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Respiração e controle da hipertensão

Amato Consultório Médico - Fri, 04/30/2021 - 10:58

A hipertensão arterial sistêmica é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular e constitui problema de saúde pública no Brasil, onde sua prevalência é de cerca de 22% na população. De acordo com a literaturacada incremento de 10 mmHg resulta na duplicação do risco de óbito em pacientes hipertensos. Por ser um fator de risco independente para as duas principais causas de óbito no Brasil, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral, sua prevenção primária por meio de intervenções farmacológicas e não-farmacológicas reduz a morbidade e a mortalidade resultantes da doença.

Dentre as terapias não-farmacológicas, as modificações do estilo de vida, como redução do peso corporal, restrição de sal na dieta, restrição do consumo de álcool e exercício físico de intensidade moderada, são indicadas como recurso no controle clínico da doença. Há evidências recentes de que a redução da freqüência respiratória pelo uso de dispositivos eletrônicos que interagem com o paciente, orientando-o a respirar de maneira mais lenta, diminui a pressão arterial em pacientes com hipertensão arterial de graus leve a resistente.

Os sistemas cardiovascular e respiratório apresentam estreita interrelação em seus mecanismos de controle neural.

Os barorreceptores são sensores de pressão, localizados nas paredes do seio carotídeo e do arco aórtico. Eles transmitem informações sobre a pressão arterial aos centros vasomotores cardiovasculares na base do cérebro.

Os barorreceptores do seio carotídeo são reativos aos aumentos ou diminuições da pressão arterial, enquanto os barorreceptores do arco aórtico são principalmente sensíveis aos aumentos da pressão arterial. Eles funcionam como mecanorreceptores, que percebem a variação da pressão arterial por meio do estiramento.

O aumento da pressão arterial causa aumento do estiramento dos barorreceptores e aumento da frequência de disparo dos nervos aferentes. O contrário ocorre com a redução da pressão arterial. Importante salientar que os barorreceptores são muito sensíveis às variações de pressão e a velocidade de variação da pressão. Os quimiorreflexos são os principais mecanismos de controle e regulação das respostas ventilatórias às mudanças de concentração do oxigênio e gás carbônico arterial. A ativação do quimiorreflexo causa aumento da atividade simpática, frequência cardíaca, pressão arterial e volume minuto.

A respiração é normalmente automática e controlada, inconscientemente pelo centro respiratório localizado na base do cérebro durante o sono e, até quando a pessoa está inconsciente. As pessoas também conseguem controlar a respiração quando querem, por exemplo, durante a fala, ao cantar ou simplesmente prendendo voluntariamente a respiração. Órgãos sensoriais, localizados no cérebro, na aorta e nas artérias carótidas monitoram o sangue e verificam os níveis de oxigênio e dióxido de carbono. Normalmente, uma elevada concentração de dióxido de carbono é o estímulo mais forte para se respirar mais profundamente e com maior frequência. Por outro lado, quando a concentração de dióxido de carbono no sangue é baixa, o cérebro diminui a frequência e a profundidade das respirações. Durante a respiração em repouso, um adulto normal inspira e expira cerca de 15 vezes por minuto.

Desse centro nervoso localizado na região do bulbo, na base do cérebro, partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios: diafragma e músculos intercostais.

Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração O mais importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo, através do tórax até o diafragma. Os sinais para os músculos expiratórios, especialmente os músculos abdominais, são transmitidos para a porção baixa da medula espinhal, para os nervos espinhais que inervam os músculos. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração.

inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.

expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.

Em condições normais, o centro respiratório (CR) produz, a cada 5 segundos, um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma, fazendo-nos inspirar. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a frequência como a amplitude dos movimentos respiratórios, pois  possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam, além de remover adequadamente o gás carbônico. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico, o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios. Dessa forma, tanto a frequência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR.

A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que, frequentemente levam também à hiperventilação, algumas vezes de tal intensidade que o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos), eliminando grande quantidade de dióxido de carbono, precipitando, assim, contrações dos músculos de todo o corpo.

Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos, outras consequências extremamente danosas podem ocorrer, como o desenvolvimento de um quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso, resultando, algumas vezes, em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou mesmo convulsões epilépticas.

Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a valores muito baixos. Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos, onde a pressão de oxigênio é muito baixa ou quando uma pessoa contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos. Sob tais condições, quimiorreceptores localizados nas artérias carótida (do pescoço) e aorta são estimulados e enviam sinais pelos nervos vago e glossofaríngeo, estimulando os centros respiratórios no sentido de aumentar a ventilação pulmonar.

A manipulação do padrão respiratório é um recurso bem razoável para se induzir mudanças reflexas no sistema cardiovascular. A técnica de respiração lenta não é um método novo. Sua prática é bastante antiga no mundo oriental, em práticas do ioga. Alguns estudos demonstram a melhora do controle cardiorrespiratório em pacientes hipertensos e praticantes de ioga que utilizam uma técnica conhecida por Pranayama Bramari, a qual envolve padrões respiratórios lentos, enquanto as práticas que envolvem exercícios respiratórios de alta freqüência apresentam efeitos antagônicos.

 

Prof. Dra. Marisa Amato

 

 

 

  1. Pinheiro CH da J, Medeiros RAR, Pinheiro DGM, Marinho M de JF. Modificação do padrão respiratório melhora o controle cardiovascular na hipertensão essencial. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2007 Jun;88(6):651–9. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2007000600005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
  2. Rasia-Filho AA, Rigatto KV, Lago PD. Mecanismos Neurais Centrais e Periféricos de Gênese e Controle a Curto Prazo da Pressão Arterial: da Fisiologia à Fisiopatologia. Soc Cardiol do Rio Gd do Sul [Internet]. 2004;33(Figura 1):1–7. Available from: http://sociedades.cardiol.br/sbc-rs/revista/2004/02/artigo03.pdf
  3. Barros S de. Efeito da respiração lenta na pressão arterial e na função autonômica em hipertensos. 2017;

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Cirurgia endoscópica da Coluna – Acesso interlaminar ou translaminar

Amato Consultório Médico - Fri, 04/30/2021 - 10:00

A cirurgia endoscópica da coluna, realizada pela nossa equipe desde 2013, já está consagrada para o tratamento das hérnias de disco lombares e muito em breve não se falará mais na cirurgia convencional aberta para o tratamento dessas doenças, assim como aconteceu em outras áreas da medicina: ortopedia, urologia, cirurgia gástrica, ginecologia, etc.

 

Assista vídeos do acesso interlaminar para tratamento de hérnia de disco lombar:

 

 

Juntamente com nossas publicações 1,2 que já mostravam as inúmeras vantagens da técnica, muitas outras surgiram. E em 2020, Muthu et al., em uma meta-análise, mostrou a superioridade da cirurgia endoscópica nos quesitos melhora clínica e funcional, tempo de internação hospitalar, complicações gerais e duração da cirurgia3.

De uma forma geral, as as principais vantagens do uso do endoscópio são:

  • menor incisão na pele;
  • separação das fibras musculares ao invés de descolamento do músculo do osso;
  • procedimento mais rápido;
  • sangramento mínimo;
  • menos dor pós operatória;
  • recuperação mais rápida;
  • o procedimento é ambulatorial e o paciente vai embora no mesmo dia da cirurgia;
  • alívio mais rápido da dor;
  • retorno mais rápido ao trabalho;
  • baixa taxa de infecção (associado às vantagens da realização do procedimento em Hospital Dia, nosso índice de infecção nas endoscopias da coluna é “0”);
  • alto índice de sucesso2–5.

 

Com um pouco de atraso, a ANS, agência que regulamenta as operadoras de saúde no Brasil, incluiu a cirurgia endoscópica da coluna no rol de procedimentos obrigatórios no Brasil em abril de 2021. Ou seja, a partir desta data, o seu convênio é obrigado a autorizar essa cirurgia quando bem indicada pelo especialista em coluna.

Os acessos interlaminar e translaminar vieram completar as possibilidade de tratamento endoscópico das doenças da coluna, de forma que hoje, não existe hérnia de disco que não possa ser tratada por endoscopia.

Esse acesso é realizado por trás da coluna. No nível de L5S1 existe uma janela que permite fácil acesso por trás, a chamada janela interlaminar. Por outro lado, acidentes ósseos naturais dificultam o acesso transforaminal neste nível. Portanto, o acesso interlaminar é ótimo para hérnias de disco no espaço L5S1, e também pode ser utilizado para hérnias centrais ou centro-laterais em níveis mais altos da coluna lombar, através de pequena “raspagem” no osso (translaminar). Por esta via, não há necessidade de se trabalhar no estreito forame intervertebral, portanto, a anestesia pode ser geral, que permite maior conforto ao paciente, despertar rápido e alta 3h após o procedimento.

Não é possível utilizar apenas uma técnica endoscópica para o tratamento de todas às hérnias ou estenoses da coluna. O cirurgião precisa escolher a técnica mais adequada àquela doença e nunca escolher o paciente para a sua técnica!

Prof. Dr. Marcelo Amato

Leia mais em:

Curso de Endoscopia da Coluna

Cirurgia Minimamente Invasiva

Desgaste da Coluna Lombar

Protrusão de Disco

Dor lombar

Hérnia de disco

Espondilolistese e espondilólise

Ciática

Tenho hérnia de disco. Posso correr?

 

 

Referências:

  1. Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473
  2. Campos M, Amato M, Aprile BC, Oliveira CA De. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy : Interlaminar versus Transforaminal Exposição à radiação durante discectomia endoscópica lombar percutânea : interlaminar versus transforaminal. 2019.
  3. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  4. Kambin P. Arthroscopic microdiscectomy. 2003;3:60-64.
  5. Hofstetter CP, Ahn Y, Choi G, et al. AOSpine Consensus Paper on Nomenclature for Working-Channel Endoscopic Spinal Procedures. Glob Spine J. 2020;10(2_suppl):111S-121S. doi:10.1177/2192568219887364

 

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Como diminuir as veias das pernas?

Cirurgia Vascular - Fri, 04/30/2021 - 08:55

Quem sofre com varizes está sempre em busca de técnicas para diminuir as veias das pernas e eliminar de vez o desconforto estético que elas provocam, além do cansaço, da dor e da sensação de peso constante. A seguir, você vai saber o que pode fazer para reduzir essas veias, quais tratamentos são eficazes e o que você pode fazer para se ver livre desse problema.

Varizes: definição e sintomas

As varizes são veias doentes que sofrem com insuficiência venosa. Ou seja, o sangue não circula corretamente, ficando represado nas pernas e gerando veias com as características que você conhece: saltadas, bastante visíveis, tortuosas e dilatadas.

A grande maioria das varizes têm origem genética, ou seja, possuem um fator hereditário que impede que elas sejam eliminadas por completo da vida da paciente. Porém, há tratamentos que podem fazer um excelente controle do problema.

Quem mais sofre com as varizes são as mulheres por causa da ação muito frequente dos hormônios nesse grupo, especialmente durante a fase da gravidez. Apesar da baixa frequência, os homens também podem apresentar problemas de varizes nas pernas.

Os principais sintomas das varizes são:

Quando estão em estágio mais avançado, as varizes também podem causar ressecamento na pele, mudança de tonalidade e úlceras de difícil cicatrização.

As varizes são um problema crônico e acompanham toda a vida da mulher. Apesar de ser benigno, precisa ser tratado por um especialista em doenças vasculares para evitar as complicações como a formação de trombos, ferimentos e outros.

