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Cirurgião Vascular em São Paulo
Updated: 2 hours 53 min ago

O Glúten

Tue, 04/06/2021 - 14:35

O glúten é um combinado de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutaminas, que se unem com o amido no endosperma (que nutre a planta embrionária durante a germinação) das sementes de vários cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale (híbrido de trigo e centeio) e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contém glúten, mas, normalmente, são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contêm essa substância, causando assim a contaminação da aveia pelos resíduos de glúten.

A viscosidade e elasticidade são propriedades naturais dos elementos proteicos do glúten, a gliadina (prolamina) e glutenina (glutelina). A gliadina (composta pelos aminoácidos sulfurados, cistina e cisteína) é uma proteína bastante extensível, mas pouco elástica, responsável pela ductibilidade e coesividade, enquanto a glutenina é o polímero responsável pela elasticidade da estrutura. A complexa mistura dessas duas cadeias proteicas longas resulta na formação da massa com propriedades de coesão e viscoelasticidade, na qual o glúten retém a água nos interstícios das cadeias proteicas.

Até recentemente acreditava-se que a intolerância ao glúten restringia-se aqueles que possuem doença celíaca e alergia ao trigo, porém, nos últimos anos, vários artigos científicos provaram que o glúten também afeta pessoas que não possuem essas doenças. Essa nova entidade foi nomeada de sensibilidade não-celíaca ao glúten. Mas não é tão nova assim, os primeiros relatos datam de 3 décadas atrás. Não se sabe a real prevalência da sensibilidade não celíaca ao glúten pois muitos pacientes fazem o auto diagnóstico e se tratam com dieta livre de glúten sem consulta médica, mas estima-se entre 6 a 63% da população. O problema aparenta ser mais frequente em mulheres jovens e de meia idade.

 

Os sintomas são semelhantes à síndrome do intestino irritável, como dor abdominal, flatulência, empachamento, diarreia, constipação, além de sintomas sistêmicos como dor de cabeça, dor muscular e articular, fadiga crônica, câimbras, dormência de membros, “mente embaçada”, perda de massa muscular, anemia, eczema, eritema, hiperatividade, ataxia, distúrbio de atenção e depressão. Os sintomas aparecem horas ou dias após a ingestão do glúten(1).

O diagnóstico é feito com o teste alimentar com dieta livre de glúten por três semanas. Não existe marcador laboratorial especifico para a sensibilidade não-celíaca ao glúten. Os marcadores anticorpos IgG antigliadina ocorrem em apenas metade dos pacientes.

O glúten também causa o aumento da permeabilidade intestinal. Quando ingerido, o glúten entre no trato gastrointestinal, e suas proteínas glutaminas e prolaminas são parcialmente hidrolisadas por proteases presentes no trato gastrointestinal. Ocorre aumento do peptídeo zonulina, envolvido regulação da junção celular, que aparentemente é responsável pelo aumento da permeabilidade intestinal.(2)

 

A alergia ao glúten é mediada por anticorpos IgE, sendo a ω5-gliadina o principal alérgeno.

 

Dieta livre de glúten.

 

Só existe um método provado de tratar a sensibilidade não-celíaca ao glúten, que, obviamente é a retirada completa do glúten da alimentação. Existe pouca informação sobre a quantidade mínima tolerável, que pode variar entre 10 a 100mg diários. A remoção completa de todo glúten da dieta não é factível por contaminação na preparação alimentar e presença de pequenas quantidades em alimentos e medicamentos.

Produtos sem glúten normalmente são feitos com farinhas e amidos refinados com baixa quantidade de fibras, necessárias para uma dieta saudável. A dieta livre de glúten também está associada a deficiência de vitamina C, B12, D e ácido fólico, portanto a ingesta de frutas e antioxidantes é recomendada. Alimentos sem glúten tem baixa quantidade de folato, sendo necessário reposição.

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Como saber se a artéria está entupida?

Sat, 03/27/2021 - 11:51

Quando uma artéria está entupida, o corpo costuma apresentar alguns sintomas indicando que algo não está bem. Estar atento a esses sinais é de extrema importância para que o indivíduo consiga antecipar o diagnóstico e começar o tratamento da doença que está causando o entupimento o mais rápido possível. Você saberia dizer quais sintomas o corpo emite quando uma artéria está entupida? No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre isso.

O que é uma artéria entupida?

Dizemos que uma artéria está entupida quando o sangue não circula corretamente dentro dela. Isto é, quando o fluxo sanguíneo é interrompido por alguma má formação na parede dos vasos ou pela presença de algum coágulo que impede esse fluxo.

Quando essa obstrução acontece, os órgãos e os tecidos da região onde está a artéria entupida ficam comprometidos por falta de oxigênio, que chega até eles através da circulação sanguínea. As artérias localizadas nos membros inferiores são comumente afetadas por esses bloqueios, gerando desconfortos sucessivos, bem como outras áreas do corpo.

Principais causas do entupimento das artérias

Mas, o que causa o entupimento das artérias? Existem algumas doenças responsáveis por esse problema. Podemos listar:

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença comum que se caracteriza pelo endurecimento das artérias. Esse endurecimento pode ser provocado pelo acúmulo de gordura nos vasos ou por desgaste natural das veias devido ao envelhecimento do corpo.

A aterosclerose não costuma apresentar sintomas na sua fase inicial, mas sim quando as artérias estão muito comprometidas, o que ressalta mais ainda a importância do diagnóstico precoce.

Doença arterial periférica

É uma doença provocada pela aterosclerose e atinge a região periférica do corpo, como pernas e pés. O sangue não circula normalmente nessa região, comprometendo a saúde das pernas e gerando diversos desconfortos.

Além de dor e desconforto na região, a doença arterial periférica pode causar mudança de coloração nas pernas e extremidades dos dedos dos pés, ferimentos que demoram a cicatrizar, unhas que demoram a crescer, perda de sensibilidade dentre outros sintomas.

Embolia arterial

O desprendimento de um coagulo e sua migração para outro local é a embolia, que pode ocorrer no sistema arterial. A fonte desse coágulo pode ser o coração, a parede doente da artéria, ou mesmo um trombo venoso numa situação muito particular que é a embolia paradoxal.

Quando não tratada corretamente, a embolia arterial pode evoluir para gangrena e necrose.

É um evento de aparecimento súbito, com dor intensa nos membros.

Como saber se uma artéria está entupida?

Existem três maneiras que, em conjunto, ajudam o indivíduo a perceber a presença de algum problema de circulação causado por entupimento de artérias. As dicas são:

Fique atento aos sintomas

Quando o sangue não circula normalmente dentro das artérias, o corpo logo apresenta sinais que facilitam a identificação da doença. E esse é o primeiro ponto a ser analisado. Fique atento a:

  • Cansaço e fraqueza nas pernas;
  • Formigamento;
  • Pequenos ferimentos e úlceras difíceis de cicatrizar;
  • Inchaço;
  • Dor intensa, mesmo estando em repouso;
  • Dificuldade de caminhar;
  • Pele avermelhada por causa da retenção de sangue;
  • Sensação de calor ou frio na região afetada;
  • Perda de pelo;
  • Necrose nas pernas, em estágio mais grave da má circulação e que pode evoluir para amputações;
  • Dor no peito, caso a artéria entupida seja uma coronária;
  • Confusão mental e tontura, caso a artéria bloqueada seja na cabeça.
Busque uma consulta médica com um médico vascular

Ao perceber um ou mais sintomas listados acima, é de extrema importância e urgência buscar ajuda médica com um especialista nesse tipo de enfermidade que é o cirurgião vascular.

O médico tem experiência suficiente para perceber a causa do incômodo descrito pelo paciente e pode fazer um diagnóstico com base nos seus conhecimentos, solicitando exames para confirmar ou não a sua suspeita.

Realize os exames solicitados

Os exames são ferramentas fundamentais para garantir a certeza do diagnóstico do médico. Além de identificar uma artéria entupida, os exames podem medir o grau de comprometimento das artérias, facilitando a compreensão da doença e melhor sugestão de tratamento. Os exames mais comuns para identificação de artéria entupida são:

Cateterismo: é um exame invasivo, com introdução de um cateter nas veias e artérias, a fim de identificar obstruções nas artérias coronárias. É um exame muito utilizado para diagnóstico e tratamento de problemas vasculares e cardíacos.

Ecocardiograma: outro exame que também permite ao médico a identificação de artérias entupidas, mas precisamente aquelas que envolvem o coração. É um exame de imagem simples e de rápida execução.

Angiotomografia: esse é um exame de imagem que permite que o médico visualize a presença de placas de gordura dentro das artérias, provocando o bloqueio do sangue.

Ecografia/Ecodoppler: também é um exame de imagem que permite ver a situação das artérias e perceber se há ou não obstáculos impedindo o fluxo do sangue.

Medição de pulsos e pressão: quando o paciente tem algum problema de circulação na região das pernas, como resultado de alguma doença periférica, a pressão nessa região é menor do que em outras partes do corpo, o que pode ser verificado pelo médico que está fazendo a avaliação inicial.

Como vimos, a artéria entupida é uma condição que afeta boa parte da população em geral e normalmente a causa dessa obstrução está relacionada à presença de placas de gordura nos vasos, mas também pode ser provocada por alterações na parede de veias, vasos e artérias, dificultando o fluxo natural do sangue. A melhor forma de perceber se está sofrendo ou não com uma artéria entupida é ficar atento aos sintomas listados aqui, procurar um médico vascular e seguir todas as orientações recomendadas.

 

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Lipedema. Grasso sulle gambe.

Fri, 03/26/2021 - 11:25

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Lipedema. Fat on the legs.

Fri, 03/26/2021 - 11:25

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Urticária colinérgica

Fri, 03/26/2021 - 09:30

Na urticária colinérgica, a formação de caroços, placas ou manchas avermelhadas pelo corpo é mais comum em situações onde ocorre o aumento da temperatura do corpo, como exercícios físicos intensos, banhos quentes, calor excessivo, estresse, consumo de bebidas e alimentos quentes e apimentados e contato com substâncias quentes, como compressas, por exemplo.

É um tipo de alergia que faz parte do grupo de urticárias que são desencadeadas por estímulos físicos, como calor, sol, frio, contato com produtos e suor, sendo que é comum a pessoa que apresenta ter mais de um tipo.

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Lipedema Fotos

Thu, 03/18/2021 - 15:41

Todos querem ver fotos de lipedema para tentar se comparar. Separo alguns desenhos de lipedema baseados em fotos.

Fotos de Lipedema

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O que é a circulação periférica?

Thu, 03/18/2021 - 10:11

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

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Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

 

Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.

 

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Quais são as doenças vasculares periféricas?

Fri, 03/12/2021 - 15:11

As doenças vasculares periféricas também são conhecidas como doenças arteriais periféricas e, como o nome sugere, são aquelas que atingem a extremidade do corpo, mais precisamente as pernas e os pés. Veja a seguir quais são os principais tipos dessa doença, seus fatores de risco e o que você pode fazer para evitar que elas surjam.

