinamente também são sintomas clássicos do lipedema. Às vezes, a mulher acha que está distraída porque sofreu alguma pancada e não se deu conta. Só depois o hematoma aparece.

Na verdade, para que surjam as manchas não é necessário nenhum trauma grave. Quem sofre com lipedema tem nódoas roxas na pele porque os vasos capilares são frágeis. Qualquer contato com alguma superfície ou com outra pessoa pode romper um desses vasos e provocar o hematoma.

Perda da mobilidade

A falta de mobilidade é um dos sintomas do lipedema e também um dos desconfortos mais relatados pelas mulheres. O excesso de gordura nas coxas impede que essas mulheres subam escadas, façam uma caminhada ou usem uma bicicleta ergométrica na academia, por exemplo.

Além disso, o joelho é seriamente afetado por causa do sobrepeso, podendo provocar lesões e dores ao caminhar, também dificultando a movimentação diária. Para não sentir dor, a mulher evita andar e acaba se tornando ainda mais sedentária.

Gordura nas coxas pode ser obesidade?

Sim, porém, quando o depósito de gordura acontece especificamente na região das pernas, como as coxas, a probabilidade de ser lipedema é muito grande. Cerca de 11% das mulheres sofrem com essa doença. 

Apesar dos sintomas similares, obesidade e lipedema são doenças diferentes, que exigem tratamentos específicos. É muito fácil diferenciar a obesidade do lipedema. Veja alguns pontos que devem ser observados com cuidado:

Onde a gordura está localizada

Quanto tem obesidade, a pessoa acumula gordura em todas as partes do corpo. Ela engorda por completo. Quando tem lipedema, a gordura fica acumulada especificamente nas coxas, tornozelos e, às vezes, nos braços.

Qual é o nível de dor

A gordura da obesidade não dói, diferente da gordura do lipedema que inflama facilmente e causa dor em diversos momentos do dia.

Dieta e exercício físico estão reduzindo o peso?

A gordura do lipedema não é eliminada completamente com a prática de atividades físicas e nem com dieta. Já a obesidade pode ser tratada a partir desses hábitos saudáveis. Ou seja, quem tem lipedema pode se frustrar ao seguir uma alimentação regrada e praticar exercícios físicos, voltados para o tratamento da obesidade, diariamente e, mesmo assim, não ver os resultados que queria.

Diminuir a gordura corporal com exercícios e dieta é muito importante para a saúde do organismo e ajuda no tratamento do lipedema, mas não é a única forma de combatê-lo.

Como vimos, a gordura nas coxas é um indicativo forte de que a mulher está sofrendo com lipedema. Conhecer os outros sintomas e identificar os fatores que favorecem o aparecimento da doença é importante para que a própria mulher possa reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes.

 

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Qual tratamento para o lipedema?

Mon, 06/07/2021 - 10:00

O lipedema é uma doença crônica, de origem genética que atinge especialmente os membros inferiores de mulheres. Dificilmente um homem apresenta sinais de lipedema. Isso porque a doença também está relacionada a questões hormonais.

O sintoma mais comum do lipedema é o acúmulo de gordura na região das pernas. É uma gordura doente, que não é eliminada mesmo com dieta e exercícios físicos não direcionados. Aliás, essa é a diferença básica entre o lipedema e a obesidade. Além de depósitos de gordura nas pernas, o lipedema também pode causar:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Hematomas sem motivação aparente;
  • Alta sensibilidade nas pernas;
  • Sensação de cansaço, principalmente após passar muito tempo em pé;
  • Perda gradual da mobilidade.

O diagnóstico do lipedema acontece através da observação desses sintomas, avaliando ainda a aparência do corpo da mulher. Normalmente, o corpo adquire um formato desproporcional, com a parte superior menor do que a parte inferior.

Qual o tratamento para o lipedema

Existem, basicamente, duas maneiras de tratar o lipedema e ambas devem ser utilizadas ao mesmo tempo para um alcance melhor de resultados. Uma é o tratamento clínico, com adoção de técnicas para controlar os sintomas. A outra é a cirurgia, um tratamento mais invasivo, mas também recomendado em determinados estágios da doença. Saiba mais a seguir.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é voltado para o controle dos sintomas e para evitar a progressão da doença. E, em muitos casos, é suficiente para conter o problema, sem necessidade de cirurgia. Faz parte desse tratamento:

Prática diária de exercícios físicos

A atividade física estimula a circulação sanguínea, ajuda na perda de peso, eliminando o excesso de gordura.

Alimentação saudável

A paciente deve seguir uma dieta baseada em alimentos naturais, com ação anti-inflamatória, reduzindo ao máximo o consumo de industrializados, sal, gordura e açúcar.

Uso de roupas de compressão

A terapia compressiva é utilizada para reduzir o inchaço, que pode se agravar com o avanço da doença.

Drenagem linfática

A drenagem linfática deve ser realizada por um especialista e também tem o foco de reduzir o acúmulo de líquido corporal.

Uso de medicamentos

O médico vascular também pode prescrever o uso de alguns medicamentos, caso ele perceba essa necessidade.

Lembrando que o tratamento clínico é realizado de acordo com o objetivo da paciente que pode ser a melhora da mobilidade, a diminuição do volume dos membros e o controle das comorbidades que podem piorar a doença.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, usamos a lipoaspiração para controlar o lipedema. A lipoaspiração nada mais é do que a retirada da gordura doente em excesso da região dos membros inferiores.

A cirurgia, no entanto, não elimina a doença por completo. Além disso, há um limite de gordura a ser aspirado e o resultado do procedimento varia de acordo com cada paciente. Ou seja, o tratamento cirúrgico não deve ser a única opção de tratamento indicada ou escolhida pela paciente.

Objetivos do tratamento do lipedema

Quando a mulher sofre os incômodos do lipedema, é natural que ela pense em eliminar aquele desconforto, principalmente por causa da questão estética. Entretanto, esse não é o foco principal do tratamento. Os objetivos seguem a ordem de prioridade a seguir:

  1. Evitar a perda da mobilidade

Caso o médico perceba que a paciente poderá ter a sua mobilidade reduzida ou até mesmo perdida em alguns anos, por causa do avanço da doença, ele deve iniciar o tratamento com esse objetivo primordialmente.

  1. Redução dos sintomas

Em segundo lugar, temos o tratamento com foco na redução dos sintomas. É quando o tratamento tenta eliminar os desconfortos provocados pelas dores, cansaço nas pernas, baixa mobilidade, inchaço, hematomas frequentes etc.

  1. Melhora da aparência das pernas

Por fim, temos o terceiro objetivo do tratamento do lipedema que é melhorar a aparência das pernas, reduzindo consideravelmente a quantidade de gordura e dos nódulos que se formam na região.

Percebemos, então, que a estética não é o objetivo central do tratamento da doença, mas proporcionar à mulher uma vida mais saudável e longe do desconforto físico.

A cirurgia é mesmo necessária em todos os casos?

Não. Apesar de todos os efeitos benéficos da lipoaspiração para o controle do lipedema, ela não é obrigatória. Pode ser o melhor a ser efeito nas fases mais agudas da doença, quando a mulher também já está sofrendo com o linfedema, mas não é garantia certa de resultados em nenhum dos casos. Resultados variam entre as mulheres.

Como dissemos, dependendo de cada caso, o tratamento clínico pode ser suficiente para atender às necessidades da mulher naquele momento, sem que ela tenha que recorrer a um procedimento cirúrgico.

O tratamento do lipedema elimina a doença?

O lipedema é uma doença que não tem cura. Além disso, a causa tem origem genética. Portanto, o tratamento não tem o objetivo de acabar de vez com a doença, uma vez que não há como retirar o gene causador do problema.

Tanto o tratamento clínico quanto o tratamento cirúrgico não são definitivos, ou seja, não eliminam o lipedema. Em alguns casos, é possível que a doença volte a se manifestar através dos mesmos sintomas, inclusive com o excesso de gordura nos membros.

Desta forma, entendemos que a mulher deve fazer uma escolha bem pensada, sabendo dos resultados de cada procedimento ao qual ela resolva se submeter.

Assim, ela não mais enxerga a lipoaspiração como algo definitivo, mas sim como um procedimento auxiliar que pode ser tão eficaz quanto o tratamento clínico e que ambos devem caminhar juntos.

Alinhando objetivos com o seu médico

Antes de se submeter a uma cirurgia, é importante que a mulher converse com o seu médico de confiança e conheça a real opinião dele a respeito do seu problema. O objetivo dessa conversa é alinhar objetivos.

Isso é muito importante porque, muitas vezes, a mulher já não aguenta mais sofrer com o lipedema e toma a decisão do tratamento cirúrgico em meio a uma crise inflamatória, acreditando que ficará livre da doença. E não é isso que acontece.

A decisão deve ser feita de forma consciente, com total conhecimento dos fatos e consequências. Todas essas informações devem ser repassadas pelo médico. Por isso, é fundamental estabelecer uma relação de confiança entre as partes.

Como vimos, o tratamento do lipedema existe e deve ser bem alinhado entre médico e paciente, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Claro, é preciso lembrar que o lipedema não tem cura, mas que o tratamento é eficaz para evitar a progressão da doença, garantindo mais qualidade de vida à paciente.

 

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Acúmulo de gordura nas pernas pode ser sinal de lipedema

Fri, 06/04/2021 - 10:00

Se você tem gordura acumulada na região das pernas, saiba que este é um sinal do lipedema, uma doença que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada logo após o diagnóstico. O lipedema é uma doença muitas vezes confundida com outras enfermidades, como a obesidade e o linfedema. Cerca de 11% das mulheres sofrem com esse problema, mesmo sem saber. Deseja saber mais sobre o lipedema? Continue lendo.

Lipedema: a doença que provoca acúmulo de gordura nas pernas

O lipedema é uma doença de ordem genética, que atinge majoritariamente as mulheres e cuja principal característica é o excesso de gordura localizada em uma região bem específica do corpo: as pernas.

Essa gordura se espalha nos membros inferiores de forma simétrica, ou seja, de maneira uniforme, podendo se estender até aos tornozelos, sem afetar os pés.

Como saber se é lipedema, obesidade ou linfedema?

Como dissemos, o lipedema é, muitas vezes, confundido com a obesidade. Isso acontece basicamente por falta de conhecimento sobre a doença e também por causa da semelhança do seu sinal mais aparente, que é a gordura acumulada.

O lipedema é uma doença comum, mas não diagnosticada tão frequentemente pelos médicos como deveria. Além disso, quem sofre com algum depósito de gordura costuma associar rapidamente esse problema à obesidade, afinal essa é a sua principal característica também.

Tudo isso faz com que a obesidade seja responsabilizada pelos vários casos de lipedema não identificados pelo mundo inteiro.

Como vimos, cerca de 11% de todas as mulheres sofrem com o lipedema. Essa porcentagem pode ser ainda mais alta caso a doença venha a ser diagnosticada corretamente. Para isso é importante conhecer os outros sintomas do lipedema e o que o diferencia da obesidade e também do linfedema.

Principais sinais do lipedema

Veja a seguir os sintomas mais comuns do lipedema e como eles podem ser usados para excluir outras doenças.

Excesso de gordura nas pernas

A gordura acumulada na perna é o principal sinal do lipedema. Ela se instala nas pernas e nos tornozelos, de forma igualitária. Esse excesso de gordura faz com que o corpo da mulher tenha proporções irregulares. Ou seja, a parte de baixo do tronco fica mais larga do que a parte de cima.

Por isso, é muito comum que mulheres com lipedema apresentem pernas grossas, cintura fina e pouca gordura acumulada na região do abdômen, braços e pés. Em alguns casos, bolsas de gordura podem se instalar nas pernas, deixando a região mais disforme.

A obesidade, por sua vez, provoca excesso de gordura em todas as regiões do corpo, inclusive no rosto, braços, mãos e pés.

Dor na região

A gordura do lipedema é bastante inflamatória e, por isso, pode causar dor ao menor toque e mesmo que a pessoa esteja em repouso. Além de dolorida, a região das pernas também ganha mais sensibilidade do que outras áreas do corpo.

A obesidade e o linfedema não causam dor nas pernas e nem aumentam a sensibilidade dos membros inferiores.