É possível diminuir as veias das pernas?

Sim, é possível diminuir as veias das pernas desde que a pessoa afetada busque o tratamento necessário para o seu caso. Existem no mercado alguns medicamentos que prometem eliminar as varizes, entretanto, o que eles fazem, de fato, é aliviar os sintomas e não a doença em si.

Como vimos, as varizes são de origem genética e não existe ainda nenhum tratamento que possa mudar a genética de uma pessoa para que ela não venha mais sofrer com veias doentes.

Além de um tratamento de qualidade, existem também algumas recomendações indicadas para evitar o surgimento das varizes, antes e depois do tratamento, ou aliviar os seus sintomas. Para isso, é preciso ficar atento aos fatores de risco da doença, sobre os quais falaremos mais adiante.

Como tratar as varizes?

A microcirurgia e o uso do laser, de forma associada, é uma das técnicas mais apropriadas para combater as varizes.

Microcirurgia

Na microcirurgia, são realizados minúsculos furinhos na perna da paciente e, com a ajuda de um extrator, os vasos são retirados. Todo o procedimento é realizado com anestesia local, em ambiente hospitalar e o paciente fica internado por algumas horas.

Aproveitando a anestesia, o médico também pode fazer a aplicação da escleroterapia. Nessa técnica é injetada uma substância química que esclerosa a veia doente, obstruindo-a e evitando que ela receba sangue das veias nutridoras. Com isso, a veia doente desaparece.

Laser e escleroterapia

A microcirurgia também pode ser associada ao laser. Nessa situação, após o procedimento inicial de retirada das veias prejudicadas, o paciente retorna ao médico em algumas semanas para avaliar o resultado.

Havendo ainda a presença de algumas varizes, estas são tratadas com a escleroterapia e com a ajuda do laser para potencializar os resultados.

A microcirurgia é um tratamento eficiente, com ótima recuperação do paciente, deixa poucos hematomas e quase nenhuma dor. Em algumas horas o indivíduo já pode realizar as suas tarefas habituais.

Portanto, se você deseja diminuir as veias das pernas, não há alternativa a não ser procurar um cirurgião vascular e iniciar um tratamento para a remoção dessas varizes. É um procedimento rápido, indolor e que devolve a qualidade de vida para quem sofre com o problema.

 

Fatores de risco e como evitar varizes

Como falamos anteriormente, existem algumas situações que favorecem o surgimento ou agravamento das varizes. Veja a seguir quais são e o que fazer para lidar com eles.

Sexo feminino

As mulheres são as mais afetadas pelas varizes por causa de fatores hormonais. Portanto, o que deve ser feito é ficar mais atento aos sinais e buscar ajuda médica logo que perceber alguma alteração nas pernas indicando varizes.

Sobrepeso

O excesso de peso influencia diretamente no surgimento das varizes porque a gordura em grande quantidade aumenta a pressão sobre as veias e dificulta a circulação sanguínea. Além disso, o sobrepeso exige um esforço físico maior das pernas, o que eleva ainda mais os sintomas da doença.

Sedentarismo

A falta de exercício físico dificulta a perda de peso e também prejudica a circulação sanguínea, especialmente na região das pernas, o que é essencial para o combate às varizes. A recomendação é a prática diária de atividade física, sem necessidade de grandes esforços.

Aliás, uma prática que não pode faltar é o estímulo da panturrilha. Essa parte da perna é que faz o bombeamento do sangue na região dos membros inferiores e precisa ser exercitada todos os dias.

Ficar muito tempo em pé

Nos membros inferiores, o sangue circula de baixo para cima, ou seja, da região das pernas em direção ao coração. Quando o indivíduo passa muito tempo em pé ou em outra posição que não favoreça a circulação, o sangue fica represado e as chances das varizes surgirem aumentam.

Por isso, é importante evitar essa prática, procurando sentar-se de vez em quando e elevar as pernas, se possível. Além de favorecer a circulação, ter esse cuidado evita a pressão exercida sobre as pernas e alivia o cansaço no final do dia.

Outra dica importante, aliás, é elevar as pernas antes de dormir, pelos motivos já citados. É uma posição que estimula e facilita a circulação sanguínea na região, fundamental para uma perna saudável.

Histórico familiar

O fator genético da doença faz com que pessoas que tenham casos de varizes na família sejam mais atingidas futuramente com a doença. Portanto, esse é um fator que deve servir de estímulo para uma consulta com um médico vascular.

Essas são as recomendações para quem deseja diminuir as veias das pernas de uma forma segura, realmente eficaz e em pouco tempo. A microcirurgia é um procedimento rápido, cada dia mais aperfeiçoado e com resultados extremamente satisfatórios. Aliado a isso, é fundamental manter hábitos saudáveis no dia a dia, eficazes não só para evitar varizes, mas para garantir uma vida com mais qualidade.

 

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Qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial?

Amato Consultório Médico - Thu, 04/29/2021 - 10:00

A inseminação intrauterina (IIU), que também é conhecida como inseminação artificial, é um tratamento de baixa complexidade que auxilia casais a engravidar. Como ela não é uma opção tão complexa, muitos casais optam por esse tratamento para tentar ter um filho.

Antes de fazer essa escolha, os pacientes precisam se certificar de que a inseminação artificial é indicada para o caso deles e saber mais sobre o tratamento para que eles não tenham dúvidas sobre o procedimento. Dessa forma, o período do tratamento pode ser mais tranquilo.

Existem diversas informações importantes para o casal conferir sobre a inseminação intrauterina, sendo que uma delas é a taxa de sucesso do tratamento. É importante conhecê-la para entender qual é a ajuda que ela fornece e até para descobrir quais atividades podem auxiliar ou prejudicar essa taxa.

Então, neste artigo você vai conferir qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial e quais fatores influenciam nesse valor. Assim, o seu tratamento e de seu parceiro poderá ser mais seguro e tranquilo.

Taxa de sucesso da inseminação artificial

As taxas de sucesso de reprodução humana e de fertilidade variam de acordo com o país e com as clínicas em que os tratamentos são realizados. Afinal, as populações de cada local têm características diferentes, assim como os profissionais de cada clínica.

Um médico especialista em reprodução assistida que atua há bastante tempo, por exemplo, tem mais experiência que um profissional que acabou de começar a carreira e isso pode influenciar nas taxas de suas clínicas.

Por isso, é difícil determinar uma taxa exata de sucesso para os procedimentos. Mas, de acordo com estimativas feitas por especialistas, a taxa de sucesso da inseminação artificial na primeira tentativa oscila entre 15% e 20%.

Esse é um valor relativamente alto, o que é ótimo para quem está tentando engravidar. Mas, além da localização geográfica e da clínica, essa porcentagem também pode variar de acordo com as características do casal.

Fatores que influenciam na taxa de sucesso

Existem fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação artificial e, ainda, há fatores que impedem que esse tratamento seja uma opção para o casal. É fundamental conhecer esses elementos para entender, por exemplo, se você e seu parceiro vão ter essa taxa de 15% a 20% de sucesso, se ela será mais baixa e até se a inseminação não é uma boa alternativa para o seu caso.

Os principais fatores que influenciam na taxa de sucesso da inseminação são:

  •         A idade da mulher;
  •         Qualidade do sêmen;
  •         A causa da infertilidade do casal.

A inseminação artificial não é indicada para mulheres com mais de 35 anos. Então, uma mulher de 37 anos, por exemplo, vai ter uma taxa de sucesso menor que a média.

Já a qualidade do sêmen do parceiro é importante, porque se ele não tiver espermatozoides suficientes ou estes tiverem problemas de mobilidade, ou na morfologia, dificilmente haverá a fecundação no útero da mulher.

A infertilidade do casal pode diminuir a taxa de sucesso quando ela interfere na permeabilidade das trompas ou quando o casal tem mais de um fator que provoca a infertilidade.

Mas, quando é uma infertilidade sem causa aparente, por exemplo, estudos indicam que a taxa de sucesso é de aproximadamente 19,9%. Ou seja, ela continua sendo relativamente alta.

Fatores que interferem na fertilidade

Além de fatores que influenciam especificamente na inseminação artificial, existem aqueles que interferem na fertilidade da mulher e também podem diminuir as chances de um tratamento para engravidar ser bem-sucedido.

Um exemplo é o peso da paciente. As taxas de fertilidade costumam diminuir em mulheres que são obesas ou muito magras. Os dados sobre o efeito de diversas dietas nesses casos ainda são escassos, mas existem determinadas ações que interferem na fertilidade e devem ser evitadas por quem está tentando engravidar.

Fumar ou beber regularmente bebidas alcoólicas, por exemplo, diminui os espermatozoides no homem e pode afetar a saúde do bebê. Então, essas práticas devem ser evitadas tanto pelos homens quanto pelas mulheres.

Por outro lado, manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos frequentemente melhora a saúde do casal. Consequentemente, as chances de ocorrer a gravidez também são aprimoradas.

Como saber se a inseminação artificial é para você

Na inseminação intrauterina, o especialista introduz o espermatozoide qualificado na cavidade uterina da mulher, quando ela está ovulando, para que ocorra a fertilização. Esse tratamento é recomendado principalmente nos casos em que há problemas no muco cervical, o parceiro possui poucos espermatozoides ou estes têm problemas na mobilidade.

Mas, a inseminação também pode ser uma opção de tratamento em outros cenários. É importante lembrar apenas que a mulher deve ter permeabilidade em pelo menos uma das trompas e o homem tem que ter um número mínimo de bons espermatozoides para que a inseminação tenha chances de ser bem-sucedida. Sem esses itens, o tratamento não funciona, porque é muito difícil ocorrer a fecundação.

Então, caso você ou seu parceiro apresentem algum desses problemas, a inseminação artificial não é o procedimento indicado para sua situação. Contudo, para ter certeza de qual é o tipo de tratamento mais adequado para o seu caso é necessário consultar um profissional especialista em reprodução assistida.

Isso é essencial, porque o médico vai analisar o diagnóstico de infertilidade do casal.  Após essa análise qualificada, ele saberá dizer com mais propriedade qual é a taxa de sucesso da inseminação artificial para vocês ou se o melhor é fazer outro procedimento, como a fertilização in vitro.

Sendo assim, consulte um especialista na área para saber qual tratamento oferece a maior taxa de sucesso para vocês. Caso ainda não tenham feito exames para entender o motivo da dificuldade para engravidar, é necessário realizá-los para ter um diagnóstico.

Em seguida, o ideal é ir ao médico de reprodução assistida para saber qual é o melhor tratamento para vocês, saber mais sobre o procedimento e então decidir se vão realizá-lo.

A Clínica de Reprodução Humana do Amato – Instituto de Medicina Avançada possui uma equipe com profissionais de diferentes especialidades para ser capaz de oferecer uma ampla gama de tratamentos de fertilidade e, assim, ajudar diversos casais.

Então, se você e seu parceiro estão procurando um especialista na área, marque uma consulta conosco. Dessa forma, poderemos ajudá-los a encontrar o tratamento com a melhor taxa de sucesso para vocês. 

 

Dra. Juliana Amato

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Quando a cirurgia vascular é indicada

Cirurgia Vascular - Wed, 04/28/2021 - 15:34

A cirurgia vascular é uma das especializações da medicina com foco no tratamento de doenças que atingem o sistema arterial, venoso e o sistema linfático. Existe uma grande variedade de enfermidades que se enquadram nessa classificação. Porém, alguns sintomas são bem específicos e podem servir de indicação para a consulta com um especialista. Veja a seguir em que situações é recomendada a busca por ajuda médica com um médico vascular.