O que são doenças vasculares periféricas?

As doenças vasculares periféricas, (DVP), são distúrbios que afetam a circulação periférica do corpo, ou seja, a região das pernas e dos pés. A doença provoca estreitamento das artérias localizadas na região dos membros inferiores, prejudicando a circulação sanguínea local.

Quando não recebe o sangue de forma adequada, essa parte do corpo também não recebe oxigênio, essencial para a saúde e sobrevivência dos tecidos. A consequência da ausência de oxigênio, portanto, é a fragilidade dos tecidos que demoram a se recuperar após alguma lesão.

Mas, o que provoca esse estreitamento das artérias? A principal causa do comprometimento dos vasos sanguíneos é a formação de placas de gordura que, além de bloquear o fluxo sanguíneo, também endurece e lesiona as artérias por onde o sangue circula.

Além disso, existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade do indivíduo sofrer com a doença vascular periférica. Falaremos mais sobre esses fatores de risco no final deste artigo.

 

Principais doenças vasculares periféricas

As doenças vasculares periféricas que mais atingem a população são:

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma doença extremamente comum que atinge especialmente a região das pernas de homens e mulheres. O público feminino, contudo, é o que mais sofre com esse problema. A doença é provocada por má circulação nos vasos sanguíneos, geralmente ocasionada por bloqueios ou mau funcionamento das veias.

As varizes são uma das complicações da insuficiência venosa. São veias saltadas e tortuosas, que podem surgir como pequenos vasinhos e evoluir para condições mais graves da doença. A presença de varizes nas pernas é sinal de que há algum problema com a saúde dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Além de veias aparentes e saltadas, outros sintomas da insuficiência venosa são veias de coloração arroxeada ou avermelhada, dor, cansaço e formigamento nas pernas, sensação de peso e desconforto geral na área afetada.

Quando não tratadas corretamente e precocemente, as varizes podem evoluir para complicações mais graves como trombose, úlceras e outras doenças.

Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa das doenças vasculares periféricas já que ela é responsável pelo acúmulo de placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos, bloqueando a passagem do sangue e evitando que o oxigênio, o sangue e outros nutrientes cheguem aos órgãos e tecidos.

A aterosclerose pode atingir várias partes do corpo e as pernas são um exemplo de área atingida com frequência.

Sintomas

O acúmulo de gordura nos vasos acontece ao longo da vida do indivíduo e, nem sempre, oferece sinais que indiquem um problema.

Quando está em estágio mais avançado e acontece o rompimento dessas placas é que a pessoa começa a sentir que algo não vai bem com o seu corpo. Além disso, os sintomas podem variar de acordo com a área afetada. 

Quando atinge as artérias do pescoço e da região da cabeça, a aterosclerose pode provocar acidente vascular cerebral (AVC), morte súbita e infarto.

A aterosclerose, quando atinge as veias localizadas nas pernas, costuma provocar desconforto, cansaço e dor sem causa aparente e até durante períodos de descanso, dor ao caminhar e também ferimentos.

Trombose venosa

A trombose venosa é causada pela presença de coágulos nas veias mais internas das pernas, por isso também é chamada de trombose venosa profunda. Geralmente, o trombo se instala na região da panturrilha, responsável pelo bombeamento de sangue para os membros inferiores.

A trombose venosa pode evoluir para uma complicação bem mais grave que é a embolia pulmonar. Acontece quando o coágulo presente nas veias das pernas se desprende e segue o fluxo da corrente sanguínea chegando até os pulmões, bloqueando as artérias do órgão, provocando falta de ar e dor no peito. A embolia pulmonar é uma das causas mais comuns de morte repentina.

Temos também a trombose arterial, que é quando o coágulo bloqueia uma artéria. Uma das principais consequências dessa doença é o AVC (Acidente Vascular Cerebral). É uma doença perigosa que precisa ser diagnosticada o mais rápido possível.

Mas, o que provoca a trombose venosa?

A trombose normalmente se manifesta quando uma pessoa passa muito tempo imóvel, em uma mesma posição. É o que acontece em voos muito longos, após a realização de cirurgias ou quando a pessoa tem alguma condição que a obriga a ficar por muito tempo sem se movimentar.

Além disso, como vimos, a trombose pode ser causada por alguma lesão ou mau funcionamento de veias e artérias que dificultam a passagem de sangue, formando os trombos. É o que caracteriza as doenças vasculares periféricas.

Sintomas

Os principais sintomas da trombose são: dor, inchaço local, vermelhidão, calor e musculatura rígida.

Fatores de risco para as doenças vasculares periféricas

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de uma pessoa sofrer com uma doença vascular periférica. São eles:

  • Predisposição genética;
  • Sedentarismo ou longos períodos em posição imóvel;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Idade avançada;
  • Doenças cardiovasculares e respiratórias;
  • Diabetes;
  • Altas taxas de colesterol;
  • Alimentação rica em gorduras e industrializados;
  • Varizes (fator de risco para a trombose);
  • Estresse.
Como prevenir

Não existe uma maneira cem por cento segura de prevenir o surgimento dessas doenças, mas é possível reduzir o risco de ser afetado por elas. O primeiro passo é conhecer todos os fatores de risco e tentar ficar longe deles.

Assim, é preciso melhorar a alimentação, perder peso, deixar de lado os hábitos pouco saudáveis, fazer atividade física e driblar o estresse realizando atividades relaxantes. Além disso, é preciso tratar doenças já existentes como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.

Por fim, realizar uma consulta com um médico vascular logo que identificar alguma alteração no corpo ou após os 35 anos de idade, especialmente se houver algum caso na família de doença vascular periférica ou similares.

Como pudemos perceber, as doenças que afetam o sistema vascular periférico são extremamente nocivas ao indivíduo causando não só problemas estéticos, como é o caso das varizes, mas, principalmente, impedindo uma vida com mais qualidade e mais longa, que é o mais importante.

 

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O que são distúrbios vasculares?

Tue, 03/09/2021 - 18:06

Chamamos de distúrbios vasculares qualquer doença que comprometa de alguma forma os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio, sangue e demais líquidos por todo o corpo humano.

Assim, todos os distúrbios vasculares, ao atingirem o sistema cardiovascular, também chamado de sistema circulatório, acaba atingindo também o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático, visto que eles se relacionam nas funções que executam.

Distúrbios vasculares: o que são?

Como vimos, distúrbios vasculares são doenças que atingem os sistemas venoso, arterial e linfático prejudicando o correto funcionamento de vasos, veias e artérias. Algumas doenças em outros órgãos também podem surgir por causa de vasos lesionados ou doentes, essa característica peculiar da especialidade que abrange todo o corpo humano.

Em resumo, toda e qualquer alteração que se instale e atrapalhe a função desses sistemas são chamados de distúrbios vasculares. A seguir, veremos alguns exemplos:

 

Quais os principais distúrbios vasculares?

O sistema cardiovascular pode sofrer com a incidência de vários tipos de doenças. Apesar dos pontos em comum, elas não são todas iguais. Confira.

Doenças do sistema linfático

O sistema linfático é o responsável pelo transporte de líquidos presentes nos tecidos para o sistema circulatório. É um sistema importante para o corpo porque transporta proteínas não absorvidas pelos vasos capilares, atua na função imunológica e auxilia na filtragem do sangue.

As doenças mais comuns que atacam o sistema linfático e que são frequentemente tratadas pelo cirurgião vascular são:

Erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada por uma bactéria que atinge os vasos linfáticos. A doença ataca a parte mais externa da pele e compromete especialmente a região das pernas e dos pés. Também é conhecida como vermelhidão por causa da aparência do local atingido.

Outros sintomas da erisipela são as feridas em tons avermelhados, inflamação e dor local. Se não for tratada, a erisipela pode evoluir e provocar ferimentos maiores e de difícil cicatrização. E se surgir com frequência, essa doença também pode gerar complicações causando a temida elefantíase.

A melhor forma de prevenção da erisipela é manter pernas e pés saudáveis, longe de infecções, ferimentos e micoses que podem ser porta de entrada para micro-organismos, causadores deste e de outros problemas.

Linfedema

O linfedema também é uma doença cardiovascular cuja principal característica é o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido proteico em diferentes partes do corpo, especialmente nas pernas e nos braços.

Esse acúmulo geralmente é ocasionado por alguma interrupção no fluxo da linfa pelos vasos, que pode acontecer por causa de algum obstáculo ou por causa de alguma alteração nas paredes dos vasos por onde a linfa circula.

Quando atinge as pernas, o linfedema pode ser resultado da erisipela de repetição, ou seja, quando ocorre muitas vezes em seguida, cada vez com sintomas mais fortes.

Já quando os braços são mais atingidos pelo linfedema, o inchaço costuma ter relação com tratamentos de câncer de mama, em que a cirurgia para retirar o nódulo maligno acaba também removendo alguns linfonodos, prejudicando o funcionamento do sistema linfático.

 

Doenças do sistema arterial

O sistema arterial é composto por vasos que saem do coração e se ramificam por toda a extensão do corpo. As principais doenças que o atingem são:

Aterosclerose

Uma doença muito comum que atinge o sistema arterial é a aterosclerose. Com o passar da idade, as artérias ficam mais endurecidas, estreitas e comprometidas, bloqueando o fluxo sanguíneo natural. Esse bloqueio provoca isquemias em diferentes partes do corpo como coração, pescoço e pernas.

Isquemias

Quando atinge as artérias do coração, a isquemia provoca diversas reações, dentre elas o ataque cardíaco. Já quando a isquemia acontece nas artérias do pescoço, o resultado é o AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). O AVCI é uma doença que pode levar a óbito em pouquíssimo tempo, além de deixar sequelas que comprometem muito a vida do indivíduo. Portanto, o socorro nesses casos deve ser urgente.

Por fim, temos a isquemia nas pernas, chamada de doença arterial obstrutiva periférica – DAOP, que também é provocada pela má circulação sanguínea. A isquemia causa dor e cansaço nas pernas, mesmo em repouso, ferimentos no local e coloração arroxeada ou azulada nas pontas dos dedos.

Essa doença arterial é bastante grave e, se não for tratada, pode levar a amputações dos membros inferiores. Além disso, é um fator de risco para a incidência de outras doenças arteriais como o AVC.

Estenose

A estenose é o estreitamento das artérias impedindo a livre circulação de sangue e oxigênio para órgãos como o coração. É uma das causas de outras doenças vasculares como o AVC.