Aumento do inchaço nas pernas

É nesse ponto que o lipedema é confundido com o linfedema. Quando tem lipedema, a mulher sofre também com um inchaço maior nas pernas. Esse inchaço piora bastante quando a pessoa passa muito tempo em pé.

O inchaço ou edema é um dos principais sinais do linfedema, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfa entre músculos e tecidos do corpo. Também é muito chamada de retenção líquida ou retenção hídrica. Entretanto, o inchaço derivado do linfedema não causa dor à mulher.

Além disso, esse tipo de edema pode ocorrer nos braços, pés e mãos do indivíduo e não apenas nas pernas, como é o caso do lipedema.

Hematomas na pele sem causa aparente

Manchas roxas que surgem na região das pernas e quadris sem que a mulher tenha sofrido nenhum trauma também é um fator de alerta para o lipedema.

Essas manchas surgem facilmente por causa da pressão causada pelas inflamações e qualquer toque um pouco mais forte na pele, sem que haja nenhuma intervenção mais agressiva. No linfedema essas manchas não costumam aparecer.

Adolescência, gravidez e menopausa são desencadeadores do lipedema

O lipedema é uma doença genética. Ou seja, a mulher já nasce com predisposição a sofrer com o acúmulo dessa gordura doente nas pernas. No entanto, existem fases da vida da mulher em que o lipedema resolve aparecer. São os períodos em que há bastante movimentação hormonal.

Portanto, se a mulher começou a sofrer com gordura acumulada na parte inferior do corpo durante ou logo após a puberdade, a gravidez ou a menopausa, é possível que ela tenha lipedema.

Essa característica da doença também afasta a obesidade e o linfedema. A obesidade e o linfedema podem se instalar em qualquer fase da vida da mulher e têm causas diferentes, sem relação com fatores hormonais.

Doença com forte fator genético

A mulher que sofre com lipedema certamente possui alguém na família com o mesmo problema e acabou herdando o gene da doença. Essa pessoa pode estar entre os familiares do pai ou da mãe. Portanto, é importante averiguar a situação de todos os parentes.

Também vale lembrar que é possível que algumas gerações fiquem livres dessa doença. Ou seja, o fator genético não garante que todas as mulheres de todas as gerações sofrerão com o problema. 

Assim, é possível que uma avó tenha lipedema, sua filha não tenha,mas a neta pode apresentar os sintomas da doença. É algo que acontece muito.

O linfedema, por sua vez, não depende tão frequentemente de fator genético. A obesidade é resultado da má alimentação, da falta de atividade física e fatores genéticos. 

Enquanto isso, o linfedema pode surgir por causa de uma má formação congênita ou como consequência de outros problemas como tratamentos contra o câncer, pós-operatórios demorados dentre outros.

Outros sintomas do lipedema

Para conhecer mais a doença e ajudar no diagnóstico do lipedema, outros sintomas também devem ser observados. São eles:

  • Cansaço excessivo nas pernas;
  • Mobilidade reduzida por causa do acúmulo de gordura;
  • Dores e problemas no joelho;
  • Dieta e exercícios físicos não apresentam resultados;
  • Pele sem elasticidade;
  • Pernas com temperatura mais baixa em relação ao resto do corpo.

Como vimos, quando acompanhada de outros sintomas, a gordura acumulada nas pernas pode ser um sinal de lipedema. E quanto mais rápido essa doença for diagnosticada, melhor será o efeito do tratamento e também a qualidade de vida da paciente. Agende uma consulta com o seu médico vascular de confiança logo que identificar algum dos sintomas apresentados.

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O que significa o acúmulo de gordura na perna?

Tue, 06/01/2021 - 10:07

O acúmulo de gordura na perna quase sempre é compreendido como obesidade. Esse entendimento não é exatamente errado, entretanto, esta não é a única causa da gordura que se instala exatamente nos membros inferiores. O lipedema, por exemplo, é uma doença comum, embora pouco conhecida e diagnosticada, responsável por esse excesso de tecido adiposo nas pernas. A seguir, falaremos mais sobre o lipedema, a relação da doença com a gordura acumulada, como identificar e tratar esse problema.

Acúmulo de gordura na perna: o que pode ser?

Quando falamos da gordura sintomática que se instala prioritariamente nas pernas, já é possível descartar que esse fato esteja relacionado à obesidade. Isso porque quando uma pessoa está com excesso de peso, a gordura se instala no corpo de forma generalizada.

Quando atinge de forma predominante as pernas, essa adiposidade pode ser um sinal de doença vascular, como o lipedema, por exemplo.

Outro problema que também atinge as pernas, e que é confundido com o lipedema, é o linfedema. No entanto, o linfedema não tem a ver com acúmulo de gordura, mas com excesso liquido e, portanto, de inchaço, como veremos adiante.

O que é o lipedema?

O lipedema é considerado uma doença vascular crônica, que atinge basicamente as mulheres e que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas pernas e tornozelos. A gordura se instala de forma simétrica, ou seja, nas duas pernas ao mesmo tempo.

Por causa disso, o corpo de uma mulher que tem lipedema adquire um formato desproporcional. A parte inferior é mais larga e maior do que a parte superior, formada por tronco e braços, embora os braços também possam estar acometidos com lipedema.

De origem genética, o lipedema costuma aparecer após algumas fases da vida da mulher em que há um desequilíbrio hormonal como a puberdade, a gestação e a menopausa.

O lipedema é facilmente confundido com obesidade e, por causa desse equívoco, muitas mulheres convivem com esse problema sem saber ao certo do que se trata. A doença exige um tratamento específico e, para isso, deve ser diagnosticado da forma correta.

Sintomas do lipedema

O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura nas pernas, de forma simétrica, deixando o corpo desproporcional. Além disso, também pode surgir:

  • Inchaço, especialmente quando a mulher passa muito tempo em pé;
  • Hematomas (roxos) frequentes e sem causa específica;
  • Presença de nódulos de gordura;
  • Celulite;
  • Dor nas pernas e nos joelhos, mesmo em repouso;
  • Região sensível ao toque;
  • Região com temperatura mais baixa do que o restante do corpo;
  • Perda da mobilidade, especialmente quando a doença está em estágio mais avançado.

É importante lembrar que esses sintomas podem surgir e desaparecer com frequência e nem sempre surgem todos ao mesmo tempo.

Lipedema X Linfedema: diferenças

Apesar dos nomes semelhantes, essas duas doenças carregam algumas diferenças entre si. A principal delas é o que dá origem ao aumento de volume das pernas.

No lipedema, há acúmulo de gordura doente nas pernas e tornozelos e, em alguns casos, nos braços. No linfedema, há excesso de líquidos devido ao mau funcionamento do sistema linfático, ocasionando o edema ou inchaço.

Esse aumento de volume também é diferente nas duas situações. No lipedema, a gordura atinge as duas pernas proporcionalmente. Enquanto o linfedema pode acometer um só membro, deixando-o maior e mais largo do que o outro.

Enquanto o lipedema é de ordem genética, o linfedema é causado por uma falha no sistema linfático, responsável pelo fluxo da linfa pelos tecidos. A má circulação provoca o acúmulo de líquido e ocasiona o inchaço corporal.

Outra diferença entre essas duas doenças é o fator desencadeante. No lipedema, a mulher já nasce com o problema que se desenvolve devido a alterações hormonais específicas.

Já o linfedema pode surgir após erisipela, cirurgias para tratamento de câncer de mama ou quando o indivíduo passa muito tempo sem se movimentar, como é o caso de pessoas acamadas ou que estão enfrentando um momento pós-cirurgia.

Lipedema X Obesidade: diferenças

O lipedema também é bastante confundido com obesidade, inclusive por alguns médicos, e isso dificulta bastante o diagnóstico e o tratamento, fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A obesidade é considerada uma doença crônica que tem como principal sintoma o acúmulo de gordura em todo o corpo. A causa da doença é, principalmente, a alimentação irregular com excesso de doces, frituras e alimentos industrializados, aliado ao sedentarismo.

Isso quer dizer que manter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas, geralmente, é suficiente para afastar a obesidade. O mesmo não acontece com o lipedema.

Exercícios físicos e boa alimentação podem ajudar a reduzir o índice de gordura corporal, mas não vão eliminar o lipedema. Pois, como já vimos, trata-se de um problema genético.

Outra diferença é que a obesidade pode surgir em qualquer fase da vida do indivíduo. Enquanto isso, o lipedema aparece em momentos específicos na vida da mulher como na adolescência, durante a gravidez e na menopausa. Em homens, o lipedema é muito raro.

Como diagnosticar o lipedema

Quando o acúmulo de gordura nas pernas apresentar também alguns dos sintomas listados acima, é fundamental realizar uma consulta com um cirurgião vascular. Ele é o profissional especialista nesse tipo de problema e pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Também é importante estar alerta para o fato de que a mulher pode sofrer com todas as doenças listadas aqui: lipedema, linfedema e obesidade. A presença de uma não exclui a outra, mas todas devem ser identificadas e tratadas de acordo com suas características próprias.

O diagnóstico do lipedema é feito a partir da exclusão de outras doenças e observação dos sintomas, além da avaliação dos hábitos de vida do paciente. Não há um exame específico que possa comprovar a doença.

Tratamento da doença

Apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento. Por ser uma doença crônica, os sintomas podem acompanhar a vida todo do indivíduo, mas o incômodo é reduzido com a adoção de algumas práticas, como:

  • Exercícios físicos diariamente, de preferência os aeróbicos que ajudam a perder peso e ativam a circulação;
  • Alimentação saudável com foco em alimentos naturais;
  • Drenagem linfática;
  • Roupas de compressão para reduzir o inchaço e aliviar as dores;

O médico vascular também pode prescrever medicamentos e, em último caso, indicar o tratamento cirúrgico com a aspiração da gordura doente. É uma técnica que não elimina o problema, mas reduz o seu desconforto.

Como vimos, o acúmulo de gordura nas pernas pode indicar várias doenças. Contudo, se vier acompanhada de outros sintomas característicos é um forte indicativo de doença vascular, como o lipedema. O recomendado é procurar um médico vascular para diagnosticar e tratar o problema para que a doença não evolua e a paciente não precise sofrer tanto com os desconfortos provocados.

 

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Iniciamos o Mês de conscientização do Lipedema: Junho

Tue, 06/01/2021 - 10:00

Junho é o mês de conscientização do Lipedema, uma doença muito comum, porém deixada em segundo plano. O lipedema foi descrito pela primeira vez como doença na clínica Mayo pelos cirurgiões vasculares Dr Hines e Dr Allen em 1940. O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo e linfático que afeta as pernas e, às vezes, os braços, mas não os pés ou mãos. São 81 anos desde a primeira citação. No Brasil a mesma doença foi descrita pelo Prof. Irany Novah Moraes, como lipofilia membralis. Estima-se que o lipedema atinja até 11% das mulheres, sendo caracterizado por diferença de tamanho entre tronco e membros. Frequentemente há diferença significativa de medidas entre a parte de cima e de baixo do corpo. A dificuldade de comprar botas também é mencionada. Por ser um problema genético, com incidência familiar entre 16 a 45%, muitas pessoas acreditam que seja uma questão de composição corporal familiar, aceitando o problema como característica da família. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, pois nódulos de gordura são sensíveis ao toque, e associado à fragilidade capilar, ou seja, frequentes roxos nas pernas. O lipedema é frequentemente confundido com linfedema e obesidade, por isso a conscientização é importante. Começando em primeiro de junho, o mês é dedicado à conscientização do público leigo e profissional na existência dessa doença.

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Qual a melhor pomada para varizes?

Mon, 05/31/2021 - 09:33

Buscando aliviar o desconforto provocado pelas varizes, muitas mulheres apostam em um produto bastante conhecido por médicos e pacientes: a pomada ou creme para varizes. Mas, será que essa prática funciona de verdade? Qual a melhor pomada para varizes? Veja agora as respostas para essas perguntas.

O que é pomada para varizes?

A pomada para varizes é um produto vendido em farmácias, com ou sem prescrição médica, que tem a finalidade de ajudar no tratamento das varizes e dos vasinhos, muito comum nos membros inferiores das mulheres.