Dor frequente nas pernas

A dor nas pernas é um sintoma bastante comum das doenças vasculares. Geralmente, é uma dor latejante ou com sensação de queimação. Também podem surgir cãibras, que são contrações involuntárias dos músculos das pernas.

Doenças dos sistema linfático

As doenças que atacam o sistema linfático não costumam apresentar dor. Entretanto, pacientes infectados com a erisipela, por exemplo, costumam relatar desconfortos nesse sentido.

A erisipela é uma doença infecciosa, provocada por uma bactéria que penetra na pele através de algum ferimento. Pode causar dor, inchaço, vermelhidão, ferimentos, além de outros sintomas.

Doenças do sistema arterial

Quando o indivíduo sofre com alguma doença que atinge o sistema arterial, a dor nas pernas também é frequente. Geralmente, é uma dor mais fácil de identificar porque tem uma característica típica que é a claudicação.

A pessoa começa a andar e a dor nas pernas surge logo em seguida. Para que a dor vá embora, ela precisa cessar os movimentos e repousar. A pessoa retoma o seu trajeto, mas pára novamente quando a dor se manifesta mais uma vez, e assim por diante.

Doenças do sistema venoso

Já as doenças que atacam o sistema nervoso incluem a dor da claudicação venosa e também a sensação de peso nas pernas. Esse desconforto costuma acontecer no final do dia e se confunde com o cansaço após atividades diárias. Um exemplo é a trombose que, quando associada ao inchaço, pode provocar essa dor característica.

Inchaço nas pernas

O inchaço é um sintoma muito frequente quando o indivíduo sofre com doenças venosas, linfáticas e no lipedema. Por outro lado, não é um sinal comum em doenças arteriais.

O inchaço também pode vir acompanhado por dores que atormentam o paciente, mesmo quando ele está em repouso.

A doença que mais atinge o sistema linfático, com apresentação de inchaço, é o linfedema. O linfedema se caracteriza pelo acúmulo de líquidos em determinadas regiões do corpo, como pernas, pés, braços e até no rosto.

O linfedema pode ter origem primária, quando tem relação com fatores genéticos, mas também pode ser do tipo secundário, quando deriva de uma erisipela ou de um trauma local.

Por fim, temos as doenças venosas que atingem o sistema venoso. Uma doença bem comum é o fleboedema, que é o inchaço derivado de alguma doença venosa. Geralmente, acontece quando, devido à insuficiência venosa, o sangue fica represado, impedido de circular.

Sensação de perna pesada

A sensação frequente de perna pesada é outro fator que deve servir de alerta, pois pode ser indício de algum problema vascular. Essa sensação também pode vir acompanhada de uma dor mal caracterizada, difícil de descrever.

O desconforto geralmente acontece na região da panturrilha e costuma aparecer no final do dia, depois que a pessoa fica muito tempo em pé. Muitas vezes é confundida com retenção de líquidos, mas pode indicar uma doença linfática comum: o lipedema.

O lipedema é o acúmulo de gordura doente em partes específicas do corpo, como as pernas. A gordura se instala de forma simétrica, deixando as duas pernas mais grossas. Enquanto isso, a parte de cima do tronco aparece menor, gerando um corpo desproporcional.

Veias dilatadas

As veias dilatadas, tortuosas e aparentes também são chamadas de varizes, uma doença que deriva da insuficiência venosa ou do adoecimento dos vasos.

As varizes podem vir acompanhadas de dor ou não. A ausência de dor, no entanto, não significa que não existe um problema. Qualquer sinal de varizes já é indicativo que há algum problema com a circulação sanguínea.

Histórico familiar de doenças vasculares

Algumas doenças vasculares estão associadas à genética e têm predisposição familiar. São exemplos os aneurismas abdominais que ocorrem com predominância em irmãos e outros familiares.

O mesmo acontece com linfedemas de origem primária, com forte fator genético, e as varizes que também podem surgir em indivíduos cujos pais já sofrem com o problema.

A trombofilia também é outra doença que aparece com mais frequência em pessoas com histórico familiar da doença, bem como o lipedema, do qual já falamos anteriormente.

Então, se alguém da sua família apresenta alguma das doenças citadas, é indicado que você também procure orientação do seu médico de confiança.

Síndrome das pernas inquietas

É muito fácil identificar a síndrome das pernas inquietas. Como o próprio nome já diz, o indivíduo sente necessidade de movimentar as pernas o tempo inteiro, mesmo quando está em repouso. Também é chamada de pernas balançantes.

Esse sintoma é muito comum em doenças venosas e precisa ser avaliado por um médico para identificar a causa do problema.

Coceira nas pernas

Sintoma típico de doenças dermatológicas, a coceira também pode indicar algum problema com o sistema venoso. A coceira é considerada uma dor, pois caminha pelas mesmas vias nervosas da dor facilmente perceptível. No entanto, é bem mais fraca do que a dor comum que conhecemos.

A coceira pode ser resultado de um eczema provocado por uma hipertensão venosa que, por sua vez, acontece devido ao sangue represado na região das pernas. Ou seja, também é um sintoma da insuficiência venosa e precisa ser investigado por um especialista.

Formigamento nas pernas

O formigamento é, na maioria das vezes, um problema neurológico. Entretanto, em alguns casos, é indicativo de alguma alteração de origem vascular, chegando a uma porcentagem de 10% de todos os casos.

Então, doenças que causam lesões de nervo, como a diabetes, costumam apresentar parestesia e disestesia, que é aquela sensação incômoda de formigamento. Além disso, o formigamento também pode derivar de uma isquemia dos vasos que irrigam os nervos.

Sendo assim, contrariando o que muitas pessoas acham, o formigamento não está relacionado exclusivamente a problemas circulatórios.

Esses são os sinais aos quais o indivíduo deve ficar atento. Ao constatar algum deles, precisa buscar orientação do seu médico vascular para identificar alguma alteração de origem vascular e iniciar o tratamento o quanto antes.

 

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Silicone e lipoaspiração ficam no topo das cirurgias estéticas em 2020

Amato Consultório Médico - Wed, 04/28/2021 - 10:00

Lipoaspiração e colocação de prótese de silicone nas mamas se consolidaram entre as tendências de procedimentos estéticos mais realizados em 2020. Aqui na Clínica Amato, por exemplo, o crescimento foi de 50% nessas modalidades de cirurgias.

 

Um levantamento realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), de dezembro de 2019, mostrou que foram registradas quase 1,5 milhão de cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos. Esses dados colocam o Brasil em primeiro lugar entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, ultrapassando, inclusive, os Estados Unidos.

 

Reconstrução de mama ocupa a primeira posição do ranking entre as pacientes que atendo, infelizmente, uma constatação de que o câncer de mama está aí e a prevenção não pode ser adiada, mesmo diante da pandemia da covid-19.

 

Em segundo lugar está a lipoaspiração, uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo e relacionada ao tratamento de acúmulos de gordura em algumas regiões do corpo como coxas, culote, abdômen, dorso, papada e braços.

 

Uma técnica que ganhou força em 2020 e promete crescer no próximo ano é a lipolaser, um método que antes utilizava um comprimento de onda para fazer lipólise, ou seja, causar destruição da gordura para facilitar a lipoaspiração. Hoje já é possível utilizar equipamentos mais modernos que apenas soltam a gordura, sem destruí-la, facilitando também a lipoaspiração e possibilitando a sua utilização para enxerto de gordura na face, glúteo e mamas.

 

O lipolaser torna o procedimento mais fácil, menos invasivo, possibilitando ao paciente uma recuperação mais rápida com menos riscos de sangramento e formação de hematomas.

Além da reconstrução de mama e lipoaspiração, estão na lista das cirurgias mais realizadas pelo Dr. Amato mamoplastia e mastopexia (cirurgia estética na mama com ou sem silicone), abdominoplastia e câncer de pele.

Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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Qual o melhor remédio para engravidar rápido?

Fertilidade - Tue, 04/27/2021 - 13:51

Engravidar rápido é o desejo da maioria das mulheres e dos casais quando eles decidem que chegou a hora de ter filhos. Para isso, muitos tentam recorrer a métodos ou remédios que possam acelerar esse processo. Mas, será que realmente existe alguma maneira de engravidar mais rapidamente do que o normal? Falaremos mais sobre isso adiante.

Quanto tempo uma gravidez demora para acontecer?

Quando o casal é jovem, saudável e mantém relações sexuais sem proteção durante o período fértil da mulher, o esperado é que a gravidez tenha 80% de chances de acontecer.

Essa porcentagem pode diminuir devido a fatores diversos, como idade mais avançada da mulher, relações que acontecem apenas fora do período fértil, baixa qualidade dos espermatozoides ou outros problemas de fertilidade.

Quando o casal reúne características propícias para a gravidez, o que se espera é que em até 12 meses ele alcance a tão sonhada gestação. Passado esse tempo, é hora de procurar ajuda médica para identificar o que está impedindo a gravidez.

O tempo estimado de gravidez muda quando a mulher tem uma idade mais avançada. Mulheres com mais de 35 anos, por exemplo, podem tentar engravidar de forma natural por até 6 meses. 

O tempo é mais curto porque, quanto mais o tempo passa, menores são as chances da gravidez ocorrer nessa faixa etária. Quanto mais jovem a mulher, mais chances de engravidar rápido ela tem. A probabilidade vai diminuindo à medida que o tempo vai passando.

Depois de um ano de tentativas infrutíferas, essa mulher também deve procurar orientação de um especialista em reprodução para entender o que está acontecendo.

 

Remédio para engravidar rápido: existe?

A resposta é não. Na verdade, até existem alguns medicamentos disponíveis no mercado que prometem corrigir a infertilidade em casos mais leves, como baixa ovulação nas mulheres ou alguma alteração no espermatozoide.

Entretanto, o efeito desses medicamentos é bem mais demorado do que um processo de fertilização natural e do que um tratamento de gravidez. E, claro, qualquer remédio deve ser prescrito por um médico ginecologista, após avaliações individuais de cada caso.

Mais do que pensar em um remédio para engravidar rápido, o casal que deseja ter um filho o quanto antes deve seguir pelo caminho correto que é conhecer o seu corpo, suas limitações, identificar problemas, procurar ajuda médica e fazer os ajustes necessários sugeridos.

 

Como engravidar mais rápido

Para que a gravidez aconteça só existe uma maneira: o óvulo deve ser fecundado por um espermatozoide. A partir daí o embrião é formado e a gestação se inicia. O encontro entre o gameta feminino e o gameta masculino acontece durante o período fértil da mulher. Assim, as dicas são:

  • Conhecer e identificar o período fértil da mulher;
  • Manter relações sexuais durante esse período, sem contraceptivos e em dias alternados para garantir espermatozoides mais fortes;
  • Entender que mulheres mais jovens engravidam mais rápido do que mulheres mais velhas e que o tempo de espera para uma gravidez é diferente nos dois casos;
  • Buscar ajuda médica especializada após um tempo de tentativas frustradas de gravidez para detectar algum problema de fertilidade e começar o tratamento o quanto antes.