Aneurismas

As artérias também podem ficar dilatadas, provocando aneurismas. Essa dilatação é responsável pelo enfraquecimento dos vasos que, por sua vez, podem romper e causar hemorragias. Os principais tipos de aneurisma são:

  • Aneurisma de aorta: primeiro tipo de aneurisma mais comum e que pode atingir a região do tórax (aneurisma de aorta torácico) ou do abdômen (aneurisma de aorta abdominal), esse último caso sendo o mais comum.
  • Aneurisma de ilíaca: segundo tipo de aneurisma mais comum e que atinge as ramificações da aorta, na região abdominal.
  • Aneurisma de vasos viscerais: terceiro tipo mais comum de aneurisma e atinge órgãos específicos como fígado, intestino, rim e baço, ou seja, as vísceras abdominais.
  • Aneurisma de carótida: atinge as artérias localizadas ao lado do pescoço.
  • Aneurisma de artéria renal: compromete especificamente os rins.
Doenças do sistema venoso

O sistema nervoso é responsável pelo transporte do sangue das extremidades do corpo até o coração. 

Varizes

Dentre as doenças que atingem o sistema venoso, a principal delas são as varizes. As varizes se apresentam como veias dilatadas, saltadas e irregulares, que surgem nos membros inferiores de mulheres, grupo mais atingido.

Apesar de muitas pessoas considerarem as varizes como um problema apenas quando elas estão em estágio avançado, é preciso destacar que até os vasinhos pequenos, que aparecem como pequenas ramificações na pele, já são indícios de distúrbios vasculares e precisam de cuidados médicos.

As varizes provocam dor, cansaço, sensação de peso e outros desconfortos, especialmente quando a pessoa fica muito tempo em pé ou sentada. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para doenças mais graves, causando, inclusive, úlceras de difícil cicatrização.

Outras doenças do sistema venoso são:

Como vimos, os distúrbios vasculares podem se apresentar em uma enorme diversidade de doenças, atingindo sistemas diferentes, porém complementares. Diante de qualquer sintoma que possa sinalizar algum problema de circulação, o indivíduo precisa entrar em contato com o cirurgião vascular para identificar o problema e começar o tratamento antes da evolução da doença.

 

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O que é um médico vascular?

Mon, 03/08/2021 - 08:59

Você sabe o que é um médico vascular e qual o caminho que ele percorreu para alcançar esse posto e essa titulação? Hoje, falaremos um pouco sobre toda a trajetória do médico e cirurgião vascular, desde a graduação até as especializações. Veremos também por que é importante que o médico esteja atualizado constantemente dentro do seu ramo de atuação e como isso pode interferir na escolha do paciente na hora em que ele precisa tratar de alguma doença vascular.

Como é a formação do Médico Cirurgião Vascular

A formação do médico vascular começa quando ele decide que quer cursar medicina na faculdade e, para isso, se prepara para o vestibular de uma instituição de ensino superior que oferta o curso. Os vestibulares para as faculdades de medicina são sempre muito concorridos e, para conseguir uma vaga, é preciso muita dedicação.

Graduação e Internato

A graduação do médico vascular dura cerca de seis anos. Na graduação, o médico vai formar toda a sua bagagem teórica, aprendendo nos livros e com os professores, tudo relacionado às doenças humanas, seus sintomas e tratamentos.

Esses seis anos da graduação são divididos em quatro anos na faculdade de medicina e os dois últimos anos no internato, dentro do hospital, já cuidando dos pacientes e de suas doenças. Nessa fase, o médico é chamado de interno.

Residência em Cirurgia geral

Após o internato, vem a residência que é outro período em que o médico já atua dentro do hospital, dessa vez se dedicando à cirurgia geral. O período de residência na cirurgia geral dura entre 2 e 4 anos e o médico também é avaliado mediante uma prova final.

Nessa fase da residência, o médico já começa a buscar a sua subespecialização. Ou seja, ele já começa a decidir sobre qual área deseja atuar após a formação completa. Quem deseja atuar como cirurgião vascular precisa fazer a residência médica na cirurgia geral. Já quem deseja se tornar um angiologista, pode fazer a residência na clínica médica.

Após essa fase, o médico já tem a formação em cirurgia geral, concluída ao final da residência, e já pode tratar doenças como hérnia, hemorroidas, apendicite e outras doenças abdominais.

Residência em Cirurgia Vascular

A segunda residência que o médico tem que enfrentar para se tornar um médico vascular é a residência em cirurgia vascular que também dura entre 2 e 4 anos, com mais uma prova no final desse período.

Esse momento é bem mais dedicado à subespecialidade da cirurgia vascular. Ou seja, o médico está especificando mais ainda as doenças com as quais ele deseja lidar enquanto médico e já está se qualificando bastante com as experiências.

Nessa fase, ele vai tratar doenças vasculares que envolvem o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático. No sistema arterial, algumas doenças comuns são a aterosclerose, o aneurisma e as estenoses.

As doenças venosas mais comuns do sistema venoso são as varizes e a trombose. Por fim, o sistema linfático apresenta as doenças linfáticas como o linfedema e a erisipela.

Subespecialização

Após passar pela graduação, internato, residência em cirurgia médica e pela residência em cirurgia vascular, o profissional já é médico, já é cirurgião geral e cirurgião vascular. Agora ele também pode se subespecializar em:

  • Cirurgia endovascular: nesta especialização, o médico aprende os tratamentos mais modernos realizados dentro dos vasos como a colocação de stents e a fazer a embolização, além de outros procedimentos minimamente invasivos. É o que também chamamos de angiorradiologia.
  • Ecografia vascular: especialização em que o médico aprende a realizar exames ultrassonográficos e ecográficos dentro das patologias vasculares. Também é outro título que o médico vascular pode conseguir e acrescentar no seu currículo.

Quem regula essas titulações médicas

O MEC (Ministério da Educação) é o órgão federal que regula a profissão através das graduações e das residências. As faculdades que oferecem o curso de medicina, por exemplo, precisam passar pelo crivo do MEC antes de começarem as suas atividades. Isto é, precisam ser reconhecidas pelo órgão.

Já os títulos médicos que o profissional vai recebendo durante a sua carreira, como o de cirurgião vascular, especialista em cirurgia endovascular e outros, são ofertados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Carreira acadêmica

Outra opção disponível para o médico vascular é a carreira acadêmica. Após a graduação e todas as residências e especializações já listadas aqui, o médico pode fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, assim, se tornar professor em uma universidade pública ou privada.

Também é uma alternativa muito interessante e extremamente importante porque ele repassa para outros futuros médicos uma carga enorme de conhecimento, se tornando fundamental para a formação com excelência de outros profissionais.


A medicina avança e o médico deve estar preparado

O fato é que, para um médico vascular, assim como para outros especialistas, o estudo nunca acaba. Reunir um bom pacote de especializações pode durar até 12 anos ou mais até chegar naquilo que ele deseja para a sua vida de médico.

A medicina avança muito rapidamente e o médico precisa ficar atento a todas as novidades que surgirem para aprender e aplicar tudo na solução do problema que o seu paciente apresenta.

Muitos procedimentos que hoje são realizados de forma natural e contínua não são ensinados nem no período de graduação e nem nas residências. Muitas dessas inovações surgem depois da formação de muitos profissionais ou ainda não estão disponíveis aqui no nosso país.

Um exemplo é a cirurgia de varizes com laser que é uma técnica nova que chegou aqui no Brasil recentemente e começamos a fazer antes de outros profissionais.

Outro exemplo de procedimento novo é a cirurgia endovascular que também não era realizada no Brasil, mas que fomos procurar saber como funcionava em outros países como a Itália. E de lá trouxemos conhecimentos valiosos a respeito.

Por fim, e não menos importante, temos o lipedema. Um assunto sobre o qual praticamente ninguém falava nada e que conseguimos trazer para o público não apenas informações precisas que facilitam o diagnóstico, mas também excelentes maneiras de tratar a doença.

 

Escolhendo o seu médico vascular

O cirurgião vascular é ultraespecializado em tratamento vascular, arterial, venoso e linfático. Passou por muitos testes de aprendizagem e é capaz de lidar com diversas doenças que afetam as pessoas. Por isso, é importante buscar um cirurgião que tenha passado por todas essas fases, que tenha um bom currículo (que pode ser visto no sistema do curriculo lattes) respaldado pelo MEC e pela SBACV e que entenda que estudar faz parte de toda a vida de um médico. Se aperfeiçoar, buscar conhecimento demonstra comprometimento com o seu trabalho e também com as pessoas que depositam nele a solução dos seus problemas.


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Como prevenir as doenças vasculares?

Mon, 03/08/2021 - 08:44

Prevenir a instalação de doenças vasculares é um fator importante na busca diária por uma vida mais saudável e longeva. As doenças vasculares são problemas graves responsáveis por uma porcentagem considerável de mortes no país. Além disso, seus sintomas e complicações comprometem severamente a mobilidade, a realização de atividades diárias, a estética e a saúde mental do indivíduo. Veja a seguir quais são as principais doenças vasculares e o que fazer para preveni-las.

O que são doenças vasculares?

Doenças vasculares são aquelas que atingem e prejudicam o bom funcionamento do sistema vascular, formado pelos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de sangue e outras substâncias por toda a extensão do corpo humano.

O principal efeito das doenças vasculares é a interrupção da circulação sanguínea pelo corpo, causando complicações graves como acúmulo de líquido, acúmulo de sangue, formação de coágulos e lesões nas veias e nas artérias.

 

Principais doenças vasculares e como prevenir

Existe uma série de doenças que atingem o sistema vascular e o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. As principais serão listadas a seguir com suas respectivas medidas de prevenção.

Varizes

As varizes talvez sejam as doenças vasculares mais comuns e mais conhecidas da população em geral. Caracterizam-se por veias dilatadas, saltadas e avermelhadas, algumas com formatos semelhantes a teias de aranha e que provocam dor, inchaço e cansaço nas pernas.

As varizes podem ser de dois tipos: primárias, de origem genética e secundárias, adquiridas devido a algum fator externo.

Prevenção de varizes de origem genética

Ao identificar alguém na família com histórico de varizes, a mulher já deve tomar precauções para evitar que esse problema também a atinja, já que ela está dentro do fator de risco. O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para investigar e antecipar o tratamento da veia doente.

Outra técnica de prevenção é o uso da meia elástica de leve compressão. É um hábito que reduz bastante o surgimento das varizes. As meias de compressão estimulam a circulação sanguínea e aliviam sintomas como o inchaço e o cansaço, muito comum naquelas pessoas que ficam muito tempo em pé ou passam o dia sentadas por conta do trabalho.

A prática de hábitos saudáveis também é outra forma de prevenir as varizes. Portanto, é importante fazer atividade física, exercitar os músculos, especialmente da panturrilha e evitar hábitos nocivos como o uso do cigarro e o álcool em excesso.

Prevenção das varizes de origem secundária

As varizes secundárias geralmente são adquiridas após algum trauma ou devido a complicações como a trombose venosa. Nesse caso, é preciso evitar esses acidentes e tratar qualquer complicação vascular previamente identificada para evitar as varizes. E, claro, levar uma vida ativa com prática de hábitos saudáveis.


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Trombose venosa

A trombose venosa se caracteriza pela presença de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo a circulação. Pode ser superficial quando atinge a parte mais externa das veias e pode ser profunda quando está entre os músculos das pernas.

