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Libido: um campo complexo e que pode ter relação com hormônios

Amato Consultório Médico - Tue, 06/08/2021 - 10:00

A libido feminina é um assunto complexo e pode ser afetada por diversos fatores: sociais, econômicos, psicológicos, físicos e hormonais, entre eles, os hormônios tireoidianos, ovarianos e adrenais.

Os sintomas da falta de libido vão depender de qual o hormônio está alterado. Se for o estrogênio, que é o hormônio feminino, além da libido, a mulher pode ter os famosos fogachos, secura vaginal, perda de massa óssea. Se for o hormônio tireoidiano, pode ter sonolência, queda de cabelo, cansaço, discreto ganho de peso.

O tratamento sempre é com base na reposição do hormônio que está em falta. A terapia de reposição hormonal para o estrogênio, principalmente, na pós-menopausa, resgata a libido e apresenta ótimo resultados.

Além da questão hormonal, a mulher precisa ter uma boa relação com ela mesma e com o seu corpo, bom estado mental e físico e boa saúde para poder garantir uma libido satisfatória.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Categories: Medical

Qual tratamento para o lipedema?

Amato Consultório Médico - Mon, 06/07/2021 - 12:00

O lipedema é uma doença crônica, de origem genética que atinge especialmente os membros inferiores de mulheres. Dificilmente um homem apresenta sinais de lipedema. Isso porque a doença também está relacionada a questões hormonais.

O sintoma mais comum do lipedema é o acúmulo de gordura na região das pernas. É uma gordura doente, que não é eliminada mesmo com dieta e exercícios físicos não direcionados. Aliás, essa é a diferença básica entre o lipedema e a obesidade. Além de depósitos de gordura nas pernas, o lipedema também pode causar:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Hematomas sem motivação aparente;
  • Alta sensibilidade nas pernas;
  • Sensação de cansaço, principalmente após passar muito tempo em pé;
  • Perda gradual da mobilidade.

O diagnóstico do lipedema acontece através da observação desses sintomas, avaliando ainda a aparência do corpo da mulher. Normalmente, o corpo adquire um formato desproporcional, com a parte superior menor do que a parte inferior.

Qual o tratamento para o lipedema

Existem, basicamente, duas maneiras de tratar o lipedema e ambas devem ser utilizadas ao mesmo tempo para um alcance melhor de resultados. Uma é o tratamento clínico, com adoção de técnicas para controlar os sintomas. A outra é a cirurgia, um tratamento mais invasivo, mas também recomendado em determinados estágios da doença. Saiba mais a seguir.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é voltado para o controle dos sintomas e para evitar a progressão da doença. E, em muitos casos, é suficiente para conter o problema, sem necessidade de cirurgia. Faz parte desse tratamento:

Prática diária de exercícios físicos

A atividade física estimula a circulação sanguínea, ajuda na perda de peso, eliminando o excesso de gordura.

Alimentação saudável

A paciente deve seguir uma dieta baseada em alimentos naturais, com ação anti-inflamatória, reduzindo ao máximo o consumo de industrializados, sal, gordura e açúcar.

Uso de roupas de compressão

A terapia compressiva é utilizada para reduzir o inchaço, que pode se agravar com o avanço da doença.

Drenagem linfática

A drenagem linfática deve ser realizada por um especialista e também tem o foco de reduzir o acúmulo de líquido corporal.

Uso de medicamentos

O médico vascular também pode prescrever o uso de alguns medicamentos, caso ele perceba essa necessidade.

Lembrando que o tratamento clínico é realizado de acordo com o objetivo da paciente que pode ser a melhora da mobilidade, a diminuição do volume dos membros e o controle das comorbidades que podem piorar a doença.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, usamos a lipoaspiração para controlar o lipedema. A lipoaspiração nada mais é do que a retirada da gordura doente em excesso da região dos membros inferiores.

A cirurgia, no entanto, não elimina a doença por completo. Além disso, há um limite de gordura a ser aspirado e o resultado do procedimento varia de acordo com cada paciente. Ou seja, o tratamento cirúrgico não deve ser a única opção de tratamento indicada ou escolhida pela paciente.

Objetivos do tratamento do lipedema

Quando a mulher sofre os incômodos do lipedema, é natural que ela pense em eliminar aquele desconforto, principalmente por causa da questão estética. Entretanto, esse não é o foco principal do tratamento. Os objetivos seguem a ordem de prioridade a seguir:

  1. Evitar a perda da mobilidade

Caso o médico perceba que a paciente poderá ter a sua mobilidade reduzida ou até mesmo perdida em alguns anos, por causa do avanço da doença, ele deve iniciar o tratamento com esse objetivo primordialmente.

  1. Redução dos sintomas

Em segundo lugar, temos o tratamento com foco na redução dos sintomas. É quando o tratamento tenta eliminar os desconfortos provocados pelas dores, cansaço nas pernas, baixa mobilidade, inchaço, hematomas frequentes etc.

  1. Melhora da aparência das pernas

Por fim, temos o terceiro objetivo do tratamento do lipedema que é melhorar a aparência das pernas, reduzindo consideravelmente a quantidade de gordura e dos nódulos que se formam na região.

Percebemos, então, que a estética não é o objetivo central do tratamento da doença, mas proporcionar à mulher uma vida mais saudável e longe do desconforto físico.

A cirurgia é mesmo necessária em todos os casos?

Não. Apesar de todos os efeitos benéficos da lipoaspiração para o controle do lipedema, ela não é obrigatória. Pode ser o melhor a ser efeito nas fases mais agudas da doença, quando a mulher também já está sofrendo com o linfedema, mas não é garantia certa de resultados em nenhum dos casos. Resultados variam entre as mulheres.

Como dissemos, dependendo de cada caso, o tratamento clínico pode ser suficiente para atender às necessidades da mulher naquele momento, sem que ela tenha que recorrer a um procedimento cirúrgico.

O tratamento do lipedema elimina a doença?

O lipedema é uma doença que não tem cura. Além disso, a causa tem origem genética. Portanto, o tratamento não tem o objetivo de acabar de vez com a doença, uma vez que não há como retirar o gene causador do problema.

Tanto o tratamento clínico quanto o tratamento cirúrgico não são definitivos, ou seja, não eliminam o lipedema. Em alguns casos, é possível que a doença volte a se manifestar através dos mesmos sintomas, inclusive com o excesso de gordura nos membros.

Desta forma, entendemos que a mulher deve fazer uma escolha bem pensada, sabendo dos resultados de cada procedimento ao qual ela resolva se submeter.

Assim, ela não mais enxerga a lipoaspiração como algo definitivo, mas sim como um procedimento auxiliar que pode ser tão eficaz quanto o tratamento clínico e que ambos devem caminhar juntos.

Alinhando objetivos com o seu médico

Antes de se submeter a uma cirurgia, é importante que a mulher converse com o seu médico de confiança e conheça a real opinião dele a respeito do seu problema. O objetivo dessa conversa é alinhar objetivos.

Isso é muito importante porque, muitas vezes, a mulher já não aguenta mais sofrer com o lipedema e toma a decisão do tratamento cirúrgico em meio a uma crise inflamatória, acreditando que ficará livre da doença. E não é isso que acontece.

A decisão deve ser feita de forma consciente, com total conhecimento dos fatos e consequências. Todas essas informações devem ser repassadas pelo médico. Por isso, é fundamental estabelecer uma relação de confiança entre as partes.

Como vimos, o tratamento do lipedema existe e deve ser bem alinhado entre médico e paciente, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Claro, é preciso lembrar que o lipedema não tem cura, mas que o tratamento é eficaz para evitar a progressão da doença, garantindo mais qualidade de vida à paciente.

Prof. Dr. Alexandre Amato

 

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Categories: Medical

Qual tratamento para o lipedema?

Cirurgia Vascular - Mon, 06/07/2021 - 10:00

O lipedema é uma doença crônica, de origem genética que atinge especialmente os membros inferiores de mulheres. Dificilmente um homem apresenta sinais de lipedema. Isso porque a doença também está relacionada a questões hormonais.

O sintoma mais comum do lipedema é o acúmulo de gordura na região das pernas. É uma gordura doente, que não é eliminada mesmo com dieta e exercícios físicos não direcionados. Aliás, essa é a diferença básica entre o lipedema e a obesidade. Além de depósitos de gordura nas pernas, o lipedema também pode causar:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Hematomas sem motivação aparente;
  • Alta sensibilidade nas pernas;
  • Sensação de cansaço, principalmente após passar muito tempo em pé;
  • Perda gradual da mobilidade.

O diagnóstico do lipedema acontece através da observação desses sintomas, avaliando ainda a aparência do corpo da mulher. Normalmente, o corpo adquire um formato desproporcional, com a parte superior menor do que a parte inferior.

Qual o tratamento para o lipedema

Existem, basicamente, duas maneiras de tratar o lipedema e ambas devem ser utilizadas ao mesmo tempo para um alcance melhor de resultados. Uma é o tratamento clínico, com adoção de técnicas para controlar os sintomas. A outra é a cirurgia, um tratamento mais invasivo, mas também recomendado em determinados estágios da doença. Saiba mais a seguir.

Tratamento clínico

O tratamento clínico é voltado para o controle dos sintomas e para evitar a progressão da doença. E, em muitos casos, é suficiente para conter o problema, sem necessidade de cirurgia. Faz parte desse tratamento:

Prática diária de exercícios físicos

A atividade física estimula a circulação sanguínea, ajuda na perda de peso, eliminando o excesso de gordura.

Alimentação saudável

A paciente deve seguir uma dieta baseada em alimentos naturais, com ação anti-inflamatória, reduzindo ao máximo o consumo de industrializados, sal, gordura e açúcar.

Uso de roupas de compressão

A terapia compressiva é utilizada para reduzir o inchaço, que pode se agravar com o avanço da doença.

Drenagem linfática

A drenagem linfática deve ser realizada por um especialista e também tem o foco de reduzir o acúmulo de líquido corporal.

Uso de medicamentos

O médico vascular também pode prescrever o uso de alguns medicamentos, caso ele perceba essa necessidade.

Lembrando que o tratamento clínico é realizado de acordo com o objetivo da paciente que pode ser a melhora da mobilidade, a diminuição do volume dos membros e o controle das comorbidades que podem piorar a doença.

Tratamento cirúrgico

No tratamento cirúrgico, usamos a lipoaspiração para controlar o lipedema. A lipoaspiração nada mais é do que a retirada da gordura doente em excesso da região dos membros inferiores.

A cirurgia, no entanto, não elimina a doença por completo. Além disso, há um limite de gordura a ser aspirado e o resultado do procedimento varia de acordo com cada paciente. Ou seja, o tratamento cirúrgico não deve ser a única opção de tratamento indicada ou escolhida pela paciente.