 

Como aumentar a fertilidade

A principal estratégia para engravidar é respeitar o ciclo biológico da mulher e manter relações sexuais durante o período fértil. Para ajudar nesse processo, existem alguns hábitos que podem ser adotados:

Manter uma alimentação saudável e favorável à fertilidade
  • Priorize alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos, pois estes interferem na qualidade dos espermatozoides;
  • Alimentos ricos em zinco também fortalecem os espermatozoides. São exemplos o fígado de galinha, a carne vermelha e o feijão;
  • Mulheres devem consumir alimentos ricos em ácido fólico, pois além de ajudar a engravidar, evitam malformações no feto. São exemplos a soja, o trigo e os vegetais e hortaliças de cor verde-escura;
  • Frutas cítricas aumentam a imunidade, reduzem inflamações e infecções;
  • Alimentos ricos em selênio: peixes e ovos;

 

Fazer exercícios físicos frequentemente

A prática diária de atividade física contribui para a saúde geral do organismo e também ajuda na redução de peso, fundamental para a ovulação acontecer.

 

Manter o peso equilibrado

O excesso de gordura prejudica a ovulação e pode atrapalhar a gravidez. Por isso, a obesidade é um fator que impede a gestação rápida. Já mulheres muito magras também enfrentam esse problema, uma vez que não ovulam.

 

Parar de fumar

O cigarro e o álcool são fatores extremamente prejudiciais para a gravidez. Quem está em processo de tratamento para engravidar deve deixar de lado esses hábitos nocivos à saúde.

 

O que pode dificultar a gravidez

Existem diversos fatores que podem comprometer a fertilidade e atrapalhar a fecundação. Podemos citar:

  • Uso de anticoncepcionais: cujo objetivo é justamente evitar a gravidez;
  • Menopausa: fase em que a mulher está deixando de ovular e não pode mais engravidar. O climatério é o período que antecede a menopausa e também dificulta a gestação uma vez que a ovulação é reduzida;
  • Presença de ovários policísticos: os cistos nos ovários provocam irregularidade no ciclo menstrual, comprometendo bastante as tentativas de engravidar;
  • Doenças ginecológicas: obstrução das trompas, inflamações uterinas e endometriose são fatores que também impedem uma gravidez mais rápida;
  • Problemas no homem: sim, o homem também pode apresentar alterações nos espermatozoides, inviabilizando a gravidez;
  • Maus hábitos alimentares, sedentarismo e peso desequilibrado.
E quando a gravidez não acontece, o que fazer?

Quando a gravidez não acontece de forma espontânea, o casal pode optar por um tratamento para engravidar. Existem vários métodos disponíveis e que se encaixam nas características de cada casal. O processo não é demorado e, em alguns casos, um mês é o suficiente para que haja resultados positivos e a gravidez se concretize.

Portanto, em caso de tentativas repetitivas e infrutíferas de tentar engravidar, o casal deve buscar ajuda médica. Após uma breve conversa com o casal, o médico pedirá exames para saber como está a saúde dos dois e indicará o que ele acredita ser o melhor método de gravidez, de acordo com as características de cada um.

Como vimos, não há um remédio para engravidar rápido. O que existem são estratégias diversas que podem ajudar o casal a realizar o sonho de ter um bebê. A primeira delas é respeitar o período fértil. Se não der certo, é necessário buscar ajuda médica para identificar possíveis problemas de infertilidade, seguir o tratamento recomendado, além de manter sempre hábitos saudáveis em geral.

 

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Obesidade está entre os fatores de risco para câncer de endométrio

Amato Consultório Médico - Tue, 04/27/2021 - 10:00

Mais comum em mulheres que já estão na menopausa, o câncer de endométrio pode estar associado à obesidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos em 2020 era de mais de 6.500.

Entre os sintomas, estão o sangramento vaginal mais intenso que o habitual (para mulheres que ainda menstruam) e o sangramento em mulheres que já estão na menopausa.

O câncer de endométrio está associado à obesidade e esta contribui para uma pior evolução da doença. Isso porque o endométrio, que é a camada que fica dentro do útero, é um tecido estrogênio dependente, ou seja, ele precisa de estrogênio para as células se proliferarem. Quanto mais estrogênio a mulher produz mais esse endométrio se prolifera. Em geral, a pessoa com obesidade tem muito estrogênio porque a gordura contribui para essa produção e este excesso estimula o endométrio, aumentado a proliferação e a chance de desenvolver um câncer uterino.

Além da obesidade, diabetes mellitus, uso de estrogênio (usado na reposição hormonal no início da menopausa), menarca precoce e síndrome do ovário policístico também podem contribuir para o aparecimento desse tipo de câncer.

Há outros tipos de câncer relacionados à obesidade, entre eles o de intestino e o câncer de mama.

Um estilo de vida mais saudável, com a prática de atividade física diária e a manutenção do peso corporal são fundamentais para prevenir não só o câncer do endométrio, mas muitas outras doenças.

*Por Dra. Lorena Lima Amato

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão

Amato Consultório Médico - Mon, 04/26/2021 - 10:06

É preciso aprender a sentir o sabor dos alimentos, com menos sal!

No Brasil, 50% dos hipertensos ainda não sabem que têm o problema.

A hipertensão afeta mais de 35% da população brasileira.

É responsável por 80% dos casos de acidente vascular cerebral e 60% dos casos de acidente cardiovascular, especialmente doença coronariana mas também aumenta a incidência de doença renal crônica, insuficiência cardíaca, arritmia e demência.

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg)

O diagnóstico da hipertensão é feito basicamente por meio da medida da pressão. As maneiras mais comuns são aquelas realizadas nos consultórios com aparelhos manuais ou automáticos. A aferição precisa da pressão arterial é essencial para o diagnóstico e o tratamento adequados da hipertensão. Esta medição talvez seja o procedimento mais comumente realizado na medicina clínica e, embora pareça simples à primeira vista, a medição sub ótima atual leva a um impacto negativo nas decisões de manejo clínico em 20% a 45% dos casos

O tratamento da hipertensão é feito, principalmente, por meio da correção de hábitos alimentares e do sedentarismo. A população brasileira consome em média 12g de sal/dia, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Guia Alimentar do Ministério da Saúde é de 5g de sal/dia (= 1 colher de chá) o que corresponde aproximadamente 2,0 gramas de sódio. É preciso aprender a sentir o sabor dos alimentos, com menos sal!

Na maioria dos casos, também é necessário o uso de medicamentos. O objetivo do tratamento é que a pressão arterial do indivíduo não ultrapasse os valores de 12 por 8.

A prevenção da hipertensão, é importante, por isso a pressão deve ser medida regularmente, principalmente na terceira idade,  porque esta  também aumenta, conforme o indivíduo envelhece. Além disso, é fundamental praticar atividades físicas e adotar um estilo de vida saudável.

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Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer

Amato Consultório Médico - Mon, 04/26/2021 - 10:00

O inchaço, nome popular dado ao edema, é, basicamente, o acúmulo de líquido em determinada região do corpo. Quando ataca pés e tornozelos, pode ser o sinal de alguma doença venosa, linfática, resultado da má circulação sanguínea ou apenas consequência de maus hábitos. Veja a seguir as principais causas do inchaço e o que fazer para amenizar o problema.

Como identificar o inchaço nos pés e tornozelos?

A principal característica do inchaço é o aumento do volume da superfície afetada. Outro sinal de inchaço é o brilho da pele que se torna mais intenso. Além disso, a pessoa pode sentir peso nas pernas, cansaço excessivo, desconforto e até dor, dependendo da motivação do edema.

Uma técnica manual para identificar o inchaço é pressionar a área possivelmente inchada. Havendo uma depressão no local é sinal de que há sim acúmulo de líquido e é o momento, então, de procurar um médico, buscar o diagnóstico correto e começar o tratamento o quanto antes. (Sinal de Godet)

 

Principais causas do inchaço

Existem várias causas para o inchaço nos pés e nos tornozelos. Na maioria das vezes, não chega a ser algo grave e um dia é suficiente para que o edema desapareça. Contudo, quando vem acompanhado de outros sintomas como dor, ferimentos e vermelhidão e também quando dura muitos dias, o inchaço precisa ser analisado com mais cuidado por um especialista.

 

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma das principais causas do inchaço nos pés e nos tornozelos e também é um dos problemas mais delicados, que exigem atenção redobrada. A insuficiência venosa indica uma má circulação na região das pernas e dos pés.

Isso quer dizer que o sangue que deveria circular normalmente pelos membros inferiores não está conseguindo fazer esse trajeto devido a algum bloqueio, como os coágulos sanguíneos, refluxo, que seria o retorno do sangue, por falha das válvulas venosas, ou devido ao mau funcionamento dos músculos da panturrilha, responsável por bombear o sangue.

A má circulação nos membros inferiores originam as varizes que nada mais são do que veias doentes, com algumas variações de tamanho e grau de risco. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para úlceras doloridas e mais difíceis de serem curadas.

 

Linfedema

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de um líquido formado basicamente por proteínas, gorduras e água chamado de linfa. A linfa também é responsável pelo transporte das células de defesa do nosso corpo, os glóbulos brancos.

Os responsáveis pelo transporte da linfa são os vasos linfáticos que têm a ajuda dos gânglios linfáticos para purificar esse líquido e levá-lo de volta ao sangue, de onde a linfa se originou.

Quando acontece algum problema nos vasos ou nos gânglios, esse transporte não acontece e a linfa se acumula, geralmente na região inferior do corpo como as pernas e os pés.

O linfedema tem causa congênita, mas também pode surgir ao longo do tempo devido a inflamações e infecções locais como a erisipela. Também pode aparecer após a realização de cirurgias que comprometam os gânglios linfáticos, dentre outras razões.

O linfedema geralmente não causa dor, apenas o inchaço que pode comprometer um ou os dois pés. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento e quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão os resultados.

 

Lipedema

O lipedema é uma doença muito confundida com a obesidade e também com o linfedema. Porém, tem causas e características diferentes. O lipedema é causado pelo acúmulo desproporcional de gordura doente em regiões específicas do corpo, mais precisamente nos membros inferiores e na região dos quadris.

O lipedema afeta principalmente as mulheres e pode surgir após fases de grande movimentação dos hormônios como a adolescência, a menopausa e a gravidez, por exemplo. Além do inchaço, o lipedema pode gerar dor na região afetada e assimetria no corpo. A parte de cima do tronco fica bastante desproporcional em relação à parte de baixo do corpo.

Como não é uma doença provocada pelo acúmulo de gordura normal, dietas e exercícios não direcionados não conseguem eliminar o lipedema, apenas reduzir um pouco o excesso. O tratamento envolve uma série de medidas, dentre elas a cirurgia para aspiração de gordura.

Além das doenças venosas, existem outras causas para o inchaço dos pés e tornozelos. Por exemplo:

  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Doenças hepáticas;
  • Gestação;
  • Uso excessivo de sal;
  • Ficar muito tempo em pé;
  • Artrose;
  • Traumas;
  • Uso de medicamentos para o tratamento de doenças etc.

Diante de tantas origens do inchaço, é muito importante que o indivíduo conheça o seu corpo e logo que identifique alguma alteração, procure um médico para encontrar a raiz do problema.

 

O que fazer para controlar o inchaço nos pés e tornozelos?

Depois de feito o diagnóstico, é preciso seguir as orientações do médico especialista para reduzir o inchaço e os outros sintomas que o acompanham. Lembrando que cada doença tem um tratamento específico e cabe ao médico prescrever o método mais adequado.

Algumas orientações que podem ser úteis em todos os casos são as relacionadas a seguir:

Fazer exercícios físicos: além de favorecer a circulação, se exercitar contribui para a perda de peso que também é excelente para diminuir o inchaço.