Por ser uma doença que também tem um fator genético forte, uma das medidas de prevenção é buscar orientação de um cirurgião vascular antes que surjam os primeiros sintomas. A trombose pode ser uma complicação das varizes e, por isso, é preciso ficar atento.

Outro ponto importante de prevenção é perder peso. A obesidade é uma das causas da trombose venosa. Além disso, é recomendado o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas de forma constante.

 

Aneurisma periférico

O aneurisma periférico caracteriza-se pela dilatação de uma artéria na região das pernas, devido à presença de coágulos, impedindo a circulação. Pode causar inchaço, dor e vermelhidão local, além de outros problemas de circulação.

A melhor prevenção é a consulta com o cirurgião vascular para diagnóstico precoce da doença, bem como o início do tratamento o quanto antes.

 

Pé diabético

O pé diabético é uma doença que atinge pessoas que têm diabetes e os principais sintomas são: calos, rachaduras, micoses, ferimentos, mudança na tonalidade da pele, dor e infecções. A má circulação sanguínea é um dos grandes causadores dessa doença.

Como medida de prevenção, o primeiro passo é manter o diabetes controlado. Aliado a isso, é necessário redobrar os cuidados com os pés usando calçados confortáveis, evitando andar descalço, evitar cortes na região dos membros inferiores, secar bem os pés para evitar micoses e tratar com urgência qualquer feridinha que possa surgir.

 

Doença arterial obstrutiva periférica

Ocorre quando há alguma obstrução ou estreitamento das artérias dos membros inferiores. Geralmente é provocada pelo acúmulo de placas de gordura no sangue, além do envelhecimento natural do corpo.

Algumas medidas de prevenção consistem em: controlar os índices de colesterol, manter uma alimentação saudável, perder peso, evitar o tabagismo, controlar o diabetes e a hipertensão e sair do sedentarismo.

Além disso, é fundamental buscar ajuda médica, já que a doença apresenta sintomas leves, porém, desconfortáveis e que exigem o tratamento correto.

 

Quais são os fatores de risco para as doenças vasculares

Além das causas comuns das doenças vasculares, existem os fatores de risco. São situações, hábitos ou condições que envolvem o indivíduo aumentando o risco da incidência dessas doenças. É importante conhecer esses fatores para aprender a lidar melhor com eles.

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Ficar muito tempo em pé
  • Ficar muito tempo sentado
  • Alimentação rica em gordura, frituras e demais alimentos pouco saudáveis
  • Histórico familiar de doenças vasculares
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Altos índices de colesterol
  • Idade avançada
  • Ter sofrido com outras doenças vasculares no passado
  • Problemas cardíacos

 

É muito importante estar ciente desses fatores de risco porque eles também podem funcionar como um método de prevenção geral para as doenças vasculares. Ao analisar os seus hábitos e o seu estilo de vida, o indivíduo pode promover mudanças na sua rotina e afastar o surgimento dessas e de outras enfermidades.

Como vimos, existem diferentes tipos de doenças vasculares e a prevenção de cada uma delas depende do conhecimento prévio das suas causas. Contudo, algumas orientações são básicas e comuns a todas, como a consulta periódica com um médico vascular, profissional especializado no tratamento dessas doenças e que pode antecipar o diagnóstico de algum problema, antes do surgimento dos sintomas. Além disso, é fundamental manter hábitos saudáveis e tentar evitar, dentro do possível, os fatores de risco que também influenciam no surgimento e agravamento da doença.

 

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Cuidado com as complicações das varizes

Sat, 02/27/2021 - 09:32

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem, especialmente nas pernas de mulheres, por conta de vasos doentes. Apesar de gerar um desconforto estético muito grande, esse não é o problema mais grave que as varizes podem causar. Existem outras complicações muito mais danosas causadas pelas varizes e é sobre elas que falaremos a partir de agora.


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Principais complicações causadas pelas varizes

De imediato, quem sofre com varizes relata como a principal insatisfação o aspecto estético do corpo que fica comprometido. As varizes são muito mais comuns nas pernas de mulheres e essa é uma região que fica exposta com muito mais frequência, principalmente nos dias mais quentes.

Portanto, as veias tortas, sobressalentes, com formatos variados costumam mesmo constranger bastante. Muitas mulheres mudam o seu jeito de se vestir para esconder essas imperfeições na pele. Sendo assim, o efeito estético é sim uma complicação das varizes, mas não é a mais grave como as que serão relatadas a seguir.

 

Úlcera venosa

Essa é a pior complicação de todas. A úlcera é uma grande ferida que surge na perna varicosa quando a doença já está no estágio final. São ferimentos profundos, de difícil cicatrização e que provocam muita dor e desconforto.

A úlcera venosa costuma aparecer quando a pessoa que sofre com varizes passa muito tempo sem tratar o problema, que vai se agravando até chegar nesse ponto crítico. Pessoas que têm uma grave insuficiência venosa também são mais propícias a sofrerem com as úlceras venosas.

As úlceras podem ser únicas, mas também podem surgir de formas múltiplas, mais especificamente na região dos tornozelos. Há um risco alto de infecção que também favorece o surgimento de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental evitar que as varizes cheguem até esse estado.

 

Trombose

A segunda maior complicação das varizes é a trombose, uma doença que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos em lugares que não sofreram traumas e nem sangramentos. As varizes podem provocar dois tipos de trombose: a venosa profunda e a superficial.

 

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda é a mais perigosa porque apresenta coágulos sanguíneos, mais precisamente na região das pernas. Devido à textura rígida desse coágulo, alguma parte dele pode se desprender e seguir em direção à região dos pulmões, através do fluxo natural sanguíneo.

Ao chegar nos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos graves dependendo do seu tamanho e o resultado é a tão temida embolia pulmonar. A embolia pulmonar é, portanto, uma complicação grave das varizes e pode levar à morte súbita do paciente.

Os principais sintomas da trombose são:

  • Dor e inchaço local;
  • Pele avermelhada ou arroxeada;
  • Pernas mais quentes e com aspecto mais rígido do que o normal.

 

Trombose venosa superficial

A segunda variação da trombose é a tromboflebite superficial. É um pouco parecida com a trombose venosa, mas como o próprio nome diz, atinge a parte mais superficial da pele. Por isso, não é tão perigosa quanto a trombose venosa, apesar de também merecer muita atenção.

A tromboflebite é uma inflamação das veias menos profundas provocada pela presença de coágulos sanguíneos. As veias aparecem como verdadeiros cordões na pele, causando ao paciente alguns sintomas incômodos como dores, vermelhidão e inchaço.

 

Dermatite ocre

A dermatite ocre apresenta na região dos pés manchas de aspecto escurecido provocadas pela insuficiência venosa. Por causa dessa má circulação local, o sangue fica estagnado na região aumentando a pressão e causando as manchas.

Tais manchas são muito difíceis de serem removidas, mesmo após o tratamento das varizes. Por isso, é fundamental que se busque ajuda o mais rápido possível para evitar mais esse incômodo estético na pele.

 

Eczema

O eczema parece muito como uma descamação da pele, que pode vir acompanhado de uma coceira. Essa coceira, que parece inofensiva, pode virar uma ferida que, por sua vez, pode se transformar em uma úlcera venosa em um futuro bem próximo, se o tratamento tardar.

O paciente começa a sentir um desconforto na pele varicosa, coça a pele para aliviar esse incômodo, a coceira provoca feridinhas que podem evoluir para um problema mais grave como as úlceras. Mais uma vez, o tratamento das varizes é fundamental para evitar esse efeito colateral.

 

Varicorragia: veias que sangram

A varicorragia pode ser definida como uma veia saltada da pele que pode sangrar por qualquer motivo. É um acontecimento muito comum que se origina por causa da fragilidade das veias doentes.

Como há insuficiência venosa na perna que apresenta varizes, essa região fica com uma quantidade maior de sangue represado, aumentando a pressão local. Assim, as veias podem arrebentar sem um motivo aparente, exemplificando um caso de varicorragia.

É um episódio que acontece muito quando o indivíduo está tomando banho e é surpreendido por uma quantidade de sangue no chão que ele não sabe ao certo de onde vem, até identificar que o sangramento está partindo da perna que apresenta varizes.

Ao se deparar com uma situação como essas, o recomendado é que o paciente deite-se com as pernas elevadas, pressione o local para evitar a perda de mais sangue e faça, em seguida, um curativo para estancar o sangramento.

Depois, obviamente, é preciso procurar a orientação de um médico vascular. A varicorragia é uma complicação das varizes e um sinal de algo que já não estava bem, está começando a piorar.

 

Fator estético

Como já dissemos, a questão estética também é um fator a ser levado em consideração quando falamos em complicações das varizes. Quanto mais doente for a perna varicosa, quanto mais varizes ela tiver, mais vasinhos surgirão se espalhando pela região dos membros inferiores.

As varizes vêm acompanhadas de dores, inchaço, peso nas pernas e podem evoluir para doenças mais graves, como vimos ao longo deste artigo.

Então, a orientação sempre é procurar ajuda médica para tratar as varizes o quanto antes para que não surjam as complicações. Estas são muito mais agressivas, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, como é o caso da embolia pulmonar provocada pela trombose venosa. Portanto, observe o seu corpo e logo que constatar a presença de varizes, procure um médico. As varizes têm tratamento e buscar ajuda evita muitos incômodos futuros.

 

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Vein Camera – filtro do instagram

Tue, 02/23/2021 - 15:33

Já havia criado há alguns anos o aplicativo Vein Camera para iPhone e iPad que permitia o realce de veias varicosas usando a camera de alta definição desses aparelhos. Infelizmente estava sem tempo de desenvolver o mesmo para o Android.

Mas uma tecnologia nova chegou, atrelada ao Instagram e ampliou as possibilidades. Aproveitei e criei um filtro para ver veias e varizes superficiais que roda em todos os dispositivos que tenham a última versão do Instagram instalado e funcionando.

Para acessar esse filtro, entre nesse link: Vein Camera para Instagram.

Siga-me no instagram para mais dicas e atualidadoes sobre doenças vasculares.

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Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer

Tue, 02/23/2021 - 10:49

O inchaço, nome popular dado ao edema, é, basicamente, o acúmulo de líquido em determinada região do corpo. Quando ataca pés e tornozelos, pode ser o sinal de alguma doença venosa, linfática, resultado da má circulação sanguínea ou apenas consequência de maus hábitos. Veja a seguir as principais causas do inchaço e o que fazer para amenizar o problema.

Como identificar o inchaço nos pés e tornozelos?

A principal característica do inchaço é o aumento do volume da superfície afetada. Outro sinal de inchaço é o brilho da pele que se torna mais intenso. Além disso, a pessoa pode sentir peso nas pernas, cansaço excessivo, desconforto e até dor, dependendo da motivação do edema.