Objetivos do tratamento do lipedema

Quando a mulher sofre os incômodos do lipedema, é natural que ela pense em eliminar aquele desconforto, principalmente por causa da questão estética. Entretanto, esse não é o foco principal do tratamento. Os objetivos seguem a ordem de prioridade a seguir:

  1. Evitar a perda da mobilidade

Caso o médico perceba que a paciente poderá ter a sua mobilidade reduzida ou até mesmo perdida em alguns anos, por causa do avanço da doença, ele deve iniciar o tratamento com esse objetivo primordialmente.

  1. Redução dos sintomas

Em segundo lugar, temos o tratamento com foco na redução dos sintomas. É quando o tratamento tenta eliminar os desconfortos provocados pelas dores, cansaço nas pernas, baixa mobilidade, inchaço, hematomas frequentes etc.

  1. Melhora da aparência das pernas

Por fim, temos o terceiro objetivo do tratamento do lipedema que é melhorar a aparência das pernas, reduzindo consideravelmente a quantidade de gordura e dos nódulos que se formam na região.

Percebemos, então, que a estética não é o objetivo central do tratamento da doença, mas proporcionar à mulher uma vida mais saudável e longe do desconforto físico.

A cirurgia é mesmo necessária em todos os casos?

Não. Apesar de todos os efeitos benéficos da lipoaspiração para o controle do lipedema, ela não é obrigatória. Pode ser o melhor a ser efeito nas fases mais agudas da doença, quando a mulher também já está sofrendo com o linfedema, mas não é garantia certa de resultados em nenhum dos casos. Resultados variam entre as mulheres.

Como dissemos, dependendo de cada caso, o tratamento clínico pode ser suficiente para atender às necessidades da mulher naquele momento, sem que ela tenha que recorrer a um procedimento cirúrgico.

O tratamento do lipedema elimina a doença?

O lipedema é uma doença que não tem cura. Além disso, a causa tem origem genética. Portanto, o tratamento não tem o objetivo de acabar de vez com a doença, uma vez que não há como retirar o gene causador do problema.

Tanto o tratamento clínico quanto o tratamento cirúrgico não são definitivos, ou seja, não eliminam o lipedema. Em alguns casos, é possível que a doença volte a se manifestar através dos mesmos sintomas, inclusive com o excesso de gordura nos membros.

Desta forma, entendemos que a mulher deve fazer uma escolha bem pensada, sabendo dos resultados de cada procedimento ao qual ela resolva se submeter.

Assim, ela não mais enxerga a lipoaspiração como algo definitivo, mas sim como um procedimento auxiliar que pode ser tão eficaz quanto o tratamento clínico e que ambos devem caminhar juntos.

Alinhando objetivos com o seu médico

Antes de se submeter a uma cirurgia, é importante que a mulher converse com o seu médico de confiança e conheça a real opinião dele a respeito do seu problema. O objetivo dessa conversa é alinhar objetivos.

Isso é muito importante porque, muitas vezes, a mulher já não aguenta mais sofrer com o lipedema e toma a decisão do tratamento cirúrgico em meio a uma crise inflamatória, acreditando que ficará livre da doença. E não é isso que acontece.

A decisão deve ser feita de forma consciente, com total conhecimento dos fatos e consequências. Todas essas informações devem ser repassadas pelo médico. Por isso, é fundamental estabelecer uma relação de confiança entre as partes.

Como vimos, o tratamento do lipedema existe e deve ser bem alinhado entre médico e paciente, sempre levando em conta a individualidade de cada caso. Claro, é preciso lembrar que o lipedema não tem cura, mas que o tratamento é eficaz para evitar a progressão da doença, garantindo mais qualidade de vida à paciente.

 

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O que é a circulação periférica?

Amato Consultório Médico - Mon, 06/07/2021 - 10:00

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

Veja alimentos antiinflamatórios

 

Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

 

Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.

 

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O que significa o acúmulo de gordura na perna?

Amato Consultório Médico - Fri, 06/04/2021 - 10:30

O acúmulo de gordura na perna quase sempre é compreendido como obesidade. Esse entendimento não é exatamente errado, entretanto, esta não é a única causa da gordura que se instala exatamente nos membros inferiores. O lipedema, por exemplo, é uma doença comum, embora pouco conhecida e diagnosticada, responsável por esse excesso de tecido adiposo nas pernas. A seguir, falaremos mais sobre o lipedema, a relação da doença com a gordura acumulada, como identificar e tratar esse problema.

Acúmulo de gordura na perna: o que pode ser?

Quando falamos da gordura sintomática que se instala prioritariamente nas pernas, já é possível descartar que esse fato esteja relacionado à obesidade. Isso porque quando uma pessoa está com excesso de peso, a gordura se instala no corpo de forma generalizada.

Quando atinge de forma predominante as pernas, essa adiposidade pode ser um sinal de doença vascular, como o lipedema, por exemplo.

Outro problema que também atinge as pernas, e que é confundido com o lipedema, é o linfedema. No entanto, o linfedema não tem a ver com acúmulo de gordura, mas com excesso liquido e, portanto, de inchaço, como veremos adiante.

O que é o lipedema?

O lipedema é considerado uma doença vascular crônica, que atinge basicamente as mulheres e que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas pernas e tornozelos. A gordura se instala de forma simétrica, ou seja, nas duas pernas ao mesmo tempo.

Por causa disso, o corpo de uma mulher que tem lipedema adquire um formato desproporcional. A parte inferior é mais larga e maior do que a parte superior, formada por tronco e braços, embora os braços também possam estar acometidos com lipedema.

De origem genética, o lipedema costuma aparecer após algumas fases da vida da mulher em que há um desequilíbrio hormonal como a puberdade, a gestação e a menopausa.

O lipedema é facilmente confundido com obesidade e, por causa desse equívoco, muitas mulheres convivem com esse problema sem saber ao certo do que se trata. A doença exige um tratamento específico e, para isso, deve ser diagnosticado da forma correta.

Sintomas do lipedema

O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura nas pernas, de forma simétrica, deixando o corpo desproporcional. Além disso, também pode surgir:

  • Inchaço, especialmente quando a mulher passa muito tempo em pé;
  • Hematomas (roxos) frequentes e sem causa específica;
  • Presença de nódulos de gordura;
  • Celulite;
  • Dor nas pernas e nos joelhos, mesmo em repouso;
  • Região sensível ao toque;
  • Região com temperatura mais baixa do que o restante do corpo;
  • Perda da mobilidade, especialmente quando a doença está em estágio mais avançado.

É importante lembrar que esses sintomas podem surgir e desaparecer com frequência e nem sempre surgem todos ao mesmo tempo.

Lipedema X Linfedema: diferenças

Apesar dos nomes semelhantes, essas duas doenças carregam algumas diferenças entre si. A principal delas é o que dá origem ao aumento de volume das pernas.

No lipedema, há acúmulo de gordura doente nas pernas e tornozelos e, em alguns casos, nos braços. No linfedema, há excesso de líquidos devido ao mau funcionamento do sistema linfático, ocasionando o edema ou inchaço.

Esse aumento de volume também é diferente nas duas situações. No lipedema, a gordura atinge as duas pernas proporcionalmente. Enquanto o linfedema pode acometer um só membro, deixando-o maior e mais largo do que o outro.

Enquanto o lipedema é de ordem genética, o linfedema é causado por uma falha no sistema linfático, responsável pelo fluxo da linfa pelos tecidos. A má circulação provoca o acúmulo de líquido e ocasiona o inchaço corporal.

Outra diferença entre essas duas doenças é o fator desencadeante. No lipedema, a mulher já nasce com o problema que se desenvolve devido a alterações hormonais específicas.

Já o linfedema pode surgir após erisipela, cirurgias para tratamento de câncer de mama ou quando o indivíduo passa muito tempo sem se movimentar, como é o caso de pessoas acamadas ou que estão enfrentando um momento pós-cirurgia.

Lipedema X Obesidade: diferenças

O lipedema também é bastante confundido com obesidade, inclusive por alguns médicos, e isso dificulta bastante o diagnóstico e o tratamento, fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A obesidade é considerada uma doença crônica que tem como principal sintoma o acúmulo de gordura em todo o corpo. A causa da doença é, principalmente, a alimentação irregular com excesso de doces, frituras e alimentos industrializados, aliado ao sedentarismo.

Isso quer dizer que manter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas, geralmente, é suficiente para afastar a obesidade. O mesmo não acontece com o lipedema.

Exercícios físicos e boa alimentação podem ajudar a reduzir o índice de gordura corporal, mas não vão eliminar o lipedema. Pois, como já vimos, trata-se de um problema genético.

Outra diferença é que a obesidade pode surgir em qualquer fase da vida do indivíduo. Enquanto isso, o lipedema aparece em momentos específicos na vida da mulher como na adolescência, durante a gravidez e na menopausa. Em homens, o lipedema é muito raro.

Como diagnosticar o lipedema

Quando o acúmulo de gordura nas pernas apresentar também alguns dos sintomas listados acima, é fundamental realizar uma consulta com um cirurgião vascular. Ele é o profissional especialista nesse tipo de problema e pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Também é importante estar alerta para o fato de que a mulher pode sofrer com todas as doenças listadas aqui: lipedema, linfedema e obesidade. A presença de uma não exclui a outra, mas todas devem ser identificadas e tratadas de acordo com suas características próprias.

O diagnóstico do lipedema é feito a partir da exclusão de outras doenças e observação dos sintomas, além da avaliação dos hábitos de vida do paciente. Não há um exame específico que possa comprovar a doença.

Tratamento da doença

Apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento. Por ser uma doença crônica, os sintomas podem acompanhar a vida todo do indivíduo, mas o incômodo é reduzido com a adoção de algumas práticas, como:

  • Exercícios físicos diariamente, de preferência os aeróbicos que ajudam a perder peso e ativam a circulação;
  • Alimentação saudável com foco em alimentos naturais;
  • Drenagem linfática;
  • Roupas de compressão para reduzir o inchaço e aliviar as dores;

O médico vascular também pode prescrever medicamentos e, em último caso, indicar o tratamento cirúrgico com a aspiração da gordura doente. É uma técnica que não elimina o problema, mas reduz o seu desconforto.

Como vimos, o acúmulo de gordura nas pernas pode indicar várias doenças. Contudo, se vier acompanhada de outros sintomas característicos é um forte indicativo de doença vascular, como o lipedema. O recomendado é procurar um médico vascular para diagnosticar e tratar o problema para que a doença não evolua e a paciente não precise sofrer tanto com os desconfortos provocados.

 

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Acúmulo de gordura nas pernas pode ser sinal de lipedema

Cirurgia Vascular - Fri, 06/04/2021 - 10:00

Se você tem gordura acumulada na região das pernas, saiba que este é um sinal do lipedema, uma doença que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada logo após o diagnóstico. O lipedema é uma doença muitas vezes confundida com outras enfermidades, como a obesidade e o linfedema. Cerca de 11% das mulheres sofrem com esse problema, mesmo sem saber. Deseja saber mais sobre o lipedema? Continue lendo.

Lipedema: a doença que provoca acúmulo de gordura nas pernas

O lipedema é uma doença de ordem genética, que atinge majoritariamente as mulheres e cuja principal característica é o excesso de gordura localizada em uma região bem específica do corpo: as pernas.