Manter uma alimentação saudável: beber bastante água, reduzir o sal, consumir menos industrializados, comer mais produtos naturais são maneiras de reduzir o acúmulo de líquido. Veja a dieta antiinflamatória.

Elevar as pernas: à noite, antes de dormir, ponha um travesseiro sob as pernas e mantenha-as elevadas para facilitar a circulação do sangue.

Meias de compressão: também são alternativas para estimular a circulação e aliviar o cansaço e o peso nas pernas.

Drenagem linfática: ótima indicação para eliminar líquidos, dissolver nódulos e aliviar as dores locais. Porém, vale lembrar que a drenagem deve ser feita por um profissional e é diferente daquela realizada por motivos estéticos.

Evite diuréticos: muitas pessoas tomam diuréticos na intenção de reduzir o inchaço, mas isso é um erro que deve ser evitado, principalmente sem avaliação médica. O diurético elimina água, mas também joga fora minerais e outras substâncias importantes para o corpo, causando a desidratação. Seu uso é restrito para algumas situações muito específicas.

Logo que o seu corpo consumir água novamente, volta à mesma situação anterior. O inchaço é apenas um sintoma e não a doença. Portanto, foque em tratar a causa do inchaço e não o sintoma.

O inchaço nos pés e nos tornozelos nem sempre é considerado um sintoma grave, mas dependendo da proporção, do tempo de duração e de outros sinais que o acompanham podem sim indicar uma doença que inspire cuidados imediatos, como as doenças venosas. O melhor a fazer é procurar orientação médica o quanto antes para solucionar de vez o problema.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Cirurgia Endoscópica da Coluna

Amato Consultório Médico - Sat, 04/24/2021 - 13:09

A cirurgia endoscópica da coluna tem se tornado cada vez mais popular devido às inúmeras vantagens que a técnica proporciona, entre elas, trauma cirúrgico reduzido, rápida recuperação, melhora da dor lombar e preservação da altura discal1–6. A evolução da endoscopia da coluna acompanhou o avanço tecnológico na área dos equipamentos de vídeo, cânulas de trabalho coaxiais, óticas,  aparelhos de radiofrequência, além do desenvolvimento de novos acessos anatômicos, que ocorreu na última década. Apesar das artroscopias em geral terem sido firmemente estabelecida muitos anos antes da artroscopia espinhal se tornar uma opção viável, e de forma similar, a endoscopia ter se tornado padrão ouro para um grande número de doenças nas áreas de ginecologia, urologia e cirurgia geral, assim como qualquer técnica revolucionária, muitos ainda desconfiavam da endoscopia para a cirurgia de coluna7. Apenas em 2020 a superioridade da cirurgia endoscópica para discectomia lombar se tornou evidente 8 e cada vez mais, naturalmente se mostrará superior para estenose de canal lombar, hérnia de disco cervical, estenoses torácicas, cistos, tumores, e também para as técnicas de fusão.

 

Cabe ressaltar, que a técnica endoscópica considerada aqui é realizada sob irrigação contínua e o canal de trabalho encontra-se dentro da ótica, também chamada de “full-endoscopy”, “underwater” ou “truly endoscopic”1,3,4,7,9,10. Isso porque outras técnicas minimamente invasivas, com o uso de sistemas retráteis tubulares, por microscopia ou endoscopia assistida, mostraram não ter vantagem clínica relevante quando comparada à microdiscectomia e inclusive podem haver taxas de complicação mais altas até mesmo que a cirurgia aberta convencional7,9. Outro fator que possa ter dificultado a aceitação científica da endoscopia de coluna desde seu início na década de 1980, é a diversidade de formas de realizá-la, algumas vezes com resultados pobres, por exemplo, como as descompressões endoscópicas simples do espaço intradiscal ou descompressões indiretas pela técnica “in-out” que não representam mais o estado atual da arte, que é a extração direta dos fragmentos discais do espaço epidural ou forame e descompressão direta das estruturas neurais sob controle visual total.

 

Amato Hospital Dia

Desde 2013 realizamos a cirurgia endoscópica da coluna em São Paulo e, a partir de 2015 no Amato Hospital Dia, com uma sala cirúrgica desenhada exatamente para esse tipo de cirurgia e equipada com equipamento de ponta, sendo o primeiro Hospital no Brasil dedicado à esse tipo de cirurgia! Apesar de nossa equipe operar também nos principais hospitais de São Paulo, o Amato Hospital Dia é o lugar mais adequado e equipado para realização da cirurgia endoscópica da coluna. Veja abaixo as possibilidades de tratamento com a cirurgia endoscópica da coluna:

 

Cirurgia Endoscópica da coluna lombar

 

Cirurgia Endoscópica da coluna cervical

 

Cirurgia Endoscópica da coluna torácica
  • acesso tranforaminal, interalaminar/translaminar e transtorácico para hérnias de disco ou estenose de canal por ossificação de ligamento amarelo (canal estreito)

 

Outras cirurgias minimamente invasivas

 

Referências:
  1. Amato MCM, Aprile BC, de Oliveira CA, Carneiro VM, de Oliveira RS. Experimental Model for Interlaminar Endoscopic Spine Procedures. World Neurosurg. 2019;129:55-61. doi:10.1016/j.wneu.2019.05.199
  2. Amato M, Aprile B, de Oliveira C. Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy: Interlaminar versus Transforaminal. Arq Bras Neurocir Brazilian Neurosurg. 2019. doi:10.1055/s-0039-1677883
  3. Aprile BC, Amato MCM, De Oliveira CA. Functional evolution after percutaneous endoscopic lumbar discectomy, an earlier evaluation of 32 cases. Rev Bras Ortop. 2020;55(4):415-418. doi:10.1055/s-0039-3402473
  4. Amato MCM, Aprile BC, Oliveira CA de, Carneiro VM, Oliveira RS de. Experimental model for transforaminal endoscopic spine. Acta Cir Bras. 2018;33(12):1078-1086. doi:10.1590/s0102-865020180120000005
  5. Choi KC, Kim J-S, Park C-K. Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy as an Alternative to Open Lumbar Microdiscectomy for Large Lumbar Disc Herniation. Pain Physician. 2016;19(2):E291-300. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26815256.
  6. Markovic M, Zivkovic N, Spaic M, et al. Full-endoscopic interlaminar operations in lumbar compressive lesions surgery: prospective study of 350 patients. "Endos" study. J Neurosurg Sci. 2016.
  7. Birkenmaier C, Komp M, Leu HF, Wegener B, Ruetten S. The current state of endoscopic disc surgery: review of controlled studies comparing full-endoscopic procedures for disc herniations to standard procedures. Pain Physician. 2013;16(4):335-344. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23877449.
  8. Muthu S, Ramakrishnan E, Chellamuthu G. Is Endoscopic Discectomy the Next Gold Standard in the Management of Lumbar Disc Disease? Systematic Review and Superiority Analysis. Glob Spine J. 2020. doi:10.1177/2192568220948814
  9. Teli M, Lovi A, Brayda-Bruno M, et al. Higher risk of dural tears and recurrent herniation with lumbar micro-endoscopic discectomy. Eur Spine J. 2010;19(3):443-450. doi:10.1007/s00586-010-1290-4
  10. Hofstetter CP, Ahn Y, Choi G, et al. AOSpine Consensus Paper on Nomenclature for Working-Channel Endoscopic Spinal Procedures. Glob Spine J. 2020;10(2_suppl):111S-121S. doi:10.1177/2192568219887364

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Como funciona a fertilização natural?

Fertilidade - Sat, 04/24/2021 - 10:47

A fertilização natural ainda é um assunto que desperta muitas dúvidas em homens e também em mulheres. Saber como funciona todo esse processo é fundamental para quem está tentando engravidar, seja de forma espontânea ou com ajuda médica. Se você também tem essa dúvida, a leitura desse artigo é muito importante para você. Confira.

Fertilização natural: o que é?

A fertilização natural é o processo de fecundação de um óvulo dentro do corpo da mulher, sem nenhuma intervenção externa médica. É a maneira natural de uma gravidez acontecer, que também podemos chamar de gravidez espontânea.

 

Como acontece a fertilização natural

A fertilização natural acontece quando o óvulo é liberado pela mulher e encontra no caminho o espermatozoide, liberado pelo homem durante a ejaculação.

O que parece um processo simples e natural, nem sempre acontece tão facilmente por causa de inúmeros fatores, o que leva muitos casais a procurarem um tratamento de gravidez após tentativas frustradas de uma gestação espontânea.

Em primeiro lugar, para que a fecundação aconteça, a mulher precisa ter relações sexuais dentro do seu período fértil. É durante esse período que o óvulo é liberado pelos ovários. Esse processo acontece todos os meses e faz parte do ciclo menstrual da mulher.

Assim, a mulher precisa saber qual é o momento mais propício para manter relações com seu parceiro e, assim, conseguir fecundar o óvulo liberado. Esse óvulo fica disponível por 24 horas. Não havendo fecundação, o óvulo morre.

Muitas pessoas acreditam que o encontro do óvulo com o espermatozoide acontece dentro do útero, mas a verdade é que a fecundação ocorre mesmo ainda dentro das trompas, durante o trajeto desse óvulo para o útero. E esse é o motivo pelo qual as mulheres com trompas obstruídas não conseguem levar uma gravidez adiante.

 

Ovulação, dias férteis e gravidez

A ovulação é o período em que ocorre a liberação do óvulo e acontece por volta de 12 a 16 antes do primeiro dia de menstruação. É uma fase em que há uma liberação maior de hormônio, o corpo se prepara para receber o espermatozoide e para a fecundação.

Os dias férteis são aqueles em que a fecundação, de fato, pode ocorrer, pois é quando o óvulo é liberado pelo corpo feminino. Normalmente, o período fértil se estende do 11º ao 17º dia após a menstruação. São nesses dias que a mulher tem mais chances de engravidar e que as relações sexuais devem acontecer.

Um ponto interessante, e que nem sempre os casais se atentam, é em relação ao papel do espermatozoide nessa fase. Enquanto o óvulo sobrevive apenas 24 horas após a sua liberação, o espermatozoide pode sobreviver até 5 dias dentro do corpo da mulher.

Então, mesmo que a relação sexual aconteça fora do período fértil é possível a mulher engravidar, pois quando o seu óvulo for liberado, ele poderá encontrar o espermatozoide que se encontra por ali há, pelo menos, cinco dias.

Saber de todos esses detalhes é importante quando a mulher deseja engravidar de maneira espontânea porque ela ganha mais autonomia para programar as relações sexuais de acordo com a sua rotina e com as ações do seu corpo.

 

Formação do embrião

Dando prosseguimento ao processo de fertilização natural, quando o óvulo e o espermatozoide se encontram, eles formam o embrião, após algumas transformações celulares. Alguns dias depois, esse embrião chega no útero e se fixa nas paredes do endométrio. A partir daí acontece a tão esperada gestação.

Como dissemos, o processo de fecundação é bem simples, mas nem sempre acontece da forma como o esperado. Tanto o homem quanto a mulher podem apresentar algum problema que compromete ou impede esse encontro entre óvulo e espermatozoide ou não permite a continuidade da gestação. Podemos citar:

  • Baixa reserva de óvulos, muito comum em mulheres com idade avançada;
  • Má qualidade dos espermatozoides liberados pelo homem;
  • Inflamações pélvicas, mais precisamente na parede do endométrio;
  • Obstruções nas trompas uterinas etc.