A principal aposta da pomada é ajudar a aliviar o incômodo provocado pelas varizes, um dos anseios de quem sofre com o problema. Assim, as pomadas são vendidas para:

  • Reduzir inchaço;
  • Aliviar a coceira;
  • Diminuir a sensação de cansaço e peso nas pernas;
  • Clarear manchas;
  • Manter a pele hidratada, sem ressecamentos e mais protegidas das úlceras.

Essas pomadas possuem em sua composição ingredientes que estimulam a circulação sanguínea e melhoram a drenagem linfática, ativando a circulação e reduzindo o inchaço. Além disso, sugerem clarear a pele, reduzindo manchas que também são um sintoma das varizes quando em estágio mais avançado.

Outros tipos de pomada vão mais além e prometem eliminar ou até mesmo prevenir o surgimento das varizes. No entanto, sabemos que as varizes são o resultado de uma insuficiência venosa, têm forte fator genético, predisposição hormonal e estão relacionadas ao estilo de vida da paciente. As varizes são veias dilatadas e tortuosas com problema hemodinâmico grave.

Portanto, não é uma pomada que vai eliminar o problema de varizes, muito menos evitar que elas surjam. A sua função é outra: melhorar a vida da paciente que sofre com os incômodos provocados pelas varizes.

Pomada para varizes: medicamento ou cosmético

De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) há dois tipos de produtos disponíveis para o consumidor: cosméticos e medicamentos. 

Aquele considerado cosmético é de uso tópico e tem o objetivo de melhorar o aspecto da área onde ele é utilizado, que pode ser as pernas, o rosto, os braços etc.

Já o medicamento é um produto criado em laboratório e liberado após testes comprovando a sua eficácia na prevenção, tratamento e cura de algumas doenças.

O fato é que a pomada ou creme para varizes tem uma ação muito limitada e não pode ser considerada um medicamento, mesmo que tenha em sua composição algum ingrediente com efeito direto sobre a circulação sanguínea e varizes.

Isso porque seu uso é tópico e a pele não absorve tão bem esses nutrientes, por melhores que sejam para a veia varicosa.

Assim, a pomada para varizes pode ser considerada um cosmético. E, como alivia os sintomas nas pernas, ela pode sim fazer parte de um tratamento para controlar o problema e oferecer mais qualidade de vida ao paciente.

 

Qual a melhor pomada para varizes

Qual pomada escolher diante de tantas opções no mercado? A resposta para essa pergunta é bem simples: pergunte ao seu médico. Apenas o especialista em saúde vascular pode indicar a melhor pomada para conter o avanço dos sintomas das varizes.

A indicação de uma pomada desse tipo depende de cada sintoma que a paciente esteja sentindo. Apesar de ser uma doença com muitos sinais, nem todas as pessoas que sofrem com varizes apresentam as mesmas características.

Então, não existe uma solução única que sirva para todo mundo. Não há uma única pomada capaz de solucionar todos os problemas de todas as pessoas que apresentam varizes. Por isso, o primeiro passo para começar a usar um creme ou uma pomada na pele é visitar o seu médico vascular, diagnosticar o problema venoso e estabelecer uma estratégia de tratamento.

Pomada para varizes faz parte do tratamento

Lembrando que a pomada é apenas uma parte do tratamento contra varizes, não é o grande remédio que vai curar a doença. É importante ter essa informação em mente para não cair em armadilhas ou promessas infundadas.

Procure um médico vascular de sua confiança. Só ele pode fazer o diagnóstico correto após analisar os sintomas apresentados, estudar o seu estilo de vida e a sua genética.

Com esses dados em mãos, ele vai verificar o grau da doença e indicar o melhor tratamento, que pode incluir uma pomada para varizes, dentre outras orientações.

O que fazer para tratar as varizes?

As varizes são uma doença venosa que indicam má circulação sanguínea. É mais comum em mulheres do que em homens, tem origem genética, surge frequentemente após a gestação por causa da alteração hormonal comum da fase e também tem a ver com o estilo de vida da paciente.

Para evitar e tratar as varizes é necessário combater as suas causas e eliminar, se possível, os fatores de risco, que aumentam a incidência da doença. Por fim, existem algumas medidas que possibilitam aliviar os sintomas, melhorando bastante a qualidade de vida do indivíduo. Veja a seguir algumas orientações.

Observar se há casos na família

Caso encontre alguém na família, procure ajuda médica para antecipar o diagnóstico.

Fazer exercícios aeróbicos

Atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea nas pernas.

Evitar sobrepeso nas pernas

Não ficar muito tempo em pé, parado, para não sobrecarregar o sistema venoso dos membros inferiores.

Perder peso

O excesso de gordura também sobrecarrega as pernas e danifica a parede dos vasos. Alimentação saudável e atividade física podem ajudar a conter o problema.

Elevar as pernas

Manter as pernas elevadas por cerca de 30 minutos por dia ajuda o sangue a seguir o seu fluxo normal.

Deixar de fumar

O cigarro é extremamente agressivo com as paredes das artérias e dos vasos. É preciso eliminá-lo da sua rotina para que o tratamento evolua com mais eficácia.

Usar meias de compressão

As meias de compressão estimulam a circulação, reduzem o cansaço e o inchaço nas pernas.

Fazer drenagem linfática

Deve ser feita por um profissional especialista. Tem o objetivo de eliminar a retenção líquida, aliviando a sensação de peso e cansaço constante.

Conheça os métodos cirúrgicos

As cirurgias invasivas e não invasivas também são uma opção de tratamento das varizes. Contudo, devem ser indicadas pelo médico, sempre após a avaliação criteriosa de cada caso.

A pomada para varizes faz parte de um conjunto de procedimentos e orientações elaboradas pelo médico para tratar o surgimento e os sintomas da doença. Deve ser prescrita pelo cirurgião vascular, de acordo com a avaliação individual de cada paciente. Por fim, vale lembrar que a pomada alivia alguns sintomas, mas não elimina a doença, visto que as suas causas são muitas e específicas e não poderiam desaparecer com o uso de um único produto. 

 

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Cremes são eficazes no tratamento contra as varizes?

Tue, 05/25/2021 - 11:17

Os cremes para varizes são um tipo de produto muito utilizado por mulheres que querem uma solução rápida para as veias aparentes nas pernas. Mas, será que o creme para varizes funciona mesmo como elas pensam? Você acha que as varizes podem ser tratadas apenas com o uso de uma loção ou pomada? Continue lendo e tire as suas conclusões a respeito.

O que são varizes e quais os sintomas?

Antes de sabermos mais sobre creme para varizes, precisamos entender um pouco mais sobre essa doença. As varizes são veias tortuosas, dilatadas e visíveis a olho nu. São mais comuns na região das pernas e acometem mais mulheres do que homens.

O sintoma mais evidente das varizes é a aparência das pernas. As veias ficam saltadas, com cor avermelhada, arroxeada ou esverdeada. Elas se assemelham a teias de aranha e podem ser mais grossas ou mais finas, dependendo da sua profundidade. Outros sintomas das varizes incluem:

  • Dor;
  • Cansaço;
  • Cãibras;
  • Inchaço na região;
  • Desconforto geral;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Pele escurecida;
  • Ferimentos e úlceras de difícil cicatrização são algumas complicações comuns.
O que causa as varizes?

As varizes podem ser causadas por fator genético. Ou seja, se a sua mãe teve ou tem varizes é muito provável que você também venha a ter. Além disso, a doença está muito ligada ao estilo de vida do indivíduo.

Pessoas sedentárias, que passam muito tempo sentadas ou muito tempo em pé, com sobrepeso ou obesidade ou que sofreram algum trauma na região das pernas podem apresentar varizes nos membros inferiores.

Por fim, gestantes também têm forte tendência a sofrer com varizes por causa da alteração hormonal comum nesse período.

As varizes são um sinal claro de uma insuficiência venosa. Isso quer dizer que o sangue que deveria circular pelas pernas, cumprindo o seu papel de levar oxigênio e outras substâncias às demais regiões do corpo, encontra-se bloqueado, não consegue seguir seu fluxo normal.

As varizes são, portanto, veias doentes que se tornaram incapazes de transportar o sangue pelo corpo do jeito correto. O ideal é que o sangue vença a gravidade e vá dos membros inferiores em direção ao resto do corpo.

Como as veias estão dilatadas, esse fluxo se torna mais difícil, o sangue não sobe corretamente e se acumula dentro dos vasos. Ou seja, as varizes não são apenas um problema estético, mas uma questão de saúde, especialmente porque suas complicações podem se tornar ainda mais graves.

Tratamento para varizes

O tratamento para varizes reúne uma série de medidas de contenção da doença e alívio dos sintomas desconfortáveis. O médico vascular pode recomendar:

  • Uso de meias elásticas, importante para conter o avanço da doença e reduzir o inchaço;
  • Medicamentos para controlar a dor;
  • Creme para aplicação local também com o intuito de amenizar dores, inchaço e cansaço;
  • Em casos mais graves, a cirurgia também pode ser indicada. Contudo, cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Creme para varizes funciona?

Saber todas essas informações sobre as varizes é importante para compreender a razão pela qual os cremes podem fazer parte do tratamento da doença. Quando recomendado pelo médico vascular, o creme para varizes tem a função de aliviar os sintomas. Apenas isso.

Ou seja, o creme para varizes não funciona para acabar com as veias doentes. Afinal, como vimos, a causa das varizes não é superficial. Tem um forte fator genético envolvido e também possui vários fatores de risco que estimulam o desenvolvimento da doença.

Desta forma, a solução tópica pode ser usada para aliviar os sintomas, mas não a doença em si. É importante que a paciente tenha essa informação em mente para não criar expectativas impossíveis de serem alcançadas.

O creme faz parte do tratamento, mas não o substitui. Deve ser utilizado junto com as outras recomendações. O que acontece com frequência é a paciente acreditar que pode escolher pelo creme deixando de lado as outras medidas de controle da doença, o que não é verdade.

Portanto, podemos dizer que sim, o creme para varizes funciona, desde que seja utilizado para o objetivo para o qual foi proposto pelo médico. Desta forma, ele reduz o inchaço, diminui as dores, aliviar o desconforto em geral, mas apenas isso. Não faz as varizes desaparecerem.

E o creme que esconde as varizes?

Além do creme que alivia os sintomas das varizes, também existem no mercado alguns tipos de cremes e pomadas que escondem as veias dilatadas. É muito usado por mulheres que se sentem incomodadas em exibir pernas com presença de veias tortuosas e vasos aparentes.

A pomada, que também pode ser chamada de corretivo, cumpre o seu papel: esconder pequenas imperfeições na pele que geram desconforto na mulher. Além de servir para esconder varizes, esses cremes também cobrem picadas de insetos e outras manchas pequenas.

Mas, tem menos efeito ainda no combate às varizes. É uma alternativa para momentos específicos, mas deve ser usado sempre de forma consciente. Jamais com a intenção de eliminar um problema que só pode ser curado com um tratamento completo realizado por um médico especialista.

Não esconda as varizes. Siga o tratamento corretamente.

Em vez de esconder as varizes ou se iludir achando que vai ficar livre do problema com a ajuda de um creme, siga as recomendações do seu médico. Não abandone o tratamento indicado por ele e tome todas as medidas possíveis para ajudar a conter a doença. O que mais você pode fazer para ficar livre das varizes:

  • Evite ficar muito tempo sentada ou muito tempo em pé. Alterne entre uma posição e outra;
  • Eleve as pernas por cerca de 30 minutos todos os dias. É essencial para ajudar o sangue a cumprir o seu trajeto;
  • Perca peso e alivie a sobrecarga sobre os membros inferiores;
  • Largue o cigarro. Fumar adoece a parede dos vasos e das artérias.

Como pudemos perceber, os cremes para varizes funcionam, mas apenas para aliviar sintomas da doença, como dores, inchaço e desconforto nos membros inferiores. Não é, de forma alguma, uma maneira prática, rápida e acessível para eliminar o problema. As varizes são causadas por fatores genéticos, na maioria das vezes, e exigem um tratamento adequado, que reúne uma série de medidas e não apenas a aplicação de um creme corporal.

 

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Como acabar com a calcificação nas artérias?

Tue, 05/25/2021 - 10:40

Acabar com a calcificação nas artérias não é considerada uma tarefa simples, mas existem maneiras de tentar atingir esse objetivo. A deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos é decorrente de uma doença muito comum, a aterosclerose. Esta, por sua vez, é provocada pelo envelhecimento natural do corpo e também por um estilo de vida pouco saudável.