Essa gordura se espalha nos membros inferiores de forma simétrica, ou seja, de maneira uniforme, podendo se estender até aos tornozelos, sem afetar os pés.

Como saber se é lipedema, obesidade ou linfedema?

Como dissemos, o lipedema é, muitas vezes, confundido com a obesidade. Isso acontece basicamente por falta de conhecimento sobre a doença e também por causa da semelhança do seu sinal mais aparente, que é a gordura acumulada.

O lipedema é uma doença comum, mas não diagnosticada tão frequentemente pelos médicos como deveria. Além disso, quem sofre com algum depósito de gordura costuma associar rapidamente esse problema à obesidade, afinal essa é a sua principal característica também.

Tudo isso faz com que a obesidade seja responsabilizada pelos vários casos de lipedema não identificados pelo mundo inteiro.

Como vimos, cerca de 11% de todas as mulheres sofrem com o lipedema. Essa porcentagem pode ser ainda mais alta caso a doença venha a ser diagnosticada corretamente. Para isso é importante conhecer os outros sintomas do lipedema e o que o diferencia da obesidade e também do linfedema.

Principais sinais do lipedema

Veja a seguir os sintomas mais comuns do lipedema e como eles podem ser usados para excluir outras doenças.

Excesso de gordura nas pernas

A gordura acumulada na perna é o principal sinal do lipedema. Ela se instala nas pernas e nos tornozelos, de forma igualitária. Esse excesso de gordura faz com que o corpo da mulher tenha proporções irregulares. Ou seja, a parte de baixo do tronco fica mais larga do que a parte de cima.

Por isso, é muito comum que mulheres com lipedema apresentem pernas grossas, cintura fina e pouca gordura acumulada na região do abdômen, braços e pés. Em alguns casos, bolsas de gordura podem se instalar nas pernas, deixando a região mais disforme.

A obesidade, por sua vez, provoca excesso de gordura em todas as regiões do corpo, inclusive no rosto, braços, mãos e pés.

Dor na região

A gordura do lipedema é bastante inflamatória e, por isso, pode causar dor ao menor toque e mesmo que a pessoa esteja em repouso. Além de dolorida, a região das pernas também ganha mais sensibilidade do que outras áreas do corpo.

A obesidade e o linfedema não causam dor nas pernas e nem aumentam a sensibilidade dos membros inferiores.

Aumento do inchaço nas pernas

É nesse ponto que o lipedema é confundido com o linfedema. Quando tem lipedema, a mulher sofre também com um inchaço maior nas pernas. Esse inchaço piora bastante quando a pessoa passa muito tempo em pé.

O inchaço ou edema é um dos principais sinais do linfedema, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfa entre músculos e tecidos do corpo. Também é muito chamada de retenção líquida ou retenção hídrica. Entretanto, o inchaço derivado do linfedema não causa dor à mulher.

Além disso, esse tipo de edema pode ocorrer nos braços, pés e mãos do indivíduo e não apenas nas pernas, como é o caso do lipedema.

Hematomas na pele sem causa aparente

Manchas roxas que surgem na região das pernas e quadris sem que a mulher tenha sofrido nenhum trauma também é um fator de alerta para o lipedema.

Essas manchas surgem facilmente por causa da pressão causada pelas inflamações e qualquer toque um pouco mais forte na pele, sem que haja nenhuma intervenção mais agressiva. No linfedema essas manchas não costumam aparecer.

Adolescência, gravidez e menopausa são desencadeadores do lipedema

O lipedema é uma doença genética. Ou seja, a mulher já nasce com predisposição a sofrer com o acúmulo dessa gordura doente nas pernas. No entanto, existem fases da vida da mulher em que o lipedema resolve aparecer. São os períodos em que há bastante movimentação hormonal.

Portanto, se a mulher começou a sofrer com gordura acumulada na parte inferior do corpo durante ou logo após a puberdade, a gravidez ou a menopausa, é possível que ela tenha lipedema.

Essa característica da doença também afasta a obesidade e o linfedema. A obesidade e o linfedema podem se instalar em qualquer fase da vida da mulher e têm causas diferentes, sem relação com fatores hormonais.

Doença com forte fator genético

A mulher que sofre com lipedema certamente possui alguém na família com o mesmo problema e acabou herdando o gene da doença. Essa pessoa pode estar entre os familiares do pai ou da mãe. Portanto, é importante averiguar a situação de todos os parentes.

Também vale lembrar que é possível que algumas gerações fiquem livres dessa doença. Ou seja, o fator genético não garante que todas as mulheres de todas as gerações sofrerão com o problema. 

Assim, é possível que uma avó tenha lipedema, sua filha não tenha,mas a neta pode apresentar os sintomas da doença. É algo que acontece muito.

O linfedema, por sua vez, não depende tão frequentemente de fator genético. A obesidade é resultado da má alimentação, da falta de atividade física e fatores genéticos. 

Enquanto isso, o linfedema pode surgir por causa de uma má formação congênita ou como consequência de outros problemas como tratamentos contra o câncer, pós-operatórios demorados dentre outros.

Outros sintomas do lipedema

Para conhecer mais a doença e ajudar no diagnóstico do lipedema, outros sintomas também devem ser observados. São eles:

  • Cansaço excessivo nas pernas;
  • Mobilidade reduzida por causa do acúmulo de gordura;
  • Dores e problemas no joelho;
  • Dieta e exercícios físicos não apresentam resultados;
  • Pele sem elasticidade;
  • Pernas com temperatura mais baixa em relação ao resto do corpo.

Como vimos, quando acompanhada de outros sintomas, a gordura acumulada nas pernas pode ser um sinal de lipedema. E quanto mais rápido essa doença for diagnosticada, melhor será o efeito do tratamento e também a qualidade de vida da paciente. Agende uma consulta com o seu médico vascular de confiança logo que identificar algum dos sintomas apresentados.

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Artrodese da coluna lombar & Cirurgia endoscópica da coluna

Amato Consultório Médico - Fri, 06/04/2021 - 10:00

Sabem como os inúmeros benefícios da cirurgia endoscópica da coluna podem ser associados à artrodese da coluna?

 

Nas situações em que somente a descompressão da coluna não é suficiente, pode-se utilizar de tecnologia avançada agregada à endoscopia para realização da fixação da coluna. Isso é possível através de um cage (calço que vai entre as vértebras) que é colocado pelo mesmo canal utilizado pelo endoscópio para o tratamento da doença. O acesso utilizado para a artrodese por endoscopia é o acesso tansforaminal. Esse dispositivo é expansível, ou seja, após ser colocado entre as vértebras, ele aumenta de tamanho para promover a fixação com bom espaçamento entre as vértebras. Veja o vídeo!

 

A artrodese da coluna é um procedimento realizado para causar fusão óssea nas articulações vertebrais. A idéia é promover estabilidade da coluna através da fixação da coluna sem que haja prejuízo significativo da movimentação global. Esse tipo de cirurgia é necessário nas seguintes situações:

  • Espondilolistese;
  • Instabilidade na coluna lombar;
  • Escoliose do adulto;
  • Artrose ou degeneração facetaria, refratárias aos procedimentos pra dor;
  • História de cirurgia prévia em coluna lombar;
  • Estenose de canal vertebral com instabilidade;
  • Fratura vertebral de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa e/ou reumatológica.

Essa cirurgia também pode ser benéfica em alguns casos de hérnia de disco quando há instabilidade da coluna.

 

A artrodese pode necessitar de outros instrumentais (materiais especiais):  parafusos, barras, placas, pinos, etc. Mas o que vai causar a fusão óssea é a colocação de enxerto, que pode ser obtido do próprio paciente ou ser industrializado.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Leia mais em:

Cirurgia da Coluna

Espondilolistese

Fratura osteoporótica

Endoscopia da coluna lombar

Endoscopia da coluna cervical

 

Referências

 

Heo DH, Son SK, Eum JH, Park CK. Fully endoscopic lumbar interbody fusion using a percutaneous unilateral biportal endoscopic technique: technical note and preliminary clinical results. Neurosurg Focus. 2017 Aug;43(2):E8. doi: 10.3171/2017.5.FOCUS17146. PMID: 28760038.

 

Ahn Y, Youn MS, Heo DH. Endoscopic transforaminal lumbar interbody fusion: a comprehensive review. Expert Rev Med Devices. 2019 May;16(5):373-380. doi: 10.1080/17434440.2019.1610388. Epub 2019 May 2. PMID: 31044627.

 

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Acúmulo de gordura nas pernas pode ser sinal de lipedema

Amato Consultório Médico - Thu, 06/03/2021 - 10:00

Se você tem gordura acumulada na região das pernas, saiba que este é um sinal do lipedema, uma doença que não tem cura, mas que pode e deve ser tratada logo após o diagnóstico. O lipedema é uma doença muitas vezes confundida com outras enfermidades, como a obesidade e o linfedema. Cerca de 11% das mulheres sofrem com esse problema, mesmo sem saber. Deseja saber mais sobre o lipedema? Continue lendo.

Lipedema: a doença que provoca acúmulo de gordura nas pernas

O lipedema é uma doença de ordem genética, que atinge majoritariamente as mulheres e cuja principal característica é o excesso de gordura localizada em uma região bem específica do corpo: as pernas.

Essa gordura se espalha nos membros inferiores de forma simétrica, ou seja, de maneira uniforme, podendo se estender até aos tornozelos, sem afetar os pés.

Como saber se é lipedema, obesidade ou linfedema?

Como dissemos, o lipedema é, muitas vezes, confundido com a obesidade. Isso acontece basicamente por falta de conhecimento sobre a doença e também por causa da semelhança do seu sinal mais aparente, que é a gordura acumulada.

O lipedema é uma doença comum, mas não diagnosticada tão frequentemente pelos médicos como deveria. Além disso, quem sofre com algum depósito de gordura costuma associar rapidamente esse problema à obesidade, afinal essa é a sua principal característica também.

Tudo isso faz com que a obesidade seja responsabilizada pelos vários casos de lipedema não identificados pelo mundo inteiro.

Como vimos, cerca de 11% de todas as mulheres sofrem com o lipedema. Essa porcentagem pode ser ainda mais alta caso a doença venha a ser diagnosticada corretamente. Para isso é importante conhecer os outros sintomas do lipedema e o que o diferencia da obesidade e também do linfedema.

Principais sinais do lipedema

Veja a seguir os sintomas mais comuns do lipedema e como eles podem ser usados para excluir outras doenças.

Excesso de gordura nas pernas

A gordura acumulada na perna é o principal sinal do lipedema. Ela se instala nas pernas e nos tornozelos, de forma igualitária. Esse excesso de gordura faz com que o corpo da mulher tenha proporções irregulares. Ou seja, a parte de baixo do tronco fica mais larga do que a parte de cima.

Por isso, é muito comum que mulheres com lipedema apresentem pernas grossas, cintura fina e pouca gordura acumulada na região do abdômen, braços e pés. Em alguns casos, bolsas de gordura podem se instalar nas pernas, deixando a região mais disforme.