Todos esses problemas podem ser corrigidos após intervenção médica em maior ou menor grau, possibilitando a gravidez.

 

Fertilização natural e Fertilização in vitro

Quando o casal não consegue engravidar de maneira espontânea e natural, ele pode procurar um tratamento para gravidez, descobrindo e tratando as causas da infertilidade. Um dos procedimentos mais comuns é a fertilização in vitro, que também é um dos tratamentos com melhores índices de resultados positivos.

A fertilização in vitro acontece em algumas etapas. A primeira delas é a estimulação ovariana em que a mulher recebe alguns medicamentos para que o óvulo amadureça, seja liberado.

Depois de liberado, esse óvulo é capturado pelo médico. Logo em seguida, o homem também tem seus espermatozoides recolhidos. O próximo passo é a fecundação dos gametas (óvulo e espermatozoide) em ambiente externo, fora do corpo da mulher.

Após a fecundação, o embrião fica em cultivo por alguns dias e é transferido para o útero da mulher quando estiver em condições de se desenvolver e começar, de fato, a gestação. Esse é o passo final da fertilização in vitro. Após 12 dias, já é possível ter o resultado do processo.

 

Fertilização in vitro natural

A fertilização in vitro é um procedimento considerado mais complexo e com intervenção médica direta, como vimos na descrição mais acima. Logo, a fecundação não pode ser chamada de natural. Entretanto, também existe a opção da fertilização in vitro com menos impacto na mulher.

Estamos falando da fertilização in vitro natural. Nesse tratamento, a mulher não recebe medicação para estimular a produção de óvulos. É aproveitado o óvulo liberado normalmente durante a ovulação.

A fertilização in vitro em ciclo natural tem algumas vantagens. Um deles é o custo mais baixo do tratamento, tornando-o mais acessível a um número maior de casais. Também não há efeitos colaterais, que normalmente surgem devido aos hormônios utilizados na indução ovariana.

Apesar das vantagens, as chances de fecundação podem ser um pouco mais baixas do que a fertilização in vitro tradicional. O ideal é que a recomendação de um ou outro procedimento para engravidar seja orientado pelo médico que acompanha o casal em seu tratamento de fertilidade.

Com as informações listadas aqui, pudemos saber de forma mais detalhada como acontece a fertilização natural. Podemos defini-la como o encontro espontâneo entre óvulo e espermatozoide, dentro do corpo da mulher, tendo como consequência a gravidez. Para que ocorra, a mulher precisa manter relações sexuais dentro do período fértil e o casal não pode ter problemas de fertilidade.

Havendo algum impedimento da gravidez espontânea, o casal pode optar pela fertilização in vitro clássica, natural ou outros procedimentos disponíveis, sempre com indicação médica e de acordo com as características de cada caso.

 

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Qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro?

Amato Consultório Médico - Thu, 04/22/2021 - 15:07

Há algumas décadas, geralmente as mulheres já estavam casadas e tinham filhos até os 30 anos. Atualmente, entre os 20 e 30 anos, boa parte das mulheres tem outras prioridades, como estudar, trabalhar e crescer no mercado de trabalho.

Sendo assim, as mulheres que têm vontade de gerar uma criança acabam deixando a gestação para mais tarde. Essa mudança é bastante compreensível e é importante deixar claro que não há uma idade certa na vida de ninguém para ter filhos, algo como o momento perfeito.

Contudo, as mulheres que desejam engravidar precisam saber que a idade influencia na fertilização e no sucesso de tratamentos de fertilidade. Dessa maneira, elas podem se planejar para realizar seus desejos.

Se você quer saber como esse fator influencia em sua fertilidade e qual é a melhor idade para fazer fertilização in vitro, continue lendo nosso artigo.

Relação entre idade e fertilidade

A idade influencia na fertilidade de uma mulher, porque toda menina já nasce com um número pré-definido de óvulos. Uma mulher costuma nascer com cerca de 5 milhões de óvulos e, ao longo do tempo, ela vai gastando esses gametas.

Quando acontece a menstruação, por exemplo, a mulher começa a gastar seus óvulos mensalmente já que ela ovula em todo ciclo menstrual. Então, aos 35 anos, normalmente a mulher já perdeu mais da metade de seus óvulos.

Por isso, os médicos afirmam que a idade ideal para uma mulher engravidar é até os 35 anos. Um casal fértil que não apresenta nenhum problema de saúde e tem menos de 35 anos, por exemplo, tem aproximadamente 20% de chance ao mês de engravidar de forma natural.

Essa porcentagem já é baixa, mas após os 35 anos ela diminui ainda mais. Cerca de 50% das mulheres com mais de 35 anos têm mais dificuldade para engravidar, sendo a chance mensal disso acontecer de 10% a 15%.

No caso dos homens, a idade não é um fator que prejudica tanto a fertilidade, porque eles continuam produzindo espermatozoides com o passar dos anos. Entretanto, é importante lembrar que a quantidade e qualidade dessa produção é afetada pela idade do homem.

Então, a idade do parceiro também pode diminuir as chances de gravidez do casal. O comum é que a partir dos 47 anos a qualidade e quantidade dos espermatozoides comecem a diminuir.

Melhor idade para fazer a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de fertilidade que ajuda casais a conseguirem engravidar, apesar de uma ou mais dificuldades que estejam impedindo os parceiros de realizarem esse desejo.

Nele, a fecundação é feita em laboratório e depois o embrião é transferido para o útero da paciente. Esse tratamento aumenta consideravelmente as chances de uma mulher engravidar, mas ele também é afetado pela idade da paciente. Isto é, as taxas de sucesso da FIV costumam diminuir conforme a idade da mulher avança.

Por essa razão, o indicado é que a mulher não deixe para fazer o tratamento com uma idade muito avançada. O Conselho Federal de Medicina recomenda fazer a fertilização até os 50 anos, pois depois dessa idade as possibilidades de haver complicações na gravidez aumentam.

Mas, assim como na forma natural, quanto mais nova a paciente, maiores serão as chances de o tratamento ser bem-sucedido. Então, se a mulher fizer o tratamento com 35 anos ou uma idade mais próxima dessa faixa, as chances de sucesso serão maiores.

Diferenças no tratamento de FIV de acordo com a idade

Existe uma ação realizada durante o tratamento da FIV que é usada como uma tentativa de fazer com que as chances de a paciente engravidar não diminuam drasticamente devido à sua idade.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que pode mudar conforme a idade da mulher é o número de embriões transferidos para seu útero. A regra é a seguinte:

  •         Até 35 anos: é permitido colocar 2 embriões, pois a chance de gravidez é alta;
  •         Dos 36 aos 40: é possível transferir 3 embriões para o útero da paciente;
  •         Acima dos 40 anos: até 4 embriões podem ser transferidos para o útero.

Essa é a legislação da Anvisa, porém é fundamental afirmar que o profissional especializado e a paciente decidem juntos quantos embriões serão transferidos para o útero. O número só não pode ultrapassar esses estipulados para cada faixa etária.

Além disso, é preciso lembrar que outros fatores influenciam no sucesso do tratamento, como a causa da infertilidade do casal. Mas, essa é uma técnica usada para diminuir a influência do fator idade.

Planejamento para engravidar

Além de aumentar a quantidade de embriões transferidos para o útero, o que toda mulher pode fazer para elevar suas chances de engravidar é um planejamento. Se a mulher tem certeza de que deseja ficar grávida no futuro, ela pode começar a se planejar anos antes da época em que deseja engravidar ou de ter um parceiro. Para isso, uma ótima opção é realizar um congelamento de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos

No congelamento de óvulos, primeiro é feito um estímulo ovariano por meio de medicações para que seja possível recrutar vários óvulos da mulher. Em seguida, o especialista retira esses óvulos e os congela em laboratório para que a paciente possa usá-los no futuro.

Uma grande vantagem do congelamento de óvulos é que a idade em que esse procedimento é realizado é a idade que os gametas terão quando forem descongelados.

Então, digamos que uma mulher congelou seus óvulos com 33 anos. Se ela for utilizá-los quando tiver 40 anos, os seus óvulos ainda terão 33. Isso é muito relevante, porque quanto mais velho o óvulo, maiores são as chances de ele ter uma cromossomopatia.

Com o aumento da idade do óvulo, por exemplo, aumenta também a chance de o bebê nascer com algum tipo de síndrome, como a de Down. Sendo assim, ao congelar os óvulos, a mulher protege sua fertilidade e diminui as chances de ocorrer uma cromossomopatia na gravidez.

Por isso, se você deseja se tornar mãe após os 35 anos, fazer o congelamento de óvulos é uma forma interessante de se planejar, aumentar suas chances de engravidar e de ter uma gravidez mais tranquila.

Pense no assunto, analise suas vontades e caso queira saber mais sobre o congelamento de óvulos, marque uma consulta conosco. Dessa forma, vamos poder lhe ajudar em seu planejamento.

 

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Aborto espontâneo: veja alguns sinais que podem indicar um aborto?

Fertilidade - Wed, 04/21/2021 - 10:19

Quando um casal consegue engravidar, a descoberta é motivo de comemoração. Novos planos são traçados e a expectativa é de que tudo dê certo e saia como o planejado. Infelizmente, não é sempre que isso acontece. O aborto espontâneo é um dos acontecimentos mais comuns e quase todas as mulheres passarão por isso um dia. Veja a seguir por que isso acontece e como identificar um aborto natural.

Aborto espontâneo: o que é?

Podemos definir o aborto espontâneo como um acontecimento involuntário que põe fim a uma gravidez. Ou seja, o aborto acontece por circunstâncias que não têm relação com o desejo da mulher. Geralmente, ocorre devido a alguma ocorrência anormal na própria gestação.

O período em que há um risco maior de um aborto espontâneo é quando a gestação está entre 12 e 22 semanas, ou seja, por volta dos três meses até cinco meses e meio. Nesse último caso, é chamado de aborto tardio devido ao tempo prolongado da gestação até o momento da interrupção.

Sinais de um aborto espontâneo

Como identificar a ocorrência de um aborto natural? Bom, existem alguns sintomas comuns a essa situação. Saiba mais a seguir.

Sangramento

O sangramento que indica um aborto espontâneo pode acontecer em qualquer fase da gravidez. A mulher pode identificar uma perda pequena ou maior de sangue durante este evento. Acompanhado desse sangramento, podem surgir coágulos sanguíneos, além de uma forte dor abdominal.

Esse momento se assemelha com uma cólica menstrual mais forte do que as tradicionais, com dores não só na região pélvica, mas também na região lombar. Outro ponto importante a se observar é a coloração do sangue que, geralmente, é muito mais vivo quando a gravidez já está um pouco mais avançada.

Bebê deixou de crescer

Uma das formas mais comuns de acompanhamento da evolução da gestação é o monitoramento do crescimento do bebê através do exame de ultrassom. Quando o médico percebe, através desse exame de imagem, que o bebê não está crescendo como o esperado, também é um sinal de alerta que pode indicar a morte do feto dentro do útero da mãe.

Ausência de movimentos do feto

A partir dos dois meses de gestação, algumas mulheres já sentem o bebê fazendo movimentos dentro da barriga. Quando esses movimentos desaparecem por mais de cinco horas seguidas ou após uma perda significativa de sangue é provável que tenha ocorrido um aborto espontâneo.