Uma técnica manual para identificar o inchaço é pressionar a área possivelmente inchada. Havendo uma depressão no local é sinal de que há sim acúmulo de líquido e é o momento, então, de procurar um médico, buscar o diagnóstico correto e começar o tratamento o quanto antes. (Sinal de Godet)

 

Principais causas do inchaço

Existem várias causas para o inchaço nos pés e nos tornozelos. Na maioria das vezes, não chega a ser algo grave e um dia é suficiente para que o edema desapareça. Contudo, quando vem acompanhado de outros sintomas como dor, ferimentos e vermelhidão e também quando dura muitos dias, o inchaço precisa ser analisado com mais cuidado por um especialista.

 

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma das principais causas do inchaço nos pés e nos tornozelos e também é um dos problemas mais delicados, que exigem atenção redobrada. A insuficiência venosa indica uma má circulação na região das pernas e dos pés.

Isso quer dizer que o sangue que deveria circular normalmente pelos membros inferiores não está conseguindo fazer esse trajeto devido a algum bloqueio, como os coágulos sanguíneos, refluxo, que seria o retorno do sangue, por falha das válvulas venosas, ou devido ao mau funcionamento dos músculos da panturrilha, responsável por bombear o sangue.

A má circulação nos membros inferiores originam as varizes que nada mais são do que veias doentes, com algumas variações de tamanho e grau de risco. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para úlceras doloridas e mais difíceis de serem curadas.

 

Linfedema

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de um líquido formado basicamente por proteínas, gorduras e água chamado de linfa. A linfa também é responsável pelo transporte das células de defesa do nosso corpo, os glóbulos brancos.

Os responsáveis pelo transporte da linfa são os vasos linfáticos que têm a ajuda dos gânglios linfáticos para purificar esse líquido e levá-lo de volta ao sangue, de onde a linfa se originou.

Quando acontece algum problema nos vasos ou nos gânglios, esse transporte não acontece e a linfa se acumula, geralmente na região inferior do corpo como as pernas e os pés.

O linfedema tem causa congênita, mas também pode surgir ao longo do tempo devido a inflamações e infecções locais como a erisipela. Também pode aparecer após a realização de cirurgias que comprometam os gânglios linfáticos, dentre outras razões.

O linfedema geralmente não causa dor, apenas o inchaço que pode comprometer um ou os dois pés. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento e quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão os resultados.

 

Lipedema

O lipedema é uma doença muito confundida com a obesidade e também com o linfedema. Porém, tem causas e características diferentes. O lipedema é causado pelo acúmulo desproporcional de gordura doente em regiões específicas do corpo, mais precisamente nos membros inferiores e na região dos quadris.

O lipedema afeta principalmente as mulheres e pode surgir após fases de grande movimentação dos hormônios como a adolescência, a menopausa e a gravidez, por exemplo. Além do inchaço, o lipedema pode gerar dor na região afetada e assimetria no corpo. A parte de cima do tronco fica bastante desproporcional em relação à parte de baixo do corpo.

Como não é uma doença provocada pelo acúmulo de gordura normal, dietas e exercícios não direcionados não conseguem eliminar o lipedema, apenas reduzir um pouco o excesso. O tratamento envolve uma série de medidas, dentre elas a cirurgia para aspiração de gordura.

Além das doenças venosas, existem outras causas para o inchaço dos pés e tornozelos. Por exemplo:

  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Doenças hepáticas;
  • Gestação;
  • Uso excessivo de sal;
  • Ficar muito tempo em pé;
  • Artrose;
  • Traumas;
  • Uso de medicamentos para o tratamento de doenças etc.

Diante de tantas origens do inchaço, é muito importante que o indivíduo conheça o seu corpo e logo que identifique alguma alteração, procure um médico para encontrar a raiz do problema.

 

O que fazer para controlar o inchaço nos pés e tornozelos?

Depois de feito o diagnóstico, é preciso seguir as orientações do médico especialista para reduzir o inchaço e os outros sintomas que o acompanham. Lembrando que cada doença tem um tratamento específico e cabe ao médico prescrever o método mais adequado.

Algumas orientações que podem ser úteis em todos os casos são as relacionadas a seguir:

Fazer exercícios físicos: além de favorecer a circulação, se exercitar contribui para a perda de peso que também é excelente para diminuir o inchaço.

Manter uma alimentação saudável: beber bastante água, reduzir o sal, consumir menos industrializados, comer mais produtos naturais são maneiras de reduzir o acúmulo de líquido. Veja a dieta antiinflamatória.

Elevar as pernas: à noite, antes de dormir, ponha um travesseiro sob as pernas e mantenha-as elevadas para facilitar a circulação do sangue.

Meias de compressão: também são alternativas para estimular a circulação e aliviar o cansaço e o peso nas pernas.

Drenagem linfática: ótima indicação para eliminar líquidos, dissolver nódulos e aliviar as dores locais. Porém, vale lembrar que a drenagem deve ser feita por um profissional e é diferente daquela realizada por motivos estéticos.

Evite diuréticos: muitas pessoas tomam diuréticos na intenção de reduzir o inchaço, mas isso é um erro que deve ser evitado, principalmente sem avaliação médica. O diurético elimina água, mas também joga fora minerais e outras substâncias importantes para o corpo, causando a desidratação. Seu uso é restrito para algumas situações muito específicas.

Logo que o seu corpo consumir água novamente, volta à mesma situação anterior. O inchaço é apenas um sintoma e não a doença. Portanto, foque em tratar a causa do inchaço e não o sintoma.

O inchaço nos pés e nos tornozelos nem sempre é considerado um sintoma grave, mas dependendo da proporção, do tempo de duração e de outros sinais que o acompanham podem sim indicar uma doença que inspire cuidados imediatos, como as doenças venosas. O melhor a fazer é procurar orientação médica o quanto antes para solucionar de vez o problema.

 

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Quais os sintomas de problemas no sistema linfático

Sat, 02/20/2021 - 10:54

O sistema linfático é um conjunto de vasos e linfonodos responsáveis por fazer o transporte de linfa, presente nos tecidos, para o sistema circulatório. Também é um sistema de defesa, com atuação direta na proteção de células e absorção de substâncias importantes para o corpo humano. Como a principal função do sistema linfático é o transporte de líquido, não é difícil identificar o momento em que essa atividade não está sendo executada corretamente. Logo que esse transporte é interrompido ou sofre algum dano, o corpo apresenta sinais e é sobre esses indicadores que falaremos mais adiante.

Sintomas de problemas no sistema linfático

Como saber se o seu sistema linfático está normal ou se está sofrendo com alguma alteração anormal? Conhecendo os sinais que o seu corpo apresenta. Vejamos agora quais são.

Edema (inchaço)

O edema, popularmente chamado de inchaço, é a principal demonstração de que há alguma coisa errada com o nosso sistema linfático. Ora, se os vasos linfáticos realizam o transporte de linfa pelo corpo é compreensível que, diante de uma falha, esse líquido fique estagnado.

O resultado é o acúmulo desse material dentro dos vasos, resultando no inchaço. Esse acúmulo pode ser gerado devido ao mal funcionamento dos vasos e também por algum tipo de obstrução local ou lesão.

Assim, sempre que o indivíduo apresenta inchaço no corpo de forma prolongada, sem uma causa aparente ou após alguma intervenção cirúrgica, precisa consultar um médico especialista para verificar a causa real desse edema.

Quando atinge pernas e pés, o edema é facilmente perceptível a olho nu e também quando a área afetada é pressionada. O retorno gradual da pele após a pressão indica o maior ou menor grau do problema.

O linfedema é uma das doenças mais comuns do sistema linfático que provoca inchaço, membros assimétricos e erisipela, da qual falaremos adiante.

Erisipela

A erisipela é uma infecção que atinge a parte mais externa da pele do indivíduo, provocada por uma bactéria. Essa bactéria entra no organismo através de pequenas fissuras como ferimentos, rachaduras e até mesmo micoses.

A erisipela atinge basicamente pernas e pés e os idosos são os mais propensos a sofrer com a doença por causa da fragilidade do sistema linfático. Os principais sintomas dessa infecção são:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Pele escurecida;
  • Febre;
  • Bolhas e ferimentos, nos casos mais graves.

Alguns pacientes também relatam sintomas como febre, indisposição, fadiga e mal-estar generalizado antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas físicos da erisipela.

Elefantíase

A elefantíase é o nome popular da Filariose, uma infecção provocada por um verme que entra na pele do indivíduo através da picada de um mosquito contaminado. Esse verme chega até os vasos linfáticos, provocando alterações na circulação local ocasionando o inchaço completamente anormal de um dos membros inferiores.

A perna afetada por essa infecção apresenta uma aparência deformada e rígida, extremamente diferente da perna não atingida, se assemelhando a pata de um elefante. Por isso, a popularização do nome “elefantíase”.

A elefantíase é uma das doenças mais incapacitantes do sistema linfático, além de causar no paciente severas crises de insatisfação com o próprio corpo, devido à deformidade estética.

Ausência de dor

A dor não é um sintoma clássico nas doenças do sistema linfático. É muito comum os pacientes não relatarem esse tipo de desconforto quando procuram um médico. Aliás, a dor é um excelente sintoma que ajuda a diferenciar do lipedema. Contudo, a ausência de dor não indica a ausência de um problema.

No caso do linfedema, por exemplo, o inchaço provocado pela distribuição irregular da linfa pelos vasos linfáticos, não causa dor ao paciente. Isso acaba por fazer com que ele pense que está tudo normal. Mesmo sem dor, é preciso observar os outros sintomas e procurar o médico diante de qualquer alteração significativa.

É importante lembrar que a dor pode aparecer caso haja alguma infecção local, como a própria erisipela, da qual falamos anteriormente. Por isso é tão importante ficar atento aos sinais e analisar cada novidade que o corpo apresentar.

Assimetria: uma perna diferente da outra

Outro sintoma muito comum das doenças do sistema linfático é a assimetria das pernas. Isto é, as pernas do paciente atingido não têm a mesma aparência quando comparadas entre si. Geralmente, uma é mais inchada do que a outra, evidenciando o acúmulo de líquido naquele local específico.

Nem sempre esse sintoma vem acompanhado de outros. O indivíduo pode não relatar dor, alteração de cor, ferimentos e nenhuma outra característica que sinalize algum problema a não ser uma perna mais grossa do que a outra. Porém, esse sintoma já é um sinal do linfedema, o inchaço provocado pela má circulação da linfa.

Pés também são atingidos

O corpo inteiro pode apresentar sintomas de que o sistema linfático não vai bem, inclusive os pés. Em muitos casos, inclusive, é observando os próprios tornozelos que o indivíduo percebe que há algo de errado com o seu corpo, que existe um inchaço anormal nos membros inferiores.

Com o passar do tempo, e na ausência de tratamento, esse inchaço pode se agravar, reduzindo cada vez mais a mobilidade do indivíduo que acaba ficando mais cansado ao executar atividades rotineiras, tendo que depender cada vez mais de outras pessoas.