A obesidade, por sua vez, provoca excesso de gordura em todas as regiões do corpo, inclusive no rosto, braços, mãos e pés.

Dor na região

A gordura do lipedema é bastante inflamatória e, por isso, pode causar dor ao menor toque e mesmo que a pessoa esteja em repouso. Além de dolorida, a região das pernas também ganha mais sensibilidade do que outras áreas do corpo.

A obesidade e o linfedema não causam dor nas pernas e nem aumentam a sensibilidade dos membros inferiores.

Aumento do inchaço nas pernas

É nesse ponto que o lipedema é confundido com o linfedema. Quando tem lipedema, a mulher sofre também com um inchaço maior nas pernas. Esse inchaço piora bastante quando a pessoa passa muito tempo em pé.

O inchaço ou edema é um dos principais sinais do linfedema, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfa entre músculos e tecidos do corpo. Também é muito chamada de retenção líquida ou retenção hídrica. Entretanto, o inchaço derivado do linfedema não causa dor à mulher.

Além disso, esse tipo de edema pode ocorrer nos braços, pés e mãos do indivíduo e não apenas nas pernas, como é o caso do lipedema.

Hematomas na pele sem causa aparente

Manchas roxas que surgem na região das pernas e quadris sem que a mulher tenha sofrido nenhum trauma também é um fator de alerta para o lipedema.

Essas manchas surgem facilmente por causa da pressão causada pelas inflamações e qualquer toque um pouco mais forte na pele, sem que haja nenhuma intervenção mais agressiva. No linfedema essas manchas não costumam aparecer.

Adolescência, gravidez e menopausa são desencadeadores do lipedema

O lipedema é uma doença genética. Ou seja, a mulher já nasce com predisposição a sofrer com o acúmulo dessa gordura doente nas pernas. No entanto, existem fases da vida da mulher em que o lipedema resolve aparecer. São os períodos em que há bastante movimentação hormonal.

Portanto, se a mulher começou a sofrer com gordura acumulada na parte inferior do corpo durante ou logo após a puberdade, a gravidez ou a menopausa, é possível que ela tenha lipedema.

Essa característica da doença também afasta a obesidade e o linfedema. A obesidade e o linfedema podem se instalar em qualquer fase da vida da mulher e têm causas diferentes, sem relação com fatores hormonais.

Doença com forte fator genético

A mulher que sofre com lipedema certamente possui alguém na família com o mesmo problema e acabou herdando o gene da doença. Essa pessoa pode estar entre os familiares do pai ou da mãe. Portanto, é importante averiguar a situação de todos os parentes.

Também vale lembrar que é possível que algumas gerações fiquem livres dessa doença. Ou seja, o fator genético não garante que todas as mulheres de todas as gerações sofrerão com o problema. 

Assim, é possível que uma avó tenha lipedema, sua filha não tenha,mas a neta pode apresentar os sintomas da doença. É algo que acontece muito.

O linfedema, por sua vez, não depende tão frequentemente de fator genético. A obesidade é resultado da má alimentação, da falta de atividade física e fatores genéticos. 

Enquanto isso, o linfedema pode surgir por causa de uma má formação congênita ou como consequência de outros problemas como tratamentos contra o câncer, pós-operatórios demorados dentre outros.

Outros sintomas do lipedema

Para conhecer mais a doença e ajudar no diagnóstico do lipedema, outros sintomas também devem ser observados. São eles:

  • Cansaço excessivo nas pernas;
  • Mobilidade reduzida por causa do acúmulo de gordura;
  • Dores e problemas no joelho;
  • Dieta e exercícios físicos não apresentam resultados;
  • Pele sem elasticidade;
  • Pernas com temperatura mais baixa em relação ao resto do corpo.

Como vimos, quando acompanhada de outros sintomas, a gordura acumulada nas pernas pode ser um sinal de lipedema. E quanto mais rápido essa doença for diagnosticada, melhor será o efeito do tratamento e também a qualidade de vida da paciente. Agende uma consulta com o seu médico vascular de confiança logo que identificar algum dos sintomas apresentados.

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Dia Mundial da Conscientização da Obesidade Infantil: quarentena pode ser uma oportunidade para restabelecer hábitos saudáveis

Amato Consultório Médico - Thu, 06/03/2021 - 09:04

Segundo dados divulgados pela Organização Internacional World Obesity, atualmente cerca de 158 milhões de crianças entre 5 e 19 anos convivem com o excesso de peso, e esse número deve aumentar para 254 milhões em 2030 em todo o mundo. A obesidade infantil já é considerada uma epidemia mundial.

Além dos fatores genéticos, responsáveis por 70% das causas da obesidade, há também o estilo de vida da criança. As telas dos smartphones e o vídeo games aliados à baixa qualidade nutricional dos alimentos consumidos pelas crianças e falta de exercícios físicos contribuem para que a obesidade infantil atinja patamares assustadores.

A família precisa ser o grande elo para a quebra crescente da obesidade entre as crianças. Não é proibir, mas colocar limites para ficar na frente da televisão e celulares. Arrumar atividades com a criança que gastem energia, como andar de skate, brincar de pega-pega, o que fazíamos na nossa época de infância.

Outro ponto é a questão alimentar. Salgadinhos, muito doce, tudo isso é prejudicial. É preciso oferecer frutas, folhas verdes, legumes. É uma troca, nem sempre muito bem vista pela criança, mas que aos poucos faz toda a diferença na qualidade de vida. E muito importante: a família deve dar o exemplo e se comprometer a seguir a mesma alimentação, já que crianças seguem exemplos.

Quarentena – Com a pandemia de covid-19, atividade física e alimentação saudável podem até parecer metas impossíveis. Porém pode ser uma boa oportunidade de criar hábitos mais saudáveis. Para muitos pais que estão em home office, esse pode ser um momento ideal para se aproximar da criança e criar hábitos saudáveis e, consequentemente, estreitar o relacionamento de parceria e confiança.

Dicas:

 

  • Criança precisa de rotina, inclusive na hora de comer. Horários estabelecidos para as refeições, que ajudam a diminuir a chance de escapar e comer aquele salgadinho.
  • Até para beber água é importante ter uma rotina, fique atento a isso. A água pode inibir a vontade de comer. Não beber água, pelo menos, 30 minutos antes das refeições.
  • O suco de limão sem açúcar pode ser também um grande aliado para quebrar a vontade de doces, salgadinhos, refrigerantes etc.
  • Outra estratégia é não comer doces e salgadinhos direto do pacote, coloque em um pote uma quantidade determinada para que não haja exagero!
  • Comer um alimento de desejo de vez em quando não é o problema, desde que isso não se torne rotina.
  • Deixar frutas à disposição e ao alcance da criança é uma ótima dica para incentivar a alimentação saudável.

Dra. Lorena Lima Amato

 

 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

 

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Você sabe o que é lipodistrofia?

Amato Consultório Médico - Wed, 06/02/2021 - 10:00

Lipodistrofia é a disposição anormal da gordura no corpo, seja pelo aumento (hipertrofia) ou pela diminuição e ausência (atrofia) da gordura. Algumas formas podem ser hereditárias e estarem relacionadas a síndromes. Mas também pode ter relação com doenças como o HIV e a esclerodermia. A lipodistrofia causada pelo uso da terapia antirretroviral vem se tornando cada vez mais frequente em todas as regiões do mundo, sendo um dos distúrbios frequentes em pacientes infectados pelo vírus HIV. Além disso, outros medicamentos sistêmicos e locais (como insulina e corticoide) podem causar alteração da deposição da gordura.

 

O diagnóstico é, principalmente, clínico. A investigação inicia com perguntas genéricas e específicas para entendimento das queixas do paciente e conhecimento dos seus antecedentes pessoais e familiares. Dessa forma é possível identificar fatores que favoreçam o seu desenvolvimento e até condições hereditárias e genéticas.

Durante a consulta é importante uma avaliação corporal completa para caracterizar a distribuição anormal de gordura. Medidas antropométricas como o índice de massa corporal (IMC – relação entre peso e altura) e exames complementares como RX, ultrassom, densitometria, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico.

Muitas doenças sistêmicas associadas à lipodistrofia necessitam de equipe médica multidisciplinar, como o infectologista, nos portadores de HIV, e o endocrinologista, em doenças metabólicas.

 

Lipodistrofia Ginoide (LDG) – Conhecida popularmente como celulite, a LDG é uma alteração estrutural e inflamatória do tecido subcutâneo que causa modificações na pele, deixando-a com aquele aspecto ondulado da epiderme, semelhante à “casca de laranja” em algumas áreas do corpo. O problema atinge até 90% das pacientes, praticamente em todas as etapas da vida, começando pela puberdade.

 

A LDG pode ser tratada com diversos procedimentos. Entre eles estão a lipoaspiração, que pode liberar as traves do subcutâneo; lipolaser, que pode soltar as traves e estimular o colágeno; lipoenxertia, que consiste no preenchimento do subcutâneo com gordura, melhorando o aspecto de depressão; e os bioestimuladores de colágeno (Radiesse, Sculptra, Elleva, Ellanse), que melhoram o aspecto com o estímulo da produção do colágeno. O mais importante é saber quando utilizar essas opções e associá-las sempre que possível!

 

Lipodistrofia por insulina – O manejo do diabetes mellitus pode ser responsável por eventos adversos cutâneos, incluindo a lipodistrofia, que se desenvolvem no local das injeções de insulina.

 

Um artigo da Divisão de Diabetes, Nutrição e Doenças Metabólicas, do Departamento de Medicina do Hospital Universitário Sart Tilman, na Bélgica, explica que a infusão contínua de insulina subcutânea e injeções de análogos de insulina com uma sequência de aminoácidos alterada em comparação com a insulina nativa pode causar lipodistrofia em pacientes diabéticos.

Ou seja, quando o rodízio de áreas onde a insulina é aplicada não acontece ou quando uma agulha é utilizada diversas vezes, ocorre uma distribuição anormal da gordura nessa região. Além do surgimento de nódulos, inchaço e endurecimento da pele, a lipodistrofia também retarda a absorção da insulina pelo corpo, sendo assim, muito prejudicial ao diabético.

Nestes casos, a recomendação é não aplicar a insulina na região em que a condição já apareceu e intercalar os locais das injeções dentro da área do corpo escolhida.

Lipodistrofia trocantérica – A que mais incomoda as mulheres já que acúmulo de gordura fica localizado na região do culote.

Neste caso, o tratamento pode envolver lipoaspiração, dermolipectomias – remoção cirúrgica do excesso de pele, podendo associar lifting glúteo e lifting de coxas – drenagem linfática feita por um profissional de confiança do médico cirurgião e fisioterapia dermatofuncional. Vale lembrar que uma boa forma de prevenir a gordura localizada é mantendo um estilo de vida saudável com boa alimentação e atividades físicas diárias.

Para pacientes que apresentam lipoatrofia (redução significativa de gordura nas pernas, braços, bumbum e rosto), o tratamento de correção pode ser feito mediante lipoenxertia – técnica de cirurgia plástica que usa a gordura do próprio corpo como preenchimento.