Além disso, a mulher também pode deixar de sentir todos os outros sintomas que ocorriam enquanto estava grávida, como náuseas, dor nas mamas, sonolência etc. Como a gravidez foi interrompida, os sintomas da gestação também desaparecem.

Quando o aborto acontece devido a alguma infecção interna, a mulher também pode sentir um mal-estar generalizado, uma sensação de que está doente. Alguns sintomas são febre, dor no corpo, calafrios, moleza e desânimo.

O que pode provocar um aborto espontâneo

Como dissemos, o aborto que acontece forma natural é muito comum, especialmente nos primeiros meses da gravidez e atinge uma porcentagem significativa de mulheres gestantes nessa fase. As causas mais comuns do aborto espontâneo são:

  • Idade avançada da mulher: em uma gravidez tardia, os óvulos têm uma qualidade menor, inviabilizando a gravidez;
  • Má formação fetal, geralmente devido a alguma alteração genética e que impede que o embrião se desenvolva;
  • Traumas na região da barriga;
  • Infecções e outras alterações uterinas, como obstrução das trompas;
  • Hipertensão e diabetes descontrolados;
  • Problemas hormonais;
  • Trombofilias;
  • Uso frequente de álcool, cigarro e drogas ilícitas.
Mais comum do que se imagina

O aborto espontâneo é um acontecimento bastante comum e nem todas as mulheres que passam por essa situação conseguem identificar o que, de fato, está acontecendo. Isso porque nem sempre a mulher percebe que o atraso menstrual é, na verdade, uma gravidez.

No entanto, essa gravidez não evolui e em poucos dias ou semanas acontece o desprendimento do óvulo, gerando o sangramento. Diante disso, a mulher pode achar que a menstruação atrasou e depois chegou de maneira um pouco mais intensa, com cólicas e alguns coágulos sanguíneos.

Essa situação é comum e acontece com frequência, principalmente em mulheres jovens, com vida sexual ativa nos períodos férteis do seu ciclo menstrual. 

Se a interrupção tiver ocorrido no comecinho da gravidez, os sinais são mais leves. À medida que a gravidez evolui, os sintomas de um aborto são mais fortes e perceptíveis.

O que fazer após o aborto natural

Quando o aborto espontâneo acontece no começo da gravidez e sem relação com infecções, o aborto espontâneo precoce, geralmente o corpo se encarrega de expulsar qualquer vestígio do embrião através do sangramento vaginal. Nesses casos, a mulher deve procurar um médico para confirmar o ocorrido, mas normalmente não há necessidade de outros procedimentos invasivos.

A cirurgia é indicada nos casos em que o aborto é tardio, ou seja, quando acomete a mulher em um estágio mais avançado da gravidez. Nesses casos, algum material pode ficar retido dentro do útero, sendo necessário fazer a retirada desse excesso.

Como lidar com o psicológico após o aborto natural

O aborto espontâneo é uma situação muito difícil para o casal que está planejando uma gravidez ou que, mesmo sem planejamento, já estava se adequando à nova realidade. Para a mulher, é algo bem mais complexo, principalmente porque a gestante se sente culpada pelo ocorrido, na maioria das vezes.

Quando o casal está realizando um processo de gravidez assistida, após meses tentando engravidar de forma natural e sem sucesso, o aborto pode ser ainda mais estressante. A orientação principal é tentar entender o que houve e descobrir as razões que impediram a gestação de prosseguir.

Em seguida, o casal já pode fazer uma nova tentativa, dessa vez com muito mais chances de a gravidez dar certo, já que todas as precauções serão tomadas para que o problema não se repita na próxima gestação.

Mais importante ao casal, no entanto, é acolher a dor e a tristeza e se permitir viver o momento de perda, sem buscar culpados ou desistir de engravidar por achar que nunca vai conseguir. Com um acompanhamento médico contínuo e bem realizado é possível alcançar o tão esperado sonho da gravidez.

 

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Quais os sintomas de problemas no sistema linfático

Amato Consultório Médico - Mon, 04/19/2021 - 10:00

O sistema linfático é um conjunto de vasos e linfonodos responsáveis por fazer o transporte de linfa, presente nos tecidos, para o sistema circulatório. Também é um sistema de defesa, com atuação direta na proteção de células e absorção de substâncias importantes para o corpo humano. Como a principal função do sistema linfático é o transporte de líquido, não é difícil identificar o momento em que essa atividade não está sendo executada corretamente. Logo que esse transporte é interrompido ou sofre algum dano, o corpo apresenta sinais e é sobre esses indicadores que falaremos mais adiante.

Sintomas de problemas no sistema linfático

Como saber se o seu sistema linfático está normal ou se está sofrendo com alguma alteração anormal? Conhecendo os sinais que o seu corpo apresenta. Vejamos agora quais são.

 

Edema (inchaço)

O edema, popularmente chamado de inchaço, é a principal demonstração de que há alguma coisa errada com o nosso sistema linfático. Ora, se os vasos linfáticos realizam o transporte de linfa pelo corpo é compreensível que, diante de uma falha, esse líquido fique estagnado.

O resultado é o acúmulo desse material dentro dos vasos, resultando no inchaço. Esse acúmulo pode ser gerado devido ao mal funcionamento dos vasos e também por algum tipo de obstrução local ou lesão.

Assim, sempre que o indivíduo apresenta inchaço no corpo de forma prolongada, sem uma causa aparente ou após alguma intervenção cirúrgica, precisa consultar um médico especialista para verificar a causa real desse edema.

Quando atinge pernas e pés, o edema é facilmente perceptível a olho nu e também quando a área afetada é pressionada. O retorno gradual da pele após a pressão indica o maior ou menor grau do problema.

O linfedema é uma das doenças mais comuns do sistema linfático que provoca inchaço, membros assimétricos e erisipela, da qual falaremos adiante.

 

Erisipela

A erisipela é uma infecção que atinge a parte mais externa da pele do indivíduo, provocada por uma bactéria. Essa bactéria entra no organismo através de pequenas fissuras como ferimentos, rachaduras e até mesmo micoses.

A erisipela atinge basicamente pernas e pés e os idosos são os mais propensos a sofrer com a doença por causa da fragilidade do sistema linfático. Os principais sintomas dessa infecção são:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Pele escurecida;
  • Febre;
  • Bolhas e ferimentos, nos casos mais graves.

Alguns pacientes também relatam sintomas como febre, indisposição, fadiga e mal-estar generalizado antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas físicos da erisipela.

 

Elefantíase

A elefantíase é o nome popular da Filariose, uma infecção provocada por um verme que entra na pele do indivíduo através da picada de um mosquito contaminado. Esse verme chega até os vasos linfáticos, provocando alterações na circulação local ocasionando o inchaço completamente anormal de um dos membros inferiores.

A perna afetada por essa infecção apresenta uma aparência deformada e rígida, extremamente diferente da perna não atingida, se assemelhando a pata de um elefante. Por isso, a popularização do nome “elefantíase”.

A elefantíase é uma das doenças mais incapacitantes do sistema linfático, além de causar no paciente severas crises de insatisfação com o próprio corpo, devido à deformidade estética.

 

Ausência de dor

A dor não é um sintoma clássico nas doenças do sistema linfático. É muito comum os pacientes não relatarem esse tipo de desconforto quando procuram um médico. Aliás, a dor é um excelente sintoma que ajuda a diferenciar do lipedema. Contudo, a ausência de dor não indica a ausência de um problema.

No caso do linfedema, por exemplo, o inchaço provocado pela distribuição irregular da linfa pelos vasos linfáticos, não causa dor ao paciente. Isso acaba por fazer com que ele pense que está tudo normal. Mesmo sem dor, é preciso observar os outros sintomas e procurar o médico diante de qualquer alteração significativa.

É importante lembrar que a dor pode aparecer caso haja alguma infecção local, como a própria erisipela, da qual falamos anteriormente. Por isso é tão importante ficar atento aos sinais e analisar cada novidade que o corpo apresentar.

 

Assimetria: uma perna diferente da outra

Outro sintoma muito comum das doenças do sistema linfático é a assimetria das pernas. Isto é, as pernas do paciente atingido não têm a mesma aparência quando comparadas entre si. Geralmente, uma é mais inchada do que a outra, evidenciando o acúmulo de líquido naquele local específico.

Nem sempre esse sintoma vem acompanhado de outros. O indivíduo pode não relatar dor, alteração de cor, ferimentos e nenhuma outra característica que sinalize algum problema a não ser uma perna mais grossa do que a outra. Porém, esse sintoma já é um sinal do linfedema, o inchaço provocado pela má circulação da linfa.

 

Pés também são atingidos

O corpo inteiro pode apresentar sintomas de que o sistema linfático não vai bem, inclusive os pés. Em muitos casos, inclusive, é observando os próprios tornozelos que o indivíduo percebe que há algo de errado com o seu corpo, que existe um inchaço anormal nos membros inferiores.

Com o passar do tempo, e na ausência de tratamento, esse inchaço pode se agravar, reduzindo cada vez mais a mobilidade do indivíduo que acaba ficando mais cansado ao executar atividades rotineiras, tendo que depender cada vez mais de outras pessoas.

 

Paciente sente piora ao ficar de pé

A posição vertical dos membros inferiores piora a situação de quem tem alguma doença do sistema linfático. O motivo é a dificuldade que os vasos apresentam em realizar o transporte do líquido de baixo para cima, uma vez que estão lesionados ou em mal funcionamento.

Por isso, ficar muito tempo em pé não é recomendado, pois é um hábito que sobrecarrega o sistema circulatório, além de provocar dores, cansaço nas pernas, além de outros desconfortos.

 

Paciente sente melhora ao elevar as pernas

Se ficar muito tempo em pé é desconfortável, elevar os membros inferiores gera um verdadeiro alívio para quem apresenta linfedema ou alguma outra doença linfática. Manter as pernas elevadas estimula a circulação, favorece o trajeto do líquido pelo corpo, de baixo para cima, reduzindo o inchaço.

O ideal é que o paciente apoie as pernas sobre algum travesseiro macio na hora de dormir e eleve as pernas outras vezes ao longo do dia para evitar o cansaço extremo e diminuir a retenção líquida.

Como vimos, os problemas do sistema linfático são facilmente perceptíveis através da observação minuciosa e atenta dos sinais que as doenças apresentam. Obviamente, é preciso uma consulta com um médico especialista para confirmar ou eliminar suspeitas. Contudo, é muito importante que o paciente aprenda a observar o seu corpo em busca de alterações que indiquem algum problema de saúde e busque ajuda logo que perceber alguma anormalidade.

 

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Explante mamário é uma das tendências para 2021

Amato Consultório Médico - Sat, 04/17/2021 - 17:01

Explante mamário (retirada da prótese de silicone) é o destaque entre as tendências de cirurgias plásticas para 2021. Isso porque vem crescendo o número de mulheres que decidem não querer mais ter uma prótese por questões estéticas ou por causa de alguma complicação relacionada ao implante de silicone ou com o implante. A síndrome ASIA e a Doença do Silicone estão entre elas:

 

  • A Síndrome ASIA apresenta sinais e sintomas de doenças autoimunes e que aparecem após a colocação do implante (o implante é o gatilho para esses sinais e sintomas). Fatores genéticos, familiares com antecedentes de doença inflamatória e autoimune são mais propensos a desenvolver essa síndrome.

 

  • A Doença do Silicone é um termo mais genérico e pode englobar todas as complicações do implante de silicone.