Paciente sente piora ao ficar de pé

A posição vertical dos membros inferiores piora a situação de quem tem alguma doença do sistema linfático. O motivo é a dificuldade que os vasos apresentam em realizar o transporte do líquido de baixo para cima, uma vez que estão lesionados ou em mal funcionamento.

Por isso, ficar muito tempo em pé não é recomendado, pois é um hábito que sobrecarrega o sistema circulatório, além de provocar dores, cansaço nas pernas, além de outros desconfortos.

Paciente sente melhora ao elevar as pernas

Se ficar muito tempo em pé é desconfortável, elevar os membros inferiores gera um verdadeiro alívio para quem apresenta linfedema ou alguma outra doença linfática. Manter as pernas elevadas estimula a circulação, favorece o trajeto do líquido pelo corpo, de baixo para cima, reduzindo o inchaço.

O ideal é que o paciente apoie as pernas sobre algum travesseiro macio na hora de dormir e eleve as pernas outras vezes ao longo do dia para evitar o cansaço extremo e diminuir a retenção líquida.

Como vimos, os problemas do sistema linfático são facilmente perceptíveis através da observação minuciosa e atenta dos sinais que as doenças apresentam. Obviamente, é preciso uma consulta com um médico especialista para confirmar ou eliminar suspeitas. Contudo, é muito importante que o paciente aprenda a observar o seu corpo em busca de alterações que indiquem algum problema de saúde e busque ajuda logo que perceber alguma anormalidade.


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O que o linfedema pode causar?

Tue, 02/16/2021 - 12:51

O linfedema se caracteriza pelo tamanho irregular de determinada região do corpo, provocado pelo acúmulo anormal de um líquido rico em proteínas, chamado linfa. O indivíduo que sofre com o linfedema apresenta inchaços, mais precisamente na região inferior do corpo. Além de todo o desconforto motivado por esse inchaço, o linfedema também pode causar complicações como a erisipela e a elefantíase. Saiba mais sobre as consequências do linfedema a seguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é uma doença que provoca o acúmulo de linfa em todo o corpo, mas com foco maior nas pernas e nos pés. Esse excesso de linfa acontece quando os vasos linfáticos possuem alguma obstrução ou lesão que impede a circulação normal dessa substância.

Assim, o corpo não consegue fazer a drenagem correta do líquido, fazendo com que ele fique armazenado dentro dos canais linfáticos, causando o inchaço, principal sintoma da doença.

O linfedema pode ser de origem primária, quando tem causa genética e também pode ser resultado de uma intervenção externa, como procedimentos cirúrgicos, caracterizando assim uma origem secundária.

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento. Os cuidados começam com a visita ao médico e cumprimento das orientações repassadas que, geralmente, são:

  • A prática regular de atividade física;
  • O uso de roupas de compressão;
  • Drenagem linfática manual;
  • Cirurgia.

Todas as medidas de tratamento têm como objetivo reduzir a quantidade de líquido acumulado e assim garantir ao paciente uma vida com mais qualidade.

Complicações do linfedema?

Quando não tratado corretamente, o linfedema pode causar diversas complicações ao paciente. Dentre elas, destacamos o escurecimento da pele, dor local, vermelhidão, ferimentos, coceira, indisposição e baixa mobilidade. Além disso, outras duas complicações do linfedema merecem uma atenção especial: a erisipela de repetição e a elefantíase. Saiba mais a seguir.

Erisipela de repetição

A erisipela é uma infecção comum, causada por uma bactéria que se localiza no membro inferior, no tecido subcutâneo da pele. A infecção causada pela doença provoca vermelhidão na pele, também chamada de hiperemia.

A hiperemia é a grande circulação ou a congestão sanguínea em um local específico da pele.

Para que essa bactéria cause infecção, ela precisa de uma porta de entrada, um meio para chegar até a região interna do corpo humano. Esse acesso existe quando o paciente apresenta algum ferimento ou fissura na pele que, por menor que seja, permite a entrada da bactéria.

Até mesmo a micose, muito comum nos pés, pode ser porta de entrada para a ação da bactéria causadora da erisipela, uma vez que os fungos causadores da micose geram pequenas rachaduras na pele, favorecendo a entrada desses micro-organismos.

Além da pele avermelhada, a pessoa que sofre com erisipela pode apresentar:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Bolhas;
  • Pele com ferimentos indicando a necrose dos tecidos locais.

O tratamento da erisipela deve ser rápido com o uso de antibióticos orais indicados pelo médico, além de muito repouso e elevação do membro afetado para tentar reduzir o inchaço.

O profissional indicado para tratar essa doença é o cirurgião vascular, mas o médico que atende no posto de saúde pode perfeitamente fazer um acolhimento e acompanhamento inicial.

Isso porque a recomendação é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o dano se torne maior e com consequências mais graves para o indivíduo.

Por isso, se você apresenta sinais da erisipela e a consulta com o seu médico vascular vai demorar, não espere. Procure um clínico geral o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para o paciente, pois ele sofrerá menos danos futuros.

Erisipela de repetição

Sabemos que aquele que tem erisipela, futuramente apresentará inchaço na pele, além da erisipela por repetição. A erisipela por repetição atinge o indivíduo que possui alguma doença venosa, insuficiência ou alteração vascular que serve como fator de risco para novos casos.

Além do linfedema, pessoas que têm diabetes descontrolada ou obesidade também estão mais suscetíveis à erisipela de repetição. A razão é a má circulação sanguínea, uma das consequências dessas enfermidades.

A erisipela é considerada de repetição porque se torna resistente aos medicamentos e aparece frequentemente, sempre que o linfedema ou outra doença venosa apresenta sinais mais aparentes, quando está em crise, por exemplo.

Vale lembrar que a erisipela é uma doença grave que pode levar o indivíduo a óbito, uma vez que a necrose de tecidos pode atingir regiões mais profundas da pele, elevando os níveis de amputações e de infecções.

Elefantíase

A elefantíase é a segunda consequência do linfedema, embora muitas vezes seja confundida com a própria doença. Ou seja, muitas pessoas acreditam que o linfedema e a elefantíase são a mesma coisa. Na verdade, a elefantíase pode ser uma complicação do linfedema.

A elefantíase é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em algumas partes do corpo, deixando a região atingida totalmente disforme e irregular, em comparação com outras áreas. Geralmente, as pernas são as mais atingidas.

A doença é provocada, normalmente, por um parasita que entra no organismo através da picada de um mosquito. Contudo, ela também é resultado do linfedema secundário, aquele que surge após alguma intervenção cirúrgica no corpo.

Também chamada de filariose, a elefantíase deixa a pele afetada com um aspecto muito enrugado e inchado, muito semelhante à pele de um elefante. Daí vem a denominação da doença.

Devido ao inchaço extremo, a elefantíase compromete gravemente a mobilidade do indivíduo, interferindo na sua autonomia, além de prejudicar bastante a estética e a autoestima do paciente. Outros sintomas da elefantíase são:

  • Coceira na pele;
  • Dor local;
  • Pele avermelhada e inchada;
  • Dores em diversos locais como cabeça, músculos e membros inferiores;
  • Febre e mal-estar.

O linfedema é uma doença que causa inchaço em regiões diferentes do corpo, mas atinge especialmente os membros inferiores. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos vasos linfáticos devido a alguma obstrução ou lesão local. As causas podem ser de origem genética ou devido a procedimentos cirúrgicos para tratamento de doenças como o câncer de mama, por exemplo. O linfedema deve ser tratado o quanto antes para evitar as complicações, das quais destacamos a erisipela por repetição e a elefantíase. Se você apresenta algum dos sintomas listados aqui, procure orientação médica o quanto antes.

 

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O que é linfedema nas pernas?

Fri, 02/05/2021 - 14:26

O linfedema é um problema de saúde causado pelo acúmulo de líquido nas pernas e também nos membros superiores. Apesar de ser uma doença bastante comum, não é tão divulgada como deveria, o que interfere negativamente no diagnóstico e impede o tratamento precoce. Veja a seguir o que é o linfedema, suas causas e tipos de tratamento.

O que é linfedema?

O linfedema, conhecido popularmente como inchaço nas pernas, é o acúmulo de líquido nos membros inferiores e também nos membros superiores, mais precisamente entre os vasos linfáticos. 

O líquido acumulado é chamado de linfa, uma mistura de proteínas, gorduras e outros componentes. Esse excesso de líquido é o que causa o inchaço nos braços e nas pernas, provocando um aumento no volume das regiões afetadas.

Quais são as causas do linfedema?

O linfedema pode ser de origem primária ou secundária. Dizemos que o linfedema é primário quando afeta o indivíduo desde o nascimento. Ou seja, existe uma má formação congênita, comprometendo os vasos linfáticos e causando o acúmulo de líquido.

Nesse caso, os sintomas do linfedema começam a aparecer antes dos 35 anos de idade e, por serem de origem congênita, surgem sem que haja qualquer intervenção no corpo.

Já o linfedema secundário surge devido a circunstâncias variadas, dentre elas:

  • Procedimentos cirúrgicos que provocam lesões na pele.
  • Processos inflamatórios e infecciosos que estimulam a produção de linfa, originando o excesso e o acúmulo.

Quando o linfedema ocorre nos membros superiores, geralmente é resultado de algum processo cirúrgico. Mulheres que passam pela cirurgia de mastectomia, para tratar o câncer de mama, por exemplo, costumam sofrer com linfedema nos braços, já que os gânglios linfáticos são retirados das axilas durante a operação cirúrgica.

Já quando o linfedema surge nos membros inferiores, a causa tem a ver com infecções de repetição e com a erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada geralmente por bactérias. Essa infecção atinge a região dos vasos linfáticos provocando, além de dores, vermelhidão e ferimentos na pele, dentre outros sintomas incômodos.


Como é feito o diagnóstico do linfedema

Apesar de ser uma doença muito comum, o linfedema não é um problema amplamente estudado e, por isso, também não é facilmente diagnosticado.

Como o principal sintoma é o inchaço das pernas e dos braços, o linfedema é, muitas vezes, confundido com outras doenças que também provocam esse sintoma como a insuficiência cardíaca, a insuficiência venosa, o mixedema e os problemas de tireoide.

Portanto, para que seja feito o diagnóstico correto é necessário que o médico vascular trabalhe eliminando outras possíveis causas do inchaço, como as doenças listadas acima, para descobrir se o paciente está sofrendo, de fato, com o linfedema.


Existe tratamento para o linfedema?

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento cujo objetivo é controlar a doença e promover para o paciente uma vida com mais qualidade. O tratamento para o linfedema possui quatro pilares extremamente necessários e importantes. São eles:


Drenagem linfática manual

A drenagem linfática é uma massagem realizada por um profissional especializado, como o cirurgião vascular ou um fisioterapeuta. É um procedimento bem diferente daquele executado em clínicas de estética, o que exige muita atenção do paciente na hora de aderir a essa prática.