 

Durante o procedimento, é realizada lipoaspiração em partes do corpo com mais gordura acumulada como barriga, costas ou coxas. Depois de tratada, essa gordura é enxertada na região pretendida com agulhas finas.      O procedimento pode até ser feito com anestesia local, com ou sem sedação e a recuperação é bastante rápida. Os sintomas mais comuns no pós-operatório são dor discreta e controlável, pequeno desconforto, inchaço ou hematoma.

Os impactos causados pelas deformidades corporais incluem depressão, prejuízos nas relações sociais e a má aceitação da própria imagem corporal. “Neste caso, mais do que um tratamento estético, a cirurgia plástica pode ajudar a reconstruir a autoestima dessas pessoas, contribuindo para o seu bem-estar e qualidade de vida. É uma questão que vai muito além da imagem.

 

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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O que significa o acúmulo de gordura na perna?

Cirurgia Vascular - Tue, 06/01/2021 - 10:07

O acúmulo de gordura na perna quase sempre é compreendido como obesidade. Esse entendimento não é exatamente errado, entretanto, esta não é a única causa da gordura que se instala exatamente nos membros inferiores. O lipedema, por exemplo, é uma doença comum, embora pouco conhecida e diagnosticada, responsável por esse excesso de tecido adiposo nas pernas. A seguir, falaremos mais sobre o lipedema, a relação da doença com a gordura acumulada, como identificar e tratar esse problema.

Acúmulo de gordura na perna: o que pode ser?

Quando falamos da gordura sintomática que se instala prioritariamente nas pernas, já é possível descartar que esse fato esteja relacionado à obesidade. Isso porque quando uma pessoa está com excesso de peso, a gordura se instala no corpo de forma generalizada.

Quando atinge de forma predominante as pernas, essa adiposidade pode ser um sinal de doença vascular, como o lipedema, por exemplo.

Outro problema que também atinge as pernas, e que é confundido com o lipedema, é o linfedema. No entanto, o linfedema não tem a ver com acúmulo de gordura, mas com excesso liquido e, portanto, de inchaço, como veremos adiante.

O que é o lipedema?

O lipedema é considerado uma doença vascular crônica, que atinge basicamente as mulheres e que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas pernas e tornozelos. A gordura se instala de forma simétrica, ou seja, nas duas pernas ao mesmo tempo.

Por causa disso, o corpo de uma mulher que tem lipedema adquire um formato desproporcional. A parte inferior é mais larga e maior do que a parte superior, formada por tronco e braços, embora os braços também possam estar acometidos com lipedema.

De origem genética, o lipedema costuma aparecer após algumas fases da vida da mulher em que há um desequilíbrio hormonal como a puberdade, a gestação e a menopausa.

O lipedema é facilmente confundido com obesidade e, por causa desse equívoco, muitas mulheres convivem com esse problema sem saber ao certo do que se trata. A doença exige um tratamento específico e, para isso, deve ser diagnosticado da forma correta.

Sintomas do lipedema

O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura nas pernas, de forma simétrica, deixando o corpo desproporcional. Além disso, também pode surgir:

  • Inchaço, especialmente quando a mulher passa muito tempo em pé;
  • Hematomas (roxos) frequentes e sem causa específica;
  • Presença de nódulos de gordura;
  • Celulite;
  • Dor nas pernas e nos joelhos, mesmo em repouso;
  • Região sensível ao toque;
  • Região com temperatura mais baixa do que o restante do corpo;
  • Perda da mobilidade, especialmente quando a doença está em estágio mais avançado.

É importante lembrar que esses sintomas podem surgir e desaparecer com frequência e nem sempre surgem todos ao mesmo tempo.

Lipedema X Linfedema: diferenças

Apesar dos nomes semelhantes, essas duas doenças carregam algumas diferenças entre si. A principal delas é o que dá origem ao aumento de volume das pernas.

No lipedema, há acúmulo de gordura doente nas pernas e tornozelos e, em alguns casos, nos braços. No linfedema, há excesso de líquidos devido ao mau funcionamento do sistema linfático, ocasionando o edema ou inchaço.

Esse aumento de volume também é diferente nas duas situações. No lipedema, a gordura atinge as duas pernas proporcionalmente. Enquanto o linfedema pode acometer um só membro, deixando-o maior e mais largo do que o outro.

Enquanto o lipedema é de ordem genética, o linfedema é causado por uma falha no sistema linfático, responsável pelo fluxo da linfa pelos tecidos. A má circulação provoca o acúmulo de líquido e ocasiona o inchaço corporal.

Outra diferença entre essas duas doenças é o fator desencadeante. No lipedema, a mulher já nasce com o problema que se desenvolve devido a alterações hormonais específicas.

Já o linfedema pode surgir após erisipela, cirurgias para tratamento de câncer de mama ou quando o indivíduo passa muito tempo sem se movimentar, como é o caso de pessoas acamadas ou que estão enfrentando um momento pós-cirurgia.

Lipedema X Obesidade: diferenças

O lipedema também é bastante confundido com obesidade, inclusive por alguns médicos, e isso dificulta bastante o diagnóstico e o tratamento, fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A obesidade é considerada uma doença crônica que tem como principal sintoma o acúmulo de gordura em todo o corpo. A causa da doença é, principalmente, a alimentação irregular com excesso de doces, frituras e alimentos industrializados, aliado ao sedentarismo.

Isso quer dizer que manter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas, geralmente, é suficiente para afastar a obesidade. O mesmo não acontece com o lipedema.

Exercícios físicos e boa alimentação podem ajudar a reduzir o índice de gordura corporal, mas não vão eliminar o lipedema. Pois, como já vimos, trata-se de um problema genético.

Outra diferença é que a obesidade pode surgir em qualquer fase da vida do indivíduo. Enquanto isso, o lipedema aparece em momentos específicos na vida da mulher como na adolescência, durante a gravidez e na menopausa. Em homens, o lipedema é muito raro.

Como diagnosticar o lipedema

Quando o acúmulo de gordura nas pernas apresentar também alguns dos sintomas listados acima, é fundamental realizar uma consulta com um cirurgião vascular. Ele é o profissional especialista nesse tipo de problema e pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Também é importante estar alerta para o fato de que a mulher pode sofrer com todas as doenças listadas aqui: lipedema, linfedema e obesidade. A presença de uma não exclui a outra, mas todas devem ser identificadas e tratadas de acordo com suas características próprias.

O diagnóstico do lipedema é feito a partir da exclusão de outras doenças e observação dos sintomas, além da avaliação dos hábitos de vida do paciente. Não há um exame específico que possa comprovar a doença.

Tratamento da doença

Apesar de não ter cura, o lipedema tem tratamento. Por ser uma doença crônica, os sintomas podem acompanhar a vida todo do indivíduo, mas o incômodo é reduzido com a adoção de algumas práticas, como:

  • Exercícios físicos diariamente, de preferência os aeróbicos que ajudam a perder peso e ativam a circulação;
  • Alimentação saudável com foco em alimentos naturais;
  • Drenagem linfática;
  • Roupas de compressão para reduzir o inchaço e aliviar as dores;

O médico vascular também pode prescrever medicamentos e, em último caso, indicar o tratamento cirúrgico com a aspiração da gordura doente. É uma técnica que não elimina o problema, mas reduz o seu desconforto.

Como vimos, o acúmulo de gordura nas pernas pode indicar várias doenças. Contudo, se vier acompanhada de outros sintomas característicos é um forte indicativo de doença vascular, como o lipedema. O recomendado é procurar um médico vascular para diagnosticar e tratar o problema para que a doença não evolua e a paciente não precise sofrer tanto com os desconfortos provocados.

 

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Iniciamos o Mês de conscientização do Lipedema: Junho

Cirurgia Vascular - Tue, 06/01/2021 - 10:00

Junho é o mês de conscientização do Lipedema, uma doença muito comum, porém deixada em segundo plano. O lipedema foi descrito pela primeira vez como doença na clínica Mayo pelos cirurgiões vasculares Dr Hines e Dr Allen em 1940. O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo e linfático que afeta as pernas e, às vezes, os braços, mas não os pés ou mãos. São 81 anos desde a primeira citação. No Brasil a mesma doença foi descrita pelo Prof. Irany Novah Moraes, como lipofilia membralis. Estima-se que o lipedema atinja até 11% das mulheres, sendo caracterizado por diferença de tamanho entre tronco e membros. Frequentemente há diferença significativa de medidas entre a parte de cima e de baixo do corpo. A dificuldade de comprar botas também é mencionada. Por ser um problema genético, com incidência familiar entre 16 a 45%, muitas pessoas acreditam que seja uma questão de composição corporal familiar, aceitando o problema como característica da família. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, pois nódulos de gordura são sensíveis ao toque, e associado à fragilidade capilar, ou seja, frequentes roxos nas pernas. O lipedema é frequentemente confundido com linfedema e obesidade, por isso a conscientização é importante. Começando em primeiro de junho, o mês é dedicado à conscientização do público leigo e profissional na existência dessa doença.

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O jejum intermitente é uma opção de dieta para pessoas com diabetes e doenças da tireoide

Amato Consultório Médico - Tue, 06/01/2021 - 10:00

Diabetes, doenças tireoidianas e obesidade podem ter indicação do jejum intermitente, dieta que conquistou milhares de pessoas e que vem sendo difundida devido aos resultados rápidos de perda de peso.

Um dos pontos positivos do jejum intermitente é a praticidade, ou seja, é uma estratégia mais simples para se encaixar na rotina, já que é mais fácil controlar quantas horas a pessoa fica sem se alimentar do que contar calorias.

Além da perda de peso, para quem gosta de comer muito à noite e tem refluxo, por exemplo, o jejum intermitente é uma boa estratégia, já que ocorre uma melhora significativa nos sintomas de refluxo.

Porém, o jejum intermitente está contraindicado para pessoas com diagnóstico de hepatopatia grave, doenças crônicas graves assim como a maioria dos cânceres.

Como fazer – A periodicidade por semana vai depender de quantas horas dura o jejum, do perfil do paciente e o que se adequa à rotina de vida dele. O jejum deve ser iniciado quando a pessoa achar que faz sentido para ela e que a faz sentir bem, mas é fundamental que tenha a orientação de um profissional nutricionista ou endocrinologista para iniciar esse tipo de dieta.