 

Em 2020, a procura pelo explante aumentou cerca de 100% em seu consultório e maior parte das pacientes buscaram o explante porque estavam insatisfeitas com o resultado estético e tinham sintomas nas mamas como dor e deformidade por causa do implante.

 

As doenças relacionadas ao implante de silicone são raras, mas existem. Por isso, o especialista chama atenção para os seguintes sintomas: queda de cabelo, unha quebradiça, irritabilidade, insônia, cansaço, alteração de humor e depressão.

 

Lipoaspiração – Em 2021, a lipoaspiração permanece entre as tendências, já que nem sempre a alimentação saudável, equilibrada e a prática diária de atividades físicas fazem sumir aquela gordura localizada no abdômen.

 

A tecnologia aliada à Medicina fez evoluir a técnica de lipoaspiração para atender a esses pacientes. Existem diversos aparelhos que podem ser associados para refinar a lipoaspiração, possibilitando o médico esculpir o contorno corporal de forma mais segura e precisa, resultando em uma aparência mais harmônica e até evidenciando melhor a musculatura.

 

*Dr. Fernando Amato

*Dr. Fernando Amato é médico cirurgião plástico, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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A infertilidade do casal pode estar relacionada à obesidade

Amato Consultório Médico - Sat, 04/17/2021 - 15:34

*Por Dra. Lorena Lima Amato

Por ser uma doença crônica, a obesidade pode causar diabetes, hipertensão e outras várias repercussões deletérias para o organismo, entre elas a infertilidade em homens e mulheres.

Muitos passam por essa situação e nunca relacionam a doença com a causa da baixa fertilidade. A perda de peso, além de melhorar todos os aspectos relacionados à saúde e bem-estar, pode ser o caminho que faltava para a desejada gestação.

Mas como a obesidade interfere na fertilidade?

Em mulheres, a obesidade diminui os níveis de hormônios femininos aumentando o nível dos hormônios masculinos. Esses vão levar a irregularidade menstrual, àquelas manifestações de excesso de hormônio masculino como acne, pelos no corpo – chamado de hirsutismo – e à anovulação.

A ovulação é processo essencial para gravidez, para garantir a fertilidade. As mulheres com obesidade, frequentemente, têm períodos de anovulação, o que reduz a fertilidade.

Em homens com excesso de peso acontece a queda dos níveis de testosterona, que vai influenciar na libido, podendo levar a disfunção erétil e, o que muitos não sabem, é que o excesso de peso leva a disfunção dos espermatozoides, tanto em quantidade como em qualidade.

Homens e mulheres conseguem reverter essa causa da infertilidade com a perda de peso. Vejo pacientes tentando várias estratégias medicamentosas e tratamentos médicos para engravidar, mas nunca relacionam a infertilidade com o excesso de peso. Perder peso, além de melhorar a qualidade de vida como um todo, pode ser a solução do problema do casal.

 

*Lorena Lima Amato é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

 

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Para quem a fertilização in vitro é indicada?

Fertilidade - Sat, 04/17/2021 - 15:16

A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes em um tratamento de gravidez. O procedimento é um pouco mais complexo do que os demais métodos, uma vez que os embriões são fecundados fora do corpo da mulher e transferidos para o útero posteriormente. Saiba mais sobre a fertilização in vitro e em quais situações ela é indicada.

O que é a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica utilizada para ajudar casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de engravidar. O processo é dividido em várias etapas que incluem:

  • Estimulação ovariana;
  • Captura de óvulos de boa qualidade;
  • Captação de espermatozoides sadios e fortes;
  • Fecundação em ambiente externo;
  • Introdução do embrião no útero da mulher.
Indicações da fertilização in vitro

Quando o casal procura uma clínica de reprodução assistida para tentar engravidar, ele ainda não sabe o que está impedindo a gestação natural. Portanto, a indicação de um ou outro método depende do resultado da investigação médica. Alguns dos casos mais comuns são:

Baixa reserva ovariana

Diferente do homem que produz espermatozoides durante toda a sua vida, a mulher possui uma reserva única de óvulos, que começam a ser liberados logo que ela inicia o seu ciclo reprodutivo, ou seja, quando começa a primeira menstruação.

Todos os meses esses óvulos são liberados dentro do ciclo menstrual e vão diminuindo na sua quantidade à medida que o tempo vai passando. A idade, portanto, é uma das principais causas da baixa produção de óvulos pelo corpo feminino.

Por causa dessa baixa reserva, a fecundação espontânea se torna mais difícil de acontecer, uma vez que há poucos óvulos à disposição dos espermatozoides. E a fertilização in vitro pode resolver esse problema através da estimulação ovariana.

Baixa produção de espermatozoides

Os homens produzem espermatozoides durante toda a vida, mas também podem apresentar redução nesse processo devido a algumas situações específicas como ejaculações frequentes ou alguma doença que atinja o seu sistema reprodutor.

Além disso, alguns espermatozoides podem não ser fortes o suficiente para viabilizar uma fecundação. Nesse caso, a FIV também é uma indicação precisa e correta.

Como vimos anteriormente, uma das fases da fertilização in vitro é a coleta e a escolha de espermatozoides saudáveis, com mais chances de fecundar um óvulo com sucesso.

Obstrução tubária bilateral

A obstrução das trompas é uma condição prejudicial à gravidez e que pode trazer consequências danosas à mulher, caso a gestação aconteça. 

As trompas desempenham um papel fundamental durante o processo de fecundação. São elas que capturam o óvulo liberado durante a ovulação e é dentro das trompas que acontece o encontro entre óvulo e espermatozoide. 

A obstrução tubária bilateral, que atinge as duas trompas, não só dificulta a gestação, mas também a torna extremamente arriscada. Essa obstrução pode fazer com que a gravidez ocorra dentro das tubas uterinas, gerando o que chamamos de gravidez ectópica, ou seja, fora do útero.

Quando isso acontece, a gravidez não evolui e o crescimento do feto pode causar o rompimento das trompas, causando desde hemorragias e dores fortes até a morte da mulher.

Caso suspeite desse problema, o médico pode solicitar um exame, chamado de histerossalpingografia, que avalia a saúde das trompas e assim identificar possíveis bloqueios na região.

A obstrução tubária é causada por doenças e infecções ginecológicas e também pode ser consequência de alguma cirurgia na região pélvica. Não apresenta sintomas e a mulher geralmente só descobre o problema quando busca ajuda médica após inúmeras tentativas para engravidar, porém, sem sucesso.

Diante dessa situação, a mulher pode optar por uma cirurgia para tentar desobstruir as trompas ou engravidar através da fertilização in vitro, em que o embrião é inserido diretamente na cavidade uterina.

Idade materna avançada

A idade da mulher é um fator predominante quando o objetivo é engravidar. Por volta dos 20 anos de idade, as chances de uma gravidez espontânea acontecer chegam a 80%. A partir dos 35 anos, essa taxa cai para 10% e, após os 40 anos, as chances de uma gravidez natural chegam a 5%.

Ou seja, quanto mais idade a mulher tem, menor é a probabilidade de ela conceber um filho de forma espontânea, mantendo relações sexuais dentro do período fértil. Isso tudo acontece por causa da baixa produção de óvulos que, como já vimos, cai bastante com o decorrer do tempo.

Assim, uma mulher que esperou mais tempo para engravidar pode conseguir realizar o seu sonho de ser mãe optando pela fertilização in vitro, ainda que esteja em uma idade mais avançada.

É importante lembrar que a gravidez tardia pode acarretar problemas para a mãe e para o bebê. Por isso, deve ser acompanhada de perto pela equipe médica responsável pelo processo de reprodução assistida.

Tentativas de engravidar que ultrapassam um ano

Um ano é um período considerado suficiente para que casais jovens e saudáveis consigam engravidar, desde que estejam mantendo relações sexuais frequentes, dentro do período fértil. 

Caso a gravidez não aconteça, mesmo sem uma causa aparente que impeça a fecundação, é hora de tentar identificar o problema e solucioná-lo.

A infertilidade pode atingir mulheres e homens e apenas uma análise detalhada da saúde de ambos pode afirmar com clareza quais são as causas desse problema. Dentre as principais razões, podemos destacar:

Cabe ao médico identificar o fator impeditivo da gravidez e sugerir ao casal algum método de reprodução assistida para driblar a infertilidade. A fertilização in vitro é uma opção com ótimas taxas de sucesso, especialmente em casais mais jovens.

Além dos casos citados, a fertilização in vitro também é uma alternativa para:

  • Casais homoafetivos;
  • Mulheres que desejam uma gravidez independente;
  • Mulheres que realizaram laqueadura ou que tentaram reverter a cirurgia, sem sucesso;
  • Casais sem causa definida de infertilidade;
  • Pacientes oncológicos que desejam engravidar futuramente e precisam congelar seus óvulos e espermatozoides etc.

Como vimos, a fertilização in vitro é uma das maneiras mais eficazes de alcançar uma gravidez, mesmo que a mulher ou o homem apresente algum problema de fertilidade. De toda forma, a indicação do melhor método deve ser realizada pelo médico, de acordo com a individualidade de cada paciente.

 

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E nasce aqui, no Instituto Amato o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema

Amato Consultório Médico - Sat, 04/17/2021 - 12:58

Uma das grandes dificuldades da doença vascular chamada lipedema é a ausência de exames laboratoriais e de imagem com critérios bem definidos para auxiliar na definição diagnóstica. Exames eram pedidos, e, mesmo com o lipedema, os laudos vinham “normais”. Portanto, os médicos dependiam unica e exclusivamente da anamnese (conversa com o paciente) e do exame físico. Agora não mais.

O Dr Alexandre Amato, juntamente com sua equipe, criou e publicou internacionalmente o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para o diagnóstico do lipedema.

Temos a consciência que a divulgação e adoção dos critérios ultrassonográficos levará muito tempo ainda, porém este é o primeiro e essencial passo, que coloca o Brasil no centro da pesquisa mundial sobre o lipedema.

 

  1. Amato ACM, Saucedo DZ, Santos K da S, Benitti DA. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebol J Venous Dis [Internet]. 2021 Apr 15;026835552110023. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02683555211002340

Ultrasound criteria for lipedema diagnosis by Alexandre Amato on Scribd

 

 

 

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Equipe do Instituto Amato/Vascular.pro publica o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para diagnóstico do lipedema

Cirurgia Vascular - Sat, 04/17/2021 - 12:55

Uma das grandes dificuldades da doença vascular chamada lipedema é a ausência de exames laboratoriais e de imagem com critérios bem definidos para auxiliar na definição diagnóstica. Exames eram pedidos, e, mesmo com o lipedema, os laudos vinham “normais”. Portanto, os médicos dependiam unica e exclusivamente da anamnese (conversa com o paciente) e do exame físico. Agora não mais.

O Dr Alexandre Amato, juntamente com sua equipe, criou e publicou internacionalmente o primeiro protocolo ultrassonográfico do mundo para o diagnóstico do lipedema.

Temos a consciência que a divulgação e adoção dos critérios ultrassonográficos levará muito tempo ainda, porém este é o primeiro e essencial passo, que coloca o Brasil no centro da pesquisa mundial sobre o lipedema.

 

  1. Amato ACM, Saucedo DZ, Santos K da S, Benitti DA. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebol J Venous Dis [Internet]. 2021 Apr 15;026835552110023. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02683555211002340

Ultrasound criteria for lipedema diagnosis by Alexandre Amato on Scribd

 

 

 

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