Exercícios que estimulam a drenagem linfática

O sistema linfático, ao contrário de outros sistemas do organismo, não possui um mecanismo de bombeamento próprio. Ele precisa ser estimulado e isso acontece por meio de pressões sobre os vasos linfáticos, presentes em todo o corpo humano.

Os exercícios funcionais são indicados para estimular a drenagem do líquido acumulado. Algumas sugestões são:

  • Respiração profunda, com estímulo dos vasos linfáticos presentes na região do tórax;
  • Contrações musculares como rotação do pescoço, da cabeça e dos ombros. Girar a cabeça em sentidos diferentes, contrair e soltar os ombros são exemplos de exercícios eficientes para estimular a musculatura.
  • Prática diária de exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo etc. 30 minutos por dia, de 3 a 5 vezes por semana são suficientes.
  • Musculação, dentro das limitações de cada um, também é uma técnica valiosa para combater o linfedema. Os treinos de força dão mais flexibilidade e exercitam a musculatura.
  • Por fim, sugerimos o alongamento que é um exercício simples, fácil de realizar e cumpre bem o papel de relaxar a musculatura.

Terapia de compressão

A terapia de compressão também faz parte do tratamento contra o linfedema e consiste no uso de meias elásticas para auxiliar a drenagem do líquido acumulado e, assim, reduzir o inchaço dos membros inferiores.

É um procedimento que deve ser indicado por um médico especialista, que também vai ofertar mais orientações a respeito.


Cuidados locais com a pele

Os cuidados com a pele são os mesmos sugeridos para o pé diabético. O objetivo é evitar que os membros inferiores sofram qualquer tipo de ferimento que possa favorecer uma infecção, provocando ou piorando a situação de um linfedema. As orientações são:

  • Examinar os pés em busca de pequenas lesões que possam crescer e causar ferimentos mais graves.
  • Lavar os pés e secar bem, especialmente entre os dedos.
  • Seguir um tratamento com um médico especialista como o cirurgião vascular ou o endocrinologista. Ambos são profissionais habilitados a lidar com esse tipo de problema.
  • Usar talcos e meias especiais para evitar infecção provocada por desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • Usar sapatos confortáveis, sem costura interna, que não machuquem os pés.
  • Antes de calçar um sapato verificar se existe algum objeto que possa causar algum machucado ou ferimento nos pés.
  • Evitar andar descalço e assim reduzir o risco de ferimentos.
  • Evitar sandália de dedo que também pode machucar a pele. Optar por calçados próprios para pés sensíveis e diabéticos.
  • Redobrar o cuidado na hora de cortar as unhas e remover calos, evitando qualquer produto ou objeto que possa provocar ferimentos ou irritações graves na pele.
  • Largar o cigarro. O tabagismo é um fator de risco para o linfedema. Logo, é um hábito que deve ser eliminado o quanto antes pelo paciente que sofre com o inchaço nas pernas.

 

Como vimos, o linfedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de líquido em diferentes áreas do corpo, especialmente nas pernas e nos braços. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento que consiste basicamente em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, fazer exercícios que estimulam a drenagem e ter cuidados com os pés. Para diagnóstico e tratamento corretos, busque sempre um médico especialista no assunto.

 

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Quais os sinais para a detecção do lipedema?

Mon, 02/01/2021 - 20:36

O lipedema é uma doença crônica que tem as mulheres como alvo principal. Raramente o lipedema atinge os homens. É um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura doente em regiões específicas do corpo como pernas, coxas e, às vezes, os braços. Apesar de ser uma doença comum, o diagnóstico não é tão fácil de ser realizado. Por isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais para a detecção precoce do problema. Vamos descobrir agora quais são esses sinais.

Principais sintomas do lipedema

É muito importante que a mulher observe o seu corpo e perceba alterações que possam indicar o surgimento do lipedema. Os sintomas mais comuns são:

Dor nas pernas durante o toque ou compressão

Quem sofre com lipedema sempre reclama muito de dor nas pernas. É uma dor generalizada, sem um local preciso. Essa dor também é percebida quando as pernas são tocadas ou comprimidas com um pouco mais de força.

Isso acontece por causa do acúmulo de gordura doente, que causa o desconforto. Quando está em estágio mais avançado, até o uso de roupas mais apertadas provocam dor. Essas dores costumam ser confundidas com outras doenças venosas, por isso é importante identificar outros sintomas.

Inchaço simétrico nas pernas

O inchaço também é um sinal bem característico do lipedema. Acontece sempre nas duas pernas, fazendo com que esses membros tenham uma aparência simétrica, um aspecto regular de acúmulo de líquidos e gordura. Assim, é muito comum que as duas pernas das mulheres estejam inchadas e com tecido gorduroso, com distribuição de gordura de maneira semelhante.

Assimetria entre tronco e membros inferiores

Os membros inferiores de quem tem lipedema costumam acumular mais gordura do que o restante do corpo. Assim, enquanto as pernas estão grossas, o tronco tem uma aparência padrão, sem acúmulo de gordura no abdômen, barriga e seios, por exemplo.

Algumas mulheres apresentam a cintura bastante fina, aliás, já que a gordura se acumula na região inferior do corpo, enquanto a região do bumbum e das pernas apresentam bastante gordura.

Hematomas que surgem facilmente

O lipedema provoca a fragilidade capilar, ou seja, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis e, por isso, se rompem mais facilmente provocando equimoses, popularmente chamadas de hematomas ou manchas roxas na pele. Essas manchas surgem com frequência e sem que a pessoa tenha sofrido alguma pancada que pudesse surtir esse efeito.

Pele com celulite (aspecto de casca de laranja)

A celulite é uma inflamação da pele e que tem a ver com o excesso de gordura no corpo. A celulite também é um sintoma do lipedema e se caracteriza como uma pele disforme, com furinhos, semelhante à casca de laranja.

Além dos furinhos, a pele pode apresentar nódulos mais rígidos e ondulações, bem como dores e inchaço local.

Condição genética

Se alguém da família apresenta o lipedema, é muito provável que outra pessoa do mesmo núcleo também sofra com essa doença. Como dissemos, o lipedema tem um forte fator genético que favorece o surgimento. É bom ficar atenta e observar todos esses sinais que estamos listando aqui também nas outras mulheres do grupo familiar.

Gordura acumulada nas coxas, pernas e nos braços

A gordura do lipedema não atinge o corpo inteiro, ela se acomoda nas pernas e nas coxas, além dos braços. Os pés, por exemplo, nem sempre são atingidos pelo lipedema. É isso que, como já dissemos, causa uma desproporcionalidade entre tronco e membros. Enquanto o tronco aparenta normalidade, os membros apresentam acúmulo de gordura.

Ausência de depressão na pele após compressão

O inchaço, como já foi dito, é um dos sinais do lipedema, mas também é um sinal de outras doenças venosas. Quando é resultado do lipedema, o local inchado não sofre depressão quando é comprimido. Para fazer o teste, basta pressionar a perna inchada, por exemplo, com o dedo.

Ao realizar esse toque, a área pressionada não sofre afundamento, como acontece com o linfedema, por exemplo. A região comprimida permanece na posição original ou retorna em menos de 10 segundos.

Sensação de cansaço generalizado

Esse sintoma não é comum a todas as mulheres, mas é relatado por algumas pacientes. Elas se queixam da falta de disposição, do cansaço físico e mental e pouco estímulo para fazer atividades corriqueiras.

Dificuldade em emagrecer mesmo fazendo dieta e exercício físico

O acúmulo de gordura é o principal sintoma do lipedema, contudo, essa gordura não é igual à gordura provocada pela obesidade. É uma gordura doente que só pode ser removida através de tratamento cirúrgico. Quem está acima do peso pode sim reduzir os depósitos de gordura através de dieta e de exercício físico, o que não acontece no caso do lipedema.

Assim, quem não sabe que tem lipedema e tenta insistentemente emagrecer por meio de dieta comum e atividade física não direcionada e não vê resultados, acaba se frustrando. Obviamente, melhorar a alimentação e sair do sedentarismo são estratégias benéficas para prevenir diversas doenças e melhoram alguns sintomas de quem sofre com lipedema, contudo, a gordura doente não vai ser eliminada desta forma.

O acúmulo de gordura começou após um período de forte atuação hormonal

O período de gestação, a adolescência e a menopausa são situações que fazem com que a mulher esteja mais propensa a desencadear o lipedema. Isso acontece porque nesses períodos existem alterações frequentes e importantes nos hormônios.

Por isso, caso a gordura acumulada nas pernas, coxas e braços tenha surgido depois ou durante algumas dessas fases, é mais um motivo para buscar informações precisas sobre o lipedema. Essa, aliás, é uma das constatações de que a doença afeta apenas mulheres, uma vez que o público feminino é o que sofre com questões hormonais.

O lipedema é um distúrbio considerado crônico e afeta basicamente as mulheres. A característica principal é o depósito simétrico de gordura nas pernas, quadris e braços. Além disso, provoca dores, cansaço e inchaço na região. O seu surgimento tem forte ligação com o fator genético e com a alteração nos hormônios, por isso essa gordura doente aparece durante a puberdade, a gestação e a menopausa. É importante conhecer todos os sintomas para fazer o diagnóstico correto. Procure um médico especialista e tire todas as suas dúvidas a respeito dessa doença.

 

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Como é o tratamento do lipedema?

Fri, 01/29/2021 - 16:25

O lipedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo localizado de uma gordura doente, provocando alterações na pele e deixando o corpo desproporcional. É uma doença que atinge basicamente as mulheres e é responsável por vários desconfortos como dores, cansaço e inchaço na região, além do aspecto estético comprometido influenciando na autoestima da mulher. Veja a seguir qual é o tratamento indicado para lidar com o lipedema.

Como fazer o diagnóstico do lipedema

Apesar de ser uma doença bastante comum entre as mulheres, o lipedema não é diagnosticado tão facilmente simplesmente porque não há um exame direcionado que identifique a presença desse problema.

Geralmente, a mulher procura atendimento médico quando sente um desconforto nas pernas que não sabe dizer ao certo o que é ou quando tem muita dificuldade em perder peso. O médico, por sua vez, faz o diagnóstico por exclusão, eliminando outras doenças possíveis.

Além disso, observar a região onde há o desconforto apresentado pela mulher é uma maneira de perceber se há algo de errado. Isso porque, como vimos, o lipedema se caracteriza pela presença exacerbada de gordura em uma região do corpo, geralmente nas extremidades como pernas, pés, quadris e braços.

Dessa forma, o médico pode perceber alguma alteração na pele, uma assimetria no corpo com depósitos irregulares de gordura que podem sugerir o lipedema.

O lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura. É uma doença crônica que pode perdurar durante toda a vida da pessoa. Contudo, o tratamento adequado é suficiente para combater os sintomas desagradáveis provocados e garantir à mulher uma vida com mais qualidade.

É muito importante destacar que a eliminação dos sintomas do lipedema não é uma questão apenas estética. De fato, é um problema muito incômodo visualmente falando, uma vez que o corpo fica desproporcional por causa da gordura acumulada em partes específicas do corpo.