A aterosclerose é uma doença crônica, que acompanha o indivíduo por muito tempo e, geralmente, é assintomática. As placas de gordura e cálcio vão se acumulando nas paredes das artérias com o passar do tempo, impedindo o fluxo sanguíneo e causando doenças.

Alguns sinais de que algo não vai bem costumam surgir na velhice e incluem falta de ar, dor no peito, cansaço, palpitações e fadiga. Da aterosclerose surgem complicações graves, como aneurismas, infarto, insuficiência cardíaca e arterial.

O que fazer para acabar com a calcificação nas artérias

O controle e a prevenção da aterosclerose, doença que provoca a calcificação nas artérias, envolvem a adoção de hábitos saudáveis, além de acompanhamento médico. Veja mais detalhes a seguir:

Parar de fumar

O cigarro é um dos fatores de risco mais potentes para a incidência da aterosclerose. O tabagismo está muito associado ao câncer pulmonar, com toda razão, mas nem todo mundo sabe o quanto ele também é agressivo e causador de doenças arteriais e cardiovasculares.

O cigarro possui substâncias que agridem consideravelmente as paredes das artérias e vasos, provocando lesões e facilitando o acúmulo de gordura nesses locais. Além disso, o cigarro reduz a capacidade de contração dos vasos, dificultando o fluxo sanguíneo.

Por fim, a nicotina presente no cigarro dificulta a absorção do oxigênio pelo corpo ao mesmo tempo que facilita o consumo de gordura. Ou seja, quem é fumante e quer acabar com a calcificação das artérias precisa parar de fumar indiscutivelmente.

Tomar medicamento indicado pelo seu médico

O acompanhamento médico é necessário para tratar e prevenir qualquer tipo de doença. Quando inicia o tratamento, o paciente deve seguir as orientações prescritas, inclusive com o uso dos medicamentos receitados.

Evite as possíveis soluções milagrosas, as dicas caseiras e qualquer coisa do tipo, principalmente como substituição a uma terapêutica médica indicada. Confie no conhecimento do seu médico, pois ele tem capacidade de desenvolver o melhor tratamento para o seu caso.

Fazer exercício físico

Também faz parte do tratamento da aterosclerose a prática diária de atividade física. Como benefícios podemos citar o aumento da circulação sanguínea e a diminuição da deposição de cálcio e gordura nas paredes dos vasos.

Os exercícios físicos diminuem a quantidade de gordura no corpo, combatendo a obesidade e o sobrepeso e também equilibram os índices de colesterol.

Mas, vale um alerta importante: mexer o corpo deve ser uma tarefa diária e não apenas aos finais de semana. Caminhar todos os dias, por 30 minutos ou mais, já garantem efeitos benéficos à sua saúde e são eficazes na prevenção de muitas doenças, além de reduzir a calcificação nas artérias.

Ter uma dieta saudável

Alimentação saudável é essencial para o combate à aterosclerose. A principal causa do acúmulo de placas de gordura nas paredes dos vasos é uma dieta baseada em alimentos gordurosos, bem como os ricos em açúcar, sal e condimentos, como os alimentos processados.

Vale lembrar que uma dieta saudável deve fazer parte da sua rotina, da sua vida diária. Não é apenas um remédio para acabar com a doença e logo depois você pode voltar a comer tudo que gosta. Não é assim que funciona. Se alimentar bem deve ser um estilo de vida.

Também devemos esclarecer uma dúvida muito comum que é a associação errada que muitas pessoas fazem do cálcio nas artérias com o cálcio que consumimos através dos alimentos ou suplementos.

Por conta disso, o paciente evita consumir alimentos que possuem cálcio em sua composição ou deixa de fazer a reposição de cálcio necessária quando sofre com a osteoporose. Na verdade, não é uma dieta pobre em cálcio que vai diminuir a aterosclerose.

A sua dieta deve ser focada em diminuir a gordura e o colesterol e não o cálcio. Por isso, é importante evitar ou, ao menos, reduzir o consumo de queijos amarelos, salames, carnes gordurosas, bacon, frituras, presunto, salsicha, linguiça, alimentos ricos em sal e em açúcar.

Para ficar mais fácil, dê preferência para alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras e vegetais. Prefira também as carnes magras, leite desnatado, queijo branco ou ricota, carne branca e outros.

Controlar a pressão arterial

Outro fator de risco importante para a calcificação das artérias é a hipertensão. Por ser uma doença silenciosa, não apresenta sintomas específicos. Por conta disso, a pessoa acha que a dor de cabeça que sentiu é normal e não procura ajuda médica.

A hipertensão é uma doença grave, crônica e a ausência de sintomas não deve ser vista como uma prova de que está tudo bem. Por esse mesmo motivo, é importante fazer o acompanhamento com o médico periodicamente.

O controle da pressão alta não consiste apenas em ir ao médico uma vez, tomar os remédios prescritos e nunca mais voltar. O tratamento é amplo e inclui acompanhamento médico regular, verificação da pressão frequentemente e ingestão correta dos remédios prescritos.

Além disso, também é necessário investir em uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de sal e também de gordura.

Controlar o colesterol

O colesterol em excesso também é determinante para a calcificação das artérias. A primeira razão é a presença massiva de gordura no organismo, impulsionando a sua absorção e instalação dentro das artérias e vasos.

A segunda razão é o dano causado pelo colesterol às paredes dessas artérias, o mesmo tipo de lesão causada pelo cigarro. Essa lesão favorece a deposição de gordura dentro dos vasos, provocando o endurecimento das artérias e dificultando o fluxo sanguíneo.

O controle do colesterol deve ser feito através de acompanhamento médico regular, uso de medicamentos específicos e passados pelo médico e dieta pobre em gordura. Além disso, deve ser feita a dosagem frequente do colesterol para analisar a eficiência do tratamento.

Todas as medidas listadas aqui são essenciais para acabar com a calcificação nas artérias ou, pelo menos, diminuir a progressão da doença, o que também já é muito importante para a qualidade de vida do paciente. Contudo, deve ser um cuidado rotineiro e contínuo. Assim, é possível não só tratar a aterosclerose, mas também prevenir outras doenças.

 

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O que causa a calcificação das artérias?

Wed, 05/19/2021 - 14:51

A calcificação das artérias decorre da presença de uma doença muito comum, crônica e com efeitos bastante perigosos para o indivíduo: a aterosclerose. O principal sintoma da aterosclerose é o impedimento da circulação sanguínea dentro de vasos e artérias de todo o corpo. A seguir, falaremos mais sobre como acontece esse processo de calcificação das artérias e o que fazer para preveni-lo.

Aterosclerose: definição e sintomas

A aterosclerose é uma doença crônica, que atinge o indivíduo desde cedo e o acompanha durante vários anos. Geralmente, costuma apresentar sintomas mais graves durante a velhice. A sua principal característica é a formação de placas nas artérias, dificultando a passagem do sangue.

A aterosclerose pode comprometer o corpo inteiro. Assim, artérias cerebrais, presentes no crânio, artérias coronárias, presentes no coração e os vasos dos membros inferiores e superiores podem ser atingidos pela doença e sofrer calcificação na mesma intensidade.

 

Sintomas

Quando o sangue não consegue seguir seu fluxo normal dentro do corpo, todas as funções do organismo são comprometidas. Afinal, o sangue não é um líquido qualquer. Ele carrega células de oxigênio e outros nutrientes fundamentais ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos.

No entanto, os sinais de que algo não vai bem não aparecem imediatamente com o início da formação daplaca. Como dissemos, a aterosclerose é uma doença crônica e quando os sintomas surgem é porque o corpo já está bastante afetado pelo problema. Os mais comuns são:

  • Tontura;
  • Mal estar generalizado;
  • Dor claudicante, ou seja, dor ao andar que obriga o indivíduo a interromper a caminhada;
  • Sensação de fraqueza e cansaço;
  • Problemas renais;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Confusão mental;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Ferimentos nos membros inferiores provocados pela baixa oxigenação;
  • Dor e pressão na região do peito, associado com dificuldade para respirar.

Por ser uma doença silenciosa, a aterosclerose só é descoberta, muitas vezes, quando o indivíduo sofre um infarto, um derrame ou até mesmo uma morte súbita.

Os sintomas mais graves costumam surgir a partir dos 50 anos e são mais fortes no público masculino.

Aterosclerose e calcificação das artérias

De onde vem o nome calcificação das artérias? As placas de gordura que se formam dentro das artérias e impedem a circulação sanguínea são feitas de gordura, tecidos inflamatórios e também de excesso de cálcio.

Sabemos que o cálcio é um nutriente fundamental para a formação de ossos e dentes. Devemos ingerir diariamente uma quantidade ideal deste nutriente para usufruir de todos os benefícios que ele nos oferece, principalmente com o avançar da idade, quando os ossos se tornam mais fracos.

O problema acontece quando ocorre o acúmulo desse cálcio dentro dos vasos, que NÃO está relacionado com o cálcio ingerido. Junto com tecidos inflamatórios e placas de gordura, o cálcio forma grandes placas enrijecidas e difíceis de serem quebradas pelo corpo.

Como não se dissolvem, as placas funcionam como uma barreira impedindo o fluxo natural do sangue dentro das artérias e provocando todos os malefícios que já vimos anteriormente. É assim que acontece a calcificação das artérias.

Mas, de onde vem o acúmulo de cálcio no organismo? Estudos têm verificado que aquelas pessoas que sofrem com aterosclerose possuem uma inflamação crônica no organismo e estão mais propensas a sofrer com os piores sintomas da doença, como o AVC, o infarto e a morte súbita.

O que causa a aterosclerose

A aterosclerose é uma doença que acompanha o indivíduo durante muito tempo. Por isso, uma das causas é o seu estilo de vida, dentre outros fatores. Saiba mais a seguir:

Má alimentação

A alimentação rica em alimentos gordurosos, açúcar e sódio causa diversos problemas, como o acúmulo de gordura dentro do organismo, um fator de risco para o surgimento de doenças como diabetes e pressão alta. Estas, por sua vez, também influenciam no surgimento da aterosclerose.

Além disso, a má alimentação é uma das causas do sobrepeso junto com o sedentarismo, que também promovem a formação de placas de gordura nos vasos.

Alcoolismo e tabagismo

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, principalmente, do cigarro provocam lesões simultâneas e frequentes nas artérias, facilitando a formação de placas e causando obstruções. Esta é uma das causas mais comuns e deve ser combatida com prioridade. Parar de fumar é essencial.

Sedentarismo

Pessoas com sobrepeso e que não se exercitam frequentemente têm maior probabilidade de apresentar a calcificação nas artérias porque esses maus hábitos favorecem o acúmulo de gordura nos vasos.

Além disso, são fatores de risco também para outras doenças que estimulam o aparecimento da doença, como o diabetes e a hipertensão.

Fator genético

A aterosclerose é mais comum em indivíduos cujo algum membro da família já tenha sofrido com a doença.

Como tratar a aterosclerose

Para tratar a aterosclerose e evitar a calcificação nas artérias, é necessário um tratamento integrado, reunindo todos os profissionais responsáveis pelas áreas atingidas pela doença, como o neurologista, o cirurgião vascular e o cardiologista.

Um dos sintomas da má circulação sanguínea nos membros inferiores, provocado pela aterosclerose, é o surgimento de feridas na região. O primeiro pensamento do paciente é procurar solução para aquele problema que está mais visível.

No entanto, aquele sintoma é apenas a demonstração de algo bem mais grave. É possível que aquela área esteja sendo afetada por uma placa maior de gordura, mas certamente todo o seu corpo está sofrendo com os efeitos danosos da aterosclerose.

Por isso, é fundamental procurar ajuda médica logo que identificar os sintomas e seguir as orientações de cada profissional. Além de tratar e aliviar os sintomas aparentes, o tratamento também visa oferecer uma qualidade de vida melhor para o paciente. Algumas recomendações fundamentais são:

  • Fugir do sedentarismo;
  • Deixar de fumar;
  • Perder peso;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Controlar o diabetes, a hipertensão e o colesterol;
  • Beber bastante água para se manter hidratado e aliviar os sintomas.