 

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Junho: mês de conscientização do Lipedema

Amato Consultório Médico - Tue, 06/01/2021 - 10:00

Junho é o mês de conscientização do Lipedema, uma doença muito comum, porém deixada em segundo plano. O lipedema foi descrito pela primeira vez como doença na clínica Mayo pelos cirurgiões vasculares Dr Hines e Dr Allen em 1940. O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo e linfático que afeta as pernas e, às vezes, os braços, mas não os pés ou mãos. São 81 anos desde a primeira citação. No Brasil a mesma doença foi descrita pelo Prof. Irany Novah Moraes, do Instituto Amato, como lipofilia membralis. Estima-se que o lipedema atinja até 11% das mulheres, sendo caracterizado por diferença de tamanho entre tronco e membros. Frequentemente há diferença significativa de medidas entre a parte de cima e de baixo do corpo. A dificuldade de comprar botas também é mencionada. Por ser um problema genético, com incidência familiar entre 16 a 45%, muitas pessoas acreditam que seja uma questão de composição corporal familiar, aceitando o problema como característica da família. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, pois nódulos de gordura são sensíveis ao toque, e associado à fragilidade capilar, ou seja, frequentes roxos nas pernas. O lipedema é frequentemente confundido com linfedema e obesidade, por isso a conscientização é importante. Começando em primeiro de junho, o mês é dedicado à conscientização do público leigo e profissional na existência dessa doença.

#junholipedema

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Quais são as doenças vasculares periféricas?

Amato Consultório Médico - Mon, 05/31/2021 - 10:00

As doenças vasculares periféricas também são conhecidas como doenças arteriais periféricas e, como o nome sugere, são aquelas que atingem a extremidade do corpo, mais precisamente as pernas e os pés. Veja a seguir quais são os principais tipos dessa doença, seus fatores de risco e o que você pode fazer para evitar que elas surjam.

O que são doenças vasculares periféricas?

As doenças vasculares periféricas, (DVP), são distúrbios que afetam a circulação periférica do corpo, ou seja, a região das pernas e dos pés. A doença provoca estreitamento das artérias localizadas na região dos membros inferiores, prejudicando a circulação sanguínea local.

Quando não recebe o sangue de forma adequada, essa parte do corpo também não recebe oxigênio, essencial para a saúde e sobrevivência dos tecidos. A consequência da ausência de oxigênio, portanto, é a fragilidade dos tecidos que demoram a se recuperar após alguma lesão.

Mas, o que provoca esse estreitamento das artérias? A principal causa do comprometimento dos vasos sanguíneos é a formação de placas de gordura que, além de bloquear o fluxo sanguíneo, também endurece e lesiona as artérias por onde o sangue circula.

Além disso, existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade do indivíduo sofrer com a doença vascular periférica. Falaremos mais sobre esses fatores de risco no final deste artigo.

 

Principais doenças vasculares periféricas

As doenças vasculares periféricas que mais atingem a população são:

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma doença extremamente comum que atinge especialmente a região das pernas de homens e mulheres. O público feminino, contudo, é o que mais sofre com esse problema. A doença é provocada por má circulação nos vasos sanguíneos, geralmente ocasionada por bloqueios ou mau funcionamento das veias.

As varizes são uma das complicações da insuficiência venosa. São veias saltadas e tortuosas, que podem surgir como pequenos vasinhos e evoluir para condições mais graves da doença. A presença de varizes nas pernas é sinal de que há algum problema com a saúde dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Além de veias aparentes e saltadas, outros sintomas da insuficiência venosa são veias de coloração arroxeada ou avermelhada, dor, cansaço e formigamento nas pernas, sensação de peso e desconforto geral na área afetada.

Quando não tratadas corretamente e precocemente, as varizes podem evoluir para complicações mais graves como trombose, úlceras e outras doenças.

Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa das doenças vasculares periféricas já que ela é responsável pelo acúmulo de placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos, bloqueando a passagem do sangue e evitando que o oxigênio, o sangue e outros nutrientes cheguem aos órgãos e tecidos.

A aterosclerose pode atingir várias partes do corpo e as pernas são um exemplo de área atingida com frequência.

Sintomas

O acúmulo de gordura nos vasos acontece ao longo da vida do indivíduo e, nem sempre, oferece sinais que indiquem um problema.

Quando está em estágio mais avançado e acontece o rompimento dessas placas é que a pessoa começa a sentir que algo não vai bem com o seu corpo. Além disso, os sintomas podem variar de acordo com a área afetada. 

Quando atinge as artérias do pescoço e da região da cabeça, a aterosclerose pode provocar acidente vascular cerebral (AVC), morte súbita e infarto.

A aterosclerose, quando atinge as veias localizadas nas pernas, costuma provocar desconforto, cansaço e dor sem causa aparente e até durante períodos de descanso, dor ao caminhar e também ferimentos.

Trombose venosa

A trombose venosa é causada pela presença de coágulos nas veias mais internas das pernas, por isso também é chamada de trombose venosa profunda. Geralmente, o trombo se instala na região da panturrilha, responsável pelo bombeamento de sangue para os membros inferiores.

A trombose venosa pode evoluir para uma complicação bem mais grave que é a embolia pulmonar. Acontece quando o coágulo presente nas veias das pernas se desprende e segue o fluxo da corrente sanguínea chegando até os pulmões, bloqueando as artérias do órgão, provocando falta de ar e dor no peito. A embolia pulmonar é uma das causas mais comuns de morte repentina.

Temos também a trombose arterial, que é quando o coágulo bloqueia uma artéria. Uma das principais consequências dessa doença é o AVC (Acidente Vascular Cerebral). É uma doença perigosa que precisa ser diagnosticada o mais rápido possível.

Mas, o que provoca a trombose venosa?

A trombose normalmente se manifesta quando uma pessoa passa muito tempo imóvel, em uma mesma posição. É o que acontece em voos muito longos, após a realização de cirurgias ou quando a pessoa tem alguma condição que a obriga a ficar por muito tempo sem se movimentar.

Além disso, como vimos, a trombose pode ser causada por alguma lesão ou mau funcionamento de veias e artérias que dificultam a passagem de sangue, formando os trombos. É o que caracteriza as doenças vasculares periféricas.

Sintomas

Os principais sintomas da trombose são: dor, inchaço local, vermelhidão, calor e musculatura rígida.

Fatores de risco para as doenças vasculares periféricas

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de uma pessoa sofrer com uma doença vascular periférica. São eles:

  • Predisposição genética;
  • Sedentarismo ou longos períodos em posição imóvel;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Idade avançada;
  • Doenças cardiovasculares e respiratórias;
  • Diabetes;
  • Altas taxas de colesterol;
  • Alimentação rica em gorduras e industrializados;
  • Varizes (fator de risco para a trombose);
  • Estresse.
Como prevenir

Não existe uma maneira cem por cento segura de prevenir o surgimento dessas doenças, mas é possível reduzir o risco de ser afetado por elas. O primeiro passo é conhecer todos os fatores de risco e tentar ficar longe deles.

Assim, é preciso melhorar a alimentação, perder peso, deixar de lado os hábitos pouco saudáveis, fazer atividade física e driblar o estresse realizando atividades relaxantes. Além disso, é preciso tratar doenças já existentes como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.

Por fim, realizar uma consulta com um médico vascular logo que identificar alguma alteração no corpo ou após os 35 anos de idade, especialmente se houver algum caso na família de doença vascular periférica ou similares.

Como pudemos perceber, as doenças que afetam o sistema vascular periférico são extremamente nocivas ao indivíduo causando não só problemas estéticos, como é o caso das varizes, mas, principalmente, impedindo uma vida com mais qualidade e mais longa, que é o mais importante.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Qual a melhor pomada para varizes?

Cirurgia Vascular - Mon, 05/31/2021 - 09:33

Buscando aliviar o desconforto provocado pelas varizes, muitas mulheres apostam em um produto bastante conhecido por médicos e pacientes: a pomada ou creme para varizes. Mas, será que essa prática funciona de verdade? Qual a melhor pomada para varizes? Veja agora as respostas para essas perguntas.

O que é pomada para varizes?

A pomada para varizes é um produto vendido em farmácias, com ou sem prescrição médica, que tem a finalidade de ajudar no tratamento das varizes e dos vasinhos, muito comum nos membros inferiores das mulheres.

A principal aposta da pomada é ajudar a aliviar o incômodo provocado pelas varizes, um dos anseios de quem sofre com o problema. Assim, as pomadas são vendidas para:

  • Reduzir inchaço;
  • Aliviar a coceira;
  • Diminuir a sensação de cansaço e peso nas pernas;
  • Clarear manchas;
  • Manter a pele hidratada, sem ressecamentos e mais protegidas das úlceras.

Essas pomadas possuem em sua composição ingredientes que estimulam a circulação sanguínea e melhoram a drenagem linfática, ativando a circulação e reduzindo o inchaço. Além disso, sugerem clarear a pele, reduzindo manchas que também são um sintoma das varizes quando em estágio mais avançado.

Outros tipos de pomada vão mais além e prometem eliminar ou até mesmo prevenir o surgimento das varizes. No entanto, sabemos que as varizes são o resultado de uma insuficiência venosa, têm forte fator genético, predisposição hormonal e estão relacionadas ao estilo de vida da paciente. As varizes são veias dilatadas e tortuosas com problema hemodinâmico grave.

Portanto, não é uma pomada que vai eliminar o problema de varizes, muito menos evitar que elas surjam. A sua função é outra: melhorar a vida da paciente que sofre com os incômodos provocados pelas varizes.

Pomada para varizes: medicamento ou cosmético

De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) há dois tipos de produtos disponíveis para o consumidor: cosméticos e medicamentos. 

Aquele considerado cosmético é de uso tópico e tem o objetivo de melhorar o aspecto da área onde ele é utilizado, que pode ser as pernas, o rosto, os braços etc.

Já o medicamento é um produto criado em laboratório e liberado após testes comprovando a sua eficácia na prevenção, tratamento e cura de algumas doenças.

O fato é que a pomada ou creme para varizes tem uma ação muito limitada e não pode ser considerada um medicamento, mesmo que tenha em sua composição algum ingrediente com efeito direto sobre a circulação sanguínea e varizes.

Isso porque seu uso é tópico e a pele não absorve tão bem esses nutrientes, por melhores que sejam para a veia varicosa.

Assim, a pomada para varizes pode ser considerada um cosmético. E, como alivia os sintomas nas pernas, ela pode sim fazer parte de um tratamento para controlar o problema e oferecer mais qualidade de vida ao paciente.

 

Qual a melhor pomada para varizes

Qual pomada escolher diante de tantas opções no mercado? A resposta para essa pergunta é bem simples: pergunte ao seu médico. Apenas o especialista em saúde vascular pode indicar a melhor pomada para conter o avanço dos sintomas das varizes.

A indicação de uma pomada desse tipo depende de cada sintoma que a paciente esteja sentindo. Apesar de ser uma doença com muitos sinais, nem todas as pessoas que sofrem com varizes apresentam as mesmas características.

Então, não existe uma solução única que sirva para todo mundo. Não há uma única pomada capaz de solucionar todos os problemas de todas as pessoas que apresentam varizes. Por isso, o primeiro passo para começar a usar um creme ou uma pomada na pele é visitar o seu médico vascular, diagnosticar o problema venoso e estabelecer uma estratégia de tratamento.

Pomada para varizes faz parte do tratamento

Lembrando que a pomada é apenas uma parte do tratamento contra varizes, não é o grande remédio que vai curar a doença. É importante ter essa informação em mente para não cair em armadilhas ou promessas infundadas.