No entanto, as principais reclamações giram em torno do desconforto que o lipedema provoca, principalmente as dores, o inchaço e a sensação de peso nas pernas. O lipedema se torna então um impeditivo para a execução de muitas atividades, dificulta a locomoção e gera insatisfação pessoal por causa da dificuldade que a pessoa sente em perder peso.

Por isso, é muito importante que a mulher procure ajuda médica o quanto antes, logo que perceber alguma alteração no seu corpo, mesmo que inicialmente ela não saiba o que significa. Com a ajuda do médico será muito mais fácil decifrar esse problema e iniciar o tratamento.

Como é o tratamento do lipedema

Visto que o lipedema é uma doença que não tem cura, resta ao paciente que sofre com o problema aderir ao tratamento indicado pelo médico especialista. Esse tratamento se baseia em seis sugestões para a melhoria dos sintomas. Saiba mais sobre eles a seguir.

Exercícios Físicos

Mulheres que sofrem com lipedema encontram uma certa dificuldade em praticar atividade física por causa das dores, do inchaço na região e também porque a baixa mobilidade facilita quedas e limita os movimentos. Contudo, fazer exercício físico faz parte do tratamento contra o lipedema. E os melhores são os exercícios aeróbicos que estimulam o sistema cardiovascular.

Correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar, fazer hidroginástica, dançar e outras atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço e ajudam na perda de peso, o que também é essencial para a melhora dos sintomas.

Terapia compressiva

A terapia compressiva consiste em usar roupas de compressão para ajudar na redução do inchaço corporal e também no alívio das dores locais. É uma técnica muito adotada e com ótimos resultados, principalmente para quem sofre bastante com as pernas inchadas e doloridas.

Dieta

A dieta é uma medida altamente eficaz para a redução de peso, outro ponto importante para quem está em tratamento do lipedema. A obesidade, de certa forma, tem relação com o lipedema porque dificulta ainda mais a mobilidade do paciente que tem a doença venosa e não se movimenta corretamente.

Fazer dieta e praticar exercícios físicos é uma combinação que dá muito certo quando o assunto é perder peso. Vale ressaltar que o lipedema, apesar de ter como característica básica a presença de uma gordura acumulada, não tem ligação direta com a obesidade.

Pessoas não obesas podem sofrer com o lipedema, apresentando um corpo disforme pela presença de gordura doente em uma certa parte do corpo. Contudo, emagrecer é uma necessidade para todas as pessoas que estão acima do peso e que, por conta disso, estão mais expostas à incidência de doenças.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de frituras, industrializados, açúcar e sal em excesso. Em contrapartida, consuma mais legumes, verduras e frutas, cereais integrais, peixe, frango, leite e derivados desnatados. Além disso, mantenha-se hidratado o dia inteiro.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso também faz parte do combate ao lipedema e oferece bons resultados. Contudo, é um procedimento que deve ser indicado por um profissional especialista no assunto e de acordo com as particularidades de cada paciente e do problema apresentado.

Drenagem linfática

A drenagem linfática é uma massagem realizada por profissionais da área com o objetivo de eliminar o excesso de líquido no corpo, diminuir a inflamação, dissolver nódulos provocados por esse acúmulo e reduzir as dores.

Lembrando que a drenagem linfática é uma técnica profissional e não deve ser executada por qualquer pessoa porque pode piorar os sintomas da doença com o surgimento de hematomas e aumento das dores locais.

Tratamento cirúrgico para a retirada do tecido gorduroso

O tratamento considerado eficaz contra o lipedema é o procedimento cirúrgico que faz a retirada da gordura doente através da aspiração. É uma prática que acontece em etapas, respeitando o intervalo recomendado pelo médico. A quantidade de gordura aspirada também deve estar de acordo com as limitações de cada paciente.

Durante o pós-operatório, o uso de meias compressivas e a realização da drenagem linfática para a eliminação de líquidos e redução do inchaço ainda são indicados. São práticas que ajudam na recuperação do paciente durante aquele período e favorecendo o seu retorno às atividades do cotidiano.

Pudemos perceber que o lipedema é uma doença séria, que acomete as mulheres principalmente e que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É possível aliviar os sintomas do lipedema com a prática constante de hábitos saudáveis e alguns cuidados paliativos. Já para a remoção definitiva da gordura doente causadora do lipedema, a cirurgia de aspiração de gordura é uma opção. Em todos os casos, consultar um médico especialista é fundamental para o sucesso de qualquer procedimento.

 

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O que é sinal de Godet?

Tue, 01/26/2021 - 12:04

Você já ouviu falar em sinal de Godet? Apesar do nome ser um pouco desconhecido, o sinal de Godet é uma tática bastante comum quando queremos identificar algum inchaço especialmente nos membros inferiores. Esse procedimento é muito utilizado não só por profissionais da área da saúde, mas também por pessoas comuns. Vamos saber mais sobre esse assunto?

O que é sinal de Godet?

O sinal de Godet também é chamado de cacifo ou sinal de cacifo. Nada mais é do que a depressão que se forma na pele após a compressão desse local, por meio dos dedos das mãos, indicador e polegar, fazendo um movimento de pinça ou contra estrutura óssea.

 

Para que serve esse procedimento?

O objetivo desse simples exame clínico é identificar a presença de algum edema na região. Após ser pressionada por alguns segundos, a superfície examinada deve voltar ao normal em menos de 15 segundos. Nesse caso, dizemos que o alerta é negativo para o edema.

Por outro lado, se a área pressionada permanecer alterada por mais de 15 segundos, sem voltar ao normal, podemos dizer que o resultado é positivo. Isto é, há presença do sinal de Godet, sinalizando algum edema que deve ser analisado.

A partir dessas explicações, é possível verificarmos qual é a necessidade dessa técnica, uma vez que, através dela, podemos antecipar e facilitar o diagnóstico de algum edema. Lembrando que o edema pode sinalizar alguma alteração no organismo que pode ser uma doença, uma alergia, um trauma etc.

 

O que causa o sinal de Godet?

Quando o teste é positivo para o sinal de Godet quer dizer que o paciente está com um edema, ou seja, um inchaço provocado geralmente por acúmulo de líquido. Esse líquido, derivado do sangue, que deveria circular normalmente dentro dos vasos capilares, não segue o seu caminho natural. Em vez disso, fica acumulado em certas regiões, provocando o inchaço

É por isso que o sinal de Godet é muito utilizado pelo cirurgião vascular para tentar identificar na paciente a presença de alguma doença venosa como a trombose, as varizes e o linfedema.

O lipedema, por sua vez, não apresenta inchaço que possa ser verificado por meio da compressão da pele, isto é, o sinal de Godet não costuma surgir quando a paciente apresenta o lipedema.

Em resumo, o sinal de Godet pode estar presente no indivíduo caso ele apresente algum inchaço na pele, que seja resultado de acúmulo de líquidos na região afetada. Veja a seguir a classificação do sinal de Godet.

 

Qual é a classificação do sinal de Godet?

Já vimos que o sinal de Godet é evidenciado quando pressionamos uma parte do corpo humano, geralmente pernas e pés, e, em vez da pele retornar ao normal, ocorre uma depressão no local. Isto é, a região fica um pouco funda e demorar a retornar.

Essa demora para a pele voltar à normalidade é dividida em graus. Quanto maior o grau, mais acentuado é o cacifo e mais inchada é a região.

Grau I – a depressão ocasionada pela pressão dos dedos desaparece quase que instantaneamente.

Grau II – em 15 segundos a depressão desaparece.

Grau III – a depressão demora cerca de 1 minuto para desaparecer completamente.

Grau IV – a pelo retorna ao normal entre 2 e 5 minutos.

Ou seja, quanto maior o grau do edema mais inchaço o paciente apresenta.

Um lembrete importante é que, em alguns casos, esse inchaço na pele, o edema, vem acompanhado de dor. Por isso, esse ato de pinçar a pele com os dedos deve ser feito com cuidado para não provocar mais desconforto ainda ao paciente.

 

O que é e o que causa um edema?

O edema é resultado do aumento do líquido no organismo. O edema pode ser localizado, quando atinge apenas uma parte do corpo, geralmente as pernas, pés e tornozelos, e também pode ser generalizado quando o corpo inteiro sofre com o inchaço.

Quando o edema é localizado, ele é derivado de processos inflamatórios, doenças alérgicas, venosas e linfáticas. As principais doenças causadoras do edema são a trombose e a insuficiência venosa, a inflamação local como a tromboflebite e também é resultado de diversos pós-operatórios e traumas.

Essas doenças, por sua vez, são provocadas por obstruções nas veias, impedindo que o fluxo sanguíneo aconteça naturalmente.

O edema, nessas situações, surge de uma maneira mais rápida, às vezes até de forma repentina como é o caso de algumas crises alérgicas. Quando vem acompanhado de dor, o edema pode ser resultado de algum processo inflamatório.

Quando é generalizado, o inchaço ocorre no corpo inteiro, com acúmulo de líquido e sódio em diversas regiões do organismo. As principais causas são doenças cardíacas, hepáticas, insuficiência renal e alguns casos de desnutrição grave.

Nesses casos, o edema surge mais lentamente, de forma silenciosa. É o que acontece quando o indivíduo vai engordando aos poucos, com um aumento progressivo de peso, por exemplo. O indivíduo começa a sentir roupas, calçados e anéis apertados.

Outras condições que aceleram o surgimento do edema são:

  • Ingestão de líquidos em excesso;
  • Uso constante de medicamentos que provocam retenção líquida;
  • Produção baixa de urina;
  • Baixa quantidade de proteínas no sangue.

 

Outras características do edema

O principal sintoma do edema é a elevação da região afetada, o que é perceptível aos olhos e pode ser confirmada com o teste do sinal de Godet. Além disso, o edema geralmente vem acompanhando de outros sintomas como, por exemplo:

 

  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Cansaço;
  • Alteração na cor da pele, que passa a ficar com aspecto avermelhado ou escurecido;
  • Dificuldade para usar calçados, roupas e outros acessórios anteriormente utilizados tranquilamente;
  • Região mais aquecida do que o restante do corpo;
  • Depressões na pele causadas por roupas e outros objetos apertados;
  • Pele mais brilhante e lisa;
  • Pele com aspecto mais esticado;
  • Surgimento de pequenos ferimentos e úlceras;
  • Atrofia muscular;
  • Região mais sensível.

 

O sinal de Godet é uma demonstração clínica de que o corpo está sofrendo com retenção líquida ou inchaço, também conhecido como edema. Quando a pele é pressionada, usando o polegar e o indicador como pinça, a região sofre uma depressão, um leve afundamento da pele, que permanece nessa condição por, no mínimo, 15 segundos. O edema pode ser a indicação da presença de alguma doença ou mau funcionamento do organismo. É importante procurar ajuda médica para buscar mais orientações a respeito.

 

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