Como vimos, a calcificação nas artérias é o resultado de uma doença crônica, muitas vezes assintomática e muito mais comum do que se imagina chamada aterosclerose, que provoca sintomas diversos e consequências graves para a saúde do indivíduo. A melhor maneira de evitar e controlar a doença é manter hábitos saudáveis e realizar consultas frequentes com o seu médico. Ou, pelo menos, buscar ajuda médica logo que identificar algum dos sintomas listados.

 

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Qual o melhor tratamento para varizes nas pernas?

Mon, 05/03/2021 - 09:06

As varizes nas pernas são indícios de uma doença venosa crônica, benigna e que atinge prioritariamente o público feminino. As varizes são veias doentes, dilatadas e tortuosas que prejudicam não só a estética das pernas, mas também a qualidade de vida, provocando cansaço, dores e desconforto nos membros inferiores. Felizmente, existem tratamentos para o controle da doença. Veja a seguir quais as técnicas mais indicadas.

Tratamentos mais indicados para varizes nas pernas

Em primeiro lugar, precisamos lembrar que as varizes são uma doença com predisposição genética. Ou seja, a pessoa já nasce com ela, que se desenvolve ao longo do tempo. Portanto, os tratamentos são utilizados para reduzir essa evolução e atenuar o problema.

Atualmente, a melhor técnica usada para corrigir varizes é a termoablação, um método que consiste no fechamento da veia doente, bloqueando a chegada do fluxo sanguíneo para aquele local.

Termoablação (laser e radiofrequência)

A termoablação é um dos tratamentos mais indicados para as varizes nas pernas por ser um procedimento minimamente invasivo, com resultados mais eficazes e com recuperação mais rápida. No mesmo dia, o paciente já pode voltar às suas atividades normais.

Além disso, é uma técnica mais acessível do ponto de vista financeiro, não deixa cicatrizes e não provoca dores, gerando apenas um leve desconforto. Por fim, a termoablação com laser e radiofrequência não exige internação e é realizada com anestesia local.

Existem duas variações desse tratamento, de acordo com características específicas do problema. São elas:

Laser por dentro da veia: indicada para tratar insuficiência venosa e varizes

A termoablação endovenosa acontece dentro da veia e tem uma eficácia maior no tratamento mais grave de insuficiência venosa e de varizes de calibre maior. São veias mais grossas e em estágio mais avançado.

A técnica consiste na introdução de um cateter através de uma punção. Pelo cateter, é introduzida uma fibra óptica pela qual serão liberados os feixes de laser.

Outra opção é a termoablação por radiofrequência. A técnica é bem semelhante ao método anterior. A diferença é que, em vez de laser, é liberado calor por radiofrequência.

Os dois procedimentos são orientados por meio de um ultrassom e aplicação de anestésico local após a punção.

Laser por fora da veia: indicada para vasinhos e teleangiectasias

Quando o tratamento é voltado para veias mais finas, chamadas de vasinhos, uma opção é o laser aplicado por fora da veia, na parte externa da perna. Também é uma opção para eliminar as veias finas que surgem no rosto, conhecidas como teleangiectasias.

É um método não invasivo que faz a combinação de duas técnicas: o laser e a escleroterapia. A escleroterapia é um tipo de tratamento em que é injetado um produto químico esclerosante no interior da veia para que ela seja destruída ou tenha seu acesso obstruído, ficando impedida de receber sangue.

O laser é utilizado para potencializar a ação da escleroterapia. A anestesia é realizada com o uso de ar gelado, o que diminui bastante qualquer desconforto relacionado à dor.

 

Termoablação e cirurgia convencional de varizes

A termoablação é uma ótima alternativa ao método tradicional de tratamento de varizes que, apesar de também ser eficiente e ainda muito aplicado, é menos vantajoso por vários motivos.

Na cirurgia convencional, as veias doentes são retiradas da perna do indivíduo através de um pequeno corte e com a ajuda de um extrator. Por ser uma técnica mais invasiva, deve ser realizada mediante anestesia geral e dentro de um centro cirúrgico.

Esse tratamento causa um pouco mais de dor, geralmente deixa hematomas na pele e o paciente precisa de mais tempo para voltar às suas atividades de rotina.

No entanto, somente o médico vascular pode definir o melhor tratamento de acordo com as características da doença e de cada paciente. Ambos são eficazes e cumprem bem o seu papel, desde que sejam utilizados respeitando a individualidade de cada caso.

 

As varizes podem voltar após o tratamento?

Como dissemos, as varizes têm origem genética. Portanto, não é possível eliminá-las por completo da vida da paciente. Isso quer dizer que, em alguns casos, as veias doentes podem voltar, ou melhor, veias que estavam saudáveis podem se tornar doentes, e a paciente precisa fazer um novo procedimento em alguns anos. É o que acontece em cerca de 10% das situações.

Entretanto, nos outros 90% dos casos, os resultados são bem mais efetivos e duráveis, não sendo necessária uma nova intervenção médica.

Portanto, reforçamos que as varizes não têm cura, mas os tratamentos existentes na medicina vascular melhoram consideravelmente o aspecto das pernas. Além do benefício estético, os outros sintomas incômodos são eliminados, como o cansaço e as dores, por exemplo.

Vale a pena fazer o tratamento?

Sim, vale a pena investir em um tratamento de varizes nas pernas por inúmeros motivos. O primeiro deles é devido ao fato que as varizes indicam insuficiência venosa, uma doença que, apesar de benigna, provoca vários sintomas desagradáveis.

Além disso, as varizes podem evoluir para outras complicações mais graves, como inchaço, formação de trombos, ressecamento e manchas na pele e surgimento de úlceras. Ou seja, tratar as varizes não é apenas uma questão estética.

Os tratamentos para varizes listados aqui são minimamente invasivos, realizados com sedação e anestesia local e com resultados excelentes para os mais diversos graus da doença. Pense em resolver o problema hoje. Não evite o tratamento por medo de ter que refazer no futuro.

Como vimos, na maioria dos casos, não é necessária uma nova intervenção médica. Os bons resultados dependem de um procedimento bem realizado e também dos cuidados que a paciente deve ter após o tratamento para evitar o surgimento de novas varizes, como veremos a seguir.

Como prevenir as varizes

Apesar de serem um problema genético, é possível reduzir um pouco as incidências das varizes adotando algumas medidas saudáveis no dia a dia. As principais são:

  • Fazer atividade física: além de ajudar a perder peso, o exercício físico ativa a circulação sanguínea, fundamental para evitar varizes;
  • Exercitar a panturrilha: a panturrilha é responsável pelo bombeamento de sangue nas pernas e, por isso, deve ser estimulada diariamente.
  • Perder peso: emagrecer é importante por vários motivos e um deles é diminuir o peso do corpo sobre as pernas, o que aumenta o cansaço nos membros;
  • Evitar ficar muito tempo em pé: quando ficamos muito tempo em pé, o sangue não consegue fazer o seu percurso normal para chegar até o coração e fica represado nas pernas;
  • Elevar as pernas: essa posição favorece o retorno do sangue das pernas para a parte superior do corpo, ativando a circulação.

Como vimos, a termoablação é considerado o melhor tratamento para varizes, desde que aplicado da forma correta e de acordo com a necessidade do paciente. É um método moderno, pouco invasivo e com excelente pós-operatório. Para escolher esse ou outro método para eliminar varizes, procure o seu médico vascular de confiança.

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Como diminuir as veias das pernas?

Fri, 04/30/2021 - 08:55

Quem sofre com varizes está sempre em busca de técnicas para diminuir as veias das pernas e eliminar de vez o desconforto estético que elas provocam, além do cansaço, da dor e da sensação de peso constante. A seguir, você vai saber o que pode fazer para reduzir essas veias, quais tratamentos são eficazes e o que você pode fazer para se ver livre desse problema.

Varizes: definição e sintomas

As varizes são veias doentes que sofrem com insuficiência venosa. Ou seja, o sangue não circula corretamente, ficando represado nas pernas e gerando veias com as características que você conhece: saltadas, bastante visíveis, tortuosas e dilatadas.

A grande maioria das varizes têm origem genética, ou seja, possuem um fator hereditário que impede que elas sejam eliminadas por completo da vida da paciente. Porém, há tratamentos que podem fazer um excelente controle do problema.

Quem mais sofre com as varizes são as mulheres por causa da ação muito frequente dos hormônios nesse grupo, especialmente durante a fase da gravidez. Apesar da baixa frequência, os homens também podem apresentar problemas de varizes nas pernas.

Os principais sintomas das varizes são:

Quando estão em estágio mais avançado, as varizes também podem causar ressecamento na pele, mudança de tonalidade e úlceras de difícil cicatrização.

As varizes são um problema crônico e acompanham toda a vida da mulher. Apesar de ser benigno, precisa ser tratado por um especialista em doenças vasculares para evitar as complicações como a formação de trombos, ferimentos e outros.

É possível diminuir as veias das pernas?

Sim, é possível diminuir as veias das pernas desde que a pessoa afetada busque o tratamento necessário para o seu caso. Existem no mercado alguns medicamentos que prometem eliminar as varizes, entretanto, o que eles fazem, de fato, é aliviar os sintomas e não a doença em si.

Como vimos, as varizes são de origem genética e não existe ainda nenhum tratamento que possa mudar a genética de uma pessoa para que ela não venha mais sofrer com veias doentes.

Além de um tratamento de qualidade, existem também algumas recomendações indicadas para evitar o surgimento das varizes, antes e depois do tratamento, ou aliviar os seus sintomas. Para isso, é preciso ficar atento aos fatores de risco da doença, sobre os quais falaremos mais adiante.

Como tratar as varizes?

A microcirurgia e o uso do laser, de forma associada, é uma das técnicas mais apropriadas para combater as varizes.

Microcirurgia

Na microcirurgia, são realizados minúsculos furinhos na perna da paciente e, com a ajuda de um extrator, os vasos são retirados. Todo o procedimento é realizado com anestesia local, em ambiente hospitalar e o paciente fica internado por algumas horas.

Aproveitando a anestesia, o médico também pode fazer a aplicação da escleroterapia. Nessa técnica é injetada uma substância química que esclerosa a veia doente, obstruindo-a e evitando que ela receba sangue das veias nutridoras. Com isso, a veia doente desaparece.

Laser e escleroterapia

A microcirurgia também pode ser associada ao laser. Nessa situação, após o procedimento inicial de retirada das veias prejudicadas, o paciente retorna ao médico em algumas semanas para avaliar o resultado.

Havendo ainda a presença de algumas varizes, estas são tratadas com a escleroterapia e com a ajuda do laser para potencializar os resultados.

A microcirurgia é um tratamento eficiente, com ótima recuperação do paciente, deixa poucos hematomas e quase nenhuma dor. Em algumas horas o indivíduo já pode realizar as suas tarefas habituais.

Portanto, se você deseja diminuir as veias das pernas, não há alternativa a não ser procurar um cirurgião vascular e iniciar um tratamento para a remoção dessas varizes. É um procedimento rápido, indolor e que devolve a qualidade de vida para quem sofre com o problema.

 

Fatores de risco e como evitar varizes

Como falamos anteriormente, existem algumas situações que favorecem o surgimento ou agravamento das varizes. Veja a seguir quais são e o que fazer para lidar com eles.

Sexo feminino

As mulheres são as mais afetadas pelas varizes por causa de fatores hormonais. Portanto, o que deve ser feito é ficar mais atento aos sinais e buscar ajuda médica logo que perceber alguma alteração nas pernas indicando varizes.

Sobrepeso

O excesso de peso influencia diretamente no surgimento das varizes porque a gordura em grande quantidade aumenta a pressão sobre as veias e dificulta a circulação sanguínea. Além disso, o sobrepeso exige um esforço físico maior das pernas, o que eleva ainda mais os sintomas da doença.

Sedentarismo

A falta de exercício físico dificulta a perda de peso e também prejudica a circulação sanguínea, especialmente na região das pernas, o que é essencial para o combate às varizes. A recomendação é a prática diária de atividade física, sem necessidade de grandes esforços.

Aliás, uma prática que não pode faltar é o estímulo da panturrilha. Essa parte da perna é que faz o bombeamento do sangue na região dos membros inferiores e precisa ser exercitada todos os dias.

Ficar muito tempo em pé

Nos membros inferiores, o sangue circula de baixo para cima, ou seja, da região das pernas em direção ao coração. Quando o indivíduo passa muito tempo em pé ou em outra posição que não favoreça a circulação, o sangue fica represado e as chances das varizes surgirem aumentam.