Procure um médico vascular de sua confiança. Só ele pode fazer o diagnóstico correto após analisar os sintomas apresentados, estudar o seu estilo de vida e a sua genética.

Com esses dados em mãos, ele vai verificar o grau da doença e indicar o melhor tratamento, que pode incluir uma pomada para varizes, dentre outras orientações.

O que fazer para tratar as varizes?

As varizes são uma doença venosa que indicam má circulação sanguínea. É mais comum em mulheres do que em homens, tem origem genética, surge frequentemente após a gestação por causa da alteração hormonal comum da fase e também tem a ver com o estilo de vida da paciente.

Para evitar e tratar as varizes é necessário combater as suas causas e eliminar, se possível, os fatores de risco, que aumentam a incidência da doença. Por fim, existem algumas medidas que possibilitam aliviar os sintomas, melhorando bastante a qualidade de vida do indivíduo. Veja a seguir algumas orientações.

Observar se há casos na família

Caso encontre alguém na família, procure ajuda médica para antecipar o diagnóstico.

Fazer exercícios aeróbicos

Atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea nas pernas.

Evitar sobrepeso nas pernas

Não ficar muito tempo em pé, parado, para não sobrecarregar o sistema venoso dos membros inferiores.

Perder peso

O excesso de gordura também sobrecarrega as pernas e danifica a parede dos vasos. Alimentação saudável e atividade física podem ajudar a conter o problema.

Elevar as pernas

Manter as pernas elevadas por cerca de 30 minutos por dia ajuda o sangue a seguir o seu fluxo normal.

Deixar de fumar

O cigarro é extremamente agressivo com as paredes das artérias e dos vasos. É preciso eliminá-lo da sua rotina para que o tratamento evolua com mais eficácia.

Usar meias de compressão

As meias de compressão estimulam a circulação, reduzem o cansaço e o inchaço nas pernas.

Fazer drenagem linfática

Deve ser feita por um profissional especialista. Tem o objetivo de eliminar a retenção líquida, aliviando a sensação de peso e cansaço constante.

Conheça os métodos cirúrgicos

As cirurgias invasivas e não invasivas também são uma opção de tratamento das varizes. Contudo, devem ser indicadas pelo médico, sempre após a avaliação criteriosa de cada caso.

A pomada para varizes faz parte de um conjunto de procedimentos e orientações elaboradas pelo médico para tratar o surgimento e os sintomas da doença. Deve ser prescrita pelo cirurgião vascular, de acordo com a avaliação individual de cada paciente. Por fim, vale lembrar que a pomada alivia alguns sintomas, mas não elimina a doença, visto que as suas causas são muitas e específicas e não poderiam desaparecer com o uso de um único produto. 

 

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Rizotomia por endoscopia / Denervação facetaria endoscópica

Amato Consultório Médico - Fri, 05/28/2021 - 10:00

Sabia que em até 40% dos casos de dor lombar, as facetas articulares lombares podem estar inflamadas e/ou serem a fonte de geração da dor1? Sabia que as dores facetárias pode ser causa de dor de cabeça, dor nos ombros ou dor nas costas?

 

A dor de origem na articulação facetária pode ocorrer na coluna cervical, torácica e lombar. Localiza-se no meio da coluna e se estende para lateral, podendo muitas vezes promover uma dor referida na pernas no caso da coluna lombar, ou ombro e cabeça no caso da coluna cervical. A dor costuma piorar com a extensão e lateralização ou rotação da coluna, e geralmente a pessoa consegue mostrar o local que está doendo, pois dói também ao palpar essas articulações.

 

Utilizamos o bloqueio ou infiltração facetária para confirmar o diagnóstico de dor facetária e também para promover alívio da dor. No entanto, o efeito terapêutico do bloqueio é auto-limitado e o próximo passo é a denervação facetaria ou rizotomia, cujo objetivo é a lesão térmica, mecânica ou química da terminação nervosa responsável por transmitir a dor da articulação. Entre às possibilidades, a denervação por radiofrequência é a mais comum, neste procedimento, um agulha é levada até a posição habitual desta terminação nervosa, chamada de ramo medial dorsal, guiado por aparelho de radioscopia (fluoroscopia), aí então, um eletrodo, conectado ao aparelho de radiofrequência, causa lesão térmica do ramo medial. Esse procedimento é simples, rápido e eficiente para tratamento da dor facetária.

 

No entanto, as técnicas percutâneas pecam por não dar certeza de que o ramo medial foi devidamente anulado, e as técnicas abertas são muito invasivas para serem propostas, por necessitarem de corte e anestesia geral. É por isso que a denervação por endoscopia vem acendendo rapidamente, pois além de ser técnica percutânea, trás a possibilidade de identificar o ramo medial através de visão direta e magnificada, e realizar sua secção, garantindo a denervação facetaria. O procedimento por endoscopia é mais eficaz e definitivo, o que leva a alívio mais duradouro dos sintomas 23.

Prof. Dr. Marcelo Amato

Referências

 

  1. Meloncelli S, Germani G, Urti I, et al. Endoscopic radiofrequency facet joint treatment in patients with low back pain: technique and long-term results. A prospective cohort study. Ther Adv Musculoskelet Dis. 2020;12:1-10. doi:10.1177/1759720X20958979
  2. Jeong SY, Kim JS, Choi WS, Hur JW, Ryu KS. The effectiveness of endoscopic radiofrequency denervation of medial branch for treatment of chronic low back pain. J Korean Neurosurg Soc. 2014;56(4):338-343. doi:10.3340/jkns.2014.56.4.338
  3. Xue Y, Ding T, Wang D, et al. Endoscopic rhizotomy for chronic lumbar zygapophysial joint pain. J Orthop Surg Res. 2020;15(1):2-7. doi:10.1186/s13018-019-1533-y

 

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Por que é importante fazer exame de sífilis quando se está planejando uma gestação?

Amato Consultório Médico - Thu, 05/27/2021 - 10:00

Durante o tratamento de gravidez, geralmente na primeira consulta, o médico que está atendendo aquele casal que deseja engravidar solicita uma série de exames para saber como está a saúde dos dois. E um deles é o exame de sífilis. É um exame simples e fácil de ser realizado, mas que muitas mulheres ficam um pouco apreensivas ao realizá-lo. Afinal, é preciso mesmo fazer esse exame? Qual a importância do exame de sífilis quando se está planejando uma gestação?

O que é a Sífilis?

A sífilis é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível, causada por uma bactéria. Ela provoca ferimentos, geralmente indolores, na região íntima do homem e da mulher. Além da transmissão sexual, há também a transmissão vertical, em que o bebê é infectado pela mãe ainda dentro do útero, através da placenta.

Quando é transmitida da mãe para o feto, a doença recebe o nome de sífilis congênita e é uma das principais causas de abortos, malformações e partos prematuros, trazendo riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

Felizmente, a sífilis é uma doença curável, mas precisa ser detectada o mais rápido possível, visto que pode se tornar uma doença crônica. O exame de sífilis é a melhor maneira de fazer esse diagnóstico, especialmente se a mulher estiver em tratamento para gravidez.

Exame de sífilis: o que é e como fazer?

O exame de sífilis mais comum e requisitado pelos médicos é o VDRL, um exame de sangue que atesta a presença de anticorpos combatentes da bactéria causadora da sífilis. É um exame simples e rápido, além de muito eficaz.

Além do VDRL, o médico também pode fazer um exame clínico, caso a gestante apresente alguma lesão, sinal ou sintoma que possa indicar a presença da sífilis. Geralmente, essa avaliação é feita a partir de uma análise da área lesionada.

Esse e outros exames devem ser realizados antes da gestação e ainda durante a gravidez, para garantir que a mulher e o bebê estejam livres da doença. A sífilis possui uma fase em que chamamos de latente, quando a bactéria não é detectada pelo exame.

Logo, o VDRL precisa ser refeito após dois ou três meses mesmo que o exame apresente resultado negativo.

Por que é tão importante fazer um exame de sífilis?

Como vimos, a sífilis é uma doença grave, com alto poder de transmissão entre casais que se relacionam sem proteção e entre mãe e filho durante a gestação. Apesar de ser uma doença muito conhecida por médicos e sociedade em geral, a sífilis ainda consegue infectar muitas pessoas.

A sífilis congênita, por exemplo, que passa de mãe para filho por meio da placenta, alcança índices altíssimos de transmissão. Uma das principais causas desse número elevado é o fato de a gestante não saber que tem a doença. Mas, se é uma doença tão conhecida, por que isso acontece?

A sífilis não costuma apresentar sinais claros, principalmente quando está em estágio inicial, mas é nesse período que a transmissão acontece com mais velocidade. Nas mulheres, geralmente, a doença se instala no canal vaginal, ânus ou colo do útero provocando ferimentos que não sangram e nem doem.

Até nas fases seguintes, a sífilis não provoca sintomas fáceis de perceber. Assim, a mulher não sabe que está doente, inicia uma gestação, permanece sem aparentar os sintomas e provavelmente só descobrirá a doença após algum problema no parto ou com o bebê.

Principais riscos da sífilis para o bebê

A sífilis pode ser transmitida da mãe para o bebê através da placenta ou na hora do parto, caso a lesão no canal vaginal esteja ativa. Os principais problemas apresentados são:

  • Aborto;
  • Bebê pode vir a óbito pouco tempo depois do parto;
  • Parto prematuro;
  • Malformação congênita ou tardia. Ou seja, a criança pode nascer com alguma deformação ou pode adquirir algum problema no futuro;
  • Malformação na região da boca como dentes, céu da boca ou fissura nos lábios;
  • Bebê com baixo peso;
  • Surdez;
  • Dificuldade de aprendizagem;
  • Deficiência mental;
  • Problemas ósseos.

Por todos esses motivos é que o exame de sífilis não pode ser negligenciado pelo médico e nem pelo casal que está pretendendo ter filhos. O resultado do exame sai rapidamente e caso seja positivo, é hora de fazer o tratamento adequado.

O resultado deu positivo para sífilis. E agora?

A sífilis é uma doença grave, mas que tem cura. O tratamento deve ser orientado pelo médico obstetra que acompanha a família e pode ser realizado, inclusive, durante a gestação. Se executado de forma precoce e corretamente, o tratamento da sífilis impede que o bebê seja infectado também.

Por isso, se o resultado do exame de sífilis der positivo, não há razão para desistir da gravidez ou acreditar que o bebê terá problemas ao nascer. O tratamento para a sífilis é eficaz no combate à doença e pode garantir uma gravidez segura para a gestante e para a criança.

Ao ser diagnosticada com a doença, a mulher deve se submeter ao tratamento, assim como o homem, uma vez que ambos podem estar igualmente infectados.

Contudo, é preciso saber que o tratamento cura a doença, mas não impede que a mulher seja infectada novamente, caso mantenha contato com a bactéria posteriormente. Por isso, a prevenção é essencial, com uso de preservativo durante todas as relações sexuais com o parceiro.