Por isso, é importante evitar essa prática, procurando sentar-se de vez em quando e elevar as pernas, se possível. Além de favorecer a circulação, ter esse cuidado evita a pressão exercida sobre as pernas e alivia o cansaço no final do dia.

Outra dica importante, aliás, é elevar as pernas antes de dormir, pelos motivos já citados. É uma posição que estimula e facilita a circulação sanguínea na região, fundamental para uma perna saudável.

Histórico familiar

O fator genético da doença faz com que pessoas que tenham casos de varizes na família sejam mais atingidas futuramente com a doença. Portanto, esse é um fator que deve servir de estímulo para uma consulta com um médico vascular.

Essas são as recomendações para quem deseja diminuir as veias das pernas de uma forma segura, realmente eficaz e em pouco tempo. A microcirurgia é um procedimento rápido, cada dia mais aperfeiçoado e com resultados extremamente satisfatórios. Aliado a isso, é fundamental manter hábitos saudáveis no dia a dia, eficazes não só para evitar varizes, mas para garantir uma vida com mais qualidade.

 

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Quando a cirurgia vascular é indicada

Wed, 04/28/2021 - 15:34

A cirurgia vascular é uma das especializações da medicina com foco no tratamento de doenças que atingem o sistema arterial, venoso e o sistema linfático. Existe uma grande variedade de enfermidades que se enquadram nessa classificação. Porém, alguns sintomas são bem específicos e podem servir de indicação para a consulta com um especialista. Veja a seguir em que situações é recomendada a busca por ajuda médica com um médico vascular.

Dor frequente nas pernas

A dor nas pernas é um sintoma bastante comum das doenças vasculares. Geralmente, é uma dor latejante ou com sensação de queimação. Também podem surgir cãibras, que são contrações involuntárias dos músculos das pernas.

Doenças dos sistema linfático

As doenças que atacam o sistema linfático não costumam apresentar dor. Entretanto, pacientes infectados com a erisipela, por exemplo, costumam relatar desconfortos nesse sentido.

A erisipela é uma doença infecciosa, provocada por uma bactéria que penetra na pele através de algum ferimento. Pode causar dor, inchaço, vermelhidão, ferimentos, além de outros sintomas.

Doenças do sistema arterial

Quando o indivíduo sofre com alguma doença que atinge o sistema arterial, a dor nas pernas também é frequente. Geralmente, é uma dor mais fácil de identificar porque tem uma característica típica que é a claudicação.

A pessoa começa a andar e a dor nas pernas surge logo em seguida. Para que a dor vá embora, ela precisa cessar os movimentos e repousar. A pessoa retoma o seu trajeto, mas pára novamente quando a dor se manifesta mais uma vez, e assim por diante.

Doenças do sistema venoso

Já as doenças que atacam o sistema nervoso incluem a dor da claudicação venosa e também a sensação de peso nas pernas. Esse desconforto costuma acontecer no final do dia e se confunde com o cansaço após atividades diárias. Um exemplo é a trombose que, quando associada ao inchaço, pode provocar essa dor característica.

Inchaço nas pernas

O inchaço é um sintoma muito frequente quando o indivíduo sofre com doenças venosas, linfáticas e no lipedema. Por outro lado, não é um sinal comum em doenças arteriais.

O inchaço também pode vir acompanhado por dores que atormentam o paciente, mesmo quando ele está em repouso.

A doença que mais atinge o sistema linfático, com apresentação de inchaço, é o linfedema. O linfedema se caracteriza pelo acúmulo de líquidos em determinadas regiões do corpo, como pernas, pés, braços e até no rosto.

O linfedema pode ter origem primária, quando tem relação com fatores genéticos, mas também pode ser do tipo secundário, quando deriva de uma erisipela ou de um trauma local.

Por fim, temos as doenças venosas que atingem o sistema venoso. Uma doença bem comum é o fleboedema, que é o inchaço derivado de alguma doença venosa. Geralmente, acontece quando, devido à insuficiência venosa, o sangue fica represado, impedido de circular.

Sensação de perna pesada

A sensação frequente de perna pesada é outro fator que deve servir de alerta, pois pode ser indício de algum problema vascular. Essa sensação também pode vir acompanhada de uma dor mal caracterizada, difícil de descrever.

O desconforto geralmente acontece na região da panturrilha e costuma aparecer no final do dia, depois que a pessoa fica muito tempo em pé. Muitas vezes é confundida com retenção de líquidos, mas pode indicar uma doença linfática comum: o lipedema.

O lipedema é o acúmulo de gordura doente em partes específicas do corpo, como as pernas. A gordura se instala de forma simétrica, deixando as duas pernas mais grossas. Enquanto isso, a parte de cima do tronco aparece menor, gerando um corpo desproporcional.

Veias dilatadas

As veias dilatadas, tortuosas e aparentes também são chamadas de varizes, uma doença que deriva da insuficiência venosa ou do adoecimento dos vasos.

As varizes podem vir acompanhadas de dor ou não. A ausência de dor, no entanto, não significa que não existe um problema. Qualquer sinal de varizes já é indicativo que há algum problema com a circulação sanguínea.

Histórico familiar de doenças vasculares

Algumas doenças vasculares estão associadas à genética e têm predisposição familiar. São exemplos os aneurismas abdominais que ocorrem com predominância em irmãos e outros familiares.

O mesmo acontece com linfedemas de origem primária, com forte fator genético, e as varizes que também podem surgir em indivíduos cujos pais já sofrem com o problema.

A trombofilia também é outra doença que aparece com mais frequência em pessoas com histórico familiar da doença, bem como o lipedema, do qual já falamos anteriormente.

Então, se alguém da sua família apresenta alguma das doenças citadas, é indicado que você também procure orientação do seu médico de confiança.

Síndrome das pernas inquietas

É muito fácil identificar a síndrome das pernas inquietas. Como o próprio nome já diz, o indivíduo sente necessidade de movimentar as pernas o tempo inteiro, mesmo quando está em repouso. Também é chamada de pernas balançantes.

Esse sintoma é muito comum em doenças venosas e precisa ser avaliado por um médico para identificar a causa do problema.

Coceira nas pernas

Sintoma típico de doenças dermatológicas, a coceira também pode indicar algum problema com o sistema venoso. A coceira é considerada uma dor, pois caminha pelas mesmas vias nervosas da dor facilmente perceptível. No entanto, é bem mais fraca do que a dor comum que conhecemos.

A coceira pode ser resultado de um eczema provocado por uma hipertensão venosa que, por sua vez, acontece devido ao sangue represado na região das pernas. Ou seja, também é um sintoma da insuficiência venosa e precisa ser investigado por um especialista.

Formigamento nas pernas

O formigamento é, na maioria das vezes, um problema neurológico. Entretanto, em alguns casos, é indicativo de alguma alteração de origem vascular, chegando a uma porcentagem de 10% de todos os casos.

Então, doenças que causam lesões de nervo, como a diabetes, costumam apresentar parestesia e disestesia, que é aquela sensação incômoda de formigamento. Além disso, o formigamento também pode derivar de uma isquemia dos vasos que irrigam os nervos.

Sendo assim, contrariando o que muitas pessoas acham, o formigamento não está relacionado exclusivamente a problemas circulatórios.

Esses são os sinais aos quais o indivíduo deve ficar atento. Ao constatar algum deles, precisa buscar orientação do seu médico vascular para identificar alguma alteração de origem vascular e iniciar o tratamento o quanto antes.

 

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Equipe do Instituto Amato/Vascular.pro publica o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema

Sat, 04/17/2021 - 12:55

Uma das grandes dificuldades da doença vascular chamada lipedema é a ausência de exames laboratoriais e de imagem com critérios bem definidos para auxiliar na definição diagnóstica. Exames eram pedidos, e, mesmo com o lipedema, os laudos vinham “normais”. Portanto, os médicos dependiam unica e exclusivamente da anamnese (conversa com o paciente) e do exame físico. Agora não mais.

O Dr Alexandre Amato, juntamente com sua equipe, criou e publicou internacionalmente o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para o diagnóstico do lipedema.

Temos a consciência que a divulgação e adoção dos critérios ultrassonográficos levará muito tempo ainda, porém este é o primeiro e essencial passo, que coloca o Brasil no centro da pesquisa mundial sobre o lipedema.

 

  1. Amato ACM, Saucedo DZ, Santos K da S, Benitti DA. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebol J Venous Dis [Internet]. 2021 Apr 15;026835552110023. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02683555211002340

Ultrasound criteria for lipedema diagnosis by Alexandre Amato on Scribd

 

 

 

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Minhas pernas doem: principais causas e o que fazer

Thu, 04/15/2021 - 08:27

Dor nas pernas é um sintoma que pode indicar desde um cansaço natural, passando por traumas físicos e chegando a doenças vasculares. A dor pode ser leve e de fácil tratamento, mas também pode ser incapacitante impedindo a mobilidade do indivíduo. Veja a seguir as principais causas dessa dor e o que fazer para controlar ou eliminar o desconforto.

Dor nas pernas: cansaço ou doença?

Quando a dor nas pernas é resultado de um dia cansativo de trabalho, por exemplo, o esperado é que essa dor desapareça quando o indivíduo entra em repouso. Se for uma consequência de algum esforço físico em demasia, como a prática de uma atividade física, alguns dias são suficientes para o corpo voltar ao normal.

O mesmo acontece quando a dor é ocasionada por algum trauma local como uma pancada leve na região. Após alguns dias, as pernas já não sentem aquele desconforto, desde que o problema tenha sido tratado corretamente.

Agora, quando demora a desaparecer ou quando não tem uma causa aparente, a dor nas pernas exige um pouco mais de atenção e investigação, pois pode ser o sinal de alguma doença e precisa ser tratada o quanto antes para que não se torne um problema crônico.

Principais causas das dores das pernas

Diversos problemas de saúde podem causar dor nas pernas. Entretanto, algumas causas são mais comuns do que outras. Confira quais são eles:

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP)

A principal característica dessa doença é a claudicação intermitente. Enquanto está caminhando, o indivíduo sente uma dor na perna que o obriga a parar até que essa dor seja aliviada. Ele volta a caminhar e em pouco tempo a dor surge novamente. É como se ele estivesse mancando.

A dor é causada devido a uma insuficiência sanguínea nas pernas, impedindo o oxigênio de chegar em toda a sua extensão. Na hora de fazer um esforço, a perna não tem oxigênio e nem força suficiente e o músculo começa a doer.

Os fatores de risco para a DAOP são: tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças coronarianas. Além de adotar hábitos mais saudáveis, é preciso procurar um cirurgião vascular para iniciar o tratamento.

Aterosclerose

A aterosclerose acontece quando a artéria sofre lesões decorrentes especialmente da idade avançada do indivíduo. A partir daí, placas de gordura se fixam nas paredes das artérias impedindo a circulação regular do sangue e a chegada do oxigênio em diversas regiões do corpo.

Além de causar dor nas pernas, a aterosclerose também aumenta o risco de doenças mais graves como isquemias dos membros inferiores, feridas de difícil cicatrização que podem evoluir para amputações, infarto, acidente vascular cerebral e até morte súbita.

A mudança na alimentação é a principal maneira de prevenir a aterosclerose, com consumo maior de alimentos anti-inflamatórios como brócolis, gengibre, alho, açafrão, frutas cítricas, beterraba, espinafre, batata doce, cebola, pimentão vermelho, grãos e outros.

Erisipela

A erisipela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que chega até a parte interna dos membros inferiores através de ferimentos na pele. Os principais sintomas são feridas dolorosas nas pernas e vermelhidão. A erisipela pode evoluir para o linfedema, que é o acúmulo de líquido no corpo.

Se o indivíduo tiver surtos frequentes de erisipela, a doença pode evoluir para a elefantíase, uma inflamação dos vasos linfáticos que provoca inchaço anormal de uma das pernas. Para evitar a erisipela é preciso reforçar a higiene dos pés, evitando a incidência de micoses e tratar ferimentos e outras lesões logo que elas surgirem.

Varizes

Varizes são veias doentes, dilatadas e saltadas que indicam o início de uma insuficiência venosa. Ou seja, é um sinal de que a circulação sanguínea nos membros inferiores não está acontecendo como deveria. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dor nas pernas.

Para aliviar o incômodo, é recomendado o uso de meias de compressão, elevação das pernas para facilitar a circulação sanguínea, redução de peso para diminuir a sobrecarga sobre os membros e procurar ajuda médica para um tratamento cirúrgico, o mais indicado em casos mais graves da doença.

Trombose venosa superficial

Também chamada de tromboflebite, essa doença atinge a parte mais externa da pele e se caracteriza pela presença de um trombo dentro das veias, dificultando a passagem do sangue e inflamando a região. Além da dor, o indivíduo pode sentir calor no local.

Na pele, a tromboflebite tem a aparência de um cordão grosso, saltado e avermelhado demonstrando a presença de um trombo dentro da veia, que pode ser uma veia sadia ou pode ser uma veia doente, ou veia varicosa.

A tromboflebite pode estar associada a outra doença mais grave, a trombose venosa profunda. O uso de meias de compressão pode aliviar os sintomas, mas o acompanhamento de um médico especialista é fundamental para impedir a evolução da doença.

Trombose venosa profunda (TVP)

A doença se caracteriza pela presença de coágulos dentro das veias mais internas dos membros inferiores, impedindo o fluxo sanguíneo, provocando dor e inchaço na região. Em alguns casos, é possível que não haja sintomas.

A trombose venosa profunda é uma doença grave porque pode evoluir para uma complicação ainda mais preocupante, que é a embolia pulmonar. A embolia pulmonar acontece quando um coágulo se desprende do seu local de origem e chega até os pulmões, impedindo a entrada de oxigênio, podendo levar o indivíduo a óbito em pouco tempo.

Algumas causas comuns da TVP são traumas associados a fraturas e longos períodos sem movimentar o corpo, após cirurgias, por exemplo. Quem está em tratamento contra o câncer também pode apresentar o problema, além de pessoas com insuficiência cardíaca e gestantes no final da gravidez e logo após o parto.

A principal orientação é buscar ajuda médica logo que perceber algum sintoma característico e tratar o problema antes que ele se complique ainda mais.

Lipedema

O lipedema é uma doença crônica que atinge basicamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo de gordura na parte inferior do corpo, como quadris, pernas e tornozelos. A gordura acumulada não é a mesma da obesidade e, por isso, não é eliminada com dieta e exercício físico.

Além de dor, o lipedema pode causar inchaço, mobilidade reduzida, sensibilidade em excesso, hematomas frequentes, cansaço extremo dentre outros sinais incômodos. A doença não tem tratamento definitivo, mas uma boa alimentação pode reduzir as inflamações causadas e aliviar o desconforto, além da prática de atividades físicas diárias.

A dor nas pernas pode ser o sintoma de muitas doenças e a melhor maneira de tratar essa dor é identificando a raiz do problema. Portanto, é fundamental buscar ajuda entrando em contato com um cirurgião vascular, especialista no assunto e que pode diagnosticar e prescrever o melhor tratamento para cada caso.

 

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Lipedema não é um tumor de gordura.

Wed, 04/14/2021 - 09:50

O lipedema foi descrito pela primeira vez em 1940 pelos doutores Edgar Van Nuys Allen, cirurgião cardiovascular conhecido pelo teste de Allen, e Edgar Alphonso Hines Jr. na Mayo Clinic na sessão Vascular Clinics, e, hoje nomeia a síndrome de Allen-Hines. Desde então o lipedema foi caracterizado como uma deposição anormal de gordura em glúteos e pernas bilateralmente que pode ser acompanhada por edema ortostático.

A palavra tumor, significa “Termo genérico para indicar aumento de volume localizado; crescimento mórbido de tecido; neoplasma.”. Se refere a um crescimento contido em determinado espaço e não a um crescimento difuso, como no lipedema.

Mas existe então um tumor de gordura? Certamente que sim: existem tumores malignos e benignos de gordura que são bem estudados e bem classificados na medicina.

Os tumores de gordura benignos são os lipomas (CID D17). Lipoma é um tumor benigno, composto por células de tecido adiposo (adipócitos), que se acumulam dentro de uma cápsula fibrosa logo abaixo da pele, no tecido subcutâneo. Algumas pessoas se referem a eles como “bolinhas de gordura”. Essa capsula fibrosa define o espaço circunscrito onde se localiza esse tumor. Não é lipedema (CID E65). Essa diferenciação se faz primordial para o tratamento correto, pois são doenças completamente diferentes com abordagens terapêuticas completamente diferentes. O lipoma, o verdadeiro tumor de gordura, portanto, consiste em uma (ou várias) protuberância de gordura localizada, geralmente, entre a pele e a camada subjacente de músculo. Os lipomas apresentam crescimento lento e costumam ser inofensivos, ocorrendo em qualquer parte do organismo que possua tecido gorduroso, não somente pernas e braços. Raramente, podem ser cancerígenos. Algumas pessoas possuem mais de um e, na maioria das vezes não causa dor.

O aparecimento de vários lipomas ocorre na lipomatose (CID E88.2), que não tem relação com o lipedema. Esta doença também é chamada de lipomatose simétrica múltipla, doença de Madelung ou adenolipomatose de Launois-Bensaude. Os nódulos causados pela lipomatose são conhecidos como “lipoma” e são pequenos tumores benignos feitos de células de gordura, que se acumulam principalmente na região do abdômen e das costas. A Lipomatose Múltipla Familial é outro transtorno genético da hipoderme, caracterizado pela formação lenta e progressiva de nódulos.

O lipossarcoma (CID C49.9) é o tumor raro de gordura que se inicia no tecido gorduroso do corpo, mas que pode facilmente se espalhar para outras partes moles, como os músculos e a pele. Lipossarcoma representa cerca 9.8% a 18% de sarcomas de tecidos moles, com a segunda variante histológica mais frequente destes tumores.

 

Lipoma Gordura do lipedema

Portanto, algumas doenças do tecido gorduroso que poderiam ser consideradas tumores são: lipoma, lipossarcoma, doença de Dercum e outras, mas não Lipedema.

Entretanto, o problema não é apenas terminológico, e sim de compreensão e estigmatização de uma doença mal compreendida. Apesar de “tumor” poder se referir a doenças benignas e malignas, também é certo que é uma palavra que, por si só, causa temor para o leigo, afinal, ninguém quer um tumor crescendo dentro de si, seja ele maligno ou benigo. O que remete à sugestão da necessidade de retirada de um tumor. Quem tem um tumor, quer retirá-lo. Mas, e se não for um tumor de verdade? A psicologia humana é muito interessante, e, nas portadoras de Lipedema, muito abalada por anos ou décadas de descaso e acusações de obesidade e outras doenças infundadas. Portanto, o uso do termo “tumor” não é apenas um problema de nomenclatura, mas remete inconscientemente à sugestão da necessidade de extirpação instantânea da doença, o que não é, em nenhum grau, verdade. Passa a ser um desserviço piorando a estigmatização das pacientes pois:

  1. A cirurgia lipoaspiração não é curativa do Lipedema, é sim uma entre tantas ferramentas para minimização dos sintomas do Lipedema;
  2. A cirurgia lipoaspiração do lipedema não altera a causa principal da doença, que é a genética, hormonal e alimentar;
  3. A cirurgia lipoaspiração não exime a paciente da necessidade de fazer o tratamento conservador, e, o termo tumor, sugere que sua retirada elimina a doença por completo;
  4. A cirurgia não está indicada em todos os casos de Lipedema;
  5. A grande maioria da população com lipedema, 11% da população feminina está controlada em seus sintomas, sem a necessidade de cirurgia;
  6. A cirurgia não deve ser a primeira medida realizada no tratamento, principalmente na ausência de tentativa de tratamento clínico prévio;
  7. A cirurgia, na maioria das vezes, é financiada de forma particular, não sendo coberta pelo SUS ou planos de saúde, e, portanto, a grande maioria das pacientes não tem condições financeiras para realizá-la;
  8. A não realização de um procedimento visto erroneamente como curativo, impede a paciente com lipedema de progredir com as dezenas de técnicas gratuitas ou de baixo custo existentes;
  9. A ansiedade, muito frequente no Lipedema, tende a piorar, o que também agrava os sintomas do Lipedema;
  10. O lipedema é doença genética com alterações vasculares no sistema linfático influenciada por hormônios, alimentação e hábitos de vida.
 

A realização de cirurgia de lipoaspiração para tratamento do lipedema deve ser vista como uma ferramenta útil dentro do arsenal terapêutico para ajudar no controle dessa doença, pois, aquelas que realizam a cirurgia e não fazem o tratamento conservador invariavelmente voltarão a ter sintomas em pouco tempo.

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Qual a sensação da veia entupida?

Tue, 04/13/2021 - 19:50

Veia entupida é o nome comum dado à obstrução arterial ou venosa que acontece quando o sangue é impedido de circular naturalmente por dentro de veias, vasos e artérias. Esse impedimento pode ter várias razões e provocar sintomas diversos ao indivíduo. Veja a seguir quais são os sintomas mais comuns da “veia entupida” e o que fazer ao identificar o problema.

“Veia entupida”: o que é?

Dizemos que uma veia está entupida quando o fluxo sanguíneo nessa região é interrompido e o sangue fica estagnado. Esse acúmulo de sangue gera vários desconfortos, além de doenças graves. Uma das regiões mais afetadas por veias entupidas são os membros inferiores, mais precisamente na região da panturrilha.

A aterosclerose é uma das principais causas das artérias entupidas e se caracteriza pela presença de placas de gordura no interior das artérias, obstruindo a passagem regular do sangue. A aterosclerose é responsável pela maioria dos casos de outra enfermidade: a doença arterial periférica (DAP).

 

Riscos de uma veia ou artéria entupida

O sangue possui vários componentes necessários à saúde e ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos, como o oxigênio, por exemplo. Quando alguma parte do corpo sofre com falta de oxigênio, estamos diante de uma isquemia, uma doença arterial que pode atingir qualquer parte do corpo, mas é muito comum na região das pernas e também no coração.

Além disso, a própria doença arterial periférica é uma consequência grave de um vaso entupido, pois, além dos sintomas extremamente desconfortáveis, também pode evoluir para outros problemas igualmente sérios e que necessitam de atenção urgente, como a amputação dos membros.

Por fim, temos a trombose venosa, que se caracteriza pela formação de coágulos dentro das veias, impedindo o fluxo sanguíneo. Esses trombos podem chegar até os pulmões, dificultando a chegada de oxigênio nesse órgão e causando uma embolia pulmonar, doença grave que pode levar o paciente a óbito.

 

Sensação de uma veia entupida

Será que é possível saber se uma veia do seu corpo está entupida? A partir da observação detalhada do corpo e dos sinais que ele apresenta, é provável que a pessoa que esteja com alguma artéria obstruída consiga perceber alguma alteração.

Apesar disso, é preciso saber que a artéria entupida faz parte de um problema crônico que é a doença arterial periférica. Por isso, os sintomas podem variar de acordo com a fase da doença e, quando em seu estágio inicial, alguns desses sinais podem não aparecer.

Ainda assim, podemos destacar alguns sintomas bastante relatados por quem sofre com veia entupida. São eles:

 

Dor local

A dor provocada pela veia entupida costuma atacar regiões específicas como os músculos da panturrilha e da coxa. O momento em que ela surge também é um fator de destaque. Geralmente, essa dor aparece quando o indivíduo começa a caminhar e diminui quando ele descansa.

Esse tipo de dor também é chamada de claudicante ou claudicação por causa da mudança alternada de movimentos iguais: caminhar, parar por causa da dor, voltar a caminhar quando a dor passa, parar novamente e assim por diante.

Quando a doença já está em estágio avançado, o indivíduo relata dores intensas nas pernas mesmo em repouso, quando está deitado, por exemplo. Muitos pacientes não conseguem dormir direito por causa da dor intensa e se sentem melhores quando deixam as pernas pendentes, para fora da cama.

 

Inchaço em apenas uma das pernas

Quando há formação de coágulos impedindo o fluxo sanguíneo dentro das veias, o local afetado sofre com inchaço e também é um sintoma a ser analisado com atenção. Esse inchaço é uma consequência direta do sangue acumulado, impedido de seguir o seu caminho natural.