Exame de sífilis no bebê

Após o nascimento, o bebê, cuja mãe realizou tratamento para sífilis, também deve ser submetido ao exame VDRL a fim de identificar a presença de antígenos, os anticorpos que combatem a bactéria que causa a doença. O exame é mais uma medida de precaução para afastar de vez o risco da doença na criança.

É possível amamentar mesmo tendo sífilis?

Sim, a mãe pode amamentar o seu bebê desde que não existam ferimentos ou lesões nas auréolas, referentes à doença.

Vale salientar que, em alguns casos, mulheres que descobrem a sífilis durante a gravidez não terminam o tratamento e nem alcançam a cura da doença antes do nascimento da criança. Por isso, é fundamental ter esse cuidado ao amamentar o recém-nascido e não infectá-lo.

Como vimos, o exame de sífilis é essencial quando se está planejando uma gravidez porque, caso o resultado seja positivo, é possível começar o tratamento e impedir que o bebê seja infectado pela doença e venha sofrer sérias consequências antes e após o parto. A sífilis é uma doença grave, mas tem cura e o diagnóstico precoce é a melhor forma de controlá-la.

 

Dra. Juliana Amato

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Silicone e os 8 mitos

Amato Consultório Médico - Wed, 05/26/2021 - 10:00

Na década de 80, a cirurgia plástica passou por grande revolução ao descobrirem que o silicone podia ser usado como alternativa para reconstrução mamária em mulheres.

Nos anos 90, a prótese de silicone ganha holofotes e se torna o grande aliado da auto estima, já que começou a ser usado com finalidade estética para valorizar o corpo feminino. Mas, com tudo isso, vieram as fake news que, até hoje espalham informações erradas sobre silicone e mama.

Abaixo listo os mitos e verdades sobre prótese de silicone:

A prótese de silicone tem prazo de validade.

MITO – Não existe prazo definido para a troca do implante mamário, ainda mais porque, com o passar dos anos, o material foi sendo aperfeiçoado e hoje o segmento conta com material de ótima qualidade.

 

A prótese de silicone pode romper no momento da mamografia ou esconder possíveis nódulos.

MITO – O implante não impede a mamografia, exame que deve ser realizado anualmente após os 40 anos de idade. No momento da colocação do silicone, é colocada uma posição extra chamada de Eklund para mobilizar o implante, o que possibilita uma melhor visualização do tecido mamário

 

A prótese de silicone pode ser indicada na reconstrução mamária.

VERDADE – Pode ser indicada, mas não é obrigatória a sua utilização. Essa decisão depende do formato das mamas da paciente, do seu desejo e do seu estado clínico, além da relação de confiança entre ela e o seu médico.

 

Existem várias técnicas que podem ser feitas na reconstrução mamária.

VERDADE – Algumas delas são:

  • Reconstrução com implante de prótese de silicone;
  • Reconstrução com o músculo grande dorsal (localizado nas costas) e implante de silicone;
  • Reconstrução com expansor mamário, com o objetivo de preparar e estender os tecidos para o recebimento da prótese de silicone;
  • Reconstrução com enxerto de gordura retirada do abdômen ou coxas através de uma lipoaspiração;
  • Reconstrução do mamilo e da aréola para que a mama reconstruída se pareça o mais possível com a mama original.

 

O silicone não pode ser colocado no momento da mastectomia.

DEPENDE – Antes de tudo, é preciso analisar o tratamento oncológico proposto, já que nem sempre a reconstrução da mama com prótese de silicone pode ser realizada de imediato, principalmente, nos em casos em que se retira muita pele ou mesmo precedem um tratamento complementar com radioterapia.

Se durante a mastectomia for necessária a retirada de uma quantidade maior de pele, é preciso que a paciente use um expansor mamário, espécie de uma bexiga de silicone que é colocada durante a cirurgia de mastectomia debaixo do músculo peitoral para que, depois de cicatrizada a cirurgia, seja realizado o enchimento com soro fisiológico, durante os retornos ambulatoriais, até se atingir o volume desejado. Esse processo permite que a pele ganhe uma elasticidade para – então – ser possível realizar uma cirurgia para trocar o expansor por uma prótese de silicone.

 

As próteses impedem que as mamas caiam com o tempo.

MITO – Muitos fatores interferem para que as mamas caiam com o tempo como a elasticidade da pele, o peso da glândula mamária e, quando se tem prótese de silicone, o peso do implante também pode interferir.

 

A mulher com silicone pode ter problemas no momento de amamentar.

NORMALMENTE não interfere. Isso porque o implante fica abaixo da glândula ou até embaixo da musculatura peitoral. Durante a colocação, quase não ocorre trauma na glândula mamária.

 

A prótese de silicone tira a sensibilidade das mamas ao toque.

MITO – Não interfere na sensibilidade, mas dependerá da cirurgia realizada nas mamas. Se a prótese for muito grande, pode acontecer, mas a sensibilidade costuma voltar em algumas semanas.

*Por Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

 

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Cremes são eficazes no tratamento contra as varizes?

Cirurgia Vascular - Tue, 05/25/2021 - 11:17

Os cremes para varizes são um tipo de produto muito utilizado por mulheres que querem uma solução rápida para as veias aparentes nas pernas. Mas, será que o creme para varizes funciona mesmo como elas pensam? Você acha que as varizes podem ser tratadas apenas com o uso de uma loção ou pomada? Continue lendo e tire as suas conclusões a respeito.

O que são varizes e quais os sintomas?

Antes de sabermos mais sobre creme para varizes, precisamos entender um pouco mais sobre essa doença. As varizes são veias tortuosas, dilatadas e visíveis a olho nu. São mais comuns na região das pernas e acometem mais mulheres do que homens.

O sintoma mais evidente das varizes é a aparência das pernas. As veias ficam saltadas, com cor avermelhada, arroxeada ou esverdeada. Elas se assemelham a teias de aranha e podem ser mais grossas ou mais finas, dependendo da sua profundidade. Outros sintomas das varizes incluem:

  • Dor;
  • Cansaço;
  • Cãibras;
  • Inchaço na região;
  • Desconforto geral;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Pele escurecida;
  • Ferimentos e úlceras de difícil cicatrização são algumas complicações comuns.
O que causa as varizes?

As varizes podem ser causadas por fator genético. Ou seja, se a sua mãe teve ou tem varizes é muito provável que você também venha a ter. Além disso, a doença está muito ligada ao estilo de vida do indivíduo.

Pessoas sedentárias, que passam muito tempo sentadas ou muito tempo em pé, com sobrepeso ou obesidade ou que sofreram algum trauma na região das pernas podem apresentar varizes nos membros inferiores.

Por fim, gestantes também têm forte tendência a sofrer com varizes por causa da alteração hormonal comum nesse período.

As varizes são um sinal claro de uma insuficiência venosa. Isso quer dizer que o sangue que deveria circular pelas pernas, cumprindo o seu papel de levar oxigênio e outras substâncias às demais regiões do corpo, encontra-se bloqueado, não consegue seguir seu fluxo normal.

As varizes são, portanto, veias doentes que se tornaram incapazes de transportar o sangue pelo corpo do jeito correto. O ideal é que o sangue vença a gravidade e vá dos membros inferiores em direção ao resto do corpo.

Como as veias estão dilatadas, esse fluxo se torna mais difícil, o sangue não sobe corretamente e se acumula dentro dos vasos. Ou seja, as varizes não são apenas um problema estético, mas uma questão de saúde, especialmente porque suas complicações podem se tornar ainda mais graves.

Tratamento para varizes

O tratamento para varizes reúne uma série de medidas de contenção da doença e alívio dos sintomas desconfortáveis. O médico vascular pode recomendar:

  • Uso de meias elásticas, importante para conter o avanço da doença e reduzir o inchaço;
  • Medicamentos para controlar a dor;
  • Creme para aplicação local também com o intuito de amenizar dores, inchaço e cansaço;
  • Em casos mais graves, a cirurgia também pode ser indicada. Contudo, cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Creme para varizes funciona?

Saber todas essas informações sobre as varizes é importante para compreender a razão pela qual os cremes podem fazer parte do tratamento da doença. Quando recomendado pelo médico vascular, o creme para varizes tem a função de aliviar os sintomas. Apenas isso.

Ou seja, o creme para varizes não funciona para acabar com as veias doentes. Afinal, como vimos, a causa das varizes não é superficial. Tem um forte fator genético envolvido e também possui vários fatores de risco que estimulam o desenvolvimento da doença.

Desta forma, a solução tópica pode ser usada para aliviar os sintomas, mas não a doença em si. É importante que a paciente tenha essa informação em mente para não criar expectativas impossíveis de serem alcançadas.

O creme faz parte do tratamento, mas não o substitui. Deve ser utilizado junto com as outras recomendações. O que acontece com frequência é a paciente acreditar que pode escolher pelo creme deixando de lado as outras medidas de controle da doença, o que não é verdade.

Portanto, podemos dizer que sim, o creme para varizes funciona, desde que seja utilizado para o objetivo para o qual foi proposto pelo médico. Desta forma, ele reduz o inchaço, diminui as dores, aliviar o desconforto em geral, mas apenas isso. Não faz as varizes desaparecerem.

E o creme que esconde as varizes?

Além do creme que alivia os sintomas das varizes, também existem no mercado alguns tipos de cremes e pomadas que escondem as veias dilatadas. É muito usado por mulheres que se sentem incomodadas em exibir pernas com presença de veias tortuosas e vasos aparentes.

A pomada, que também pode ser chamada de corretivo, cumpre o seu papel: esconder pequenas imperfeições na pele que geram desconforto na mulher. Além de servir para esconder varizes, esses cremes também cobrem picadas de insetos e outras manchas pequenas.

Mas, tem menos efeito ainda no combate às varizes. É uma alternativa para momentos específicos, mas deve ser usado sempre de forma consciente. Jamais com a intenção de eliminar um problema que só pode ser curado com um tratamento completo realizado por um médico especialista.

Não esconda as varizes. Siga o tratamento corretamente.

Em vez de esconder as varizes ou se iludir achando que vai ficar livre do problema com a ajuda de um creme, siga as recomendações do seu médico. Não abandone o tratamento indicado por ele e tome todas as medidas possíveis para ajudar a conter a doença. O que mais você pode fazer para ficar livre das varizes:

  • Evite ficar muito tempo sentada ou muito tempo em pé. Alterne entre uma posição e outra;
  • Eleve as pernas por cerca de 30 minutos todos os dias. É essencial para ajudar o sangue a cumprir o seu trajeto;
  • Perca peso e alivie a sobrecarga sobre os membros inferiores;
  • Largue o cigarro. Fumar adoece a parede dos vasos e das artérias.

Como pudemos perceber, os cremes para varizes funcionam, mas apenas para aliviar sintomas da doença, como dores, inchaço e desconforto nos membros inferiores. Não é, de forma alguma, uma maneira prática, rápida e acessível para eliminar o problema. As varizes são causadas por fatores genéticos, na maioria das vezes, e exigem um tratamento adequado, que reúne uma série de medidas e não apenas a aplicação de um creme corporal.

 

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Categories: Medical

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