Junto com o inchaço, o paciente pode experimentar calor na região, dor ao caminhar ou ao toque, irritação local e vermelhidão na pele.

Esse inchaço não ocorre nas duas pernas ao mesmo tempo, uma vez que nem sempre os dois membros são afetados pelo entupimento das veias ao mesmo tempo. Por isso, o paciente pode identificar uma perna com um volume maior, enquanto a outra continua com seu aspecto normal.

Então, uma perna mais inchada do que a outra, com dor e vermelhidão pode ser o resultado de uma veia entupida na região dos membros inferiores.

Além desses sintomas, podemos listar também:

 

Nos homens, a obstrução das artérias também pode causar disfunção erétil, quando a doença está em estágio avançado.

 

Como é feito o diagnóstico da veia entupida

Logo que identificar algum dos sinais listados, é fundamental que o indivíduo marque uma consulta com o cirurgião vascular e relate o que está sentindo.

Nesse primeiro contato, o médico deverá investigar os hábitos de vida do paciente que possam favorecer o surgimento da doença, analisar as pernas desse paciente em busca de indícios da doença, medir a pressão da região, que costuma ser mais baixa do que em outros locais, e solicitar exames para confirmar o diagnóstico.

Exames de imagem são essenciais para verificar a situação das artérias e o nível de estreitamento delas. São exemplos: ultrassom, angiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

 

Fatores de risco para a veia entupida

Pacientes que sofrem com veias entupidas costumam apresentar um perfil com alguns pontos em comum, considerados fatores de risco para a doença. Por exemplo:

  • Fumantes;
  • Obesos;
  • Sedentários;
  • Diabéticos;
  • Hipertensos;
  • Pessoas com colesterol alto;
  • Pessoas com mais de 50 anos: o avanço da idade compromete a saúde e qualidade das artérias;
  • Pessoas com histórico na família de doenças obstrutivas arteriais.

 

Como tratar a veia entupida

O tratamento para a veia entupida depende do grau de entupimento e de sua localização (arterial ou venoso), além das condições gerais de saúde da pessoa. Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a prevenir e amenizar o problema como, por exemplo:

  • Fazer exercícios físicos;
  • Melhorar a alimentação;
  • Hidratação;
  • Parar de fumar e de ingerir álcool;
  • Controlar o diabetes, a pressão alta e o colesterol.

 

O médico pode prescrever medicamentos para ajudar a desentupir as artérias e veias e realizar exames de desobstrução desses vasos com a angioplastia, que pode ser ou não acompanhada da aplicação do stent, um pequeno tubo metálico que mantém a artéria livre de obstruções.

Como vimos, a sensação de uma veia entupida pode provocar no paciente dores nas pernas ao caminhar ou mesmo estando em repouso, acompanhado de inchaço em um dos membros, além de outros sintomas. Diante de qualquer alteração do tipo é fundamental buscar a orientação de um cirurgião vascular para diagnosticar e tratar o problema o quanto antes e evitar complicações.

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O Glúten

Tue, 04/06/2021 - 14:35

O glúten é um combinado de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutaminas, que se unem com o amido no endosperma (que nutre a planta embrionária durante a germinação) das sementes de vários cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale (híbrido de trigo e centeio) e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contém glúten, mas, normalmente, são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contêm essa substância, causando assim a contaminação da aveia pelos resíduos de glúten.

A viscosidade e elasticidade são propriedades naturais dos elementos proteicos do glúten, a gliadina (prolamina) e glutenina (glutelina). A gliadina (composta pelos aminoácidos sulfurados, cistina e cisteína) é uma proteína bastante extensível, mas pouco elástica, responsável pela ductibilidade e coesividade, enquanto a glutenina é o polímero responsável pela elasticidade da estrutura. A complexa mistura dessas duas cadeias proteicas longas resulta na formação da massa com propriedades de coesão e viscoelasticidade, na qual o glúten retém a água nos interstícios das cadeias proteicas.

Até recentemente acreditava-se que a intolerância ao glúten restringia-se aqueles que possuem doença celíaca e alergia ao trigo, porém, nos últimos anos, vários artigos científicos provaram que o glúten também afeta pessoas que não possuem essas doenças. Essa nova entidade foi nomeada de sensibilidade não-celíaca ao glúten. Mas não é tão nova assim, os primeiros relatos datam de 3 décadas atrás. Não se sabe a real prevalência da sensibilidade não celíaca ao glúten pois muitos pacientes fazem o auto diagnóstico e se tratam com dieta livre de glúten sem consulta médica, mas estima-se entre 6 a 63% da população. O problema aparenta ser mais frequente em mulheres jovens e de meia idade.

 

Os sintomas são semelhantes à síndrome do intestino irritável, como dor abdominal, flatulência, empachamento, diarreia, constipação, além de sintomas sistêmicos como dor de cabeça, dor muscular e articular, fadiga crônica, câimbras, dormência de membros, “mente embaçada”, perda de massa muscular, anemia, eczema, eritema, hiperatividade, ataxia, distúrbio de atenção e depressão. Os sintomas aparecem horas ou dias após a ingestão do glúten(1).

O diagnóstico é feito com o teste alimentar com dieta livre de glúten por três semanas. Não existe marcador laboratorial especifico para a sensibilidade não-celíaca ao glúten. Os marcadores anticorpos IgG antigliadina ocorrem em apenas metade dos pacientes.

O glúten também causa o aumento da permeabilidade intestinal. Quando ingerido, o glúten entre no trato gastrointestinal, e suas proteínas glutaminas e prolaminas são parcialmente hidrolisadas por proteases presentes no trato gastrointestinal. Ocorre aumento do peptídeo zonulina, envolvido regulação da junção celular, que aparentemente é responsável pelo aumento da permeabilidade intestinal.(2)

 

A alergia ao glúten é mediada por anticorpos IgE, sendo a ω5-gliadina o principal alérgeno.

 

Dieta livre de glúten.

 

Só existe um método provado de tratar a sensibilidade não-celíaca ao glúten, que, obviamente é a retirada completa do glúten da alimentação. Existe pouca informação sobre a quantidade mínima tolerável, que pode variar entre 10 a 100mg diários. A remoção completa de todo glúten da dieta não é factível por contaminação na preparação alimentar e presença de pequenas quantidades em alimentos e medicamentos.

Produtos sem glúten normalmente são feitos com farinhas e amidos refinados com baixa quantidade de fibras, necessárias para uma dieta saudável. A dieta livre de glúten também está associada a deficiência de vitamina C, B12, D e ácido fólico, portanto a ingesta de frutas e antioxidantes é recomendada. Alimentos sem glúten tem baixa quantidade de folato, sendo necessário reposição.

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Como saber se a artéria está entupida?

Sat, 03/27/2021 - 11:51

Quando uma artéria está entupida, o corpo costuma apresentar alguns sintomas indicando que algo não está bem. Estar atento a esses sinais é de extrema importância para que o indivíduo consiga antecipar o diagnóstico e começar o tratamento da doença que está causando o entupimento o mais rápido possível. Você saberia dizer quais sintomas o corpo emite quando uma artéria está entupida? No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre isso.

O que é uma artéria entupida?

Dizemos que uma artéria está entupida quando o sangue não circula corretamente dentro dela. Isto é, quando o fluxo sanguíneo é interrompido por alguma má formação na parede dos vasos ou pela presença de algum coágulo que impede esse fluxo.

Quando essa obstrução acontece, os órgãos e os tecidos da região onde está a artéria entupida ficam comprometidos por falta de oxigênio, que chega até eles através da circulação sanguínea. As artérias localizadas nos membros inferiores são comumente afetadas por esses bloqueios, gerando desconfortos sucessivos, bem como outras áreas do corpo.

Principais causas do entupimento das artérias

Mas, o que causa o entupimento das artérias? Existem algumas doenças responsáveis por esse problema. Podemos listar:

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença comum que se caracteriza pelo endurecimento das artérias. Esse endurecimento pode ser provocado pelo acúmulo de gordura nos vasos ou por desgaste natural das veias devido ao envelhecimento do corpo.

A aterosclerose não costuma apresentar sintomas na sua fase inicial, mas sim quando as artérias estão muito comprometidas, o que ressalta mais ainda a importância do diagnóstico precoce.

Doença arterial periférica

É uma doença provocada pela aterosclerose e atinge a região periférica do corpo, como pernas e pés. O sangue não circula normalmente nessa região, comprometendo a saúde das pernas e gerando diversos desconfortos.

Além de dor e desconforto na região, a doença arterial periférica pode causar mudança de coloração nas pernas e extremidades dos dedos dos pés, ferimentos que demoram a cicatrizar, unhas que demoram a crescer, perda de sensibilidade dentre outros sintomas.

Embolia arterial

O desprendimento de um coagulo e sua migração para outro local é a embolia, que pode ocorrer no sistema arterial. A fonte desse coágulo pode ser o coração, a parede doente da artéria, ou mesmo um trombo venoso numa situação muito particular que é a embolia paradoxal.

Quando não tratada corretamente, a embolia arterial pode evoluir para gangrena e necrose.

É um evento de aparecimento súbito, com dor intensa nos membros.

Como saber se uma artéria está entupida?

Existem três maneiras que, em conjunto, ajudam o indivíduo a perceber a presença de algum problema de circulação causado por entupimento de artérias. As dicas são:

Fique atento aos sintomas

Quando o sangue não circula normalmente dentro das artérias, o corpo logo apresenta sinais que facilitam a identificação da doença. E esse é o primeiro ponto a ser analisado. Fique atento a:

  • Cansaço e fraqueza nas pernas;
  • Formigamento;
  • Pequenos ferimentos e úlceras difíceis de cicatrizar;
  • Inchaço;
  • Dor intensa, mesmo estando em repouso;
  • Dificuldade de caminhar;
  • Pele avermelhada por causa da retenção de sangue;
  • Sensação de calor ou frio na região afetada;
  • Perda de pelo;
  • Necrose nas pernas, em estágio mais grave da má circulação e que pode evoluir para amputações;
  • Dor no peito, caso a artéria entupida seja uma coronária;
  • Confusão mental e tontura, caso a artéria bloqueada seja na cabeça.
Busque uma consulta médica com um médico vascular

Ao perceber um ou mais sintomas listados acima, é de extrema importância e urgência buscar ajuda médica com um especialista nesse tipo de enfermidade que é o cirurgião vascular.

O médico tem experiência suficiente para perceber a causa do incômodo descrito pelo paciente e pode fazer um diagnóstico com base nos seus conhecimentos, solicitando exames para confirmar ou não a sua suspeita.

Realize os exames solicitados

Os exames são ferramentas fundamentais para garantir a certeza do diagnóstico do médico. Além de identificar uma artéria entupida, os exames podem medir o grau de comprometimento das artérias, facilitando a compreensão da doença e melhor sugestão de tratamento. Os exames mais comuns para identificação de artéria entupida são:

Cateterismo: é um exame invasivo, com introdução de um cateter nas veias e artérias, a fim de identificar obstruções nas artérias coronárias. É um exame muito utilizado para diagnóstico e tratamento de problemas vasculares e cardíacos.

Ecocardiograma: outro exame que também permite ao médico a identificação de artérias entupidas, mas precisamente aquelas que envolvem o coração. É um exame de imagem simples e de rápida execução.

Angiotomografia: esse é um exame de imagem que permite que o médico visualize a presença de placas de gordura dentro das artérias, provocando o bloqueio do sangue.

Ecografia/Ecodoppler: também é um exame de imagem que permite ver a situação das artérias e perceber se há ou não obstáculos impedindo o fluxo do sangue.

Medição de pulsos e pressão: quando o paciente tem algum problema de circulação na região das pernas, como resultado de alguma doença periférica, a pressão nessa região é menor do que em outras partes do corpo, o que pode ser verificado pelo médico que está fazendo a avaliação inicial.

Como vimos, a artéria entupida é uma condição que afeta boa parte da população em geral e normalmente a causa dessa obstrução está relacionada à presença de placas de gordura nos vasos, mas também pode ser provocada por alterações na parede de veias, vasos e artérias, dificultando o fluxo natural do sangue. A melhor forma de perceber se está sofrendo ou não com uma artéria entupida é ficar atento aos sintomas listados aqui, procurar um médico vascular e seguir todas as orientações recomendadas.

 

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